quarta-feira, 22 de junho de 2016

64 ANOS DA FORÇA AÉREA PORTUGUESA (M1844 - 24/2016)


É este o programa alusivo ao 64º aniversário da Força Aérea Portuguesa - Centenário da Aviação Militar
É ver e marcar nas agendas - de papel, eletrónicas, mentais ou outras... - e ir ver os aviões.


terça-feira, 21 de junho de 2016

COMEÇOU O EATT2016 (M1843 - 23/2016)

PORTUGAL PROVIDENCIA TREINO TÁTICO A FORÇAS EUROPEIAS
-1700 MILITARES QUALIFICAM-SE PARA TEATROS OPERACIONAIS-


A Força Aérea Portuguesa realiza o exercício multinacional European Air Transport Training 2016 (EATT16), no âmbito do programa de exercícios de Aeronaves de Transporte Aéreo Tático da Agência Europeia de Defesa (EDA), entre os dias 19 de junho e 1 de julho na Base Aérea N.º11, em Beja.


Neste exercício participam as Forças Armadas Portuguesas e forças da Bélgica, Finlândia, França, Alemanha, Itália, Lituânia, Holanda, Polónia e do Reino Unido, num total de 1700 militares e ainda como países observadores o Brasil e a Bulgária, os quais ficarão sediados na Base Aérea Nº11, em Beja, estando as suas ações planeadas para o interior Centro/Norte de Portugal Continental.
O objectivo global do EATT2016 é obter um elevado nível de interoperabilidade entre as aeronaves de transporte aéreo dotando as suas tripulações das qualificações necessárias à realização de operações táticas nos atuais teatros internacionais.


Ao longo dos últimos anos, a Força Aérea tem vindo a ser requisitada a organizar, coordenar e a realizar exercícios multinacionais de grande dimensão. Destaca-se a série de exercícios HOT BLADE em 2012, REAL THAW, EATT, TRIDENT JUNCTURE, tendo-se concretizado pelo menos um evento por ano.
Devido à competência dos militares envolvidos, à sua capacidade de organização, ao espaço aéreo disponível, à meteorologia, mas acima de tudo, ao tipo de treino proporcionado (conceito), único na europa, a EDA tem vindo a demonstrar interesse, que a FA organize não só mais exercícios, mas como também realize outro tipo de eventos onde se privilegie formação avançada às tripulações.


NOTA ÀS REDAÇÕES: Para qualquer esclarecimento ou agendamento de reportagem pode ser contactado o Oficial de Relações Públicas designado para o efeito:
Capitão Nuno Paixão, Telemóvel 911 845 741 ou nfpaixao@emfa.pt.

Fonte: Nota do EMFA aos OCS.
Fotografia: Força Aérea Portuguesa

segunda-feira, 13 de junho de 2016

PETIÇÃO PELA FORÇA AÉREA NO COMBATE AOS INCÊNDIOS FLORESTAIS [M1842 - 22/2016]

Até meados dos anos 90 e antes de se transformar o combate aos incêndios num negócio, era a Força Aérea que operava os meios aéreos em Portugal, como este C-130 equipado com kit MAFFS

Na passada quinta-feira 9 de Junho de 2016, foi noticiada por vários órgãos de comunicação social, a recusa do Ministério da Administração Interna, em entregar à Força Aérea, a gestão e operação dos meios aéreos de combate a incêndios, bem como os de emergência médica.

A notícia foi profundamente partilhada e criticada nas redes sociais, por tão obviamente absurda.
Apesar da centralização de meios aéreos na Força Aérea representar vantagens claras para todas as partes envolvidas, bem como para o erário público, e em última análise para a população portuguesa, a senhora ministra da Administração Interna assim não quis. Optou por manter o actual estado de coisas, com várias entidades, várias frotas, cada uma no seu "quintal" e custos acumulados para todas. As verdadeiras razões da decisão ficam à especulação de cada um.

Espanha, EUA, Grécia, Croácia, Marrocos, são exemplos de países onde os meios aéreos de combate a incêndios são operados pela Força Aérea local. Em Portugal todos os anos é necessário contratá-los, dentro ou fora do país, como este Canadair espanhol aqui captado na barragem da Aguieira

Está entretanto a decorrer uma petição online, que conta já mais de 8000 assinaturas para entregar na Assembleia da República, e que visa, precisamente, a reatribuição à Força Aérea, das competências e dos meios, para o combate aos incêndios florestais. Foi iniciada e promovida por um  cidadão, que não tem, tanto quanto se saiba, qualquer conotação ou ligação política (e mesmo que tivesse), limitando-se a exercer os seus (nossos) direitos de cidadania.

