sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

PRIMEIRO MLU EX-OCU JÁ TEM 10 ANOS [M2023 - 10/2019]

O 15104 em voo sobre o mar, a 15 de abril de 2011.

Completou-se no passado dia 18 de fevereiro, uma década desde que o F-16 (93-0468) n/c 15104 fez o seu voo de experiência, depois de convertido no padrão MLU. Foi a primeira aeronave PA-I (Peace Atlantis I) OCU (Operational Capability Upgrade) a ser convertida em MLU - Mid Life Upgrade/Update.

Aterragem em Monte Real, a 4 de julho de 1995, depois de uma missão SWEEP sobre a base, enquanto esta era "atacada" por aviões A-7P, durante o festival aéreo comemorativo de mais um aniversário da Força Aérea.

A 18 de fevereiro de 2009, o 15104 sobrevoa a BA5 depois do seu primeiro voo como MLU.
Foto: Jorge Ruivo

 O 15104 rolando na BA5 depois de concluido com sucesso o seu primeiro voo no padrão MLU.
Foto: Jorge Ruivo

Um marco importante para os 19 de 20 caças Lockheed Martin F-16A OCU Block 15 que Portugal recebeu em 1994 e que, entretanto, desde 2012 estão já todos no padrão MLU.
Atualmente, volvida esta década, o programa MLU está perto de terminar, isto é, as denominadas "tapes" estão perto do fim, indiciando o esgotamento do potencial dos aviões para upgrade.

Aqui, estacionado em Borcea - Roménia, a 14 de outubro de 2017.

Aliás, recentemente, a Bélgica assinalou os 40 anos sobre a entrada ao serviço dos seus F-16, que entretanto começarão, a curto prazo, a dar o seu lugar ao (não consensual)  F-35...
Os F-16 nacionais, pelo menos os do PA-I, assinalam este ano, 25 anos de excelentes serviços na Força Aérea Portuguesa.
E pelo que se percebe, estão ainda para dar muito aos nossos céus e à arma aérea nacional Portuguesa.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

SPOTTERS NACIONAIS EM ESPANHA [M2022 - 09/2019]



Na passada semana, um grupo de spotters nacionais deslocou-se à jornada de portas abertas/spotters day da Base Aérea de Talavera la Real, nas imediações de Badajoz.
Nessa base opera a Ala 23 do Ejercito del Aire, equipada com os (cada vez mais raros) Northrop F-5B e é lá que os pilotos de combate de Espanha são formados.
Estas aeronaves - quase exóticas - fazem lembrar os míticos T-38 que  a Força Aérea Portuguesa desativou em 1993... E que volvidos estes anos, é legítimo perguntar se foi ou não uma boa decisão, tendo em conta as circunstâncias presentes...
Aqui ficam algumas fotografias desse dia, enviadas por dois dos spotters portugueses presentes, no caso, o Nuno Freitas e o Floriano Morgado. a quem o Pássaro de Ferro agradece.











Simulacro de acidente com uma aeronave.

Nas instalações da base estão perpétuadas as aeronaves que equiparam aquela unidade aérea ao longo do tempo.

F-86 

T-33 

F-5


domingo, 17 de fevereiro de 2019

PRIMEIROS DOIS AW119 KOALA CHEGAM A BEJA [M2021 - 08/2019]


Os primeiros dois helicópteros Leonardo AW119 Koala chegaram ontem ao final da tarde, à Base Aérea nº11, em Beja.
Fica o registo fotográfico que fará parte, evidentemente, dos dias da História da Força Aérea Portuguesa.
O ínicio do fim de ciclo de mais de meio século dos velhos "zingarelhos" (Sud Aviation SA316 Alouette III), o início das operações de uma nova aeronave de asa rotativa, polivalente, na arma aérea nacional.
Tal como havíamos comentado anteriormente, esta frota estreia uma nova sequência de numeração de matrícula, ao iniciar no dígito "2", por oposição ao "1" em vigor desde a atualização do sistema de matrículas de aeronaves militares portuguesas de 1993.
As duas primeiras células de AW119 Koala entregues têm número de cauda 29701 e 29702, seguindo a sequência previsível da frota EH101 (196XX), mas não no primeiro dígito, em que é a primeira frota a iniciar pelo 2.


O velho zingarelho (Alouette III) junto dos seu sucessor (AW119)!

Na passagem de testemunho, adivinha-se e será certamente difícil bater o Alouette III, em longevidade e fidelidade.
Estão para já ainda operacionais as células de ALIII 19302, 19376 e 19401, que deverão permanecer operacionais enquanto a frota AW119 não atinge capacidade operacional total na Esquadra 552.




terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

F-16 NORTE AMERICANOS TREINAM EM PORTUGAL [M2020 - 07/2019]


Um destacamento de 300 militares e 18 caças F-16C/D do 480th Fighter Squadron, habitualmente estacionados em Spangdahlem, na Alemanha, "fugiram" da neve, do mau tempo e do rigoroso inverno do centro da Europa e, até ao dia 22 deste mês, estarão estacionados e a operar a partir da Base Aérea nº5, em Monte Real.
Ficam nesta edição algumas fotografias gentilmente cedidas pelo Marco Casaleiro e que ilustram a atividade que já se verifica nos céus de Monte Real.






                 



sábado, 2 de fevereiro de 2019

30 ANOS DE EPSILON NA FAP [M2019 - 06/2019]

Os TB-30 Epsilon no seu ambiente natural.       Foto: Cap. Abreu/Esq.101

Cumpriram-se ontem, 1 de Fevereiro de 2019, exactamente 30 anos sobre a entrega oficial do primeiro TB-30 Epsilon à Força Aérea Portuguesa (FAP).
Decorria então o ano de 1989 e seria apresentado pelo então ministro da Defesa Eurico de Melo na Base Aérea nº1, em Sintra.
Dezassete unidades mais em cor branca, com as extremidades em dayglo laranja, seriam destinadas a substituir os DHC-1 Chpimunk na função da instrução básica de pilotagem na FAP, com a Esquadra 101 - Roncos.

As suas características  (elevada velocidade de cruzeiro, robustez e capacidade de +6.7 e -3.35Gs), conferem-lhe capacidade para simular um pequeno avião convencional, pelo que um par de anos volvido, passaria a acumular parte do curso realizado até então no T-37, com a súbita retirada desta frota em 1991.

Um TB-30 Epsilon na BA11 com pintura branca inicial

Em 1993 segue-se uma relocalização para a Base Aérea nº11 em Beja, onde a Esquadra 101 iria operar durante mais de uma década.

Formação de TB-30 Epsilon da FAP
Nos últimos tempos em Beja, ainda em 2008, foi adoptado no primeiro avião (11416), o novo padrão de pintura em tom cinza NATO, mantendo as mesmas superfícies em dayglo laranja.
Entretanto em 2009 dar-se-ia o regresso às origens em Sintra, sendo as restantes células repintadas à medida que iam sendo submetidas a manutenção de 3º Escalão.

De regresso à BA1 em Sintra já com a nova "roupagem" cinza
A pintura comemorativa das 80.000 horas de voo agora vista de estibordo no solo

A frota operada pela Esquadra 101, conta actualmente com perto de 100.000 horas de voo, durante as quais muitas gerações de pilotos da Força Aérea, Marinha e Exército ganharam as suas asas.

Instrutor e aluno junto ao Epsilon com a pintura comemorativa dos 25 anos da frota em 2014, BA1, Sintra



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