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quarta-feira, 22 de novembro de 2023

CERIMÓNIA DE RECEPÇÃO DE HELICÓPTEROS PARA COMBATE A INCÊNDIOS [M2449 – 81/2023]

O UH-60A Black Hawk n/c 29802 e o AW119 Koala n/c 29706 na cerimónia de recepção das aeronaves   Foto: FAP

A Força Aérea Portuguesa recebeu oficialmente hoje, 22 de Novembro de 2023, quatro novos helicópteros que vão estar dedicados à missão de combate as incêndios rurais.

Em cerimónia presidida pelo Primeiro-Ministro, António Costa, que decorreu durante a manhã, no Aeródromo de Manobra N.º 1 (AM1), em Ovar, foram apresentados dois helicópteros ligeiros AW119 Koala (n/c 29706 e 07) e dois de médio porte UH-60 Black Hawk (n/c 29801 e 02).

Leonardo AW119 Koala n/c 29707      Foto: FAP

Os dois Koala irão juntar-se aos cinco do mesmo modelo em operação pela Esquadra 552 - "Zangões", desde 2019, embora fiquem dedicados à missão de combate aos incêndios rurais, através da vigilância e de projeção de forças no terreno.

Sikorsky UH-60A Black Hawk n/c 29801     Foto: FAP

Já os UH-60 Black Hawk, destinam-se ao combate direto a incêndios e à projeção de forças no terreno, contando para isso com uma cabine que permite o transporte de até 12 passageiros e uma capacidade de carga de 2950 litros. Estes dois helicópteros são os primeiros de um total de seis, que deverão chegar até 2026 e ficarão baseados no AM1 (brevemente a redesignar Base Aérea N.º 8).  

O Gen. CEMFA João Cartaxo Alves durante o discurso     Foto: FAP

Na cerimónia de apresentação das aeronaves, o Chefe do Estado-Maior da Força Aérea, General João Cartaxo Alves, destacou o momento como de enorme importância para a Força Aérea e para o país por marcar "o início da construção da capacidade própria do Estado, naquele que era um desígnio nacional sufragado pelos portugueses, no domínio do combate aéreo aos incêndios rurais".

O UH-60 Black Hawk é um helicóptero utilitário bimotor de médio porte, com uma tripulação básica de dois pilotos, transportando até 12 passageiros na cabine. Tal como referido, tem capacidade de largada de 2950 litros de água, possui autonomia de voo de 2h30, um alcance de 555 km e velocidade máxima de 314 km/h.

Painel de instrumentos do UH-60A após modernização        Foto: FAP
Infografia: FAP

O AW119 Koala é um helicóptero monomotor extremamente versátil, cumprindo um leque alargado de missões, como sejam: patrulhamento e observação no apoio ao combate aos incêndios rurais, instrução básica e avançada de voo, busca e salvamento e evacuações sanitárias. Tem capacidade de transportar até sete passageiros (além do piloto), uma maca e cinco passageiros, ou ainda 1400 Kg em carga suspensa.

Painel de instrumentos do AW119 MK.II Koala     Foto: FAP

Infografia: FAP

Desde 2018 que o Estado Português transferiu para a  Força Aérea gestão dos meios próprios para o combate a incêndios. Estes quatro helicópteros são os primeiros de 11 a serem operados pela Força Aérea, nomeadamente dois AW119 Koala, seis UH-60 Black Hawk e mais três que serão objeto de concurso de aquisição a ser lançado brevemente.

Estes meios foram adquiridos com recurso a verbas maioritariamente do Plano de Recuperação e Resiliência.


segunda-feira, 14 de março de 2022

SEGUNDO LYNX MODERNIZADO CHEGA AO MONTIJO [M2305 - 22/2022]

 

O 19205 ainda em Yeovil nas instalações da Leonardo em novembro de 2021
O segundo helicóptero da Marinha Portuguesa Lynx Mk95A chegou hoje à Base Aérea nº6 no Montijo, após modernização pela Leonardo, em Inglaterra.

O 19205 com as marcações britânicas temporárias em voo de experiência em Inglaterra
A aeronave, ao que tudo indica será a n/c 19205, foi notada em voo ao longo dos últimos meses em Yeovil, onde se situam as instalações da Leonardo, ainda com marcação britânica temporária ZH584.

