domingo, 21 de julho de 2019

67 ANOS DA FORÇA AÉREA - FESTIVAL AÉREO NA BA5 - III [M2049 - 36/2019]


O festival aéreo comemorativo dos 67 anos da Força Aérea Portuguesa, que teve lugar a 29 de junho na BA5 - Monte Real, foi abrilhantado pelos "Yakstars" (Portugal), "Patrulla Aspa" (Espanha) e "La March Verte (Marrocos).













Fotografia: Paulo "Oneshootland" Fernandes

quinta-feira, 18 de julho de 2019

P-3 DA FAP NA NORUEGA [M2048 - 35/2019]

O destacamento da Esquadra 601 da Força Aérea Portuguesa em Andoya, Noruega       Foto: Esq. 601

A Esquadra 601 - Lobos teve o P-3C n/c 14809 destacado em Andoya, Noruega, no âmbito do exercício NATO "Dynamic Mongoose".
O exercício, que decorreu entre 1 e 12 de Julho, juntou aeronaves de guerra anti-submarina e navios de nove países diferentes: Alemanha, Canadá, Dinamarca, EUA, França, Noruega, Portugal, Reino Unido e Turquia.

Ao todo, oito aviões e oito helicópteros participaram no exercício, para além de quatro submarinos e sete navios, que se desenrolou nas condições sempre imprevisíveis e exigentes do Atlântico Norte

A guerra anti-submarina é uma missão complexa, que requer coordenação entre navios de superfície, submarinos, aeronaves de asa fixa e helicópteros. Cada meio, aporta um tipo diferente de capacidades: os navios têm maior capacidade de permanência e podem transportar helicópteros, os aviões de patrulha têm maior velocidade e conseguem cobrir largas áreas rapidamente e os submarinos são melhores para realizar buscas e recolha de informação sem serem detectados.

"Os planeadores do exercício e a equipa de submarinos da NATO realizaram um excelente trabalho ao conceber este exercício, de modo a operarmos em diferentes ambientes, que nos exigem estar constantemente a avaliar a nossas área de operações, realçando a diversidade das capacidades e a interoperabilidade das capacidades marítimas da NATO" disse a propósito o Contra-Almirante Edward Cashman, comandante do Standing NATO Maritime Group One (SNMG1), que participou do exercício.
"Conceberam o exercício de modo a desafiar o pessoal e as unidades do Grupo-tarefa, para termos de compreender as diferentes condições do oceano, tal como ao nosso adversário e como os submarinos irão tirar partido dessas condições ambientais em seu partido" concluiu.

As tripulações dos meios aéreos participantes, na tradicional "foto de família"      Foto: NATO

quarta-feira, 17 de julho de 2019

CENTRO EUROPEU DE TREINO DE HELICÓPTEROS EM SINTRA [M2047 - 34/2019]

Imagem do exercício Hot Blade patrocinado pela EDA realizado em Portugal


Tal como o Pássaro de Ferro havia dado conta anteriormente, Portugal tinha uma candidatura bem encaminhada para receber o futuro centro europeu de treino dedicado às aeronaves de asa rotativa.
Apesar de correr praticamente sozinho numa primeira fase, uma candidatura da Alemanha ainda fez duvidar do destino do centro que irá centralizar o treino de tripulações de 17 países europeus. Ontem contudo, seria finalmente anunciada a decisão favorável à proposta nacional.
Antes disso, a Força Aérea Portuguesa organizou por quatro vezes o exercício "Hot Blade" direccionado também às asas rotativas e patrocinado pela mesma Agência Europeia de Defesa, que agora entrega o futuro Centro Multinacional de Treino de Helicópteros, ao nosso país.

No comunicado do Ministério da Defesa a propósito, pôde ler-se:

"O Ministro da Defesa Nacional, João Gomes Cravinho, anunciou esta terça-feira 16 de Julho de 2019, que o Centro Multinacional de Treino de Helicópteros (MHTC, na sigla em inglês), vai ficar localizado em Portugal.  

