quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

O ESPÍRITO NUNCA ATERRA - O Verdadeiro último voo do Alpha Jet [M1946 - 06/2018]

Os aviões n/c 15206 (em primeiro plano) e 15211 (em segundo) foram os últimos a voar com as cores nacioanis


Depois da cerimónia de despedida da frota Alpha Jet com a última formação a seis aviões no passado dia 13 de Janeiro, hoje foi o dia do verdadeiro último voo do modelo com as cores nacionais.
Em missão integrada no exercício Real Thaw, os aviões com o numero de cauda 15211 e 15206 fecharam a contabilidade da frota portuguesa ao fim de quase 25 anos e com cerca de 54.000 horas voadas, envergando a Cruz de Cristo.
Deixam um legado inegável de segurança em voo e várias gerações de pilotos de caça, formados para os quadros da Força Aérea Portuguesa.
Deixam ainda uma imensa saudade, das magníficas exibições acrobáticas com que brindaram público nacional e estrangeiro nas patrulhas Asas de Portugal e Parelha da Cruz de Cristo.

Para a posteridade um excelente vídeo da Esquadra 103, que voou o AJet até ao fim, com imagens que infelizmente não mais se irão repetir em Portugal.

Até sempre Alpha Jet, o espírito nunca aterra!





terça-feira, 30 de janeiro de 2018

TU-160 "BLACKJACK" RENASCIDO [M1945 - 05/2018]

A fotos divulgadas do novo Tu-160M2 em Kazan            Foto: UAC

A United Aircraft Corporation divulgou hoje imagens do primeiro bombardeiro estratégico Tupolev Tu-160M2 nas suas instalações de Kazan. Saído da fábrica a 16 de Novembro de 2017, o primeiro Tu-160 fabricado desde que a produção foi encerrada em 1992, aparece agora já com a pintura final a utilizar pela Força Aérea Russa.

Foto: UAC

Designado "Blackjack" pela NATO e "Cisne Branco" para os russos, o Tu-160 é um bombardeiro nuclear estratégico, capaz de atingir velocidades superiores a Mach 2 (2 vezes a velocidade do som), tendo um alcance de mais de 12.000 km sem reabastecimento e um peso máximo à descolagem de 275 toneladas.

Foto: UAC

Vladimir Putin sugeriu inclusivamente um possível uso civil do modelo para o transporte de passageiros a velocidade supersónica, após presenciar o bem-sucedido primeiro voo de teste do aparelho.

O novo Tu-140, baptizado "Pyotr Deynekin" continuará a realizar testes de fábrica e após certificação, juntar-se-á à frota operacional, que compreende 11 Tu-160 básicos e cinco modernizados.

O nome do novo Tu-160M2 em cirílico "Pyotr Deynekin" na fuselagem

A decisão de retomar a produção do Tu-160 na versão modernizada M2, foi tomada em 2015, para um total de 50 novas células, a produzir em série a partir de 2020. A actual frota operacional será também totalmente modernizada para o novo padrão, que inclui nova motorização e equipamentos electrónicos.

Vídeo da apresentação pública em Novembro de 2017:



BRASIL COMPRA MAIS UM C295 [M1944 - 04/2018]

Primeiro dos agora três C295 SAR encomendados pelo Brasil

O Brasil acionou a cláusula de opção para a compra de mais uma aeronave C295. A frota, designada localmente C-105 Amazonas, irá contar assim com um total de 15 aviões.

Depois de um contrato inicial de uma dúzia de C295 na versão básica de transporte, assinado em 2005, o Ministério da Defesa brasileiro assinou novo contrato em 2014 para aquisição de duas unidades da versão de Busca de Salvamento (SAR), com mais uma de opção. Esta opção seria agora confirmada no dia 22 de Janeiro de 2018, em comunicado da Airbus Military - fabricante do modelo.

