Mostrar mensagens com a etiqueta embraer kc-390. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta embraer kc-390. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 16 de maio de 2024

F-16 E KC-390 DA FAP NO RIAT 2024 [M2494 - 39/2024]

Parelha de F-16AM da Força Aérea Portuguesa
 
A organização do Royal Internatinal Air Tattoo (RIAT) acabou de anunciar a presença de dois F-16 da Força Aérea Portuguesa na edição deste ano, daquele que é considerado por muitos, o melhor Festival Aéreo do mundo.

Segundo pode ler-se na atualização das aeronaves participantes, a parelha portuguesa irá estar em exposição estática na "Viper Line", comemorativa dos 50º aniversário do F-16.

Recordamos que desde 2006 que os F-16 da Cruz de Cristo não participavam no Festival Aéreo que se realiza em Fairford, em Inglaterra, entre 19 e 21 de Julho.


A organização confirma igualmente a presença do KC-390 da Esquadra 506 - Rinocerontes, naquela que será uma estreia absoluta para a aeronave em cores portuguesas no RIAT, pese embora o KC-390 já tenha estado representado pela Embraer e pela Força Aérea Brasileira, em anteriores edições.



terça-feira, 24 de maio de 2022

BRASIL INSISTE EM REDUZIR ENCOMENDA DE KC-390 [M2318 - 35/2022]

FAB continua a colocar barreiras aos números de compra do KC-390

Segundo noticiou o jornal "O Globo", ontem 23 de Maio de 2022, após a redução da encomenda original de 28 aviões KC-390 para 22, a Força Aérea Brasileira (FAB) mantém o objectivo de encolher o número para apenas 15.

A publicação brasileira cita o Tenente-Brigadeiro do Ar Carlos de Almeida Baptista Junior: "O problema é a imprevisibilidade orçamentária. Não temos como arcar com isso no curto prazo", terá dito o comandante da FAB durante um café com os jornalistas. 

Quando a FAB revelou a intenção de reduzir a encomenda de KC-390 no decorrer do ano de 2021, o número-alvo pretendido pela Arma Aérea Brasileira era realmente de 15 exemplares, da aeronave de carga multimissão. A intenção seria priorizar o programa do caça F-39 Gripen, o que tornava impossível financiar ambos os programas. Após negociações com a Embraer, as partes chegaram a um compromisso de redução para 22 unidades, anunciado em Fevereiro de 2022, com base em variações contratuais que previam ainda a ampliação do prazo de entrega de 2026 para 2034.

Agora, e apenas três meses volvidos sobre o acordo, o comandante da FAB reitera a intenção da redução para o primeiro número pretendido: "Essa não é uma boa notícia, mas não temos como segurar esses projetos" terá acrescentado ainda na mesma ocasião com os jornalistas.

Quando solicitada a comentar a notícia pela agência internacional Reuters, a Embraer respondeu ter "contrato com a Força Aérea Brasileira para o fornecimento de 22 aeronaves", enquanto a FAB não respondeu (ainda) ao mesmo pedido de comentários. 

Sendo agora (de novo) incerto o número de exemplares a adquirir pelo Brasil, o modelo tem vindo entretanto a ser oferecido ou demonstrado interesse em vários outros países, entre os quais recentemente a Índia ou Itália, circulando rumores de uma nova encomenda para breve. Mas certas para já no exterior ao Brasil, apenas as compras de Portugal (5 aeronaves) e Hungria (2).




terça-feira, 21 de setembro de 2021

PRIMEIRA TRIPULAÇÃO PORTUGUESA DE KC-390 INICIA TREINO NO BRASIL [M2271 - 59/2021]

Primeira tripulação portuguesa do KC-390 Millennium         Foto: FAP

A Força Aérea Portuguesa (FAP) anunciou hoje em comunicado de imprensa o início do treino da primeira tripulação destinada ao KC-390 Millennium. 

Segundo o mesmo comunicado, a tripulação composta por dois pilotos e dois mecânicos da Esquadra 501 - Bisontes, iniciou a formação na aeronave 14 de setembro do corrente, na Ala 2, em Anápolis, no Brasil.

A instrução, ministrada pelo 1.º Grupo de Transporte de Tropa da Força Aérea Brasileira (FAB), compreende as componentes teórica e prática do KC-390 Millennium.

A FAP sublinhou ainda no comunicado, o fortalecimento da cooperação bilateral entre os dois países, pela partilha de experiências. Enquanto a FAP adquire conhecimentos com a experiência acumulada da FAB naquela aeronave, estes beneficiam da experiência lusa no transporte aerotático.

Portugal adquiriu cinco aeronaves KC-390 Millennium e um simulador, em 2019, destinados a substituir a frota C-130H Hercules nas missões de transporte na FAP. 

O primeiro voo do primeiro KC-390 da FAP está previsto ocorrer ainda em 2021, estando o ano de 2022 reservado para testes e certificações da aeronave, com a entrega à FAP prevista já para 2023.



terça-feira, 24 de setembro de 2019

FROTA C-130 PORTUGUESA RUMO À GRÉCIA? [M2065 - 52/2019]

C-130H Hercules da Esquadra 501 "Bisontes" da Força Aérea Portuguesa


Notícias ontem veiculadas na Grécia, dão conta que aquele país será "um dos interessados" na aquisição de "três C-130H com 42 anos" da Força Aérea Portuguesa, segundo pode ler-se no site ProNews.

A Força Aérea Helénica procura reforçar a sua frota de 15 C-130B/H, que se encontra em níveis de operacionalidade bastante baixos, não sendo no entanto certo se as aeronaves actualmente ao serviço da Esquadra 501 da FAP, servirão para fornecimento de peças ou para voar operacionalmente.

Já o site Defence Point revela que "segundo informações seguras" o negócio está agora depende dos trabalhos de inspecção preliminar das aeronaves da FAP, pela parte grega.

As mesmas fontes da notícia, não especificam se a iniciativa do negócio partiu de Atenas ou Lisboa.

Esta recente revelação vem contrariar a intenção divulgada pelo anterior CEMFA Gen. Manuel Rolo, bem como do Ministério da Defesa, de utilizar os C-130 da FAP em funções de combate a incêndios, após a entrada em serviço dos KC-390. De igual modo, e dado que segundo a calendarização de entrega dos KC-390, ao ritmo de um por ano, entre 2023 e 2027, está prevista a sobreposição da utilização das frotas C-130 e KC-390, fica por isso a dúvida de como será realizado o período de transição, caso a frota C-130 seja alienada antecipadamente.

