sexta-feira, 20 de abril de 2018

CANCELADA MODERNIZAÇÃO DA FROTA C-130 DA FAP (M1965 - 25/2018)

Cancelamento da modernização da frota C-130 com vista para o KC-390

Foi hoje publicado em Diário da República um despacho do Ministro da Defesa, que cancela a modernização prevista para a frota C-130H Hercules ao serviço da Força Aérea Portuguesa.

Apesar de não serem conhecidos ainda os contornos da aquisição do KC-390, em negociação desde Julho de 2017, e que se pretende substitua os aviões da Lockheed Martin, a justificação que se pode ler no referido documento, para o cancelamento das modernizações orçamentadas em 29M EUR, é a transferência deste valor para "garantir a sustentação [da frota C-130] até ser atingida a Capacidade Operacional Final do KC-390".

As aeronaves em uso pelas Esquadra 501, serão contudo, ainda assim, alvo de modificações, nomeadamente no sistema de navegação e comunicações, aproveitando o co-financiamento de fundos europeus, no âmbito do programa Céu Único Europeu. O despacho prevê um máximo de 19.06M EUR de investimento para este fim e 2.6M EUR para a sustentação da frota, tal como referido acima.

Já no sumário do Conselho de Ministros de passado dia 12 de Abril de 2018, pode ler-se a aprovação de verbas para "garantir a manutenção das aeronaves C-130H e P-3C, seus motores e respetivos orgãos ou equipamentos, componentes, sistemas e subssistemas associados, para o quadriénio 2018-2021"
Não é contudo claro se este assunto se sobrepõe ou é complementar, com a decisão hoje oficializada.

Embora em versões diferentes, o C-130H e o P-3C utilizam o mesmo modelo de motor.





quarta-feira, 18 de abril de 2018

Portugal no European Military Out Of Service (M1964 - 24/2018)


Já está quase pronta a edição deste ano do projecto em livro “European Military Out Of Service” (EMOOS), de que são autores os Srs. Otger van der Kooij e o Andy Marden, edição que se prevê esteja acessível no final deste mês, e que contempla, como não podia deixar de ser, o nosso jardim à beira mar plantado. Esta publicação, ao jeito de um roteiro, enumera por país e por localidade, onde podemos encontrar aviões históricos ou em fim de vida, quer seja em museus, colecções particulares, estruturas aeroportuárias militares e civis, espaços públicos, e sucatas. A primeira edição desta que é a versão “não Reino Unido” surge em 1998, ainda com a designação de "European Wrecks & Relics", e que cobria quer aeronaves ex-militares como também inúmeras aeronaves civis históricas, mas foi com a inclusão de inúmeros países europeus do antigo Bloco de Leste que esta passou para os moldes actuais, em que inclui apenas, e quase em exclusivo, aeronaves militares ou ex-militares.

Num conjunto de percursos que fiz recentemente com o intuito de actualizar a informação para esta publicação, queria aqui destacar alguns locais que mereceram a minha atenção, desde logo, e aqui bem perto do Porto, em V.N. de Famalicão, fica o Museu da Guerra Colonial, resultado de uma parceria entre a Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, da Associação de Deficientes das Forças Armadas, e do Externato Infante D. Henrique/Alfacoop de Ruílhe, Braga.
Um espaço que merece a visita não só pela forma como o este tema recente da nossa história colectiva nos é aqui apresentado, com uma abordagem muito abrangente a todo o enquadramento temporal em que surgem e se desenvolveram os conflitos nas três frentes, recorrendo a variadíssimos suportes, como o texto e imagem, o vídeo e também inúmeros artefactos. Foi mais precisamente por causa de um deles que ali fui, o SE.3160 Alouette III nº 19314, um aparelho que serviu na FAP entre 1969 e 2007, foi em 2000, um dos aparelhos da Esquadra 552 “Zangões” que integrou o contingente português que levou de regresso os Alouette III a Timor, e onde por lá sofreu um acidente onde perdeu a vida um camarada do Exército. O aparelho voltou ao activo mas, em Abril de 2007, após um acidente durante um voo de instrução, foi retirado em definitivo de serviço. Transita para o acervo do Museu do Ar, para ser restaurado, no Pólo do Ovar, em Maceda (AM1) para depois ser integrado na exposição do Museu da Guerra Colonial.


O Alouette III 19314 alguns dias antes de voltar a Timor, para uma missão das Nações Unidas.


