sábado, 30 de janeiro de 2016

ALPHA JET EM AÇÃO (M1827 - 07/2016)

Linha da frente.

O Alpha Jet equipa, presentemente, a Esquadra 103 - Caracóis.
Esquadra e aeronaves têm Beja como a sua base de operação e voam diariamente um legado imenso de já mais de duas décadas (23 anos) ao serviço da Força Aérea Portuguesa.
No presente, poucas aeronaves Alpha Jet restam no ativo e alguns exemplares representam mesmo o decano dos aviões wrap around na arma aérea nacional, outras mantém ainda as cores dos últimos "Asas de Portugal" e outra apresenta-se com as cores históricas dos Caracóis.
As fotografias que aqui se publicam retratam um recente dia de operação na vida destas aeronaves e dos pilotos que nelas se preparam para a plataforma seguinte, o F-16.
Mas, seguramente que para termos excelentes pilotos de F-16, eles também o foram no Alpha Jet e, mais ainda, instruídos pela grande experiência de outros pilotos instrutores e pela competência técnica dos mecânicos e pessoal da manutenção das aeronaves que, na retaguarda, digamos, tornam todos os dias possível, o sonho de voar!





As aeronaves surgem configuradas com o canhão ventral e, nas asas, suportes de largada de armamento de treino, revelando missões de treino de ataque.
Relativamente aos aviões no esquema dos "Asas de Portugal", a presença do canhão e do armamento nas asas torna estas imagens ainda mais históricas.



Fotografias: Francisco Brito Alves

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

25 ANOS DA "GUERRA DO GOLFO" (M1826 - 06/2016)


Quando a "Guerra do Golfo" rebentou, estava cumprir o serviço militar
     na altura obrigatório
como simples praça, na Marinha de Guerra.
Por ser militar, as notícias do conflito de certo modo geraram alguma apreensão, em mim e nos restantes camaradas de armas que, apesar de Portugal não ter participado ativamente no conflito, não escondiam algum desconforto com a ideia de que, caso as coisas alastrassem para uma dimensão mais global, não tivéssemos, por alguma razão, que ir para uma área de conflito.
Como é evidente, essa apreensão cedo se desvaneceu, transportando-nos para uma mera observação comum das imagens que nos chegavam.
A "Tempestade do Deserto" foi, aliás, a pioneira na noção de "a guerra em direto". Ninguém esquece os célebres diretos de Artur Albarran e do
     já na altura inevitável
José Rodrigues dos Santos, na televisão nacional, ou de Peter Arnett da CNN.
Para um indefetível admirador de aviões e de meios aéreos em operação, as imagens que diariamente chegavam eram de absoluto êxtase, uma vez que nos era dado ver uma multiplicidade de meios sem paralelo na história recente, justamente aqueles que nos faziam vibrar ao os vermos em fotografias nas revistas.
De repente, poder vê-los em ação (real) diariamente pela televisão era - apesar da brutalidade de qualquer guerra - algo a que não se ficava indiferente.


Com os Estados Unidos à cabeça da então "Coligação Internacional", ver em ação caças F-14, F-15 ou F-16, F/A-18, bombardeiros B-52 e B-1, o Stealth" F-117, etc. era absolutamente fascinante. Depois, o constante vai e vem nos porta-aviões, com os míticos A-6 e A-7E em operações de ataque e os já mencionados F-14
     não muito longe da "moda" Top Gun...
bem como os A-10 e helicópteros de diversas formas e valências a partir de bases em terra, completavam o ramalhete do delírio.


A soma de meios aéreos não parava e sobretudo os Tornado ingleses, foram outra das imagens de marca daqueles intensos dias de operações aéreas sobre o Iraque e o Kuwait, com as suas incursões de ataque a baixa altitude, razando o amarelado do deserto...
Parece que tudo o que se passou acabou por se embrulhar numa espécie de aura. Não a rotularia de nostálgica, porque a guerra não é dada a esses predicados, mas foram momentos - meses - em que a televisão foi uma janela "sem filtros"
    a televisão mostra apenas o que interessa mostrar
mas o conceito de podermos dizer, sem particular receio de errar
- Eu estou a ver o que está a acontecer, agora!
ganhou toda uma nova consistência.
A coisa, o conceito, passou tantas vezes de espontâneo a premeditado, a pensado e a condicionado colocando a causa depois da televisão e não a televisão depois da causa, subvertendo a lógica estabelecida, digamos.