Para quem se sente indignado com os constantes assaltos ao seus bolsos e à sua inteligência, por parte do poder político, tem aqui uma oportunidade de poder fazer alguma coisa, assinando e promovendo a petição. Porque queixar-se nas redes sociais e deixar tudo seguir o seu caminho, normalmente não chega.

Petição pública: http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=P2013N70630

domingo, 29 de maio de 2016

EDITORIAL [M1841 - 21/2016]


Esta página completou  recentemente 10 anos de existência. 
Passou por várias fases, desde blogue de histórias com aviões, até página de notícias sobre aviação, sempre com amplo destaque para a aviação militar e nela já colaboraram muitas pessoas, factos que a tornaram uma referência nacional no domínio da aviação.
Mas, como tudo, é dinâmica e sofre com a dinâmica. Muda.
Quando nos primeiros dia de janeiro anunciei a retoma das edições no Pássaro de Ferro, depois de uma paragem quase total de 8 meses, estava bem ciente do risco do anúncio. Risco entendido como dificuldade em manter os padrões anteriores. Mas prevendo isso, o anúncio e os pressupostos foram claros.
Neste momento o Pássaro de Ferro é mantido praticamente apenas por mim, seu fundador.
O projeto está restringido apenas ao site principal, Arquivo de Imprensa e página de Facebook.
Relativamente ao site principal, nestes 5 meses registam-se uma vintena de edições, aquelas que foram possíveis tendo em conta a mudança de circunstâncias e de paradigma. Mesmo com esta pouca frequência de publicação, no mesmo período, já se registaram muito perto de 45 mil visualizações.
Elas foram/são a prova de vida e de ligação ao mundo da aviação que, de forma quase sanguínea, é inseparável do seu mentor.
Representam um regresso às origens e ao básico que norteou a génese e o crescimento desta ideia. Crónicas da Aviação, escritas agora ao sabor da disponibilidade, sem prazos, sem obrigações, sem a pressa da notícia.


O Pássaro de Ferro, em bom rigor, é algo que qualquer pessoa pode fazer. A internet é, nesse aspeto, tremendamente democrática e dada, por isso, à multiplicidade de género.
O Pássaro de Ferro não pertence a nenhum grupo de comunicação, não se orienta por qualquer espécie de determinismo comercial, político e/ou ideológico e, por isso, é um espaço livre, mantido por um cidadão igualmente livre que gosta de aviões e de escrever sobre eles.
Não correm - o editor e as páginas-  atrás de protagonismo, de fama, não se colocam em bicos de pés, não se auto-promovem como produto e, por isso, o Pássaro de Ferro é um espaço livre e descomprometido.
A página de Facebook, desde janeiro passado – portanto em escassos 5 meses - conquistou perto um milhar de novos seguidores, estando já a acercar-se rapidamente dos 8 mil. E é vista por vários milhares de pessoas por dia, dezenas de milhar por mês (entre 80 a 100 mil…)
Nela são publicadas fotografias, vídeos e ligações a artigos de interesse nesta área e, obviamente, às atualizações feitas no site e no arquivo.


Como seu administrador, lamento não publicar mais fotografias de autores nacionais. A página está , como sempre esteve, aberta a fazê-lo, mas muitos autores preferem manter-se  – legitimamente, claro – nos seus próprios quintais, nos seus exclusivos e nas suas próprias páginas (de Facebook e outras) e, portanto, o Pássaro de Ferro não mendiga nem mendigará, enquanto se mantiver no ativo, colaborações de quem não as quiser dar ou a isso estiver disposto, seja lá porque razão for.
Portanto, o Pássaro de Ferro existe, neste momento, desta forma.
Poderia ser melhor, mas também poderia ser pior.
Obrigado a todos os que o seguem.

António Luís
Fundador e Editor do Pássaro de Ferro

domingo, 15 de maio de 2016

DEZ ANOS DE PÁSSARO DE FERRO! [M1840 - 20/2016]


15 de maio de 2006 - 15 de maio de 2016.
10 anos! 
Obrigado!
Missão cumprida.

sábado, 30 de abril de 2016

UMA NOVA GUERRA FRIA OU UM CERTO CALOR DA COMUNICAÇÃO? [M1839 - 19/2016]

 Voo rasante de um Su-24 russo a um vaso de guerra norte-americano.

