sábado, 4 de julho de 2015

A Esquadra 502 “Elefantes” no 51º Festival Aéreo Internacional de Paris (M1814 - 06RF/2015)


A Força Aérea Portuguesa (FAP) marcou presença no 51º Festival Aéreo Internacional de Paris, que teve lugar entre os dias 15 e 21 de Junho, em Le Bourget, com um destacamento de seis elementos e uma aeronave C-295M (nº16710) da Esquadra 502 “Elefantes”.
A FAP não é alheia a marcar presença neste festival aéreo, nomeadamente com aeronaves deste tipo de missão. Recorde-se, a título de exemplo, a presença da então novíssima aeronave C-212-300MP (nº17201), da Esquadra 401 “Cientistas”, em 1995, a convite da Construcciones Aeronauticas S.A.
Mais recentemente, em 2014, a Esquadra 502 deslocou-se ao Sudeste Asiático a convite da Airbus para igual apresentação.
Esta versão do C-295M, resulta da experiência anterior da FAP no desempenho da sua missão, nomeadamente com o CASA C-212 Aviocar, na versão de vigilância marítima, sendo certo que todas as valências das missões atribuídas ou versões anteriores ainda não existem nas capacidades da FAP (ex.: a fotografia aérea).  Foi exactamente esta polivalência de missões num mesmo meio aéreo que o fabricante Airbus pretendeu mostrar aos seus clientes em Le Bourget. Com efeito, o C-295M da FAP presente em Paris, tinha instaladas as consolas de vigilância marítima, um conjunto de cadeiras e macas para ilustrar as versões de transporte de passageiros (civil e militar, de doentes ou feridos), e por fim, a palete de busca e salvamento, com as cadeiras dos observadores e o lançador de marcas (fumos ou flares) bem como as balsas de salvamento na rampa.


O aparelho apresentado em Paris é um de cinco que tem instalados um conjunto de sensores fixos que lhes permitem executar as missões de vigilância marítima (ex. de actividades ilegais sejam elas a imigração, tráfico de droga, bem como o controlo das pescas, a monitização da poluição, entre outros), no caso concreto, estes aparelhos tem instalados os SLAR (Side Looking Infrared Radar) da Ericsson, herdados dos Aviocar, o radar ELTA EL/M-2022A(V)3, os electro-ópticos FLIR Star Saphire HD, e comunicações por satélite SAT-2100 da Rockwell Collins, este último sistema permite o envio e recepção de dados referentes à missão em tempo real. Todos estes sistemas são interligados por um conjunto de computadores, conjunto designado por FITS (Fully Integrated Tactical System), e operados através de duas consolas, idênticas, em que um dos tripulantes tem a função de Coordenador Táctico (TACCO) e o outroa função de Operador de Sensores (SENSOR).
Existem três destes sistemas para as cinco aeronaves, e que são as plataformas aéreas com que Portugal, através da FAP, tem vindo a ser chamada a desempenhar, desde 2011, missões no âmbito do FRONTEX, tendo já operado em toda a vasta área de cobertura desta operação, desde as Colunas de Hércules até ás ilhas Gregas. Estando em curso a preparação para diversas missões no mesmo âmbito até ao final do corrente ano.


A título de curiosidade, refira-se que passaram pela aeronave da FAP, delegações oficiais de diversos países (alguns exemplos): Angola, Argentina, Benin, Brasil, Camarões, Canadá, Chile, Espanha, Finlândia, Grécia, Índia, Indonésia, Irlanda, Mali, Nações Unidas, Polónia, Sérvia, Suiça e... Portugal!
A Secretária de Estado Adjunta e da Defesa Nacional, Berta Cabral, em visita a Le Bourget para assinatura de contrato com a Turbomeca referente à manutenção dos motores da frota EH-101, visitou os nossos patrícios no dia 17 de Junho. Também Paulo Portas, Vice-Primeiro Ministro e antigo Ministro da Defesa, visitou Le Bourget a 15 de Junho, mas não se deslocou à exposição estática da Airbus.
A partir de 19 de Junho, o Salão abriu portas ao público em geral, e quase toda a exposição estática da Airbus foi reformulada, sendo nessa altura o C-295M colocado na retaguarda da exposição, o que, em boa verdade, não fez esmorecer os “Elefantes” dado que os visitantes passaram a ser, na sua maioria, todos aqueles aqueles que levam o nome de Portugal lá fora, os emigrantes.