Vergílio Ferreira, sobre cujo nascimento passam por estes dias 100 anos, afirmava que a televisão
     "esse instrumento redutor(...) de um modo geral, a televisão desnaturou o Homem, miniaturizou-o, fazendo de tudo um pormenor (...)
Ora, na "Guerra do Golfo", muitas coisas surgiram como novidade, quanto mais não seja encimadas pelo próprio facto de a televisão passar a condicionar a guerra e nem sempre o contrário, como seria de esperar. Foram portanto tempos interessantes, com uma escapadela sociológica para lá da guerra como entidade, derramando-a para outras evoluções da marcha humana.
Voltando aos aviões, o que verdadeiramente interessa numa página que lhes é dedicada, é perceber o seu papel no desenrolar deste conflito. E o seu papel foi preponderante, decisivo no desfecho da situação e na altura a (quase) tradição de uma missão, um avião, fazia completo sentido. E havia muitos aviões para muitas missões.
Hoje já não é tanto assim e a frase metamorfoseou-se para um avião, várias missões.
De resto, a Guerra é a Guerra - cantava Fausto - e volvidos estes 25 anos, com uma ironia demasiado grande, demasiado coberta pelo estouro das armas e pela contagem de mortos, o Iraque e aquela zona continuam como quase sempre estiveram. Todos os dias.
Em guerra!

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

A-11A CORSAIR III - Um "sonho" de febre? (M1825 - 05/2016)

A navegação na "grande rede" proporciona momentos de diversa índole e não raras vezes algo inesperados.
Com alguma frequência, em buscas devidamente balizadas, surgem nos intervalos do que se pretende, algumas descobertas que nos provocam reações diversas e que atestam, sem especial espanto, que na internet tudo é possível.
Ora recentemente, enquanto buscava alguma informação sobre o legado do Corsair II, atravessou-se-me "isto" no ecrã. Escusado será dizer que u ma chapada virtual atingiu-me de forma abrupta.
E "isto" é, nada mais nada menos do que o "projeto/antevisão" de um tal de A-11A Corsair III.
Basicamente, o "ideólogo" da coisa tratou de retirar a entrada de ar do A-7 e colocá-la
     dividida em duas partes
na parte superior da fuselagem.
Todo o resto do A-7 foi mantido, digamos.
Deixam-se, posto isto, os comentários ao leitor.


sábado, 16 de janeiro de 2016

O [NÃO] A-7G CORSAIR II (M1824 - 04/2016)


Na década de 70, a Suíça chegou a equacionar adquirir o A-7. Os estudos para a operação do Corsair II pela arma aérea helvética aconteceram, como testemunha a imagem de cima, em túneis de algumas bases aéreas daquele país dos Alpes. As aeronaves seriam do padrão D/E já operado pela USAF e USNavy.


A Vought, para de certa forma "animar" os decisores políticos a decidir pelo seu avião, chegou a fazer uma espécie de antevisão de como poderiam ser as aeronaves Suiças, conforme atesta a imagem.
Contudo, o governo suíço acabou, como se sabe, por adquirir o F-5, aeronave que ainda hoje é operada pela Força Aérea Suíça e que, inclusivamente, equipa a "Patrouille Suisse", a responsável máxima pela projeção daquele ramo das forças armadas helvéticas.
É impossível resistir à pequena piada/innuendo: foi um A-7 que nunca chegou ao (ponto) G!

