quinta-feira, 21 de Agosto de 2014

FESTIVAL AÉREO DE VISEU 2014 (M1669 - 88AL/2014)


O passado dia 17 de agosto de 2014 foi o dia escolhido pelo Aeroclube de Viseu para a realização da 47ª edição do festival aéreo anual de Viseu.
A edição deste ano contou com algumas novidades, sendo a principal a realização de atividades destinadas a crianças no sábado antecedente ao dia do festival.




Durante a manhã de domingo, as aeronaves participantes no Fly-In chegaram ao aeródromo Gonçalves Lobato vindas de diversos locais do país e inclusive de Espanha.
Sensivelmente às 14h50 começaram as exibições aéreas, tendo sido possível observar acrobacias aéreas em Pitts S2B da Aerobática, Extra EA-300L e Bellanca 7ECA Citabria, demonstração de paraquedismo por parte da NBlueSkies, demonstração de aeronaves antigas do Museu Aero Fénix (Piper PA-22-108 Colt e Piper L-4J Grasshopper), demonstração de reboque de planadores por parte do Centro Internacional de Voo à Vela de Mogadouro, demonstração de reboque de mangas por parte da Publivoo, demonstração de acrobacia aérea em formação por parte do Pitts S2B da Aerobática e um Yak-52 e exibição da patrulha acrobática Smokewings com os seus Yakovlev Yak-52.


No final das exibições aéreas foi possível observar diversas passagens em formação de três Yak-52 e ainda algumas passagens de um Cessna 210L Centurion II do Grupo 7 Air.




Durante a tarde, um incêndio que flagrou a poucos quilómetros do aeródromo obrigou à descolagem do helicóptero Bell 412HP de alerta no aeródromo de Viseu, tendo este regressado alguns minutos depois, após a extinção do incêndio.
O festival aéreo de Viseu terminou com as descolagens das diversas aeronaves participantes no Fly-In de regresso às suas bases.



Texto e fotografias: Rafael Vieira

terça-feira, 19 de Agosto de 2014

Os Segredos da Operação Vagô - O desvio do avião da TAP e a acção da Força Aérea

No dia 10 de Novembro de 1961, um avião Lockheed Super Constellation da TAP, que fazia a linha aérea Casablanca-Lisboa, é sequestrado em pleno voo por um grupo de opositores ao regime de Salazar liderado por Palma Inácio. O objectivo de Palma Inácio era usar o avião para lançar panfletos de carácter político sobre Lisboa e outras cidades portuguesas.

Voando a baixa altitude, o avião larga através de uma janela de emergência, milhares de panfletos, contra o regime de Salazar, sobre Lisboa, Barreiro, Setúbal, Beja e Faro e regressa a Marrocos aterrando em Tânger. Alertadas as autoridades portuguesas, dois caças F-86 descolam de Monte Real, pilotados pelos sargentos Pombo Rodrigues e Pereira Clemente, com o objectivo de interceptar o avião da TAP.

Diz-se por aí, que tinham ordens para abater o avião sequestrado. João Tavares, do Correio da Manhã, contava a história em Setembro de 2002 da seguinte forma: “No entanto, os seis revolucionários, bem como os restantes ocupantes do avião, viveram momentos de angústia quando dois caças Sabre, que haviam levantado voo da base de Montreal, foram avistados. Algum tempo depois de o sequestro ter terminado, um piloto de um dos Sabre confessou ao comandante Sequeira Marcelino da TAP, que tinham ordens do general Gomes Araújo, chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, para abater o Super Constellation caso este não aterrasse em solo luso. Para alívio de todos, os pilotos dos caças avistaram o avião da TAP mas não o quiseram abater.”