“Estaremos efetivamente em condições de abrir esse centro de formação em Sintra em 2021”, afirmou o Ministro da Defesa numa conferência de imprensa conjunta com Jorge Domecq, Diretor-Executivo da Agência Europeia de Defesa (EDA), a quem “tive oportunidade de agradecer pelo trabalho que fez para criar as condições para que o centro de formação multinacional de helicópteros viesse para Portugal”.

O Centro Multinacional de Treino de Helicópteros, que vai ficar localizado na Base Aérea nº1 de Sintra, “é um centro de formação que eu creio que será de grande valor acrescentado para Sintra, para a Força Aérea, para o nosso país, como também para a formação de pilotos e tripulações de helicóptero dos países da União Europeia", afirmou João Gomes Cravinho, que estima a vinda, ao longo do ano, de “até uns 200 pilotos e membros de tripulações de helicópteros em formação permanente”, de pelo menos 17 países.

O Diretor-Executivo da EDA, Jorge Domecq afirmou-se entusiasmado com a escolha de Portugal, cuja candidatura era “a melhor e mais completa opção” e lembrou que “a origem deste programa está na EDA desde 2009” e procura “fornecer uma abordagem standard ao treino das diferentes equipas dos diferentes Estados-membros para operações”.

Com um investimento “na ordem dos quatro milhões de euros” do lado português, o Centro de Formação Multinacional de Helicópteros vai reunir na Base Aérea n.º 1, em Sintra, três polos que até agora estavam localizados em países diferentes: um para exercícios, outro de treino dos pilotos e ainda o de treino de tripulação."

Segundo o Ministério da Defesa mostraram interesse em integrar o MHTC, além de Portugal, a Alemanha, Áustria, Bélgica, Chipre, Croácia, Eslovénia, Espanha, Finlândia, Grécia, Hungria, Itália, República Checa, Reino Unido, Suécia, e ainda a Sérvia, Suíça e Ucrânia fora da União Europeia.
O MDN adiantou ainda que está também previsto um “centro de simuladores tácticos que permitirão uma formação com cenários de conflitos irregulares, guerra urbana, busca e salvamento”.


terça-feira, 16 de julho de 2019

OGMA ANUNCIA CONTRATO DE MANUTENÇÃO DA FROTA MERLIN DA FAP [M2046 - 33/2019]

Foto: OGMA

A OGMA anunciou ontem 15 de Julho de 2019, através da sua conta na rede social Twitter, a celebração, com a DGRDN (Direção Geral de Recursos da Defesa Nacional), de um contrato para a manutenção de 2º e 3º Escalão do sistema de armas EH101 Merlin.

No mesmo "tweet" pode ainda ler-se que o contrato cobre a totalidade dos doze helicópteros que compõem a frota ao serviço da Força Aérea Portuguesa (FAP), actualmente (e por enquanto) ainda baseados na Base Aérea nº6, sita no Montijo.

A manutenção da frota EH101 da FAP tem sido o "calcanhar de Aquiles" de uma aeronave que, sendo excelente para as missões que lhe são atribuídas, tem enfrentado sucessivos problemas de operacionalidade, devido à manutenção, cujo contrato não foi assegurado adequadamente pelo Estado Português aquando da sua aquisição. Desde Dezembro de 2018, quando terminou o anterior contrato com a Leonardo - que é também o fabricante do modelo - que a manutenção estava a ser realizada ao abrigo da extensão do mesmo contrato, que estava contudo limitada legalmente, no tempo.



quinta-feira, 11 de julho de 2019

OFICIAL: PORTUGAL COMPRA KC-390 [M2045 - 32/2019]



No comunicado do Conselho de Ministros de hoje, 11 de Julho de 2019 pode ler-se:

"O Conselho de Ministros aprovou hoje a aquisição de cinco aeronaves KC-390, assim como a contratação dos serviços de sustentação logística das aeronaves e do simulador de voo e a aquisição dos equipamentos de guerra eletrónica.

A aquisição das aeronaves KC-390 e de um simulador de voo, e respetiva sustentação logística, com as configurações e especificações técnicas, operacionais e logísticas definidas pela Força Aérea, permitirá reforçar as atuais capacidades de transporte aéreo, de busca e salvamento, evacuações sanitárias e apoio a cidadãos nacionais, nomeadamente entre o Continente e os Arquipélagos, incluindo-se, também, as capacidades adicionais de reabastecimento em voo e de combate a incêndios florestais, o que possibilita que Portugal disponha de aeronaves com funções de duplo uso (civil e militar), que respondem a necessidades permanentes do país.