A Força Aérea Brasileira encontra-se a operar a totalidade dos doze C295 de transporte, a partir das bases aéreas de Campo Grande e Manaus, tendo recebido já o primeiro C295 de SAR (SC-105 na designação brasileira) em 2017. Este avião e a tour de cinco semanas que realizou  através de quatro continentes, durante a qual demonstrou as suas capacidades em múltiplos e variados cenários, com 100% de prontidão, terão sido fundamentais para a decisão de confirmar a encomenda do terceiro SC-105. As entregas dos últimos dois aviões estão previstas para 2019 e 2020.

Atualmente, mais de duas centenas de C295 estão encomendados ou em uso em mais 26 países. Portugal opera 12 C295M nas versões básica (PG01), VIMAR (PG02) e RFOT (PG03).





quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

PRIMEIRO F-35B ITALIANO [M1943 - 03/2018]

O primeiro F-35B montado fora dos EUA           Foto: Ministério di Defensa


Hoje, 25 de Janeiro de 2018, foi entregue oficialmente, em cerimónia realizada em Cameri, Itália, o primeiro F-35B montado fora dos Estados Unidos.

A célula n/s BL-1 agora pertencente à Marinha Italiana, foi montada nas instalações da Leonardo, em estreita colaboração com a Lockheed Martin e o Ministério da Defesa italiano.

Depois de nove células do modelo A já entregues à Aeronáutica Militare Italiana, esta seria a primeira na variante de descolagem curta e aterragem vertical (STOVL), - o modelo mais complexo tecnicamente. A Itália é, de resto, o único país licenciado fora dos EUA, para realizar a montagem do modelo B.

Dos nove F-35A entregues até à data, quatro encontram-se em Luke, Arizona, EUA para o treino internacional de pilotos, enquanto os restantes cinco estão baseados em Amendola, Itália.
Ambos os modelos de F-35, irão substituir nas Forças Armadas italianas as frotas de Tornado, AMX e AV-8B Harrier.

As instalações da Leonardo irão produzir - além da frota italiana - 29 F-35A destinados aos Países Baixos, podendo acomodar também futuras encomendas do F-35 na Europa.


quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

O TEMPO CONGELADO [M1942 - 02/2018]

Foto: Jim Meads, em 1962

Há fotografias que dispensam legenda.
Ou então, há fotografias cuja legenda poderia ser mil e uma coisas.
Perante esta imagem - assumindo que neste tempo de falsas coisas, esta é real - percebemos a precariedade de todo o instante do voo, por mais avanços que a técnica forje e dê como totalmente seguro.
Este English Electric Lightning F1 tinha acabado de efetuar uma exibição de performance quando uma falha dos motores o fez apontar ao solo e, visto assim, seguido pelo olhar e postura de espanto do tratorista, tudo enquanto se percebe a ejeção do piloto na fina linha que o separa da sobrevivência ou do desastre ali prefigurado, sugere-nos sem esforço a surpresa da paragem do tempo. Como se ele congelasse em infinitos cristais assim perpetuados numa imagem irrepetível.

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

FECHAR O LIVRO [M1941 - 01/2018]

Foto: Floriano Morgado

Amanhã, em Beja, é colocado o ponto final nas operações de mais um avião da Força Aérea Portuguesa.
Um quarto de século depois de os termos recebido dos alemães, os pequeno-grandes Alpha Jet deixarão de se ver e ouvir no céu e remeter-se-ão àquele estranho e vazio silêncio que fica suspenso no ar que nos rodeia, quando terminamos a leitura de um bom livro e ficamos, por isso, completamente órfãos de tudo o que nele existe - imagens, sons, cheiros, silêncios, lugares, personagens e enredos.
Para quem gosta de aviões, destes aviões, é (apenas?) mais um dia triste. Um livro - com asas e o dom do voo - que se fecha  O fim de uma obra única.
Resta, portanto, o consolador afago das memórias.
Das boas memórias!
 ***
Nota: O Pássaro de Ferro estará presente nas cerimónias que assinalarão o fim das operações do Alpha Jet na Força Aérea Portuguesa e apresentará aos seus leitores uma reportagem alargada do evento que terá lugar amanhã, na Base Aérea nº 11, em Beja.
AL


sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

KC-390 ATINGE CAPACIDADE OPERACIONAL INICIAL (M1940 - 77/2017)