Curiosidade já referida pelo Pássaro Ferro, na sua página de Facebook, o C-295M da FAP esteve em exposição durante o Salão a escassos metros do local onde, em 1927, aterrou Charles Lindbegh, depois do seu voo transatlântico!

Rui “A-7” Ferreira
Entusiasta de Aviação

Agradecimentos: o meu agradecimento ao pessoal da Esquadra 502 “Elefantes”, destacado em Le Bourget,, ao Sr. Kieran Daly, da Airbus Defence and Space e ao Pássaro de Ferro pela credenciação.


terça-feira, 7 de abril de 2015

EDITORIAL - "ÚLTIMA" MISSÃO OPERACIONAL


O Pássaro de Ferro, entendido como site  – Pássaro de Ferro, subsites (Porta de Embarque 04, Operações – Pássaro de Ferro e Iron Bird Photos) serão, a partir de hoje, suspensos por tempo indeterminado.
Nada é eterno, muito menos na Internet e, por isso, importa entender os sinais e saber decidir em função deles, sem dramatismo ou sobressalto, no sentido de re-equacionar o futuro.
A aviação e a causa aeronáutica seguem obviamente o seu rumo, não faltando aos “amantes” deste fascinante mundo, fontes de informação, pesquisa e consulta que - orgulhamo-nos - durante alguns anos o Pássaro de Ferro assegurou e liderou, com qualidade e dedicação.
Mas os patamares atingidos carecem de ponderação, de novos ângulos de abordagem e de renovação...

Aos vários milhões de pessoas que ao longo destes anos, leram e escrutinaram as diversas páginas do Pássaro de Ferro, fazendo-o voar tão bem e tão alto, deixamos o nosso Obrigado!


Até breve!

António Luís
Paulo Mata

quinta-feira, 2 de abril de 2015

A EUROPA NOS SEUS LABIRINTOS E DÚVIDAS (M1813 - 17AL/2015)

Caças F-15C norte-americanos chegando a Leeuwarden, há dias. Foto: USAF.

Vão chegando notícias preocupantes, que nos mostram movimentações da História a que não podemos nem devemos ficar indiferentes, escondendo a cabeça num buraco à mão ou assobiando para o lado.
A Rússia continua as suas manobras militares, continua a revelar a sua musculação, umas vezes de braço dado com as suas movimentações e taticismos diplomáticos, noutras para além delas, quase no limbo da provocação, no esticar de corda, no ver como e até onde...
A Europa "do lado de cá" está, em bom rigor, mais entretida com o ego grego, os fatos do Ministro Varoufakis, com as errâncias ideológicas do Syrisa, com as dimensões dos "discurso" alemão, com o orgulho britânico, com as debilidades e fortalezas do Euro, com o ser-se de direita, de esquerda, do centro ou da órbita estratosférica.

Um bombardeiro estratégico russo, TU-95 "Bear", escoltado por um Typhoon da RAF. Foto: RAF

Desinvestiu na defesa e tem-se como guardiã maior dos valores civilizacionais e culturais, limitando-se para tal, a anunciá-lo com pompas e circunstâncias várias, ao sabor dos seus confortos.
Fora dela há perigos, como dentro dela também. Reais. Mas todos parecem demasiado longe ou, de uma forma cinematográfica, tudo bons rapazes, mesmo que já por duas vezes, o vento quase tudo tenha levado...
Quando o rabo aperta, telefonemas para o lado de lá do Atlântico e o amigo Yanke trata das vitaminas em forma e modos para defender a nobreza do território, dos viventes, da arte, da cultura, da civilização entretida e pasmada, contemplando o umbigo e as jóias penduradas ao pescoço e nos dedos, e novamente a História, essa teimosa campaínha e reescrever-se a si mesma, as mãos ambas, em papel timbrado, fazendo-se tinir por entre reprimendas e medos.
A Europa espera sempre - por vezes quase de forma ingénua - que nenhum olhar seja invejoso, que nenhum gesto seja de cobiça.
Já por duas vezes e de forma dramática se enganou.
Será que (não) aprendeu?