As características únicas da aeronave KC-390 estabelecem um novo padrão para o transporte militar estratégico, até aqui apenas possível de assegurar com aeronaves quadrimotores, de superiores dimensões e capacidades, constituindo-se assim, nesta classe, como a solução que satisfaz integralmente os requisitos definidos pelo Estado Português, bem como os exigidos para participação nas operações militares que poderão decorrer das alianças de que Portugal faz parte".

O negócio está avaliado em 827M EUR, com a primeira entrega esperada para Fevereiro de 2023, após o que o ritmo de entregas deverá ser mantido em uma nova aeronave por ano até 2027. A manutenção incluída no contrato é para os primeiros 12 anos de operação.

Os KC-390 substituirão os C-130H Hercules atualmente ao serviço da Força Aérea Portuguesa na Esquadra 501 - Bisontes. A Força Aérea, juntamente com o Ministério da Defesa e o Ministério da Administração Interna, estudam contudo ainda a possibilidade de manter a frota de C-130 operacional para o combate a incêndios, mesmo após a entrada em serviço do KC-390.




sexta-feira, 5 de julho de 2019

67 ANOS DA FORÇA AÉREA - FESTIVAL AÉREO NA BA5 - II [M2044 - 31/2019]


Nesta edição, ficam as aeronaves da Força Aérea presentes em terra e em evolução nos céus!













Fotografia: Paulo "OneShootland" Fernandes
Rui "A7" Ferreira

quinta-feira, 4 de julho de 2019

ROMÉNIA COMPRA NOVO LOTE DE F-16 A PORTUGAL [M2043 -30/2019]

F-16AM do primeiro lote vendido por Portugal à Roménia

O ministro da Defesa romeno Gabriel Les, anunciou ontem 3 de Julho de 2019, a compra de um novo lote de cinco células F-16 a Portugal. Em conferência de imprensa Gabriel Les referiu:

"O Parlamento romeno aprovou ontem, conforme exigido por lei para uma aquisição superior a 100M EUR, o início do procedimento do Ministério da Defesa para a adjudicação do contrato de aquisição de um pacote de cinco aeronaves ao Governo Português e, claro, o pacote de bens e serviços ao Governo dos EUA. 
Serão cinco aviões para completar a nossa Esquadra [de F-16]. Ficará completa quando tivermos todos os 17, quando [os novos cinco] se juntarem aos doze que possuímos actualmente. As novas aeronaves, quando recebidas terão a mesma configuração que as que temos, de modo a possuirmos uma capacidade uniformizada".

Este desenvolvimento confirma a notícia que avançámos em Abril passado, dando conta das negociações entre os dois países. Isto significará portanto, que a frota da Força Aérea Portuguesa irá ficar com um número final de 28 F-16 (25 monolugar e 3 bilugar), sendo modernizadas na OGMA  três células adicionais às duas actualmente em acabamentos.

Sobre o lote a alienar, sabe-se apenas que se trata de quatro F-16AM (monolugar) e um F-16BM (bilugar), com o sistema operativo Tape 5.2R. Aos Estados Unidos deverão ser adquiridas peças sobressalentes, equipamento electrónico e armamento, necessários para o uso operacional dos caças.

Não há ainda data para rubricar o contrato, nem tão-pouco datas definidas para a entrega das aeronaves, ou mesmo o valor final do negócio.


67 ANOS DA FORÇA AÉREA - FESTIVAL AÉREO NA BA5 [Crónica] (M2042 -29/2019)


No passado sábado fui até Monte Real, literalmente e como diz a cantiga, arrastei a namorada com o refrão: anda comigo ver os aviões… e ela veio e, acho, deve ter tirado mais fotografias que eu, e melhores!
Longe vai o tempo dos festivais aéreos de casa cheia de aviões e exibições aéreas de cortar a respiração, muitos e diferentes aparelhos na estática, diversas exibições de performance e de patrulhas aéreas, seriam por certo tempos de vacas mais anafadas - o de 1995 veio-me logo à memória, aliás um clássico, em que esteve sol no dia de treinos e no dia do festival … choveu. Típico!  