A Força Aérea Portuguesa tem actualmente quatro C-130H em uso operacional, de um total de cinco aeronaves. A frota celebrou recentemente as 80.000 horas de voo, que começou a operar em 1977. Está previsto realizarem-se trabalhos de modernização dos sistemas de navegação e comunicações nos quatro C-130 operacionais, de modo a manterem-se no activo até que a frota KC-390 esteja totalmente capaz de assumir as missões atribuídas aos "Bisontes".


quarta-feira, 4 de setembro de 2019

FORÇA AÉREA BRASILEIRA RECEBE PRIMEIRO KC-390 [M2058 - 45/2019]

O "baptismo" do primeiro KC-390 na aterragem em Anápolis


Hoje 4 de Setembro de 2019, teve lugar na base aérea de Anápolis, estado de Goiás, Brasil, a cerimónia oficial de recepção do primeiro Embraer KC-390, da à Força Aérea Brasileira (FAB).



A cerimónia foi presidida por Jair Bolsonaro, presidente do Brasil, na qual participaram também o ministro da Defesa e o Comandante de Aeronáutica, entre muitas outras individualidades civis e militares.

Dois F-5M realizaram guarda de honra ao KC-390 antes da aterragem em Anápolis.



A aeronave hoje entregue, com a matrícula 2853, é a primeira de um total de 28 encomendadas pela FAB.


Portugal é até ao momento o único comprador estrangeiro do KC-390, tendo assinado recentemente o contrato para a aquisição de cinco aeronaves, com opção de mais uma, com o início de entregas previsto para 2023.


O Embraer KC-390 conta com substancial participação da indústria aeronáutica portuguesa, tanto a nível de projecto, como de fabrico de componentes, principalmente na OGMA e nas instalações da Embraer em Évora.



Agradecimentos: Diego Alves/CAVOK Brasil
Imagens: FAB


quinta-feira, 22 de agosto de 2019

ASSINADO CONTRATO DE COMPRA DO KC-390 [M2055 - 42/2019]

CEMFA Gen. Borrego, 1ºMinistro António Costa e Jackson Schneider, CEO da Embraer Defense&Security na cerimónia de assinatura do contrato       Foto: MDN


Tal como ontem o Pássaro de Ferro deu conta, a assinatura do contrato de aquisição do programa KC-390 para a Força Aérea Portuguesa foi assinado hoje, 22 de Agosto de 2019, em Évora.

Na cerimónia estiveram presentes, entre outras individualidades, o Chefe de Estado Maior da Força Aérea Portuguesa Gen. Joaquim Borrego, o Primeiro-ministro António Costa e o CEO da Embraer Defense & Security, Jackson Schneider.

Este último referiu a propósito: "este é o ponto mais alto de um cuidadoso processo de selecção, que nos deixa orgulhosos, e que representa a entrada do KC-390 no mercado internacional. O KC-390 irá corresponder às necessidades operacionais de Portugal, assegurando a capacidade de integração com as nações aliadas, durante as próximas décadas. (...) Este contrato reforça a cooperação industrial entre Portugal e a Embraer, contribuindo para o desenvolvimento da indústria de engenharia aeronáutica em Portugal. Jackson Schneider completou ainda "o investimento da Embraer em Portugal, aqui para o Parque Industrial de Évora, já ultrapassou os 400 milhões de euros. (...) No conjunto, as empresas Embraer em Portugal exportam mais de 300 milhões de euros por ano, que irão crescer para 400 milhões de euros por ano, por volta do ano 2020, em resultado dos mais recentes investimentos que já aprovámos.”  Schneider, realçou que todos os investimentos são “responsáveis, hoje, por 2500 empregos directos, em Portugal, e 7000 indirectos.”

Ministro da Defesa João Gomes Cravinho      Foto: MDN


Já o ministro da Defesa João Gomes Cravinho, a quem competiu assinar o contrato em nome do Estado Português, disse a propósito que "a participação nacional na edificação e dinamização do programa do KC-390 revela bem a actual capacidade competitiva da indústria aeronáutica nacional, incluindo aquela que está instalada em Évora, e que garante um retorno económico, financeiro e de conhecimento", concluindo "por isso" que “o processo de aquisição do KC-390” por Portugal, “muito mais do que uma simples despesa, é um grande investimento para o país”. O responsável pela pasta da Defesa em Portugal adiantou ainda que “os 827 milhões que serão investidos nos próximos 12 anos incluem a aquisição das aeronaves, o simulador, os equipamentos, mas também os custos de manutenção, da aquisição de sistemas complementares ou ainda a construção e adaptação de infraestruturas necessárias à sua operação, a partir da Base Aérea n.º 6 no Montijo. Isto significa que futuros orçamentos não serão onerados com despesas necessárias, mas de difícil enquadramento, como aconteceu no caso de algumas das capacidades actualmente ao dispor da Força Aérea”.
Continuou ainda sublinhando que “Portugal está a adquirir a melhor aeronave do mercado para os requisitos operacionais e logísticos específicos” do país, onde o cluster aeronáutico “representa já cerca de 1% do PIB (Produto Interno Bruto) nacional” e se espera que “possa vir a duplicar num horizonte próximo. (...) Esta indústria representa 3,3% das exportações nacionais” e regista “uma tendência crescente nos últimos 10 anos”, numa área com “grande competitividade nacional” que se estende ao plano europeu, o que permite a Portugal “liderar projectos no âmbito da cooperação estruturada permanente da União Europeia nesta área”.

Gomes Cravinho terminou referindo que “o KC-390 é uma aeronave com alcance intercontinental, dotada de verdadeiras capacidades multimissão, capaz de executar operações estratégicas e táticas, civis e militares”. Com a primeira de cinco aeronaves a chegar em 2023, as Forças Armadas portuguesas “ficam melhor equipadas” e “Portugal fica melhor equipado”.
Permitirá reforçar as atuais capacidades de transporte aéreo, busca e salvamento, evacuações sanitárias e de apoio a cidadãos nacionais, nomeadamente entre o continente e os arquipélagos ou na diáspora, entre outras missões” concluiu.


