segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

TLP 40 ANOS - FESTIVAL AÉREO EM ALBACETE [M1950 - 10/2018]



Por ocasião do 40º aniversário do Tactical Leadership Programme (TLP), actualmente sediado em Albacete, Espanha, será realizado um festival aéreo nos dias 11 e 12 de Maio de 2018.

O Air Show terá lugar durante o curso 18-2, na base aérea de Los Llanos.
Está ainda previsto um spotters day, mas não há ainda data confirmada, nem são por enquanto sabidos mais pormenores acerca do evento.


domingo, 18 de fevereiro de 2018

RAF RECEBE PRIMEIROS TEXAN [M1949 - 09/2018]




A chegada dos primeiros dois Texan TMk1 da RAF            Fotos: Cpl Pete Devine/RAF Valley 


Chegaram à base aérea de Valley no Norte do País de Gales, na passada sexta-feira 16 de Fevereiro de 2018, os primeiros dois T-6C Texan II, destinados à Royal Air Force (RAF), em voo ferry dos EUA, via Islândia.

Chegada da parelha de T-6C Texan a RAF Valley

O contrato assinado em 2016 com a Beechcraft, inclui a aquisição de dez aeronaves e cinco anos de manutenção, treino de manutenção, fornecimento de consultores técnicos e logística.

 T-6 Texan II da RAF  no RIAT 2017

O Texan TMk1 (na designação local) da RAF foi, na verdade, visto pela primeira vez no Royal International Air Tattoo de 2017, tendo mesmo chegado a ser fotografado na famosa área de treino de voo a baixa altitude LFA7, perto de "Mach Loop". Contudo, a entrega definitiva das primeiras unidades, que terão a matrícula ZM325 e 326, apenas aconteceria na passada semana.

O Texan II em Gales - 2017

O Texan II irá substituir gradualmente o Tucano T1, versão do Embraer EMB-312 Tucano, construída no Reino Unido pela Short Brothers, nas funções de treino básico de pilotagem para pilotos da RAF e da Royal Navy. Ficarão estacionados em RAF Valley, juntamente com os BAE Hawk T2 de instrução avançada.
Representa um salto qualitativo, relativamente ao que são as necessidades actuais na formação de pilotos, com a substituição dos equipamentos analógicos por um glass cockpit totalmente digital e um sistema de missão capaz de gerar alvos ar-ar simulados ou largada virtual de munição ar-chão.

O primeiro curso realizado em Texan TMk1 terá lugar no início de 2019.






REINO UNIDO OFICIALIZA VENDA DO HMS OCEAN AO BRASIL [M1948 - 08/2018]

A última entrada do HMS Ocean em Plymouth a 9 de Fevereiro      Foto: MoD/Crown

O Ministério da Defesa britânico oficializou a venda do porta-helicópteros HMS Ocean ao Brasil, num negócio avaliado em 84M GBP (cerca de 95M EUR à taxa actual). 
Apesar dos contornos do negócio já serem conhecidos desde Dezembro pretérito, quando o Governo brasileiro autorizou a compra do navio da Royal Navy, a confirmação oficial apenas chegaria a 16 de Fevereiro de 2018, através de Clive Walker, da Autoridade de Vendas de Equipamento de Defesa:"Temos um histórico comprovado de fornecimento de equipamento excedentário de defesa numa base [de negócio] governo-a-governo." 
Adiantou ainda, que "a venda bem sucedida do HMS Ocean para a Marinha Brasileira irá proporcionar um retorno financeiro, que o Reino Unido irá reinvestir na Defesa".

A decisão britânica na alienação do navio, que era até à sua ultima missão o navio-almirante da Royal Navy, não está contudo isenta de polémica, já que foi alvo de uma remodelação há apenas quatro anos, no valor de 65M GBP, facto que vem suscitado duras críticas, de vários quadrantes.
A sustentar as críticas, há ainda a acrescer o facto de que, dos 84M da venda, apenas 55M no máximo, serão mais-valias, utilizados para tapar um "buraco" de cerca de 5.000M GBP no financiamento do Ministério da Defesa para o próximo decénio.