Embraer KC-390

A Embraer declarou no passado dia 20 de Dezembro de 2017, ter o modelo KC-390 atingido as capacidades iniciais requeridas pela Força Aérea Brasileira (FAB), para a aceitação das primeiras unidades de série. Isto significa na prática, que a Capacidade Operacional Inicial (IOC), ficou assegurada.

“É com grande satisfação que anunciamos o atingimento deste marco importante para o Programa KC-390”, disse Jackson Schneider, presidente e CEO da Embraer Defesa & Segurança. “A campanha de certificação tem avançado conforme o planejado e os testes realizados tiveram grande sucesso, comprovando a maturidade da aeronave e confirmando o desempenho e as capacidades previstas”.

O  KC-390 obteve assim um Certificado de Tipo provisório atribuído pela ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil brasileira) comprovativo da adequação do modelo aos requisitos de aeronaves da categoria de transporte.

As duas primeiras de um total de 30 unidades, serão entregues à FAB durante 2018, esperando-se ainda durante o mesmo ano receber o Certificado de Tipo final. Entretanto, testes adicionais serão realizados, principalmente relacionados com as capacidades militares do aparelho, incluindo reabastecimento aéreo e largada de carga em voo, entre outros, antes de ser declarada a Capacidade Operacional Final.

Até à data, os dois protótipos voaram mais de 1500 horas, desde o voo inaugural a 3 de Fevereiro de 2015, acumulando mais de 40.000 horas de testes em laboratório. A campanha de testes estruturais está quase terminada, faltando apenas completar o teste de fadiga estrutural em escala real.

O incidente com um teste em voo ocorrido em Outubro passado, não terá aparentemente comprometido a calendarização do programa, tal como então anunciado pela Embraer.

O Estado português oficializou em Julho transacto, o interesse na aquisição de cinco a seis KC-390, apoio logístico e um simulador de voo , sendo então a intenção de obter a IOC na Força Aérea Portuguesa até ao final de 2021. Não é contudo conhecido até ao momento o resultado das negociações então encetadas com o fabricante.


terça-feira, 12 de dezembro de 2017

ENTREGA DE SU-30 EM ANGOLA (M1939 - 76/2017)




Tal como o Pássaro de Ferro noticiou em Setembro passado, Angola recebeu os primeiros Su-30 modernizados pela 558 ARZ na Bielorussia. As imagens que se conheciam até ao momento contudo, eram apenas as divulgadas pelas 558 ARZ e ainda na Bielorússia,

Ontem 11 de Dezembro de 2017, surgiram na internet as primeiras imagens de um Su-30 aparentemente em solo angolano e ladeado pelo que parece ser pessoal local e russo/bielorusso.

A autoria das fotos não estava incluída, nem tão-pouco a quantidade de aeronaves entregues e/ou operacionais. A matrícula C-126 é contudo diferente do C-132 visível em Baranovich em Setembro, já com pintura da Força Aérea Nacional de Angola e em estado bastante avançado naquela altura.

Angola adquiriu uma dúzia de Su-30KN em Outubro de 2013, estando as entregas previstas terminar no início de 2018. Um segundo lote de seis Su-30 adicionais estará em negociação, mas até ao momento nada foi confirmado por qualquer das partes.




quarta-feira, 29 de novembro de 2017

FUTUROLOGIA - PESADELO OU PROVÁVEL REALIDADE? (M1938 - 75/2017)

F-35B inglês.

Redação, Pássaro de Ferro, 29 de novembro de 2035.

