quinta-feira, 5 de março de 2015

F-16 PORTUGUESES DE NOVO NA FRENTE LESTE (M1806 - 37PM/2015)



O Conselho Superior de Defesa Nacional romeno aprovou na passada terça-feira 3 de Março, a presença de quatro F-16 da Força Aérea Portuguesa em território romeno, durante os meses de Maio e/ou Junho do corrente ano de 2015, no âmbito das NATO Assurance Measures.

Desde a ocupação da Crimeia pela Rússia há um ano atrás, que a Aliança Atlântica tem reforçado os meios aéreos por toda a sua fronteira Leste, como forma de mitigar as procupações dos países da antiga esfera soviética, agora membros de pleno direito da NATO.
É o caso da Roménia, situada a escassos 300km da Crimeia, facto lembrado pelo Presidente romeno Klaus Johannis, ao anunciar a intenção de receber os meios aéreos portugueses.

O destacamento será composto por cerca de 150 elementos, em apoio aos quatro caças e significará o primeira vez que tropas lusitana são destacadas no país. Actualmente e no sentido inverso, está contudo a decorrer o processo de formação de pilotos e mecânicos romenos em Portugal, no âmbito da venda de 12 F-16 ex-FAP para a Força Aérea Romena.

Apesar da intenção romena em receber os reforços, e de fonte oficial portuguesa ter confirmado as negociações, não há ainda uma decisão definitiva sobre o assunto, que terá igualmente de ser ratificado pelo Parlamento romeno.

A NATO decidiu ainda instalar centros de comando e controlo na Letónia, Estónia, Lituânia, Polónia, Roménia e Bulgária, como resposta às ameaças colocadas pela Rússia e Estado Islâmico, e servirão para acelerar a chegada de eventuais reforços em caso de emergência.


quarta-feira, 4 de março de 2015

JAGUARES: Notas sobre a origem do emblema (M1805 - 04RF/2015)



"Há quase meio século, alguns pilotos que foram então destacados para rumar ao ultramar para operar os Fiat G-91 decidiram que era necessário encontrar uma espécie de identidade que os "agregasse" e que conjugasse as suas vontades e porque não as suas interrogações face àquilo que os esperava numa terra estranha.

No espaço de 24 horas, esse "símbolo" que procuraram criar teria de estar concluído, uma vez que era preciso rumar a terra africana rapidamente."



O bocadinho de história que hoje ouso aqui contar, ou recontar, resulta de uma conversa com um dos primeiros pilotos de FIAT G.91 que foram destacados para Moçambique, que me contou quando me mostrava um conjunto de emblemas bordados, que à laia de colecção, foi juntando e que reflectem uma parte significativa da sua vida militar.
Ainda por Lisboa, e constituída a equipe de seis pilotos iniciais da esquadra, e portanto com as ordens superiormente transmitidas e quase prontos a abalar, este grupo de pilotos tiveram de encontrar, ou criar, num curtíssimo espaço de tempo, aquele que se pretendia que fosse um símbolo para a esquadra. Ouvi esta história de um desses Jaguares fundadores, quando me mostrou este emblema ímpar e que, disse, « foi tudo tratado no espaço de um dia». Temos de encontrar um símbolo e um emblema «disse o chefe», o que não era fácil, encontrar um símbolo na forma de um animal que fosse agressivo e simbolizasse a missão, e após a exclusão por partes dos animais mais óbvios porque alusivos à caça ou porque já tomados por outras igualmente aguerridas esquadras, decidiram-se por um felino, como convém, desta feita o jaguar. Falta o mote, alguém diz, logo respondido com um: «vemos no Canto IX,  por lá encontramos de certeza». Só faltava um desenho composto de todos os elementos encontrados. A solução foi encontrada na loja do fabricante de automóveis Jaguar, em Lisboa, não sem uma aguerrida negociação, por lá se conseguiu um dos seus emblemas. Retornado ao comandante da esquadra, o então Ten. Vitor Silva, mostrou a cabeça de jaguar, símbolo da marca inglesa, auferindo o assentimento do “chefe”, imediato que foi. Depois, foi o conseguir que uma senhora bordadeira conseguisse colocar tudo num conjunto, a cabeça do jaguar e o lema: De Nada a Forte Gente Se Temia, bordado com mestria e guarnecido de lantejoulas. Assim foi, no espaço de um dia que se criou mais um símbolo da Força Aérea Portuguesa, o da Esquadra 502 Jaguares.
Ao que julgo ter percebido, foram feitos mais seis emblemas, em tudo semelhantes a este original, um para cada um dos pilotos. Outros emblemas surjem mais tarde, um pouco diferentes.

