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quinta-feira, 13 de março de 2025

F-35 POR UM CANUDO [M2594 - 18/2025 ]

F-35A da Real Força Aérea Norueguesa
 

O (ainda) ministro da Defesa, Nuno Melo, disse em entrevista ao Público e Rádio Renascença, que a substituição dos F-16 terá que ser ponderada à luz da nova "envolvente geopolítica", nomeadamente a posição dos EUA no contexto NATO e no atual plano geoestratégico internacional.

Acrescentou ainda, quando confrontado com a pergunta se aprovará a compra de F-35, caso seja reconduzido como ministro da Defesa, num hipotético novo Governo da AD, que há várias opções a ser consideradas, principalmente dentro da produção europeia.

Ora, considerar a compra de outra aeronave que não seja o F-35, vai contra o ensejo já assumido por parte da Força Aérea Portuguesa (FAP), que elegeu o caça fabricado pela americana Lockheed Martin, como o substituto ideal para o F-16 e para manter as capacidades de combate aéreo da FAP na linha da frente mundial, e a par com os nossos aliados mais próximos na Europa que anteriormente utilizaram o F-16.

Embora as preocupações, e até desconforto revelados por vários utilizadores do F-35 sejam legítimas, muito devido às tomadas de posição da administração Trump em relação à NATO e a tradicionais aliados, no caso português a situação merece algumas considerações adicionais.

Em primeiro lugar, porque Portugal ainda não está comprometido com o programa F-35, o que impõe por si só um horizonte de pelo menos cinco anos, até receber a primeira aeronave, altura em que já não estará em funções o atual presidente dos EUA. 

Em segundo lugar, embarcar em qualquer outra solução que não seja o F-35 atualmente, representa investimentos da mesma ordem de grandeza, para no final ficar com uma aeronave ao nível do que é possível conseguir, apenas modernizando a atual frota F-16 ao padrão V. O F-16 no entanto, é também de origem americana, pelo que uma modernização profunda terá que passar obrigatoriamente por material da mesma procedência.

Por outro lado, optar por aderir a um programa de desenvolvimento de um novo caça europeu, como o Global Combat Air Programme  (que engloba para já Reino Unido, Itália e Japão), aporta imensos riscos, tanto do ponto de vista financeiro, como de prazos e até sustentação a longo prazo, se tivermos em conta os problemas que programas similares têm enfrentado (Eurofighter, A400, NH90...).

A verdade é que alternativas viáveis ao F-35, pura e simplesmente não existem ao dia de hoje. Qualquer escolha que seja feita, que não seja o F-35, vai ter consequências ao nível da capacidade de combate da Força Aérea para as próximas décadas. Seja por operar com uma aeronave inferior, ou seja por ter de aguardar muito mais tempo para ter uma ao mesmo nível. 

Podemos ainda admitir que a tomada de posição do atual ministro da Defesa não passe apenas de um jogo diplomático, para pressionar os americanos e tentar tirar dividendos num futuro negócio com o F-35, seja lá quando isso venha a acontecer. A pressa com que foi assumida no entanto, sugere que a atual resistência a comprar material americano, não é mais do que um álibi fácil que caiu no colo dos governantes lusos, para justificar o adiamento (ou cancelamento) de um programa dispendioso, numa altura em que se fala em rever a Lei de Programação Militar, de acordo com as novas exigências internacionais.

Contudo, e sabendo como funciona o nosso país  (ie: só se faz alguma coisa de vulto quando vem dinheiro de Bruxelas), o mais provável é que se esteja a empurrar o problema com a barriga, para ser resolvido com recurso aos fundos do anunciado programa de rearmamento da Europa. Que virá naturalmente com uma exigência de "Made in EU", o que nos remete para as considerações já tecidas acima.

Seja qual for o caso, o futuro próximo não se avizinha brilhante para a aviação de caça portuguesa, que se arrisca a desbaratar as capacidades e know how adquiridos ao longo das últimas décadas com muito esforço, que colocaram a FAP ao nível das melhores do mundo, mas que com o passar dos dias (meses, anos) vão enfraquecendo.

Nota final/Adenda 15h10 13/03/2025

Ao contrário de alguns mitos que se foram perpetuando, o F-35A tem atualmente um custo de aquisição inferior ao do Rafale ou Eurofighter Typhoon, com custos de sustentação similares aos destes, mas sendo um caça de geração seguinte, com capacidades inigualáveis pela geração anterior. Já o Gripen E, além de mais caro que um F-16V, apresenta ainda imensas debilidades operacionais, bem como sistemas americanos, pelo que não se constitui como uma alternativa ao F-16 em nenhum aspeto.



domingo, 10 de novembro de 2024

SUÉCIA ESCOLHE O C-390 [M2564 - 88/2024]

C-390 nas cores suecas       Ilustração: Embraer

A Embraer anunciou em nota de imprensa ao final do dia 9 de novembro de 2024, a escolha do avião de transporte multifunções C-390 Millennium por parte da Suécia:

"O Ministério da Defesa da Suécia anunciou hoje a escolha do Embraer C-390 Millennium como a nova aeronave de transporte tático do país. Essa decisão estratégica de mais um país membro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN-NATO) marca a primeira aquisição do C-390 no norte da Europa, ressaltando o compromisso da Suécia em aprimorar suas capacidades de defesa com aeronaves de última geração.

