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| Individualidades presentes na Cerimónia de Apresentação dos Resultados do PRR e do Empenhamento Operacional do UH-60 Black Hawk no DECIR 2026 Foto: FAP |
A Força Aérea Portuguesa (FAP) apresentou oficialmente, a 19 de outubro de 2026, no Estado-Maior da Força Aérea, em Alfragide, o balanço do empenhamento operacional dos meios de asas rotativa, no combate a incêndios rurais, juntamente com o ponto de situação das aquisições no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). A cerimónia foi presidida pelo Ministro da Defesa Nacional, Nuno Melo, e contou com a presença do Chefe do Estado-Maior da Força Aérea (CEMFA), General Sérgio da Costa Pereira, do Secretário de Estado da Gestão da Saúde, Francisco Catalão, e do Secretário de Estado da Proteção Civil, Rui Rocha. A cerimónia serviu para assinalar a consolidação do processo de edificação de capacidades de combate aéreo desenvolvido praticamente do zero, num ano em que Portugal registou, até meados de outubro de 2026, um aumento de 5,4% no número de ocorrências face ao período homólogo de 2025, embora acompanhado por uma redução significativa de 72,4% na área ardida total.
No âmbito do PRR, foram adquiridos nos últimos anos, 13 helicópteros UH-60 Black Hawk, que integram a Esquadra 551 – Panteras, e dois helicópteros AW119 Koala, que reforçaram a Esquadra 552 – Zangões. O investimento financiado pelo PRR permitiu ainda a remodelação do hangar Norte da Base Aérea nº8 (Ovar), bem como a construção de instalações dedicadas para a Esquadra 551, já inauguradas entre 2025 e 2026.
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| À esquerda com pás do rotor de alta visibilidade um dos UH-60L (n/c 29807) para combate a incêndios e à direita o primeiro Black Hawk para transporte aeromédico (n/c 29810) Foto: FAP |
Até ao momento a Esquadra 551 recebeu nove dos 13 helicópteros UH-60 Black Hawk previstos. Desta frota, nove aeronaves destinam-se ao combate a incêndios e quatro ao apoio a emergências médicas.
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| Interior do UH-60L Black Hawk n/c 29810 de transporte aeromédico Foto: FAP |
O processo de edificação de raiz, de uma capacidade nova como o combate direto a incêndios, tem exigido um forte investimento na formação técnica de tripulações e equipas de manutenção, sendo a retenção de pessoal militar especializado um dos principais desafios estratégicos da instituição.
No seu primeiro ano de empenhamento operacional direto em coordenação com a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), os "Panteras" somaram mais de 200 horas de voo distribuídas por 56 missões e executaram mais de 900 largadas de água em zonas de difícil acesso.
Tal como em anos anteriores, os AW119 Koala da Esquadra 552 integraram igualmente o Dispositivo de Combate a Incêndios, embora não no combate direto às chamas.
No que respeita a meios pesados de asa fixa, a Força Aérea prepara a integração operacional das aeronaves de transporte tático Lockheed C-130H Hercules nas missões de combate a incêndios a partir de 2027. Para o efeito, o Estado realizou um investimento de 16M EUR na aquisição de dois sistemas modulares de combate a incêndios (sistemas MAFFS).
The Portuguese Minister of @defesa_pt 🇵🇹 @NunoMeloMDN confirmed today that The Portuguese AF @LockheedMartin #C130 fleet will return to firefighting missions in 2026 with 2 MAFFS II kits https://t.co/bUSmroIAWr
— Paulo Mata (@ironbirdphotos) August 7, 2025
A instalação e certificação destes equipamentos nas células C-130H dotará a FAP de uma capacidade de ataque indireto e de aplicação de retardante de grande volume, apta a intervir em frentes de incêndio de grande dimensão. Este meio pesado complementará a ação tática e de precisão já assegurada pelos helicópteros UH-60 em áreas remotas.
A arquitetura do dispositivo aéreo estatal ficará completa mais tarde, com a previsão de incorporação de aviões anfíbios pesados dedicados Canadair entre 2029 e 2030.


13:13
Paulo Mata



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