Os primeiros oito FIAT G.91R/4 chegaram ao porto da Beira a 25 de Dezembro de 1968, desmantelados em contentores, foram montados e dados como operacionais seis dias depois no AB5 Nacala. A Esquadra 502 “Jaguares” foi criada em Janeiro de 1969, tendo inicialmente como pilotos:
Capitão Piloto-Aviador Fernando Fernandes (Jaguar-Mor)
Tenente Piloto-Aviador Manuel Bessa
Tenente Piloto-Aviador Rui Movila de Matos André
Tenente Piloto-Aviador Edgar Cardoso da Costa
Tenente Piloto-Aviador Vitor Manuel Rodrigues da Silva
Tenente Piloto-Aviador Costa Joaquim

Alguns dos primeiros FIAT G.91 da Esquadra 502 “Jaguares”, numa escala em Lourenço Marques, mostrando os primeiros jactos de combate naquela, então, província ultramarina. Na foto (da esquerda para a direita), os pilotos: Cap. Fernandes, Ten.André, Ten. Costa Joaquim, e Ten. Vitor Silva. À esquerda destes o Cap. Quaresma (da Secção de Transportes) e o filho.

Agradecimentos: Cor. Vitor Silva, Gen. Vizela Cardoso, Cor. Arnaut Monroy, e Gen. Conceição e Silva.

domingo, 1 de março de 2015

REAL THAW 2015 - SPOTTERS DAY - 2ª Parte (M1804 - 12AL/2015)

Segunda parte da reportagem fotográfica efetuada pelo Rafael Vieira, no Spotters Day do Real Thaw 2015.













REAL THAW 2015 - SPOTTERS DAY - 1ª Parte (M1803 - 11AL/2015)

Na passada quinta-feira, dia 26 de fevereiro, na Base Aérea nº 11, em Beja, realizou-se o já habitual "Spotters Day" no âmbito do exercício multinacional Real Thaw 2015. 
É uma oportunidade para os entusiastas da fotografia aeronáutica poderem estar perto e captarem com as suas câmaras, a atividade aérea protagonizada pelas diferentes aeronaves que integram o dispositivo aéreo operacional do exercício.
Deixamos aqui a primeira de duas partes ilustrativas desse dia, pelo olhar e objetiva do Rafael Vieira, a quem o Pássaro de Ferro agradece a disponibilidade para colaborar.













sábado, 28 de fevereiro de 2015

A SEMANA PASSADA (M1802 - 10AL/2015)

A semana passada ficou marcada pelo arranque do exercício multinacional Real Thaw, na sua edição 2015. O Real Thaw é organizado pela Força Aérea Portuguesa e este ano, ao contrário das anteriores seis edições que se basearam na Base Aérea nº 5, em Monte Real, está sedeado na Base Aérea nº 11, em Beja.

Alpha Jet - Foto: Força Aérea Portuguesa

O exercício congrega diversas unidades aéreas nacionais, peradas pelas respetivas esquadras (F-16, Alpha Jet, C295, C-130, AL-III, EH-101 e P-3C Cup+) e conta também com meios aéreos internacionais, nomeadamente de Espanha (Typhoon e F/A-18) e Dinamarca (com helicópteros AS550). Está também presente um avião AWACS (E-3A) da NATO e Controladores Aéreos Avançados nacionais, dos EUA e da Holanda, bem como uma UPF - Unidade de Proteção de Força.
Nesta semana, no dia 26, ocorreu o habitual dia dedicado aos Spotters, com largas dezenas de entusiastas a fotografar as operações aéreas daquele dia.

AS550 - Foto: Força Aérea Portuguesa

«O exercício REAL THAW 2015 (RT15), que se realiza de 23 de fevereiro a 6 de março, é um exercício da Força Aérea planeado e conduzido sob a égide do Comando Aéreo, órgão da Força Aérea responsável pelo treino e aprontamento das unidades operacionais, seja através de operações aéreas na defesa dos interesses nacionais seja na participação em operações militares nos mais diversos quadros de cooperação internacional (NATO e UE).
A coordenação do RT15 é realizada na Base Aérea Nº11 (BA11), em Beja, e as ações desenrolam-se, na sua maioria, na zona Norte/Centro de Portugal Continental. As instalações do Aeródromo Municipal de Seia estão integradas no exercício RT15 como "Base Aérea Tática" e servem de apoio às operações aéreas e terrestres que se realizam nesta zona.

