segunda-feira, 30 de agosto de 2021

F-16 DA FAP PARTEM PARA O POLICIAMENTO AÉREO NO BÁLTICO [M2269 - 57/2021]

 
Os F-16AM à saída de Monte Real com destino ao Báltico

Esta manhã de 30 de Agosto de 2021, partiu em direção ao Báltico, mais propriamente à Lituânia, o destacamento de quatro F-16AM da Força Aérea Portuguesa (FAP).

Pelas 9h00 locais, descolaram da Base Aérea nº5, em Monte Real, os caças com número de cauda 15101, 03, 12 e 42, que irão assumir a partir de 1 de setembro, e durante três meses, o Policiamento Aéreo do Báltico, a partir da já conhecida base de Siauliai, na Lituânia.

Esta é a quinta vez que a FAP assegura o patrulhamento aéreo dos países bálticos, ao abrigo das "Medidas de Tranquilização" da NATO, destinadas a reforçar a segurança dos aliados mais a Leste.

Dado que as três repúblicas da ex-União Soviética no Báltico (Estónia, Letónia e Lituânia) não possuem meios próprios que permitam assegurar as missões de policiamento do seu espaço aéreo, vários aliados da NATO  desempenham rotativamente a missão de identificar e intercetar aeronaves que não cumpram com as regras internacionais da aviação ou que sejam um potencial risco para o tráfego aéreo e para a segurança coletiva.

Entrega do Estandarte Nacional pelo Secretário de Estado da Defesa ao Cdt do Destacamento

A cerimónia de entrega do Estandarte Nacional à Força Nacional Destacada ‘Baltics Enhanced Air Policing 2021’ teve lugar no dia 23 de Agosto em Monte Real, presidida pelo Secretário de Estado Adjunto e da Defesa Nacional, Jorge Seguro Sanches, e contou com a presença entre outras individualidades das Forças Armadas Portuguesas, do General CEMFA Joaquim Borrego, o Comandante CA Ten. General Eurico Craveiro e Comandante da BA5 Cor. João Vicente.


Os equipamentos de suporte à missão, bem como os 84 militares destacados começaram a ser transportados no dia 24 de Agosto, através de um C-27 da Força Aérea Lituana e um C-130 Hercules da Esquadra 501 da FAP.

Os F-16 realizaram o voo de ligação finalmente a 30 de Agosto, com escala na base de Kleine Brogel na Bélgica, antes de prosseguirem até Siauliai.



Os F-16AM da FAP na passagem por Kleine Brogel na Bélgica, com meteorologia bem diferente da partida em Portugal

A missão será liderada pelo Maj. Paulo Silva da Esquadra 201 até à rotação do pessoal, sensivelmente a meio do período de destacamento, para ser depois liderada pelo Maj. Emídio Fernandes da Esquadra 301. Tal como antes, os restantes pilotos pertencerão às duas Esquadras equipadas com F-16 MLU da FAP.


Agradecimentos: Andrew Timmerman, RP FAP



sábado, 21 de agosto de 2021

Crónicas da II Grande Guerra – um acidente aéreo em Loriga [M2268 - 56/2021]

 



Já nem sei há quanto tempo guardo, nem tão pouco como o arranjei, este recorte de uma edição do Correio da Manhã, de 2 de Abril de 2001, há tanto tempo que, na altura em que o arranjei não pensava sequer em entreter-me a escrever sobre este tema, um pouco tétrico, dirão alguns.


 


Talvez por me dedicar há algum tempo ao tema dos aviation wrecks&relics, um bocadinho por arrasto, e sobretudo a partir do meu escrito “Açores - Contingências da sinistralidade”, surge a temática dos locais de acidentes aéreos, túmulos e memoriais, nomeadamente do período da 2ª Grande Guerra, temas aos quais tenho dedicado alguma atenção, como por certo, os leitores mais perspicazes, já terão reparado. 

Aqui há uns meses, e em viagem de férias pelo centro do país (começo aqui a encontrar um padrão nos meus escritos), desenhei um percurso que passasse por Loriga, caminho que faria de qualquer maneira, já que, gosto muito de conduzir em estradas nacionais, quanto menos percorridas melhor, onde me deixo levar pelo seu encanto, das coisas simples da paisagem, a vegetação e a orografia, a organização desorganizada do território, do caminho feito aos “esses”, e as pessoas, com que nos cruzamos no caminho. Por isso, lá me apeei do asfalto lisinho das autoestradas, e fui pelas curvas e contracurvas, de Viseu, Nelas, Seia, até Loriga (não vos vou maçar com o percurso todo). Assim fiz, fui lá prestar devida homenagem a estes aviadores.

