domingo, 17 de fevereiro de 2019

PRIMEIROS DOIS AW119 KOALA CHEGAM A BEJA [M2021 - 08/2019]


Os primeiros dois helicópteros Leonardo AW119 Koala chegaram ontem ao final da tarde, à Base Aérea nº11, em Beja.
Fica o registo fotográfico que fará parte, evidentemente, dos dias da História da Força Aérea Portuguesa.
O ínicio do fim de ciclo de mais de meio século dos velhos "zingarelhos" (Sud Aviation SA316 Alouette III), o início das operações de uma nova aeronave de asa rotativa, polivalente, na arma aérea nacional.
Tal como havíamos comentado anteriormente, esta frota estreia uma nova sequência de numeração de matrícula, ao iniciar no dígito "2", por oposição ao "1" em vigor desde a atualização do sistema de matrículas de aeronaves militares portuguesas de 1993.
As duas primeiras células de AW119 Koala entregues têm número de cauda 29701 e 29702, seguindo a sequência previsível da frota EH101 (196XX), mas não no primeiro dígito, em que é a primeira frota a iniciar pelo 2.


O velho zingarelho (Alouette III) junto dos seu sucessor (AW119)!

Na passagem de testemunho, adivinha-se e será certamente difícil bater o Alouette III, em longevidade e fidelidade.
Estão para já ainda operacionais as células de ALIII 19302, 19376 e 19401, que deverão permanecer operacionais enquanto a frota AW119 não atinge capacidade operacional total.




terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

F-16 NORTE AMERICANOS TREINAM EM PORTUGAL [M2020 - 07/2019]


Um destacamento de 300 militares e 18 caças F-16C/D do 480th Fighter Squadron, habitualmente estacionados em Spangdahlem, na Alemanha, "fugiram" da neve, do mau tempo e do rigoroso inverno do centro da Europa e, até ao dia 22 deste mês, estarão estacionados e a operar a partir da Base Aérea nº5, em Monte Real.
Ficam nesta edição algumas fotografias gentilmente cedidas pelo Marco Casaleiro e que ilustram a atividade que já se verifica nos céus de Monte Real.






                 



sábado, 2 de fevereiro de 2019

30 ANOS DE EPSILON NA FAP [M2019 - 06/2019]

Os TB-30 Epsilon no seu ambiente natural.       Foto: Cap. Abreu/Esq.101

Cumpriram-se ontem, 1 de Fevereiro de 2019, exactamente 30 anos sobre a entrega oficial do primeiro TB-30 Epsilon à Força Aérea Portuguesa (FAP).
Decorria então o ano de 1989 e seria apresentado pelo então ministro da Defesa Eurico de Melo na Base Aérea nº1, em Sintra.
Dezassete unidades mais em cor branca, com as extremidades em dayglo laranja, seriam destinadas a substituir os DHC-1 Chpimunk na função da instrução básica de pilotagem na FAP, com a Esquadra 101 - Roncos.

As suas características  (elevada velocidade de cruzeiro, robustez e capacidade de +6.7 e -3.35Gs), conferem-lhe capacidade para simular um pequeno avião convencional, pelo que um par de anos volvido, passaria a acumular parte do curso realizado até então no T-37, com a súbita retirada desta frota em 1991.

Um TB-30 Epsilon na BA11 com pintura branca inicial

Em 1993 segue-se uma relocalização para a Base Aérea nº11 em Beja, onde a Esquadra 101 iria operar durante mais de uma década.

Formação de TB-30 Epsilon da FAP
Nos últimos tempos em Beja, ainda em 2008, foi adoptado no primeiro avião (11416), o novo padrão de pintura em tom cinza NATO, mantendo as mesmas superfícies em dayglo laranja.
Entretanto em 2009 dar-se-ia o regresso às origens em Sintra, sendo as restantes células repintadas à medida que iam sendo submetidas a manutenção de 3º Escalão.

De regresso à BA1 em Sintra já com a nova "roupagem" cinza
A pintura comemorativa das 80.000 horas de voo agora vista de estibordo no solo

A frota operada pela Esquadra 101, conta actualmente com perto de 100.000 horas de voo, durante as quais muitas gerações de pilotos da Força Aérea, Marinha e Exército ganharam as suas asas.

