terça-feira, 2 de dezembro de 2014

CAÇA RUSSO "MUITO PERTO" DE UM F-16AM NORUEGUÊS - atualizado (M1739 - 111AL/2014)

Mig-31 no HUD do F-16 norueguês. Foto: RFA Norueguesa

Um caça russo chegou a estar a cerca de 60 pés de um F-16AM (Norueguês) da NATO, protagonizando um incidente que poderia ter terminado com uma desastrosa colisão nos céus nórdicos.
As imagens foram captadas em vídeo e divulgadas no passado domingo.
De acordo com o a Real Força Aérea Norueguesa, o avião que aparece diretamente em frente do caça norueguês é um MiG-31, durante um incidente em que a Noruega fez descolar a parelha de alerta  em Bodo, para intercetar o voo desse aparelho de combate russo em espaço aéreo internacional, mas perigosamente perto da Noruega.
O The Wall Street Journal relatou o incidente, e colocou online o vídeo na segunda-feira passada, sem maiores detalhes revelados pelos militares norueguesas, acerca de quando se deu encontro tão "imediato". Circularam contudo rumores de que o incidente se deu durante a primeira interceção de caças ocidentais a um Su-34, sendo o MiG-31 escolta dos novíssimos bombardeiros russos.

Ainda comentando o sucedido, o porta-voz da RFAN disse não se saber se o que sucedeu foi um erro por parte do piloto russo, ou um sinal de maior agressividade no comportamento por parte dos russos.






 

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

24 HORAS DE TRÁFEGO AÉREO EM 2:30 MINUTOS (M1738 - 328PM/2014)



O Reino Unido tem um dos espaços aéreos com maior intensidade de tráfego do planeta. Diariamente por lá passam cerca de 6000 voos, dos quais cerca de metade de ou para Londres.
Neste vídeo podem observar-se além dos normais voos comerciais, também os voos militares (min 1:30 e 1:50), ou as ligações de helicóptero do heliporto mais movimentado do mundo em Aberdeen para as plataformas petrolíferas do Mar do Norte.

Um vídeo com tanta informação que deve ser visto mais do que uma vez para conseguir reter todos os pormenores.





sábado, 29 de novembro de 2014

PILOTOS ROMENOS JÁ VOAM SOLO EM F-16 EM PORTUGAL (M1737 - 327PM/2014)



Um ano após a assinatura do contrato de aquisição de F-16,a Força Aérea Romena aterrou em Monte Real com o primeiro destacamento de 23 elementos, incluindo pilotos, mecânicos e pessoal logístico, para dar início ao programa de treino em F-16 MLU.


O programa de treino inicial, liderado pelo TenCor Afonso "Jackal" Gaiolas, antigo comandante da Esquadra 301 - Jaguares, e um dos pilotos mais experientes em F-16 em Portugal, consiste em formação teórica e voo em simulador, seguido por missões reais no bilugar F-16BM, que ocorreram pela primeira vez no dia 5 de novembro. O TenCor João Rosa, Comandante da Esquadra 201-Falcões, é o outro piloto-instrutor do programa.


Apesar do tempo chuvoso que se tem feito sentir em Portugal nas últimas semanas ter atrasado algo o progresso do treino, a 22 de novembro os três pilotos romenos já tinham completado o último voo em bilugar e estavam prontos para o voo-solo.



O dia 26 de novembro foi um marco para o programa de treino, quando o TenCor Constantin Andrei se tornou o primeiro piloto romeno a descolar em F-16AM para o seu primeiro voo solo. Apenas um par de horas depois o TenCor Catain Miclos tornou-se o segundo piloto romeno a voar solo o F-16 e já ano dia 27, o Maj Mihaita Marin o terceiro.



Todos estes pilotos eram instrutores em MiG-21 Lancer modernizado com aviónicos similares aos do F-16 MLU, tendo já extensa experiência em programas de treino e táticas NATO, bem como na linguagem utilizada.


Este primeiro grupo de pilotos ficará em Portugal até terminarem o Treino de Qualificação para Missões, regressando depois à Roménia como pilotos-instrutores qualificados para treinar os demais pilotos da futura Esquadra: Até ao fim do programa, um total de nove pilotos romenos serão qualificados em Portugal.