O Lynx Mk.95A n/n 19205 captado no programa Flightradar em novembro de 2021

Hoje, 14 de março de 2022, foi avistada a chegar por via terrestre de regresso à BA6, onde está sediada a Esquadrilha de Helicópteros da Marinha, que opera a frota.

A chegada do 19205 ao Montijo de camião         Foto: Rui Cardoso

Tendo a primeira célula modernizada para o padrão Mk.95A sido oficialmente aceite pela Marinha em julho de 2021, ficam agora a faltar três células, do total de cinco submetidas a modernização desde 2016. 




terça-feira, 27 de julho de 2021

MARINHA PORTUGUESA ACEITA PRIMEIRO LYNX MK.95A MODERNIZADO [M2263 - 51/2021]

Equipa que realizou o voo final de aprontamento do primeiro Lynx Mk95A        Foto: Marinha Portuguesa

A Leonardo divulgou hoje em nota de imprensa, a aceitação pela Marinha Portuguesa do primeiro helicóptero Lynx Mk.95A após trabalhos de modernização.

A aceitação foi realizada na base Aérea nº6 no Montijo, a casa da Esquadrilha de Helicópteros da Marinha.

A modernização foi realizada pela Leonardo em Yeovil, Reino Unido, incluindo a instalação de novos motores LHTEC CTS800-4N, um novo guincho, glass cockpit com ecrãs multifunções, processador tático e aviónicos baseados no novo modelo AW159.

O primeiro voo do primeiro helicóptero modernizado (n/c 19204) foi realizado a 14 de Fevereiro de 2020 em Yeovil, tendo quatro pilotos da Marinha realizado qualificação no novo modelo Mk.95A ainda no Reino Unido, antes do final do ano.

O aparelho seria depois transportado por terra até Portugal, onde foi notado em voos não operacionais nos últimos meses. A 16 de Julho de 2021, a Marinha anunciou nas redes sociais a realização do voo final do aprontamento do modelo Mk95A, que foi igualmente o primeiro conduzido por tripulantes, equipa de manutenção e equipa de operações de voo, composto exclusivamente por militares qualificados da Marinha Portuguesa. Na mesma ocasião, referiu o início da fase de capacitação operacional, em que serão definidos os novos procedimentos e técnicas de voo com a aeronave modernizada.

A Marinha Portuguesa opera os Lynx desde 1993. Segundo a Leonardo, as modernizações ora realizadas, permitirão manter o modelo em serviço pelos anos 2030 dentro.




terça-feira, 30 de março de 2021

CAE E LEONARDO EM PARCERIA PARA ESCOLA DE TREINO AVANÇADO DE PILOTOS EM ITÁLIA [M2246 - 34/2021]

Leonardo M-346 da Força Aérea Italiana

A Leonardo e a CAE (Canadian Aviation Electronics) anunciaram em comunicado de imprensa, ontem 29 de Março de 2021, a criação de uma joint venture designada Leonardo CAE Advanced Jet Training Srl, para apoiar as operações da International Flight Training School (“IFTS”) em Itália. A joint venture fornecerá serviços de suporte ao treino, incluindo manutenção completa e operação das aeronaves M-346 e sistemas de treino no solo, bem como a operação das instalações na base da IFTS.

A IFTS, uma parceria única entre a Força Aérea Italiana (ItAF) e a Leonardo, foi criada para fornecer uma introdução abrangente ao treino de pilotos de caça para a Força Aérea Italiana e clientes estrangeiros. O programa de treino avançado da IFTS, baseado na Fase IV do syllabus da Força Aérea Italiana, pode contar com o sistema de treino no solo do M-346, incluindo o simulador avançado de missão completo, desenvolvido em conjunto pela Leonardo e a CAE.

A IFTS está atualmente localizada na 61ª Ala - Galatina (Região da Apúlia, Sul de Itália) Base da Força Aérea Italiana e será relocalizada, a partir de 2022, na Base da Força Aérea Italiana em Decimomannu (Sardenha) onde uma cerimónia de inauguração foi realizada em Dezembro de 2020, para iniciar formalmente a construção de um moderno campus de treino de voo. 