“A Embraer sente-se honrada com a escolha da Suécia. Depois de vários países pertencentes à União Europeia e à NATO selecionarem o C-390, essa decisão confirma o facto de que a nossa aeronave multimissão representa um tremendo avanço de capacidade operacional em relação às aeronaves de transporte tático da geração anterior”, disse Bosco da Costa Junior, Presidente e CEO da Embraer Defesa & Segurança. “A aeronave está a ser reconhecida, gradualmente, pelas Forças Aéreas mais avançadas do mundo, como a Força Aérea Sueca. Essa seleção incentiva-nos a oferecer aos nossos clientes o transporte tático de que necessitam para realizar as suas missões mais desafiadoras com versatilidade, confiabilidade e desempenho inigualáveis”.

A Embraer tem uma parceria de longa data com a Suécia, que será ampliada com a seleção do C-390. A empresa está pronta para apoiar as Forças Armadas Suecas com a finalidade de atender aos exigentes requisitos de seu processo de aquisição, uma vez que esta decisão representa um novo capítulo nas relações Brasil-Suécia.

A escolha do C-390 está alinhada com uma tendência crescente entre os países membros da União Europeia e da NATO que reconhecem a eficácia da aeronave para atender às necessidades de defesa atuais e futuras. A Suécia é a sexta nação europeia a escolher a aeronave, juntamente com Áustria, República Checa, Hungria, Holanda e Portugal. A aquisição do C-390 pela Suécia não apenas reforçará a defesa nacional, mas também aumentará a interoperabilidade com as forças aliadas, ao mesmo tempo que se beneficiará das sinergias presentes na Europa em termos de instalações de treino, suporte e logística.

O C-390 também foi adquirido pelo Brasil e pela Coreia do Sul. Desde a sua entrada em serviço com a Força Aérea Brasileira, em 2019, e na Força Aérea Portuguesa, em 2023, a frota em operação acumulou mais de 15.000 horas de voo, disponibilidade operacional em 93% e taxas de conclusão de missão acima de 99%, demonstrando produtividade excepcional na categoria."

Antes, já o Ministério da Defesa sueca havia de igual modo tornado público o acordo, também num comunicado sobre o tema:

"Durante reunião de ministros da Defesa no Brasil hoje [9 de novembro], Pål Jonson assinou uma carta de intenções relativa à ampliação da cooperação na área de aviação. A carta de intenções significa que se inicia o processo de aquisição do C-390 como uma nova aeronave de transporte militar para as Forças Armadas Suecas.

'Isso significa que podemos dar um passo tão esperado e iniciar o processo de substituição das nossas atuais aeronaves de transporte pelo sistema de aeronaves C-390. Agora podemos começar o trabalho para garantir a necessidade operacional de uma capacidade de aviação de transporte tático de longo prazo', afirmou o Chefe do Estado-Maior da Defesa, Tenente-General Carl-Johan Edström.

O atual avião de transporte militar das Forças Armadas, o C-130 Hercules, é antigo e apresenta problemas de acessibilidade. Esta aeronave serve as Forças Armadas há mais de 50 anos e o processo de substituição do sistema já está em andamento há muito tempo. A carta de intenções assinada é, portanto, uma mensagem de boas-vindas, pois foi importante conseguir um substituto.

'É muito gratificante que nos aproximemos agora de uma solução de longo prazo e o C-390 é uma plataforma altamente qualificada e com grande potencial de desenvolvimento. Agora estamos totalmente focados em implementar esta capacidade absolutamente basilar o mais rapidamente possível', disse o Chefe da Força Aérea, Major General Jonas Wikman.

A declaração de intenções assinada visa fortalecer as relações bilaterais de longo alcance entre a Suécia e o Brasil na área de aeronaves de transporte tático e aeronaves de combate."

Atualização 10/11/2024 -14h30

Fontes não oficiais referem uma encomenda inicial de quatro aeronaves, com opção de mais duas.



segunda-feira, 30 de setembro de 2024

F-16 PORTUGUESES NA GRÉCIA NO NOVO EXERCÍCIO NATO - Ramstein Flag 24 [M2535 – 79/2024]

Destacamento de cinco F-16AM das Esquadras 201 e 301 da Força Aérea Portuguesa   Foto: FAP

Tal como o Pássaro de Ferro oportunamente noticiou, a Força Aérea Portuguesa (FAP) participa no primeiro exercício  Ramstein Flag, da responsabilidade do Comando Aéreo Aliado, que irá desenrolar-se na Grécia, entre 30 de setembro e 10 de outubro de 2024.