«Termina amanhã, dia 30 de novembro de 2035, a rotação de 5 caças ingleses F-35 na Base Aérea nº 5, em Monte Real, no âmbito de mais um "Portugal Air Policing".
Estes aparelhos, relembra-se, permaneceram os últimos três meses em Portugal no âmbito do programa da NATO de patrulhamento aéreo nos países que não tem essa capacidade – Países Bálticos, Islândia e agora Portugal, iniciado no nosso caso no princípio deste ano, com a presença de 5 caças Eurofighter espanhóis modernizados, de janeiro a abril e depois, de maio a agosto, por quatro caças F-35 da Bélgica.
Com a recente retirada de serviço dos últimos quatro de um total de 27 caças F-16M nacionais que chegaram a integrar duas esquadras de voo, que cumpriram 40 anos de operações em Portugal, em que voaram mais de 150 mil horas e tendo chegado ao fim do seu potencial operacional, “esticado” e esgotado por sucessivos pacotes de modernização – o nosso país deixou de ter capacidade de defesa aérea própria.
Os sucessivos governos revelaram-se incapazes de precaver, atempadamente, a continuidade das capacidades de defesa aérea, através da substituição dos caças F-16 que, desde junho de 1994 a asseguravam, inclusivamente noutras nações - países Bálticos e Roménia - no âmbito de programas semelhantes ao que agora Portugal integra, mas como país assistido.
Aliás, já em 2018, com o fim da operação da frota de aviões Alpha Jet e com a sua não substituição por qualquer outro avião de instrução avançada, se começou a perfilar/adivinhar o fim da capacidade própria de defesa aérea, uma vez que a formação de pilotos de combate ficou fortemente afetada e que, devido ao sucessivo desinteresse das tutelas, pressionadas pelos partidos mais radicais que defendem o fim da ligação à NATO e a redução dos gastos com material militar, se tornou incomportável.
Tudo isto, aliado ainda às sucessivas dificuldades orçamentais que foram restringindo até níveis mínimos admissíveis o envio de pilotos para formação em países terceiros, por falta de meios de formação próprios e, lá está, por constrangimentos financeiros públicos e notórios, através de sucessivas governações que descuraram a defesa nacional, considerando-a... "redimensionável".
Para agravar a situação, foi-se registando uma forte saída de pilotos militares para a aviação civil, desmotivados pelas fracas condições no meio militar, pelo próprio definhar e decadência das operações e horas de voo, aliciados igualmente pelo "boom" da aviação comercial, situações cuja resolução foi sendo sempre adiada, como já se aludiu, por sucessivos governos.
Até final deste ano de 2035, não haverá caças em território nacional, sendo  que a capacidade mínima de defesa aérea, mais uma vez, será assegurada pelos nossos vizinhos do lado.
A partir de Janeiro de 2036, e durante quatro meses teremos a patrulhar os nossos céus caças F-35 da Noruega e, depois de maio a agosto, quatro caças F-35 da Polónia.»
___
Nota: Este texto é ficcionado e tudo nele, doutrina e/ou opiniões, apenas vinculam o seu autor.

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

GOVERNO PONDERA MANTER C-130 PARA COMBATE A INCÊNDIOS (M1937 - 74/2017)

C-130 da FAP em 1994 em demonstração do kit MAFFS de combate a incêndios

Durante o debate do Orçamento de Estado de 2018 o ministro da Defesa Nacional, Azeredo Lopes, informou que além da aquisição dos  aviões de transporte KC-390 (com capacidade complementar para o combate a incêndios com calda retardante e água), está em estudo a possibilidade de manter a voar a actual frota C-130 - que está previsto ser substituída pelos KC-390 nas principais funções que desempenha actualmente na FAP - para ser usada no combate a incêndios.
O titular da pasta da Defesa adiantou que foi remetido o pedido "price and availability" à Força Aérea dos EUA, após concluídas as especificações técnicas, para a "modernização de cinco dos seis C-130" [NR: Um C-130 perdeu-se em acidente em Julho de 2016], de modo a prolongar o seu potencial de vida para além de 2025. A informação sobre o processo de MLU (mid-life upgrade) estará já em condições de poder ser submetida a decisão. Esta decisão terá em conta não apenas a intenção de usar as aeronaves para o combate a incêndios, mas também a expectativa da futura frota KC-390 estar operacional apenas em 2021.