Ilustração do futuro KC-390 da FAP       Imagem: MDN






quarta-feira, 21 de agosto de 2019

ASSINATURA DE CONTRATO DOS KC-390 PARA A FAP [M2053 - 40/2019]



Amanhã quinta-feira 22 de Agosto de 2019, será realizada a cerimónia de assinatura do contrato do programa KC-390 para equipar a Força Aérea Portuguesa.

A cerimónia terá lugar a partir das 15 horas, nas instalações da Embraer em Évora, onde alguns dos componentes do avião são fabricados. Contará com a presença do primeiro-ministro António Costa e do ministro da Defesa João Cravinho, que irão assinar em representação do Estado Português, a documentação relativa à aquisição de cinco aeronaves, bem como um simulador de voo e sustentação logística para os primeiros anos de operação das aeronaves.

Os KC-390 destinam-se a substituir a frota C-130H Hercules em operação na Esquadra 501 da Força Aérea Portuguesa desde 1977, nas missões de transporte aéreo táctico e estratégico, acrescentando capacidades secundárias de reabastecimento aéreo e combate a incêndios.






terça-feira, 6 de agosto de 2019

VALORES DO PROGRAMA KC-390 [M2051 - 38/2019]

O Embraer KC-390 que irá voar com as cores portuguesas a partir de 2023

Na sequência da decisão de aquisição dos aviões de transporte militar Embraer KC-390, deliberada no Conselho de Ministros do passado dia 11 de Julho de 2019, foi publicado em Diário de República a 29 do mesmo mês, a Resolução nº120/2019, que aprova as despesas relacionadas com o referido Programa.

No documento é por isso assim possível saber com mais pormenor os sub-programas que constituem o Programa global de aquisição do KC-390, bem como as verbas alocadas a cada um, repartidas do seguinte modo:

1 — Autorizar a despesa com:
a) A aquisição de cinco aeronaves KC -390, com a calendarização de entrega prevista no anexo I
da presente resolução e que dela faz parte integrante, e de um simulador de voo, ao consórcio constituído por Embraer, S. A., e Embraer Portugal, S. A., até ao montante máximo de €606.158.571,00 a que acresce imposto sobre o valor acrescentado (IVA) à taxa legal em vigor;
b) A contratação dos serviços de sustentação logística das aeronaves e do simulador de voo,
ao consórcio constituído por Embraer, S. A., e Embraer Netherlands B. V., até ao montante máximo
de € 109.817.204,00, a que acresce IVA à taxa legal em vigor;
c) A aquisição dos equipamentos de guerra eletrónica (EW Suite) para as aeronaves KC -390, à
Elbit Systems EW and Sigint — Elisra, até ao montante máximo de € 44.969.053,00, a que acresce
IVA à taxa legal em vigor.

2 — Autorizar a realização de despesas, não incluídas no número anterior, necessárias à plena
concretização do programa de aquisição e sustentação das aeronaves KC -390, até ao montante
máximo de € 66.388.172,00, a que acresce IVA à taxa legal em vigor, nomeadamente:
a) A aquisição à International Aero Engines AG (IAE) dos serviços de sustentação logística
dos motores;
b) A aquisição ao Governo dos Estados Unidos da América (EUA) dos equipamentos a fornecer pelo Estado Português à Embraer para instalação nas aeronaves (Government Furnished
Equipment — GFE);
c) A aquisição dos equipamentos de apoio no solo (Ground Support Equipment — GSE) e
demais equipamentos específicos não incluídos nos contratos a que se refere o n.º 1, necessários
à execução dos vários elementos de missão;
d) A aquisição da infraestrutura SI/TIC para suportar os sistemas de treino e apoio à missão;
e) A construção e ou adaptação das infraestruturas necessárias à sua operação a partir da
Base Aérea n.º 6; e
f) As demais despesas indispensáveis ao acompanhamento e fiscalização do programa.


O número 3 do documento refere ainda que as verbas referidas nos números anteriores são provenientes da Lei de programação Militar.


Tal como havíamos já noticiado, as aeronaves serão entregues ao ritmo de uma por ano, entre 2023 e 2027, patente no anexo I do documento, conforme referido acima.


Os encargos financeiros serão repartidos por 12 anos, entre 2019 e 2030, de acordo com o seguinte quadro:



quinta-feira, 11 de julho de 2019

OFICIAL: PORTUGAL COMPRA KC-390 [M2045 - 32/2019]



No comunicado do Conselho de Ministros de hoje, 11 de Julho de 2019 pode ler-se:

"O Conselho de Ministros aprovou hoje a aquisição de cinco aeronaves KC-390, assim como a contratação dos serviços de sustentação logística das aeronaves e do simulador de voo e a aquisição dos equipamentos de guerra eletrónica.

A aquisição das aeronaves KC-390 e de um simulador de voo, e respetiva sustentação logística, com as configurações e especificações técnicas, operacionais e logísticas definidas pela Força Aérea, permitirá reforçar as atuais capacidades de transporte aéreo, de busca e salvamento, evacuações sanitárias e apoio a cidadãos nacionais, nomeadamente entre o Continente e os Arquipélagos, incluindo-se, também, as capacidades adicionais de reabastecimento em voo e de combate a incêndios florestais, o que possibilita que Portugal disponha de aeronaves com funções de duplo uso (civil e militar), que respondem a necessidades permanentes do país.

As características únicas da aeronave KC-390 estabelecem um novo padrão para o transporte militar estratégico, até aqui apenas possível de assegurar com aeronaves quadrimotores, de superiores dimensões e capacidades, constituindo-se assim, nesta classe, como a solução que satisfaz integralmente os requisitos definidos pelo Estado Português, bem como os exigidos para participação nas operações militares que poderão decorrer das alianças de que Portugal faz parte".

O negócio está avaliado em 827M EUR, com a primeira entrega esperada para Fevereiro de 2023, após o que o ritmo de entregas deverá ser mantido em uma nova aeronave por ano até 2027. A manutenção incluída no contrato é para os primeiros 12 anos de operação.