Ramstein Flag é o mais recente exercício da NATO construído com base na teoria e na doutrina, para proporcionar um exercício sofisticado com operações ao vivo de nível tático multidomínio, incluindo uma série de problemas realistas, integrados num ambiente operacional complexo.

O principal objetivo do Ramstein Flag 24 é fortalecer a cooperação, interoperabilidade e integração e demonstrar a determinação, compromisso e capacidade da NATO para dissuadir potenciais adversários e defender a Aliança Atlântica, no ano em que se celebra o seu 75º aniversário.

A FAP destacou por isso na base aérea de Andravida, cinco F-16AM (15103, 07, 08, 12 e 42 ) das Esquadras 201 e 301 que, conjuntamente com mais de 140 aeronaves aliadas de combate e de apoio, com forças Marítimas, Terrestres e de Operações Especiais, executarão componentes integrais do Poder Aéreo Conjunto. Combinando o ambiente de treino sintético, no Ramstein Flag a Aliança Atlântica irá exercitar táticas, técnicas e procedimentos de Negação de Acesso/Negação de Área (C-A2/AD) e Defesa Aérea e de Mísseis Integrada (IAMD). As medidas de C-A2/AD para neutralizar a arquitetura militar adversária para dissuadir enquanto degradam a capacidade do adversário, terão especial foco, durante o  Ramstein Flag 24.

"À medida que as tensões geopolíticas continuam a evoluir, também deve evoluir o planeamento dos exercícios da NATO. O Ramstein Flag significa o futuro dos exercícios da NATO, focando-se nas ameaças atuais e futuras," disse o General James B. Hecker, comandante do Comando Aéreo Aliado.

O planeamento do RAFL24 também permitirá que as nações da NATO executem estratégias IAMD e Defesa contra Mísseis Balísticos (BMD). Uma capacidade altamente responsiva, robusta e crítica em termos de tempo e persistente, que garante que a NATO protege populações, territórios e forças contra quaisquer ameaças de mísseis balísticos.

"O exercício Ramstein Flag significa o futuro dos exercícios da NATO, focando-se nas ameaças atuais e futuras," disse o General James B. Hecker, Comandante do Comando Aéreo Aliado. "Executaremos táticas ainda mais aprimoradas, com uma integração mais robusta, levando a uma dissuasão mais forte," acrescentou.

O destacamento português teve o apoio de um KC-390 da Esquadra 506 - Rinocerontes, na projeção de pessoal e equipamento para território grego, no decorrer da semana passada.

Voo do KC-390 n/c 26902 no passado dia 24 de setembro até a base aérea de Andravida  Imagem: ADSB











sábado, 6 de julho de 2024

CONSELHO DE MINISTROS AUTORIZA NEGOCIAÇÕES PARA COMPRA DE SUPER TUCANO [M2512 - 56/2024]

A-29 Super Tucano de demonstração da Embraer na Base Aérea nº 11 em Beja
 

O Conselho de Ministros, de 4 de julho de 2024, aprovou uma Resolução que "autoriza o início das discussões técnicas e negociais tendo em vista a eventual aquisição, pelo Estado Português, de aeronaves A-29 Super Tucano e a conceção e desenvolvimento da sua configuração NATO".

Esta decisão concretiza as palavras do ministro da Defesa, Nuno Melo, proferidas em Comissão de Defesa Nacional no passado dia 25 de junho, quando deu conta da prioridade deste programa para a indústria de defesa nacional.

O modelo de que se fala é o A-29N Super Tucano, criado pela Embraer para atender às especificidades dos países da NATO. Aquando da visita oficial do presidente brasileiro Lula da Silva a Portugal em abril de 2023, foi então assinado um Memorando de Entendimento entre o fabricante  e diversas empresas aeroespaciais portuguesas, para as "fases de desenvolvimento, produção e suporte à operação da aeronave A-29N".

O objetivo será assim a Força Aérea Portuguesa servir como cliente de lançamento do novo modelo, com ganhos para a indústria lusa também em clientes ulteriores.

O Super Tucano pode realizar uma ampla gama de missões, incluindo ataque leve, vigilância, interceção aérea, contrainsurgência, além de treino avançado de pilotos e controladores aéreos táticos. Está preparado para operar a partir de pistas remotas e não pavimentadas, em bases operacionais avançadas com pouco apoio logístico, oferecendo ao mesmo tempo baixos custos operacionais e alta taxa de disponibilidade, anunciada pelo fabricante em valores superiores 90%. Estará equipado com uma variedade de sensores e armas de última geração, incluindo um sistema eletro-ótico/infravermelho com designador de laser, óculos de visão noturna, comunicações seguras de voz e dados, sensores integrados e sistemas de vigilância.