“O nosso compromisso em fornecer aos clientes da IFTS a melhor capacidade de treino da classe é ainda demonstrado pela escolha da CAE como nosso parceiro na IFTS. A joint venture representa a estrutura ideal, para alavancar ainda mais a nossa colaboração bem-sucedida no sistema de treino no solo do M-346, ao mesmo tempo que nos garante a agilidade e a flexibilidade para atender aos desafiadores e personalizados requisitos dos clientes ”, disse o diretor administrativo da Leonardo Aircraft Division, Marco Zoff. “A Leonardo, a CAE e a excelência de renome mundial da Força Aérea Italiana, garantirão treino avançado de alto nível para as forças aéreas modernas, a um custo reduzido, a fim de satisfazer uma procura crescente no treino avançado de voo.” 

A parceria industrial entre a Leonardo e a CAE na forma de joint venture irá gerir e conduzir as operações do dia-a-dia da IFTS. A IFTS irá operar uma frota de 22 caças a jato avançados M-346, uma aeronave que apresenta uma gama de capacidades de treino integradas, permitindo extenso treino real, virtual e construtivo. A instrução será ministrada por pilotos do quadro da Força Aérea Italiana em serviço ativo e ex-pilotos instrutores militares internacionais altamente experientes.

“A CAE e a Leonardo têm um relacionamento industrial de longa data e temos o prazer de investir juntamente com a Leonardo e a Força Aérea Italiana, nesta parceria público-privada inovadora, para operar a Escola de Treino de Voo Internacional”, disse Marc-Olivier Sabourin, vice-presidente e gestor geral da  Defense & Security International, CAE. “A parceria entre a Leonardo e a CAE apoiará o Sistema de Treino Integrado M-346, que é um elemento central de um programa de treino de caças (LIFT) moderno e inovador, para pilotos da próxima geração.”

A instalação de uma escola de treino avançado de pilotos na Base Aérea nº11 em Beja, é um projeto antigo em Portugal, sendo a CAE uma dos parceiros alegadamente em negociações com o Estado Português nos últimos anos. Com a concretização desta parceria da CAE com a Leonardo em Itália, não fica claro a influência que tal possa ter relativamente ao projeto português, que alegadamente poderá passar também por aeronaves A-29 Super Tucano com outros parceiros.

Desde o phase-out da frota Alpha Jet, que realizava o treino avançado de pilotos na Força Aérea Portuguesa, que os pilotos de caça portugueses vêm realizando esta fase de instrução nos EUA.



segunda-feira, 28 de dezembro de 2020

LYNX MODERNIZADO DA MARINHA EM FASE FINAL DE ACEITAÇÃO [M2213 - 131/2020]

Foto: Marinha Portuguesa

Entre o final de novembro e o início de dezembro de 2020, decorreu a fase final do processo de aceitação da primeira aeronave Lynx MK95Ada Marinha Portuguesa, em Yeovil, no Reino Unido, decorrente do atual contrato com a Leonardo Helicopters para a modernização de cinco helicópteros.

Segundo comunicado de imprensa de hoje, 28 de dezembro de 2020, o processo de aceitação foi executado pela Delegação Técnica de Acompanhamento e Fiscalização (DTAF) da Direção de Navios, da Marinha Portuguesa. Esta delegação, coadjuvada pelos pilotos da Esquadrilha de Helicópteros da Marinha, com o respetivo processo de certificação concluído, é responsável pelo projeto de modernização dos helicópteros.​

Foto: Marinha Portuguesa

O processo de aceitação assentou na análise documental, na análise das publicações para a operação da aeronave, verificação de hardware e software e no cumprimento dos requisitos legais em vigor relativamente à aeronavegabilidade e segurança de voo. Foi também efetuada inspeção física da aeronave, com a confirmação de todos os equipamentos instalados e a validação do esquema de pintura aprovado.

Foto: Marinha Portuguesa

Por último, foram realizados testes no chão e executadas medições de vibrações em voo, ambos com resultados positivos. Decorrente de todo este processo foram realizadas 154 observações, das quais cerca de 1/3 se encontram em processo de retificação para que a aeronave seja transportada para Portugal no início do ano 2021.