Os KC-390 substituirão os C-130H Hercules atualmente ao serviço da Força Aérea Portuguesa na Esquadra 501 - Bisontes. A Força Aérea, juntamente com o Ministério da Defesa e o Ministério da Administração Interna, estudam contudo ainda a possibilidade de manter a frota de C-130 operacional para o combate a incêndios, mesmo após a entrada em serviço do KC-390.




sexta-feira, 3 de maio de 2019

APROVADA LEI DE PROGRAMAÇÃO MILITAR 2019-2030 [M2035 - 22/2019]

Com a aprovação da LPM a aquisição do Embraer KC-390 pode agora avançar

A Lei hoje aprovada na Assembleia da República, definirá a estratégia de investimento, equipamento e transformação das Forças Armadas Portuguesas para os próximos 12 anos. Isto significa, que finalmente alguns programas de fundo onerosos, tal como a substituição da frota C-130 Hercules pelo KC-390, poderão finalmente avançar.

Segundo comunicado do Ministro da Defesa Nacional no dia de hoje 3 de Maio de 2019, estes projectos reforçarão a capacidade das Forças Armadas para responder às necessidades da Diáspora portuguesa, para cuidar da soberania e coesão nacionais, tanto no que diz respeito à sua área de exercício de busca e salvamento, como no que concerne a responsabilidade de jurisdição, decorrente da futura extensão da plataforma continental. Permitirão, também, fazer face às ameaças actuais e futuras, num contexto em que o maior grau de imprevisibilidade introduz maiores incertezas. Ainda segundo o MDN, esta Lei gera valor económico, tecnológico e emprego, promovendo a investigação e a inovação.

A Lei de Programação Militar (LPM) é o principal instrumento financeiro plurianual para o investimento público na Defesa e nas Forças Armadas. Trata-se da fonte primordial de equipamento, de desenvolvimento da Base Tecnológica e Industrial de Defesa Nacional, e de apoio para a Investigação e Desenvolvimento, com impacto directo nas capacidades militares necessárias para a prossecução das múltiplas missões das Forças Armadas.

A nova LPM prevê uma dotação global de 4740M EUR, superior em 1580M EUR à actual LPM, correspondendo por isso a um acréscimo de 50%.

Relacionados com a aviação, estão incluídos vários programas de reequipamento ou modernização, havendo a destacar:

-cinco aeronaves de transporte aéreo estratégico e táctico (827M EUR)
-cinco helicópteros de evacuação (53M EUR)
-substituição de aeronaves de instrução básica (2,5M EUR)
-UAVs de vigilância Classe 2 e 3 (37M EUR)
-um navio polivalente logístico (150M EUR)

As aeronaves de transporte estratégico e táctico serão, ao que tudo indica, os KC-390 que aguardavam apenas pela aprovação da LPM, para a assinatura do contrato com a Embraer, atingido que está o acordo entre as partes.

Os helicópteros de evacuação estão definidos como sendo de médio porte. Pelo valor unitário atribuído e contactos exploratórios com a Leonardo - actual fornecedor das restantes frotas de helicópteros das FAs - poderá ser do tipo AW139. Destinam-se à utilização em campo de batalha, para transporte e apoio a tropas no terreno.


O histórico DHC-1 Chipmunk poderá finalmente estar de saída

As aeronaves de instrução básica de pilotagem a adquirir, destinam-se a substituir a frota DHC-1 Chipmunk, ao serviço da Academia da Força Aérea e deverão ser "quase ultra-ligeiras", ainda por definir.

Os UAVs (aeronaves não-tripuladas) serão de Classe 2 (acima de 150 kg) e 3 (acima 600kg) e destinam-se a complementar ou substituir as aeronaves P-3C e C295M no patrulhamento e vigilância marítima.

O navio polivalente logístico, é um sonho antigo das FAs portuguesas, previsto já em várias LPMs anteriores, mas nunca executado. Permite, entre outras valias, o transporte e operação de helicópteros.

A LPM inclui ainda verbas para modernização nas frotas Falcon 50, TB-30 Epsilon, P-3C Orion e C-130H. De notar que a actualização de sistemas da frota F-16, terá que ser financiada parcialmente pela alienação de parte da frota, dado que os 202M EUR previstos na LPM, não são suficientes para a assegurar até 2030.

De fora, ficou dotação para a futura substituição dos caças F-16, eventualmente dependente de negociações com os EUA, no âmbito da utilização da base aérea das Lajes.
Outra ausência notória relaciona-se com a instrução avançada de pilotos de caça, actualmente realizada nos EUA, mas em condições pouco satisfatórias para as necessidades da FAP. Neste caso, a contratação de horas de instrução através de uma empresa particular, poderá ser a solução a adoptar, não implicando por isso a aquisição de aeronaves.

No geral, a Lei hoje aprovada na Assembleia da República, respeita o documento que o Conselho de Ministros aprovou e que o Ministro da Defesa apresentou, a 23 de Janeiro, no Plenário da Assembleia da República. Houve contudo ainda alguns ajustamentos, decorrentes da negociação com as diferentes forças partidárias, que ditaram por exemplo uma estratégia diferente, relativamente ao navio polivalente logístico, cujo programa previa inicialmente 300M EUR para a sua construção.
Este valor aparece no documento definitivo com apenas 150M EUR, tendo a diferença de verbas sido aparentemente redistribuída em 25M EUR para projectos cooperativos europeus, 5M EUR para o programa de ciberdefesa e uma consagração de 120M EUR para a modernização das fragatas da Classe Vasco da Gama.

Projecto do NPL Adamastor


A lógica associada a esta opção, tem a ver, por um lado com a priorização da manutenção de capacidade das fragatas, para assegurar a soberania dentro daquilo que virá a ser o alargamento da plataforma continental portuguesa e por outro, com a expectativa do aparecimento no mercado, durante o primeiro quadriénio da LPM, de algum navio em segunda mão que permita uma aquisição a valores mais baixos do que orçamentado para a construção de um navio de raiz.
Caso este objectivo não se concretize, as verbas em falta para a conclusão do programa, deverão ser asseguradas por meios de financiamento alternativos, ou por uma LPM ulterior.




sexta-feira, 12 de outubro de 2018

MONTIJO - ACORDO PELA REORGANIZAÇÃO DOS MEIOS DA FORÇA AÉREA (M2005 - 65/2018)

Estuário do Tejo e Base Aérea nº6, Montijo


A desmobilização parcial dos meios da Força Aérea Portuguesa da Base Aérea nº6, no Montijo, custará 115M EUR, a serem suportados integralmente pela ANA- Aeroportos de Portugal.
Incluirá a relocalização da Esquadra 751, que opera os helicópteros EH101 Merlin, para a BA1 em Sintra e da Esquadra 502 dos C295M para a BA11, em Beja.

