sexta-feira, 24 de Outubro de 2014

BALANÇO DO PRIMEIRO MÊS E MEIO NO BÁLTICO (M1709 - 103AL/2014)


Após mês e meio de operação, a Força Nacional Destacada no Bloco 36 da missão Baltic Air Policing está a chegar às 200 horas de voo, entre missões reais e de treino.
Portugal é a lead nation do bloco 36 e opera a partir da Base Aérea de Siauliai, Lituânia. Este bloco conta ainda com a participação do Canadá (também na Base de Siauliai), da Alemanha (na Base de Amari, Estónia) e da Holanda (na Base de Malbork, Polónia). Cada país tem no teatro quatro aeronaves “caça”, num total de 16 (dezasseis), que diariamente – e até ao dia 31 de dezembro – asseguram a proteção do espaço aéreo dos países bálticos (Lituânia, Letónia e Estónia).
No âmbito da política de defesa coletiva da NATO, a entrada destes países bálticos e da Eslovénia para a Aliança, em março de 2004, induziu a necessidade de garantir a sua defesa de forma similar à dos outros Estados membros.
Assim, existindo limitações no âmbito do Air Policing (AP), foi elaborado um Concept of Operations for an Interim Air Policing Solution, que assenta no reforço da capacidade com meios aéreos, através da contribuição dos países membros, em regime de rotatividade.
Recentemente, em consequência do agravamento da crise da Ucrânia, foi implementado a Strategic Directive for the Implementation of Immediate Assurance Measures – IAM, a 25 de abril de 2014, que visa, entre outras, reforçar as capacidades de Air Policing na zona. Assim, assistiu-se a um reforço do contingente NATO atribuído à missão de AP, cabendo a Portugal, neste bloco 36, a responsabilidade adicional de executar a missão como Lead Nation dos restantes países presentes no Teatro de Operações.
Constituído por 70 militares da Força Aérea Portuguesa, o destacamento português mantém um período de rotação mensal. Neste âmbito, no dia 10 de outubro, também o Comandante de Destacamento Tenente-Coronel João Pires, foi substituído pelo Tenente-Coronel Carlos Lourenço.

Fonte: FAPortuguesa
Foto: Alexander Golz

quinta-feira, 23 de Outubro de 2014

MINISTRO DA DEFESA QUER KC-390 NA FAP (M1708- 305PM/2014)

Imagem: Embraer


Ministro da Defesa revelou que será preparado um caderno com os requirimentos da Força Aérea Portuguesa para seis aviões mas ainda não há preço.
O Governo português mantém uma "intenção séria" de comprar o cargueiro militar da Embraer, o KC-390, que ontem foi apresentado e que conta com a participação de várias empresas portuguesas na sua fabricação.

"Na carta de intenções temos referidos seis aeronaves. Agora estamos no processo de formação da vontade. Está a ser apresentado um caderno de requerimentos da Força Aérea Portuguesa e essa proposta será analisada por parte da Embraer. Aí poderemos fazer uma avaliação mais definitiva, mas a intenção é séria", disse ao Diário Económico o ministro da Defesa, José Pedro Aguiar-Branco, à margem da cerimónia de ‘roll out' do KC-390. O governante reafirmou que o objectivo é tomar uma decisão até ao final do ano, altura em que a nova lei de programação militar será apresentada.

"Portugal participa neste projecto de forma séria e honesta. A sua participação na área industrial está ser cumprida da forma como estava programado e a intenção de compra também dentro do que foi programado", frisando que todas as empresas portuguesas cumpriram os calendários de entrega.

Questionado sobre se já há algum preço de tabela para o aparelho, que fará os primeiros voos de teste no final do ano e começará a ser comercializado no final de 2016, o ministro afirmou apenas que "na definição dos requisitos e na oferta tem de ser fixado um preço. Depois de termos a proposta e o preço estaremos em condições de decidir". Também Jackson Schneider, presidente da Embraer e Defesa, escusou-se a falar de preço, referindo apenas que o avião será "muito competitivo". "O preço dependerá do que cada cliente quiser que o avião inclua." O gestor precisou ainda que "este é um projecto conjunto com as indústrias de Defesa da Argentina, Portugal e República Checa", destacando ainda as cartas de intenções destes três países para a compra do avião.

