terça-feira, 30 de março de 2021

CAE E LEONARDO EM PARCERIA PARA ESCOLA DE TREINO AVANÇADO DE PILOTOS EM ITÁLIA [M2246 - 34/2021]

Leonardo M-346 da Força Aérea Italiana

A Leonardo e a CAE (Canadian Aviation Electronics) anunciaram em comunicado de imprensa, ontem 29 de Março de 2021, a criação de uma joint venture designada Leonardo CAE Advanced Jet Training Srl, para apoiar as operações da International Flight Training School (“IFTS”) em Itália. A joint venture fornecerá serviços de suporte ao treino, incluindo manutenção completa e operação das aeronaves M-346 e sistemas de treino no solo, bem como a operação das instalações na base da IFTS.

A IFTS, uma parceria única entre a Força Aérea Italiana (ItAF) e a Leonardo, foi criada para fornecer uma introdução abrangente ao treino de pilotos de caça para a Força Aérea Italiana e clientes estrangeiros. O programa de treino avançado da IFTS, baseado na Fase IV do syllabus da Força Aérea Italiana, pode contar com o sistema de treino no solo do M-346, incluindo o simulador avançado de missão completo, desenvolvido em conjunto pela Leonardo e a CAE.

A IFTS está atualmente localizada na 61ª Ala - Galatina (Região da Apúlia, Sul de Itália) Base da Força Aérea Italiana e será relocalizada, a partir de 2022, na Base da Força Aérea Italiana em Decimomannu (Sardenha) onde uma cerimónia de inauguração foi realizada em Dezembro de 2020, para iniciar formalmente a construção de um moderno campus de treino de voo. 

O nosso compromisso em fornecer aos clientes da IFTS a melhor capacidade de treino da classe é ainda demonstrado pela escolha da CAE como nosso parceiro na IFTS. A joint venture representa a estrutura ideal, para alavancar ainda mais a nossa colaboração bem-sucedida no sistema de treino no solo do M-346, ao mesmo tempo que nos garante a agilidade e a flexibilidade para atender aos desafiadores e personalizados requisitos dos clientes ”, disse o diretor administrativo da Leonardo Aircraft Division, Marco Zoff. “A Leonardo, a CAE e a excelência de renome mundial da Força Aérea Italiana, garantirão treino avançado de alto nível para as forças aéreas modernas, a um custo reduzido, a fim de satisfazer uma procura crescente no treino avançado de voo.” 

A parceria industrial entre a Leonardo e a CAE na forma de joint venture irá gerir e conduzir as operações do dia-a-dia da IFTS. A IFTS irá operar uma frota de 22 caças a jato avançados M-346, uma aeronave que apresenta uma gama de capacidades de treino integradas, permitindo extenso treino real, virtual e construtivo. A instrução será ministrada por pilotos do quadro da Força Aérea Italiana em serviço ativo e ex-pilotos instrutores militares internacionais altamente experientes.

A CAE e a Leonardo têm um relacionamento industrial de longa data e temos o prazer de investir juntamente com a Leonardo e a Força Aérea Italiana, nesta parceria público-privada inovadora, para operar a Escola de Treino de Voo Internacional”, disse Marc-Olivier Sabourin, vice-presidente e gestor geral da  Defense & Security International, CAE. “A parceria entre a Leonardo e a CAE apoiará o Sistema de Treino Integrado M-346, que é um elemento central de um programa de treino de caças (LIFT) moderno e inovador, para pilotos da próxima geração.

A instalação de uma escola de treino avançado de pilotos na Base Aérea nº11 em Beja, é um projeto antigo em Portugal, sendo a CAE uma dos parceiros alegadamente em negociações com o Estado Português nos últimos anos. Com a concretização desta parceria da CAE com a Leonardo em Itália, não fica claro a influência que tal possa ter relativamente ao projeto português, que alegadamente poderá passar também por aeronaves A-29 Super Tucano com outros parceiros.

Desde o phase-out da frota Alpha Jet, que realizava o treino avançado de pilotos na Força Aérea Portuguesa, que os pilotos de caça portugueses vêm realizando esta fase de instrução nos EUA.



sábado, 27 de março de 2021

LOBOS EM SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE [M2245 - 33/2021]

Destacamento da Esq.601 em São Tomé e Príncipe      Foto via EMGFA

Tal como demos conta no Pássaro de Ferro, uma aeronave P-3C CUP + da Força Aérea Portuguesa, com um destacamento de 36 militares da Esquadra 601 – “Lobos”, participou a partir do aeroporto de São Tomé e Príncipe, no exercício OBANGAME EXPRESS 2021, que decorreu até hoje, dia 27 de março, tendo realizado vários voos no âmbito da cooperação bilateral com este país, contabilizando um total de 35 horas de voo.