Os Lynx da Esquadrilha de Helicópteros da Marinha, assim como a Esquadra 501 que operará futuramente os KC-390, continuarão a operar na BA6.

O acordo que terá já sido alcançado, segundo garante o jornal "Público", faz parte de um plano mais alargado, e que contempla ainda reajustes nas áreas utilizadas pela Força Aérea no aeroporto de Lisboa. Nomeadamente o  Aeródromo de Trânsito nº1, irá mudado de sítio e será convertido num verdadeiro "aeroporto de Estado", onde os Falcon 50 da esquadra 504 da FAP (transporte VIP) continuarão a operar. Já o hangar utilizado normalmente pelas Forças Nacionais Destacadas será deslocalizado para o Montijo, passando o embarque de tropas para o estrangeiro a realizar-se portanto, na margem Sul.

Sintra, passará a ser uma base essencialmente para os helicópteros militares, ao concentrar aí a frota EH101 Merlin e os novos AW119 Koala, que substituirão a curto prazo os Alouette III, até agora sedeados em Beja. Em Sintra ficará também a partir de 2021 o Centro Multinacional de Treino de Helicópteros da Agência Europeia de Defesa, caso a candidatura portuguesa seja vencedora.

A Beja, regressará depois de cerca de uma década em Sintra, a Esquadra 101, que opera os TB-30 Epsilon, de instrução básica de pilotagem.






quarta-feira, 10 de outubro de 2018

PRIMEIRO KC-390 DE SÉRIE JÁ VOA (M2004 - 64/2018)

O voo do primeiro KC-390 de série a 9 de Outubro de 2018 em Gavião Peixoto     Foto: Embraer


A Embraer atingiu mais um importante marco ontem, 9 de Outubro de 2018, ao completar com sucesso o primeiro voo do primeiro KC-390 de série.
tal como acordado com a Força Aérea brasileira, a aeronave irá ser agora submetida a uma bateria de testes de voo, na qual mais de 1900 horas de voo serão realizadas. A certificação de voo civil será obtida brevemente, passada pela Agência Nacional de Aviação  (ANAC) brasileira.

"Hoje celebra-se outro importante marco na produção do KC-390 (...) Esta aeronave combina uma flexibilidade excepcional, com performance e produtividade superiores" disse na ocasião Jackson Schneider, presidente e CEO da Embreaer Defense & Security.




sexta-feira, 13 de julho de 2018

PROGRAMA KC-390 CUSTA 600 MILHÕES (M1983-43/2018)

Protótipo 02 do Embraer KC-390 no RIAT 2018. A aeronave seguirá no Domingo 15/7 para Farnborough.


O Correio da Manhã avançou esta quarta-feira 11 de Julho de 2018, que o Governo português teria já chegado a acordo com a Embraer - fabricante do KC-390 - por uma verba a rondar os 600M EUR, por cinco unidades do novo avião de carga de uso militar.

Apesar de não citar a fonte, a mesma publicação avançava então, que o Primeiro-ministro António Costa poderia aproveitar a cimeira da NATO que decorreu em Bruxelas, para anunciar oficialmente o negócio, o que não veio a confirmar-se. O Pássaro de Ferro teve entretanto oportunidade de contactar fonte oficial da Embraer, que negou haver já confirmação oficial dos valores ou mesmo do negócio fechado.

Relembramos que as negociações entre o Estado português e a Embraer encontram-se a decorrer há já aproximadamente um ano, depois do Governo ter autorizado as mesmas em Diário de República em Julho de 2017, ficando então definido o final de Outubro do mesmo ano, como data limite para a sua conclusão, o que não viria a verificar-se. Sabe o Pássaro de Ferro que as condições financeiras do negócio têm sido o entrave principal à efectivação do acordo que transformaria Portugal no primeiro comprador externo do avião de carga brasileiro. Portugal tem contudo também participação no projecto e produção das aeronaves através da OGMA, bem como na manutenção de futuros operadores.

Os KC-390 destinam-se a substituir a envelhecida frota C-130H Hercules em uso na Força Aérea Portguesa, a voar já há alguns anos com algumas restrições, devido principalmente à necessidade de actualização de sistemas de comunicações e navegação. O programa contempla ainda equipamento de apoio e um simulador de voo, com opção para uma sexta célula de KC-390.

A feira internacional de aviação de Farnborough que se inicia na próxima segunda-feira 16 de Julho, e onde a Embraer marcará presença com um protótipo do KC-390, parece para já, uma ocasião mais apropriada para anunciar um possível acordo que levará o KC-390 a voar com as cores lusitanas.





quarta-feira, 13 de junho de 2018

GOVERNO INQUIRIDO SOBRE RELOCALIZAÇÃO DAS ESQUADRAS DA BA6 (M1975 - 35/2018)

C295M no Aeródromo Militar de Tancos

Um grupo de deputados do PSD inquiriu o Governo acerca do "reposicionamento dos dispositivo da Força Aérea Portuguesa localizado atualmente na Base Aérea do Montijo e que, por via do desdobramento da Portela, será necessariamente recolocado noutras Bases da Força Aérea Portuguesa".

Duarte Marques, Nuno Serra, Teresa Leal Coelho, Pedro Roque, Bruno Vitorino e Carlos Costa Neves, assinam o documento, em que perguntam ainda "que destino está previsto para a Base Aérea de Tancos, segundo o plano alegadamente apresentado pela FAP ao Governo português sobre o reposicionamento do dispositivo colocado no Montijo".

Esta proposta contemplará "a hipótese das esquadras de transporte aéreo da BA6 serem transferidas para o Polígono Militar de Tancos, em particular os aviões C-295 e C-130, bem como as cinco aeronaves KC-390, a adquirir à Embraer".

Segundo os mesmos, "Tendo em conta que é necessário adaptar as estruturas militares existentes que venham a acolher o dispositivo posicionado no Montijo, importa quanto antes tomar com transparência e com o devido planeamento as decisões relativas ao reposicionamento do dispositivo militar baseado no Montijo.(...) As instalações da Base Aérea de Tancos, bem como todo o dispositivo e equipamento militar existente neste polígono militar, garantem condições excecionais para receber parte do dispositivo da Força Aérea Portuguesa que está hoje localizado na BA6 do Montijo".