Um bocadinho mais para baixo, mas muito perto também, fica o Museu Pedagógico Luso-Brasileiro, em Pedroso, V.N.Gaia, instituição que pertence à secção europeia da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra, e tem por objectivo a promoção e divulgação da aeronáutica. Criada em 2012 tem vindo a adquirir algum material para o seu acervo e para o seu projecto. Ainda sem um espaço que permita visitas regulares, nas suas instalações poderemos encontrar um conjunto de artefactos de diversos aparelhos militares. Recebeu o seu primeiro avião, com a cedência por parte da FAP/Museu do Ar, da aeronave Lockheed T-33A nº 1928 (s/n 51-17513; c/n 7573).


Anos antes, o T-33A 1928, em open storage em Beja, junto à “fábrica” .


Um espaço que mereceu também uma visita demorada, é o Espaço de Memória, em S. Jacinto, Aveiro, onde está baseado o Regimento de Infantaria nr. 10, do Exército Português. Esta base, que foi a minha “casa” durante cerca de dois anos e meio, está num local que tem já mais de 100 anos de história, comemorados ainda no mês passado, e que deveria ser muito justamente classificado como de local histórico no que concerne à história da aeronáutica militar em Portugal, registando a presença dos gloriosos malucos das máquinas voadoras desde os finais do remoto ano de 1917, com a instalação por parte da Aviação Naval Francesa, de um centro de aviação naval. Decorriam os derradeiros momentos da Grande Guerra, desta base operaram os Donnet-Dehnaut D.D.8, e Georges-Lévy G.L.-40 HB2, missões de patrulhamento marítimo e luta anti-submarina.  
O Espaço Memória está muito bem conseguido, retratando todas as fases da história do local e das unidades que por ali passaram até aos nossos dias, desde a Marinha, à Força Aérea e depois Exército. De realçar num pequeno passeio a pé, desde a Porta de Armas até à zona da pista, todos os edifícios de diversas épocas, sendo paragem obrigatória o hangar da US Navy que foi instalado em Ponta Delgada, e que depois, em 1921 foi desmontado e montado aqui no Centro de Aviação Naval de Aveiro, sendo por isso, talvez, dos hangares mais antigos ainda existentes no país.
Aqui está presentemente um avião, um Reims Cessna FTB-337G No. 3715, lembrando a presença da FAP, nomeadamente da última unidade aérea aqui baseada, a Esquadra 702 “Os Indomáveis do Norte”, entre 1976 e 1992.


Um FTB-337G "Puxa-Empurra" descansa junto à Porta de Armas da unidade.


Bastante mais a Sul, oportunidade surgiu de com alguns amigos revisitar o Museu de Marinha, em Belém, nomeadamente a sua importante colecção de aeronaves, onde gosto sempre de voltar. 


Um Schreck F.B.A. operados pela Marinha in illo tempore, é uma de três jóias da colecção.


Sendo considerado por diversos autores um dos museus mundiais possuidor de uma das maiores e mais importantes colecções de aeronaves no seu acervo, o Museu do Ar é, modéstia aparte, e no que concerne ao continente europeu, sem dúvida um dos mais importantes!
O Museu do Ar, conta desde o pretérito dia 21 de Fevereiro com 50 primaveras, desde a sua fundação em 1968 tem vindo a crescer significativamente, sendo certo que, desde a inauguração das actuais instalações em 2009 deu definitivamente um salto qualitativo muito importante.
Todos nós que somos entusiastas da aviação militar portuguesa, e em especial aqueles que tiveram o privilégio de servir na FAP, temos naturalmente um carinho muito especial pela manutenção da memória, pela preservação do património material e imaterial que são a razão de ser do Museu do Ar. Por isso voltar ao Museu do Ar em Sintra, bem como aos seus Pólos de Alverca, e de Ovar (Maceda), fazem parte do circuito durante o ano.
Para além da colecção que podemos apreciar em Sintra e nos pólos do museu, e nas unidades da FAP, muitos dos aviões do acervo do Museu estão armazenados, apesar disso tudo, muito já se tem feito e continua a fazer pela colecção, já encontramos por isso uma percentagem muito significativa dos aviões em exposição (56%). Para isso contribuiu o trabalho do pessoal do Museu, o pessoal que nas unidades base tem feito também muito trabalho de manutenção e restauro, e também algum trabalho voluntário, se bem que, este último, e em minha opinião, poderia ser mais, e sobretudo mais acessível à sociedade civil. O Museu também possui alguns espaços inacessíveis ao público, nomeadamente os espaços de armazenamento daquilo que designam como as “reservas” do museu, desde logo em Alverca, no DGMFA (Hangar 15 e “cerca”), e em Alcochete, na CTA.
Dos 160 aviões do acervo destaco alguns que para mim são significativos, ou de que gosto mais, logo à cabeça os A-7P e TA-7P Corsair II,  o CF-104 Starfighter, o Chipmunk nº1376 (último construído nas OGMA e no Mundo!), o Junkers Ju52 nº6304 (o do Portugal dos Pequenitos), o Bristol Bolingbroke, o Beech Bonanza do Com. Faria e Melo, entre outros.
Impossível deixar de fora a referência ao Museu da TAP, cuja parte do seu acervo se encontra em Sintra “incrustada”, à laia de jóia rara, na exposição do Museu do Ar. Desde que saiu do quase anonimato em que se encontrava, num espaço de exposição diminuto no aeroporto de Lisboa, tem em Sintra sido finalmente dado a conhecer o seu acervo e as miríades de histórias que ele nos conta. Pode também aqui em Sintra ver o resultado final do restauro ao Douglas DC-3 (reg.CS-DGA) que, em tempos, e ainda em Lisboa, foi restaurado e depois se degradou. 
Esta parceria entre a TAP e a FAP, através dos seus museus, irá ver um novo avião restaurado! Desta feita o Douglas SC-54D (exFAP 6606, exTAP CS-TSC) que há muitos anos está na “cerca” em Alverca.


