sexta-feira, 19 de maio de 2017

SONIC BOOM SOBRE A LOURINHÃ (M1899 - 36/2017)

F-16AM Fighting Falcon da FAP

A Protecção Civil da Lourinhã emitiu ontem um comunicado à população, através da sua página de Facebook, informando que "o forte estrondo que se fez sentir às 15h30, foi originado por manobras de dois aparelhos F-16 da Força Aérea Portuguesa, sediados na Base Aérea de Monte Real, que sobrevoavam o nosso território em missão de treino."

Dado que a passagem ao voo supersónico, que causa este tipo de fenómeno, denominado "sonic boom" está em condições normais limitada a voos sobre o mar, precisamente para evitar transtornos e inquietação das populações, é possível que a referida "missão de treino" tenha na verdade sido uma missão real, situação na qual os caças de alerta estão autorizados a passar a barreira do som sobre terra.

Coincidência ou não, ontem mesmo, bombardeiros B-1B da Força Aérea dos EUA, realizaram uma missão de treino de ida e volta desde Ellsworth no Dacota do Sul, até à Jordânia no Médio Oriente, com passagem pela Área de Controlo Aéreo portuguesa.


Embora também seja possível os F-16 terem passado a barreira do som acidentalmente, é verosímil que o boom sónico sobre a Lourinhã, tivesse acontecido numa intercepção aos bombardeiros estratégicos da USAF.

Apesar de se tratar de aeronaves de um país aliado, ao contrário dos bombardeiros russos que nos últimos anos têm visitado a costa portuguesa, caso não tenha havido uma adequada comunicação do plano de voo (ou este não ter sido cumprido), a parelha de F-16 de alerta da Força Aérea Portuguesa em Monte Real é accionada para identificar e acompanhar, qualquer tipo de aeronave.

A Protecção Civil da Lourinhã apelou à calma da população e solicitou que qualquer situação anómala causada pelo episódio lhe seja reportada, para articulação com a Força Aérea.


Agradecimentos: André Carvalho



BULGÁRIA: F-16 PORTUGUESES AFINAL... TALVEZ (M1898 - 35/2017)

F-16A MLU modernizado em Portugal


Apesar da divulgação da proposta sueca, como vencedora do concurso do programa de aquisição de caças para a Força Aérea Búlgara, o novo ministro da Defesa daquele país veio hoje informar que irá rever as ofertas, entre as quais se encontra a portuguesa.

Tal como o Pássaro de Ferro oportunamente noticiou a 26 de Abril de 2017, o então governo interino anunciou o Saab JAS-39 Gripen como vencedor. O timing da decisão contudo foi algo estranho, dado ter acontecido a escassos dias da tomada de posse do novo Governo.

E é esta precisamente a razão invocada pelo novo ministro da Defesa de Sófia, Krasimir Karakachanov : "o novo Governo irá rever e discutir as três ofertas para a compra de novos caças modernos para a Defesa búlgara. (...) O Governo interino actuou precipitadamente quando apresentou um relatório sobre as ofertas no Conselho de Ministros, sabendo que não teriam tempo para olhar para ele", proferiu em entrevista à rádio búlgara Focus.
Concluindo ainda: "as ofertas serão calculadas de novo, para avaliar as possibilidades para o Estado búlgaro. O contrato irá custar uma soma considerável, cerca de 1500M BGN [Nota: cerca de 770M EUR], pelo que o Governo tem de evitar cometer erros".

Reabrem-se assim as possibilidades, para que a oferta apresentada por Portugal de F-16 vindos dos EUA e modernizados em Portugal, possa ser a escolhida por Sófia, para substituir a envelhecida frota de MiG-29 da FA Búlgara.
Itália com Typhoon igualmente em segunda mão e Suécia com Gripen novos, foram os restantes países presentes ao concurso.




segunda-feira, 15 de maio de 2017

EDITORIAL - ONZE ANOS NO AR - (M1897 - 34/2017)