Após o descomissionamento da Marinha britânica, a embarcação entrará em trabalhos de modificação, custeados por Brasília, para ser adaptado às especificações brasileiras. Os trabalhos serão realizados pelas empresas BAE Systems e Babcock ainda no Reino Unido, antes do navio rumar finalmente ao Atlântico Sul em Junho próximo. 

Até à entrada em serviço operacional do porta-aviões HMS Queen Elizabeth, o navio-almirante da RN passará a ser o HMS Albion, um dos dois navios de desembarque anfíbio que continuarão a equipar a Marinha britânica. Chegou a ser ventilada a hipótese de alienação também destes dois navios em Outubro de 2017, pelas mesmas razões orçamentais, mas tal parece não vir a acontecer nos tempos mais próximos.

O HMS Ocean foi comissionado em 1998, deslocando 22.000 ton. Participou em operações em Serra Leoa (2000), Iraque (2003), Líbia (2011), no apoio às operações de defesa nos Jogos Olímpicos de Londres (2012) e mais recentemente com apoio humanitário no furacão Irma nas Caraíbas.
Entrou pela última vez  na barra de Plymouth ao serviço da RN, a 9 de Fevereiro, estando a cerimónia de descomissionamento marcada para 27 de Março de 2018 em Davenport.

Têm circulado rumores de que o porta-helicópteros será a próxima embarcação da Marinha Brasileira a ostentar o nome Minas Gerais, depois do porta-aviões com o mesmo nome ter sido retirado de serviço em 2001.

Actualização 19/02/2018

A assinatura do contrato em Plymouth

O contrato de transferência do HMS Ocean da Royal Navy para a Marinha Brasileira, foi assinado na manhã de 19 de Fevereiro de 2018 em Plymouth, Inglaterra, pelo Director Geral de Material da Marinha brasileira, Almirante Luis Henrique Caroli.





sábado, 10 de fevereiro de 2018

SKYTECH ASSINA CARTA DE INTENÇÃO PARA ADQUIRIR SEIS KC-390 [M1947 - 07/2018]

Embraer KC-390


A Embraer Defesa & Segurança anunciou no passado dia 6 de Fevereiro de 2018, no decorrer do
Singapore Airshow, a assinatura de uma Carta de Intenção de Compra, com a empresa de serviços de
aviação SkyTech, para aquisição de até seis aeronaves de transporte multimissão KC-390.

As aeronaves serão destinadas a diversos projetos de defesa e ambas as empresas também
concordaram em avaliar uma potencial colaboração estratégica com o objetivo de explorar
conjuntamente novas oportunidades de negócios nas áreas de treino e serviços.

A SkyTech é o resultado de uma parceria entre duas empresas com larga experiência no
campo dos serviços de defesa: a HiFly, de Portugal, que fornece aeronaves, tripulações
completas, manutenção e seguros (ACMI), e a australiana Adagold Aviation, especializada
em serviços de aviação e voos charter.

“Acompanhamos o programa KC-390 desde a sua criação e acreditamos que ele estabelecerá
novos padrões na categoria dos aviões de transporte de médio porte, assim como será uma
plataforma multimissão”, disse Paulo Mirpuri, presidente da SkyTech. A empresa também
afirmou que esta é a primeira de uma grande variedade de plataformas que terão vários
empregos específicos e de outros projetos que a SkyTech está realizando no mundo todo.

“A Embraer está entusiasmada em ter a SkyTech como parceira estratégica para alguns dos
nossos projetos, pois estamos certos de que eles adicionam valor e ganhos, fornecendo
diversas soluções contínuas para nossa própria base de clientes de defesa”, disse Jackson
Schneider, presidente e CEO da Embraer Defesa & Segurança.

O Governo português tem em andamento negociações com vista a equipar a Força Aérea com cinco a seis KC-390. Contudo, qualquer relação entre estas duas situações é por enquanto, pura especulação.