Basta fazer correr as páginas das redes sociais e de informação - com as cautelas que se recomendam na voragem por vezes pouco cerebral dos dias atuais - para perceber que nos últimos tempos tem aumentado o número de incidentes entre aeronaves dos dois "blocos", se é que (ainda?) se pode dizer isso.
Se aqui há alguns anos, não muitos, os incidentes se reportavam a aparições de aeronaves russas em zonas demasiado "próximas" de nós (ocidentais) e que foram amplamente noticiadas até aqui em Portugal, agora a "fenomenologia" verifica-se com o protagonismo intrusivo alternado, ora russos a rasar navios americanos, ora aviões americanos demasiado próximos de lugares catalogados e por isso, intercetados à escola Top Gun, por caças russos, em estilo provocador ou então provando à cinefilia ianque que também do lado de lá da antiga cortina de ferro, pilotos artistas há.
A tensão sempre existiu, é sabido, mas tem-se adensado, fazendo com que uma espécie de nova "guerra fria" seja lembrada quase diariamente. Ou então são as redes noticiosas e sociais, que funcionam ao segundo e que tem horror ao vazio, que estão a fazer a excitação que se nota por baixo do tecido do tempo.
E claro, tudo isto se passa nas barbas da Europa, essa distraída com as suas estruturas económicas, a Comissão Europeia a decidir sobre os destinos comuns, descurando a sua própria defesa, os governos de orelhas a arder pelo (in)cumprimento cego dos défices, a salvar bancos afogando milhões de euros e limpando a cara dos respetivos e incompetentes caciques, etc., enquanto o mundo pula e avança e grupos radicais nos rebentam bombas aos pés.
Para provar que a História se repete, é preciso vir o arauto Obama do lado de lá da banheira atlântica, explicar à bonacheira Europa que é preciso olhar mais para a defesa e, por muito que doa, destinar-lhe mais alguns trocos, em vez de tentar salvar quem anda a cavar a sua própria cova e a dos paisanos incautos.
É fácil dizer que tudo o que é gasto em armas é mal gasto, que há fome, que há miséria - fora e dentro da Europa - mas o que é facto é que o mundo - realmente - é um local perigoso, não raras vezes com má frequência e, portanto, a defesa de valores e princípios que foram conquistados com anterior sangue, suor e lágrimas, tem de ser feita, na pior das hipóteses com... sangue, suor e lágrimas...
As coisas, tendo mudado, sim, não mudaram contudo defenitiva e radicalmente a natureza humana e por causa disso, muita sabedoria de séculos não se risca por decreto em meia dúzia de anos, por mais conforto económico que pareça existir.
"Se queres a paz, prepara-te para a guerra!"

Texto: António Luís/Pássaro de Ferro


domingo, 24 de abril de 2016

DE PORTUGAL PARA A ROMÉNIA, COM ORGULHO (M1838 - 18/2016)


Em 2013, Portugal vendeu doze caças F-16AM/BM à Roménia.
Para não variar e sobretudo no meio político e nas mesas de café, foi assunto para polémicas mais ou menos estéreis e outras vezes histéricas, num processo habitual de auto-má língua e pior auto-conceito do ser-se português.
Esta dúzia de aeronaves (9 monolugares e 3 bilugares) fazem parte do lote do Peace Atlantis II e foram consideradas dispensáveis tendo em conta que a decisão de ter 30 aeronaves F-16 foi considerada suficiente e equilibrada para as necessidades da Força Aérea Portuguesa, no plano interno e no cumprimentos dos compromissos no âmbito da NATO.
Não se tratou de uma venda, apenas, mas sim de um processo bem mais completo e complexo que incluiu a formação das tripulações e dos técnicos e a cedência de know how que a Força Aérea Portuguesa adquiriu, empiricamente, desde 1994, altura em que os primeiros F-16 portugueses voaram com as cores nacionais.
Todo o conhecimento que se construiu no nosso país em torno da operação dos F-16, sempre numa espiral ascendente, seria impensável num passado relativamente recente, quando a operação das aeronaves estava limitada a isso mesmo, fruto de constrangimentos de vária ordem, quanto mais não seja das próprias mentalidades.