Os onze anos do Pássaro de Ferro, que se cruzam hoje, reforçam a ideia que desde 15 de maio de 2006 foi bandeira desta marca. Qualidade e seriedade.
Volvidos estes 11 anos, o mundo e a Internet estão diferentes. A democratização do seu acesso tornou-se cada vez maior e o fator “visibilidade do que é publicado” está assim ao alcance de mais pessoas, facto que acarreta acrescidas responsabilidades a um espaço cuja temática é tão especificamente sensível como é a aviação militar.
A página de facebook ligada ao Pássaro de Ferro vai já a caminho dos 14 mil seguidores e, sobretudo nela, percebe-se que a informação que é disponibilizada nem sempre é lida e os comentários proliferam visivelmente desinformados, não raras vezes populistas, facto que, não sendo propriamente novidade, é um fator de preocupação para quem responsavelmente publica.
As pessoas querem ter acesso às coisas, tem acesso mas, não querem perder tempo a ler e a perceber o que lêem. Mais do que um minuto ou dois na Internet é uma eternidade e quer-se sempre passar à página seguinte. O conhecimento, sendo mais fácil de adquirir, funciona, de certa forma, em contra-ciclo com a lógica elementar, isto é: está disponível, mas o tempo que se lhe quer dedicar encolhe na medida em que o queremos espartilhar por mais e mais locais. Sendo assim, há que fazer escolhas, seriamente, e seguir coerentemente com elas.
Algumas das peças que são publicadas no Pássaro de Ferro não se compadecem com leituras em passo de corrida e em olhares diagonais, por isso, os leitores deverão ter plena consciência de que, para se ter a informação com substância, digamos, é preciso dedicar-lhe tempo e atenção. De outra forma, não resulta.
A proliferação de plataformas de notícias falsas obriga os espaços sérios, como o Pássaro de Ferro, a redobrar a atenção relativamente ao que é publicado. E isso é matéria sagrada!
Como é evidente, agradecemos a todos os que nos seguem, de forma séria e responsável, e confiam no que é publicado neste espaço.
É para todos eles que nos dedicamos, assim, à aviação.

António Luís
Paulo Mata
[Editores do Pássaro de Ferro]
 

quinta-feira, 11 de maio de 2017

40 DIAS E 40 NOITES - SUBSTITUTO DO ALOUETTE III (M1896 - 33/2017)

Começou a contagem decrescente para o anúncio do substituto do Alouette III na FAP

O procedimento do concurso para a aquisição de helicópteros ligeiros, destinados à substituição da frota dos lendários Alouette III da Força Aérea Portuguesa, foi publicado hoje 11 de Maio de 2017, em Diário de República.

No Anúncio de Procedimento n.º 3831/2017, podem ler-se os contornos gerais que haviam sido já anunciados pelo ministro da Defesa em Março passado:
"Aquisição de 5 helicópteros ligeiros monomotor (com a opção de mais 2), incluindo treino, sobresselentes e material de apoio, incluindo a possibilidade de retoma dos helicópteros Alouette III da Força Aérea", com o valor base de 20,5M EUR, e um prazo de execução de 28 meses.

O prazo para entrega das propostas é de 40 dias e os critérios de adjudicação são:

A - Valia económica - 55%

A1 - Custo global da aquisição (85%)

A2 - Valoração da retoma dos helicópteros Alouette III (15%)


B - Valia Técnico-Operacional - 25%

B1 - Piloto automático 3 eixos (30%)

B2 - Sistema de combustível redundante (20%)

B3 - Sistema elétrico redundante (20%)

B4 - Número de lugares para passageiros com 2 pilotos (20%)

B5 - Rádio com 16 canais VHF-FM, banda marítima (4%)

B6 - Sistema de gravação de dados de voo (2%)

B7 - ICS com supressão de ruído ativa (2%)

B8 - Provisões para ligação de rádio externo transportável na cabine (2%)


C - Valia Técnico-Logística - 20%

C1 - Custo do ciclo de vida (45%)

C2 - Flight Trainer Device para treino de pilotos (20%)

C3 - Computer Based Training para treino de manutenção (15%)

C4 - Centro MRO certificado para a aeronave a menos de 600 NM (15%)

C5 - Centro MRO certificado para o motor na Europa (5%)





quarta-feira, 10 de maio de 2017

F-16 DA FAP NO PRIMEIRO REABASTECIMENTO AÉREO AUTOMÁTICO MUNDIAL (M1895 - 32/2017)

O primeiro contacto automático mundial, realizado pelo A310 MRTT da Airbus e um F-16AM da Força Aérea Portuguesa

A Airbus Defence and Space demonstrou com sucesso os primeiros contactos para reabastecimento aéreo automático com o sistema "boom" (lança), tendo sido a primeira vez que tal se realizou a nível mundial.