Controlo de atividades marítimas          Foto via EMGFA

Conduzido pelo Comando Africano dos Estados Unidos (United States Africa Command - U.S. AFRICOM), este exercício contou com a participação de 32 países e teve como principal objetivo promover a segurança global e capacitar os países do Golfo da Guiné com os conhecimentos necessários para darem uma resposta às atividades ilícitas no mar, onde se destaca o combate contra a pirataria, o narcotráfico e a delapidação abusiva dos recursos marinhos.

O Maj. Ferreira cmt. da Esq. 601 com os representantes das autoridades locais     Foto via EMGFA

Durante a estadia em São Tomé, o comandante do destacamento, Major Hélder Ferreira apresentou cumprimentos protocolares ao Ministro da Defesa e Ordem Interna, Coronel Óscar Sousa e ao Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas de São Tomé e Príncipe, Brigadeiro Idalécio Pachire. Posteriormente, o destacamento recebeu a visita do  Diretor da Agência Nacional de Petróleo, Olegário Tiny, e do Embaixador de Portugal neste país, Rui Carmo acompanhado pelo Adido de Defesa, Coronel Costa Reis.

Foto via EMGFA

O destacamento português desenvolveu ainda diversas atividades de cariz social, nomeadamente, a entrega de material escolar e roupas a instituições locais e recebeu a visita de alunos da escola “Saídos da Casca” , que tiveram a oportunidade de conhecer o P-3 dos “Lobos”.


Fotos via EMGFA

A aeronave descolou hoje para Cabo Verde, onde vai realizar operações no âmbito da cooperação bilateral com este país.


Fonte: EMGFA
Adaptação Pássaro de Ferro




B-2 NAS LAJES - QUARTA NA QUINTA [M2244 - 32/2021]



Os bombardeiros furtivos B-2 Spirit da 509ª Bomb Wing da USAF, provenientes da Base Aérea de Whiteman , Missouri, EUA, realizaram escala na base das Lajes, Açores pela quarta vez em pouco mais de uma semana, ao raiar da aurora de quinta-feira, dia 25 de Março de 2021.

Tal como anteriormente, a escala nas Lajes fez parte dos treinos intensos da Força-Tarefa de Bombardeiros que a USAF vem levado a cabo, na Europa e Médio Oriente. A missão prosseguiu depois com integração com os B-1B da 7th Bomb Wing destacados na Noruega, segundo informação do Air Force Global Strike Command.

Apesar de neste momento já não ser novidade a escala dos B-2 na base da ilha Terceira, as fotos que temos desta passagem, são como anteriormente, do João Toste e mostram estas sempre impressionantes aeronaves de novos ângulos e condições de luz.


Os B-2 realizaram novamente "hot pit refueling" (reabastecimento com motores em marcha)

 

F-16 BELGAS DE FLORENNES EM AVALIAÇÃO TÁTICA - [M2243 - 31/2021]

Uma equipa multinacional do Comando Aéreo Aliado da NATO visitou a base da Força Aérea da Bélgica, em Florennes, na quinta-feira 25 de março de 2021. A visita teve como objetivo principal a realização uma revisão final no processo TACEVAL - Tactical Evaluation*. 
Esse processo foi iniciado no início de 2019 com exercícios de preparação e avaliação naquela unidade aérea. O objetivo foi alcançar a qualificação para a capacidade NRF (Força de Resposta da NATO) dos caças F-16 da arma aérea belga que operam a partir daquela unidade.



O programa, ainda assim, ficou seriamente afetado com a pandemia Covid19. O principal exercício previsto para maio de 2020 foi substituído por uma abordagem mais modular em consonância com a atual situação sanitária. Os exercícios de quinta-feira passada consistiram num questionário sobre o conhecimento dos pilotos do caça F-16M, uma avaliação das respostas individuais aos incidentes NBRQ (Nucleares, Biológicos, Radioativos e Químicos), e uma avaliação da capacidade de resposta das aeronaves a partir do Alerta de Reação Rápida (QRA).

A avaliação obteve pleno êxito e a componente aérea belga e os F-16 que opera atingem, assim, a certificação NRF, válida por um período de três anos.


*Taceval - Tactical Evaluation/Avaliação Tática.