Nota: Fica o agradecimento ao André Carvalho por revelar a primeira imagem desta edição. 


terça-feira, 12 de janeiro de 2016

A CORREIA DAS COREIAS (M1823 - 03/2016)

Os F-16C da Coreia do Sul são uma das pontas da lança da arma aérea daquele país.

O conflito latente
     ou dormente
entre as duas Coreias, a do Norte e a do Sul, já faz parte das dores 
     do ADN
do planeta. Já aprendemos a viver com ele e só estranhamos quando a "gritaria" por lá decide trepar a escala dos decibéis ou da tensão métrica.
A coisa já vem dos meados do século passado, quando uma guerra as separou e, de então para cá, não mais se juntaram.
Dos dois lados permanece uma espécie de "equilíbrio de terror" à escala local, devidamente vigiado pelas potencias interessadas no fiel da balança.
Há uma espécie de correia que liga ou desliga as Coreias, dependendo do ângulo tomado. Há muita coisa que as une
     a correia de ligação
há muita coisa que as separa
     a correia em riste como fator de medo comum.

Na imagem, observamos vetusto Mig-19 Norte Coreano devidamente guardado por dois soldados. 
O poder aéreo da Coreia do Norte peca por indefinido. Não se sabe se, quanto, o quê, como, qual... Ou sabe-se apenas o que interessa saber, ou o que se consegue saber. Certezas há poucas...

Pelo ar, sabemos dos poderes da do Sul, devidamente acompanhada do amigo americano. Já não sabemos tanto dos poderes da do Norte porque a cortina é demasiado opaca, a palavra ou as palavras são demasiado oficiais e 
     eventualmente
ilusórias para sobre elas se fazer mesa de avaliações de fé. Há apoios tácitos, mas que não se comprometem publicamente, sob pena da pressão global fazer das suas na contagem dos créditos.
O Pássaro de Ferro, aliás, já dedicou alguma atenção a este assunto, através desta edição que somou já vários milhares de visualizações e que, muito ou pouco discutível, muito ou pouco polémica, merece ser lida, sem complexos posicionais.
Aliás, a simples reação a este excelente trabalho do Francisco Duarte, só prova que a "correia das Coreias" é uma engrenagem, um ente de complexa compreensão, por mais claras que pareçam as coisas, quer de um lado, quer de outro.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

VOAR COM BOWIE (M1822-02/2016)

À partida, David Bowie e os aviões e o seu voo, pouco ou nada dirão um ao outro e dificilmente surgiriam num espaço dedicado à aviação e aos seus factos.
Contudo, existe sempre a possibilidade de a música nos fazer voar para outras dimensões ou estados físicos ou de alma.
A música "Space Odity", aqui partilhada, será, seguramente, uma daquelas que tem asas e no-las empresta para que voemos em conjunto pelo infinito do céu, lado a lado com um mestre.
R.I.P.



domingo, 10 de janeiro de 2016

EDITORIAL 2016


O Pássaro de Ferro começou há quase 10 anos – em 15 de maio de 1996.
O seu quase único propósito da altura, o pilar primevo da sua essência, era o de partilhar histórias e algumas memórias mais ou menos pessoais do seu então único autor.
Volvida esta (quase) década, o Pássaro de Ferro está de novo de volta (também) a essa matriz, depois de ter acumulado outras que o fizeram crescer, crescer e… parar para se repensar.
O ano que há dias chegou ao fim marcou, em abril, o "fim" de uma era. De então para cá, muito pouco se voou nesta página. 
Contudo, a paixão pela aviação não se demove ou remove, nem com longos hiatos, nem com paliativos de nenhuma origem. Passa a ser quase uma outra pele que nos veste, por mais que a queiramos dispensar, em face de mil e uma circunstâncias que nos afetem, ou que sobre ela queiramos enxotar arduras e comichões, como se enxotam moscas ou coisas que nos aborreçam ou interpelem o sossego.
O ano que agora começa assinalará, espera-se, uma espécie de terceira vida desta marca da aviação.
Não será – como de resto nunca foi - mais uma página dedicada aos aviões - como há tantas, umas melhores do que outras - e será, tanto quanto possível, um local onde os aviões serão 
     continuarão a ser
escritos de uma forma o mais longe possível de lugares comuns ou frases feitas.
O primado deste recomeço será menos quantidade e mais qualidade. A página “Porta de Embarque 04”, dedicada à aviação civil permanecerá inactiva.
O Pássaro de Ferro criou o seu "livro de estilo" e é com ele e por ele que regressará à sua relação única e fiel com os aviões e a toda a paixão que os rodeia e os faz voar e a nós com eles.
Obrigado a todos os que seguem o Pássaro de Ferro!

