Terça-feira, 18 de Junho de 2013

BOEING E EMBRAER CELEBRAM ACORDO (M1043 - 54AL/2013)


 Ilustração de um KC-390 em operação de reabastecimento aéreo.

A Embraer e a Boeing celebraram nesta terça-feira, durante o "Salão de Aviação", em Le Bourget, um acordo de  parceria para a promoção e a venda do avião multi-role de transporte militar e reabastecimento aéreo  KC-390, do fabricante brasileiro.
A Boeing vai liderar a campanha de vendas, oferecendo também suporte e treino, em território norte-americano, no Reino Unido e em mercados selecionados no Médio Oriente. Por seu turno, a Embraer irá fabricar a aeronave e colaborar nas vendas, suporte e treino.
As estimativas iniciais do potencial mercado para o KC-390 é de provavelmente 700 aeronaves, mas é um número que poderá vir a aumentar, com a conquista de novos mercados, segundo as expectativas da Embraer.
"O anúncio feito hoje reforça o amplo acordo de cooperação que a Boeing e a Embraer firmaram em 2012. As empresas estão já a colaborar nas áreas da eficiência e segurança de voo, pesquisa e tecnologia, produtos de defesa e biocombustíveis sustentáveis para a aviação", referiu um responsável da Embraer, no comunicado aos OCS. 
A fabricante está a desenvolver o KC-390, sob contrato, com a Força Aérea Brasileira (FAB) e espera-se que possa fazer o primeiro voo teste no segundo semestre de 2014.

 O Boeing F/A-18 poderá vir a equipar a Força Aérea Brasileira.

Esta aproximação da Boeing ao Brasil e ao mercado brasileiro, segundo alguns especialistas, poderá facilitar, de certa forma, a resolução do problema do novo caça  para a arma aérea brasileira, que poderá pender, justamente, para o F/A-18 do gigante da indústria aeronáutica americana.
Os próximos tempos deverão, seguramente, fazer alguma luz sobre esta matéria.

Fonte: Boeing e outras.
Edição e texto: Pássaro de Ferro.

RESGATE DO SERENA (M1042 - 171/PM2013)

O resgate foi efetuado em condições extremas

O alerta inicial, e  pedido de resgate, foi recebido no MRCC Lisboa, através de contacto telefónico satélite efetuado pelo veleiro em dificuldade, que devido a um violento golpe de mar danificou severamente parte da sua superestrutura, originando entrada de água e a perda de vários equipamentos de salvamento e sobrevivência existentes a bordo.
Foram de imediato desencadeados os procedimentos de resposta para prestar auxílio, através do MRCC Lisboa, o qual solicitou a cooperação do centro congénere em Espanha (MRCC MADRID) que no momento dispunha de meios de salvamento mais próximos do local do incidente. O MRCC MADRID assumiu a coordenação das ações de busca e salvamento pelas 16h00, empenhado um meio aéreo de asa fixa, um helicóptero, um navio de salvamento e um navio hospital. No entanto, devido a fatores meteorológicos adversos e a uma avaria da aeronave, as operações de salvamento através dos meios aéreos de Espanha foram cancelados pelas 18h00.

O veleiro "Serena" de bandeira finlandesa em apuros

Depois de retomada a coordenação da operação de salvamento pelo MRCC Lisboa o resgate dos 4 tripulantes foi realizado com sucesso por um helicóptero EH101 da Força Aérea Portuguesa,  pelas 22h35, em condições extremamente adversas, quer devido às condições de mar e vento que se faziam sentir no local, quer devido à complexidade do planeamento e coordenação da missão, dada a grande distância de costa em que se encontrava o veleiro, tendo sido ainda empregue uma aeronave C295, também da Força Aérea Portuguesa.
Os velejadores finlandeses foram transportados em situação estável para a Base Aérea do Montijo (BA6), onde aterraram pelas 03h40 na madrugada do dia 18 de Junho.

Fonte: Marinha
Fotos: Força Aérea

Segunda-feira, 17 de Junho de 2013

HOLANDA CONFIRMA OPÇÃO PELO F-35 (M1041 - 53AL/2013)


A bandeira holandesa é uma das que figura no painel das nações envolvidas no programa F-35... Depois de alguns avanços e recuos, parece então firme que a RNAF vai ter o Lightning II.