O Museu do Ar em Sintra, assim como os seus Pólos, merecem uma visita diversas vezes ao ano.


Não incluídos neste percurso aqui escrito, ficaram os não menos importantes o Museu Aero Fénix, com o seu não menos invejável acervo que inclui um Boeing Stearman, um Chipmunk, um T-6G e um MH1521 Broussard; o Museu do Antomóvel Antigo e Clássico do Porto; o “Air Chapter 446 – Centro de Divulgação Aeronáutica”, na Senhora da Hora (este não possui aeronaves militares ou ex-militares).
Para além destes, há diversos outros locais de acesso relativamente fácil que “obrigam” um entusiasta de aviação mais dedicado a estes temas a ter de percorrer o país de lés a lés, ilhas inclusive, para aceder aos locais onde podemos encontrar aeronaves – um total de 63 locais e 343 aeronaves [o EMOOS refere este total, o meu total, que inclui aeronaves civis, é de 75 locais e 397 aeronaves].


Rui Ferreira
Entusiasta de Aviação


  
Agradecimento – o autor deseja agradecer ao Comando do Pássaro de Ferro a possibilidade de aqui poder publicar este escrito e também a todo o conjunto de pessoas que contribuíram para a possibilidade de aceder aos diferentes locais e também colaboraram com informação para manter a secção portuguesa do EMOOS o mais actualizada possível. A todos o meu muito obrigado!

O EMOOS2018 pode ser adquirido através da Scramble [www.scramble.nl], ou através do link: http://www.scramble.nl/shop/scramble-info/shop/european-military-out-of-service-2015



sexta-feira, 6 de abril de 2018

AS PINTURAS DO CF-18 DEMO TEAM (M1963 - 23/2018)

Pintura "NORAD" apresentada no CF-18 Demo Team de 2018 

Nos dias que antecederam a apresentação da pintura do CF-18 que irá realizar as demonstrações de performance, durante a temporada de 2018, a equipa foi relembrando algumas das pinturas mais marcantes, exibidas nos céus do Canadá maioritariamente, mas também de outros países.

Em 2018, quem tiver a oportunidade de se deslocar ao Reino Unido, poderá ver a pintura "NORAD", que comemora os 60 anos do "North American Defense Command", no CF-18 pilotado pelo Cap. Stefan "Porcelain" Porteous, em Yeovilton a 7 de Julho, e no fim-de-semana seguinte, no Royal International Air Tattoo (RIAT) em Fairford. Estas são as únicas datas fora da América do Norte, entre 26 locais diferentes agendados para a temporada de 2018.

Para já, fica um lote de excelentes recordações, antes de poder ver ao vivo a pintura "NORAD".