A inquirição tece também algumas considerações relativamente a outros meios aéreos: "A ser adaptado tem ainda condições e potencial para outras respostas quer civis quer militares. (...) Seria de todo um grande contributo para esta região voltar a acolher parte ou a totalidade do dispositivo da FAP estacionado no Montijo”. Segundo os subscritores do documento,  “preenche também todos os requisitos necessários para vir a albergar no futuro os meios que a FAP possa vir a utilizar no combate aos incêndios, caso o Governo da Republica venha a concretizar a intenção, várias vezes repetida, de dotar a estrutura militar, e em particular a Força Aérea, de capacidade própria para fazer o combate aos incêndios florestais com recurso a equipamento, helicópteros e aviões."

A relocalização dos meios da FAP em Tancos é de grande interesse para os concelhos daquela região, tendo vários municípios oficializado o interesse na reactivação da antiga Base Aérea nº3, actualmente sob administração do Exército e denominada Aeródromo Militar de Tancos.
No último mês contudo, foram divulgadas notícias da preferência da Força Aérea por Beja, para as aeronaves de transporte, situação que eventualmente tenha despoletado a preocupação dos agentes políticos afectos aos concelhos ribatejanos, que assim questionam o ministro da Defesa acerca da decisão.

Ambas as hipóteses têm vantagens e desvantagens identificáveis. Tancos tem uma posição mais central em relação ao país, estando igualmente mais perto da mancha florestal tradicionalmente com mais risco de incêndio, viabilizando por isso mais facilmente uma futura inclusão de aeronaves de combate a incêndios. As aeronaves estariam também "paredes meias" com a Escola de Tropas Pára-quedistas e Brigada de Reacção Rápida, que as utilizam regularmente o treino de salto de pára-quedas, e largada de carga. Beja todavia, está actualmente bastante subaproveitada,  possuindo dimensões e infraestruturas mais facilmente adequadas a acomodar aeronaves de grande porte.

Já para os helicópteros sedeados na BA6, a solução parece ser mais consensual, com a Esquadra 751 que opera os EH101 Merlin da Força Aérea e os Lynx Mk.95 da Esquadrilha de Helicópteros da Marinha com rumo marcado à BA1 em Sintra, onde aliás o ministro da Defesa já anunciou pretender instalar o futuro Centro Multinacional de Treino de Helicópteros, da Agência Europeia de Defesa, caso Portugal ganhe o concurso a decorrer actualmente.




quarta-feira, 30 de maio de 2018

GOVERNO PORTUGUÊS AUTORIZA 10 MILHÕES PARA O PROGRAMA KC-390 (M1972 - 32/2018)

Portugal é a par com Brasil, Argentina e Chéquia, um dos países participantes do desenvolvimento do KC-390

No comunicado emitido após a reunião de Governo, de  hoje 30 de Maio de 2018, pode ler-se  "O Conselho de Ministros aprovou hoje uma resolução que autoriza a despesa relativa ao financiamento da participação financeira do Estado, no quadro contratual e de parceria com a Embraer, no programa de desenvolvimento e produção da aeronave de transportes multiusos KC-390, enquanto fator de desenvolvimento e dinamização tecnológica e industrial no setor aeronáutico e para a economia nacional, em fase de conclusão prevista para o final de 2018."

De notar, que esta verba de 10M EUR, faz parte de um pacote de cerca de 40M EUR, que em nada tem a ver com uma possível aquisição deste tipo de aeronave para equipar a Força Aérea Portuguesa, mas sim relativas ao financiamento do projecto de desenvolvimento da aeronave.
Estas verbas foram ,aliás, ponto de desacordo entre a OGMA e o Estado Português no passado. Parte do financiamento destinado ao desenvolvimento do KC-390 vem indirectamente da União Europeia, através do programa QREN.

Acerca de uma decisão pela compra do KC-390 para substituir a frota C-130 Hercules da FAP, e apesar do Ministério da Defesa português ter decidido reduzir o investimento com as modernizações previstas para esta última, o que parece indicar que a aquisição do KC-390 deverá mesmo acontecer, não há ainda ulteriores desenvolvimentos.


sexta-feira, 20 de abril de 2018

CANCELADA MODERNIZAÇÃO DA FROTA C-130 DA FAP (M1965 - 25/2018)

Cancelamento da modernização da frota C-130 com vista para o KC-390

Foi hoje publicado em Diário da República um despacho do Ministro da Defesa, que cancela a modernização prevista para a frota C-130H Hercules ao serviço da Força Aérea Portuguesa.

Apesar de não serem conhecidos ainda os contornos da aquisição do KC-390, em negociação desde Julho de 2017, e que se pretende substitua os aviões da Lockheed Martin, a justificação que se pode ler no referido documento, para o cancelamento das modernizações orçamentadas em 29M EUR, é a transferência deste valor para "garantir a sustentação [da frota C-130] até ser atingida a Capacidade Operacional Final do KC-390".

As aeronaves em uso pelas Esquadra 501, serão contudo, ainda assim, alvo de modificações, nomeadamente no sistema de navegação e comunicações, aproveitando o co-financiamento de fundos europeus, no âmbito do programa Céu Único Europeu. O despacho prevê um máximo de 19.06M EUR de investimento para este fim e 2.6M EUR para a sustentação da frota, tal como referido acima.

Já no sumário do Conselho de Ministros de passado dia 12 de Abril de 2018, pode ler-se a aprovação de verbas para "garantir a manutenção das aeronaves C-130H e P-3C, seus motores e respetivos orgãos ou equipamentos, componentes, sistemas e subssistemas associados, para o quadriénio 2018-2021"
Não é contudo claro se este assunto se sobrepõe ou é complementar, com a decisão hoje oficializada.

Embora em versões diferentes, o C-130H e o P-3C utilizam o mesmo modelo de motor.





terça-feira, 6 de março de 2018

1º PROTÓTIPO DO KC-390 VOA NOVAMENTE (M1955 - 15/2018)

Embraer KC-390 (imagem de arquivo)

O protótipo do avião de carga militar KC-390 em desenvolvimento pela Embraer, que esteve envolvido num incidente em voo no dia 12 de Outubro de 2017, regressou recentemente aos voos de teste.

Tal como então relatámos no Pássaro de Ferro, a aeronave de matrícula PT-ZNF sofreu uma queda brusca de altitude durante um voo de  testes e certificação, com simulação de gelo nas superfícies horizontais.