O KC-390 é um avião de transporte tático militar. segundo a Embraer, desenvolvido para estabelecer novos padrões na sua categoria, apresentando o menor custo do ciclo de vida do mercado.
É capaz de executar diversas missões, como transporte de carga, lançamento de tropas ou de paraquedistas, reabastecimento aéreo, busca e salvamento, evacuação aeromédica e combate a incêndios, além de apoio a missões humanitárias. A aeronave pode transportar até 26 toneladas de carga, com uma velocidade máxima de 470 nós (870 km/h), além de operar em ambientes hostis,
inclusive a partir de pistas não preparadas ou danificadas.


quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

O ESPÍRITO NUNCA ATERRA - O Verdadeiro último voo do Alpha Jet [M1946 - 06/2018]

Os aviões n/c 15206 (em primeiro plano) e 15211 (em segundo) foram os últimos a voar com as cores nacioanis


Depois da cerimónia de despedida da frota Alpha Jet com a última formação a seis aviões no passado dia 13 de Janeiro, hoje foi o dia do verdadeiro último voo do modelo com as cores nacionais.
Em missão integrada no exercício Real Thaw, os aviões com o numero de cauda 15211 e 15206 fecharam a contabilidade da frota portuguesa ao fim de quase 25 anos e com cerca de 54.000 horas voadas, envergando a Cruz de Cristo.
Deixam um legado inegável de segurança em voo e várias gerações de pilotos de caça, formados para os quadros da Força Aérea Portuguesa.
Deixam ainda uma imensa saudade, das magníficas exibições acrobáticas com que brindaram público nacional e estrangeiro nas patrulhas Asas de Portugal e Parelha da Cruz de Cristo.

Para a posteridade um excelente vídeo da Esquadra 103, que voou o AJet até ao fim, com imagens que infelizmente não mais se irão repetir em Portugal.

Até sempre Alpha Jet, o espírito nunca aterra!





terça-feira, 30 de janeiro de 2018

TU-160 "BLACKJACK" RENASCIDO [M1945 - 05/2018]

A fotos divulgadas do novo Tu-160M2 em Kazan            Foto: UAC

A United Aircraft Corporation divulgou hoje imagens do primeiro bombardeiro estratégico Tupolev Tu-160M2 nas suas instalações de Kazan. Saído da fábrica a 16 de Novembro de 2017, o primeiro Tu-160 fabricado desde que a produção foi encerrada em 1992, aparece agora já com a pintura final a utilizar pela Força Aérea Russa.

Foto: UAC

Designado "Blackjack" pela NATO e "Cisne Branco" para os russos, o Tu-160 é um bombardeiro nuclear estratégico, capaz de atingir velocidades superiores a Mach 2 (2 vezes a velocidade do som), tendo um alcance de mais de 12.000 km sem reabastecimento e um peso máximo à descolagem de 275 toneladas.

Foto: UAC

Vladimir Putin sugeriu inclusivamente um possível uso civil do modelo para o transporte de passageiros a velocidade supersónica, após presenciar o bem-sucedido primeiro voo de teste do aparelho.

O novo Tu-140, baptizado "Pyotr Deynekin" continuará a realizar testes de fábrica e após certificação, juntar-se-á à frota operacional, que compreende 11 Tu-160 básicos e cinco modernizados.

O nome do novo Tu-160M2 em cirílico "Pyotr Deynekin" na fuselagem

A decisão de retomar a produção do Tu-160 na versão modernizada M2, foi tomada em 2015, para um total de 50 novas células, a produzir em série a partir de 2020. A actual frota operacional será também totalmente modernizada para o novo padrão, que inclui nova motorização e equipamentos electrónicos.

Vídeo da apresentação pública em Novembro de 2017:



BRASIL COMPRA MAIS UM C295 [M1944 - 04/2018]

Primeiro dos agora três C295 SAR encomendados pelo Brasil

O Brasil acionou a cláusula de opção para a compra de mais uma aeronave C295. A frota, designada localmente C-105 Amazonas, irá contar assim com um total de 15 aviões.

Depois de um contrato inicial de uma dúzia de C295 na versão básica de transporte, assinado em 2005, o Ministério da Defesa brasileiro assinou novo contrato em 2014 para aquisição de duas unidades da versão de Busca de Salvamento (SAR), com mais uma de opção. Esta opção seria agora confirmada no dia 22 de Janeiro de 2018, em comunicado da Airbus Military - fabricante do modelo.