A pintura do milénio 

Em 2002 a pintura "Hornet" comemorativa dos 20 anos de operação do modelo CF-18 no Canadá

Em 2003 uma pintura evocativa do bem conhecido "Tiger Meet", em que os CF-18 da Esq.439 participaram entre 1986 e 1992

A pintura de 2007, comemorativa dos 25 anos do CF-18 Hornet 


Em 2009 foi a vez de comemorar o 100º aniversário do voo motorizado no Canadá

Esquema de 2011 "Support our troops"

Em 2012 a pintura "True Nnorth, Strong and Free" que incluía um urso polar e uma aurora boreal, alentre outros motivos eminentemente canadianos

Em 2015 a pintura evocativa dos 75 anos da Batalha de Inglaterra apropriadamente com as cores da Royal Air Force

A pintura de 2016 utilizou as cores dos aviões de instrução do British Commonwealth Air Training Plan da II Guerra Mundial

O vistoso esquema da temporada de 2017, comemorativo dos 150 anos da nação canadiana

Fotos via Royal Canadian Air Force

quinta-feira, 5 de abril de 2018

EUA APROVAM VENDA DE F-16V À ESLOVÁQUIA (M1962 - 22/2018)

Lockheed Martin F-16V       Ilustração: Lockheed Martin

Depois da Croácia ter anunciado a compra de F-16, a Eslováquia poderá vir a ser o próximo "membro" do "clube" Viper, leia-se operador de F-16. Neste caso, não com aeronaves usadas, como o país da antiga Federação Jugoslava, mas com o mais moderno modelo disponível no mercado actualmente.

O US State Department aprovou a 4 de Abril de 2018 uma possível venda de até 14 Lockheed Martin F-16V (Bloco 70 ou 72), ao país nascido do desmembramento da Checoslováquia.

O potencial negócio, avaliado em cerca de 2910M USD, inclui ainda equipamento de apoio, peças sobressalentes, serviços técnicos, apoio logístico e armamento, nomeadamente 30 mísseis AIM-120C7, 100 AIM-9X, 150 kits JDAM para bombas, 400 Mk-82 ou BLU-111 e lançadores LAU-129.
Inclui ainda 16 motores GE F110 ou P&W F100, ainda por definir.

MiG-29 da FA Eslovaca em Florennes, Bélgica, 2016

A Eslováquia opera presentemente uma desactualizada frota de doze MiG-29 a partir da base aérea de Sliac, cada vez mais difícil de compatibilizar com os sistemas e parceiros da NATO. Por essa razão, pedidos de oferta foram realizados pelo Governo eslovaco, em Fevereiro passado, aos EUA e Suécia, neste último caso para caças Gripen, também em uso nas vizinhas Chéquia e Hungria.
Os contornos da oferta sueca não são ainda conhecidos.

O ministro da Defesa eslovaco definiu o dia 29 de Juno de 2018 para o anúncio da decisão final, sobre o próximo caça a servir com as cores da Força Aérea Eslovaca.


sábado, 31 de março de 2018

CROÁCIA COMPRA F-16 ISRAELITAS (M1961 - 21/2018)

F-16D Barak israelita

O Governo croata confirmou na quinta-feira 29 de Março de 2018, a aquisição de uma dúzia de caças F-16 a Israel, confirmando a recomendação do Conselho de Defesa do país, que avaliou as propostas recebidas.

A proposta israelita superou a competição de EUA, Grécia e Suécia, que responderam ao concurso lançado em 2017, pelo país da antiga da antiga federação jugoslava, para substituição da esquadra de MiG-21 da Força Aérea local.

O negócio está avaliado em 500M USD, a pagar ao longo de uma década. A proposta inicial contemplaria o modelo A/B "Netz", retirado de serviço da IDF no início de 2017, que entretanto teria sido melhorada para o modelo C/D "Barak", para poder superar a competição, principalmente da Suécia, que propôs Gripen C/D novos por 700M EUR.

Os EUA propuseram igualmente F-16V novos, mas por cerca de 1700M USD. A oferta grega de F-16C/D usados terá sido a mais barata, mas não conseguiu bater a globalidade da oferta de Telavive, que incluía um pacote de contrapartidas económicas na área da Defesa, com a investimentos avultados de empresas israelitas na Croácia, além de simuladores de voo e treino inicial de pilotos e mecânicos.

Os F-16 deverão ser entregues entre 2020 e 2022.


quinta-feira, 22 de março de 2018

VENDA DE ALPHA JET À VISTA? - Delegação nigeriana visita BA11 (M1960 - 20/2018)

Delegação nigeriana acompanhada por elementos do Comando da BA11 junto ao monumento ao Alpha Jet      Foto: FAP

A Força Aérea Portuguesa  divulgou a notícia da visita de uma delegação militar nigeriana, em visita à Base Aérea nº 11 - Beja, que se encontra a decorrer desde ontem, 21 de Março de 2018.

