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terça-feira, 26 de agosto de 2025

FAP RECEBE TERCEIRO HERCULES MODERNIZADO

C-130H Hercules n/c 16803        Foto: FAP

A Força Aérea Portuguesa recebeu no dia a 14 de agosto, na Base Aérea N.º 6, no Montijo, a terceira aeronave C-130H (n/c 16803) submetida ao processo de modernização, no âmbito do programa de atualização dos aviónicos. 

A intervenção decorreu nas instalações da OGMA , em Alverca, e abrange um total de quatro aeronaves da frota C-130H da FAP. O processo inclui modificações estruturais e uma profunda renovação dos sistemas de navegação, comunicação e gestão de voo, com a integração de equipamentos que transformam o cockpit num ambiente compatível com os padrões mais avançados da aviação militar contemporânea.

Cockpit Flight2 da Collins Aerospace dos C-130H Hercules modernizados

A execução do programa tem contado com a colaboração direta de militares da Esquadra 501 que opera os aparelhos, da Esquadra de Manutenção C-130H, da Gestão do Sistema de Armas C-130H e da Autoridade Aeronáutica Nacional, assegurando a articulação técnica e operacional necessária à sua implementação.

Esta modernização insere-se no quadro do programa europeu SESAR – Single European Sky ATM Research –, que visa a adaptação das aeronaves às exigências atuais do espaço aéreo europeu. Entre os objetivos estão o reforço da segurança na circulação aérea, o aumento da capacidade de tráfego, a otimização das rotas de voo e a redução do impacto ambiental das operações.

Cofinanciado por fundos europeus, o projeto permite à Força Aérea manter a capacidade de resposta em missões nacionais e internacionais. 

Os C-130H desempenham funções críticas de transporte aéreo em operações militares e civis, bem como em ações de patrulhamento marítimo e de busca e salvamento. Recordamos ainda que o ministro da Defesa Nuno Melo anunciou recentemente a aquisição de dois sistemas de combate a incêndios MAFFS II, para utilização pela frota C-130.

Falta agora apenas assim, a modernização do 16805, para completar as modernizações da totalidade da frota C-130 da Esquadra 501.


quinta-feira, 4 de julho de 2019

ROMÉNIA COMPRA NOVO LOTE DE F-16 A PORTUGAL [M2043 -30/2019]

F-16AM do primeiro lote vendido por Portugal à Roménia

O ministro da Defesa romeno Gabriel Les, anunciou ontem 3 de Julho de 2019, a compra de um novo lote de cinco células F-16 a Portugal. Em conferência de imprensa Gabriel Les referiu:

"O Parlamento romeno aprovou ontem, conforme exigido por lei para uma aquisição superior a 100M EUR, o início do procedimento do Ministério da Defesa para a adjudicação do contrato de aquisição de um pacote de cinco aeronaves ao Governo Português e, claro, o pacote de bens e serviços ao Governo dos EUA. 
Serão cinco aviões para completar a nossa Esquadra [de F-16]. Ficará completa quando tivermos todos os 17, quando [os novos cinco] se juntarem aos doze que possuímos actualmente. As novas aeronaves, quando recebidas terão a mesma configuração que as que temos, de modo a possuirmos uma capacidade uniformizada".

Este desenvolvimento confirma a notícia que avançámos em Abril passado, dando conta das negociações entre os dois países. Isto significará portanto, que a frota da Força Aérea Portuguesa irá ficar com um número final de 28 F-16 (25 monolugar e 3 bilugar), sendo modernizadas na OGMA  três células adicionais às duas actualmente em acabamentos.

Sobre o lote a alienar, sabe-se apenas que se trata de quatro F-16AM (monolugar) e um F-16BM (bilugar), com o sistema operativo Tape 5.2R. Aos Estados Unidos deverão ser adquiridas peças sobressalentes, equipamento electrónico e armamento, necessários para o uso operacional dos caças.

Não há ainda data para rubricar o contrato, nem tão-pouco datas definidas para a entrega das aeronaves, ou mesmo o valor final do negócio.


sexta-feira, 10 de maio de 2019

OGMA ENTREGA NOVO F-16 MLU À FAP [M2037 - 24/2019]

A descolagem do 15142 da pista de Alverca rumo à BA5 - Monte Real a 9 de Maio de 2019        Foto: OGMA

A OGMA entregou ontem 9 de Maio de 2019 um F-16 à Força Aérea Portuguesa, após ter sido submetido ao programa Mid Life Upgrade (MLU), portanto o mesmo standard da restante frota operacional da FAP.

Este F-16 com número de cauda 15142, voou pela primeira vez em mais de 24 anos, a 13 de Fevereiro do corrente ano, em Alverca, naquele que foi o voo de experiência, após os trabalhos de modernização realizados na OGMA. A célula F-16A original (n/s 82-0952 - informação não confirmada) foi inibida nos EUA a 15 de Dezembro de 1994, tendo sido fornecida a Portugal integrada no programa Peace Atlantis II (PAII) em 1999, estando armazenada desde então.

O 15142 no voo de experiência a 13 de Fevereiro de 2019       Foto: FAP

A modernização MLU para as células do programa PAII, inclui, além da substituição dos sistemas electrónicos do avião, os programas de melhoramento estrutural Falcon Up e Falcon Star, que aumentam a vida útil da célula em 3000 horas de voo, além das 5000 iniciais suportadas pelos F-16A Bloco 15L, como é o caso.