Assim, e considerando que as missões de estabilização do norte de África continuarão a fazer parte das prioridades consagradas pelo Conceito Estratégico de Defesa Nacional, e a Força Aérea Portuguesa está igualmente desprovida de uma aeronave para instrução avançada de pilotagem desde a retirada da frota Alpha Jet em 2018, o A-29 Super Tucano apresenta-se como solução para as missões de ataque leve, reconhecimento armado, apoio aéreo próximo e treino avançado, numa plataforma única.






sexta-feira, 26 de abril de 2024

PORTUGAL NO EXERCÍCIO RAMSTEIN FLAG NA GRÉCIA EM SETEMBRO [M2491 – 36/2024]

F-16AM da Força Aérea Portuguesa

Forças Aéreas, Marítimas e Terrestres de 13 países da NATO irão reunir-se na Grécia para exercitar táticas sofisticadas de defesa aérea no novo exercício Ramstein Flag 24 (RAFL24), de 30 de setembro a 11 de outubro de 2024.

Ramstein Flag é o mais recente exercício do Comando Aéreo Aliado, baseado em teoria e doutrina militar, para fornecer um sofisticado exercício real, de nível tático multidomínio, que inclui conjuntos de problemas realistas num ambiente operacional complexo, tal como os restantes exercícios que incluem "Flag" na designação.

O exercício irá decorrer na região do Peloponeso no sudoeste da Grécia continental, onde se situa a base de Andravida, sede da Escola de Armas Táticas da Força Aérea Helénica. Os sistemas de defesa aérea grega S-300 de origem soviética, serão naturalmente também um dos polos do interesse da realização do exercício na Grécia.

F-16C grego e a torre de controlo da base aérea de Andravida

Entrada da Escola de Armas Táticas da Força Aérea Helénica em Andravida

Combinando o ambiente de treino sintético, o Ramstein Flag oferece uma oportunidade única para a Aliança exercer táticas, técnicas e procedimentos de Contra-Anti-Acesso/Negação de Área (C-A2/AD) e de Defesa Integrada Aérea e Mísseis (IAMD), no ano em que a NATO completou 75 anos desde a sua criação.

À medida que as tensões geopolíticas continuam a evoluir, o mesmo deve acontecer com a concepção dos exercícios da NATO. Ramstein Flag significa o futuro dos exercícios da NATO, com foco nas ameaças atuais e futuras”, disse o General James B. Hecker, Comandante do Comando Aéreo Aliado.

Juntamente com os conceitos desenvolvidos durante a Conferência sobre Armas e Táticas, o trabalho contínuo com os nossos Aliados e Parceiros, bem como o nosso programa de 'Lições Aprendidas', executaremos táticas aprimoradas, uma integração mais robusta que levará a uma dissuasão mais forte”, acrescentou.

Mais de 140 caças aliados e aeronaves de apoio, juntamente com forças marítimas, terrestres e de operações especiais, executarão componentes integrais do Poder Aéreo Conjunto. Medidas C-A2/AD para neutralizar a arquitetura militar adversária de dissuadir e ao mesmo tempo degradar a capacidade do adversário, estarão também em foco durante o exercício Ramstein Flag.

A base aérea de Araxos, onde os "Jaguares" da FAP estiveram no Tiger Meet de 2022 também deverá ser utilizada no exercício Ramstein Flag 24

A conceção do RAFL24 também permitirá que as nações da NATO executem estratégias IAMD e de Defesa contra Mísseis Balísticos (BMD). Uma capacidade altamente responsiva, robusta, urgente e persistente, que garante que a NATO protege as populações, territórios e forças, contra quaisquer ameaças de mísseis balísticos.

O principal objectivo do Ramstein Flag 24 é reforçar a cooperação, a interoperabilidade e a integração, e demonstrar a determinação, o compromisso e a capacidade da NATO para dissuadir potenciais adversários e defender a Aliança através de operações em múltiplos domínios.

De acordo com fontes não oficiais, Portugal irá participar com caças F-16M, neste importante exercício da Aliança Atlântica.


Fonte: Allied Air Command
Adaptação: Pássaro de Ferro

terça-feira, 19 de março de 2024

F-16 DA FAP DE NOVO NA LITUÂNIA ENTRE ABRIL E JULHO [M2479 – 24/2024]

F-16AM da Força Aérea Portuguesa no patrulhamento aéreo do Báltico em 2014

O Estado Maior General das Forças Armadas anunciou em comunicado de imprensa, a realização da cerimónia de entrega do Estandarte Nacional à Força Nacional Destacada na Lituânia, a realizar no dia 21 de março, na Base Aérea nº5, em Monte Real, com a presença do Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas, General José Nunes da Fonseca. 