Segundo revelou o TenCor Rosa, os instrutores portugueses estão bastante satisfeitos com os pilotos romenos, acrescentando que os romenos devem sentir-se "orgulhosos e confiantes dos elementos da sua Força Aérea responsáveis pelo programa F-16. Orgulhosos porque estão a realizar um excelente trabalho e confiantes porque o futuro da Força Aérea romena está garantido e em boas mãos".




Fotos: Alex Trandafir



ESQUADRA DE DRONES NA FAP DENTRO DE 2 ANOS (M1736 - 326PM/2014)

Foto: Força Aérea Portuguesa

A Força Aérea Portuguesa (FAP) está a trabalhar no desenvolvimento de um novo veículo aéreo não tripulado com um peso de 500 a 600 quilos. A FAP quer criar uma nova esquadra de drones para patrulha e monitorização do espaço marítimo.

Hoje, a FAP usa aviões tripulados para as diferentes missões de patrulhamento e monitorização da Zona Económica Exclusiva ou da Extensão da Plataforma Continental – dentro de dois anos, a mesma FAP poderá vir a usar também veículos aéreos não tripulados para cobrir a extensa área marítima portuguesa. «Ainda não sabemos quantos veículos aéreos não tripulados vai ter a nova esquadra. Através de vários testes, vamos tentar perceber quantos veículos serão necessários para garantir a monitorização do espaço marítimo», refere José Morgado, diretor do Centro de Investigação da Academia da Força Aérea, à margem do 8º Congresso do Comité Português da Organização Internacional da Ciências da Rádio.

Nos planos da Academia da Força Aérea figura o desenvolvimento de drones com pesos entre 500 e 600 kg e uma autonomia energética para 24 horas de voo. Os veículos estarão aptos a executar autonomamente missões predefinidas, mas não deverão estar equipados com armas. 

«Estes veículos servem apenas para monitorização do espaço marítimo, e vão ser usados como complemento às aeronaves tripuladas e não como substitutos», responde José Morgado, recordando que os veículos não tripulados podem executar missões de monitorização com custos inferiores aos das aeronaves tripuladas.

Nos tempos mais próximos, a Academia da Força Aérea deverá começar a testar modelos entre os 150 e os 200 kg para, gradualmente, ganhar competências para o desenvolvimento de drones que terão dimensões recordistas face aos modelos que a FAP (até à data a Academia da Força Aérea não tinha ido além dos 150 kg).

Com o desenvolvimento de modelos de maiores dimensões, a FAP pode garantir maior autonomia de voo e passa a poder usar sensores de maiores dimensões – entre eles, o radar, que poderá revelar-se especialmente útil para a monitorização de grandes áreas, como aquelas que constituem o espaço marítimo nacional. A FAP vai desenhar o novo drone, mas o fabrico deverá ser entregue a parceiros comerciais e industriais que vão ser selecionados nos tempos mais próximos.

Em março e 2015, a dois anos de estrear o drone de 600 quilos, a FAP vai dar a conhecer o UAS30 (nas fotos inseridas nesta página), um drone de 25 quilos que descola com o apoio de uma catapulta e aterra com o apoio de uma rede. O projeto arranco há cerca de ano e meio, com um desafio lançado pela EDP, que pretendia testar o uso de drones de pequenas dimensões para a inspeção de linhas elétricas.

O UAS30 foi desenvolvido em parceria com o CEIIA (Centro para a Excelência e Inovação da Indústria Automóvel, em Matosinhos) para dar resposta ao desafio da EDP e também para dar resposta a muitas outras áreas que poderão tirar partido do uso de drones. «Pode ser para patrulhar determinadas áreas, para missões da Marinha ou prevenção de fogos. A partir de março contamos ter o UAS30 operacional e com uma missão específica já atribuída», explica José Morgado.

O UAS30 já foi testado em missões com velocidade de 50 km/h. Para alcançar esta velocidade, propositadamente baixa para garantir a captação de imagens nas melhores condições, os investigadores da Academia da Força Aérea recorreram a asas de maiores dimensões. José Morgado lembra que também é possível incorporar asas de menores dimensões para missões em que é necessária maior velocidade.

O UAS30 não será um exclusivo da FAP. O novo drone também será comercializado para entidades e empresas que pretendam tirar partido do uso de drones.

Fonte:Exame Informática


sexta-feira, 28 de novembro de 2014

BOEING ENTREGA SEXTO P-8I À ÍNDIA (M1736 - 110AL/2014)

 Boeing P-8I Poseidon. Foto: Boeing Company.