O 15142 é a primeira de três células F-16 (dois A e um B) a incorporar na frota da Força Aérea Portuguesa, de modo a compensar outras três vendidas à Roménia, além das nove inicialmente previstas (total de 12).

O objectivo inicial desta decisão era manter uma frota de 30 aviões disponíveis para as Esquadras 201 e 301 da FAP. Contudo, com a perspectiva da venda de 5 aviões mais à Roménia, é possível que a frota portuguesa venha a ficar reduzida a 28, caso se confirme o negócio.

Poderá parecer que errámos as contas mas passamos a explicar: aquando da alienação dos 12 F-16 à Roménia, foram adquiridas 3 células adicionais aos EUA (dois A e um B) armazenados até então no AMARG. No entanto, os aviões n/c 15142 e 15143 agora modernizados, são células remanescentes do PA II. Apenas o 15144 (modelo B) é do lote recebido em 2014.
Entretanto, o Ministério da Defesa decidiu modernizar e colocar operacional as duas células A recebidas em 2014 e a última célula A remanescente do PA II, caso a nova venda à Roménia se concretize.

Portanto 30-5+3=28.
25AM e 3BM

Se a venda não se concretizar à Roménia, ficará a frota em 30 F-16: 26 AM e 4 BM, como previsto inicialmente.

Neste momento, com a incorporação do 15142 e por coincidência, estão 28 F-16 MLU baseados em Monte Real.




sábado, 20 de abril de 2019

ROMÉNIA OFICIALIZA INTERESSE EM MAIS CINCO F-16 PORTUGUESES [M2033 - 20/2019]

F-16 do primeiro lote vendido por Portugal à Roménia

O ministro da Defesa romeno Gabriel Les, confirmou em conferência de imprensa, a intenção de comprar  cinco células F-16 a Portugal: "Todos os documentos foram já enviados para o nosso parceiro português. Só nos falta percorrer os últimos metros de distância. Acredito firmemente que é possível assinar ainda este ano o contrato para os cinco aviões" referiu.

Segundo informação adicional ventilada na imprensa romena, apenas quatro das células serão destinadas a voar, juntando-se assim às 12 do primeiro lote adquirido em Portugal, actualmente a operar a partir de Borcea, na Roménia, para perfazer um total de 16. A quinta célula destinar-se-á ao fornecimento de peças para a frota operacional.
Ainda segundo a imprensa local, as cinco células virão do AMARG nos EUA, sendo modernizadas na OGMA, em Alverca, para o padrão MLU.

O potencial negócio tinha já sido anteriormente assumido pela parte portuguesa, tanto pelo Ministério da Defesa, como pela Força Aérea, na pessoa do Gen. Manuel Rolo. Em Janeiro passado, na Comissão Parlamentar de Defesa, o então CEMFA revelou ser a alienação de cinco células F-16, a solução encontrada para financiar a modernização e operacionalidade da restante frota portuguesa. Isto significa que - ao contrário da informação veiculada na Roménia e pelo MDN inicialmente - as células a transferir para a Roménia sairão da frota nacional e não serão repostas, ficando por isso a frota da Força Aérea Portuguesa reduzida a 25 aeronaves.
A lógica subjacente a esta decisão, é de que estas cinco células têm estado paradas nos últimos anos, por falta de verbas para as manter operacionais, sendo por isso a sua venda irrelevante para a execução das operações que é possível manter actualmente.

Não há, por enquanto, informação oficial acerca dos valores envolvidos no negócio.


sexta-feira, 20 de abril de 2018

CANCELADA MODERNIZAÇÃO DA FROTA C-130 DA FAP (M1965 - 25/2018)

Cancelamento da modernização da frota C-130 com vista para o KC-390

Foi hoje publicado em Diário da República um despacho do Ministro da Defesa, que cancela a modernização prevista para a frota C-130H Hercules ao serviço da Força Aérea Portuguesa.

Apesar de não serem conhecidos ainda os contornos da aquisição do KC-390, em negociação desde Julho de 2017, e que se pretende substitua os aviões da Lockheed Martin, a justificação que se pode ler no referido documento, para o cancelamento das modernizações orçamentadas em 29M EUR, é a transferência deste valor para "garantir a sustentação [da frota C-130] até ser atingida a Capacidade Operacional Final do KC-390".

As aeronaves em uso pelas Esquadra 501, serão contudo, ainda assim, alvo de modificações, nomeadamente no sistema de navegação e comunicações, aproveitando o co-financiamento de fundos europeus, no âmbito do programa Céu Único Europeu. O despacho prevê um máximo de 19.06M EUR de investimento para este fim e 2.6M EUR para a sustentação da frota, tal como referido acima.

Já no sumário do Conselho de Ministros de passado dia 12 de Abril de 2018, pode ler-se a aprovação de verbas para "garantir a manutenção das aeronaves C-130H e P-3C, seus motores e respetivos orgãos ou equipamentos, componentes, sistemas e subssistemas associados, para o quadriénio 2018-2021"
Não é contudo claro se este assunto se sobrepõe ou é complementar, com a decisão hoje oficializada.

Embora em versões diferentes, o C-130H e o P-3C utilizam o mesmo modelo de motor.





quinta-feira, 26 de outubro de 2017

PILOTOS DE CAÇA BÚLGAROS EM GREVE (M1932 - 69/2017)

 MiG-29 búlgaro em Graf Ignatievo           Foto: Hailey Haux/USAF

Numa altura em que a decisão do novo caça para substituir os MiG-29 na Força Aérea Búlgara foi novamente adiada, chegam notícias de que os pilotos da base aérea de Graf Ignatievo se terão recusado a realizar os voos de treino previstos para a manhã de 24 de Outubro de 2017. A missão de policiamento aéreo contudo, terá estado sempre assegurada.