Nota: Este texto é de opinião e a mesma apenas vincula o seu autor.

terça-feira, 31 de março de 2015

EPSILON TB-30 DA FAP EXECUTA ATERRAGEM FORÇADA (M1812 - 16AL/2015)



"Uma aeronave da Força Aérea Portuguesa EPSILON-TB30 efetuou uma aterragem forçada na área de Monte Real. Ambos os tripulantes não sofreram qualquer tipo de ferimentos", afirmou o coronel Rui Roque, porta-voz da Força Aérea.
Segundo Rui Roque, "trata-se de uma aeronave de instrução que estava a efetuar um voo de instrução", apontando, para já, a possibilidade de na origem da aterragem forçada estar uma "falha mecânica", mas ressalvando que a Força Aérea está a investigar.
A aeronave está sediada na base aérea n.º 1, em Sintra.


O Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Leiria adiantou que o alerta para a ocorrência chegou às autoridades às 16.23 horas, tendo acorrido ao local quatro viaturas, apoiados por sete operacionais, dos Bombeiros Municipais de Leiria e Voluntários de Leiria, e GNR.
À agência Lusa, o comandante operacional municipal de Leiria, Artur Figueiredo, explicou que a aeronave militar caiu num terreno agrícola, nos campos do Lis, junto ao açude da Carreira.
"Não há vítimas, os pilotos estão bem e a aeronave tem danos que não aparentam ser significativos", declarou Artur Figueiredo.

Texto: JN
Fotos: Paulo Cunha/Lusa

sexta-feira, 20 de março de 2015

ELEFANTES - 60 ANOS - Pintura comemorativa II (M1811 - 15AL/2015)

Para além do Miguel Garrana Amaral, criador da pintura, um conjunto de militares da BA6 contribuiu para este notável trabalho, nomeadamente o 2º Sargento Margaça, o 2º Sargento Galvão e o Sargento Ajudante Alexandre, bem como a toda a Esquadra de Estruturas da EMMA, da Base Aérea nº 6.












O Pássaro de Ferro agradece, uma vez mais, ao Miguel Garrana Amaral, autor da pintura,  a cedência para publicação, destas imagens.

ELEFANTES - 60 ANOS - Pintura comemorativa I (M1810 - 14AL/2015)

Publicamos três imagens do "making of" na pintuta do C295 16705, comemorativa dos 60 anos da Esquadra 502 - Elefantes.
A cerimónia de apresentação da pintura comemorativa nesta aeronave decorre neste momento, na BA6 - Montijo.
Cortesia do seu autor, Miguel Garrana Amaral, a quem o Pássaro de Ferro agradece.
Mais logo, apresentaremos mais.




sábado, 14 de março de 2015

3502 MILHAS SEM REABASTECIMENTO (M1809 - 38PM/2015)

Vought A-7D Corsair II equipado com quatro depósitos de combustível externos     Foto: USAF

A 14 de Março de 1970, portanto há precisamente 45 anos, uma parelha de A-7D Corsair II da Força Aérea dos EUA (USAF), realizava um voo sem escalas e sem reabastecimento em voo, entre a base aérea de Edwards na Califórnia e Homestead na Flórida. 

Percorrendo um total de 3502 milhas (5600 km), o voo tinha como objectivo a demonstração de capacidades do então novo modelo D da família Corsair II. Com o recurso a até quatro depósitos externos, ou apenas com combustível interno, aliados a um baixo consumo do motor Allison TF-41-A-1, era uma aeronave detentora de uma capacidade de autonomia invejável.

Decorria então o conflito do Vietname, onde a USAF estava profundamente empenhada, e onde os A-7D haveriam de actuar em 12.928 missões de combate.

A enorme autonomia do A-7 era apenas um dos muitos atributos do caça-bombardeiro, que ficou apenas atrás do B-52, na quantidade de munição largada sobre Hanoi e o primeiro na precisão de largada desse armamento.





segunda-feira, 9 de março de 2015

SIKORSKY: exploração das aplicações dos rotores coaxiais para lá do Raider (M1808 - 05RF/2015)