Numa altura em que se celebram os 100 anos da Royal Nethterlands Air Force, celebrados o fim de semana passado em Volkel, a Ministra Holandesa da Defesa anunciou, no passado dia 13 de junho, a opção pelo F-35 para, futuramente, substituir os F-16MLU do país das tulipas.
Depois da reunião do Conselho de Ministros, a governante afirmou que orçamento de 4 mil milhões de Euros previsto para a aquisição entre a 30 a 35 unidades não será ultrapassado, tentando assim sossegar os mais reticentes. Está prevista a criação de duas esquadras a operar o caça de 5ª geração, uma em Volkel e outra em Leeuwarden.
A decisão, contudo, não está isenta de polémica, uma vez que o programa F-35 ainda está algo tremido, uma vez que os custos do avião estão muito inflacionados o que, numa altura de crise, leva a que alguns países inicialmente ligados ao projeto estejam algo céticos e outros ameacem, inclusivamente, "roer a corda".
Esperam-se evoluções deste caso e, provavelmente, de outros...


Fonte: Várias.
Edição e texto: Pássaro de Ferro.

Sábado, 15 de Junho de 2013

MAIS RESGATES NO PÓS-25 DE ABRIL (M1040 - 170/PM2013)

Noratlas n/c 6404    Foto: Autor desconhecido

Resgate do Luso

Passados uns dias após a anterior missão, lá fui repetir a dose. 
Desta vez ao Luso (Angola também).
A UNITA ocupou o Luso depois de uma “guerra” com o MPLA.
A FAP tinha, no aeroporto, umas pequenas instalações que estavam em desativação, mas alguns agentes da DGS com respectivas famílias, refugiaram-se nas referidas instalações.
Conclusão: nova missão para executar e como já tinha a experiência, lá fui eu.
Repeti o mesmo sistema. Desta vez fui “confraternizar” com os militares da UNITA.
Nesse dia havia avião da DTA e aproveiámos para ir até à aerogare.
Assisti a cenas desagradáveis. Com a desculpa de procura de armas, abriam as bagagens e sacavam o que podiam. Que fazer? Aguentar…
Pouco depois, a informação: “os caixotes já estão carregados”.
Despedidas…
Dessa vez o regresso consistia em deixar os resgatados membros da DGS em Nova Lisboa.

MPLA/UNITA

Anteriormente já dei a entender o comportamento dos diversos movimentos, bem como a nossa adaptação àqueles comportamentos e dificuldades em os enfrentar de modo o mais pacifico possível. Mas por vezes havia mesmo situações complicadas.
Ainda sei o dia, porque foi a última vez que fui a Sá da Bandeira: 13/05/75.
Nesse dia, tinha acabado de descolar de Nova Lisboa (nessa altura ainda sob jurisdição da UNITA) rumo a Luanda, com mais uma “carga” de refugiados. Ao entrar em comunicação com Luanda, perguntam-me se tenho possibilidades de ir até Sá da Bandeira fazer uma evacuação de um ferido grave. 
Como tinha excedente de combustível, dei resposta positiva e voltei para trás, até Sá da Bandeira, que estava nas mãos do MPLA.
Após a aterragem, de imediato apareceram elementos militares do MPLA, querendo saber ao que íamos. 
"Para uma evacuação". Ninguém sabia de nada mas, enquanto se aguardavam esclarecimentos, um dos elementos do MPLA entrou no avião e resolveu revistar os refugiados que transportavamos. Pouco depois ouço um reboliço e ouvia: “mata, mata, mata…” 
O ”rapaz” do MPLA, armado com Kalashnikov, ameaçava matar todos os passageiros por serem da UNITA. 
Perante tal situação disse ao Radiotelegrafista que fosse à Torre e pedisse a alguém superior do MPLA que viesse em nosso socorro.
O meu papel entretanto, foi convencer o “mpla” a ter calma e a ponderar. Consegui que saísse do avião. Aí argumentei como pude, inventei coisas, elogiei-o, tentei acalmá-lo de todas as formas. 
Continuava com o “mata, mata”…
Pouco depois chega um Jeep com um oficial superior do MPLA, que mesmo de cima da viatura dá uma violenta coronhada no dito “rapaz”, que o estendeu logo. 
De seguida apresentou-me desculpas pelo sucedido, dizendo para regressarmos, para "evitar mais problemas". 
Disse-lhe que tínhamos lá ido para uma evacuação sanitária. Respondeu-me que já não era necessária.
Não sei o que se passou. Descolei.


Texto: Cap. (Ref) Fernando Moutinho

DESFILE AÉREO EM LONDRES - "GOD SAVE THE QUEEN!" (M1039 - 52AL/2013)

Magníficas imagens do desfile aéreo de hoje em Londres, em honra da Raínha de Inglaterra que completou mais um aniversário!
As imagens dispensam legendas.

Vista geral do desfile.

Lancaster

Tornado


E-3 e Typhoon

C-17 e HS-125


Tristar e VC-10


Voyager, Typhoon e Tornado

Hawk/Red Arrows

Passagem dos Red Arrows sobre Buckingham! Foto: Royal Air Force

Esquema do desfile! Os ingleses não brincam em serviço!