Segundo o jornal online Sofia Globe, oficialmente o vice-ministro da defesa Atanas Zapryanov negou num primeiro momento que quaisquer voos tenham sido suspensos, enquanto o comandante da base aérea alegou razões meteorológicas para o cancelamento dos mesmos voos. Já o ministro da Defesa optou por referir que "alguém está a tentar criar tensão artificialmente" e que iria inteirar-se da situação.

Mas se por um lado as condições meteorológicas na região de Graf Ignatievo eram suficientemente verosímeis para justificar o cancelamento dos voos, o General Tsanko Stoykov confirmou publicamente em entrevista durante as comemorações do centenário da aviação militar no país, o baixo estado anímico que o adiamento da aquisição dos novos caças provocou dentro da Força Aérea local: "sentem-se negligenciados, algo ofendidos e essas razões reflectem-se na sua motivação de continuar na Força Aérea", disse a propósito.

O mesmo órgão de comunicação social, bem como a Rádio nacional da Bulgária, haviam reportado no próprio dia 24 uma "recusa massiva dos pilotos para voar" devido a preocupações de segurança com o estado dos aviões e o adiamento da aquisição de novos caças, invocando por isso estar "psicologicamente inaptos" para voar.

Ainda segundo o Sofia Globe, dez dos doze motores  modernizados dos MiG-29 entregues à Força Aérea, ainda não foram colocados em operação, devido a falhas na documentação dos mesmos. Falta de lubrificantes para os motores, causando a paragem quase total da frota, foi igualmente já assinalada em Maio e Junho transactos.

Entretanto, o canal de televisão BTV confirmou inequivocamente a razão do cancelamento dos voos ser o descontentamento pelo estado da Força Aérea, citando mesmo o vice-ministro da Defesa Atanas Zapryanov que atribuía a falta de confiança dos pilotos ao "treino insuficiente por horas de voo insuficientes". O mesmo interlocutor adiantou ainda que uma reunião com os pilotos iria ser realizada e que os problemas com a documentação dos motores (seis novos e quatro modernizados) estavam a ser tratados.
Segundo Atanas Zapryanov, um relatório do comandante de Graf Ignatievo dava sete MiG-29 como operacionais, e que assim que mais motores ficassem disponíveis, este número aumentaria, permitindo alargar as horas de voo.

Já o próprio ministro da Defesa, acerca do mesmo tema e desenvolvendo a sua teoria de que "alguém está a criar tensões artificialmente" referiu que as prioridades tinham sido definidas: primeiro manutenção e modernização do equipamento existente e depois as negociações e a aquisição de novos caças. Mostrou-se ainda "surpreendido por [os pilotos] terem descoberto que existem problemas no mundo da aviação" e que não fazia ideia por que razão estes pensavam que um novo caça não iria ser adquirido. Rematou o assunto com " já haveria um novo caça se estes fosse um aspirador, em que vais à loja, pagas, traze-lo e usa-lo", admitindo ainda o "estado crítico" em que se encontram as Forças Armadas do país, mas que os problemas não se resolvem com "uma varinha mágica".

Por detrás do atraso na decisão do novo modelo de caça a adquirir, estarão jogadas políticas de bastidores, por parte das facções apoiantes do Gripen e do F-16 principalmente. Apesar do primeiro-ministro Boiko Borissov ser aparentemente um dos apoiantes do Gripen e se ter proposto a avançar com as negociações com a Saab numa primeira fase após o anúncio do gripen como vencedor, o seu partido GERB - que iniciou a investigação parlamentar que resultaria na anulação do primeiro concurso - pretende uma aproximação aos interesses americanos (F-16), sugerindo uma uniformização com as frotas dos países vizinhos Roménia, Grécia e Turquia, todos utilizadores de F-16.
O presidente da Bulgária e ex-Chefe de Estado-Maior da Força Aérea Gen. Rumen Radev, definiu a reviravolta  no processo de aquisição dos caças, como um ataque pessoal, face às acusações de que foi alvo por parte do líder parlamentar do GERB, de ter favorecido o Gripen.

Portugal está envolvido na proposta de fornecimento dos F-16,  recebendo células usadas dos EUA para modernizar na OGMA e posterior exportação para a Bulgária.


quarta-feira, 25 de outubro de 2017

BULGÁRIA RELANÇA CONCURSO PARA AQUISIÇÃO DE CAÇAS (M1930 - 67/2017)

Alinhamento de caças F-16 semelhantes aos que Portugal se propõe fornecer à Bulgária

A Bulgária irá lançar um novo concurso para a aquisição de oito caças destinados a substituir a frota de MiG-29 actualmente a desempenhar a missão de defesa aérea do país.

Contrariando a recomendação de um grupo Ministério da Defesa que aconselhava a aquisição de Gripen novos, após o primeiro concurso ao qual Portugal e Itália também concorreram, com F-16 e Typhoon usados, respectivamente, a Assembleia Nacional búlgara votou a favor da reabertura do processo concursal.

A escolha do Gripen cedo foi contestada pelo novo Governo empossado em Sófia, pouco tempo depois da decisão tomada pelo anterior Governo de gestão em Abril passado. No início do corrente mês de Outubro de 2017, uma comissão parlamentar emitiu finalmente um relatório, recomendando o relançamento do concurso, relatório esse que seria aprovado com 126 votos a favor, 59 contra de duas abstenções.