Foi recentemente entregue o sexto de oito aparelhos Boeing P-8I Poseidon à Índia, em cumprimento de um contrato assinado em 2009.
A marinha  indiana está já a fazer pleno uso operacional das cinco aeronaves que já possui, tendo em conta a sua extensa orla marítima e a posição e interesses estratégicos que tem naquela área.
A versão I (de Índia) é uma versão baseada no Boeing 737 Next-Generation, como é a versão A, operada pela Marinha Norte-Americana, mas com algumas especificidades.
Esta versão incorpora alguns sistemas únicos nos aparelhos indianos, sendo que alguns dos seus componentes são de fabricação indiana, para poderem ser usados conjuntamente com alguma da tecnologia que a marinha indiana usa nas suas operações, fazendo desta versão uma espécie de "híbrido Indo-Americano".


Fonte: Boeing
Tradução e adaptação: Pássaro de Ferro

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

C-130 BRASILEIRO ACIDENTADO NA ANTÁRTIDA (M1735 - 325PM/2014)

Foto: Autor desconhecido

Segundo nota oficial da Força Aérea Brasileira, uma aeronave C-130 Hércules daquele ramo das Forças Armadas Brasileiras acidentou-se, nesta quinta-feira (27/11/2014), durante a aterragem na base chilena Eduardo Frei, na Antártida.

Foto: Autor desconhecido

A ocorrência deu-se por volta das 11h da manhã locais, quando a aeronave realizava uma missão do Programa Antártico Brasileiro (PROANTAR), não havendo feridos a assinalar.

A Força Aérea Brasileira irá investigar os fatores que originaram a ocorrência.


Vídeo da operação dos C-130 brasileiros na Antártida:




RÚSSIA COLOCA CAÇAS NA UCRÂNIA (M1734 - 323PM/2014)







Segunda informação veiculada pela agência TASS, a Rússia colocou 14 caças (10 Su-27SM e 4 Su-30M2) na base de Belbek, localizada perto de Sebastopol na Crimeia.
De recordar que a região situada no sul da Ucrânia foi anexada em março passado por forças russas, que tomaram posse da base naval de Sebastopol e base aérea de Belbek, nas vizinhanças de Sebastopol.


As modernizadas versões dos caças russos voaram desde Krasnodar na quarta-feira, 26 de novembro de 2014, para integrar o 62º Regimento Aéreo, que será composto por um total de 24 aeronaves de combate e 6 de treino. 
Os primeiros voos de treino serão realizados na região a 1 de dezembro, a partir de Belbek.


Fotos: Alexey Pavlishak/TASS

terça-feira, 25 de novembro de 2014

ESTADOS UNIDOS DESTACAM CAÇAS F-22 RAPTOR NO JAPÃO (M1733 - 109AL/2014)

 F-22 do 525th Fighter Squadron. Foto: USAirForce

Numa clara demonstração de força (Show of Force), os Estados Unidos decidiram fazer um destacamento de caças multi-role de 5ª geração, F-22 Raptor no Japão, na Base Aérea de Kadena.
Estes F-22 agora destacados, estão normalmente baseados no Alaska, na base aérea de Elmendorf-Richardson e pertencem ao 525th Fighter Squadron.
O destacamento visa atingir dois objetivos distintos: o primeiro é o treino operacional com as forças de defesa japonesas - exercício Keen Sword que se realiza de dois em dois anos desde 1986 - com vsita à criação de rotinas de operação e comabte conjuntas; o segundo, colocar numa região algo sensível - proximidade à China, Coreia do Norte e Rússia - o mais avançado sistema de armas ao dispor dos Estados Unidos.
A edição deste ano do Keen Sword conta com efetivos que rondam os 11 mil homens e diversos meios aéreos que incluem, então o F-22.
Recorde-se que a presença dos F-22 naquela área não é propriamente inédita, uma vez que já estiveram na Coreia do Sul, na base aérea de Osan, em abril deste ano, participando também em manobras conjuntas com a Coreia do Sul.


segunda-feira, 24 de novembro de 2014

TU-160 MODERNIZADO JÁ VOA (M1732 - 322PM/2014)

Tupolve Tu-160         Foto: TASS/Dmitry Rogulin

O bombardeiro estratégico russo Tupolev Tu-160 realizou o primeiro voo após ser modernizado, segundo foi revelado pela United Aircaft Corporation (UAC) no sítio de internet da empresa na passada quarta-feira (19/11/2014).