Ainda a respeito do Orçamento de Estado para o sector da Defesa, o secretário de Estado da Defesa esclareceu que não está previsto a FAP realizar operações de combate directo a incêndios para 2018, dado que "é preciso ter consciência de que a capacidade de operação não se monta de um ano para o outro" e portanto para 2018 " a capacidade de operação não terá tradução orçamental".
Marcos Perestrelo admitiu contudo estar em avaliação "o tipo de operação que a Força Aérea poderá fazer na gestão centralizada e nas operações de comando e controlo" já para o próximo ano. Este tipo de participação já poderá implicar reforço de verbas "que terão de ser avaliadas a tempo de ter tradução orçamental" para 2018.
Relativamente aos helicópteros ligeiros de combate a incêndios pertencentes ao Estado (três AS350 Ecureuil), informou que a operação dos mesmos está contratada a privados até ao final da época de incêndios de 2018.

Não foi no entanto mencionado o destino da frota de Kamov Ka-32, também pertencente do Estado, concessionada a privados até 2019, em condições de operacionalidade limitada a três helicópteros, estando dois parados à espera de reparação e um acidentado sem possibilidade de recuperação.
A operação deste tipo de helicóptero pesado tem estado envolta em polémicas de vária ordem desde que foi adquirida em 2006, mormente no que respeita aos custos e problemas da manutenção.
A Força Aérea terá recusado em 2016 assumir a operação desta frota, sem o necessário reforço de meios humanos e materiais correspondente.

Oito helicópteros SA-330 Puma retirados do serviço operacional na FAP em 2010, estão também parados desde então, à espera de novo dono. Várias vezes têm sido falados como passíveis de ser reaproveitados para o combate a incêndios - pelo menos quatro a seis células em melhores condições - mas nunca uma decisão seria tomada no sentido de os reaproveitar para esse fim.

Em processo de aquisição estão cinco a sete helicópteros ligeiros para a FAP, que estão descritos virem a ter como missão secundária o combate a incêndios. A avaliação das propostas apresentadas pela Airbus Helicopters e Leonardo estava prevista terminar a 31 de Outubro. Contudo, face aos trágicos acontecimentos do mesmo mês e à evidência das vantagens do Estado possuir meios próprios de combate durante todo o ano, chegou a ser ventilada a hipótese deste concurso ser alterado, de modo a contemplar mais unidades. Oficialmente contudo, nada foi assumido oficialmente acerca do tema.

De fora do debate, ficaram ainda (e mais uma vez) meios anfíbios pesados, vulgarmente conhecidos como Canadair, consensualmente os mais eficientes e adaptados às características do nosso país. Normalmente duas a quatro unidades são alugadas para a época de incêndios, ficando a depender de países terceiros, sempre que é necessário reforço, que quase sempre ocorre tarde e com os gastos obviamente inerentes.

Finalmente, e apesar de ser irrealista começar em 2018 a empenhar a Força Aérea no combate directo a incêndio, ficou por estabelecer um prazo para a efectivação dessa promessa e tratar também a problemática dos meios humanos necessários para esse fim.

É certo que tempo poderá ainda ser curto, desde o anúncio da intenção de tornar a Força Aérea na principal entidade gestora dos meios aéreos de combate a incêndios, para ter elaborado um plano consistente, que defina todos os pontos em aberto, que permita ter uma estrutura eficaz, operacional e sustentável, no combate aos incêndios.
Mas espera-se que não suceda como em todas as promessas dos sucessivos Governos nas últimas décadas.
A gravidade das tragédias deste ano e a consciência de todos nós assim o exigem.


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