Ora, a verdade é que este relato de João Tavares é falso. Em primeiro lugar, os F-86 não encontraram o avião sequestrado. Em segundo, os pilotos não tinham ordens nenhumas para abater o avião e, se algum dos pilotos disse isso, faltou à verdade. As ordens que tinham era por meios pacíficos tentarem fazer que o avião aterrasse em Portugal e, no caso, do avião não obedecer deviam aguardar ordens.


quinta-feira, 7 de Agosto de 2014

DIA DE BASE ABERTA NAS LAJES - FOTOS (M1667 - 218PM/2014)














 O Pássaro de Ferro agradece ao André Inácio a cedência das fotos.


sábado, 2 de Agosto de 2014

URUGUAI COMPRA AVIOCAR PORTUGUESES (M1666 - 217PM/2014)

C212-300MP Aviocar usado na FAP entre 1993 e 2011

A Força Aérea Uruguaia (FAU) confirmou oficialmente no seu sítio de internet, a aquisição de dois Airbus (Ex-CASA) C212-300MP anteriormente usados pela Força Aérea Portuguesa com as matrículas 17201 e 02. Os valores envolvidos não forma divulgados, mas que segundo fontes não oficiais se sabe não deve ultrapassar os 500.000 EUR, por ambos os aparelhos. 

As negociações decorriam já desde 2013, tendo o acordo sido alcançado finalmente no dia 25 de julho em Lisboa, em reunião entre o comandante do Comando Aéreo Logístico da FAU, Brig. Gen. Alberto Zanelli e altos dirigentes do Ministério da Defesa português, em que foi assinada uma carta de intenção para a transferência das aeronaves.

No mesmo acordo ficou também definido um pacote de sobressalentes e a colocação das aeronaves em condições de efetuarem o voo ferry para o Uruguai, que se realizará no início de 2015. 
Já o equipamento de vigilância eletrónica usado por estes aparelhos não deverá fazer parte da venda, uma vez que por exemplo os radares de varrimento lateral Ericsson foram retirados para aplicação nos C295, que agora desempenham na FAP as funções de controlo de pescas e poluição marítima.

Deverão agora rumar ao Uruguai, onde se juntarão a dois C212-200MP e outros dois C212-200 que usam já as cores do país sul-americano na Esquadra Aérea nº3.


sexta-feira, 1 de Agosto de 2014

ALPHA JETS NO ATLÂNTICO - atualizado (M1665 - 216PM/2014)

Passagem sobre o Funchal
Passagem sobre o Aeroporto do Funchal
Idem

No período de 30 de julho a 06 de agosto decorre na Base Aérea Nº4 (BA4) nas Lajes, Açores, um destacamento aéreo (DA) da esquadra 103 – “Caracóis” (pertencentes à Base Aérea Nº11), constituído por 5 aeronaves Alpha-Jet.
O objectivo principal deste destacamento é o cumprimento de mais uma etapa no curso denominado "Fase Avançada em Aviões a Reação FAAR 1/2014) e a manutenção de qualificações dos pilotos-instrutores da esquadra 103.

À partida da escala em Porto Santo

O Pássaro de Ferro apresenta algumas fotos gentilmente cedidas por vários spotters, representativas da passagem em transito pela Madeira e Porto Santo e finalmente da chegada às Lajes.


A chegada às Lajes









E finalmente as cinco aeronaves envolvidas no destacamento a rolar na pista da BA4: 15202, 15211, 15226, 15250 e 15206.

Já hoje, 1 de agosto de 2014 foi possível observar nas Lajes, as aterragens e descolagens duma parelha constituída pelo 15250 e pelo 15211 (pintura caracol).







sábado, 26 de Julho de 2014

HARRIER E TORNADO À VENDA (M1664 - 215PM/2014)

Um bonito "par de jarras" para ter lá em casa

Um Hawker Siddley Harrier GR3 de 1976 e um Panavia Tornado F3 de 1988 estão à venda através de leilão, sem valor de reserva. Os dois jatos que marcaram época ao serviço da Royal Air Force podem agora terminar nas mãos de colecionadores privados.
A venda decorre este fim-de-semana através da Silverstone Auctions em Northampshire, Reino Unido.

Hawker Siddley Harrier GR3
O Harrier, primeiro caça a jato de descolagem e aterragem vertical, foi um dos símbolos da Guerra Fria, tendo combatido também nas Falklands, na guerra que opôs os britânicos à Argentina em 1982. Está praticamente em condições de voo e inclui a cadeira ejetável. A empresa responsável pelo leilão refere que o "jump jet" foi conservado em condições de "quase cápsula do tempo" e "possui potencial sério para voltar a voar".