Fonte: Global Aviation
Edição: Pássaro de Ferro

Sexta-feira, 14 de Junho de 2013

CONTINUAM AS INTERCEÇÕES SOBRE O BÁLTICO (M1038 - 51AL/2013)

Os Mirage F-1C franceses continuam as suas patrulhas nos países bálticos.
Depois do sucedido e aqui noticiado, seguem-se mais "encontros" com aviões russos, reavivando um pouco o "espírito" da guerra fria.
De facto, tem acontecido algumas interceções, com os aparelhos militares russos a serem fotografados e escoltados pelos caças franceses.
Aqui ficam algumas imagens bem elucidativas.

Um bombaredeiro TU-22 Backfire escoltado por um Mirage F-1CR. Tanto quanto se conseguiu apurar, este bombaredeiro comandava uma missão de treino que simulava um ataque noturno à Suécia.

Um SU-27 Flanker e mais ao fundo, um TU-22 Backfire

SU-24 Fencer

 IL-20 Coot

A-50 Mainstay

Fotos: The Avionist
Texto e edição: Pássaro de Ferro

Quinta-feira, 13 de Junho de 2013

RUSSOS APRESENTAM O KAMOV KA-226T (M1037 - 50AL/2013)



Em 11 Junho passado, a Russian Helicopters (RH), efetuou as primeiras demonstrações de voo do novo helicóptero multirole da Kamov, o Ka-226T. Os voos foram realizados em terreno plano e montanhoso em torno Oskemen (Ust-Kamenogorsk/Cazaquistão).  
O novo helicóptero russo, com uma capacidade máxima de carga de 3.600 kg, apresentou as vantagens únicas dos seus dois  rotores coaxiais, demonstrando o sistema de fixação de carga externa e a respetiva capacidade de elevação em vôo.  Os rotores coaxiais do helicóptero permitem descolar com plena confiança e fazer aterragens precisas em terrenos acidentados e montanhosos, situações sempre previstas nos potenciais operadores militares e civis destas aeronaves. 



O Ka-226T é particularmente fiável em condições de turbulência e ventos fortes em áreas de estepe - como é o caso do cazaquistão, pode operar num clima variável, com mudanças bruscas de temperatura e também quando existe um risco efetivo de formação de gelo. Outra vantagem do novo Ka-226T é que não precisa de um hangar - o helicóptero foi construído para operar durante todo o ano, em qualquer parte do mundo. 



O Kamov Ka-226T é capaz de atingir altitudes mais elevadas do que a maioria dos outros helicópteros da sua classe. Graças à sua taxa máxima de subida de 10 m /s, com baixo impacto ambiental e assinatura de ruído bastante baixa, o Ka-226T pode operar em diferentes condições climatéricas e paisagens, incluindo as condições urbanas e áreas construídas, o que o tornam versátil em missões de evacuação médica e operações de socorro, um pouco à semelhança do que acontece com modelos anteriores da Kamov, como é o caso do Ka-32 que opera em Portugal.
    
Fonte: RH - Fotos: RH
Tradução e adaptação: Pássaro de Ferro

Quarta-feira, 12 de Junho de 2013

1 ANO DE F-35B EM EGLIN (M1036 - 49AL/2013)

F-35B  -  Foto: Maj. Karen Roganov

Em 22 de maio passado, na base Aérea de Eglin, na Flórida - EUA, foi celebrado o primeiro aniversário de operações do F-35B no 501 USNavy Fighter Attack Training Squadron no treino de pilotos e pessoal de manutenção para esta aeronave de 5ª geração.  
"Espera-se que o F-35 possa servir por meio século e estamos, portanto, perante os primeiros passos de uma nova era", afirmou o Tenente Coronel David Berke, comandante da esquadra. 
Até ao dia 22 de maio passado, a unidade voou 833 missões de formação e registrou mais de 1.100 horas de vôo com uma taxa de execução de 40 a 50 saídas por semana, tendo sido efetuado treino de todo um envelope de situações, desde reabastecimento aéreo, operação com altas temperaturas, missões com vários tipos de aviões, armamento, etc., de modo a criar algumas rotinas nos procedimentos que depois agilizem a operação destas novas aeronaves.  
O F-35B tem a capacidade de aterrar verticalmente que recentemente foi também treinada, uma vez que o avião poderá fazer este tipo de aterragens em condições adversas.
Brevemente, a 501 vai acolher mais um piloto britânico, juntando-se a dois já presentes, bem como 14 militares ligados á área da manutenção da aeronave.


Fonte: USAF
Tradução e adaptação: Pássaro de Ferro 



Terça-feira, 11 de Junho de 2013

F-16 VENEZUELANOS: UMA AVE EXÓTICA (1035 - 169PM/2013)


 Um F-16A da Venezuela, fotografado durante o Cruzex 2008.

 
Linha da Frente da FAV, com um F-16A e lá ao fundo um SU-30MK2, de um lote de 24 adquiridos em 2006 pelo regime do então Presidente Chávez.