A Força Aérea Brasileira encontra-se a operar a totalidade dos doze C295 de transporte, a partir das bases aéreas de Campo Grande e Manaus, tendo recebido já o primeiro C295 de SAR (SC-105 na designação brasileira) em 2017. Este avião e a tour de cinco semanas que realizou  através de quatro continentes, durante a qual demonstrou as suas capacidades em múltiplos e variados cenários, com 100% de prontidão, terão sido fundamentais para a decisão de confirmar a encomenda do terceiro SC-105. As entregas dos últimos dois aviões estão previstas para 2019 e 2020.

Atualmente, mais de duas centenas de C295 estão encomendados ou em uso em mais 26 países. Portugal opera 12 C295M nas versões básica (PG01), VIMAR (PG02) e RFOT (PG03).





quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

PRIMEIRO F-35B ITALIANO [M1943 - 03/2018]

O primeiro F-35B montado fora dos EUA           Foto: Ministério di Defensa


Hoje, 25 de Janeiro de 2018, foi entregue oficialmente, em cerimónia realizada em Cameri, Itália, o primeiro F-35B montado fora dos Estados Unidos.

A célula n/s BL-1 agora pertencente à Marinha Italiana, foi montada nas instalações da Leonardo, em estreita colaboração com a Lockheed Martin e o Ministério da Defesa italiano.

Depois de nove células do modelo A já entregues à Aeronáutica Militare Italiana, esta seria a primeira na variante de descolagem curta e aterragem vertical (STOVL), - o modelo mais complexo tecnicamente. A Itália é, de resto, o único país licenciado fora dos EUA, para realizar a montagem do modelo B.

Dos nove F-35A entregues até à data, quatro encontram-se em Luke, Arizona, EUA para o treino internacional de pilotos, enquanto os restantes cinco estão baseados em Amendola, Itália.
Ambos os modelos de F-35, irão substituir nas Forças Armadas italianas as frotas de Tornado, AMX e AV-8B Harrier.

As instalações da Leonardo irão produzir - além da frota italiana - 29 F-35A destinados aos Países Baixos, podendo acomodar também futuras encomendas do F-35 na Europa.


quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

O TEMPO CONGELADO [M1942 - 02/2018]

Foto: Jim Meads, em 1962

Há fotografias que dispensam legenda.
Ou então, há fotografias cuja legenda poderia ser mil e uma coisas.
Perante esta imagem - assumindo que neste tempo de falsas coisas, esta é real - percebemos a precariedade de todo o instante do voo, por mais avanços que a técnica forje e dê como totalmente seguro.
Este English Electric Lightning F1 tinha acabado de efetuar uma exibição de performance quando uma falha dos motores o fez apontar ao solo e, visto assim, seguido pelo olhar e postura de espanto do tratorista, tudo enquanto se percebe a ejeção do piloto na fina linha que o separa da sobrevivência ou do desastre ali prefigurado, sugere-nos sem esforço a surpresa da paragem do tempo. Como se ele congelasse em infinitos cristais assim perpetuados numa imagem irrepetível.

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

FECHAR O LIVRO [M1941 - 01/2018]

Foto: Floriano Morgado

Amanhã, em Beja, é colocado o ponto final nas operações de mais um avião da Força Aérea Portuguesa.
Um quarto de século depois de os termos recebido dos alemães, os pequeno-grandes Alpha Jet deixarão de se ver e ouvir no céu e remeter-se-ão àquele estranho e vazio silêncio que fica suspenso no ar que nos rodeia, quando terminamos a leitura de um bom livro e ficamos, por isso, completamente órfãos de tudo o que nele existe - imagens, sons, cheiros, silêncios, lugares, personagens e enredos.
Para quem gosta de aviões, destes aviões, é (apenas?) mais um dia triste. Um livro - com asas e o dom do voo - que se fecha  O fim de uma obra única.
Resta, portanto, o consolador afago das memórias.
Das boas memórias!
 ***
Nota: O Pássaro de Ferro estará presente nas cerimónias que assinalarão o fim das operações do Alpha Jet na Força Aérea Portuguesa e apresentará aos seus leitores uma reportagem alargada do evento que terá lugar amanhã, na Base Aérea nº 11, em Beja.
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