No voo, realizado a 21 de Março de 2017 sobre a costa portuguesa, um Airbus A310 MRTT que serviu de plataforma de testes para o sistema, realizou seis contactos automáticos com F-16 da Força Aérea Portuguesa, numa demonstração da técnica que a empresa acredita trazer grandes promessas para o melhoramento das operações de reabastecimento aéreo.

O sistema não necessita de equipamento adicional na aeronave receptora e irá reduzir substancialmente o trabalho do operador de "boom", melhorar a segurança e optimizar a taxa de reabastecimentos em condições operacionais, maximizando por isso também a eficiência de combate.
Pode ser introduzido nos A330 MRTT em produção já em 2019.

A aproximação inicial e o acompanhamento do receptor são realizados pelo operador da lança de reabastecimento como até agora. A inovação está na fase de contacto, feita através de técnicas passivas de processamento de imagem, que determinam a posição do receptáculo e quando o sistema automático deve ser activado, direccionando depois a lança através de um sistema de controlo de voo automático.
O sistema mantém contudo a capacidade para ser controlado manualmente, ou ainda um intermédio de manutenção da distância relativa entre as aeronaves.

Durante 1h30min que durou o período de teste do voo, foram realizados seis contactos bem sucedidos, a uma velocidade de 270 nós (500 km/h) e 25.000 pés (7600m). Todas as tripulações reportaram a operação sem qualquer incidente.

David Piatti, operador de "boom" de teste da Airbus, referiu a propósito: "o mais importante foi que o sistema conseguiu rastrear o receptáculo. Foi muito satisfatório porque funcionou perfeitamente e conseguiu realizar os contactos em automático, como planeado. Vai certamente reduzir a carga de trabalho, especialmente em condições meteorológicas difíceis".

O piloto de F-16 português, de callsign "Prime" disse que "a missão de teste decorreu sem incidentes e cumprida sem qualquer contrariedade inesperada - o que é um bom sinal. Desde o momento em que o operador aceitou o contacto, a lança estava imediatamente no local correcto. Relativamente ao contacto em si, foi muito preciso e rápido. Dá para notar a diferença - quanto menos se sente no cockpit, mais exacto está a ser o acompanhamento".

Miguel Gasco, Chefe da Airbus Defence and Space do Space's Incubator Laboratory, que coordenou o desenvolvimento disse ainda: "Isto representa um avanço fundamental nas operações de reabastecimento aéreo com "boom", com a promessa de aumentar a taxa de contactos, reduzindo notavelmente a carga de trabalho e melhorando a segurança. A operação do "boom" automático é um pilar importante do nosso sistema Smart MRTT em desenvolvimento".

A tecnologia de imagem que suporta a técnica do sistema automático de reabastecimento foi usado originalmente pelo departamento espacial da Airbus, para desenvolver soluções de reabastecimento de satélites no espaço, ou para remoção de detritos espaciais, tendo sido depois desenvolvido e  aplicado no sistema de reabastecimento aéreo.

A Airbus tem um protocolo de cooperação com a Força Aérea Portuguesa, para a realização de testes de desenvolvimento e certificação das aeronaves de reabastecimento aéreo que produz.

Vídeo da Airbus sobre o sistema 





quarta-feira, 26 de abril de 2017

BULGÁRIA PREFERE GRIPEN SUECOS A F-16 PORTUGUESES (M1894 - 31/2017)

F-16 vendido por Portugal à Roménia. O negócio com a Bulgária teria contornos semelhantes.


O vice Primeiro-Ministro interino búlgaro Stefan Yanev anunciou hoje 26 de Abril de 2017, o  Gripen e a proposta sueca, como vencedores do concurso para a aquisição de oito caças, destinados a substituir os actuais MiG-29 da Força Aérea Búlgara.