Acerca do assunto, em entrevista à televisão búlgara, o ministro da Defesa Krasimir Karakachanov revelou que apesar de pessoalmente preferir aviões novos, isso só deverá acontecer se estes puderem ser pagos ao longo de um período de tempo mais alargado do que o inicialmente previsto.
Com alguma surpresa, afirmou ainda que o país deveria investir na modernização da actual frota de MiG-29 e Su-25 de origem russa.
Adiantou ainda que pretende levar o novo programa de concurso a conselho de Ministros, no início de Novembro.

Portugal terá por isso uma nova oportunidade para melhorar a proposta de fornecimento de caças F-16 à Bulgária. De recordar que a proposta lusa contemplava o fornecimento de células de F-16 usadas, vindas dos EUA e modernizadas na OGMA, aproveitando as capacidades criadas com o programa MLU de modernização da frota de F-16 da Força Aérea Portuguesa.

Portugal entregou recentemente o último lote de doze F-16 vendidos à Roménia em condições similares, embora com a nuance de se ter tratado de aeronaves operadas pela Força Aérea Portuguesa, o que não será o caso na eventualidade de ganhar o concurso da Bulgária.


terça-feira, 22 de agosto de 2017

HELIS DA MARINHA DE REGRESSO À NATO E COM MODERNIZAÇÃO EM MARCHA (M1917 - 54/2017)

Fragata NRP D. Francisco de Almeida com Lynx Mk.95 a bordo

A fragata NRP D. Francisco de Almeida da Marinha de Guerra Portuguesa, integra desde 6 de Agosto a Força Naval Permanente da NATO (Standing NATO Maritime Group 1 - SNMG1), que está de prontidão para a condução de variadas missões em diferentes teatros de operações.

A força é agora comandada pelo Comodoro norueguês Peter Kammerhuber na fragata HNoMS Otto Sverdrup. Além do NRP D. Francisco de Almeida integram ainda a frota a fragata HMCS Charlottetown (Canadá) e o navio abastecedor FGS Rhoen (Alemanha).

HNoMS Otto Sverdrup e NRP D. Francisco de Almeida        Foto: Marinha Portuguesa

A bordo da D. Francisco de Almeida segue o destacamento "Vader Flight" da Esquadrilha de Helicópteros da Marinha (EHM) com o Lynx Mk.95 n/c19203, além de duas equipas do Pelotão de Abordagem dos Fuzileiros, num total de 188 elementos incluindo a guarnição do navio.

Até 6 de Dezembro da fragata comandada pelo Capitão-de-fragata João Pedro Monteiro Silva , irá participar em vários exercícios internacionais e qualquer operação de responsabilidade da NATO que seja atribuída ao SNMG1

Vídeo da entrada da D. Francisco de Almeida no porto de Leith (Edimburgo)


De partida para Plymouth no Reino Unido está também a fragata NRP Corte-Real, para participar no intenso treino operacional Flag Officer Sea Training (FOST) da Royal Navy, com vista a realizar o processo de certificação para integrar o SNMG1 no ano de 2018. Este treino inclui todo o espectro de ambientes das operações navais, em especial a defesa contra ataques terroristas executados a partir do mar. A bordo, o Lynx do destacamento "Red Bull" da EHM.

Lynx Mk.95 da EHM

Entretanto, o primeiro (n/c 19204) dos cinco helicópteros da frota da EHM iniciou já o processo de modernização nas instalações da Leonardo em Yeovil (Reino Unido), que incluirá a substituição dos motores Rolls Royce Gem 42 pelos LHTEC CTS800-4N, novo glass cockpit com três ecrãs multifunções, novo sistema de navegação e novo guincho de salvamento, elevando as células ao padrão Mk.95A. Até ao final do ano de 2017, uma segunda célula (n/c 19201) deverá iniciar igualmente os trabalhos de modernização.


sexta-feira, 19 de maio de 2017

BULGÁRIA: F-16 PORTUGUESES AFINAL... TALVEZ (M1898 - 35/2017)

F-16A MLU modernizado em Portugal


Apesar da divulgação da proposta sueca, como vencedora do concurso do programa de aquisição de caças para a Força Aérea Búlgara, o novo ministro da Defesa daquele país veio hoje informar que irá rever as ofertas, entre as quais se encontra a portuguesa.

Tal como o Pássaro de Ferro oportunamente noticiou a 26 de Abril de 2017, o então governo interino anunciou o Saab JAS-39 Gripen como vencedor. O timing da decisão contudo foi algo estranho, dado ter acontecido a escassos dias da tomada de posse do novo Governo.

E é esta precisamente a razão invocada pelo novo ministro da Defesa de Sófia, Krasimir Karakachanov : "o novo Governo irá rever e discutir as três ofertas para a compra de novos caças modernos para a Defesa búlgara. (...) O Governo interino actuou precipitadamente quando apresentou um relatório sobre as ofertas no Conselho de Ministros, sabendo que não teriam tempo para olhar para ele", proferiu em entrevista à rádio búlgara Focus.
Concluindo ainda: "as ofertas serão calculadas de novo, para avaliar as possibilidades para o Estado búlgaro. O contrato irá custar uma soma considerável, cerca de 1500M BGN [Nota: cerca de 770M EUR], pelo que o Governo tem de evitar cometer erros".