O referido destacamento irá decorrer entre 1 de abril e 31 de julho na base de Siauliai na Lituânia, à semelhança das anteriores participações portuguesas no programa de Policiamento Aéreo do Báltico.

Os quatro F-16M das Esquadras 201 e 301 da Força Aérea Portuguesa e cerca de 95 militares, irão render os Mirage 2000-5F do Armée de l'Air francês, nas mesmas funções desde dezembro de 2023.

A Força Aérea Portuguesa participa ativamente desde 2007, na missões de policiamento aéreo da NATO, destinadas a patrulhar o espaço aéreo de países membros que não tenham meios próprios para o fazer, como é o caso das três repúblicas bálticas ex-União Soviética (Lituânia, Letónia e Estónia). 


Após a invasão da Crimeia pela Rússia em 2014, a NATO ampliou os meios atribuídos a estas funções, especialmente nos países do Leste europeu, tanto em número de aviões como de bases, como parte das medidas de tranquilização a estes aliados, naquilo que designa atualmente por ‘Enhanced Air Policing’.

Os caças portugueses irão identificar e intercetar aeronaves que não cumpram com as regras internacionais da aviação ou que sejam um potencial risco para o tráfego aéreo e para a segurança coletiva. 





quarta-feira, 12 de julho de 2023

TREINO DE UCRANIANOS EM F-16 COMEÇA EM AGOSTO [M2421 - 53/2023]

F-16 dinamarquês à descolagem nos Paises Baixos     Foto de arquivo

Portugal é um dos onze países que assinaram a Declaração Política da Coligação de treino F-16 para formação da Força Aérea Ucraniana.

O documento foi assinado ontem 11 de Julho de 2023 em Vilnius, Lituânia, à margem da cimeira da NATO, por Helena Carreiras, na qualidade de ministra da Defesa, e pelos homólogos da Bélgica, Canadá, Dinamarca, Luxemburgo, Noruega, Países Baixos, Polónia, Reino Unido, Roménia e Suécia.


Embora o tweet do Ministério da Defesa Nacional seja escasso em informação adicional, a agência Reuters acrescentou que o treino começará já em Agosto na Dinamarca, até que um centro de treino permanente seja estabelecido na Roménia, mas não se sabendo ainda quem fornecerá os aviões, nem em que moldes.

Linha de F-16 romenos, belgas e portugueses        Foto de arquivo

De acordo com declarações do ministro da Defesa dinamarquês, Troels Poulsen, país que tem liderado a iniciativa, juntamente com os Países Baixos, "no início do próximo ano já poderemos ver alguns resultados".

Notar que vários dos países que assinaram a Declaração, não operam (ou operaram) o sistema de armas F-16, mas comprometeram-se ainda assim na colaboração indirecta. A possibilidade de alargar a formação a outros modelos de caça, está também ainda em aberto, porquanto o fornecimento de F-16 para a Força Aérea Ucraniana não está ainda assegurado, embora a administração americana tenha finalmente levantado os entraves que colocou inicialmente.

O fornecimento de caças de 4ª Geração ocidentais é uma aspiração ucraniana de longa data, de forma a poder suportar o esforço de guerra, até agora realizado pelos caças MiG-29 e Su-27 e contrariar o maior poderio aéreo russo.

Quanto a Portugal, a assinatura da Declaração foi o reiterar da disponibilidade já antes manifestada. A FAP tem aliás experiência bastante recente na transferência de conhecimento para outras Forças, nomeadamente com o programa de alienação de F-16 para a Força Aérea Romena, que incluiu a formação do núcleo inicial de pilotos e técnicos, que agora operam a frota de caças naquele país do antigo Pacto de Varsóvia.

Embora tenha manifestado disponibilidade para cooperar no treino de pilotos e pessoal de terra para operar F-16, tanto Helena Carreiras, como o primeiro-ministro português António Costa, colocaram de parte a possibilidade de Portugal fornecer F-16 à Ucrânia, da frota ao serviço da Força Aérea Portuguesa.


sexta-feira, 21 de abril de 2023

ACORDO PARA FABRICAR SUPER TUCANO EM PORTUGAL - atualizado 22/04/2023 [M2400 - 32/2023]

Embraer A-29 Super Tucano
Luciana Santos, ministra da Ciência e Tecnologia, do governo de Lula da Silva, adiantou durante a visita a decorrer a Portugal, que o avião de treino e ataque leve da Embraer agora também irá poder ser construído em solo luso. A revelação vem na sequência da notícia de Setembro passado, sobre a certificação da OGMA para realizar manutenção e modernização do modelo Super Tucano.

