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sábado, 14 de junho de 2014

IL-76 UCRANIANO ABATIDO POR SEPARATISTAS (M1619 - 188PM/2014)

Ilyushin Il-76 semelhnate ao abatido hoje em Lugansk - Ucrânia

A insurreição pró-russa no Leste da Ucrânia teima em resistir e este sábado deu uma prova de força, abatendo um avião de transporte militar que se preparava para aterrar na cidade de Lugansk. Todos os 49 passageiros a bordo, 40 soldados do Exército nacional e 9 tripulantes, morreram no ataque – “cínico e traiçoeiro”, classificou o ministro da Defesa – com mísseis anti-aéreos.

O recém-empossado Presidente ucraniano Petro Poroshenko, que reuniu de urgência com o aparelho da segurança nacional, prometeu retaliar contra os responsáveis pelo ataque. “A Ucrânia precisa de paz, mas os terroristas receberão a resposta adequada. Aqueles que estiverem envolvidos neste cínico acto de terrorismo podem ficar com a certeza de que serão punidos”, prometeu.

Fortemente armados e equipados com tecnologia russa, os rebeldes não se intimidaram nem esmoreceram com a operação anti-terrorismo lançada pelo Governo de Kiev para reafirmar a autoridade do Estado nas províncias do Leste e estancar a tendência separatista alimentada por Moscovo. Em Março, grupos de ucranianos pró-russos instauraram governos autónomos ad-hoc em Donetsk e declararam unilateralmente a independência das respectivas regiões.

O Governo começou por responder timidamente às investidas dos rebeldes, que desde o início de Abril tomaram edifícios governamentais, quartéis da polícia ou estradas e aeroportos das regiões de Donetsk e Lugansk, mas no fim de Maio, após a eleição de Poroshenko, a campanha militar foi intensificada. Nos dois meses que já dura a operação das forças ucranianas contra os separatistas, já foram confirmadas 270 mortes – este sábado foi o dia mais sangrento para as tropas governamentais.

O aparelho abatido, um avião de transporte Ilyushin-76, carregado com tropas e equipamento militar, estava a iniciar a aterragem em Lugansk quando foi atingido por artilharia anti-aérea – as autoridades ucranianas falam em mísseis Stinger. A reportagem da Reuters encontrou os militantes separatistas junto dos escombros da aeronave, nos arredores da cidade. “Os fascistas podem trazer os reforços que quiserem, esta será sempre a nossa resposta: é assim que combatemos”, garantiu um dos rebeldes, que se identificou apenas pelo nome Piotr.

Na semana passada, os separatistas tinham lançado uma série de ataques ao aeroporto internacional de Lugansk, o único ponto estratégico da cidade que ainda se mantém nas mãos das forças ucranianas. No entanto, as batalhas pelo domínio da cidade abriram um flanco em Mariupol, uma cidade portuária de 500 mil habitantes que foi reclamada pelos rebeldes mas que na sexta-feira regressou ao controlo governamental.

O controlo de Mariupol permite às tropas nacionais manter em funcionamento a estrutura portuária por onde a Ucrânia canaliza a sua produção de aço, e também dominar as vias terrestres entre a fronteira com a Rússia e o interior do país. O ministro do Interior, Arsen Avakov disse que o Exército tinha recuperado 120 quilómetros de fronteira que estava nas mãos dos rebeldes: tendo em conta que a linha que separa a Ucrânia da Rússia se estende por 2000 quilómetros, a conquista pode parecer menor, embora possa cortar uma linha de abastecimento das forças separatistas.

Dos Estados Unidos, veio ontem a confirmação de que os tanques usados pelos rebeldes separatistas têm origem russa. “Podemos afirmar com total confiança que os tanques vieram da Rússia. Seguramente Moscovo vai alegar que os tanques foram roubados às forças ucranianas, mas nenhuma das unidades do Exército nacional que dispõe de tanques de guerra tem bases ou opera naquela região”, observou a porta-voz do Departamento de Estado norte-americano. A Rússia não comentou as alegações de Washington.