Instrutor e aluno junto ao Epsilon com a pintura comemorativa dos 25 anos da frota em 2014, BA1, Sintra



segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

40 ANOS, 4000 VIDAS SALVAS - ESQUADRA 751 [M2018 - 05/2019]

Imagem: FAP

Com o resgate de dois homens presos numa ravina nos Açores, neste Domingo 27 de Janeiro de 2019, a Esquadra 751 da Força Aérea Portuguesa, ultrapassou o marco notório de 4000 vidas salvas.

O resgate, realizado pelo helicóptero EH101 Merlin que actualmente equipa a 751 e o destacamento permanente na Base Aérea nº4 ,as Lajes, Terceira, ocorreu ainda na parte da manhã numa zona montanhosa e de vegetação densa, no Pico da Vara, São Miguel, onde não havia forma de chegar até eles por terra. Após terem sido transportados para o aeroporto João Paulo II também em S. Miguel, receberam assistência médica.




As operações realizadas, contabilizadas entre busca e salvamento, transportes médicos urgentes e resgates de doentes em navios, têm vindo a aumentar paulatinamente, desde que a 28 de Abril de 1978, a Esquadra 751 iniciou esta actividade, então com helicópteros SA-330 Puma.



A este facto, não será com certeza alheia a melhoria e a quantidade dos meios disponíveis para realizar esta nobre tarefa na Zona de Busca e Salvamento de responsabilidade portuguesa, para a qual a Esquadra 751 tem actualmente tripulações e helicópteros EH101 Merlin em alerta permanente na BA6 (Montijo), BA4 (Lajes) e AM3 (Porto Santo).




domingo, 27 de janeiro de 2019

TESTE E AVALIAÇÃO DOS SISTEMAS DO F-16 NA BA5 [M2017 - 04/2019]

Protótipo da Tape S1.1 dinamarquês carregando bomba Paveway III de 900kg para teste de largada real      Foto: Nuno Freitas

Está a decorrer até ao fim do mês, na Base Aérea nº5 em Monte Real, o Operational Testing and Evaluation (OT&E) do sistema de armas F-16.

Este processo, sobre o qual realizámos um artigo completo publicado na revista Mais Alto, mais não é do que a avaliação operacional da versão Beta do novo sistema operativo do F-16, para os leitores familiarizados com a nomenclatura informática.

É que tal como os vulgares PCs que temos em casa, também os caças de 4ª Geração passaram a ter actualizações periódicas dos seus sistemas (software e hardware), de modo a continuarem compatíveis com os novos armamentos e equipamentos disponíveis no mercado, além de introduzir outras melhorias eventualmente requisitadas pelos utilizadores.

Desde o dia 14 de Janeiro, as forças aéreas portuguesa, belga e dinamarquesa, encontram-se por isso a avaliar o novo Operational Flight Program (OFP ou Tape) S1.1 em F-16 protótipos.

Foto: Nuno Freitas
Foto: Nuno Freitas

Nesse sentido, são voadas missões em cenário próximo da operação real, para validar ou corrigir bugs, antes de serem instalados na totalidade das frotas, para uso operacional.

Apenas deste modo, e quando o F-16 celebra 40 anos de entrada em operação na Bélgica por exemplo, com os restantes países do grupo inicial EPAF (Dinamarca, Noruega e Países Baixos) imediatamente atrás, os seus sistemas continuam na primeira linha da aviação militar mundial.

A frota F-16 belga apesar de ter entrado ao serviço há 40 anos continua perfeitamente actualizada graças às actualizações periódicas dos seus sistemas             Foto: Nuno Freitas

Portugal, apesar de operar o sistema de armas F-16 há menos tempo que os restantes parceiros EPAF, juntou-se ao grupo aquando do programa MLU (Mid Life Upgrade), tendo participado activamente desde então no desenvolvimento dos novos OFP, sendo desta vez o Director de Testes deste OT&E , o TCor Monteiro da Silva, dada a sua experiência operacional e participação em anteriores testes do sistema de armas F-16.

Grupo de pilotos e técnicos portugueses, belgas e dinamarqueses envolvidos no OT&E da Tape S1.1        Foto: FAP

Apesar de Noruega e Países Baixos terem optado por fazer uma avaliação à parte, devido a questões logísticas próprias, Bélgica e Dinamarca deslocaram meios humanos e técnicos para a BA5, de modo a tirar partido das boas condições climatéricas, espaço aéreo disponível e facilidades disponíveis em Portugal, para o efeito.