Reabrem-se assim as possibilidades, para que a oferta apresentada por Portugal de F-16 vindos dos EUA e modernizados em Portugal, possa ser a escolhida por Sófia, para substituir a envelhecida frota de MiG-29 da FA Búlgara.
Itália com Typhoon igualmente em segunda mão e Suécia com Gripen novos, foram os restantes países presentes ao concurso.




sexta-feira, 21 de abril de 2017

C-130 E ALOUETTE NA AGENDA DO MINISTÉRIO DA DEFESA (M1892 - 29/2017)

Um dos actuais cinco C-130H Hercules da frota da FAP

A partir do artigo publicado pelo jornal online "Observador" no dia 19/04/2017, sobre a execução da Lei de Programação Militar no ano de 2016, é possível ficar a saber o ponto de situação relativamente a duas das frotas da Força Aérea Portuguesa (FAP): C-130 e  Alouette III.

A frota de aviões de transporte C-130H Hercules está identificada já há vários anos como necessitando de modernizações urgentes, nomeadamente ao nível do sistema de comunicações e navegação, que lhe permitam circular no espaço aéreo europeu sem restrições. Segundo o artigo do Observador, citando fonte do Ministério da Defesa (MDN), o programa sofreu um atraso de cerca de seis meses devido às negociações com os EUA, uma vez que “trata-se de um contrato Estado a Estado, através do mecanismo Foreign Military Sales (FMS)”. Os atrasos terão estado relacionados com a “mudança de gestor de projceto FMS nos EUA e da complexidade das negociações entre os diferentes intervenientes, nomeadamente com a OGMA [NR: que deverá executar os trabalhos]. Ainda segundo a mesma fonte do MDN, o contrato deverá ser assinado dentro dos "próximos meses de Maio e Junho".
De notar que, devido ao acidente com perda total da célula n/c 16804 em  Julho de 2016 e ao 16802 estar imobilizado na Base Aérea nº 6 há já longo tempo, com danos estruturais profundos, da frota de seis aeronaves, apenas quatro serão submetidos aos trabalhos de modernização.


Os últimos SE-3160 Alouette III operacionais na FAP 

Já relativamente à frota de helicópteros SE-3160 Alouette III, cuja autorização para aquisição de substituto foi emitida recentemente, segundo o mesmo artigo citando o MDN “a necessidade de dotar o helicóptero ligeiro de valências de duplo uso, designadamente no que respeita à sua participação no dispositivo de combate a incêndios florestais como se pretende, obrigou a redefinir os requisitos do projecto”. Essa capacidade “implicou algum atraso no lançamento do procedimento; contudo, está a decorrer já neste momento a fase de consulta a fornecedores e o atraso não comprometerá a substituição do Allouette III no prazo previsto”.

Sobre a frota Alpha Jet, de treino avançado de pilotos de caça e com desactivação prevista para 1 de Fevereiro de 2018, parece não haver ainda desenvolvimentos.


sábado, 24 de janeiro de 2015

AFINAL KC-390... AINDA PODE SER (M1776 - 17PM/2015)

KC-390 na apresentação pública da aeronave   Foto: Embraer

Apesar da notícia divulgada pelo Expresso na passada quinta-feira 22 de janeiro, que dava conta da desistência da aquisição de cinco ou seis unidades do avião de carga da Embraer,  KC-390, a possibilidade destes aviões brasileiros virem a equipar futuramente a Força Aérea Portuguesa ainda continua de pé.

A notícia do Expresso ter-se-á baseado na ausência de respostas do ministro da Defesa Aguiar-Branco, quando questionado sobre o assunto no parlamento, aquando da discussão da Lei de Programação Militar. O facto de estarem consignadas igualmente verbas para a modernização dos atuais C-130, que supostamente os KC-390 deverão substituir (tal como o Pássaro de Ferro oportunamente noticiou), levou à conclusão precipitada, de que o avião de que Aguiar-Branco presenciou a apresentação pública em outubro passado e que conta com participação da indústria nacional, estaria fora de cena.

Tal como noticiámos, as verbas consignadas à modernização do C-130, destinam-se a garantir a sua operacionalidade nas áreas em que estão limitados ou manifestamente desatualizados, e que causam restrições à sua utilização principalmente no espaço aéreo europeu. Quando questionado sobre a desitência ou não do KC-390, fonte do Ministério da Defesa confirmou o início do processo negocial com a Embraer, através de um documento assiando pelo ex-diretor-geral de Armamento e Infraestruturas de Defesa, Gen. Gravilha Chambel, datado de 29 de dezembro de 2014. 

Neste documento são solicitadas informações ao fabricante brasileiro no sentido de garantir que o avião em causa possui "todas as características e capacidades necessárias" para substituir os C-130 Hercules na FAP. A mesma fonte adiantou ainda que "a substituição das aeronaves C-130 consta da nova LPM, aprovada na Assembleia da República " na quinta-feira passada.

O objetivo continua a ser "fornecimento de cinco a seis aeronaves KC-390 novas de fábrica", certificadas "pelas autoridades competentes, com alcance intercontinental, capazes de executar operações estratégicas e táticas, civis e militares, sem limitações. A proposta deverá contemplar uma descrição exaustiva da aeronave, assim como o plano de entrega com base numa data de referência correspondente à celebração de um contrato", refere o request for proposal (pedido de proposta), apresentado pelo ministério liderado por Aguiar-Branco.