A fase de aceitação desta aeronave insere-se num projeto de modernização aos cinco helicópteros da Marinha, o qual teve início em 2016, com o objetivo de melhorar a sua performance, como meio orgânico das fragatas, num largo espetro de missões em que a Marinha participa ou venha a participar.

Quatro pilotos da Esquadrilha de Helicópteros da Marinha realizaram já a qualificação no modelo modernizado Lynx Mk.95A, tal como oportunamente noticiámos. 



sábado, 21 de novembro de 2020

PILOTOS DA MARINHA INICIAM QUALIFICAÇÃO NO LYNX MK95A [M2207 - 125/2020]

Voo de qualificação da tripulação no Lynx Mk.95A        Foto: Marinha Portuguesa
 Tal como demos conta aqui recentemente, e apesar da entrega do primeiro Lynx Mk.95A após modernização, estar atrasada, o treino e qualificação de tripulações estava já muito próximo de se iniciar.

Isso mesmo anunciou a Marinha Portuguesa em nota de imprensa de ontem 20 de Novembro de 2020, informando que quatro pilotos da Esquadrilha de Helicópteros da Marinha ((EHM) se encontram atualmente a efetuar a qualificação na aeronave Lynx Mk.95A no Reino Unido.

Foto: Marinha Portuguesa

Foto: Marinha Portuguesa
Ainda segundo a mesma nota, este período irá ocorrer durante cinco semanas, correspondendo a cerca de 50 horas de voo, contemplando treinos e qualificação nas áreas de voo de contacto e de instrumentos, operação de sensores e equipamentos da aeronave. 

Foto: Marinha Portuguesa

No final serão feitas as provas de aceitação do primeiro helicóptero modernizado, o qual será transportado por via terrestre para Portugal, com o objetivo de efetuar voos de integração no Dispositivo Naval em solo português, no início de 2021.

Este período de qualificação resulta do atual contrato entre a Leonardo Helicopters e a Marinha Portuguesa para a modernização dos cinco helicópteros Lynx Mk95, o qual decorre desde 2016 e que se encontra na sua fase final.

Os novos motores LHTEC CTS800-4N são uma das modernizações dos Lynx Mk.95A       
Foto: Marinha Portuguesa




segunda-feira, 12 de outubro de 2020

PRIMEIRO LYNX MODERNIZADO DA MARINHA PORTUGUESA ADIADO PARA 2021 [M2190 - 108/2020]

Primeiro Lynx modernizado da Marinha Portuguesa
Segundo a conceituada publicação de defesa Janes, a entrega à Marinha Portuguesa do primeiro Lynx Mk.95A modernizado, foi adiada para os primeiros dias de 2021.

A primeira célula modernizada (19204) realizou o voo inaugural já a 14 de Fevereiro de 2020 em Yeovil, a partir das instalações da Leonardo, estando a entrega prevista para o final de Setembro, o que não viria a no entanto a concretizar-se. Segundo informações prestadas pela Marinha, as razões do adiamento prendem-se os efeitos decorrentes da pandemia de Covid-19.

A avaliação do helicóptero está agora marcada para Dezembro de 2020, como parte da certificação do modelo. Os pilotos devem finalizar o treino no início do mesmo mês.

A Leonardo recebeu um contrato de 69M EUR em Julho de 2016 para modernizar as cinco aeronaves Super Lynx Mk.95 da Marinha Portuguesa. A quinta e última célula foi entregue à Leonardo em Junho de 2020 e de acordo com a programação atual, a entrega de todos os cinco helicópteros modernizados está prevista decorrer durante 2021.

O pacote de modernizações inclui modificação estrutural decorrente da instalação dos novos motores LHTEC CTS800-4N em substituição dos Rolls Royce Gem 42, sistemas de ajudas e navegação, substituição do painel de instrumentos por um glass cockpit com três ecrãs multifunções, novo guincho de salvamento hidráulico e sistema de amortecimento de vibrações do rotor principal.




sexta-feira, 5 de junho de 2020

SEGUIU PARA MODERNIZAÇÃO ÚLTIMO LYNX DA MARINHA PORTUGUESA [M2151 - 69/2020]

O último Lynx Mk.95 da Esquadrilha de Helicópteros da Marinha à partida para Yeovil           Foto: Marinha Portuguesa


A Marinha Portuguesa informou ontem 4 de Junho de 2020, que o quinto e último helicóptero Lynx Mk.95 (n/c 19203) da sua Esquadrilha seguiu para modernização, juntando-se assim aos restantes quatro, que se encontram em fases diferentes da modernização, nas instalações da Leonardo em Yeovil, Reino Unido.