Fonte: Público

sexta-feira, 23 de maio de 2014

A BATALHA DE DONETSK (M1593 - 168PM/2014)

Mi-24 ucraniano       Foto: Vídeo Youtube
Notícias divulgadas pela televisão russa RT, dão conta de combates na Ucrânia enovolvendo helicópteros de ataque Mi-24.
A cadeia de televisão russa alega que os helicópteros afetos a Kiev terão alvejado as próprias forças ucranianas, um ponto de controlo na região de Donetsk, no rescaldo da batalha ocorrida durante a noite, denunciando falta de comunicações entre forças no ar e em terra.

Um vídeo gravado na região de Volnovokha nos arredores de Donetsk, de acordo com a descrição, mostra um grupo de homens armados, envergando uniformes com as insígnias ucranianas, além de dois outros elementos em roupas civis, abrigando-se atrás dum camião militar. Ouvem-se disparos esporádicos de armas de fogo, podendo observar-se fumo e explosões vindos da floresta nas proximidades.

Explosões na floresta perto de Donetsk      Foto: Vídeo Youtube

Após várias passagens duma parelha de Mi-24 com as cores ucranianas, estes iniciam disparos de canhão, não se conseguindo distinguir qual o alvo. A tradução da RT dos comentários que é possível ouvir no vídeo, alega que os soldados ucranianos estarão surpreendidos por os helicópteros estarem a alvejar as próprias forças:

"O que é que eles (Mi-24) estão a fazer? São dos nossos" diz um soldado. "Quem ca##lho havia de ser?" responde outro. Após o grupo se esconder na floresta próxima, enquanto vão praguejando e rezando.
Ao chegarem junto de outro militar ucraniano que está a conversar por telemóvel, pode ouvir-se "contra quem estão a disparar? Há la civis e soldados nossos. Existe uam linha para a aviação do exército? Que ca##lho se está a passar?"
A transcrição do diálogo continua depois: "Dois (Mi)24 e um (Mi)8 chegaram. Estão a voar sobre o nosso ponto de controlo. Há muitos cadáveres por lá. Estávamos a apagar o BMP (NR: veículo de combate) que estava em chamas. Pensávamos que o Mi-8 vinha buscar os corpos. Agora estão a disparar".

As tropas ucranianas estavam a usar os helicópteros na luta contra as milícias armadas locais, que se opunham contra a decisão de Kiev de destruir material danificado nos confrontos, para prevenir cair nas mãos das milícias. Falhas de comunicação entre as tropas podem ter levado a aviação a crer que o ponto de controlo teria sido tomado pelas milícias.

O vídeo foi carregado no Youtube 23/05/2014, o que parece indiciar ter sido gravado horas após o ataque noturno ao ponto de controlo perto de Volnovakha.

A batalha causou pelo menos 16 mortes entre os soldados ucranianos e 30 feridos.

sexta-feira, 2 de maio de 2014

HELICÓPTEROS ABATIDOS NA UCRÂNIA (M1564 -148PM/2014)

Mil Mi-24 de ataque da FA Ucraniana     Foto:Dima Sergienko

Esta madrugada a Ucrânia acordou ao som de tiros, com a operação de larga escala lançada por forças militares afetas ao Governo de Kiev, para recuperar o controlo das cidades de Sloviansk e Kramatorsk, sob a influência de forças pró-russas.

No processo, dois helicópteros ucranianos de ataque Mil Mi-24 foram abatidos pelos separatistas, tendo os tripulantes perecido, segundo informação prestada pelo Ministério da Defesa. Vyacheslav Ponomaryov, apontado como líder dos insurgentes de Sloviansk, também confirmou o abate das aeronaves.

Um terceiro helicóptero, neste caso um Mi-8 de transporte terá também sido atingido, causando ferimentos num dos tripulantes, segundo informações avançadas do Ministério da Defesa.

Mil Mi-8 da FA Ucraniana     Foto:Caitlin Conroy
As forças pró-Moscovo confirmaram também a morte de um piloto dos helicópteros, divergindo a informação relativamente a um segundo piloto, que alegadamente terá sido capturado com vida. O ministro do Interior ucraniano Arsen Avakov disse que mais militares ficaram feridos com o disparo de vários mísseis terra-ar contra helicópteros ucranianos: "os terroristas usaram artilharia pesada contra as forças especiais ucranianas, incluindo lançadores de granadas e mísseis anti-aéreos portáteis"
Informou também que nove pontos de controlo dos separatistas forma destruídos e que mercenários profissionais estariam a operar com os rebeldes. 