Panavia Tornado F3

Já o Tornado F3, caça de superioridade aérea, foi retirado de serviço com cerca de 3000 horas de voo, e será provavelmente a única vez que existirá um disponível em leilão, já que a restante frota foi toda conduzida para museus, ou destruída como sucata.

Não foram anunciados preços de referência, já que a raridade das aeronaves torna os valores "quase impossíveis de avaliar", segundo a leiloeira. Nick Whale, diretor da Silverstone Auctions disse:"nunca oferecemos nada parecido antes e é um privilégio poder disponibilizar um dos melhores, senão o melhor Harrier do mundo". Acrescentando ainda: "vendemos um eclético leque de veículos históricos no passado, mas estes são realmente um dos mais entusiasmantes até à data".

O cockpit do Harrier GR3 está praticamente completo, incluindo a cadeira

Os colecionadores dizem tratar-se duma "oportunidade única" para adquirir peças da "história de RAF"

Fonte: BBC
Tradução e adaptação: Pássaro de Ferro

sexta-feira, 25 de Julho de 2014

O F-16I SUFA EM AÇÃO (M1663 - 214PM/2014)

F-16I Sufa da esquadra Knights of the Orange Tail       Foto: Guy Ashash

Desde que a Operação Protective Edge teve início, que as divisões da Força Aérea Israelita (IAF) têm estado empenhadas continuamente em atividade operacional. Os "Knights of the Orange Tail" da base aérea de Hatzerim, que voam os F-16I, não são exceção.

O pessoal da esquadra tem estado a trabalhar dia e noite desde o início da Operação    Foto: Guy Ashash
"De facto, a esquadra está presentemente a realizar uma grande variedade das missões da IAF, tanto de rotina como de emergência, relacionadas com a Operação" diz o TCor Tomer, comandante da esquadra. "Além disso, a esquadra está a usar as capacidades fotográficas, saindo em missões de recolha de informação sobre os alvos, de dia e de noite. Mais importante ainda: estamos sempre prontos para realizar missões de interceção, para proteger as fronteiras meridionais de Israel".

Colocação de flares de autodefesa num F-16I        Foto: Guy Ashash
A equipa técnica da esquadra tem trabalhado por turnos, dia e noite, de modo a manter a unidade pronta para a variedade de missões que tem que executar. Os aviões estão permanentemente armados e mantidos em alerta. 
"Trabalhamos em longos turnos e aguardamos instruções" diz o Cabo Stav, mecânico da esquadra. "As horas de trabalho são difíceis, mas quando o avião regressa sem as bombas que lhe montámos, há um sentimento de satisfação"diz Eran Schwartz, chefe da equipa de armamento. "Existe um sentido de responsabilidade, mas agora vemos os resultados e sabemos que somos uma parte significativa do esforço".

Um aparelha de F-16I inicia mais uma missão de combate     Foto: Guy Ashash

Outra das missões dos "Cavaleiros de Cauda Laranja" é atingir alvos conhecidos com antecedência, baseada em informação recolhida. Segundo o TCor Tomer, "o uso de armas inteligentes permite atacar vários alvos num pequeno espaço de tempo e nos locais certos", acrescentando: "somos muito críticos de nós próprios e procuramos erros na designação e no planeamento de alvos, de modo a não ferir inocentes". O 1ºTen S. Oficial de Armamento da esquadra, diz ainda: "temos meios de recolha de informação que nos permitem  parar um ataque em tempo real, caso coloque em perigo civis".

Foto: Guy Ashash

Desde o início da Operação Protective Edge, mais de 800 palestinianos pereceram, a maioria civis, entre os quais cerca de 100 crianças. Do lado de Israel, as baixas contabilizam 33 soldados e 3 civis.
Os palestinianos acusam Israel de genocídio. O Estado hebraico acusa o Hamas de se refugiar atrás de civis, que usa como escudos humanos, enquanto fustiga Israel com rockets.

Um cessar-fogo proposto pelos EUA foi hoje rejeitado por Telavive. Anteriores cessares-fogo foram violados pelo Hamas, levando Israel a retomar as ações militares.





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