O 15203 no Montijo a ser acondicionado para o transporte até ao Reino Unido     Foto: Marinha Portuguesa


O primeiro a ser submetido aos trabalhos de modernização (n/c 19204) para o padrão Mk.95A realizou já o primeiro voo a 14 de Fevereiro do corrente, estando a sua entrega à Marinha prevista até ao final deste Verão.


O primeiro Lynx da Marinha Portuguesa modernizado, em voo de experiência em Yeovil a 27 de Maio de 2020

O programa de modernização aprovado visa a actualização das aeronaves, de forma a manter uma capacidade que confira um maior espectro operacional à Marinha, cumprindo ao mesmo tempo os requisitos de desempenho e interoperabilidade no “Céu Único Europeu”. Além de nova instrumentação do cockpit, comunicações e sistemas de navegação, os trabalhos de modernização incluem nova motorização com duas turbinas LHTEC CTS800-4N, sistema de amortecimento de vibrações do rotor principal e um novo guincho de salvamento.



terça-feira, 18 de fevereiro de 2020

LYNX MODERNIZADO DA MARINHA PORTUGUESA JÁ VOA [M2098 – 16/2020]

Foto: Marinha Portuguesa


O primeiro dos cinco helicópteros Lynx Mk.95 da Esquadrilha de Helicópteros da Marinha, submetido a trabalhos de modernização, realizou em Yeovil, Reino Unido, o primeiro voo de experiência, no passado dia 14 de Fevereiro de 2020.

Foto: Marinha Portuguesa

Em operação pela Marinha Portuguesa desde 1993, a frota Lynx Mk.95 atingiu em 2015 a condição de meia-vida, tendo sido assinado um contrato no dia 21 de julho de 2016 com a Leonardo (ex-AgustaWestland, fabricante do modelo) com o objectivo da modernização dos helicópteros, tendo sido iniciados os trabalhos em Setembro do mesmo ano.

Os cinco helicópteros estão a ser sujeitos a trabalhos de modificação estrutural decorrentes da instalação de novos motores LHTEC CTS800-4N em substituição dos Rolls Royce Gem 42. Na área dos aviónicos encontram-se a ser efectuados upgrades aos sistemas de ajudas e navegação, sendo introduzidos sistemas actualizados de navegação inercial.

Foto: Marinha Portuguesa

No âmbito destas intervenções, decorrem ainda trabalhos de substituição do painel de instrumentos, para o conceito de glass cockpit, com três ecrãs multifunções e do guincho de salvamento hidráulico, por um guincho eléctrico de maior fiabilidade, bem como a instalação de um sistema de amortecimento de vibrações do rotor principal.



O primeiro helicóptero modernizado (n/c 19204) tem chegada prevista a Portugal para o final do primeiro semestre deste ano. O modelo passará a designar-se Lynx Mk.95A.






sexta-feira, 3 de maio de 2019

APROVADA LEI DE PROGRAMAÇÃO MILITAR 2019-2030 [M2035 - 22/2019]

Com a aprovação da LPM a aquisição do Embraer KC-390 pode agora avançar

A Lei hoje aprovada na Assembleia da República, definirá a estratégia de investimento, equipamento e transformação das Forças Armadas Portuguesas para os próximos 12 anos. Isto significa, que finalmente alguns programas de fundo onerosos, tal como a substituição da frota C-130 Hercules pelo KC-390, poderão finalmente avançar.

Segundo comunicado do Ministro da Defesa Nacional no dia de hoje 3 de Maio de 2019, estes projectos reforçarão a capacidade das Forças Armadas para responder às necessidades da Diáspora portuguesa, para cuidar da soberania e coesão nacionais, tanto no que diz respeito à sua área de exercício de busca e salvamento, como no que concerne a responsabilidade de jurisdição, decorrente da futura extensão da plataforma continental. Permitirão, também, fazer face às ameaças actuais e futuras, num contexto em que o maior grau de imprevisibilidade introduz maiores incertezas. Ainda segundo o MDN, esta Lei gera valor económico, tecnológico e emprego, promovendo a investigação e a inovação.