Fonte: Diário Económico

F-16 PORTUGUESES INTERCETAM AVIÃO RUSSO (M1707- 304PM/2014)



Aviões de caça portugueses F-16 foram hoje mobilizados para identificar um aparelho russo detectado pelos radares da NATO e que sobrevoou brevemente o espaço aéreo aliado no Mar Báltico ao início da manhã, referiu em comunicado a organização.

Aviões F-16 portugueses integrados na missão de policiamento aéreo no Báltico (BAP), que Portugal lidera até final de Dezembro, e aparelhos dinamarqueses foram mobilizados para identificar o aparelho e manter a segurança do espaço aéreo aliado.

De acordo com um comunicado do comando das forças da NATO na Europa (Shape), este avião russo, um IL-20 especializado na recolha de informações, “penetrou pouco antes das 13h [12h em Lisboa] no espaço aéreo estónio nos arredores da ilha de Saaremaa [a maior ilha da Estónia] durante menos de um minuto, o que representa uma incursão de cerca de 600 metros no espaço aéreo da NATO”.

O avião, que não se identificou junto das autoridades de regulação civil do tráfego aéreo, voava sobre o mar perto do espaço aéreo aliado desde há cerca de quatro horas, precisou o Shape.

O avião foi seguido por radares no solo e por pelo menos seis caças ocidentais. Em conformidade com os procedimentos, F-16 dinamarqueses aproximaram-se cerca das 9h (8h em Lisboa) do aparelho que deslocou do enclave russo de Kaliningrado e se dirigia para a Dinamarca, segundo o comunicado.

Aviões de caça suecos foram de seguida enviados para acompanhar o avião russo, apesar de a Suécia não ser membro da NATO, e de seguida entraram em acção os F-16 portugueses que asseguram as missões de policiamento aéreo na região do Báltico.

O aparelho fez meia volta em direcção ao sul, e foi nesse momento que se verificou a incursão, acrescentou o Shape. Após um “contacto visual” entre os pilotos dos F-16 portugueses e os do IL-20, este foi “escoltado até se afastar do espaço aéreo da NATO”, esclarece o comunicado.

Fonte: Lusa / SOL

quarta-feira, 22 de Outubro de 2014

PORQUE CONTINUA A VOAR O F-117? (M1706- 303PM/2014)

Lockheed F-117 Night Hawk      Foto: USAF

O F-117 foi oficialmente retirado de serviço em 2008 e teoricamente a frota dos primeiros caças furtivos operacionais no mundo foi toda inibida. Rumores de que continuavam a voar algures nos desertos do sudoeste dos EUA, foram-se contudo sucedendo desde então. Por entre dúvidas se Elvis ainda está vivo ou não, recentemente foram reveladas ao mundo fotos concludentes, em que pelo menos dois F-117 aparecem operacionais na base de testes de Tonopah, no Nevada.

As fotos que mostram o F-117 operacional seis anos após a retirada oficial        Foto: Lazy G Ranch

A Força Aérea dos EUA (USAF) não comentou as perguntas que lhe foram colocadas acerca do tema, pelo que resta a especulação.

É sabido que manter pequenas frotas de um tipo de aeronave específica fica extremamente caro. Pelo que os poucos F-117 que estejam a voar, não saem baratos.

A opinião de Richard Aboulafia, analista militar, é de que as aeronaves servem para "testes de assinatura radar" acrescentando contudo que também podem servir para testes de aerodinâmica, justificando: " trata-se de um dos primeiros aviões que não devia voar, mas voava, graças ao milagre do fly-by-wire (NR: Controlo de voo por computador). Também pode ser para testes de fadiga dos materiais que foram usados no modelo, para ver como evoluem com o tempo".

Foto: Lazy G Ranch

Outras opções incluem testes de novos equipamentos e tecnologias, eventualmente ligadas com sistemas de busca por infra-vermelhos e mísseis terra-ar. Há também a possibilidade de que estejam a voar como veículos não tripulados (VANT) com capacidade de combate.