Recordamos que a Embraer anunciou durante a recente feira LAAD no Brasil, o lançamento do novo modelo A-29N Super Tucano, direccionado a clientes membros da NATO

Segundo o ministro da Defesa brasileiro, José Múcio, a ideia poderá ainda ser extensível ao KC-390, pelas mesmas razões: construir o cargueiro de acordo com os standards NATO, cujos equipamentos estão a ser certificados para as aeronaves adquiridas por Portugal. 

José Múcio revelou ainda que o acordo irá ser assinado no decorrer da visita de Lula a Portugal.

Atualização 22/04/2023

O primeiro-ministro português, António Costa confirmou, neste sábado 22 de Abril, o acordo para a produção do modelo A-29N Super Tucano em Portugal, adiantando ainda que a formação de pilotos para “o A-29 Super Tucano, que passará a ser adaptado para os padrões da NATO [...] passará a acolher todo o processo de formação de pilotos na Europa e na África para este caça brasileiro”.

Mais detalhes só deverão ser conhecidos na segunda-feira 24 de abril, quando o presidente brasileiro Lula da Silva visitar a OGMA, para a assinatura do acordo.



quarta-feira, 12 de abril de 2023

EMBRAER APRESENTA SUPER TUCANO NA CONFIGURAÇÃO NATO [M2396 - 28/2023]

Ilustração: Embraer
 A Embraer anunciou hoje, 12 de abril de 2023, durante a feira de defesa LAAD Defence & Security 2023 no Rio de Janeiro, o lançamento da aeronave A-29 Super Tucano, avião de ataque leve, reconhecimento armado e treinamento avançado, na configuração da NATO (Organização do Tratado do Atlântico Norte - OTAN), com foco no atendimento às necessidades de nações pertencentes à Aliança Atlântica. 

A nova versão da aeronave, denominada A-29N, incluirá equipamentos e funcionalidades para atender aos requisitos operacionais da NATO, tais como um novo datalink, single-pilot operation, entre outras modificações. 

Segundo reforça a Embraer em nota de imprensa, estas funcionalidades aumentarão ainda mais as possibilidades de utilização da aeronave, permitindo por exemplo a sua utilização em missões de treino de JTAC, (Joint Terminal Attack Controller). Os dispositivos de treino serão igualmente atualizados para os padrões mundiais mais exigentes, incluindo realidade virtual, aumentada e mista.

Esta é uma nova etapa na vida operacional do A-29 Super Tucano”, disse Bosco da Costa Junior, Presidente e CEO da Embraer Defesa & Segurança. “Vemos muitas possibilidades de aplicação do A-29N no momento. Vários países europeus têm mostrado interesse em capacidades específicas da aeronave que agora introduzimos com esta versão.”   

Segundo a mesma nota do fabricante, o A-29 pode realizar uma ampla gama de missões, incluindo ataque leve, vigilância e interceção aérea e contrainsurgência. Tem ainda capacidade de operar a partir de pistas remotas e não pavimentadas em bases operacionais avançadas com pouco apoio logístico, aliado a baixos custos operacionais e alta disponibilidade (superior a 90%). Além das funções de combate, a aeronave é ainda amplamente utilizada como treinador avançado. A capacidade de simular missões de combate e fazer upload e download de dados de voo fazem dela uma plataforma de treinamento altamente eficaz. Sendo uma verdadeira aeronave multimissão, o A-29 é flexível para fornecer às forças aéreas uma única plataforma para ataque leve, reconhecimento armado, apoio aéreo próximo e treino avançado, otimizando assim as frotas. 

O A-29 Super Tucano está equipado com uma variedade de sensores e armas de última geração, incluindo um sistema eletro-ótico/infravermelho com designador de laser, óculos de visão noturna, comunicações seguras de voz e dados, colocando o A-29 Super Tucano entre os melhores da sua classe, combinando excelente desempenho com armas do século 21, sensores integrados e sistemas de vigilância para criar um componente altamente eficaz de poder aéreo, segundo pode ler-se ainda na nota da Embraer.

De notar que o Super Tucano vem sendo insistentemente relacionado com a Força Aérea Portuguesa (FAP) nos últimos anos, podendo esta nova versão estar proximamente relacionada com essas notícias, à semelhança da versão portuguesa do KC-390, igualmente específica para utilizadores NATO. 

O anterior Chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas manifestou também a intenção de adquirir aeronaves de combate a hélice para utilização "em teatros africanos". A revisão da Lei de Programação Militar recentemente aprovada em Conselho de Ministros, prevê a aquisição de "aeronaves de Apoio Próximo" categoria onde se pode enquadrar o Super Tucano, tal como descrito acima.

Já a OGMA, empresa detida maioritariamente pela Embraer, iniciou a capacitação para realizar manutenção e modernização do Super tucano na Europa. 