Já a agência Reuters reportou que um fotógrafo seu viu um helicóptero ucraniano abrir fogo nos arredores de Sloviansk, tendo ouvido fogo de metralhadoras durante toda a madrugada.





quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

SUKHOI T-50: PROBLEMAS NO PARAÍSO (M1393 - 25PM/2014)

Sukhoi T-50     Foto: Sukhoi Company

A Força Aérea Indiana (IAF) fez uma surpreendente inflexão na sua direção, criticando duramente o projeto russo-indiano de co-desenvolvimento do futurístico caça de 5ª Geração FGFA, também conhecido na Rússia como PAK-FA (Sukhoi T-50).

Mesmo se Nova Deli e Moscovo finalizam um acordo no valor de 6000M USD, para o desenvolvimento do caça, com capacidades personalizadas aos interesses indianos, a IAF alega que os russos não serão capazes de manter as suas promessas relativamente às performances da aeronave.
O projeto é considerado vital para o futuro da IAF, de tal modo que o ministro da Defesa K. Antony rejeitou publicamente qualquer possibilidade de comprar o caça americano igualmente de 5ª Geração, F-35, considerando que o FGFA seria suficiente.

O acordo entre Rússia e Índia remonta a 2007. A 24 de dezembro passado no entanto, numa reunião em Nova Deli, entre representantes da IAF e o secretário de produção de Defesa Gokul Chandra Pati, a arma aérea apresentou queixas relativamente às qualidades do FGFA, definidas como "insuficiências em termos de performance e outras características técnicas".
 As três questões expostas pela IAF foram:
-relutância russa em partilhar informação crítica de projeto
-os atuais motores AL-41F1 são inadequados, sendo mais uma modernização dos AL-31 do Su-30
-é demasiado caro

A 15 de janeiro a IAF renovou o ataque em Nova Deli no Ministério da Defesa, durante uma reunião de revisão dos progressos do projeto. Nessa reunião, o vice-Chefe de Estado Maior da IAF declarou que os motores não são fiáveis, o radar é inadequado, as capacidades furtivas estão mal projetadas, a percentagem de trabalhos indianos é demasiado baixa e o preço do caça será exorbitante quando entrar finalmente em serviço.

Uma explicação para estes ataques, foi conhecida em forma de "teoria da cospiração" divulgada por fontes do Min. da Defesa indiano, que suspeitam estar a IAF a tentar libertar os fundos para a compra dos 126 caças Rafale, uma aquisição que está em banho maria devido a restrições orçamentais.

Os russos entretanto clarificaram que os motores do AL-41F1 são uma solução temporária para permitir desenvolver o programa. Um novo motor está em desenvolvimento na Rússia, que irá equipar o FGFA e PAK-FA. Esclareceram ainda que o programa prevê o desenvolvimento de um radar largamente superior ao utilizado nos protótipos. Neste ponto, os russos previam apenas um único radar de varrimento frontal, enquanto os indianos pretendem também radares laterais para ter uma visão global. A Rússia avalia agora  a aplicação de equipamento similar no PAK-FA.

Enquanto o menos exigente PAK-FA realizou já mais de 300 voos de teste, e a FA Russa tem expectativas de introduzir o modelo em utilização operacional por 2017/2018, apenas por essa altura deverá estar em voos de teste o FGFA, cuja configuração básica apenas foi definida em junho de 2013 e o contrato de investigação e desenvolvimento está atualmente em negociação.

Não foram entretanto emitidos comunicados oficiais da IAF ou Min. Defesa indiano.


Fonte: Defense News
Tradução e adaptação: Pássaro de Ferro




domingo, 29 de dezembro de 2013

MiG NEGA INTENÇÃO DE DESTRUIR PROTÓTIPO DO 1.44 (M1352 - 410PM/2013)

Protótipo do MiG 1.44

A famosa empresa russa fabricante de caças, Mikoyan Gurevich negou planos para acabar com o único protótipo do caça de quinta geração MiG 1.44 e disse que vai mantê-lo a salvo e armazenado num hangar, escreveu no passado dia 26 de dezembro o diário russo Izvestia.