Foto: Lazy G Ranch

De qualquer modo, este novo capítulo na história do F-117, não é mais do que a continuação do enredo de mistério que sempre o rodeou a aeronave, que foi mantida operacionalmente em segredo durante vários anos, até à sua apresentação oficial em 1988. E a menos que a sua função venha a tornar-se mais proeminente, ou os gastos demasiado altos para serem escondidos, talvez não cheguemos a saber tão cedo o fim da história.

Fonte: Intercepts
Tradução e adaptação: Pássaro de Ferro

terça-feira, 21 de Outubro de 2014

EMBRAER APRESENTA KC-390 AO MUNDO (M1705- 302PM/2014)



O KC-390 foi apresentado nesta terça-feira (21/10), às 11h30, na fábrica da Embraer em Gavião Peixoto (São Paulo). Pela primeira vez, a imprensa e representantes de mais 32 países tiveram a oportunidade de ver de perto o maior avião já desenvolvido e fabricado no Brasil. Estiveram presentes ao evento o Ministro da Defesa, Celso Amorim; o Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Juniti Saito, além dos ministros da Defesa de Portugal, José Aguiar Branco, da Argentina, e do comandante da Força Aérea da República Checa.  


"Além das missões de transporte de tropas e reabastecimento em voo, será um avião que também vai estar presente em ações de defesa civil ", ressaltou o Ministro da Defesa do Brasil, Celso Amorim.

"É um produto que vai marcar para sempre a capacidade da indústria brasileira. Eu só posso parabenizar aqueles que trabalharam em prol desse projeto como a COPAC, o Alto-Comando da FAB e os engenheiros da Embraer", disse o Comandante da Aeronáutica.

A grande diferença do KC-390 em relação a outros projetos já desenvolvidos pela indústria brasileira, é que desta vez o avião já nasce com expectativas claras de exportação. Argentina, Portugal e República Checa participam no projeto e outros países já manifestaram interesse na aquisição.

O Brasil investiu 12.100M BRL, sendo R4900M BRL para o desenvolvimento da aeronave e 7200M BRL para a aquisição de 28 unidades para a Força Aérea Brasileira.

De acordo com a Embraer, o voo inaugural do KC-390 acontecerá ainda este ano e, após uma série de testes, a Força Aérea Brasileira irá receber a primeira unidade em 2016. A frota da FAB irá cumprir missões como operar em pequenas pistas na Amazónia, transportar ajuda humanitária, lançar paraquedistas, realizar buscas, reabastecer outras aeronaves em voo, aterrar na Antártica e lançar carga em pleno voo, entre outras.

“O KC-390 representa para a Força Aérea Brasileira e para a indústria nacional [brasileira] o ápice, o coroamento da nossa capacidade de emitir requisitos e principalmente a capacidade da nossa indústria nacional de desenvolver um produto aeroespacial de última geração”, ressalta o Brigadeiro do Ar José Augusto Crepaldi Affonso, Presidente da Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate (COPAC), responsável pela condução do projeto.

Inovações

O projeto da Embraer visava desde o início, o desenvolvimento de uma aeronave a jato capaz de cumprir todas as missões realizadas pelo C-130 Hércules, em uso na Força Aérea Brasileira desde a década de 60 e atualmente em serviço em aproximadamente 70 forças aéreas do planeta. São aproximadamente 2400 unidades em serviço em todo o mundo. Na América do Sul, por exemplo, apenas o Paraguai, o Suriname e a Guiana não possuem o modelo.

“A aeronave vai fazer tudo o que o C-130 faz. melhor e mais rápido”, diz o Coronel Sérgio Carneiro, engenheiro formado pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), gerente do projeto na COPAC. Enquanto o antecessor, na sua versão mais moderna, não passa dos 671 km/h, o avião brasileiro irá voar a 850 km/h.

Outras vantagens são o menor custo de manutenção e autonomia. Um KC-390 poderá descolar de Brasília e chegar sem escalas a qualquer capital brasileira com 23 toneladas de carga, na sua capacidade máxima. Nas asas, o avião poderá levar até 23,2 toneladas de combustível. Além de alimentar as próprias turbinas, também será possível fazer o reabastecimento em voo (REVO) de outros aviões ou helicópteros. É por isso que a aeronave é chamada de KC: C de Carga e o K de tanker, ou reabastecedor, em inglês. O KC-390 também terá a capacidade de ser reabastecido em voo por outras aeronaves.