                                                                                                                       

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Remembrance ... (M1820 - 12RF/2015)



In Flanders Fields the poppies blow… Between the crosses, row on row…

Lieutenant-Colonel John McCrae, Ypres, Spring 1915 



Remembrance Sunday em St. James

Teve lugar a 8 de Novembro, à Igreja de St. James, no Porto, o Remembrance Sunday, cerimónia evocativa de todos os que perderam a vida em guerras, integrada no serviço religioso de domingo, e antecipando o Remembrance Day, que se evoca hoje.
A cerimónia, que precedeu o serviço, incluiu a leitura dos nomes dos membros da comunidade britânica do Porto que perderam a vida na Grande Guerra e na 2ª Guerra Mundial, bem como dos que perderam a vida em acidentes aéreos durante a 2ªGG, e que se encontram sepultados no cemitério.
O serviço religioso, terminou com romagem ao cemitério, ao talhão da Commonwealth War Graves.

O encontro da comunidade, frente à igreja e ao memorial, 
e as primeiras palavras de oração pelo capelão.

Leitura dos nomes de todos os membros da comunidade que 
perderam a vida em ambos os conflitos, e daqueles que 
se encontram sepultados no cemitério.

 Ao toque de silêncio (“The Last Post”) seguiram-se dois minutos de silêncio.

 A tradicional deposição de coroas de flores no monumento.

O serviço religioso normal de domingo, cujas leituras e homilia alusivas ao tema..

O serviço terminou com a romagem aos túmulos da Commonwealth War Graves.



domingo, 6 de setembro de 2015

Commonwealth War Graves – o Cemitério Britânico do Porto (M1819 – 11RF/2015) [parte 2]


Commonwealth War Graves – o Cemitério Britânico do Porto [2ª parte]
Cemitérios do Porto – o cemitério dos Ingleses: um roteiro de aviação?

Commonwealth War Graves

O cemitério britânico do Porto, recebeu em 1941 os primeiros inumados da 2ª Grande Guerra, sendo que o conjunto total de seis lápides, se constitui numa pequena secção da Commonwealth War Graves, inserida num dos talhões, refere a três acidentes distintos.

Na sepultura colectiva nº774 (duas lápides), encontram-se os restos mortais da tripulação de um Vickers-Armstrong Wellington Ic, de registo Z8780, do Overseas Aircraft Delivery Unit, da Royal Air Force , que por volta das 14H30M de 13 de Julho de 1941 se despenhou no oceano, ao largo de de Fão, perto de Esposende.Tratava-se de um voo de entrega, que partiu desde a base da RAF de Portreath, na Cornualha, rumo a Gibraltar. A tripulação era composta por 6 elementos, tendo todos eles perdido a vida.Da informação consultada, os diferentes autores são unânimes em dizer que não é clara a razão do acidente, sendo factores plausíveis para o sucedido problemas com o aparelho, no motor, ao qual o mau tempo e o mar agitado não terão ajudado. Pensamos que ainda há espaço para investigação séria sobre o tema, junto da imprensa local e junto até dos familiares dos homens do mar que acorreram ao auxílio destes aviadores. Os familiares do Sgt. William Bernard Oakes, ainda procuram nos dias de hoje encontrar uma explicação, seja ela qual for, para o acidente. As descrições da imprensa, são muito ricas no relato às exéquias que movimentaram a comunidade britânica do Porto, mas também da sociedade civil e militar local, ainda que, a censura terá tido um papel importante no refrear a imprensa, quer sobre o acidente em si, quer sobre as cerimónias, por certo que muito ficou por dizer.Estas sepulturas, como se pode verificar pelas fotos, diferem das demais por não ostentarem os símbolos da arma a que pertenciam, talvez por ser uma sepultura colectiva.
As lápides tem as seguintes inscrições:

R.65516 SERGEANT
McNEILL, STEPHEN THOMAS,
AIR GUNNERROYAL 
CANADIAN AIR FORCE
13TH JULY 1941
 

546317 SERGEANT 
OAKES, WILLIAM BERNARD,
PILOT
ROYAL AIR FORCE
13TH JULY 1941 
AGE 21IN 
GOD’S GARDEN OF MEMORY
WE MEET EVERY DAY
MUM AND DAD
BROTHERS AND SYSTERS

R.65821 SERGEANTPEEL, 

HENRY GERALD,
ROYAL CANADIAN AIR FORCE
13TH JULY 1941 AGE 23HE 
                                                           DIED FOR HIS COUNTRY  
                                                           HE LIVES WITH HIS LORD


990743 SERGEANT
DAVIES, TREVOR VAUGHAN
ROYAL AIR FORCE
13TH JULY 1941 AGE 20
TREASURED MEMORIES ALWAYS
DEAR TREVOR
 

1106166 SERGEANT
DIXON, COLIN JAMES,
WIRELESS OP.AIR GUNNER
ROYAL AIR FORCE
13TH JULY 1941 AGE 20
 

923871 SERGEANT
HAYNES, DEREK CECIL
PILOT
ROYAL AIR FORCE
13TH JULY 1941 AGE 19
LOVE NEVES DIES


O segundo conjunto de sepulturas, nºs.776 e 777, referem-se à tripulação de um Vickers Wellington IC, de registo HX390, do 1st Overseas Aircraft Delivery Unit, da Royal Air Force, em voo de ferry, entre Portreath e o Egipto, via Gibraltar, que se despenhou perto do Atlântico frente a Vila do Conde, a 29 de Maio de 1942.
De acordo com uma das fontes consultadas, o autor Carlos Guerreiro, devido a problemas de motor o aparelho, ao amarar, partiu-se. Dois dos tripulantes morreram, correspondendo aos túmulos existentes no cemitério e todos os restantes se salvaram, « Gould e Jakson, com lesões diversas, incluindo braços partidos, subiram para uma asa. Anstey e Wallace-Cox conseguiram entrar para um bote de borracha. A aterragem foi observada da costa e o barco de um pescador conseguiu recolhê-los. Os dois feridos graves foram enviados para o Hospital no Porto. Anstey e Cox foram transferidos para uma unidade militar na Póvoa do Varzim, onde estiveram durante três semanas, antes de serem  transferidos para as Caldas da Rainha. Os dois regressaram a Inglaterra a 12 de Julho. Wallace-Cox morreu em 27-07-1943 e está sepultado no Ashbourne Cemetry, no Reino Unido.»
A tripulação completa era constituida,«Sergeant H. Jakson Sergeant M.H.Thompson (*)Sergeant J. W. Gould Segeant I. Wallace-Cox P/O J. P. AnsteySergeant John Gordon Daniels (*)»(*) túmulo em St. James.
Ainda segundo Carlos Gomes, e após consulta ao Evade&Escape Report  desse acidente, este refere a data do acidente como sendo 28 de Maio, e não a data inscrita nas campas, nem tão pouco a que o autor refere no seu livro, 30 de Maio. Uma discrepância que fica por esclarecer.

1312337 SERGEANT
DANIELS, JOHN GORDON
PILOT
ROYAL AIR FORCE
29TH MAY 1942 AGE 20



HE GAVE US
THE LOVE AND LAUGHTER.
SHARED JOY AND TEARS.
AND LEFT LOVED MEMORIES.