Texto: Força Aérea Belga/Adaptação Pássaro de Ferro
Fotos: Força Aérea Belga


quinta-feira, 25 de março de 2021

ÚLTIMO F-16 EX-FAP ENTREGUE À ROMÉNIA [M2242 - 30/2021]

O último F-16 entregue à Romenia foi o ex-FAP 15134     Foto: Adrian Sultnoiu/FAR


O último F-16M do segundo lote vendido por Portugal à Roménia, partiu esta manhã da Base Aérea Nº5 em Monte Real, com destino à sua nova "casa" em Borcea.

A célula n/c FAP 15134 em trabalhos preparatórios para a entrega à Roménia

A célula com número USAF 83-1077, que usou o número de cauda 15134 na Força Aérea Portuguesa, foi entregue com a matrícula 1615 da Força Aérea Romena (FAR). 

A partida em Monte Real cedo na manhã de hoje


A primeira aterragem na Base Aérea 86 em Borcea       Fotos: Adrian Sultnoiu/FAR

O voo de entrega, de quase 3500 km, teve escala em Aviano, Itália, antes de chegar à Base Aérea 86 -Tenente Aviador Gheorghe Mocornita no sudeste da Roménia, para se juntar aos restantes 16 já em operação na Esquadra 53 da FAR.

VÍDEO: CHEGADA DO ÚLTIMO F-16 À ROMÉNIA


Com a entrega da quinta aeronave fica completa a primeira de três fases do contrato. Portugal continuará contudo a prestar apoio à Roménia com as duas próximas fases, previstas para 2023 e 2024, nas quais a FAP continuará a ter um papel central, e que consistem no upgrade da configuração M5.2R com que foram entregues, para M6, de todas as dezassete aeronaves F-16 que a FAR agora dispõe.

Para tal, a FAP vai realizar testes no solo e em voo da nova configuração M6 em duas aeronaves F-16 da FAR, a realizar na Base Aérea N.º 5, em Monte Real, seguindo-se depois um apoio técnico local, na Roménia, para a atualização de parte das restantes quinze aeronaves.

Paralelamente, a FAP está e continuará a ministrar formação a técnicos romenos, FAR e da Aerostar (indústria aeronáutica romena), em Inspeções de Fase e manutenção de terceiro escalão (D-Level) do motor F100-PW-220E, que equipa aquelas aeronaves.

Por último, a FAP mantém na Roménia uma equipa de On-Site Support, para prestação de apoio técnico local permanente à FAR, que se estenderá, previsivelmente, até ao final do primeiro trimestre de 2023.

A Força Aérea Portuguesa entretanto irá ficar com uma frota de 28 F-16M (24 monolugares e 4 bilugares), assim que forem entregues as quatro células em modernização para o padrão MLU na OGMA.




TIGER MEET 2021 EM MAIO EM BEJA, MAS... [M2241 - 29/2021]


Segundo o sítio da publicação Lidador Notícias de Beja, o famoso e muito aguardado exercício NATO Tiger Meet 2021 irá mesmo ocorrer na Base Aérea Nº 11, naquela mesma cidade alentejana, entre 2 e 14 de Maio, tal como reagendado desde o ano passado, quando foi cancelado devido à pandemia de Covid-19.

Segundo a mesma publicação, o exercício verá contudo canceladas algumas das atividades inicialmente previstas, nomeadamente o tradicional dia de Base Aberta, o festival aéreo, a exposição estática de aeronaves e mesmo os spotters days.

Não há contudo ainda confirmação oficial acerca das atividades previstas para o evento.

quarta-feira, 24 de março de 2021

CINQUENTA ANOS DO LYNX - [M2240 - 28/2021]

Linha da Frente com três Super Lynx MK.95 da Esquadrilha de Helicópteros da Marinha, na BA6 - Montijo.

Em 21 de março passado, cumpriram-se os cinquenta anos do primeiro voo do helicóptero Westland Lynx, no caso, a unidade de matrícula XW835. Trata-se de um helicóptero com muito sucesso, operado por diversas forças aéreas e marinhas do mundo, de entre as quais a Marinha Portuguesa.

Voo do primeiro Lynx , há meio século. - Créditos na foto.


Portugal recebeu cinco unidades do modelo Super Lynx MK.95 em 1993 para equipar as (então) recém adquiridas fragatas Meko 200, da Classe Vasco da Gama (F330 a F332). Entretanto, com o abate da classe João Belo e a aquisição de duas unidades da Classe "Karel Doorman" (ex Marinha dos Países Baixos) , a Bartolomeu Dias (F333) e a D. Francisco de Almeida (F334), os cinco helicópteros podem operar a partir destes cinco vasos de guerra da Marinha Portuguesa.

Um Lynx da Marinha portuguesa a bordo da F333 - Bartolomeu Dias.