F-16AM - Foto: Força Aérea Portuguesa

Para a correta execução deste exercício foi desenvolvido um cenário (fictício) que pretende criar situações realistas e complexas que desafiem as forças participantes a executar as ações adequadas. De um modo geral uma operação militar engloba um conjunto de ações correlacionadas no tempo e no espaço, planeadas e executadas por forças militares visando obter um efeito que satisfaça um objetivo político/militar definido superiormente. Assim, um exercício militar pretende criar cenários político/militares que repliquem o mais possível situações verosímeis onde o poder militar possa ser empregue a fim de proporcionar o adequado treino a forças militares para uma possível projeção de forças num teatro de operações dinâmico e atual.»
 

Hoje, 28 de fevereiro, assinalam-se, também, os 62 anos da Esquadra 103 - Caracóis.
Muitas centenas de pilotos fizeram a história desta esquadra, fizeram-se pilotos nela, voando e aprendendo a voar em aviões tão míticos como o T-33, o T-38 e no presente o Alpha Jet, em mais de 100 mil horas de voo.
Parabéns!

 Alpha Jet "Caracol" 

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

ALEMANHA TOMA DE ASSALTO AIRBUS ESPANHOLA (M1801 - 36PM/2015)

Airbus "de pernas para o ar"

A notícia tomou Espanha de choque. Embora o "golpe palaciano" dentro da Airbus não seja ainda um dado adquirido, a informação de que a saída de Domingo Ureña, máximo executivo da Airbus em Espanha, significará uma reorganização interna, verteu a partir de um documento interno da empresa. 

Apesar da actual estrutura estar protegida por um acordo entre o Estado espanhol, detentor de 4,2% da Airbus e a então EADS, datado de 2009, e da provável futura responsável por todas as fases de produção e fabrico das aeronaves fabricadas em Getafe (A330 MRTTT) e Sevilha (A400M e C295) Pilar Albiac, ser espanhola, na verdade ficará dependente directamente do alemão Bernhard Gerwert, Conselheiro-Delegado da Airbus Defence & Space e do seu escritório em Munique.

Além das fases de produção, mais informações internas apontam no sentido de que também a comercialização e vendas passem a ser dirigidas a partir de Munique.

Aparentemente, as manobras terão a ver com reorganizações internas entre as diversas empresas do grupo Airbus, quando a filial independente espanhola Airbus Military foi integrada juntamente com a Cassidian e Astrium na Airbus Defence & Space. E apesar de 80% da capacidade industrial desta nova empresa estar em Espanha, a sede ficou em Munique na casa da Cassidian, presidida por Bernhard Gerwert.

Assim, e apesar do insucesso de Gerwert em internacionalizar os caças Eurofighter Typhoon, acaba por ganhar controlo sobre a fatia de negócio realmente rentável e de futuro, que são as aeronaves fabricadas em Espanha. 
Com o beneplácito do director máximo da Airbus, Tom Enders, também alemão.

Onde é que já vimos este filme?




IRÃO AFUNDA "PORTA-AVIÕES" AMERICANO - com vídeo (M1800 - 35PM/2015)

Imagem retirada da reportagem da TV iraniana 

O impensável aconteceu: o Irão atacou um porta-aviões americano! Ou quase...
Por entre rockets e o barulho ensurdecedor de armas de vários navios de assalto iranianos, uma réplica em madeira do porta-aviões americano USS Nimitz foi destruída, durante exercícios de larga escala realizados pelas forças de Teerão na entrada do Golfo Pérsico.

Com direito a honras de transmissão televisiva, a manobra de propaganda planeada há já bastante tempo, tal como o Pássaro de Ferro havia noticiado, significa decididamente que, a "aliança" de ocasião com os EUA para combater o Estado Islâmico, deve ficar-se só por aí.

Amigos, amigos, porta-aviões à parte...