Minisstra da Defesa Nacional Helena Carreiras do lado direito do CEMFA Gen. Cartaxo Alves (ao centro) no stand da OGMA na LAAD no Rio de Janeiro     Foto: Embaixada de Portugal em Brasília

A título de curiosidade, também a ministra da Defesa Nacional, Helena Carreiras e o Chefe de Estado-Maior da FAP, Gen. Caraxo Alves se encontram de visita à LAAD e à Embraer no Brasil.  

A Embraer entregou até ao momento mais de 260 unidades do Super Tucano em todo o mundo, tendo sido selecionado por mais de 15 forças aéreas, incluindo a Força Aérea dos Estados Unidos (USAF)

Aguardemos novos desenvolvimentos.





 

quarta-feira, 26 de outubro de 2022

STEADFAST NOON AO PÔR DO SOL NA BÉLGICA [M2354- 70/2022]

F-15E da USAF alinhado com a pista 23 de Kleine Brogel

Bonitas imagens que nos chegaram da base belga de Kleine Brogel, ao fim de mais um dia do exercício anual de dissuasão nuclear da NATO, Steadfast Noon, que se encontra a decorrer em várias bases na Europa central, entre 17 e 26 de outubro.

F-15E da USAF, Tornado da Luftwaffe e F-16M da "casa", forma captados pela objetiva de Andrew Timmerman,  alinhados com a pista 23 e o Sol, nesta época do ano, na base flamenga.

Tornado da Luftwaffe

F16M da Luchtcomponent belga



quarta-feira, 28 de setembro de 2022

P-3 DA FAP EM MISSÃO NO MEDITERRÂNEO - Estatísticas [M2347 - 62/2022]


O P-3C CUP+ dos "Lobos" em patrulha dia e noite no Mar Mediterrâneo    Fotos via EMGFA

Decorridos sensivelmente 20 dias do início do destacamento do P-3C CUP+ da Esquadra 601 da Força Aérea Portuguesa em Sigonella, Itália, o Estado Maior das Forças Armadas partilhou as estatísticas das missões já realizadas, integradas na Operação IRINI da “European Union Naval Force Mediterranean” (EUNAVFOR MED).

Assim, o destacamento português, constituído por 36 militares, realizou o patrulhamento de uma área de 403.770 milhas náuticas quadradas, num total de 57 horas de voo, nas quais realizou 13.000 contactos com embarcações de superfície, dos quais uma centena foram reportados à EUNAVFOR MED. Sete contactos forma identificados e reportados como imigração ilegal, tendo por isso contribuído para o resgate de 630 migrantes das águas do Mar Mediterrâneo. 


Embarcações detetadas com imigração ilegal      Fotos: Esq. 601 via EMGFA

A operação IRINI tem como objetivo fiscalizar e contribuir para a aplicação do embargo ao armamento imposto pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas à Líbia, além de contribuir para a segurança e manutenção da liberdade de navegação e o combate ao tráfico de drogas, armas e pessoas no Mar Mediterrâneo.


Foto via EMGFA

O destacamento da Esquadra 601 em Sigonella terá uma duração de três meses, durante os quais os "Lobos" irão realizar missões também para a Operação Sea Guardian da NATO, antes do regresso a Beja no mês de dezembro.



quinta-feira, 8 de setembro de 2022

P-3 DA FAP DESTACADO EM ITÁLIA [M2338 - 53/2022]

O P-3C CUP+ da Esq, 601 n/c 14809 agora destacado em Sigonella         Imagem de arquivo

Um destacamento de 36 militares da Força Aérea Portuguesa e uma aeronave P-3C CUP+ da Esquadra 601 (Lobos), partiram  no dia 6 de setembro, para Sigonella em Itália, para integrar as Operações “IRINI” e “SEA GUARDIAN 2022”. A informação foi avançada pelo Estado Maior General das Forças Armadas na tarde de hoje.

Contingente da Esq. 601 à partida para o destacamento  Foto: EMGFA

A Operação “IRINI”, no âmbito da União Europeia (UE), no Mar Mediterrâneo, tem por finalidade a aplicação do embargo ao armamento imposto pela ONU, em áreas específicas da costa Norte da África Central, e contribuir para a disrupção das redes de imigração ilegal. A Operação “SEA GUARDIAN” tem por finalidade promover a segurança marítima no Mar Mediterrâneo, de forma a garantir a liberdade de navegação e o conhecimento situacional da área, com foco nas atividades de tráfico de estupefacientes, armas e pessoas, vigilância do tráfego marítimo e poluição marinha.

A missão tem uma duração prevista de três meses.