Ainda o Sikorsky S-97 Raider não voou, a Sikorsky já estuda o design do seu rotor coaxial para aplicação em outras plataformas aéreas.
Segundo Mick Mauer (CEO), entrevistado aquando  da Heli-Expo 2015, [http://heliexpo.rotor.org/], disse que a tecnologia utilizada na construcção do Raider, que inicialmente tinha como alvo a competição para a substituição do helicóptero de observação armada, Bell OH-58D Kiowa Warrior do Exército Norte-Americano, poderá tradiuzir-se em melhorias em outros projectos em curso.
Segundo Mick Mauer: “As primeiras aplicações esperadas para o X2 [ver nota do autor] serão muito provávelmente militares. A razão para isso é a necessidade de ter um cliente que faça uma compra que justifique um grande investimento. Algo que é muito mais difícil conseguir, concretizar um negócio deste tipo, através do recurso ao mercado civil”.
O Raider, possui um rotor principal coaxial rígido e uma hélice propulsora na cauda, configura-se num design capaz de descolar, aterrar e de voo estacionário como um helicóptero, e de voar rápido e a grande altitude como um avião de asa fixa. É, essencialmente, da mesma classe de peso e dimensão de um helicóptero médio, como o Sikorsky S-76. Reforça ainda Mick Mauer que: “ O Raider é da dimensão do S-76. Quando se fala na sua capacidade de fazer as missões do S-76, eu digo, ainda não. Mas isso não significa que não venha a fazê-lo.”
O primeiro protótipo do S-97 já se encontra em testes no solo. Até ao momento (3 Março) o primeiro Raider já efectuou 14 arranques de motor, e somou 3.5 horas de teste. O aparelho ainda será sujeito a um total de 50 horas de teste no solo antes de iniciar o teste em voo. Para já, os primeiros testes da operação no solo já levaram o mesmo a atingir 85% da velocidade do rotor.
Não existe nenhum programa do governo dos Estados Unidos para os requisitos do S-97, mas a Sikorsky baseia este projecto com um aparelho destinado a demonstrar esta tecnologia com capacidade de multi-missão. O SB-1 Defiant, é uma versão de maior dimensão do Raider e que a Sikorsky espera possa ser escolhido como substitudo dos helicóptero H-60 Black Hawk e Boeing AH-64 Apache do Exército Norte-Americano.
A Sikorsky está também a perspectivar entrar no concurso para o programa MH-XX para um helicóptero para a Marinha dos Estados Unidos, mas não se sabe se com o mesmo tipo de rotor, possívelmente não. “Não quero pressupor uma solucção técnica. Mas é uma possibilidade.” Respondeu Maurer à questão da utilização do rotor coaxial rígido também em resposta ao programa da Marinha, e acrescenta que: “A dificuldade com o eixo coaxial para a marinha é o arrumar o helicóptero num hangar. Eles querem algo com grande durabilidade. São coisas diferentes os requisitos para o Exército e para o Corpo de Fuzileiros, em termos de mobilidade, operação em climas quentes e em altitude, velocidade, para a Marinha a proposta será sempre muito diferente.” Acrescenta que: “Eu não diria nunca, mas não me parece que seja a solução ideal”.



Texto por: Rui “A-7” Ferreira, em tradução livre/adaptação do artigo de 3 de Março, por  Dan Parsons, na Flightglobal.

Nota do Autor - O X-2, referido no texto, foi um projecto experimental, demonstrador de tecnologias, com um rotores principais coaxiais contra-rotativos e propulsão traseira, desenvolvido pela Sikorsky, e que incorpora um design inicialmente da Schweizer, e também muitos outros trabalhos já desenvolvidos nesta área para Sikorsky nas últimas décadas. Aliás, e históricamente falando, os rotores coaxiais não são uma novidade para a Sikorsky ao longo da sua existência, ainda que não o tenham aplicado em nenhum aparelho comercializado tanto no âmbito militar como civil. Os primeiros dois helicópteros de Igor Sikorsky, o S-1 (1909) e o S-2 (1910) são ambos com rotores coaxiais contra-rotativos, como também o foram projectos semelhantes de uma generosa mão cheia de pioneiros nesta área.
O que é curioso é o facto de que estes derivam de uma teoria de um cientista russo, Mikhail Lomonosov, que em Julho de 1754 a comprovou, fazendo voar em modelo à escala uma sua invenção, o “Aerodynamic”. Lomonosov, quando se teorizava sobre a possibilidade de fazer estudos científicos nas camadas superiores da atmosfera recorrendo a máquinas especialmente construídas para a elevação de aparelhos de registo de condições meteorológicas, construiu um aparelho. Trata-se de um aparelho propulsionado através de um sistemas de molas, em que dois conjuntos de pás dispostos horizontalmente rodavam em sentidos contrários, “escavando” o ar no sentido vertical, às camadas mais elevadas de ar. Para o efeito desta demonstração, e dado que o aparelho não dispunha da capacidade de controle direccional, era suspenso por um fio.
E esta, hein?