Apesar de não terem sido revelados mais pormenores sobre a motivação da visita, àquela que foi a base do sistema de armas Alpha Jet, recentemente desactivado na Força Aérea Portuguesa, e sendo igualmente a Força Aérea Nigeriana um dos utilizadores do mesmo tipo de aeronave, será possível que ambos os factos estejam relacionados.

Aliás, o Estado Português colocou à venda em 2014, dez células de Alpha Jet A, já então retiradas de serviço activo na FAP.

Embora a Nigéria utilize maioritariamente o modelo E (de origem francesa), muitos dos sistemas são comuns também ao modelo A (de origem alemã). Em 2015 a Nigéria  adquiriu igualmente quatro células do modelo A, no caso a partir de um fornecedor nos EUA.


terça-feira, 20 de março de 2018

OBANGAME EXPRESS 18 - Força Aérea e Marinha Portuguesas no Golfo da Guiné (M1959 - 19/2018)

Lockheed P-3C CUP+ Orion da Esquadra 601 da Força Aérea Portuguesa


As Forças Armadas portuguesas participam este ano com o maior número de meios e de militares numa missão no Golfo da Guiné.

Um total de 342 militares, sendo 311 da Marinha e 31 da Força Aérea. Três navios da Marinha - a fragata “Álvares Cabral”, o reabastecedor “Berrio” e o patrulha “Zaire”. Da Força Aérea, uma aeronave P-3C Orion de patrulhamento marítimo, da Esquadra 601. Serão o contributo português, destacado de 21 de março e 3 de abril, para o maior exercício militar aeronaval internacional, o OBANGAME EXPRESS 18, realizado no Golfo da Guiné.

Este exercício tem como principal objetivo promover a segurança global na região através da cooperação entre todas as forças e unidades navais dos países participantes e a partilha de informação no domínio marítimo entre os diversos centros de operações marítimas no Golfo da Guiné. A capacitação dos países do Golfo da Guiné, em concreto na área da segurança marítima e do combate às atividades ilícitas no mar, onde se destaca o combate contra a pirataria, o narcotráfico e a delapidação abusiva dos recursos marinhos, bem como a proteção das bases de exploração petrolífera existentes na região, são outros dos grandes objetivos deste exercício militar promovido pelo comandante das forças navais norte-americanas para a Europa e África e 6ª Esquadra (United States Naval Forces Europe-Africa/United States 6th Fleet).

A edição deste ano do OBANGAME EXPRESS 18, decorrerá entre a costa do Senegal e as águas de S. Tomé e Príncipe. Para além da participação de meios humanos, navais e aéreos nacionais, contará com a participação dos países africanos de Angola, Benim, Cabo Verde, Camarões, Costa do Marfim, Gabão, Gambia, Gana, Guiné, Guiné-Bissau, Libéria, Namíbia, Nigéria, São Tomé e Príncipe, Senegal, Togo, República do Congo, República Democrática do Congo e Serra leoa.

Participam igualmente a Alemanha, Bélgica, Brasil, Canada, Dinamarca, Espanha, França, Marrocos, Holanda, Noruega, Espanha, Turquia e EUA.

Destaca-se que a bordo dos navios portugueses seguem três observadores oriundos do Brasil, Espanha e Chile, uma equipa de abordagem com 8 fuzileiros de Cabo Verde e 10 militares da guarda-costeira de São Tomé e Príncipe.

Relembra-se que no Golfo da Guiné situam-se 4.000 milhões de metros cúbicos de reservas de gás natural e é onde tem origem cerca de 50% da produção de petróleo do continente africano, representando 10% da produção mundial, estimando-se que desde 2013 são perdidos por dia 40.000 barris devido a atos de pirataria ou roubo.

Salienta-se também que aproximadamente 40% do volume de peixe capturado nas águas da África Ocidental são provenientes de pesca ilegal, representando uma perda anual de mais de 1,5 milhões de dólares para os Estados da região.


domingo, 18 de março de 2018

BRASIL - EXERCÍCIO CRUZEX REGRESSA EM 2018 (M1958 - 18/2018)

Formação dos caças participantes na última edição do Cruzex, em 2013


Após cinco anos de interregno, regressará em Novembro de 2018 o maior exercício de aviação militar da América Latina, o Cruzex.
A regularidade do exercício organizado bianualmente pela Força Aérea Brasileira (FAB) até 2013 em Natal, foi interrompida por razões de vária ordem, nomeadamente a protecção aérea de grandes eventos realizados no país - Jogos Olímpicos e Mundial de Futebol, mas também pela reestruturação interna da própria FAB, nos últimos anos.
Será realizado novamente entre 18 e 30 de Novembro do corrente ano, na mesma base aérea do Nordeste brasileiro.