Os "Lobos" têm contribuído regularmente em missões de patrulhamento do Mediterrâneo na última década, tanto em missões da NATO como da União Europeia.



quinta-feira, 24 de fevereiro de 2022

USAF DESTACA F-35 NO LESTE DA EUROPA [M2295 - 12/2022]

F-35A Lightning II à aterragem na Base Aérea 86 em Fetesti, Roménia    Foto: Ali Stewart/USAF
Seis caças F-35A Lightning II da USAF foram destacados hoje 24 de Fevereiro de 2022 nas regiões do mar Báltico e mar Negro, em apoio à defesa colectiva da Aliança Atlântica. A informação foi avançada pela NATO em comunicado, no qual refere ainda que os caças de 5ª Geração ficarão a "apoiar a missão de Policiamento Aéreo aumentado, por um período de tempo a partir das bases avançadas de Amari, na Estónia, Siauliai na Lituânia e Fetesti na Roménia".

Em primeiro plano os F-16 MLU da FA Romena, comprados a Portugal, baseados em Fetesti, onde aterram os F-35 da USAF           Foto: Ali Stewart/USAF

 

F-35 na base de Amari, Estónia                   Foto: FA Estónia

Estamos perante um ambiente dinâmico e o envio de F-35 para o flanco leste da NATO melhora a nossa postura defensiva e amplifica a interoperabilidade da Aliança”, disse o general Jeff Harrigian, comandante da USAFE-AFAFRICA

Os F-35 à saída de Hill, Uta, EUA, no dia 15 de Fevereiro de 2022 então com destino a Spangdahlem na Alemanha    Foto: Kip Sumner/USAF

Estes F-35 pertencem ao 34th FS de Hill, Uta, EUA, e estavam já destacados na base de Spangdahlem, na Alemanha, desde 16 de Fevereiro.





quinta-feira, 3 de fevereiro de 2022

F-16 NA ISLÂNDIA... VIA ESCÓCIA [M2286 - 3/2022]

Os F-16M da FAP à partida de Lossiemouth, Escócia
Tal como demos conta, quatro F-16M da Força Aérea Portuguesa, partiram da Base Aérea nº5 em Monte Real, na manhã de quinta-feira 27 de Janeiro de 2022, com destino à Islândia, onde irão realizar Policiamento Aéreo durante aproximadamente dois meses. 

O voo ferry dos caças, previa uma escala para reabastecimento na base de Lossiemouth, no nordeste da Escócia, Reino Unido, onde viriam a aterrar pelas 11h00 locais. A segunda etapa do voo estava previsto iniciar-se pelas 13h00 do mesmo dia, mas tal não viria no entanto a suceder, devido ao agravamento das condições meteorológicas na base de destino, em Keflavique. 

O que era para ser uma escala de duas horas acabou por estender-se por quase uma semana em Lossiemouth

Os ventos fortes que se fizeram sentir no fim de semana na Escócia, levaram à colocação, por precaução, de camiões entre os caças portugueses, de modo conferir algum abrigo

A fauna local não se incomodou com a presença prolongada dos caças lusitanos
As quatro aeronaves acabariam por ficar retidas na base britânica até quarta-feira, 2 de Fevereiro, quando finalmente estiveram reunidas as condições para completar o voo de ligação.

A descolagem da primeira parelha (15101 e 15106) ocorreu pelas 9h55 locais, na pista 23.




A segunda formação (15112 e 15107) seguiu-se cerca de 10 minutos depois, também a partir da pista 23 de Lossiemouth.





O grosso do contingente de 85 militares havia seguido para a Islândia, ainda na quarta-feira 26 de Janeiro, a bordo de  um A400M Atlas da Componente Aérea Belga, juntamente com a logística necessária para operar os caças.


Aquando da cerimónia de entrega do estandarte nacional, ainda em Monte Real a 19 de Janeiro, o Comandante da Força Nacional Destacada, Maj. Paulo Silva comentou a propósito: “Para Portugal esta é uma excelente oportunidade para demonstrar a nossa capacidade de destacar e operar a cerca de 3.000 kms da nossa base em Monte Real. (...) Outro objetivo para nós é aprimorar a nossa interoperabilidade e capacidades no domínio coletivo do Policiamento Aéreo da NATO".

Dado que a Islândia não possui capacidade de defesa aérea própria, diversos membros da NATO vão-se revezando naquele país insular, com o objetivo de garantir a presença aérea em tempo de paz, contribuir para a defesa coletiva e para um padrão comum de segurança e proteção em todo o espaço aéreo da NATO.

Depois de uma primeira participação em 2012, esta é a segunda vez que a Força Aérea Portuguesa é chamada a desempenhar a missão NATO “Iceland Air Policing”, que decorrerá até ao dia 30 de março de 2022, com rotação do pessoal sensivelmente a meio do destacamento.

O destacamento da FAP já na base de Keflavique, Islândia        Foto: FAP



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