Posto isto, é curioso, digamos, que na véspera de uma data tão simbólica na nossa História, percebamos que um certo miserabilismo endémico é combatido diariamente por muitas pessoas, civis e militares que, por vezes de forma anónima e longe do afã mediático que tanto nos enche os dias e afronta o nosso interesse - não raras vezes sem pedir licença higiénica - dá de si e do muito que sabe e tem em torno do país, sem solicitação de favores ou reconhecimentos encomendados. Apenas leva bem e longe o nome de Portugal e do bom que cá se faz. Ponto.
A Base Aérea nº5, em Monte Real é um dos locais do mundo onde mais e melhor se sabe sobre o F-16 e foi - é - lá que os Romenos aprenderam a voar o Viper, instruídos por excelentes profissionais, com milhares de horas de voo dedicadas à aeronave, é lá que os técnicos aprenderam a preparar os doze F-16 para que o treino seja possível, dando de si o que melhor sabem do avião, numa cedência sem condições à construção segura de um orgulho que motiva e em prol de um profissionalismo de excelência.



Presentemente, a simples observação dos F-16 romenos, já com as suas novas cores e ainda com as matrículas nacionais é, pois, o culminar de um processo que os levará, daqui por menos de um ano, aos céus dos Cárpatos, levando com eles muito do bom que se faz e sabe em Portugal, numa "silenciosa" revolução de mentalidades, muitas vezes bem mais revolucionária do que aquelas que apenas se auto-proclamam, não provando nada sobre si próprias.
As revoluções são, aliás, crenças que acabam para que outras comecem! E não se decretam.
Fazem-se!


Texto: António Luís/Pássaro de Ferro
Fotografias: Marco Casaleiro

sábado, 16 de abril de 2016

"OPERAÇÃO EL DORADO CANYON" - 30 anos depois - [M1837 - 17/2016]

Os F-111F em Lakenheath, descolaram rumo ao norte de África desferindo os ataques. Uma aeronave e os seus tripulantes foram abatidos.

Nos dias que presentemente percorremos, fecha-se um ciclo de três décadas sobre os ataques Norte-Americanos a alvos na Líbia, sobretudo na capital Tripoli e em Bengazi.
Em abril de 1986 e depois de mais uns quantos sarcasmos e rangeres de dentes de Kadafi e outras tantas ameaças terroristas, a administração republicana liderada por Ronald Reagan avança com ataques cirúrgicos em território Líbio. A gota de água que fez transbordar a paciência dos americanos foi o atentado a uma discoteca em Berlim, semanas antes, reivindicado por terroristas Líbios, alegadamente patrocinados pelo Coronel Kadafi. E como se estava ainda em Guerra Fria, estas movimentações faziam crescer nas sociedades uma parede de apreensões e medos face aos desequilíbrios que poderiam criar na confrontação latente entre os dois blocos.
A 15 de abril de 1986, aviões estacionados em porta-aviões no Mediterrâneo e partindo de bases em Inglaterra - nomeadamente os F-111F baseados em Lakenheath - desferiram um ataque que visou alvos estratégicos e militares, tendente a debilitar o alegado patrocínio do regime Líbio ao terrorismo.
Aliás, a Inglaterra e Margaret Thatcher eram os grandes aliados europeus dos EUA e alinharam, antes e depois destes acontecimentos, em diversas ações militares americanas, independentemente das diferentes administrações na Casa Branca - Reagan, Bush (pai), Clinton, Bush (filho) e agora Obama.
Volvidas estas três décadas, Kadafi não passa de uma recordação na história da Líbia - foi morto em 2011 pela "primavera" aí emergente e que deixou a Líbia naquilo que é hoje, uma manta de retalhos, mais ou menos sem "rei nem roque", situação agravada no presente por uma sangrenta guerra civil, um pouco à semelhança com o que acontece com a vizinhança, leia-se Tunísia e Egipto, todos brindados recentemente pela quase pomposamente designada "primavera árabe".

Os F-14 defenderam os céus e as aeronaves que efetuaram o ataque.

Entretanto, 30 anos depois, o terrorismo assentou praça nas nossas vidas e condiciona-a, dentro da própria Europa e dos EUA, em qualquer lado, a qualquer hora.
Se conjunturalmente os ataques a nações/regimes que patrocinam ou albergam o terrorismo e seus praticantes se justificam e são até caucionados pela sociedade - um pouco na onda do olho por olho, dente por dente - a prazo - que não é longo - revelam-se completamente inúteis uma vez que a senda terrorista sobrevive-lhe com total descaramento e acidez.

 Os A-6 Intruder participaram nos ataques.