Loriga é um dos muitos pontos de passagem “obrigatória”, para quem se interessa pela história da aviação da 2ª Grande Guerra, mas para aqui vir tem mesmo de se vir de propósito. Será daqueles locais por onde não passou Cristo, o “velho” Júlio César, nem o Capitão Kirk, nas suas deambulações siderais pelo cosmos profundo que, como se sabe, vai de Contumil até ao Grande Nada. E, ainda que não tenha passado por lá ninguém importante, a História da 2ª Grande Guerra passou por Loriga, quando pouco depois da meia-noite do dia 22 de Fevereiro de 1944, despenha-se a poucos quilómetros a Norte desta aldeia, em plena Serra da Estrela, numa encosta conhecida por Penha do Gato (1500m), um Lockheed Hudson Mk.VI, aparelho com o registo EW906/NO-P (c/n 42-6615), do 48th (RAF) Squadron, vitimando os seus seis ocupantes.  

Testemunho interessante, as fotos, que também perpectuam o momento. 
Fonte: internet (ver referências)

As diferentes fontes referem estar na origem do acidente a baixa visibilidade e a pouca altitude do aparelho, tendo nele perdido a vida a tripulação de quatro e mais os dois passageiros, que aproveitaram a boleia desde Gibraltar, deste voo destinado a Inglaterra.
Segundo a bibliografia consultada, os corpos dos militares foram transportados para a aldeia e colocados em caixões, velados na Capela de Santo António, seguindo-se no dia seguinte o funeral, para o cemitério local, em cortejo, a que não faltaram as autoridades e a população local, representantes ingleses, e até, o acompanhamento musical da banda de música local.


                            Tripulação
                            Lieutenant    J Barbour (SAAF)
                            Captain Robert Taverner Hildick (SAAF)   
                            Lieutenant J.P. Thom (SAAF)
                            Lieutenant Daniel De Waal Walters (SAAF)

                            Passageiros
                            Corporal Jack Learoyd Walker (RAF)
                            Corporal Henry Ernest Hedges (RAF)



Actualmente os túmulos apresentam a tipologia das CWG mas isso não foi sempre assim, já que estas pedras tumulares só foram aqui colocadas a 17 de Junho de 1951, não chegando a saber qual o tipo de sepulturas existentes entre 1944 e essa data, supondo-se que só a vedação seja original. Em 1972, uma doente mental por aqui andou a fazer alguns (des)arranjos no cemitério, acabou por destruiu três destas lápides que, dois anos depois, foram substituídas pela CWG, que enviou pedras novas, através da Embaixada Britânica. 

Apesar de estarem longe, estes túmulos são visitados desde longa data e com alguma regularidade, quer por familiares, pessoas anónimas e visitantes oficiais das comunidades sul africana e inglesa, no Dia de Todos os Santos, mas em especial no Remembrance Day.

Encontram-se várias referências na internet sobre a vontade de perpectuar a memória do acidente erigindo alguma espécie de memorial alusivo no local onde caiu o avião, a Penha do Gato, neste sentido, a 1 de Maio de 2014, foi erigido um pequeno memorial no local, após romagem e missa campal.  

Mais ainda, em 2019 estava em curso uma alteração a um dos percursos pedestres locais para contemplar a passagem pelo local do acidente, local onde aliás já existe há algum tempo também um Geocache.

Fico sempre com pena de não haver grandes ou nenhuns vestígios destes aparelhos, uma espécie de relíquias, que há semelhança de outros locais, lá acabam por aparecer, pois há sempre alguém que recolhe um pedaço do avião. Conhece-se também aqui, a existência, de três artefactos pequenos do aparelho: um pedaço de tecido, uma munição e uma esfera, sem se ter uma correcta relação de onde seriam. 

Quanto ao avião, ao que se julga saber, e como tantos outros pelo país fora, foi sucateado. Aqui, reza a “lenda”, o dinheiro angariado com a venda da sucata, reverteu para a edilidade, tendo sido utilizado para obras de pavimentação da rua principal da aldeia, a Rua Gago Coutinho, … "e esta, hein?"


Rui “A-7” Ferreira
Entusiasta de Aviação

Nota – O autor não escreve segundo o actual acordo ortográfico.




Fontes / Referências

“Aterrem em Portugal” de Carlos Guerreiro (ver também http://aterrememportugal.blogspot.com) 

Junta de Freguesia de Loriga - https://www.jf-loriga.com/queda-do-aviao/  ; http://www.loriga.de/memorias.htm

Commonwealth War Graves Comission - https://www.cwgc.org/visit-us/find-cemeteries-memorials/cemetery-details/2086509/LORIGA%20CEMETERY/

Galicia en La Segunda Guerra Mundial - http://galiciaenlasgm.blogspot.com/2015/02/lhudson-ew916-2221944.html

IPMS (NL) -  https://www.ipms.nl/artikelen/nedmil-luchtvaart/vliegtuigen-l/vliegtuigen-l-lockheed-hudson