É solicitado ainda à Embraer que apresente "uma lista de opções dos diversos tipos de sistemas e custos associados" e também "uma proposta para a opção de aquisição/disponibilidade sem restrições de utilização de um simulador em território nacional" para um eventual centro de simuladores em Alverca "para apoio internacional".



segunda-feira, 24 de novembro de 2014

TU-160 MODERNIZADO JÁ VOA (M1732 - 322PM/2014)

Tupolve Tu-160         Foto: TASS/Dmitry Rogulin

O bombardeiro estratégico russo Tupolev Tu-160 realizou o primeiro voo após ser modernizado, segundo foi revelado pela United Aircaft Corporation (UAC) no sítio de internet da empresa na passada quarta-feira (19/11/2014).

"No dia 16 de novembro de 2014, o bombardeiro Tu-160 realizou o primeiro voo após profunda  modernização geral" pode ler-se no comunicado. O "Cisne Branco" como é conhecido o Tu-160 esteve no ar durante 2 horas e 40 minutos.

Atualmente os Tu-160 estão a realizar a primeira fase de modernizações, que incluem a substituição de praticamente todos aviónicos e equipamentos de radar.

Os bombardeiros estratégicos Tu-160 de asas de goemetria variável, foram concebidos para atingir alvos em áreas geograficamente remotas e atrás das linhas inimigas. O seu raio de ação com carga normal é de 13.200 km e de 10.500km com carga máxima, com uma tripulação de quatro elementos.

Durante o ano passado, este modelo efetuou uma missão de longa distância, desde a região do Volga na Rússia, até  à Venezuela. Descolaram da base de Engels em Saratov, voaram sobre o Mar das Caraibas e o Pacífico oriental ao longo da costa sueste da América do Norte, aterrando no aeroporto Simon Bolivar em Carcas, Venezuela. Voaram um total de 10.000 Km, durante 13 horas. No regresso, desde o aeroporto de Maiquetia até ao aeroporto de Managua na Nicarágua, foram cobertos 2500 km em três horas. Apesar do Ministério da Defesa russo ressalvar que os voos foram realizados de acordo com as leis internacionais de utilização de espaço aéreo, os bombardeiros foram intercetados por Kfir colombianos alegadamente em espaço aéreo daquele país sul-americano, tendo gerado um protesto do Governo local.

Fonte: Agência TASS
Tradução e adaptação: Pássaro de Ferro

domingo, 14 de setembro de 2014

MIG-21 MOÇAMBICANOS TERMINARAM MODERNIZAÇÃO NA ROMÉNIA (M1674 - 220PM/2014)

MiG-21 moçambicano em voo de manutenção na Roménia       Foto: Aerostar SA

A  Aerostar SA completou o programa de revisão geral e modernização de oito caças MiG-21 da Força Aérea de Moçambique (FAM). Ao todo, seis monolugares MiG-21bis e dois bilugares MiG-21UM foram submetidos a intervenções profundas nas instalações da companhia romena em Bacau.
Antes do anúncio oficial da Aerostar a 7 de julho passado, e empresa esteve sempre bastante reticente em comentar o programa, pelo que poucos pormenores são conhecidos.
 
Foto: Aerostar SA
 
Uma vez que os MiG-21 moçambicanos não estão operacionais há cerca de 20 anos, chegou a pensar-se que se trataria de aeronaves em segunda mão de outras procedências. A Aerostar contudo, confirmou que foram de facto as células moçambicanas a ser modernizadas. Confirmaram também que o complexo pacote de trabalhos inclui a revisão de um L-39ZO Albatros de treino para a FAM e um programa completo de treino para tripulações e mecânicos. Não foi fornecida mais informação acerca da procedência do L-39, supondo-se tratar-se de uma célula em segunda mão de outra origem, uma vez que a FAM não operava o modelo até agora.
 
Foto: Aerostar SA
 
O programa de modernização dos caças começou sensivelmente há um ano atrás, tendo cada célula sido submetida a 120 dias de trabalho, destinados a levar as aeronaves alegadamente à condição de quase novas. Uma vez que estiveram paradas muito tempo, as células têm ainda muitas horas de voo disponíveis até esgotar o potencial totalmente. Receberam sistema de GPS e um moderno sistema de gravação de dados de voo.
 
Todas as oito unidades estão já em Moçambique, tendo sido as últimas duas sido despachadas da Roménia no início de julho de 2014.
 
Fonte: AFM
Tradução: Pássaro de Ferro

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

SU-22 COM VIDA ALARGADA NA POLÓNIA (M1433 - 51PM/2014)


 Segundo notícia avançada pelo ministro da Defesa polaco, a frota de Su-22 daquele país será modernizada. A Força Aérea polaca utiliza presentemente um toatal de 26 Su-22M4 monolugares e seis UM3K bilugares, a partir da base aérea de Swidwin.

Uma decisão final acerca do futuro operacional será tomada em março, com duas opções em consideração.

A primeira seria modernizar todos os aviões e mantê-los em serviço para os próximos três anos. A outra seria atualizar apenas uma esquadra de 16 aviões e mantê-los em uso por mais dez anos. O âmbito dos trabalhos ainda não foi divulgado, mas provavelmente incluiria a instalação de novos aviónicos e ecrãs de cockpit, além de revisão da estrutura dos aparelhos pela WZL-2 em Bydgoszcz.

Modernizar os Su-22 dará a Varsóvia mais tempo para selecionar um sucessor. Há alguns anos atrás foi anunciado que o modelo seria substituído por F-16 em segunda mão, F-35, ou mesmo VANTs armados, mas a falta de verbas impediu a ideia de avançar.