E o vídeo, sem legendas. Não precisa.


terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

SEXTA GERAÇÃO OU O PRINCÍPIO DO FIM DO F-35 (M1799 - 34PM/2015)

Imagem conceptual da Boeing para um caça de 6ª Geração

Não é segredo nenhum que o F-35 é, a par com o programa de defesa mais caro de todos os tempos, quiçá (ou talvez também por isso) um dos mais polémicos.
Por entre dúvidas sobre as suas capacidades para substituir adequadamente as aeronaves a que se propõe, no inventário da Forca Aérea, Marinha e Fuzileiros dos EUA (F-16, A-10, F/A-18, Harrier...), estão também inúmeros problemas técnicos, atrasos no programa e deslizes orçamentais.

Por entre vozes discordantes dentro e fora dos militares, a posição oficial tem sido a de que “o F-35 será a espinha dorsal das forças americanas”, e vários sistemas de armas foram até colocados como sacrificáveis, de modo a disponibilizar verbas para o F-35.

As entrevistas e informações oficiais divulgadas, de quem com o JSF tem vindo a operar, invariavelmente falam maravilhas do novo caça. Nas últimas semanas contudo, embora de um modo velado, foi possível observar-se uma inflexão na relação oficial com o  F-35. O maior sinal terá sido porventura o anúncio do início de desenvolvimento da 6ª Geração de caças para os EUA, alegadamente para “aproveitar a capacidade técnica acumulada” com o desenvolvimento da 5ª Geração. 

Levantando o véu sobre os objectivos para esta nova geração de caças, verifica-se que pouco tem a ver com a predecessora. Segundo o Chefe de Operações Navais da US Navy, Alm. Johnathan Greenert, o novo caça pode nem sequer ser stealth, nem especialmente rápido. É que por um lado, os avanços tecnológicos em curso podem tornar a tecnologia stealth obsoleta (IRST, radares passivos ligados em rede, etc), o que deita imediatamente por terra a “superioridade” de qualquer caça stealth. Mais ainda: sem a tecnologia stealth ficam a nu as insuficiências destes relativamente a caças convencionais, fruto das limitações impostas pela tecnologia stealth. E a China até já afirma conseguir detectar aeronaves stealth a distâncias  de 240 a 360 milhas (entre 400 a 575 km), o que significa duas a três vezes o alcance do míssil AIM-120 que o F-35 pode transportar. Apesar desta ser uma afirmação ainda por comprovar, a teoria que a sustenta é conhecida e facilmente compreensível: processando vários sinais provenientes de frequências rádio e a sua duração, de comunicações tácticas, equipamento de medição de distância, radar e sistema de identificação amigo/inimigo (IFF), para além da fonte de calor que continuarão a ser sempre os motores, ou até mesmo as perturbações aerodinâmicas causadas pela passagem de um aeronave na atmosfera, é possível detectar uma aeronave furtiva.

Por outro, os custos de desenvolvimento das aeronaves stealth, acabaram por levar ao paradoxo de os tornar “bons de mais” para por vezes serem usados na linha da frente, devido ao receio de perder aeronaves sobre território inimigo. Devido aos riscos que isso implica em termos do enorme custo das aeronaves em si, ou de permitir o acesso a essa tecnologia pelo inimigo (como já aconteceu na Sérvia e no Irão por exemplo). 

Por outro ainda, as limitações de venda de tecnologia de ponta a aliados, acabam por tornar os programas de desenvolvimento mais caros. O F-22 por exemplo não obteve permissão de exportação, apesar do interesse de vários aliados. O B-2 não está sequer estacionado permanentemente em qualquer base fora dos EUA, devido ao receio de fugas de informação na sua tecnologia.

O programa de caça de 6ª Geração, baptizado F-X (USAF) ou F/A-XX (US Navy), pode ainda assim incorporar novas armas entretanto em promissor desenvolvimento, como o laser (ou “energia dirigida” como é designado), ou outras que consigam suprimir as defesas inimigas sem colocar em risco a aeronave, colocando por isso a ênfase em destruir as capacidades inimigas e não em tentar esconder a aeronave atacante.O novo caça poderá ainda ser tripulado ou não, mas as capacidades de comunicação em rede serão certamente um dos pontos fortes do projecto.

A velocidade não será também um dos principais quesitos do novo caça, mais ou menos pelas mesmas razões do stealth. O novo conceito aponta em não desperdiçar recursos para tentar contrariar o inevitável. E ser suficientemente rápido para fugir a mísseis capazes de atingir Mach 4,5 entra decididamente no critério.