A Venezuela adquiriu, em 1983, 24 caças F-16A/B Blocco 15 aos Estados Unidos. A encomenda inicial era de 72 aparelhos, mas apenas 24 foram entregues.
De então para cá, com a deterioração das relações entre a Venezuela e os EUA, a torneira dos sobressalentes, fundamentais para a operção do Viper, foi fechada pelas sucessivas administrações norte-americanas, levando a inevitáveis ruturas na operacionalidade daquela frota.
Pensa-se que dos 24 aviões iniciais, pouco mais de meia dúzia esteja operacional. Foram perdidos 3 caças em acidentes e pensa-se que foi enviado para o Irão, um exemplar para ser esmiuçado pelas autoridades iranianas.
Hoje, os F-16 venezuelanos são verdadeiras aves exóticas, uma vez que permanecem não modernizados e a sua pintura colorida, juntamente com os exemplares (modernos) do esquadrão "Agressors" da USAF, os F-16 de Israel, ou os F-16 Indonésios, são dos únicos exemplares não formatdos na coloração cinzenta ou cinza azulado, como é o caso da Grécia.

Nesta imagem, surge a deriva de um F-16A pintado especialmente para a comemoração dos 25 anos de operações da frota na arma aérea da República Bolivariana de Venezuela. Os aparelhos da FAV estão equipados com para-quedas auxiliar de aterragem.


Aspetos da linha da frente, com o F-16A rodeado de pessoal de apoio e por traz dele, como uma sombra, um Su-30MB2.


Um F-16A prepara-se para estacionar dentro do shelter, depois de uma missão de treino.


Um piloto venezuelano prepara-se para uma missão no seu Viper.


Linha de F-16 nos shelters. A manutenção destas aeronaves é cada vez mais complicada, subsistindo a dúvida de até quando a FAV poderá operar a sua frota destes aviões.

Ainda no último mandato de Hugo Chávez, a venezuela manifestou interesse na continuação da modernização da sua Força Aérea, nomeadamente avançando para a aquisição de um lote de caças SU-35 que, a serem entregues serão, seguramente, os sucessores - naturais - da depauperada frota F-16 daquele país.

Fontes: Várias
Edição: Pássaro de Ferro

Segunda-feira, 10 de Junho de 2013

DE PORTUGAL (1034 - 48AL/2013)



Nos tempos difíceis que correm, por vezes algo inconscientemente, procuramos algo que nos orgulhe e dê motivos para continuarmos dignos como indivíduos e como nação. Uma espécie de cimento que mantenha a construção de pé quando tudo à sua volta treme.
A época é de sobressalto e de certa maledicência que sempre foi regra no "ser-se Português". É uma condição desgraçada, de fado!
Tão depressa exaltamos o nosso orgulho na portugalidade, como maldizemos a nossa condição, os nossos pilares e nos "vendemos" por meio pataco aos vizinhos próximos, visíveis uns, invisíveis outros.
A soberania nacional é hoje um conceito vago, longínqua causa e cousa, aqui e ali a roçar o romântico, fora de moda, que os valores da individualidade e da sobrevivência dos nossos umbigos e respetivos quintais murados foram construindo, quase como estatuto, muitas vezes ao arrepio do desígnio, orgulho e dignidade coletivos.
Um dos pilares da nacionalidade e porque não dizer, sem medo, da pátria - esse vocábulo tão pesado em algumas bocas de preconceito - são as Forças Armadas. São elas o primeiro e o último reduto do ser-se português, são elas, tantas vezes, o saco de pancada das nossas frustações individuais e coletivas, o "brinquedo" com que os políticos se parecem divertir nas suas lutas de pechisbeque pelo apetite do poder. 
A política pouco dada a cartas de recomendação que, ao longo dos anos nos trouxe a este beco cuja saída se vislumbra complicada, levando-nos hoje a um país triste, deprimido, acabrunhado, de mão nos bolsos a contar tostões, de olhar distante num futuro que mal se vislumbra. Se foi para isto que foi feito o 25 de Abril, então todas as perguntas são legítimas, todas as dúvidas têm colo!
Nos tempos dificeis que correm, são as Forças Armadas que sustêm - nem que seja em último lugar - a dignidade de uma nação, o orgulho sem medos de se ser o que se é, de continuar uma história com tantos séculos, tanto sangue e também tanta glória.
Há que as respeitar e aos homens e mulheres que as fazem a todas as horas e em todos os dias, quando tudo á nossa volta parece arder...
No dia em que se perder o respeito pela instituição militar, então sim, estará Portugal à beira do último precipicio.
Uma simples brisa, então, pode empurrar-nos para a derradeira queda!

Nota: Este texto é de opinião e apenas vincula o seu autor.



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