History of War - http://www.historyofwar.org/air/units/RAF/48_wwII.html




Este cemitério integra a estrutura mundial da Commonwealth War Graves Commission, conhecendo-se em Portugal 113 sepulturas distribuídas da seguintes forma, 

Horta (2)


Lisboa - St. George British Churchyard (39)

Loriga (6)


Portimão (1)


Porto (11) - Oporto St. James Cemetery [parte 1][parte 2].





segunda-feira, 16 de agosto de 2021

SUPER TUCANO AFEGÃO CAI NO UZBEQUISTÃO [M2267 - 55/2021]

A-29 Super Tucano da Força Aérea Afegã      Foto: USAF/Larry Reid Jr.

Notícias divulgadas nos média uzbeques e redes sociais dão conta da queda do que parece ser um avião A-29 Super Tucano, com marcas afegãs, na região de Surkhandarya, distrito de Sherabad, no Uzbequistão, na noite de 15 para 16 de Agosto de 2021. 

Destroços do aparelho em território uzbeque    Foto: Topnewsuz

Segundo a agência noticiosa russa Ria Novosti veiculou, o Ministério da Defesa do Uzbequistão confirmou que o aparelho terá sido abatido pelo sistema de defesa aérea do país, ao ter sido considerado uma tentativa de invasão, estando ainda a decorrer um inquérito para apurar as circunstâncias dos acontecimentos.

Há contudo notícias de diversos outros aparelhos militares afegãos que conseguiram escapar para o também vizinho Tajiquistão, aparentemente com mais sucesso.

Os dois tripulantes do Super Tucano ter-se-ão ejetado e sobrevivo, havendo imagens dos mesmos a receber apoio médico depois da ocorrência, devido aos ferimentos contraídos, considerados de alguma gravidade.

Os EUA adquiriram 20 aeronaves de ataque leve A-29 Super Tucano, a um custo unitário de cerca de 17,7M USD, com destino à Força Aérea do Afeganistão. O contrato incluiu contudo também treino para mais de três dezenas de pilotos e uma centena de mecânicos na base aérea de Moody, EUA, levando a um total de 427M USD. Em 2017 o programa foi reforçado com mais seis aeronaves e o programa de treino estendido até ao final de 2020. 

Apesar da origem brasileira das aeronaves Super Tucano, o fabrico foi assegurado pela Sierra Nevada nos EUA, de modo a poder entrar no financiamento de programas de assistência a aliados. Até Março de 2021, 24 células tinham sido entregues ao Afeganistão, tendo entretanto sido perdidas duas aeronaves em acidentes, uma nos EUA e outra no Afeganistão.

Com o avançar das forças talibã nos últimos dias, várias bases aéreas afegãs e inúmeras aeronaves foram tomadas, entre as quais foi possível observar pelo menos um A-29 Super Tucano, nas imagens divulgadas nas redes sociais pelos talibã em Mazar-i-Sharif.

Forças talibã em Mazar-i-Sharif com um A-29 Super Tucano capturado em fundo



Atualização 19h30 de 16/08/2021

Segundo fontes oficiais uzbeques, nos dois últimos dias um total de 24 helicópteros e 22 aviões afegãos transportando um total de 585 militares, cruzaram a fronteira com o Uzbequistão em busca de refúgio, tendo sido forçados a aterrar pelas forças de defesa locais.

De acordo com o conceituado analista de assuntos do Médio Oriente Babak Taghvaee, o A-29 não terá sido abatido, mas sim despenhado em consequência de colisão em voo durante a intercepção por um MiG-29 uzbeque.


Segundo o porta-voz da Procuradoria do Uzbequistão, em notícias veiculadsa em várias publicações regionais, como consequência da colisão, o MiG-29 ter-se-á também despenhado, tendo o piloto conseguido ejetar-se com sucesso.

 

sábado, 14 de agosto de 2021

DESTACAMENTO C295 DA FAP- HÁ TRÊS MESES NO MALI [M2266 - 54/2021]


A assinalar três meses do destacamento da Força Aérea Portuguesa, na Missão Multidimensional Integrada das Nações Unidas para a Estabilização do Mali (MINUSMA), com uma aeronave C295M da Esquadra 502 - Elefantes e elementos do NOTP - Núcleo de Operações Táticas de Projeção (ex-Unidade de Proteção Força), o Estado Maior General das Forças Armadas partilhou nas redes sociais imagens de algumas das atividades desenvolvidas, desde o início da missão.


Além da atividade operacional, as imagens divulgadas mostram ainda aspetos do dia a dia do destacamento, que envolvem ações de manutenção destinadas a manter a prontidão da aeronave, bem como atividades que visam a manutenção da segurança, capacidades, saúde e bem-estar dos seus militares, sob quaisquer condições atmosféricas.