Aproveitando essas boas condições, a Dinamarca alongou ainda o destacamento em Portugal para realizar o exercício próprio Winter Hide 19, à margem da OT&E do F-16M.

F-16 portugueses, belgas e dinamarqueses durante a OT&E da Tape S1.1        Foto: FAP




quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

OGMA REALIZA MANUTENÇÃO DE FROTA C-130 DA FAB [M2016 - 03/2019]

Primeiro C-130 da FAB a chegar à OGMA em Alverca a 3 de Janeiro de 2019       Foto: OGMA

Às instalações da OGMA em Alverca, chegou a 3 de Janeiro de 2019, o primeiro de uma dúzia de C-130 Hercules da Força Aérea Brasileira, com destino ao programa Full Fleet Support, a realizar pela empresa portuguesa.

O contrato, valorizado em 98M USD, tem a duração de cinco anos e inclui oito C-130H de transporte geral, dois na versão C-130H2 (com dotações para combate a incêndios) e outros dois KC-130H (com dotação para fornecer reabastecimento de combustível em voo).
O contrato prevê ainda que a OGMA realize toda a gestão da frota, suporte logístico, manutenção programada, substituição e reparação de equipamentos e fornecimento de componentes.

A entrega do primeiro C-130 à FAB, com os trabalhos completos, deverá ocorrer ainda no primeiro trimestre de 2019.

A OGMA vem fornecendo serviços às diversas frotas do bem-sucedido cargueiro da Lockheed desde a década de 1970, a inúmeros utilizadores do modelo, entre os quais a Força Aérea Portuguesa - à qual irá modernizar quatro C-130H num futuro próximo- e o Ejercito del Aire espanhol, ao qual entregou recentemente também a sexta aeronave do contrato existente de revisão estrutural de periódica, que inclui inspecção estrutural, inspecção especial e substituição de componentes a cada 3 anos.


FAP PONDERA M-346 ALUGADOS PARA TREINO AVANÇADO DE PILOTOS [M2015 - 02/2019]

Leonardo M-346

Faz no próximo dia 31 de Janeiro exactamente um ano, que o Alpha Jet - avião que cumpria o treino avançado de pilotos de caça - realizou o último voo. Desde então, a Força Aérea Portuguesa ficou sem uma aeronave capaz de realizar esta missão, passando a solução para a formação dos futuros pilotos de caça, por realizar o curso avançado de pilotagem nos EUA.

Para o Chefe de Estado Maior da Força Aérea, General Manuel Rolo contudo, esta situação está longe de ser ideal, tendo revelado na Comissão de Defesa Nacional no passado dia 16 de Janeiro, que a solução poderá passar por um contrato de utilização de aviões de treino modernos, alugados num regime de "power by the hour", sendo a aeronave preferida para este fim, o M-346 da Leonardo, apesar de salvaguardar existirem alternativas no mercado.

Segundo o CEMFA, a escassez de pilotos militares operacionais nos EUA, tem limitado as vagas para a formação de pilotos estrangeiros, o que tem para já a consequência de que dos quatro pilotos em média destinados às Esquadras de F-16 da FAP todos os anos, apenas um tem o curso assegurado em 2019, nos EUA.

Revelou por isso, que decorrem negociações avançadas com a empresa portuguesa Hi Fly - que adquiriria as aeronaves - e com as forças aéreas dos países EPAF (European Participant Air Forces) parceiros de Portugal na operação e manutenção do F-16 (Países Baixos, Dinamarca, Noruega e Bélgica) de modo a rentabilizar os custos de aquisição e operação das aeronaves M-346.

Esta situação permitiria criar uma escola de pilotagem avançada na Base Aérea nº11 em Beja, mantendo os standards de qualidade e exigência actuais deste grupo, que a Força Aérea Italiana - que fornece este mesmo serviço actualmente no M-346 - não proporciona, para além dos elevados preços que pratica.

