terça-feira, 4 de agosto de 2020

MINISTROS DA DEFESA E AMBIENTE NA APRESENTAÇÃO DOS DRONES DE VIGILÂNCIA FLORESTAL [M2165 – 83/2020]


O Gen. CEMFA com os ministros da Defesa e Ambiente na Lousã       Foto: MDN

O Ministro da Defesa Nacional João Gomes Cravinho deslocou-se à Lousã na manhã de hoje, 4 de Agosto de 2020, juntamente com o Ministro do Ambiente e da Ação Climática, João Pedro Matos Fernandes, e a Secretária de Estado da Administração Interna, Patrícia Gaspar, para assistir a um brífingue sobre a operação e demonstração de voo de uma das doze aeronaves não tripuladas (UAVs), adquiridas recentemente para a vigilância aos incêndios florestais.

O General CEMFA Joaquim Borrego recebeu assim os governantes, no aeródromo daquela vila beirã, onde já se encontrava desde o início de Junho um destacamento da Esquadra 552, com um helicóptero AW119 Koala, igualmente integrado no dispositivo de vigilância e combate a incêndios, tal como definido para o ano de 2020.

Destacamento na Lousã de um AW119 Koala da Esquadra 552

O destacamento de Sistemas Aéreos Não Tripulados da Força Aérea Portuguesa, que operará estes UAVs de Classe 1, adquiridos com caráter de urgência através no âmbito do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR), encontra-se no aeródromo da Lousã desde a segunda metade de Julho, em fase de verificação dos sistemas para aceitação dos equipamentos, podendo os drones já ser notados em ação através de programas de radar virtual. 


Imagem do radar virtual ADS-B Exchange 



Os aparelhos são aparentemente UAVision OGASSA OGS42V híbridos de desenvolvimento e fabrico nacional. Da dúzia de unidades adquiridas, por contrato assinado a 3 de Julho de 2020, seis são da versão de descolagem e aterragem convencional e outras seis têm capacidade de descolagem e aterragem verticais (VTOL).
Quando totalmente operacionais, o que deverá suceder até ao final do mês de Agosto de 2020, dez unidades ficarão repartidas por bases na Lousã (2 convencionais e 1 VTOL), Fóia (2 VTOL) e Macedo de Cavaleiros (2 VTOL). A base de formação e treino será na Ota onde ficarão 2 convencionais e 1 VTOL. Dois drones ficarão de reserva.

Apenas um dos OGS42V na Lousã tinha o sistema de propulsão vertical instalado      Foto: João Bica via MDN

Segundo a Resolução de Conselho de Ministros que aprovou a aquisição de doze UAV, a 30 de Abril de 2020, para a vigilância das florestas durante o período de incêndios, ficou definido que estes estarão também disponíveis durante a época baixa (Outubro a Maio), para vigilância da orla costeira, de áreas protegidas, de pedreiras e a referenciação necessária à execução do cadastro, a concretizar mediante protocolo com o Ministério do Ambiente. 

Os drones, sistemas aéreos não tripulados, permitem, com mais baixo custo de aquisição e operação que os sistemas aéreos tripulados, manter uma vigilância contínua, pois cada aeronave pode permanecer no ar cerca de 12 horas consecutivas. 

Estes sistemas permitem, assim, identificar incêndios nas suas fases iniciais, auxiliar, pela informação que captam e transmitem, a tomada de decisão do Comando para as Operações de Combate e, ainda, contribuir para as operações de rescaldo, vigiando pontos onde possam ocorrer reacendimentos.

Em 2019, ainda que em fase de testes operacionais, os sistemas aéreos não tripulados prestaram já  contributo para o Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais. 

A Força Aérea foi autorizada a comprar os drones, a criar as infraestruturas necessárias e a adaptar o sistema de comando e controlo, até ao montante de 4,545 milhões de euros mais IVA, tendo a despesa sido totalmente paga pelo Fundo Ambiental. 


Agradecimentos: André Carvalho

quinta-feira, 30 de julho de 2020

F-16 DE SPANGDAHLEM COM NOVA "ROUPA" [M2164 – 82/2020]


Fotos: Boris Hermand


Aparentemente indiferente às notícias recentes, que dão conta da retirada de todos os caças da USAF de território alemão, envolvidos no programa anunciado pelo Pentágono, de redução de até 12.000 militares estadunidenses de terras germânicas, foi possível ver o primeiro F-16 de Spangdahlem com a pintura Have Glass V.