Do incidente, observado por inúmeros internautas no programa Flightradar, inúmeras teorias surgiram, bem como rumores não comprovados, de que a aeronave teria ficado danificada estruturalmente e irremediavelmente.

O fabricante viria a desmentir muitos desse rumores, incluindo a existência de qualquer ferido, bem como a gravidade dos danos na célula do 1º protótipo do KC-390.
Em comunicado à imprensa, a Embraer confirmou terem sido excedidos os limites operacionais da aeronave, mas negou ter sido afectada a estrutura principal do aparelho, estando os danos sofridos limitados a carenagens externas e janelas de inspecção.
Segundo o mesmo comunicado, o programa de testes do KC-390 não seria afectado pelo incidente e a imobilização temporária do avião 001.

Apesar da causa do incidente não ter sido então, nem entretanto revelada, certo é, que tal como referido pela Embraer, a aeronave poderia voltar a voar, tendo sido registada finalmente, de novo no Flightradar a 2 de Março passado, num voo de cerca de 3 horas nas proximidades de Araraquara,estado de São Paulo, onde se situa a base de Gavião Peixoto.

"Print screen" do Flightradar com registo do voo do PT-ZNF a 2 de Março de 2018

A Embraer mantém a intenção de entregar à Força Aérea Brasileira, os dois primeiros aviões de série ainda durante 2018, tendo sido declarada a Capacidade Operacional Inicial do modelo, em Dezembro de 2017.

O Ministério da Defesa português constituiu um grupo de trabalho para negociar as condições de aquisição de cinco a seis unidade de KC-390, destinados a substituir os C-130 Hercules na Força Aérea Portuguesa. Apesar do prazo para apresentação do relatório, ter terminado em Outubro de 2017, não são conhecidas ainda conclusões acerca do assunto.

sábado, 10 de fevereiro de 2018

SKYTECH ASSINA CARTA DE INTENÇÃO PARA ADQUIRIR SEIS KC-390 [M1947 - 07/2018]

Embraer KC-390


A Embraer Defesa & Segurança anunciou no passado dia 6 de Fevereiro de 2018, no decorrer do
Singapore Airshow, a assinatura de uma Carta de Intenção de Compra, com a empresa de serviços de
aviação SkyTech, para aquisição de até seis aeronaves de transporte multimissão KC-390.

As aeronaves serão destinadas a diversos projetos de defesa e ambas as empresas também
concordaram em avaliar uma potencial colaboração estratégica com o objetivo de explorar
conjuntamente novas oportunidades de negócios nas áreas de treino e serviços.

A SkyTech é o resultado de uma parceria entre duas empresas com larga experiência no
campo dos serviços de defesa: a HiFly, de Portugal, que fornece aeronaves, tripulações
completas, manutenção e seguros (ACMI), e a australiana Adagold Aviation, especializada
em serviços de aviação e voos charter.

“Acompanhamos o programa KC-390 desde a sua criação e acreditamos que ele estabelecerá
novos padrões na categoria dos aviões de transporte de médio porte, assim como será uma
plataforma multimissão”, disse Paulo Mirpuri, presidente da SkyTech. A empresa também
afirmou que esta é a primeira de uma grande variedade de plataformas que terão vários
empregos específicos e de outros projetos que a SkyTech está realizando no mundo todo.

“A Embraer está entusiasmada em ter a SkyTech como parceira estratégica para alguns dos
nossos projetos, pois estamos certos de que eles adicionam valor e ganhos, fornecendo
diversas soluções contínuas para nossa própria base de clientes de defesa”, disse Jackson
Schneider, presidente e CEO da Embraer Defesa & Segurança.

O Governo português tem em andamento negociações com vista a equipar a Força Aérea com cinco a seis KC-390. Contudo, qualquer relação entre estas duas situações é por enquanto, pura especulação.

O KC-390 é um avião de transporte tático militar. segundo a Embraer, desenvolvido para estabelecer novos padrões na sua categoria, apresentando o menor custo do ciclo de vida do mercado.
É capaz de executar diversas missões, como transporte de carga, lançamento de tropas ou de paraquedistas, reabastecimento aéreo, busca e salvamento, evacuação aeromédica e combate a incêndios, além de apoio a missões humanitárias. A aeronave pode transportar até 26 toneladas de carga, com uma velocidade máxima de 470 nós (870 km/h), além de operar em ambientes hostis,
inclusive a partir de pistas não preparadas ou danificadas.


sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

KC-390 ATINGE CAPACIDADE OPERACIONAL INICIAL (M1940 - 77/2017)

Embraer KC-390

A Embraer declarou no passado dia 20 de Dezembro de 2017, ter o modelo KC-390 atingido as capacidades iniciais requeridas pela Força Aérea Brasileira (FAB), para a aceitação das primeiras unidades de série. Isto significa na prática, que a Capacidade Operacional Inicial (IOC), ficou assegurada.

“É com grande satisfação que anunciamos o atingimento deste marco importante para o Programa KC-390”, disse Jackson Schneider, presidente e CEO da Embraer Defesa & Segurança. “A campanha de certificação tem avançado conforme o planejado e os testes realizados tiveram grande sucesso, comprovando a maturidade da aeronave e confirmando o desempenho e as capacidades previstas”.

O  KC-390 obteve assim um Certificado de Tipo provisório atribuído pela ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil brasileira) comprovativo da adequação do modelo aos requisitos de aeronaves da categoria de transporte.

As duas primeiras de um total de 30 unidades, serão entregues à FAB durante 2018, esperando-se ainda durante o mesmo ano receber o Certificado de Tipo final. Entretanto, testes adicionais serão realizados, principalmente relacionados com as capacidades militares do aparelho, incluindo reabastecimento aéreo e largada de carga em voo, entre outros, antes de ser declarada a Capacidade Operacional Final.

Até à data, os dois protótipos voaram mais de 1500 horas, desde o voo inaugural a 3 de Fevereiro de 2015, acumulando mais de 40.000 horas de testes em laboratório. A campanha de testes estruturais está quase terminada, faltando apenas completar o teste de fadiga estrutural em escala real.

O incidente com um teste em voo ocorrido em Outubro passado, não terá aparentemente comprometido a calendarização do programa, tal como então anunciado pela Embraer.