O compartimento de carga terá 18,54 metros de comprimento, um pouco maior que uma campo de volei. A largura é de 3,45 metros e a altura é de 2,95 metros. O espaço é suficiente para acomodar equipamentos de grandes dimensões, além de blindados, peças de artilharia, armamentos e até aeronaves semi-desmontadas. O blindado Guarani e o helicóptero Black Hawk, por exemplo, cabem dentro do compartimento de carga do KC-390. Também poderão ser levados 80 soldados numa configuração de transporte de tropas, 64 paraquedistas, 74 macas mais uma equipa médica ou ainda contentores, carros blindados e outros equipamentos.

Outra inovação perceptível no KC-390 é o perfil da sua cabina de pilotagem. A visão muito mais ampla fará diferença em situações estritamente militares, como o lançamento de cargas e o voo de penetração no território inimigo a baixa altura. “Lembrando que este é um avião de combate. Ter a maior visibilidade para detetar uma ameaça e fazer uma manobra será um diferencial”, analisa o Coronel Carneiro.

A cabina também se destaca pelos equipamentos. Os ecrãs de alta resolução permitem que a tripulação tenha fácil acesso às informações necessárias para o cumprimento das mais variadas missões, e podem também ser configuradas da forma mais adequada para as diferentes fases da missão.

Em Portugal serão fabricados componentes do KC-390 nas fábricas da Embraer em Évora e na OGMA em Alverca.

O KC-390 é tido como potencial substituto dos C-130H Hercules em uso na Força Aérea Portuguesa desde os finais da década de 70.

Texto e fotos: Agência Força Aérea
Adaptação: Pássaro de Ferro

segunda-feira, 20 de Outubro de 2014

RED ARROWS MADE IN USA? (M1704- 301PM/2014)

Ilustração: Peter Van Stigt

A notícia caiu como uma bomba na comunicação social do Reino Unido: com o aproximar do fim de vida dos Hawk T1 em uso nos Red Arrows, está a ser ponderada a possibilidade de utilização de caças F-16 americanos em segunda mão, para manter os Red Arrows a voar.
A sugestão partiu do oficial encarregado de treinar as tripulações e permitiria ao Governo de Sua Majestade cumprir a promessa de manter os Red Arrows no ar. Baratos.

As críticas contudo não se fizeram esperar, começando pelo argumento de que a imagem da emblemática patrulha acrobática da Royal Air Force (RAF) sairia danificada, como símbolo da capacidade aeronáutica britânica.

Facto é que a patrulha que celebrou este ano o seu cinquentenário, necessita de novos aviões até 2020. Isto significa que o Ministério da Defesa (MD) tem cerca de um ano para escolher um novo modelo. E os atrasos numa decisão têm levado  muitos a temer que isso signifique o fim da linha para a equipa, incluída no pacote de cortes na Defesa, já que no MD há quem pense que é um luxo dispensável.

Uma alternativa aos propalados americanos F-16, seria o Hawk T2 já em uso na RAF. Contudo o TCor Tim Flatman, comandante do Naval Air Squadron 736, que treina pilotos para as unidades aéreas da Royal Navy, entrou também na contenda, alegando que as chefias na Defesa deveriam considerar o F-16.

O F-16 tem sido usado na patrulha acrobática da USAF, Thunderbirds, desde 1982 e a opção pode apresentar-se demasiado tentadora, para ser rejeitada por chefias com pouco dinheiro.
Por coincidência, ou talvez não,o Reino Unido tem intenção de vender o Eurofighter Typhoon por 90M EUR a unidade à Dinamarca, para substituir os seus F-16 até 2020. Esses F-16, no valor de 22,5M EUR cada, seriam uma solução relativamente barata, para um caça de capacidades notáveis.

Outra fonte  militar não revelada, confessou que "o F-16 representaria um impulso para os Red Arrows. É uma aeronave fantástica e com um aspeto fantástico. Os aviões dinamarqueses são já bastante antigos, mas só o facto de se falar do assunto no MD é já um bom sinal para os Red Arrows".