Foto: Boris Hermand

Esta pintura, destinada a reduzir a assinatura radar das aeronaves, tem vindo a ser implementada nas frotas F-16 da USAF e ANG, à medida que as células vão sendo submetidas a manutenção profunda.

F-16C n/c 960080 em Monte Real, ainda com a pintura "clássica" dos F-16 da USAF, em Fevereiro de 2019

A célula F-16C n/c 960080, que enverga a marca do 480FS (Warhawks), que estiveram em Portugal nos dois últimos anos em destacamento de treino em Monte Real, foi a primeira a receber a nova pintura, realizada nas instalações da SABCA, em Charleroi, Bélgica.

Após a pintura Have Glass V em Charleroi, Bélgica, 30 de Julho de 2020   Foto: Boris Hermand

Segundo informação recente e ainda não confirmada oficialmente, os F-16 do 480 FS deverão abandonar Spangdhalem e ser relocalizados em Aviano, Itália, onde se juntarão aos das esquadras 510 FS e 555 FS locais.

Os F-16 MLU da Força Aérea Portuguesa utilizam também tinta Have Glass, sendo contudo de geração II.

O brilho característico da pintura Have Glass II visível no dorso destes dois F-16AM da FAP



Agradecimentos: Boris Hermand




sábado, 18 de julho de 2020

P-3 EM ACÇÃO NOS ÚLTIMOS DIAS [M2163 – 81/2020]

P-3C CUP+ Orion da Esquadra 601 da FAP

Os P-3C CUP+ Orion da Esquadra 601-Lobos, da Força Aérea Portuguesa, têm estado especialmente activos nos últimos dias em duas frentes.

Incluído na participação na Operação Sea Guardian assumida pelo Estado Português, um P-3C CUP+ foi empenhado no dia 16 de Julho, em mais uma missão em que foi patrulhada uma área com cerca de 410.000 Km2, num total de nove horas de voo. Foram realizados de mais de 4000 contactos, tendo sido identificadas três embarcações, possivelmente associadas a actividades ilícitas. As informações recolhidas foram comunicadas às agências de reporte pertencentes à NATO.


Imagens de embarcações suspeitas captadas a partir do P-3C da Esq.601      Fotos: Esq 601 via EMGFA

Esta operação conta com a participação de meios aéreos e de superfície da NATO, com a finalidade de patrulhar e de monitorizar o Mar Mediterrâneo. Destina-se a dissuadir, defender e proteger os Estados aliados contra ataques terroristas, monitorização de situações de narcotráfico, de imigração ilegal e de poluição marítima, de modo a promover a estabilidade e a segurança em todo o Mar Mediterrâneo.

Já a nível nacional, e respondendo a um apelo da Guarda Nacional Republicana ao Estado-Maior-General das Forças Armadas, os "Lobos" estarão a colaborar na vigilância e prevenção de incêndios florestais, também com uma aeronave P-3C CUP+, com uma tripulação de 13 militares, durante a fase crítica de risco de incêndio, até domingo 19 de Julho.

Os Orion que equipam a Esquadra 601, apesar de serem aeronaves essencialmente de patrulhamento marítimo, possuem sensores de elevada capacidade, que podem ser empregues com grande utilidade na detecção e seguimento de incêndios florestais.


Imagens captadas com o sensor eletro-óptico do P-3C CUP+ da Esq. 601       Fotos: Esquadra 601 via MDN


As acções irão decorrer nos distritos de Aveiro, Braga, Bragança, Castelo Branco, Guarda, Porto, Santarém, Viana do Castelo, Vila Real e Viseu, com especial incidência nos locais sinalizados como de risco muito elevado de incêndio.

A célula 14810 é a que tem estado em actividade, podendo ser observada através do software de radar virtual, tendo sido aliás partilhada essa informação na rede social twitter, por alguns utilizadores:





quinta-feira, 16 de julho de 2020

LIVRO "RIO DOS BONS SINAIS" - Divulgação [M2162 – 80/2020]


Com cerca de 360 páginas e profusamente ilustrado, o livro intitulado "Rio dos Bons Sinais" é um testemunho sobre a vivência do autor nos últimos 50 anos do século passado.