A Conferência Inicial de Planejamento - ou Initial Planning Conference (IPC) teve lugar entre 5 e 9 de Março na Ala 10 de Natal, tendo estado presentes representantes de Portugal, Reino Unido, França, Suécia, Canadá, EUA, Colômbia, Chile, Equador, Peru, Uruguai e Argentina, com o objectivo de apresentação do planeamento inicial, bem como recepção dos requisitos operacionais e de suporte das delegações estrangeiras.

No total foram convidadas 21 Forças Aéreas, que poderão participar activamente ou apenas como observadores.

O Cruzex 2018 será no formato LIVEX, em que o objectivo é o treino das esquadras de voo em perfil operacional, com a mínima utilização da estrutura e dos sistemas de Comando e Controlo. Pretende-se também manter a actualização das tácticas, técnicas e procedimentos em missões aéreas compostas para os cenários de guerra convencionais, em que Forças Aéreas de diferentes países operam em conjunto. Outro objectivo é ainda incluir parte do treino em missões que permeiem o cenário de conflitos de guerra irregular, como as missões de paz da ONU, além de valorizar e estreitar as relações da FAB com as Forças Aéreas de Nações Amigas.

Até ao momento apenas a Força Aérea Chilena revelou os meios com que irá participar, no caso F-16AM/BM do GAv 7 e um KC-135 de reabastecimento aéreo, naquela que será a segunda participação do país dos Andes no Cruzex.

A Força Aérea Portuguesa deverá participar apenas com um observador, tal como em 2018.

A próxima reunião com delegações estrangeiras terá lugar em Agosto, denominada Final Planning Conference (FPC), na qual serão apresentados os resultados dos requisitos do IPC, bem como a exposição do cenário operacional do exercício.




quarta-feira, 7 de março de 2018

ANGOLA COMPRA C295 (M1957 - 17/2018)

Airbus Military C295M

Segundo notícia hoje veiculada pela agência Lusa, o Estado Angolano irá adquirir três aviões C295 à Airbus Defence and Space, por um valor a rondar os 160M EUR., destinados à Marinha de Guerra.

A agência Lusa cita um despacho datado de 2 de Março do corrente, assinado pelo presidente angolano João Lourenço, a autorizar a empresa pública Simportex a representar aquele país africano junto da Airbus.

Os aviões destinar-se-ão a "assegurar as missões de observação e vigilância" do espaço marítimo angolano e "garantir a soberania nacional".

O referido documento, justifica o negócio com a implementação do "Projecto Kalunga, que visa, entre outros, dotar a Marinha de Guerra Angolana com os meios necessários para a protecção do espaço marítimo e da zona económica exclusiva em particular".

O financiamento será realizado com o BBVA, estando o Ministério das Finanças autorizado a negociar o contrato, através do mesmo despacho. No total 159,9M EUR, que deverão ser inseridos no Programa de Investimentos Públicos.

Depois de Portugal e Brasil, Angola será assim o terceiro país de língua portuguesa a utilizar o C295 e o segundo país do continente africano, juntando-se à Argélia.






HOT BLADE DE REGRESSO A PORTUGAL (M1956 - 16/2018)

UH-1D Hueys do Exército Alemão durante o Hot Blade 2014, último realizado em Portugal


O exercício Hot Blade, de responsabilidade da Agência Europeia de Defesa e direccionado às aeronaves de asas rotativas, está de regresso a Portugal.

Após quatro anos de interregno no nosso país - preenchidos pelo também europeu EATT, mas destinado a aeronaves de transporte táctico - estão de volta os helicópteros.

Novidade é a deslocação do exercício desde o Aeródromo de Trânsito nº1, Ovar, onde se realizaram as anteriores edições entre 2012 e 2014, para a Base Aérea Nº11, em Beja.

As operações, daquele que será a 12ª edição do Helicopter Exercise Programme, decorrerão entre 7 e 24 de Maio de 2018, na planície alentejana, coordenadas pela Força Aérea Portuguesa.


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