A Lei de Programação Militar (LPM) é o principal instrumento financeiro plurianual para o investimento público na Defesa e nas Forças Armadas. Trata-se da fonte primordial de equipamento, de desenvolvimento da Base Tecnológica e Industrial de Defesa Nacional, e de apoio para a Investigação e Desenvolvimento, com impacto directo nas capacidades militares necessárias para a prossecução das múltiplas missões das Forças Armadas.

A nova LPM prevê uma dotação global de 4740M EUR, superior em 1580M EUR à actual LPM, correspondendo por isso a um acréscimo de 50%.

Relacionados com a aviação, estão incluídos vários programas de reequipamento ou modernização, havendo a destacar:

-cinco aeronaves de transporte aéreo estratégico e táctico (827M EUR)
-cinco helicópteros de evacuação (53M EUR)
-substituição de aeronaves de instrução básica (2,5M EUR)
-UAVs de vigilância Classe 2 e 3 (37M EUR)
-um navio polivalente logístico (150M EUR)

As aeronaves de transporte estratégico e táctico serão, ao que tudo indica, os KC-390 que aguardavam apenas pela aprovação da LPM, para a assinatura do contrato com a Embraer, atingido que está o acordo entre as partes.

Os helicópteros de evacuação estão definidos como sendo de médio porte. Pelo valor unitário atribuído e contactos exploratórios com a Leonardo - actual fornecedor das restantes frotas de helicópteros das FAs - poderá ser do tipo AW139. Destinam-se à utilização em campo de batalha, para transporte e apoio a tropas no terreno.


O histórico DHC-1 Chipmunk poderá finalmente estar de saída

As aeronaves de instrução básica de pilotagem a adquirir, destinam-se a substituir a frota DHC-1 Chipmunk, ao serviço da Academia da Força Aérea e deverão ser "quase ultra-ligeiras", ainda por definir.

Os UAVs (aeronaves não-tripuladas) serão de Classe 2 (acima de 150 kg) e 3 (acima 600kg) e destinam-se a complementar ou substituir as aeronaves P-3C e C295M no patrulhamento e vigilância marítima.

O navio polivalente logístico, é um sonho antigo das FAs portuguesas, previsto já em várias LPMs anteriores, mas nunca executado. Permite, entre outras valias, o transporte e operação de helicópteros.

A LPM inclui ainda verbas para modernização nas frotas Falcon 50, TB-30 Epsilon, P-3C Orion e C-130H. De notar que a actualização de sistemas da frota F-16, terá que ser financiada parcialmente pela alienação de parte da frota, dado que os 202M EUR previstos na LPM, não são suficientes para a assegurar até 2030.

De fora, ficou dotação para a futura substituição dos caças F-16, eventualmente dependente de negociações com os EUA, no âmbito da utilização da base aérea das Lajes.
Outra ausência notória relaciona-se com a instrução avançada de pilotos de caça, actualmente realizada nos EUA, mas em condições pouco satisfatórias para as necessidades da FAP. Neste caso, a contratação de horas de instrução através de uma empresa particular, poderá ser a solução a adoptar, não implicando por isso a aquisição de aeronaves.

No geral, a Lei hoje aprovada na Assembleia da República, respeita o documento que o Conselho de Ministros aprovou e que o Ministro da Defesa apresentou, a 23 de Janeiro, no Plenário da Assembleia da República. Houve contudo ainda alguns ajustamentos, decorrentes da negociação com as diferentes forças partidárias, que ditaram por exemplo uma estratégia diferente, relativamente ao navio polivalente logístico, cujo programa previa inicialmente 300M EUR para a sua construção.
Este valor aparece no documento definitivo com apenas 150M EUR, tendo a diferença de verbas sido aparentemente redistribuída em 25M EUR para projectos cooperativos europeus, 5M EUR para o programa de ciberdefesa e uma consagração de 120M EUR para a modernização das fragatas da Classe Vasco da Gama.