O Estado português oficializou em Julho transacto, o interesse na aquisição de cinco a seis KC-390, apoio logístico e um simulador de voo , sendo então a intenção de obter a IOC na Força Aérea Portuguesa até ao final de 2021. Não é contudo conhecido até ao momento o resultado das negociações então encetadas com o fabricante.


quinta-feira, 9 de novembro de 2017

O INCIDENTE COM O KC-390 - actualizado 10/11/2017 (M1936 - 73/2017)

Protótipo do Embraer KC-390

Durante um voo de teste a 12 de Outubro de 2017, com o protótipo do KC-390 de matrícula PT-ZNF, ocorreu um incidente com queda abrupta da aeronave em voo, sobre o qual o fabricante Embraer emitiu o seguinte comunicado:

Um protótipo do avião de transporte multimissão KC-390 realizou na manhã de quinta-feira, 12 de outubro, ensaios em voo para situação de estol, que resultam em perda de altitude da aeronave, devido à diminuição da força de sustentação, como parte da campanha de testes para certificação.

Em razão das manobras efetuadas e seguindo os protocolos estabelecidos, a tripulação solicitou retorno antecipado à base, pousando normalmente no aeródromo da companhia em Gavião Peixoto (SP) onde a campanha de ensaios é realizada.

A entrada em serviço do KC-390 está prevista para acontecer em 2018, conforme o cronograma do programa. Atualmente, dois protótipos do KC-390 somam mais de 1.300 horas de voo.

Apesar deste comunicado, em vários sítios de internet brasileiros dedicados à aviação, bem como nas redes sociais, circularam desde então versões, que davam conta de uma situação mais gravosa, que teria alegadamente envolvido danos estruturais na aeronave bem como danos físicos nos tripulantes, devido ao excesso de forças G.

Relativamente à perda de altitude, a aplicação informática FlightRadar permitiu confirmar imediatamente a queda dos 20.000 pés para abaixo dos 3000, chegando a ter uma velocidade vertical de 30.976 ppm (!), mas os restantes dados permaneceram alvo de especulação.

Fonte: The Aviationist

Apenas ontem, 9 de Novembro de 2017 e após o artigo da revista brasileira Aero Magazine, citando uma fonte interna ao projecto não revelada, foi possível confirmar mais dados acerca do incidente de 12 de Outubro.
Segundo o testemunho de um alegado engenheiro envolvido no programa, ao realizar o teste de qualidade de voo em situação de baixa velocidade com formação de gelo nas superfícies horizontais (situação que implica um elevado ângulo de ataque – ângulo entre a direcção do movimento e o eixo longitudinal da aeronave) ter-se-á desprendido um dos equipamentos de monitorização dos testes, que ao deslocar-se subitamente para a parte de trás, originaria o deslocamento súbito do centro de gravidade, num avião já numa situação de voo limite, o que teria originado a perda de controlo da aeronave e consequente perda de altitude.

Após a publicação desta versão, a Embraer confirmaria parte da informação: "o protótipo 001 da aeronave de transporte e reabastecimento Embraer KC-390 experimentou um evento além do limite planejado no teste de uma das várias configurações experimentadas durante um voo de teste de certificação para avaliar as qualidades de voo em baixa velocidade com simulação de formação de gelo".
Ainda segundo as explicações dadas pela Embraer à Aero Magazine, a aeronave regressou às condições normais de voo “realizando os procedimentos de recuperação recomendados”, mas as características e duração das manobras resultaram numa perda substancial da altitude, excedendo os limites operacionais, tanto de velocidade como factor de carga [NR: forças G]. A Embraer acrescentou ainda que "todos os sistemas da aeronave se comportaram conforme o esperado durante todo o voo".

Actualização 10/11/2017

A causas do incidente estão a ser investigadas desde a ocorrência, refutando o fabricante a versão da variação brusca do centro de gravidade, ou deficiência nos comandos de voo fly-by-wire. Em esclarecimentos ao site de aviação brasileiro CAVOK, a Embraer pormenorizou que os únicos equipamentos adicionais a bordo eram racks de aviónicos e sistemas de avaliação do teste, que se moveram em consequência da queda e não o contrário. Relativamente a uma eventual falha do sistema fly-by-wire, justificou tal ser impossível, dado o mesmo estar desactivado - em modo Direct Law  - para a realização do teste.
A empresa brasileira esclareceu também que não houve feridos entre a tripulação, ao contrário dos rumores que têm circulado.

Apesar da causa não estar ainda apurada, as inspecções realizadas permitiram verificar que a estrutura principal do aparelho não foi afectada, apesar de existirem danos em "algumas carenagens externas e janelas de inspecção” que “precisarão ser reparadas antes que a aeronave retorne aos voos".
Dado que o protótipo 002 do KC-390 - que esteve em Portugal no Verão de 2017 (matrícula PT-ZNJ), realizou vários voos desde a data do incidente, nada indica que haja suspeitas de que a causa tenha a ver com um problema da frota, sendo mais provável que esteja relacionado com as condições daquele voo em concreto.

A fase de testes de qualquer aeronave é extremamente complexa e envolve riscos necessários para determinar e estabelecer os limites de operação segura do aparelho, bem como as manobras a adoptar nas várias situações que se podem apresentar ao longo da vida e utilização do modelo.
Conforme descrevemos, terá sido numa dessas situações, em que estava em avaliação o comportamento do KC-390, que ocorreu o incidente.

A Embraer continua a afirmar que o programa de certificação do modelo não foi afectado e a entrada a serviço da Força Aérea Brasileira com a entrega da primeira aeronave de série, se mantém para 2018, como previsto.

Portugal oficializou o interesse na aquisição de 5 a 6 aeronaves KC-390 a 27 de Julho de 2017, constituindo então um grupo de trabalho para realizar as negociações com o fabricante, com vista a estabelecer as condições de aquisição. Ficou então estabelecida a data de 31 de Outubro de 2017 como limite para a apresentação do relatório, mas não se conhecem até ao momento as conclusões.
A intenção então expressa, era a de atingir a Capacidade Inicial de Operação na Força Aérea portuguesa, até ao final de 2021.






ARTIGOS MAIS VISUALIZADOS

CRÉDITOS

Os textos publicados no Pássaro de Ferro são da autoria e responsabilidade dos seus autores/colaboradores, salvo indicação em contrário.
Só poderão ser usados mediante autorização expressa dos autores e/ou dos administradores.

 
Design by Free WordPress Themes | Bloggerized by Lasantha - Premium Blogger Themes | Laundry Detergent Coupons
>