Desta vez, ainda que até ao início da tarde o tempo estivesse um bocado cinzentão, o vento acabou por empurrar as nuvens e, depois do voo de treino dos Yakstars a coisa compôs-se. Com muita pena minha, pois tenho a mania que sou fotógrafo, continuamos (CAVFA inclusive) a não ter outra forma de fotografar nos festivais aéreos nacionais que não seja na contra-luz, mas isso não fez esmorecer a afficción, nem a "populaça", que da parte da tarde encheu o tarmac de cor, narizes no ar e pelo menos um telemóvel por cabeça a fazer grandes fotos, selfies, vídeos e a fazer live streams para todos os que ficaram em casa.




A Força Aérea Portuguesa, como as demais, não faz festivais aéreos para se exibir, outrossim para lembrar a todos os contribuintes o que muito bem sabe fazer, e ao mesmo, faz dos festivais cartão de visita, para todos os que aspiram um dia ser Dédalos e Ícaros e servir o país na Força Aérea.
Da muita afficción que encontrei por lá, amigos sobretudo, ainda que denotassem alguma saudade de tempos idos, todos ficaram agradavelmente surpreendidos com as exibições de belíssima qualidade, nacionais e estrangeiras, e do pouco que deixaram escapar entre dentes, sentiram todos, e eu também, a falta das cores Nacionais representadas em patrulhas acrobáticas. Ainda assim, o orgulho nacional cheio, diria mesmo a transbordar, ao podermos ver e quase tocar os troféus Silver Tiger e Tiger Spirit, patentes no hangar principal, para que todos os pudessem admirar, um orgulho que os aguerridos Jaguares trouxeram para casa.





O espaço da exposição estática e serviços de apoio estava todo ele muito bem organizado para nos receber, mas carecia de representações de todas as esquadras de voo e todos os tipos de aeronave, bem como de todas as unidades e sub-unidades o que, facilmente se percebe, porque já estava a FAP a fazer um esforço significativo, em Viseu, onde se centram este ano as comemorações do seu aniversário.
As exibições, embora me tenha parecido ter alguns intervalos excessivos na fita de tempo, foi toda ela muito interessante, e longa, pois eram sete da tarde e ainda estava a decorrer a exibição dos rapazes da casa, Falcões e Jaguares, com os seus estridentes pássaros metalóides!
Fico na esperança que para o ano que vem, a Força Aérea Portuguesa possa, porventura, aliar à realização do NATO Tiger Meet 2020, o seu 68º Aniversário, numa realização semelhante às de 1987, 1996 e 2002. Eu ainda não sei quando é e até já marquei férias!



De entre as muitas fotos que eu e outros fizemos, deixamo-vos aqui com um sortido rico de fotos desse dia, entre  elas uma foto especial.
Não fui o autor desta foto, de um dos tripulantes do EH-101 da Esquadra 751, um Operador de Sistemas. A foto não tem a melhor definição mas, acredito consigam ver o que vou tentar dizer por palavras.




Olhei para a foto e fiquei logo extasiado com a expressão do olhar deste homem, o olhar não está ali, saiu dali, saiu daquele espaço e daquele tempo, saltou fora, o seu olhar parece ter uma luz própria, única, está lá longe, no éter. Por momentos fez-me lembrar uma foto que fiz de um recuperador que conheci numa missão, mas que não ilustra tão bem quanto esta o consegue. Na altura escrevi: «Dédalo, uma espécie de anjo, que desce do céu ao nosso encontro para nos trazer a nossa própria vida...».   







A Força Aérea Portuguesa é também isto, uma certa luminosidade no olhar de Dédalos e Ícaros, que são igualmente aguerridos «Para que outros vivam» como o são em «Guerra ou Paz tanto nos faz».

A Força Aérea Portuguesa são as Pessoas, a Missão e o Motto: Ex Mero Motu!

Parabéns e Viva a Força Aérea Portuguesa!!!               


Nota: O autor escreve na grafia antiga por opção.
         

Texto: Rui "A7" Ferreira
Fotografia: Rui "A7" Ferreira e Paulo "OneShootland" Fernandes


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