(grave no.777)




1320384 SERGEANT
THOMSON, MATHEW HALL
AIR GUNNER
ROYAL AIR FORCE
29TH MAY 1942 AGE 20


MAY THE SUNSHINE HE MISSED
ON LIFE'S HIGHWAY
BE FOUND IN
GOD'S HAVEN OF REST

(grave no.776)



O terceiro conjunto, a sepultura colectiva nº 567, referem-se à tripulação de Lockheed Hudson IIIA, registado FK791 (s/n 42-47347), do Esquadrão 269 da Royal Air Force, da base RAF Davidstow Moor, que se despenhou perto de Mira no dia 6 de Março de 1944. Esta unidade tinha sido colocada nas Lajes, Terceira, Açores, para onde se estava a deslocar vinda de Gibraltar. O acidente resulta de inicialmente terem perdido o motor de bombordo devido a uma tempestade eléctrica, e algum tempo depois o de estibordo também falhou. Três dos tripulantes morreram , mas um quarto, o Flight Sergeant Potwalka, foi recolhido por uma embarcação de pesca.

39548 SQUADRON LEADER
McPETRIE, DAVID DUNCAN 
PILOT
ROYAL AIR FORCE
6TH MARCH 1944 AGE 31
 

GREATLY LOVED
BY HIS WIFE AND CHILDREN
REMEMBERING HIM,
WE WILL BE BRAVE & STRONG








 

R.99353 WARRANT OFFICER 
GALLOP, PHILLIP ARTHUR 
WIRELESS OP./AIR GUNNER
ROYAL CANADIAN AIR FORCE
6TH MARCH 1944 AGE 23
 

SLEEP BELOVED, SLEEP
AND TAKE THY REST
WE LOVED THEE WELL
BUT JESUS LOVED THEE BEST

401996 WARRANT OFFICER
McLEAN, GEORGE GORDON 
ROYAL AUSTRALIAN AIR FORCE
6TH MARCH 1944 AGE 25
 

NOT LOST
BUT GONE BEFORE


Agradecimentos:
Kelvin Youngs
Mrs A Francis (Enquiries Administrator at Commonwealth War Graves Commission);
Terrence Weineck (Memeber of Church Council)

Reverend Rober John Bates (Chaplain, St James Anglican Chaplaincy, Porto)
e ao Carlos Guerreiro, pela ajuda e partilha, e permissão por aqui utilizar algum do seu material.


Fontes de Informação:
Maj.(RES) Adelino Cardoso, in Aeronaves Militares Portuguesas do Seculo XX, Edição Essencial, Lisboa, 2000.
Dr. Francisco Queiroz, in Cemitérios do Porto – Roteiro, publ.2000 DMASUCMP-DMHP, da C.M.Porto.
Carlos Guerreiro, in Aterrem em Portugal, livro e online ... http://aterrememportugal.blogspot.pt/http://www.landinportugal.org/
José Augusto Rodrigues, in A Batalha de Aljezur, JF Aljezur, 2013
St. James Anglican Church Porto http://www.stjamesoporto.org
Commonwealth War Graves Commission www.cwgc.org
Aircrew Remembered http://aircrewremembered.com/haynes-derek.html
Altimagem - http://altimagem.blogspot.pt/2013/08/66-vickers-armstrong-wellington.html
WW2 Talk - http://ww2talk.com/forums/topic/10859-war-graves-in-portugal/
Key Publishing Ltd. Aviation Forums http://forum.keypublishing.com/archive/index.php/t-112211.html
RAF Davidstow Moor http://www.rafdavidstowmoor.org/crash-log/crash-index/
Joe Baugher’s Serials http://www.joebaugher.com/usaf_serials/1942_2a.html


Notas Finais – adicionalmente a este escrito que evoca os militares sepultados na secção da Commonwealth War Graves, ficam aqui algumas fontes de informação relativas a alguns dos militares e respectivas unidades, evocadas no cruzeiro aos combatentes de ambas as guerras,

THE FIFTH BATTALION HIGHLAND LIGHT INFANTRY IN THE WAR 1914-1918http://www.gutenberg.org/files/20250/20250-h/20250-h.htm

