Um caça F-16M Força Aérea Romena, atualmente atribuído à missão Baltic Air Policing da NATO, abateu um drone presumivelmente ucraniano no espaço aéreo da Estónia. O incidente, foi já confirmado oficialmente pelo Ministro da Defesa estónio, Hanno Pevkur.
A Romanian AF 🇷🇴 @lockheedmartin F-16M under @NATO_AIRCOM enhanced Baltic Air Policing shot down a drifting drone this morning in Estonian 🇪🇪 air space. The incident has been confirmed by Estonia's Defence Minister Hanno Pevkur pic.twitter.com/eicyOt2GR6
— Paulo Mata (@ironbirdphotos) May 19, 2026
Segundo a agência Reuters, a instabilidade operacional estendeu-se à vizinha Letónia, onde o exército emitiu um alerta de intrusão aérea e ordenou que os residentes próximos da fronteira russa permanecessem no interior de edifícios, e acionando de imediato os caças da NATO em missão de alerta.
Romanian fighter jet downed a UAV in Estonian airspace.
— Estonian Defence Forces | Eesti Kaitsevägi (@Kaitsevagi) May 19, 2026
At noon of May 19, 2026 an unmanned aerial system entered Estonian airspace from Russian airspace in the South-Eastern corner of Estonia, heading towards North-East. The unmanned aerial system was likely of Ukrainian… pic.twitter.com/WBgfZ1fLZs
Estes desvios de rota por parte de aeronaves não tripuladas vêm afetando o flanco leste da Aliança, com incursões registadas na Finlândia, Letónia, Lituânia e Estónia desde o passado mês de março, gerando inclusivamente uma crise política que levou à demissão em bloco do governo letão na semana passada.
Face ao agravamento da situação, o Presidente Volodymyr Zelenskiy tinha anunciado o envio de especialistas militares ucranianos para a Letónia com o objetivo de apoiar a defesa do espaço aéreo local.
A fricção na região é ilustrada também pelo recente incidente de 15 de maio na Finlândia, onde as forças de defesa locais acionaram caças de alerta e suspenderam o tráfego no Aeroporto de Helsínquia durante três horas devido a suspeitas de atividade de drones, embora nenhum aparelho tenha sido efetivamente intercetado nessa ocasião.
Lembramos que a Força Aérea Portuguesa tem atualmente destacados quatro caças F-16M das Esquadras 201 e 301, em Amari, na Estónia, complementando no Policiamento Aéreo do Báltico os F-16 romenos e Rafale franceses em Siauliai, na Lituânia., Não há contudo, qualquer indício de que tenham estado envolvidos nesta operação em particular.
Até ao momento, o comando da NATO não emitiu qualquer comentário oficial sobre a interceção.


12:41
Paulo Mata