A chegada dos Lynx recuperou a Aviação Naval em Portugal e iniciou uma nova fase da aviação de asa rotativa no nosso país, até então apenas operada na Força Aérea. 

Entretanto, e desde 2017, a frota nacional de Lynx, agora com quase com trinta anos no ativo, está  a ser alvo de modernização, tendo as primeiras tripulações já realizado as qualificações para operar o agora redesignado Lynx MK95A.

Primeira unidade já modernizada, a 19204, ainda em testes com cores britânicas.

A entrega do primeiro helicóptero modernizado deverá ocorrer este ano de 2021, depois de alguns adiamentos.

Em síntese, o Lynx é um excelente helicóptero, rápido, versátil e fiável. O facto de ser "cinquentão" e ainda "estar aí para as curvas" só o atesta.

terça-feira, 23 de março de 2021

NÃO HÁ DUAS SEM TRÊS: B-2 NOS AÇORES [M2239 - 27/2021]


Já diz o ditado popular "não há duas sem três" e isso mesmo provaram os bombardeiros B-2 Spirit da  509ª Bomb Wing da USAF, nesta segunda-feira 22 de Março de 2021, com a terceira escala realizada no espaço de uma semana, na Base Aérea nº4, nas Lajes, Açores. 

Tal como anteriormente, as aeronaves stealth realizaram troca de tripulações e reabastecimento "a quente" (hot pit refueling - com os motores em marcha), para prosseguir depois com a missão.

A Força-Tarefa de Bombardeiros (BTF) da USAF vem realizando uma série de missões na Europa e Médio Oriente, com integração de diferentes frotas e países. 

Na missão do passado dia 19 de Março, a parelha de B-2 que passou pelas Lajes, realizou uma missão de complexidade especialmente elevada, ao integrar com dois bombardeiros B-1B Lancer da 7ª Bomb Wing da USAF, destacados em Orland, na Noruega e quatro caças F-35A Lightning II noruegueses, destacados na Islândia, ao largo da costa deste país insular nórdico. Tratou-se de uma missão iniciada em três bases diferentes e em dois continentes, que juntou além disso, aeronaves de 4ª e 5ª geração, tendo isso mesmo sido realçado pelo Gen. Jeff Harrigian, comandante das Forças Aéreas dos EUA na Europa-Força Aérea de África e Comando Aéreo Aliado da NATO: “Executar esta missão não é coisa pouca”, disse a propósito. “Integrar aeronaves de quarta e quinta geração ao lado dos nossos aliados noruegueses, é uma capacidade estratégica crítica para o sucesso futuro das operações da NATO.”

A USAF ainda não revelou detalhes sobre esta última missão de dia 22 de Março. As fotos desse dia entretanto, são da autoria do João Toste, com a qualidade a que sempre nos habituou.







PILOTOS BRASILEIROS REALIZAM PRIMEIRO VOO DE INSTRUÇÃO EM GRIPEN [M2238 - 26/2021]

Quatro pilotos da Força Aérea Brasileira (FAB) realizaram a primeira missão de instrução em Gripen, no caso o modelo JAS39D, pertencente à Ala F-7 da Força Aérea Sueca. A ação, realizada na primeira semana de março, em Såtenäs, na Suécia, tem por objetivo qualificar os aviadores na aeronave, para  poderem realizar a operacionalização do Gripen no Brasil.

Os pilotos, pertencentes ao Primeiro Grupo de Defesa Aérea (1º GDA) – Esquadrão Jaguar, fazem parte da equipa designada pelo Comando de Preparo (COMPREP) para realizar o primeiro Curso Operacional do novo caça da FAB.

A primeira fase do curso, denominada Conversion Training, é destinada a verificar a condição fisiológica do piloto, através de qualificações específicas de sobrevivência no mar e resistência ao alto fator de carga “G” (de gravidade). Além disso, as tripulações brasileiras assistem a aulas e realizam provas teóricas sobre toda a parte técnica da aeronave, além dos procedimentos de padronização.

Os pilotos também realizam missões com os instrutores suecos, centrados na operação da aeronave. Os voos básicos visam ambientar os tripulantes às características da plataforma. Neles são realizadas acrobacias, emergências simuladas, voo por instrumento, navegação e gestão dos diversos sistemas de bordo.  


Para o Major Aviador Vítor Cabral Bombonato, o Gripen na versão atualmente operacional na Suécia (C/D) impressiona pelo alto nível de tecnologia embarcada: "Diversos sistemas são controlados por computadores, o que reduz bastante a carga de trabalho do piloto em comparação com o F-5M. Um bom exemplo é o sistema de controla de voo, que atua nas superfícies de comando de maneira mais eficiente possível evitando cargas excessivas e perdas de controle. Assim, é possível direcionar a atenção para a execução tática da missão”, explica.