Segundo pode ler-se ainda no texto que acompanha as fotos, "além de realizar voos de transporte de passageiros e carga, esta Força Nacional Destacada trouxe à MINUSMA uma capacidade de reconhecimento aéreo única a este teatro de operações, a qual tem sido elogiada" [internacionalmente].

O destacamento iniciado em Maio pretérito, tem a duração total de seis meses.


Fotos via EMGFA



FORÇA AÉREA COLABORA COM MARINHA NO TREINO DE REABASTECIMENTO VERTICAL [M2265 - 53/2021]

Pessoal da Força Aérea e Marinha no AM1-Ovar    Foto: Marinha Portuguesa

A Força Aérea Portuguesa colabora com a Marinha em vários sectores e actividades, tanto de treino como operacionais, nomeadamente - e com maior destaque - na formação de pilotos para a Esquadrilha de Helicópteros da Marinha e na Busca e Salvamento marítimo.

Desta vez a colaboração estendeu-se à preparação de mais uma missão da fragata NRP Côrte-Real, que irá integrar brevemente a Força Naval Permanente da NATO (SNMG1), no sentido de obter a qualificação para operações de VERTREP (Vertical Replenishment), ou seja, reabastecimento vertical com recurso a cargas suspensas em helicópteros, uma tarefa logística muito utilizada nas forças navais.

Segundo o ramo naval das Forças Armadas Portuguesas publicou na redes sociais, a equipa de operações de voo do NRP Corte-Real concluiu com sucesso o curso de aperfeiçoamento em reabastecimento vertical, com a estreita colaboração da Força Aérea Portuguesa.

O curso realizou-se no Aeródromo de Manobra nº1, em Maceda-Ovar com recurso a um helicóptero AW119 Koala da Esquadra 552 e um formador da Esquadrilha de Helicópteros da Marinha.





sexta-feira, 13 de agosto de 2021

DRONES DE VIGILÂNCIA FLORESTAL DA FORÇA AÉREA RETOMAM OPERAÇÕES [M2264 - 52/2021]

Drone de vigilância florestal Ogassa OGS42V da Força Aérea Portuguesa     Foto: EMGFA

O Estado Maior General das Forças Armadas (EMGFA) anunciou hoje, o reforço preventivo dos meios de vigilância das Forças Armadas, durante o estado especial de alerta, decretado para o período de 13 a 16 de agosto de 2021, para a deteção de incêndios rurais, nomeadamente com vigilância aérea por aeronaves tripuladas, bem como, com a realização de patrulhas terrestres do Exército e da Marinha, apoiadas por sistemas aéreos não tripulados. 

Em comunicado, o EMGFA referiu que "A Marinha será reforçada com drones e operadores vindos do Comando Operacional da Madeira, numa operação que decorre de 14 a 16 de agosto, entre as 8h00 e as 20h00, no Parque Natural da Arrábida e Costa Vicentina" e "O Exército irá empenhar drones em apoio das suas patrulhas de vigilância, no Parque Natural da Serra de São Mamede."

O EMGFA esclareceu ainda que o empenhamento destes drones e dos meios aéreos tripulados no continente se destinava, de forma excepcional, a reforçar a vigilância enquanto se mantivesse a suspensão de operação das aeronaves não tripuladas “Ogassa” da Força Aérea, na sequência de um acidente com um destes aparelhos no passado dia 11 de agosto.

Entretanto, o mesmo EMGFA deu já conta do retomar das operações com os referidos drones da Força Aérea, em novo comunicado divulgado ao final do dia de hoje, no qual se pode ler:

"Os veículos aéreos não tripulados da Força Aérea serão reativados a partir de amanhã, dia 14 de agosto, operando a partir das bases de Beja e da Lousã, em reforço da capacidade de vigilância aérea e deteção de fogos, no âmbito do Sistema Integrado de Gestão dos Fogos Rurais em Portugal.

O levantamento das restrições relativas à operação destes veículos deve-se ao teor da avaria que foi identificada no drone acidentado no passado dia 11 de agosto e à reduzida probabilidade de esta vir acontecer novamente, conforme conclusões do relatório preliminar da Comissão Central de Investigação da Inspeção Geral da Força Aérea.

Outros meios aéreos tripulados, como é o caso de uma aeronave C-130 [NR: C295] que irá operar na região Norte do país, estão já planeados para empenhamento conforme necessário, antecipando as altas temperaturas previstas para o fim de semana.

Em operação, estes veículos aéreos não tripulados de vigilância aérea partilham as imagens recolhidas em tempo real com o Comando de Operações Conjuntas do Comando Conjunto para as Operações Militares (CCOM), do Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA), com a Guarda Nacional Republicana e com a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), permitindo, desta forma, maior celeridade na análise e resposta por parte das entidades no terreno."




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