Mais sinais de que o F-35 poderá passar ao lado da carreira que para ele se pretendia, são igualmente a possibilidade de criar uma nova aeronave para substituir especificamente o A-10 nas funções de Apoio Aéreo Próximo, tal como anunciado este mês pelo Gen. Hawk Carlisle, Chefe do Comando de Combate Aéreo, com uma cimeira a decorrer já em Março de 2015, com representantes dos diversos ramos das FAs americanas, no intuito de definir opções para esta missão, em que o F-35 tem sido especialmente apontado como inadequado.

Já do lado da US Navy, a desconfiança relativamente ao F-35 mantém-se para substituir os F/A-18, apesar dos irrepreensíveis testes de mar realizados no final de 2014. Uma prova disso são as baixas encomendas que a Marinha mantém do JSF (apenas 9 unidades actualmente em serviço e encomendas de somente 2 para 2015 e  4 para 2016), deixam perceber o pouco entusiasmo no JSF, por contraste com a agora aberta possibilidade de “saltar” o F-35 como “faz-tudo” da aviação embarcada,  e passar directamente do Super Hornet ao F/A-XX.

Contudo, é ainda naturalmente cedo, para saber se a carreira do F-35 poderá vir a ser considerada bem-sucedida ou não. Programas anteriores com inícios difíceis (F-14, F-16), acabaram por ter desfechos felizes, mas o contrário é igualmente  verdade ou mais ainda (F-111, F-4, ...). O que a história não deixa de ensinar no entanto, é que sempre que se pretende que uma aeronave seja boa em tudo, acaba por não ser a melhor em nada. E embora oficialmente o F-35 não esteja para já a ser enjeitado pelos principais operadores, provavelmente devido aos principais aspectos económicos para todas as partes envolvidas (fabricantes, investidores, governos, operadores, ...) os sinais de alarme vão-se sucedendo. 

No mínimo, pode afirmar-se que a carreira do F-35 tem um grande ponto de interrogação perfeitamente visível, rodeado de muitas reticências.



quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

SDB II EM TESTES FINAIS (M1798 - 09AL/2015)

Bombas SDB II montadas num F-15E, durante a fase de testes de operação. Foto: USAF.

A Small Diameter Bomb II completou ontem, dia 17 de fevereiro, os testes finais de tiro para certificação final e início de produção/operação.
Os testes foram conduzidos pela Raytheon e pela Força Aérea dos Estados Unidos , em White Sands- Missile Range, no Novo México.
Os responsáveis pela Raytheon confirmaram a capacidade da bomba  para detectar, rastrear e destruir alvos em movimento.
"Estes testes apresentaram-nos novos multi-efeitos da ogiva que equipa as SDB II, como a sua capacidade para destruir alvos e, ao mesmo tempo, reduzir os danos colaterais", referiu John O'Brien, diretor do programa Raytheon SDB II.  E acrescentou que "trabalhando em estreita colaboração com nossos clientes, sobretudo a Força Aérea dos EUA , a Raytheon está trabalhar esta solução para de certo modo mudar as regras do o jogo e, em simultâneo, preencher uma lacuna na capacidade crítica nas operações militares norte-americanas."
A SDB II é uma bomba guiada, lançada do ar e pesa cerca de 200 quilos. Usa um modo de operação tripla - radar de ondas milimétricas, infravermelho e laser semi-ativo, para procurar o seu alvo, por mais restritivas que sejam as condições meteorológicas e de operação. Depois, a sua pequena carga explosiva, mantém os danos colaterais no mínimo.
Esta arma será usada em aeronaves da USAF e USNavy.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

COMO MUDAR UM PNEU A UM F-16 (M1797 - 33PM/2015)

A instalação do macaco para levantar a roda esquerda do trem principal    Foto: USAF

Na verdade é mais ou menos como mudar a um automóvel. Salvaguardem-se as devidas escalas e pormenores, claro.
Não deixa contudo de ser curioso ver uma máquina capaz de atingir duas vezes a velocidade do som, limitado às mesmas tarefas dos "comuns mortais".

Retirando o pneu danificado com o peso da aeronave em cima do macaco     Foto: USAF
Finalmente um pneu novo e a missão pode prosseguir     Foto: USAF

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