Uma frota de 48 F-16C/D representa a principal capacidade de combate da Força Aérea Polaca, que opera além disso 31 MiG-29 RAC.

Fonte: Flight Global
Tradução: Pássaro de Ferro

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

FRANÇA MODERNIZA RAFALE (M1377 - 13PM/2014)

Dassault Rafale M da Marinha francesa

A 10 de janeiro de 2014 foi assinado o contrato no valor de 1000M EUR, pelo ministro da Defesa francês Jean-Yves le Drian e o CEO da Dassault Eric Trappier, para o desenvolvimento do Rafale F3R.

O Rafale F3R incluirá integração completa da bomba inteligente SBU-64 com guiamento por laser/GPS AASM, bem como o míssil de longo alcance ar-ar Meteor, além de melhoramentos no sistema de auto-defesa SPECTRA da Thales, IFF Modo 5 completo e atualizações no sistema de navegação, sistemas de transmissão de dados e radar.


Simultaneamente, a DGA anunciou um contrato de 119 M EUR com a Thales Optronics, para o desenvolvimento do novo designador laser Damocles-NG para o Rafale F3R, que prevê a entrega de 45 pods até 2019.

O pod designador a laser Damocles da Thales

As encomendas do Rafale francês situam-se nas 180 unidades, com 126 aeronaves já entregues: 39 Rafale M (monolugares da Marinha), 41 Rafale B (bilugares da Força Aérea) e 45 Rafale C (monolugares da Força Aérea).

No exterior não há por enquanto Rafale operacionais, apesar do modelo ter ganho o concurso na Índia, não tendo tido a mesma sorte no Brasil, onde perdeu para o sueco Gripen.

Fonte: Defense Industry
Tradução e adaptação: Pássaro de Ferro

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

VENDA DE F-16 PODE SER GRANDE OPORTUNIDADE PARA INDÚSTRIA NACIONAL (M1312 - 379PM/2013)



O Ministro da Defesa Nacional, José Pedro Aguiar-Branco, afirmou que a venda de 12 aeronaves F-16 à Roménia é uma "primeira alavanca" para "novas oportunidades" entre os dois países, que têm um "interesse comum" no crescimento das indústrias de Defesa.
"O programa dos F-16 é mais do que a venda das aeronaves. Temos interesse em que seja uma alavanca para outros projetos entre Portugal e a Roménia nesta área", afirmou o Ministro da Defesa Nacional, durante uma visita oficial à Roménia, onde esteve reunido com o seu homólogo romeno, Mircea Dusa, em Bucareste.
Em declarações à comunicação social no final do encontro, os dois ministros referiram que existem "objetivos comuns" entre os países para o Conselho Europeu que terá lugar dos próximos dias 19 e 20, no contexto de "restrições orçamentais" que atingem os dois países.
"Sabemos que é preciso redimensionar as capacidades militares face às restrições de orçamento", disse o ministro romeno, na declaração à imprensa.
Aguiar-Branco, por sua vez, anunciou o "reativar da comissão conjunta" Portugal/Roménia para a cooperação na área da Defesa, que será alargada ao tema das "indústrias e tecnologias", e adiantou que há "projetos concretos" que estão a ser "identificados".
"Isso ajuda as pequenas e médias empresas, a economia, o crescimento do emprego nos dois países", frisou Aguiar-Branco.
O ministro romeno convidou ainda o Ministro da Defesa Nacional português a regressar à Roménia em 2014, para um encontro com os ministros da Defesa dos países da NATO, quando passam 10 anos sobre a adesão da Roménia à Aliança Atlântica, apoiada por Portugal.

Fonte: Ministério da Defesa

NR: Tal como o Pássaro de Ferro tem noticiado, a maior parte dos países que têm frotas de F-16 há mais de 15/20 anos, estão em processo de modernização dos aparelhos, operação que Portugal através da sua indústria de Defesa e Força Aérea já realizou na totalidade das suas aeronaves. Trata-se de um mercado de mais de 3000 células, que além da Lockheed Martin (fabricante) também já a BAE Systems (britânica) soube aproveitar.
O know-how adquirido na execução do Mid-Life Upgrade (MLU) das aeronaves nacionais, pode (e deve) por isso, ser colocado no mercado internacional, para que se traduza em proveitos para o país.
O Médio Oriente (por exemplo) onde ainda há bem pouco tempo esteve o Ministro dos Negócios Estrangeiros Paulo Portas, tem vários países nessa situação. Se o negócio com a Roménia for um "cartão de visita" para esse mercado, tanto melhor. Assim haja capacidade (política) para saber promover o que de bem se faz em Portugal.



sexta-feira, 15 de novembro de 2013

BARAIN MODERNIZA FROTA F-16 (M1271 - 343PM/2013)

F-16C da Real Força Aérea do Barain      Foto: RBAF

O Barain vai dar início a modernizações profundas na sua frota de F-16 durante o ano de 2014, ao mesmo tempo que se espera uma decisão para adquirir caças de nova geração.
Os planos para a modernização estão já acordados com a Lockheed Martin, fabricante do F-16, sendo a assinatura do contrato esperada para junho do próximo ano, segundo revelou o Cor. Salah Al-Mansoor da Real Força Aérea do Barain.

As melhorias incluirão a instalação de um radar AESA (Active Electronically Scanned Array), novos ecrãs multifunções no cockpit e ligação de dados Link 16. O designador de alvos da Lockheed, Sniper deverá ser também incluído no pacote, bem como bombas JDAM de precisão, a versão D do míssil ar-ar guiado por radar AIM-120 e o míssil também ar-ar mas de curto alcance AIM-9X, revelou ainda a mesma fonte.