As vozes críticas não se calam contudo, defendendo que os Red Arrows devem ser uma bandeira para o país, a sua capacidade humana e industrial. "A mensagem que estaríamos a passar é a de que os F-16 são melhores que os Hawk T2" diz a especialista do Royal United Services Institute, Elizabeth Quintana.  Além disso, passando a usar o F-16, ou as aeronaves ficariam com a função única de exibição (ao contrário dos Hawk que podem também desempenhar missões de treino e combate), ou a sua conversão para utilização também em combate, sairia extremamente dispendiosa.

Dentro do MD britânico, a posição oficial é de que "há ainda muito tempo até 2020 para tomar uma decisão".

Fonte: Daily Express
Tradução e adaptação: Pássaro de Ferro



domingo, 19 de Outubro de 2014

"GUERRA" NO DESERTO MAIS SECO DO MUNDO (M1703- 300PM/2014)

F-16AM chilenos         Foto: FAB

O cenário é inóspito. O deserto do Atacama, no Norte do Chile, é o local mais seco do mundo. É quase impossível ver uma árvore: quando se vê alguma, dá para perceber que foi plantada e tem uma irrigação forte. É mais fácil, na verdade, ver um SOLMÁFARO, um indicador de radiação ultra-violeta do sol. E é difícil ver em algum nível abaixo do “Peligroso”!

O "solmáforo"     Foto: FAB

E o que tem o tal deserto?
É que no meio desse mar de areia localizado entre a Cordilheira dos Andes e o Oceano Pacífico, que acontece o exercício SALITRE, que conta com a participação de 73 militares e cinco aviões da Força Aérea Brasileira. Esse pessoal foi para o Chile com uma única intenção: treinar missões de guerra aérea.

F-5EM brasileiros no deserto do Atacama               Foto: FAB

Além dos chilenos, com os seus caças F-16 e F-5, também participam a Argentina, os Estados Unidos e o Uruguai. Eles voam, respetivamente, os caças A-4AR Fightinghawk, F-16 Fighting Falcon e A-37 Dragonfly. A FAB esteve presente com quatro F-5EM, modernizados, e um reabastecedor em voo KC-130 Hércules. Chilenos e norte-americanos (ou estadosunidenses) também levaram os seus KC-135, outro tipo de avião-tanque.


Num exercício como este, a grande maioria das pessoas tem uma pergunta direta: – QUEM GANHOU?

Mas a resposta não é a que se espera ouvir: “Na verdade, todos ganharam”. Mas dá para explicar.

O facto é que todos os aviões tiveram o seu dia de “caça” e o seu dia de “caçador”. Afinal, é para isso que servem os exercícios. A quantidade de voos ajuda: só os F-5 brasileiros fizeram mais de 30 missões, com missões pela manhã e à tarde. Dá para treinar bastante.

Imagens usadas nos debriefings das missões para analisar o decorrer das missões     Foto: FAB

Mas o  foco real do Salitre é a coordenação das missões. Na verdade, só 12 caças chilenos fazem o papel da “Força Inimiga”, operando a partir da cidade de Iquique. Em Antofagasta, ficam baseadas as aeronaves de todos os países (inclusive outros F-16 chilenos).

Todos os dias, mais de 20 aviões descolam em poucos minutos. Os A-4 e A-37 vão atacar alvos simulados no solo enquanto que os F-16 “vermelhos” tentam impedir isso. Mas para isso eles têm que enfrentar a escolta de F-16 e F-5.

Acontece que cumprir uma missão com mais de 20 aviões não é coisa fácil. O tempo de planeamento é grande. Para que todos falem a mesma língua, tudo segue o padrão NATO. Falando em língua, a Salitre acontece em inglês. Até quando um piloto argentino precisa de falar com um uruguaio, por exemplo, em vez de falarem espanhol (língua nativa de ambos), a conversa é em inglês.