domingo, 8 de março de 2015

A SEMANA PASSADA (M1807 - 13AL/2015)


A semana passada fica marcada pela entrega à Esquadra 751 - Pumas do Sikorsky Humanitarian Service Award, por parte Helicopter Aviation International (HAI), que ocorreu nos Estados Unidos.
É mais um importante reconhecimento internacional para as missões de incomensurável alcance humanitário que a Esquadra 751 e os seus Homens levam a cabo, não raramente no limite e para além dele do seu próprio esforço e das suas máquinas - antes o SA 330 Puma e no presente o EH101, numa enorme área de oceano.
Parabéns! Obrigado! É um orgulho!


Decorreu, também, a segunda e última semana do exercício multinacional Real Thaw 2015, que terminou no dia 6, com excelentes resultados operacionais e culminando em mais um treino de elevado grau de exigência, centrado na Força Aérea, mas envolvendo meios do Exército e da Marinha de Guerra. 
Tendo em conta as tensões que se avolumam internacionalmente - Ucrânia/Rússia e o combate ao hiper radicalismo do Estado Islâmico - a preparação e o treino dos meios militares assume uma importância crescente. E estes exercícios que não raramente são entendidos por largos setores da "opinião pública" como "jogos/brincadeiras de guerra" e "sorvedouros de dinheiros públicos", servem também para a fazer perceber do seu erro de análise e afirmar as forças armadas - em conjugação com outras congéneres - que a defesa de conceitos e conquistas como a liberdade e a democracia não se compadecem com populismo e brincadeiras e são, antes, atos sérios de que depende a segurança comum.
Ainda neste âmbito, a  notícia a que o Pássaro de Ferro fez referência, relativa ao destacamento de caças F-16 e militares para a Roménia vem na sequência das preocupações crescentes relativas à situação militar naquela região e que por "simpatia", poderão levar a alterações sensíveis em toda a Europa, com incerto grau de apreensão.


A fechar a semana passada, fica a notícia triste da perda do António Ideias, um brilhante Homem, um excelente piloto (voou como piloto da Esquadra 201- Falcões e depois como piloto comercial e de acrobacia) a quem o Pássaro de Ferro dedicou muita atenção, em diversas circunstâncias.
Vai agora no seu derradeiro e infinito voo!
R.I.P.


quinta-feira, 5 de março de 2015

F-16 PORTUGUESES DE NOVO NA FRENTE LESTE (M1806 - 37PM/2015)



O Conselho Superior de Defesa Nacional romeno aprovou na passada terça-feira 3 de Março, a presença de quatro F-16 da Força Aérea Portuguesa em território romeno, durante os meses de Maio e/ou Junho do corrente ano de 2015, no âmbito das NATO Assurance Measures.

Desde a ocupação da Crimeia pela Rússia há um ano atrás, que a Aliança Atlântica tem reforçado os meios aéreos por toda a sua fronteira Leste, como forma de mitigar as procupações dos países da antiga esfera soviética, agora membros de pleno direito da NATO.
É o caso da Roménia, situada a escassos 300km da Crimeia, facto lembrado pelo Presidente romeno Klaus Johannis, ao anunciar a intenção de receber os meios aéreos portugueses.

O destacamento será composto por cerca de 150 elementos, em apoio aos quatro caças e significará o primeira vez que tropas lusitana são destacadas no país. Actualmente e no sentido inverso, está contudo a decorrer o processo de formação de pilotos e mecânicos romenos em Portugal, no âmbito da venda de 12 F-16 ex-FAP para a Força Aérea Romena.

Apesar da intenção romena em receber os reforços, e de fonte oficial portuguesa ter confirmado as negociações, não há ainda uma decisão definitiva sobre o assunto, que terá igualmente de ser ratificado pelo Parlamento romeno.

A NATO decidiu ainda instalar centros de comando e controlo na Letónia, Estónia, Lituânia, Polónia, Roménia e Bulgária, como resposta às ameaças colocadas pela Rússia e Estado Islâmico, e servirão para acelerar a chegada de eventuais reforços em caso de emergência.


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