Projecto do NPL Adamastor


A lógica associada a esta opção, tem a ver, por um lado com a priorização da manutenção de capacidade das fragatas, para assegurar a soberania dentro daquilo que virá a ser o alargamento da plataforma continental portuguesa e por outro, com a expectativa do aparecimento no mercado, durante o primeiro quadriénio da LPM, de algum navio em segunda mão que permita uma aquisição a valores mais baixos do que orçamentado para a construção de um navio de raiz.
Caso este objectivo não se concretize, as verbas em falta para a conclusão do programa, deverão ser asseguradas por meios de financiamento alternativos, ou por uma LPM ulterior.




quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

FAP PONDERA M-346 ALUGADOS PARA TREINO AVANÇADO DE PILOTOS [M2015 - 02/2019]

Leonardo M-346

Faz no próximo dia 31 de Janeiro exactamente um ano, que o Alpha Jet - avião que cumpria o treino avançado de pilotos de caça - realizou o último voo. Desde então, a Força Aérea Portuguesa ficou sem uma aeronave capaz de realizar esta missão, passando a solução para a formação dos futuros pilotos de caça, por realizar o curso avançado de pilotagem nos EUA.

Para o Chefe de Estado Maior da Força Aérea, General Manuel Rolo contudo, esta situação está longe de ser ideal, tendo revelado na Comissão de Defesa Nacional no passado dia 16 de Janeiro, que a solução poderá passar por um contrato de utilização de aviões de treino modernos, alugados num regime de "power by the hour", sendo a aeronave preferida para este fim, o M-346 da Leonardo, apesar de salvaguardar existirem alternativas no mercado.

Segundo o CEMFA, a escassez de pilotos militares operacionais nos EUA, tem limitado as vagas para a formação de pilotos estrangeiros, o que tem para já a consequência de que dos quatro pilotos em média destinados às Esquadras de F-16 da FAP todos os anos, apenas um tem o curso assegurado em 2019, nos EUA.

Revelou por isso, que decorrem negociações avançadas com a empresa portuguesa Hi Fly - que adquiriria as aeronaves - e com as forças aéreas dos países EPAF (European Participant Air Forces) parceiros de Portugal na operação e manutenção do F-16 (Países Baixos, Dinamarca, Noruega e Bélgica) de modo a rentabilizar os custos de aquisição e operação das aeronaves M-346.

Esta situação permitiria criar uma escola de pilotagem avançada na Base Aérea nº11 em Beja, mantendo os standards de qualidade e exigência actuais deste grupo, que a Força Aérea Italiana - que fornece este mesmo serviço actualmente no M-346 - não proporciona, para além dos elevados preços que pratica.

Ainda em relação a aeronaves de treino, mas básico, referiu ainda o General CEMFA que para a substituição do Chipmunk - frota com 68 anos - estão reservados 2,5M EUR, para aquisição de aeronaves "quase ultra-ligeiras", mas que permitam pelo menos aos alunos da Academia da Força Aérea voar em aviões com um cockpit moderno.











quarta-feira, 25 de julho de 2018

KOALA AINDA EM 2018 (M1990 - 50/2018)

Leonardo AW119Kx Koala       Foto: Leonardo


Segundo noticia o Diário de Notícias nesta quarta-feira 25 de Julho de 2018, o Tribunal de Contas já emitiu parecer favorável à aquisição dos helicópteros ligeiros AW119 Koala, para a Força Aérea Portuguesa.

Tendo vencido o concurso para o fornecimento de cinco helicópteros (com mais dois de opção) destinados a substituir os veneráveis Alouette III  da FAP, a Leonardo (ex-AgustaWestland) não viu ainda o contrato concretizado, devido a esclarecimentos complementares solicitados pelo Tribunal de Contas ao Ministério da Defesa em Abril passado. No dia 17 do corrente, o TdC pronunciar-se-ia por fim favoravelmente.

Ainda assim, o fabricante terá mesmo dado início à construção das duas primeiras unidades, após ter sido reconhecido vencedor do concurso, mas ainda sem contrato assinado. Esta atitude da Leonardo terá sido bastante apreciada dentro da FAP e permitirá manter a calendarização inicial que previa as primeiras entregas ainda em 2018, evitando os cerca de três meses de atraso no programa, que o processo no TdC poderia ter causado.