"No dia 16 de novembro de 2014, o bombardeiro Tu-160 realizou o primeiro voo após profunda  modernização geral" pode ler-se no comunicado. O "Cisne Branco" como é conhecido o Tu-160 esteve no ar durante 2 horas e 40 minutos.

Atualmente os Tu-160 estão a realizar a primeira fase de modernizações, que incluem a substituição de praticamente todos aviónicos e equipamentos de radar.

Os bombardeiros estratégicos Tu-160 de asas de goemetria variável, foram concebidos para atingir alvos em áreas geograficamente remotas e atrás das linhas inimigas. O seu raio de ação com carga normal é de 13.200 km e de 10.500km com carga máxima, com uma tripulação de quatro elementos.

Durante o ano passado, este modelo efetuou uma missão de longa distância, desde a região do Volga na Rússia, até  à Venezuela. Descolaram da base de Engels em Saratov, voaram sobre o Mar das Caraibas e o Pacífico oriental ao longo da costa sueste da América do Norte, aterrando no aeroporto Simon Bolivar em Carcas, Venezuela. Voaram um total de 10.000 Km, durante 13 horas. No regresso, desde o aeroporto de Maiquetia até ao aeroporto de Managua na Nicarágua, foram cobertos 2500 km em três horas. Apesar do Ministério da Defesa russo ressalvar que os voos foram realizados de acordo com as leis internacionais de utilização de espaço aéreo, os bombardeiros foram intercetados por Kfir colombianos alegadamente em espaço aéreo daquele país sul-americano, tendo gerado um protesto do Governo local.

Fonte: Agência TASS
Tradução e adaptação: Pássaro de Ferro

domingo, 23 de novembro de 2014

BRASIL TERMINA MODERNIZAÇÃO DA FROTA P-3 (M1731 - 321PM/2014)

P-3AM da Força Aérea Brasileira

A Base Aérea de Salvador (BASV) realizou na quarta-feira (19/11/2014) a formatura militar de entrega da frota completa das aeronaves P-3AM Orion. A cerimónia marca para a Força Aérea Brasileira (FAB) o fim do ciclo de receção dos novos equipamentos de patrulha. O evento foi presidido pelo Comandante da Aeronáutica Tenente-Brigadeiro do Ar Juniti Saito e contou com a presença de autoridades civis e militares, além de representantes da Airbus Defence and Space e da ATECH, empresas responsáveis pela modernização das aeronaves P-3AM. Em julho deste ano foi entregue a última aeronave, o FAB 7206, completando a frota de nove aviões.

O processo de reapetrechamento foi iniciado em março de 2000, com as aeronaves adquiridas dos EUA, que passaram por um processo de modernização na fábrica da Airbus Military, em Sevilha, Espanha. Os sistemas foram atualizados e integrados num sistema tático de missão, operado por uma tripulação de até 12 militares.


Formatura da entrega das aeronaves P-3       Foto:Sgt Gustavo/ Mateus Alves

O Esquadrão Orungan (1º/7º GAV), sediado na BASV, já participou em missões de busca e salvamento, reconhecimento eletrónico, patrulha marítima, em especial nas áreas de plataformas de petróleo e de antissubimarino, com destaques à participação na Operação Joint Warrior, no Reino Unido em 2013, e na Operação Fraterno, na Argentina em 2014. Desde 2011 até hoje, o Esquadrão também formou novos tripulantes entre militares vindos de várias unidades da FAB.

Pontuando o sucesso alcançado pela Unidade Aérea em missões no território bbasileiro, em águas jurisdicionais ou no exterior, o Brigadeiro do Ar Carlos José Rodrigues de Alencastro, Comandante da Segunda Força Aérea (II FAE), afirma que o P-3AM é uma das melhores aeronaves de patrulha marítima do mundo. “Seus tripulantes encabeçam a fila de militares de alto valor, que se orgulham da máquina que voam. Eles sabem da imensa responsabilidade da missão de ser o guardião do Pré-Sal [NR: zona de exploração petrolífera em águas brasileiras] e que agora passam a vislumbrar novas capacidades e recursos”, finalizou.

Fonte: Agência Força Aérea
Adaptação: Pàssaro de Ferro

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