KC-130 brasileiro        Foto: FAB

E porque é que isso é importante?
Já falámos  que o Brasil também participou com um avião-tanque KC-130. Pois é: além de reabastecer os F-5EM brasileiros, o KC-130 também transferiu combustível em voo para os A-4AR argentinos. Essa padronização de procedimentos permite isso: se for necessário, pilotos de vários países estão prontos para voarem juntos diversas missões.

É essa a ideia de exercícios como a Salitre, já na sua terceira edição, ou do CRUZEX, realizado no Brasil a cada dois anos.

A tradicional "foto de família" do exercício Salitre 2014      Foto: FAB

Este treino acabou na sexta-feira passada (17/10). E foi nesse deserto frio e seco, do outro lado da Cordilheira dos Andes, que durante duas semanas a FAB se treinou para se tornar ainda mais capacitada a cumprir sua missão.

Fonte: FAB
Adaptação: Pássaro de Ferro

terça-feira, 14 de Outubro de 2014

FORÇA AÉREA EFETUA MISSÃO DE SALVAMENTO A LONGA DISTÂNCIA (M1702 - 102AL/2014)

EH-101

 A Força Aérea Portuguesa realizou no dia 13 de Outubro, a evacuação de um tripulante de um navio que se encontrava a 900Km das Lajes, Açores, numa operação que durou 16 horas.
O Centro de Busca e Salvamento Aéreo das Lajes (RCC Lajes) recebeu o pedido de auxílio do Centro de Coordenação de Busca e Salvamento Marítimo de Ponta Delgada (MRCC Delgada) pelas 02h50m, que, após análise, decidiu empenhar um helicóptero EH-101 Merlin e um avião C-295M.
A vítima, de nacionalidade espanhola e 54 anos de idade, sofreu amputação de três dedos do membro inferior direito e era tripulante de um navio de pesca “RIBEL TERCERO”, de pavilhão espanhol, que se encontrava em faina de pesca.
Pelas 05H15, o EH-101 Merlin descolou da Base Aérea das Lajes, com uma equipa médica militar a bordo, em direção à ilha das Flores para reabastecer a fim de aumentar o seu raio de ação. Após reabastecimento descolou do Aeroporto das Flores rumo ao pesqueiro Espanhol.
Devido à distância e às condições atmosféricas adversas na zona de operações -  vento muito forte, fraca visibilidade e ondulação de cerca de 4 metros - descolou uma aeronave C-295M para detetar a localização exata da embarcação, acompanhar e apoiar nas comunicações entre o helicóptero, a embarcação e os Centros de Busca e Salvamento envolvidos.

C295M

A extracção do paciente foi efectuada com sucesso pelas 13H00, tendo o helicóptero rumado às Flores para voltar a reabastecer.
A missão ficou concluída com sucesso pelas 19H05, após deixar o paciente em estado estável no Heliporto do Hospital do Divino Espírito Santo, Ponta Delgada, transferindo assim o doente para uma ambulância do Serviço Regional de Protecção Civil e Bombeiros dos Açores (SRPCBA) que o encaminhou para o Hospital.
Mais uma missão realizada com sucesso pela Força Aérea e em coordenação com a Marinha, ao serviço de Portugal e dos portugueses.
A Força Aérea sempre pronta, para que outros vivam.


Fonte: Força Aérea

segunda-feira, 13 de Outubro de 2014

75 ANOS DA FORÇA AÉREA DE ESPANHA / AIRE75 (M1701 - 101AL/2014) - Parte II

 














75 ANOS DA FORÇA AÉREA DE ESPANHA / AIRE75 (M1700 - 100AL/2014) - Parte I

Decorreu no passado sábado o festival aéreo que comemorou os 75 anos do "Ejército del Aire" - 75 anos da Força Aérea Espanhola, AIRE75.
Apresentamos a primeira de duas partes inteiramente fotográficas, dedicadas ao evento, sendo que até final da semana teremos a reportagem mais completa, através da colaboração do nosso editor em Espanha, Alejandro de Prado.
Por agora, ficam as fotografias do Marco Casaleiro que, conjuntamente com uma "embaixada" de portugueses entusiastas pela aviação, esteve em Espanha, na Base Aérea de Torrejon de Ardoz/Madrid.
O Pássaro de Ferro agradece a pronta disponibilidade para a publicação destas fotografias.















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