Nota (muito pessoal) do Autor – Numa altura em que vai tomando uma dimensão maior, a vertente do turismo cultural relativo à arte e à história (da Cidade e do País), que podemos encontrar nos cemitérios do Porto, nomeadamente os de maior dimensão, destaca-se um conjunto de visitas culturais, já na sua 10ª edição, num trabalho desenvolvido por parte da Câmara Municipal do Porto. Neste sentido, surge-me a ideia, com laivos de sugestão, que uma das vertentes a explorar poderá bem ser a vertente militar da história da cidade, nomeadamente pelos jazigos e talhões onde esta se pode evocar, desde o Cerco do Porto, mas também as 1ª e 2ª Grande Guerras, a Guerra Colonial, as Invasões Francesas, ... fica o repto. Quem sabe…


sábado, 5 de setembro de 2015

Commonwealth War Graves – o Cemitério Britânico do Porto (M1819 – 11RF/2015) [parte 1]



Commonwealth War Graves – o Cemitério Britânico do Porto
Cemitérios do Porto – o cemitério dos Ingleses: um roteiro de aviação?

 A presença da comunidade britânica na cidade do Porto remonta à Baixa Idade Média, sempre ligada ao comércio, e com maior ênfase com o crescimento dos negócios relacionados com o Vinho do Porto. É só a partir do Sec.XIX que foi permitida a construção de um local de culto, a St. James Church. A sua construção, entre 1815 e 1818, é posterior à construção do cemitério, igualmente uma aspiração antiga da comunidade. Esta foi implantada num terreno adquirido em 1787, e que recebeu as primeiras inumações em 1780, sendo este aquele que se pode considerar o primeiro cemitério permanente da cidade do Porto.
Longe de explanar aqui as razões históricas e sociais deste conjunto, igreja e cemitério, e que passa totalmente despercebido para muitos Tripeiros dado a forma discreta com que se insere na cidade (foi uma das condições para a sua construção, à data «o sítio de inumação deveria ser separado da zona comercial da cidade e fora dos seus limites»), voltamos a nossa atenção para um conjunto de túmulos que podemos encontrar no seu interior, do período 1939-1945, demoninado por Commonwealth War Graves, de algum modo, no seguimento de um outro escrito publicado no Pássaro de Ferro.
Refira-se que, em Portugal, e deste mesmo período, existem vários locais onde estão assinalados acidentes aéreos, batalhas aéreas, bem como conjuntos de túmulos em diversos cemitérios, onde descansam os restos mortais de aviadores dos dois lados do conflito. Os livros “Aterrem em Portugal”, da autoria de Carlos Guerreiro, e “A Batalha de Aljezur” da autoria de José Augusto Rodrigues, são exemplos recentes de trabalhos de investigação séria sobre estas temáticas, com bom enquadramento social e político que nos ajuda a entender toda a intrincada trama histórica deste período em que, ainda que fossemos neutrais, a guerra passava também por Portugal. Nessas publicações, referidas na bibliografia, são muitos os acidentes e os combates aéreos enumerados, e que tiveram lugar no território nacional.

Antes disso, chamamos a V. atenção para o monumento de 1922, existente frente à igreja, que evoca todos os britânicos do Porto que pereceram nas duas grandes guerras, um cruzeiro em tudo idêntico aos que podemos encontrar em outros lugares em Portugal ( ex. Lajes War Cemetery), e também no estrangeiro, onde são evocados os 32 combatentes, de ambas as guerras, da Comunidade Britânica do Porto.
Na sua face frontal, virada para a entrada da igreja, ostenta a seguinte inscrição:


FOR GOD, FOR KING
FOR COUNTRY

TO THE GLORY OF GOD
AND IN GRATEFUL
MEMORY OF THOSE
CONNECTED WITH THE
BRITISH COMMUNITY
IN OPORTO
WHO GAVE THEIR LIVES
FOR THEIR COUNTRY
IN THE GREAT WARS
1914 – 1918
AND
1939 – 1945