A oferta portuguesa para o fornecimento de F-16 em segunda mão, vindos dos EUA e modernizados em Portugal foi por isso preterida, bem como os Typhoon italianos igualmente usados. A proposta sueca era a única a contemplar aeronaves novas.

"A proposta sueca ficou em primeiro, seguida de Portugal e Itália. (...) É normal começar as conversações com o país classificado em primeiro" disse.

Espera-se que uma comissão de negociações seja formada dentro de uma semana, segundo informou ainda Yanev, sendo do próximo Governo, a empossar na próxima semana, a responsabilidade das conversações com a Suécia.

O negócio está avaliado em cerca de 830M USD, necessitando o acordo final de aprovação parlamentar.




RAFALE SOLO DISPLAY 2017 (M1893 - 30/2017)








Foi hoje revelada  a pintura a envergar pelo Rafale da equipa de demonstração de performance do Armee de l'Air.

A acompanhar, um video com o "making of" da nova roupagem daquele que sera o embaixador , dentro e alem-fronteiras gaulesas, do mais moderno caça frances da actualidade.




Fotos: Pacman RSD/Armee de l'Air

sexta-feira, 21 de abril de 2017

C-130 E ALOUETTE NA AGENDA DO MINISTÉRIO DA DEFESA (M1892 - 29/2017)

Um dos actuais cinco C-130H Hercules da frota da FAP

A partir do artigo publicado pelo jornal online "Observador" no dia 19/04/2017, sobre a execução da Lei de Programação Militar no ano de 2016, é possível ficar a saber o ponto de situação relativamente a duas das frotas da Força Aérea Portuguesa (FAP): C-130 e  Alouette III.

A frota de aviões de transporte C-130H Hercules está identificada já há vários anos como necessitando de modernizações urgentes, nomeadamente ao nível do sistema de comunicações e navegação, que lhe permitam circular no espaço aéreo europeu sem restrições. Segundo o artigo do Observador, citando fonte do Ministério da Defesa (MDN), o programa sofreu um atraso de cerca de seis meses devido às negociações com os EUA, uma vez que “trata-se de um contrato Estado a Estado, através do mecanismo Foreign Military Sales (FMS)”. Os atrasos terão estado relacionados com a “mudança de gestor de projceto FMS nos EUA e da complexidade das negociações entre os diferentes intervenientes, nomeadamente com a OGMA [NR: que deverá executar os trabalhos]. Ainda segundo a mesma fonte do MDN, o contrato deverá ser assinado dentro dos "próximos meses de Maio e Junho".
Não está contudo claro se se mantém a intenção inicial de modernizar cinco células C-130, dado que, das seis que pertenceram ao inventário da FAP, uma (n/c 16802) se encontrava imobilizada na Base Aérea nº 6 sem intenção de ser modernizada. Devido ao acidente com perda total da célula n/c 16804 em  Julho de 2016, fica a dúvida se o objectivo continua a passar por manter cinco C-130 operacionais, o que implicará a recuperação do 16802 para condições de voo.


Os últimos SE-3160 Alouette III operacionais na FAP 

Já relativamente à frota de helicópteros SE-3160 Alouette III, cuja autorização para aquisição de substituto foi emitida recentemente, segundo o mesmo artigo citando o MDN “a necessidade de dotar o helicóptero ligeiro de valências de duplo uso, designadamente no que respeita à sua participação no dispositivo de combate a incêndios florestais como se pretende, obrigou a redefinir os requisitos do projecto”. Essa capacidade “implicou algum atraso no lançamento do procedimento; contudo, está a decorrer já neste momento a fase de consulta a fornecedores e o atraso não comprometerá a substituição do Allouette III no prazo previsto”.

Sobre a frota Alpha Jet, de treino avançado de pilotos de caça e com desactivação prevista para 1 de Fevereiro de 2018, parece não haver ainda desenvolvimentos.


quinta-feira, 20 de abril de 2017

THUNDERBIRDS & PATROUILLE DE FRANCE SOBRE O DESERTO (M1891 - 28/2017)

Foto: Christopher Boitz/USAF

Foto: Christopher Boitz/USAF

Foto: Christopher Boitz/USAF

Foto: Christopher Boitz/USAF

Foto: Christopher Boitz/USAF


Ao longo da digressão que a Patrouille de France está a fazer pelos EUA, tem sido possível ver os Alpha Jet da patrulha acrobática da Força Aérea Francesa (Armée del'Air), enquadrados em magníficos cenários, mais normais nos Thunderbirds ou Blue Angels "da casa", como foi a estátua da Liberdade (oferecida pela França) em Nova Iorque ou Washington.