Este patrocínio ocidental às primaveras árabes, recebido com hossanas e regozijos, não passou, na minha opinião, de uma fuga para a frente. Não resolveu nem resolverá coisa alguma, uma vez que a democracia que nos "governa" não é matéria do código genético de sociedades que vivem há muitos séculos sob a "espada" divina e seus preceitos, alguns deles absolutamente radicais e cuja mudança - mais ou menos patrocinada e com maior ou menor força - não mudará em meia dúzia de anos o que se enraizou há séculos.

Os A-7E Corsair II efetuaram também bombardeamentos em Tripoli e Bengazi.

Se as sociedades ocidentais quase "exigem" que se faça alguma coisa, pelo menos na sua maioria, no fundo também saberão que as ações armadas, com todo o sucesso que eventualmente tenham, não resolvem o problema fundamental e, em bom rigor, acabam por acicatar ainda mais o fundamentalismo e o ódio que fomentam o terror. A dúvida e a apreensão persistem por cima do fumo das explosões, tantos as terroristas, como as que se lhe seguem nos consabidos locais onde são cogitadas.
Concluindo, 30 anos volvidos sobre os ataques à Líbia - a operação "El Dorado Canyon" - o mundo continua esse lugar perigoso e, em alguns locais, absolutamente mal frequentado, levando-nos a uma espécie de corolário que ecoa nas nossas cabeças...
...A História nunca é suficientemente rápida para algumas das nossas necessidades.

Texto e edição: António Luís/Pássaro de Ferro


quarta-feira, 13 de abril de 2016

Mil Mi-8MTV no combate a indêndios florestais (M1836 - 16/2016)

Descendente do Mil Mi-4 “Hound”, foi talvez este modelo um dos mais utilizados helicópteros médios do antigo Bloco de Leste, o seu primeiro protótipo voou em 1961, apenas com um motor de turbina e rotor principal de 4 pás, o segundo  protótipo já com duas turbinas voou em 1962, e em 1964, o primeiro aparelho já com 5 pás. 
Selecionado como helicóptero de transporte médio para as forças armadas do Pacto de Varsóvia em 1967, foram extensamente utilizados não só por utilizadores militares, mas também civis, dentro e fora do bloco, até aos dias de hoje.
Por cá, e se não me falha a memória de passarinho, foi a partir do final dos anos 90 que vemos a utilização de aparelhos deste tipo, integrados nos diferentes dispositivos de combate a incêndios florestais, não só para o MAI (Ministério da Administração Interna), como também para privados, como a Aliança Florestal/CELPA.

Partilho algumas fotos minhas, e de outros dois amigos ...

Mi-8MTV reg. US-MOS– fotografado em 26 Agosto 2001, em Viseu, como “HOTEL 15”.

Mi-8MTV reg. UR-MOY – fotografado pelo Sérgio Couto, a 9 de Agosto de 2001, 
em Vila Real, operando para o DICIF (Dispositivo de Combate a Incêndios Florestais).
 
Mi-8MTV reg. UR-MOY – fotografado em Setembro de 2001, em Vila Real

Mi-8MTV reg. LZ-CDH – operado pela Aero Norte para a Aliança Florestal/CELPA, 
fotografado em Braga em 29 de Setembro de 2001.

Mi-8MTV-1 reg.UR-CCN – da Ukranian Helicopters, operado para o DICIF,  
pela Aeronorte, fotografado em Viseu, a 30 de Julho de 2004.

O Aeródromo de Braga, base de operação da Aeronorte, foi um dos pontos de 
partida e chegada deste tipo de helicópteros, como aqui vemos numa 
foto aérea, cinco Mi8MTV’s e ainda cinco PZL’s.

Mi-8MTV-1 reg.UR-CCO – da Ukranian Helicopters, operado para o DICIF com o”HOTEL 3”.

 Mi-8MTV-1 reg.UR-CDE – da Ukranian Helicopters.

Mi-8MTV reg.UR-UWC – um de três aparelhos da Ukranian Cargo, com as cores, 
já gastas, com que operaram no Exército e Força Aérea da Ucrânia.
 Mi-8MTV reg.UR-UWD


 Mi-8MTV reg.UR-UWE

 Para terminar, mais quatro Mi-8MTV, reg. UR-UWT, UR-UWR, UR-UWQ, 
e ainda o UR-UWS (abaixo), todos operados pela Aeronorte. 