Há alguns meses, correu na imprensa estrangeira a notícia de que o protótipo estaria numa "base secreta", mas exposto aos elementos atmosféricos e seria transformado em sucata brevemente. A corporação MiG negou esta informação.
"O avião foi construído na década de 1990 como parte de um programa piloto para a quinta geração. Está preservado na cidade de Zhukovsky (arredores de Moscovo) e ninguém pensa destruí-lo", disse um representante da empresa.

O projeto de caça polivalente começou no início de 1980 e até 1999 apenas um aparelho foi fabricado para a realização de testes. Foi designado MiG 1.44 e fez dois voos em 2000, mas depois foi esquecido. Em 2002, foi anunciado um outro projeto de caça de quinta geração, o T-50 PAK FA desenvolvido pela Sukhoi, concorrente da empresa MiG.

O coronel-general Anatoly Sitnov, ex-chefe de Armamento das Forças Armadas da Rússia, acredita que o T-50 não tem o potencial que encerrava o MiG 1.44. Por seu lado, o ex-comandante da Força Aérea Russa, general Vladimir Mihailov diz que não se deve compará-los, porque a tecnologia avançou muito em 15 anos.
"Não podemos dizer que um é melhor que o outro, tudo é relativo. O T-50 usa os mais recentes avanços na ciência", disse Mihailov, assinalando que a decisão de manter o primeiro protótipo de um caça de quinta geração, pode significar a existência de outros projetos similares.
"O MiG 1,44 foi mantido num hangar e pode ser usado no desenvolvimento de novas aeronaves. É o único objetivo", disse o especialista.

A Mikoyan Gurevich recusou-se a fazer um comentário oficial. Uma fonte da empresa disse ao Izvestia, que o único MiG 1.44 está em bom estado técnico e poderá voar, se necessário. Também observou que a aeronave poderia ser entregue no futuro, a um museu de aviação.
"Ele merece, porque marcou uma época", resumiu a fonte.

Vídeo que reúne alguns dos protótipos de desenvolvimento russos, incluindo o MiG 1.44 "Flatpack":


Fonte: RIA Novosti
Tradução: Pássaro de Ferro

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

MAKS 2013 (M1133 - 245PM/2013)

Patrulha Strizhi em MiG-29

Ontem foi o primeiro dia do Salão Aeroespacial Internacional MAKS 2013, que se realiza em Zhukovsky, nos arredores de Moscovo. Logo no início do salão, foram assinados vários contratos de fornecimento e assistência de material aeronáutico russo.

Os primeiros três dias do show aeroespacial são dedicados a eventos estritamente comerciais, mas logo no dia de abertura o MAKS recebeu uma quantidade inesperada de visitantes, dos quais os simples espectadores eram quase a maioria. Apesar de estarmos a meio da semana de trabalho, houve muitas pessoas a querer visitar a exposição estática e observar os voos de exibição. Segundo supõe o diretor executivo do Centro de Pesquisas de Voo e piloto de testes emérito da Rússia Serguei Tresvyatsky, as pessoas foram atraídas pela possibilidade de serem os primeiros a ver o voo de uma esquadra de caças russos de quinta geração: “Na minha opinião foi o T-50. Eu vi os seus voos de exibição durante a preparação do show e fiquei impressionado com a sua supermanobrabilidade. O pessoal de voo tinha tido um volume de treinos suficiente para demonstrar uma boa pilotagem, de grande qualidade. Penso que a nova aeronave irá agradar a todos.”

As manobras de logo três novos aparelhos, seguidas de uma exibição a solo do T-50, foram uns dos momentos mais empolgantes do programa de voos do primeiro dia, mas nos pavilhões de exposição do salão aeroespacial decorria um trabalho intenso. Segundo comentou o vice-presidente da empresa aeroespacial Energia Alexander Strekalov, a participação no show permitiu que a sua empresa publicitasse os seus êxitos ao mais alto nível: “A nossa maior novidade é a nave espacial tripulada de nova geração. Hoje exibimos uma maquete, mas não se trata apenas do protótipo, que nós já exibimos no salão anterior. Já nos encontramos na fase de elaboração da documentação de trabalho e dos testes experimentais.”