Além de um excelente contador de histórias, Gabriel Cavaleiro é protagonista de uma vida extraordinária e ímpar, começando pela ida para Moçambique com 5 anos, onde aprendeu a ler e tirou o brevet, que lhe permitiu ser, aos 16 anos, o piloto mais novo a voar sozinho, sendo mais tarde topógrafo. Seguiu-se depois a Força Aérea, onde foi “Falcão” e voou em diversos aviões, incluindo os famosos F-86 com os quais ultrapassou a barreira de som. Combateu no Ultramar junto do lendário "Comandante Roxo", foi piloto e Comandante da TAP, tendo participado ativamente na ponte aérea Angola-Portugal e cujas histórias têm sido relatadas na TV, além de publicadas em diversas revistas e livros como o “SOS Angola”. É o caso da história sobre o «Resgate do Tenente Malaquias», no capítulo «Na Guerra do Ultramar 1967/1969» e com vários actos heróicos que marcaram a geração do Ultramar, que foi publicada em 10 páginas no n.º 52 da Revista da Associação da Força Aérea, assim como de outras duas entretanto publicadas nas últimas edições da mesma revista. Já no 60º aniversário da fundação da Esquadra 201, a Unidade da Base Aérea N.º 5 de Monte Real, em Leiria, reactivou a publicação da Revista KIAK, onde incluíram cinco das histórias do blogue.

"Rio dos Bons Sinais" reúne assim algumas das histórias mais pessoais de Gabriel Cavaleiro, contadas com a habitual vivacidade e humor que caracterizam o blogue com o mesmo nome, e que nos transportam para os locais e momentos retratados. Das memórias de infância às vivências da actualidade, é uma leitura repleta de episódios imprevisíveis e curiosos.

A reserva pode ser realizada através do preenchimento de um formulário muito simples, sem qualquer compromisso, através do link: https://forms.gle/byDFmksb3w1qKSEB9 ou enviando email para o endereço riobonssinais@gmail.com 

O preço anunciado é de 20,00€ acrescidos de portes de envio no valor de 5,00€ (Portugal Continental)


NOTA: O Pássaro de Ferro não tem qualquer relação com o autor ou a comercialização do livro



quarta-feira, 15 de julho de 2020

14 DE JULHO - [M2161 – 79/2020]


O célebre 14 de julho - que assinala a "Tomada da Bastilha" - a data maior da França, costuma ser assinalada de diversas formas.
Uma das mais aguardadas é o tradicional desfile aéreo sobre os Campos Elísios, na capital francesa e que mostra aos franceses e ao mundo, o poderio aéreo de França.
Em termos de cor, é sempre a "Patrouille de France" que fica com as despesas principais.
Aqui ficam algumas imagens.


E uma rara visão noturna...

Créditos nas imagens.

sábado, 4 de julho de 2020

Apontamento fotográfico: Museu de Aviação de Gdynia (Polónia) [M2160 – 78/2020]



Há alguns anos, pedi a um Amigo, que ia em missão à Polónia, que tivesse oportunidade para se deslocar ao Museu Naval, em Gdynia, e por lá fazer alguns slides para a minha colecção.

O Museu da Marinha Polaca (Muzeum Marynarki Wojennej), em Gdynia, cujas origens remontam logo após a 2ª Grande Guerra, possuía à altura desta foto-reportagem, uma pequena colecção de aviões utilizados pela aviação naval polaca.

De acordo com a última edição do European Military Out Of Service (ed.2018), apenas refere três aparelhos, ainda que à data da visita, em 1999,  fossem os oito aparelhos que  lá se encontravam e aqui se apresentam (podem confirmar os dados na edição de 2011 do EMOOS).

Aqui fica a partilha.


Yakovlev Yak-9P nº2 (ex Polish Navy)

PZL-Mielec Lim-6bis nº316 (s/n 1F-0316) da Marinha Polaca

TS-11 nº414 (s/n 1H-0414)

Mikoyan-Gurevich MiG-21bis nº 8905 (s/n 75078905) com pintura especial.

Ilyushin IL-28R nº69 (s/n 41302) (ex Navy)

‘4028’ PZL-Swidnik SM-1Wb (real 4017, s/n 402017)

Míssil ”P-15 Termit”, utilizado pela classe de corvetas Tarantul.