Será portanto de esperar que os primeiros AW119 com as cores nacionais cheguem até Dezembro, conforme ambição da FAP, permitindo uma transição suave da actual frota de (três) Alouette III, que continuará a voar ainda durante os primeiros meses de 2019, pese embora estarem a esgotar as últimas horas de vida útil.



segunda-feira, 23 de abril de 2018

KOALA AGUARDA PELO TRIBUNAL DE CONTAS PARA SUBSTITUIR ALOUETTE (M1967 - 27/2018)

Leonardo AW119 Koala


O AW119 Mk.II Koala da Leonardo, aguarda pela aprovação do Tribunal de Contas, para substituir o lendário helicóptero Alouette III na Força Aérea Portuguesa.

Ao concurso lançado em Maio de 2017, corresponderam Airbus Helicopters e Leonardo com o H125 Ecureuil e AW119 Koala. Tendo a proposta da Airbus sido eliminada - não se conhecendo oficialmente as razões para tal ter sucedido - ficaria a Leonardo sozinha na corrida para o fornecimento de cinco a sete unidades de um helicóptero ligeiro, que permitisse substituir o Alouette na missão primária de formação de pilotos na Força Aérea Portuguesa, e secundárias de busca e salvamento, apoio a incêndios e evacuações sanitárias.

Em Novembro, já depois do prazo de 31 de Outubro, definido para a escolha do modelo vencedor, o Ministério da Defesa rejeitou o recurso da Airbus, confirmando o modelo da Leonardo como único concorrente a preencher todos os requisitos concursais. O vencedor do concurso contudo, não chegaria a ser divulgado oficialmente, julgando-se então que a razão pudesse ser a vontade expressa pelo Governo, de adquirir mais meios para o combate a incêndios, ainda no rescaldo da tragédia de Outubro de 2017, que poderia ditar uma redefinição dos parâmetros do concurso.

Sabe-se agora, segundo notícia veiculada no dia de ontem pelo Correio da Manhã, que o contrato estará mesmo assinado desde 27 de Dezembro de 2017, mas o Tribunal de Contas devolveu o processo ao Ministério da Defesa, há já "mais de duas semanas", solicitando documentação adicional. Será esta a razão para não ter havido um anuncio oficial do substituto do Alouette.

O concurso previa 28 meses para o fornecimento de todas as unidades. Contudo, as duas primeiras estavam previstas chegarem ainda antes do final de 2018, situação que poderá agora ficar comprometida, devido às tramitações em curso.

Segundo a opinião de elementos ligados à avaliação das propostas, o modelo da Leonardo era mesmo o mais forte e o que reunia mais consensos, independentemente da desclassificação do H125 da Airbus.

A Força Aérea utiliza já doze EH101 Merlin e a Marinha cinco Lynx Mk.95 (actualmente em modernização),  modelos igualmente da Leonardo.






quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

PRIMEIRO F-35B ITALIANO [M1943 - 03/2018]

O primeiro F-35B montado fora dos EUA           Foto: Ministério di Defensa


Hoje, 25 de Janeiro de 2018, foi entregue oficialmente, em cerimónia realizada em Cameri, Itália, o primeiro F-35B montado fora dos Estados Unidos.

A célula n/s BL-1 agora pertencente à Marinha Italiana, foi montada nas instalações da Leonardo, em estreita colaboração com a Lockheed Martin e o Ministério da Defesa italiano.

Depois de nove células do modelo A já entregues à Aeronáutica Militare Italiana, esta seria a primeira na variante de descolagem curta e aterragem vertical (STOVL), - o modelo mais complexo tecnicamente. A Itália é, de resto, o único país licenciado fora dos EUA, para realizar a montagem do modelo B.

Dos nove F-35A entregues até à data, quatro encontram-se em Luke, Arizona, EUA para o treino internacional de pilotos, enquanto os restantes cinco estão baseados em Amendola, Itália.
Ambos os modelos de F-35, irão substituir nas Forças Armadas italianas as frotas de Tornado, AMX e AV-8B Harrier.

As instalações da Leonardo irão produzir - além da frota italiana - 29 F-35A destinados aos Países Baixos, podendo acomodar também futuras encomendas do F-35 na Europa.


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