Já o Comandante da Ala 2, Coronel Aviador Gustavo Pestana Garcez, teceu comentários sobre o início dos voos de instrução: “Esta etapa permite aos pilotos conhecerem de perto as capacidades e potencialidades do sistema Gripen, que no futuro próximo atuará na manutenção da soberania do espaço aéreo brasileiro”.


Visita de integração na Ala 2 em Anápolis (Goiânia)



Enquanto os pilotos da FAB aperfeiçoam as suas capacidades na Suécia, a Ala 2, em Anápolis (GO), continua a preparação para a recepção, ainda neste ano, das primeiras aeronaves F-39 Gripen, bem como dos simuladores e equipamentos de apoio. Com isso, o GT-FOX do COMPREP - um grupo de militares escolhidos para prestar assessoria no que diz respeito às atividades de implantação operacional da aeronave - visitaram as instalações dessa Unidade.


Fonte e fotos: FAB/Ala 2
Adaptação: Pássaro de Ferro

 

sexta-feira, 19 de março de 2021

BOMBARDEIROS B-2 NAS LAJES 3 DIAS DEPOIS [M2237 - 25/2021]

B-2 Spirit em "reabastecimento a quente" nas Lajes

Os bombardeiros stealth B-2 Spirit da USAF realizaram nova escala na Base Aérea nº4 nas Lajes, apenas três dias depois da última passagem pela base açoriana.

Tal como antes, as aeronaves pertencem à 509ª Bomb Wing , da Base Aérea de Whiteman , Missouri. Segundo comunicado dessa mesma base,  "os B-2s contarão com a base das Lajes estrategicamente localizada, para realizar tarefas essenciais durante as próximas missões da Força-tarefa de Bombardeiros". 

Já o Comando do 65º Grupo Aéreo da USAF nas lajes, realçou a importância das operações combinadas, como Controlo de Tráfego Aéreo e defesa de base, que "mostram o alto nível de interoperabilidade entre os EUA e Portugal" além da importância estratégica da Base das Lajes ao "fornecer ao Departamento de Defesa dos EUA e às nações aliadas uma plataforma de projeção de poder para forças de combate confiáveis ​​em toda a Europa e África."


Os B-2 realizaram mais uma vez troca de tripulações e reabastecimento com motores em marcha

O destacamento da Força-Tarefa de Bombardeiros (BTF) na base das Lajes reforça a importância estratégica e a capacidade desta localização geográfica. Esta é a terceira vez que a base das Lajes foi chamada a apoiar uma missão BTF, e tenho orgulho de dizer que a Equipa das Lajes sempre respondeu sem falhas”, disse o Cor. Tammy Hinskton, comandante do 65º Grupo de Base Aérea. “As nossas operações diárias combinadas com a Força Aérea Portuguesa preparam-nos melhor para receber missões diversas, reforçam a nossa postura e aumentam a amplitude das capacidades aéreas que fornecemos ao USAFE-AFAFRICA.”


B-2 Spirit sobre a Praia da Vitória

Na verdade, estas missões dos B-2 fazem parte de um plano de treino e demonstração de prontidão mais alargado, que tem incluído missões frequentes de B-52 ao Médio Oriente e um destacamento de bombardeiros B-1B Lancer em Ørland na Noruega, desde o final de Fevereiro, que têm interagido com forças locais e aliados. 

Na missão de 16 de Março, os B-2 realizaram integração de longo alcance com o destacamento de B-1 na Noruega, em missão ao largo da costa da Islândia, aprimorando as capacidades necessárias para realizar operações noturnas eficazes num novo ambiente: 

Essas missões irão adicionar ainda mais profundidade a esta já histórica iteração da Força-Tarefa de Bombardeiros”, disse o general Jeff Harrigian, Comandante das Forças Aéreas dos EUA na Europa-Força Aérea na África (USAFE). “B-2 juntando-se aos B-1 no teatro oferece oportunidades únicas para aumentar a nossa prontidão, enquanto continuamos a trabalhar e aprender com os nossos aliados."

As missões estratégicas de bombardeiros aumentam a prontidão da USAF e forças aliadas, necessária para responder a qualquer crise ou desafio potencial em qualquer parte do mundo.  

As missões da Força-Tarefa de Bombardeiros são essenciais para manter a nossa vantagem competitiva global”, disse o Tenente-General Stephen Basham, segundo comandante USAFE. “A importância de fornecer aos aviadores a oportunidade de treinar em ambientes únicos, não pode ser exagerada.”

Fotos: USAF/Lajes Field


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