1ª Grande Guerra

CAPT. WILFRID G. CASSELS – 8TH BORDER REGT. – FRANCE
2ND.LIEUT. II JONES – ROYAL FIELD ARTILLERY – FRANCE
CAPT. SPENCER PONSONBY – 12TH MIDDLESSEX REGT. – FRANCE
LIEUT. PHILIP R. TAHOURDIN – 47TH SIKIIS - MESOPOTAMIA

2ND. LIEUT. RONALD DALBERTANSON M C – 3RD EAST SURREYS ATT. 6TH DORSETS – FRANCE
2ND.LIEUT. HAROLD V. H. MASON – 6TH EAST KENT REGT. – THE BUFFS – FRANCE
CAPT. GEORGE W. REID – 2ND. HAMPSHIRE REGT. 29TH DIVN. – GALLIPOLI
2ND.LIEUT. F. THICKE – ROYAL ARTILLERY – FRANCE

2ND.LIEUT. ALBERT L. DAGGE – ROYAL FIELD ARTILLERY – FRANCE
CAPT. GORDON MILNE – 5TH HIGHLAND RIGHT INFANTRY – PALESTINE
2ND. LIEUT. ROBERT W K REID – 9TH ROYAL NORTH LANCASHIRE REGT. – FRANCE

2ND. LIEUT. ALFRED C. FLOWER – 4TH GRENADIER GUARDS – FRANCE
2ND. LIEUT. WALTER B. MORGAN – 6TH SOUTH LANCASHIRE REGT. – GALLIPOLI
CAPT. G.E.SELLERS – CANADIAN CYCLING CORPS – FRANCE

2ND. LIEUT. F.GODFREY FLOWER – ROYAL FLYING CORPS – FRANCE
LIEUT. ALBERT E.MORGAN – ROYAL FUSILIERS AND R.F.C. – FRANCE
2ND. LIEUT. ERNEST K.SMITH – EAST KENT REGT.- THE BUFFS - FRANCE

SUB.LIEUT. MALISE GRAHAM R.N. – SUBMARINE G8 – NORTH SEA N 60.50 W L00
PTE. RICHARD OWEN – 2OTH MANCHESTER REGT. – FRANCE
2ND. LIEUT. BENJAMIN A.STRANDING – 2ND ROYAL WARWICKSHIRE REGT. – FRANCE
2ND. LIEUT. KENNETH M.WALKER – ROYAL AIR FORCE – FRANCE

PTE.TOM JONES – 10TH MANCHESTER REGT. – FRANCE
L/CPL. JAMES T.POLLOCK – ROYAL ENGINEERS – BELGIUM
LIEUT. HENRY F.STEVENSON – 9TH CHESHIRE REGT. – FRANCE
2ND. LIEUT. RICHARD YATES – ROYAL FLYING CORPS - EGYPT

2ª Grande Guerra

P/O J. LATIMER ATKINSON – ROYAL AIR FORCE

F/SGT. A.E.H.EDWARDS - ROYAL AIR FORCE

SGT. R.V.P.ENNOR – ROYAL AIR FORCE

F/O D.A.KLIMPTON – ROYAL AIR FORCE

F/LT. T.F.Mc CRORIE – ROYAL AIR FORCE

F/O C.J. NIBLETT – ROYAL AIR FORCE

F/O J.H.R.S.ST.JOHN – ROYAL AIR FORCE

A comunidade britânica do Porto efectua uma cerimónia religiosa, no Remembrance Day, a 11 de Novembro, honrando a memória destes e de todos os que deram a vida For God, For King and For Country, em todas as guerras.


CONTINUA...

ARTIGOS MAIS VISUALIZADOS

CRÉDITOS

Os textos publicados no Pássaro de Ferro são da autoria e responsabilidade dos seus autores/colaboradores, salvo indicação em contrário.
Só poderão ser usados mediante autorização expressa dos autores e/ou dos administradores.

 
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