Ainda em relação a aeronaves de treino, mas básico, referiu ainda o General CEMFA que para a substituição do Chipmunk - frota com 68 anos - estão reservados 2,5M EUR, para aquisição de aeronaves "quase ultra-ligeiras", mas que permitam pelo menos aos alunos da Academia da Força Aérea voar em aviões com um cockpit moderno.











quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

"LOBOS" PATRULHAM MEDITERRÂNEO [M2014 - 01/2019]

P-3C da Esquadra 601 com pintura decorativa de um lobo na cauda, símbolo da Esquadra.

A Esquadra 601 - "Lobos" da Força Aérea Portuguesa, encontra-se em missão de patrulhamento marítimo no Mediterrâneo, com um P-3C CUP+ Orion, integrado em missão da Operação Sea Guardian, da NATO.

Ontem divulgou imagens da detecção de uma, de várias embarcações relacionadas com imigração ilegal para a Europa, realizada no dia 15 de Janeiro.



Após a detecção, a tripulação da Esq. 601 informou prontamente as entidades de Comando e Controlo competentes, que mobilizaram os meios para a intercepção e controlo dos migrantes.


Os modernos e poderosos sensores do P-3C CUP+ da FAP fazem dele uma plataforma de vigilância marítima ao nível das melhores do mundo na actualidade

O P-3 da Esq. 601 encontra-se desta vez a operar a partir da BA11 em Beja, ao contrário de outras missões semelhantes, em que tem sido destacado em várias bases no mediterrâneo, e tal como irá acontecer aliás, mais tarde em 2019.

Portugal vem prestando já há vários anos contributo para um controlo eficaz da fiscalização e controlo das fronteiras da Europa, com meios modernos e eficientes como o P-3C CUP+, mas também com o C295M MPA da Esquadra 502, noutras ocasiões.

A Operação Sea Guardian tem por objectivo garantir a segurança da navegação marítima e contrariar possíveis ameaças terroristas, através da presença e vigilância contínuas da fronteiras da Europa.


terça-feira, 11 de dezembro de 2018

A400M VAI À PRAIA EM DEZEMBRO (M2013 - 73/2018)


Apesar da época estival ter claramente passado, a 10 de Dezembro de 2018 foi dia do A400M n/c ZM414 da Royal Air Force ir à praia.
Mais concretamente em Pembrey Sands, Gales, realizou testes de operação em pista de areia. Sempre impressionante ver uma aeronave destas dimensões aterrar e descolar numa praia.
As imagens falam por si.



 







Imagens: Pembrey Airport







segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

TU-160 RUSSOS VOLTAM À VENEZUELA (M2012 - 72/2018)

Foto: AVIAMIL

Foto: AVIAMIL

Aterram hoje no aeroporto internacional Maiquetía, na Venezuela, dois bombardeiros estratégicos Tu-160, da Força Aérea Russa.
Os mesmos foram escoltados por F-16, na chegada àquele país da América do Sul, onde irão realizar exercícios militares com a Força Aérea Bolivariana Venezuelana.

A chegada dos Tu-160 de matrículas RF-94100 e RF-94108 foi precedida por um An-124 de transporte e um Il-62, para apoio logístico aos bombardeiros.

An-124-100 Ruslan de apoio aos bombardeiros na chegada à Venezuela

Pelo caminho, e à passagem ao largo das ilhas britânicas, o alerta da Royal Air Force foi despoletado, com a consequente descolagem de dois caças Typhoon da base de Lossiemouth, e um avião de reabastecimento aéreo Voyager desde Brize Norton. A intercepção contudo, não chegou a ocorrer, com os bombardeiros a passarem em espaço aéreo internacional.



Segundo comunicado do Ministério da Defesa Russo, a rota das aeronaves pelo Mar de Barents, Mar da Noruega, Oceano Atlântico e Mar das Caraíbas, "foi realizado em estrito acordo com as regulamentações internacionais para o uso do espaço aéreo".

Cerimónia de recepção dos Tu-160 em Caracas       Foto: AVIAMIL

Esta deslocação dos Tu-160 não é uma novidade, tendo estado já na Venezuela anteriormente em duas ocasiões, em 2008 e 2013. Desta feita no entanto, parece inscrever-se num período de especial actividade desta frota com capacidade nuclear, e após o anúncio de Donald Trump, de retirar os EUA do Tratado de Armas Nucleares de 1987.

Vídeo da aterragem:





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