Foto: Olivier Ravenel/Armée de LAir




Esta digressão pelos EUA, está enquadrada no centenário da participação dos EUA na I Guerra Mundial em França. Nesse mesmo âmbito, já no pretérito ano de 2016, um Mirage 2000N tinha sido pintado com as bandeiras e cocardes dos EUA e França, em homenagem à famosa Esquadrilha Lafayette do Armée de l'Air, em que foram integrados os aviadores estadunidenses em 1916.

A parelha Ramex Delta em 2016 quando um dos Mirage 2000N envergou a pintura alusiva à Esquadrilha "Lafayette"


Assim, e após 31 anos desde a última presença da patrulha francesa no Novo Continente, o Armée de l'Air fez deslocar aos EUA, dez Alpha Jet, um A400M, 70 elementos (entre pilotos, mecânicos e pessoal de apoio) e 25 toneladas de equipamento, para uma dúzia de demonstrações acrobáticas, ao longo de cerca de um mês e meio, desde 17 Março a 6 de Maio.
Nas ligações entre exibições, a patrulha vai sobrevoando locais icónicos, como o Vale do Monumento no Arizona, onde foram registadas estas imagens vídeo:


Mecânico dos Thunderbirds recebe Alpha Jet da Patrouille de France     Foto: USAF

Pilotos da Patrouille de France e Thunderbirds  Foto: USAF

Na passagem por Pensacola, casa dos Blue Angels da US Navy, já tinha sido possível observar as duas mais antigas patrulhas acrobáticas em actividade no mundo, a voar em conjunto, numa rara visão ao por do sol.

Blue Angels e Patrouille de France       Foto: Dominick Cremeans/US Navy


Cientes de que a fasquia tinha sido colocado bastante alta pela patrulha "rival" da Marinha, os Thunderbirds não se ficaram atrás e realizaram uma sessão fotográfica sobre o deserto do Vale da Morte na Califórnia. É caso para dizer que, melhor que uma grande patrulha, só duas patrulhas acrobáticas.

Foto: Christopher Boitz/USAF





sábado, 15 de abril de 2017

F-16 NUCLEAR (M1890 - 27/2017)

A B61-12 a vermelho sob a asa do F-16C da 422th FTE       Foto: Brandi Hansen/USAF

Apesar de ser uma característica pouco conhecida, o F-16 tem de facto armas nucleares na sua panóplia de armamento.
Num momento em que se anuncia nos EUA o programa de extensão de vida do F-16, bem como na possibilidade de substituir a frota de F-15C pelos F-16 modernizados para as funções de superioridade aérea, foi testado também o lançamento da última versão da bomba nuclear de queda livre a B61-12 a partir de um F-16C.

A largada da bomba inerte B61-12, foi realizada no dia 14 de Março de 2017, mas apenas na passada quinta-feira, 13 de Abril foi revelado o teste, que decorreu no Campo de Teste e Treino de Nellis, Nevada.

O teste foi realizado dentro do programa de extensão de vida da bomba B61, que inclui modernizações da parte nuclear e dos componentes não-nucleares. A largada com sucesso a partir de um F-16C da Esquadra 422 de Teste e Avaliação da base aérea de Nellis, permitiu demonstrar tanto a capacidade da plataforma para o lançamento da arma, como testar os componentes não-nucleares da bomba, incluindo o sistema de armamento e controlo de fogo, radar-altímetro, motores foguete anti-rotação e computador de controlo de armas.

O novo modelo B61-12 irá substituir quatro versões diferentes anteriores actualmente no arsenal dos EUA, permitindo uniformizar a produção e a logística deste tipo de arma. A continuidade do modelo assegura a capacidade nuclear estratégica aérea para bombardeiros e aviões multi-role compatíveis da NATO, nomeadamente B-2A, B-21 (futuro), F-15E, F-16C/D, F-16 MLU, F-35 e Tornado.








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