Os trabalhos deverão começar em 2014, tendo como meta terminar em 2018, estando previstas as  entregas para uso operacional dos primeiros aviões em 2016 ou 2017.
O Programa Integrado de Capacidades Comuns, como foi designada a modernização, deverá utilizar o software M6.2 como base de trabalho (ver artigo do Pássaro de Ferro sobre o tema). O radar AESA a aplicar nos aparelhos não está ainda definido, estando a dúvida entre os produtos da Northrop Grumman ou a Raytheon.

Os planos para aquisição de um novo caça, têm em vista a substituição dos F-5 também em uso no país, até ao fim da corrente década.
O Eurofighter Typhoon parece levar vantagem na corrida, sobre o Rafale ou o F-35, havendo rumores de que o contrato possa mesmo ser assinado durante o Festival Aéreo Internacional do Barain em janeiro próximo. A aquisição de um lote adicional de F-16 está também em cogitação. 

A FA do Barain opera o F-16 desde 1990, atualmente num total de 21 unidades (17 C e 4 D). 

Fonte: Flight Global
Tradução e adaptação: Pássaro de Ferro


quarta-feira, 13 de novembro de 2013

FA ESPANHOLA RECEBE PRIMEIRO C-101 AVIOJET MODERNIZADO (M1267 - 340PM/2013)

O primeiro C-101 modernizado com o grupo de trabalho em Albacete


No passado dia 30 de outubro, a Maestranza Aérea de Albacete (Espanha), entregou à Academia Geral do Ar Espanhola (AGA) o avião E.25-31, o primeiro da frota C-101 submetido ao plano de manutenção,  com vista a estender o ciclo de vida operacional até às 6000 horas de voo.

O plano consiste num total de 17 tarefas de reparação ou substituição de elementos estruturais, principalmente armações e ferragens que demonstraram uma maior sensibilidade à corrosão e à fadiga. Desta 17 tarefas de reforma estrutural, 10 são executadas segundo o estado do elemento inspecionado e as restantes 7 de forma sistemática. 

As aeronaves estão a ser submetidas às reparações, à medida que atingem a revisão geral das 1800 horas de voo.

O acontecimento, assinalado em Albacete tal como referido, é na opinião das autoridades envolvidas, um êxito de especial relevância na luta contra a obsolescência do sistema E.25, que se complementa co mo Plano de Melhora do Ciclo de Vida da Aviónica.

Fabricados pela CASA, as primeiras unidades do C-101 (E-25 na designação do Ejército del Aire) entraram em serviço em 1980.

Fonte: Ejercito del Aire
Tradução e adaptação: Pássaro de Ferro



sexta-feira, 23 de novembro de 2012

SOBRE A MODERNIZAÇÃO DA FROTA C-130 - Opinião (M768 - 51AL/2012)

Recentemente, a frota C-130 foi pintada de tom cinza, um padrão que se está a generalizar nos países NATO, mas as aeronaves, apesar do seu "novo" aspeto, carecem com urgência do novos e mais modernos sistemas de comunicações e navegação, conducentes à sua equiparação com os atuais padrões na aviação e também à melhoria da sua segurança e fiabilidade. (Foto de arquivo: 2007)

Segundo esta notícia, a modernização da frota de transporte C-130 da FAP vai, finalmente ocorrer.
Os C-130 Hércules são, na Força Aérea Portuguesa, muito provavelmente, a frota de aviões que para os governos se reveste de maior importância, sobretudo no plano dos negócios estrangeiros e nas políticas de cooperação internacional, transporte de cidadãos de e para as mais remotas e por vezes perigosas regiões do mundo, ajuda humanitária de diversa ordem, etc. Poderíamos elencar aqui, a título de exemplo, missões em palcos de conflitos/tensões ou onde ocorreram catástrofes (algumas com elevado grau de risco físico para a aeronave e seus homens ) como os Balcãs, Afeganistão, Iraque, Irão, Líbia, Chade, Zaire, Congo, Ruanda, Moçambique ou deslocações tão longínquas como a Timor-Leste, ou também apoio aos destacamentos dos F-16 em diversos locais, como aconteceu nos Estados Unidos no Red Flag 2000 (e onde os Bisontes já haviam estado no final da década de oitenta num "Volant Rodeo" que acabariam por conquistar); há alguns anos nos países bálticos e há cerca de dois meses, na Islândia.
São os Hércules que estão sempre  na linha da frente para, em pouco tempo, dar cumprimento às determinações da diplomacia e, portanto, é de extrema importância que a renovação da frota se faça, por forma a garantir a operacionalidade e segurança das tripulações e das aeronaves que, por vezes e em diversas situações, tem já revelado o "peso" da sua idade e dos muitos milhares de horas de operação, repito, em praticamente todo o mundo.
Vistas bem as coisas, os C-130 são uma projeção do empenho dos governos nas ações de política externa, sendo por isso evidente que nenhuma crise financeira por mais aguda que seja deverá obstar a que uma atualização/modernização da frota se faça. Trata-se, também, da própria "imagem" do governo que está em causa e, no caso, em "modernização".
Aliás, quase como nenhuma outra aeronave da Força Aérea Portuguesa, os C-130 são, também, representantes e embaixadores de toda uma nação, onde quer que haja um português, onde quer que seja necessário.

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