 


Texto: Rui Ferreira
Edição: Pássaro de Ferro

sexta-feira, 8 de abril de 2016

DIVULGAÇÃO - Encontro Nacional de Aeronáutica 2016 (M1835 - 15/2016)


O AEROUBI – Núcleo de Estudantes de Engenharia Aeronáutica da Universidade da Beira Interior informa que decorrerá, nos próximos dias 20 a 24 de Abril de 2016, o 1º ENA 16 – Encontro Nacional de Aeronáutica.
O ENA 16 engloba os seguintes eventos:
JACs – Jornadas Aeronáuticas da Covilhã (ciclo de conferências com o título “Aircrafting: The New Tomorrow”): 20, 21 e 22 de Abril, no Anfiteatro das Sessões Solenes do Pólo Principal da Universidade da Beira Interior. A sessão de abertura contará com a presença do Magnífico Reitor da UBI, do Exmo. Sr. Presidente da Câmara Municipal de Castelo Branco, Dr. Luís Correia, do Presidente da Faculdade de Engenharia da UBI, Exmo. Prof. Dr. Mário Freire, do Presidente do Departamento de Ciências Aeroespaciais, Exmo. Prof. Dr. Francisco Brojo e do Presidente do AEROUBI, Adriano Andrade. Aguardamos a confirmação da presença da Exma. Sr. Secretária de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Dra. Maria Fernanda Rollo, do Exmo. Sr. Presidente da Câmara Municipal da Covilhã, Dr. Vítor Pereira, e de um representante da AAUBI - Associação Académica da Universidade da Beira Interior. Aguardamos também obter o Alto Patrocínio do Presidente da República Portuguesa, como já obtivemos no passado. De referir que se comemoram os 20 anos das JAC’s nesta edição. Em edições anteriores, empresas/identidades como Força Aérea Portuguesa, AugustaWestland, Embraer, GPIAA, TAP, CEiiA, PEMAS, GroundForce, PGA, OGMA, NetJets, Rolls-Royce, Altran, Optimal, entre outras, marcaram presença neste nosso evento.

Dia lúdico: 23 de Abril, cidade da Covilhã. Este dia é dedicado a todos aqueles que pretendem participar no ENA 16 mas que venham de outras regiões do país. Se as condições meteorológicas o permitirem, iremos mostrar a cidade aos nossos visitantes, efectuar possivelmente uma caminhada na Serra da Estrela e efectuar um almoço convívio entre todos. Poderão haver outras actividades.
Festival Aéreo: 24 de Abril, aeródromo de Castelo Branco. Grupos como Força Aérea Portuguesa, Patrulha Fantasma, Aero Fénix, Aeroclube de Viseu, Aeroclube de Leiria, Aeroclube da Covilhã, estão já confirmados. 
De referir que é o único festival, à escala mundial, organizado exclusivamente por estudantes universitários.
O ENA 16 está a ser divulgado a todos os núcleos/grupos de estudantes do país de cursos ligados à Aeronáutica, daí o seu nome, assim como a páginas ligadas à aviação/aeronáutica, a empresas/identidades, a todos os aeroclubes do país e à comunidade local.

Todas as informações necessárias podem ser consultadas na página de Facebook do evento, em , assim como na nossa página oficial.
Agradecemos assim que o ENA 16 seja divulgado entre todos os amantes de aviação/aeronáutica, através das mais variadas formas.
Um pouco de História...
Fundado em 1993, o AEROUBI - Núcleo de Estudantes de Engenharia Aeronáutica da Universidade da Beira Interior é uma associação independente, sem fins lucrativos, inserida na EUROAVIA - European Association Of Aerospace Students. Os objectivos da nossa Associação passam por apoiar o percurso académico dos estudantes de Engenharia Aeronáutica desta Universidade, em todas as suas vertentes tal como: promover relações entre a comunidade académica e a sociedade em geral, cativar a população para a abrangente temática em redor da cultura Aeronáutica e da Aviação, aprofundar relações entre entidades empresariais, académicas e a sociedade civil. Desde 1996, o AEROUBI organiza as JACs (Jornadas Aeronáuticas da Covilhã), evento onde empresas e entidades de interesse na área Aeronáutica são convidadas. As JACs são um complemento de aprendizagem dos alunos de Engenharia Aeronáutica, permitindo também que tenham um contacto mais próximo com as empresas e entidades convidadas. O AEROUBI organiza também formações, cursos, workshops, palestras, competições, visitas de estudo e eventos de convívio entre os nossos estudantes, assim como prestamos todo o apoio pedagógico necessário.
Texto: AEROUBI
[Press release]
Edição: Pássaro de Ferro

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