Mil Mi-4ME nº1717 da Marinha Polaca (s/n 02177)




Rui “A-7” Ferreira
Entusiasta de Aviação

Agradecimentos -  ao Luís Laranjeira pela ajuda e pelas imagens!


terça-feira, 30 de junho de 2020

FORÇA AÉREA COMEMORA 68 ANOS AMANHÃ, 1 DE JULHO - [M2159 - 77/2020]



"A Força Aérea assinala, amanhã, dia 1 de julho, o seu 68.º Aniversário com uma série de eventos adaptados às atuais circunstâncias, dos quais se destacam: passagens aéreas e a manobra “Missing Man” em homenagem às vítimas da Pandemia.

Todas as capitais de distrito serão sobrevoadas por diferentes aeronaves (Chipmunk, C-130H, C-295M, Epsilon TB-30, P-3C e F-16), entre as 10H00 e o 12H30. Os horários das passagens aéreas serão disponibilizados nos Canais da Força Aérea.


A homenagem às vítimas da Pandemia, através da manobra aérea denominada “Missing Man”, decorrerá na zona de Belém (Lisboa), sobre o Mosteiro dos Jerónimos, entre as 10H45 e as 11H00. Na sua versão mais tradicional, esta saudação é realizada por quatro aeronaves de combate, durante um funeral ou homenagem, em memória de um piloto desaparecido no desempenho das suas funções. As quatro aeronaves (neste caso F-16) voam em formação e um dos aviões saí em subida vertical desaparecendo depois no horizonte.

Além desde momentos tão característicos da Força Aérea, foram preparados um conjunto de eventos digitais, como vídeos e passatempos que serão divulgados nos Canais Oficiais da Força Aérea (emfa.pt, Facebook, Instagram, Youtube e Twitter)."


sábado, 27 de junho de 2020

HMS Edinburgh em Leixões … up yer kilt! [M2158 - 76/2020]



Aqui há dias, passei umas imagens a um amigo de um Lynx que fotografei também aqui há uns anos, num vaso de guerra em Leixões, ao qual ele se referiu nos seguintes termos: sobre o « HMS Edinburgh  um belo navio!.. Já foi abatido. Bons tempos em que era frequente navios de guerra em Leixões. Quando vinha a STANAVFORLANT (penso que é assim que se escreve) era um FARTOTE, era uma tarde inteira a fazer visitas eram sempre pelo menos 6, tenho guardado vários prospectos desses navios. Tenho um dum destroyer da RN classe County que foi o primeiro que visitei com um heli a bordo um Wessex azul e amarelo anos 70».

Era de facto, um fartote, e ainda que não tenha visitado muitos, porque nunca estava atento a estes movimentos portuários, ainda visitei alguns, nomeadamente o célebre HMS Sheffield (atingido com o Exocet nas Malvinas), o nosso Barracuda (até fui lá dentro!), e devo ter por aí mais uma ou duas fotografias ou slides a propósito de alguns aparelhos que vi em Leixões que ainda não partilhei.

Neste caso, o meu amigo não tinha com ele o prospecto do HMS Edinburgh, o que é pena, completava a ilustração das imagens que hoje partilho, à laia de memória de velho do Restelo, de um Westland Lynx HAS.3 (XZ720/422), catita, que vemos no deck do HMS Edingburgh, junto com um Sting Ray, o torpedo padrão da Royal Navy, utilizado por navios e helicópteros.


Rui “A-7” Ferreira
Entusiasta de aviação

Agradecimentos: Sérgio Couto, Com. Hugo Cabral.










sexta-feira, 26 de junho de 2020

MINISTRO DA DEFESA VOA EM F-16 [M2157 - 75/2020]



De acordo com fontes não oficiais, o ministro da Defesa Nacional terá realizado esta manhã uma missão em F-16. Depois de ter voado em Alouette III na semana passada, por ocasião da cerimónia de despedida do histórico helicóptero, foi agora a vez de Gomes Cravinho experimentar o voo no actual caça multi-role da Força Aérea Portuguesa, num altura em que se vem falando sobre o futuro desta frota.



O voo decorreu sensivelmente entre as 11h45 e as 13h05, a partir da Base Aérea nº5, em Monte Real.
A missão terminou com a dessalinização do F-16BM n/c 15120 em que voou o titular da pasta da Defesa, e do asa F-16AM n/c 15112, no EOR poente da pista 36. Por essa razão, será de crer que pelo menos parte da missão tenha decorrido em ambiente marítimo.










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