O MAKS também se tornou numa plataforma de promoção dos projetos das pequenas e médias empresas. Esta é a opinião do diretor da empresa de desenvolvimento de sistemas robotizados de vigilância SMP-Service Alexei Poluboyarinov: “É a primeira vez que nós expomos no MAKS, mas penso que é precisamente aqui que vamos encontrar os nossos clientes. Fomos visitados por representantes do Ministério das Situações de Emergência, por diversas organizações não-governamentais que vêem a utilidade dos nossos equipamentos. Também conversámos com representantes das forças de segurança. Queremos abrir os nossos produtos a outros mercados, porque de início a nossa empresa tem trabalhado com sistemas de segurança. Neste momento, queremos encontrar novas utilizações que podem ser paramilitares ou mais na área da busca e salvamento. Procuramos pessoas a quem isso possa interessar.”

Pela estão ainda  mais dois dias de intensa atividade comercial do Salão Aeroespacial Internacional e depois terão início as grandes visitas do público em geral. De 30 de agosto a 1 de setembro será possível assistir a uma programação de voos alargada. Os visitantes poderão ver as capacidades das aeronaves tanto russas, como estrangeiras.

Fonte: Voz da Rússia
Adaptação: Pássaro de Ferro


terça-feira, 26 de março de 2013

SU-35 PARA A CHINA (M927 - 87PM/2013)


Sukhoi Su-35      Foto: Sukhoi Company

No seguimento das negociações de que o Pássaro de Ferro deu conta há cerca de uma ano atrás, a Rússia e a China concluíram um acordo para o fornecimento dos caças de Geração 4.5 Sukhoi Su-35.
Os dois países são parceiros de longa data no que toca a material militar, embora o fornecimento de material de topo por parte de Moscovo a Pequim, tenha acontecido apenas a espaços.
O cenário parece estar prestes a mudar.
São conhecidas as colaborações de técnicos russos nos programas mais recentes de desenvolvimento de aeronaves chinesas como o J-10, JF-17, L-15 e até o helicóptero de ataque Z-10. Mesmo o desenvolvimento do J-11 só foi possível graças à obtenção de documentos técnicos russos,que em conjunto com a aquisição do T-10 experimental ucraniano permitiram também o desenvolvimento do J-15 naval.
Ainda assim, a cooperação não é para já suficiente para garantir à China aeronaves de topo, até porque o mundo não pára enquanto Pequim desenvolve projetos próprios, a partir de outros já existentes. É neste contexto que a China pretende adquirir os Su-35. Por outro lado, existia do lado de Moscovo alguma apreensão, dado que foi a partir de 24 Su-30 comprados por Pequim, que foi desenvolvido o caça J-16 (cujas linhas não deixam margem para dúvidas).

As capacidades do Su-35 são apetecíveis     Foto:Sukhoi Company

Para já não são conhecidos detalhes do acordo alcançado, mas dada a apetência dos chineses para a cópia não autorizada de material estrangeiro, a ideia de Moscovo seria vender um número mínimo de aeronaves (entre 50 a 100) que garanta uma margem de segurança que não penalize o fabricante caso o cliente copie o modelo como fez no passado, ao mesmo tempo que no contrato ficaria incluída clausula altamente penalizante para Pequim, em caso de cancelamento ou redução do número de aeronaves acordado.

Fonte: Voz da Russia
Adaptação: Pássaro de Ferro





domingo, 14 de outubro de 2012

AVIÕES TURCOS PROIBIDOS DE SOBREVOAR SÍRIA (M729 - 95PM/2012)


Alguns destinos das companhias turcas ficarão agora mais longe

No seguimento de vários incidentes entre Síria e Turquia, que já passaram pelo abate de um caça turco e escaramuças de atrilharia na fronteira, após a apreensão para inspeção da carga de um avião comercial da Syrina Air em Ancara na noite de 10 para 11 de outubro de 2012 , as autoridades sírias optaram pelo encerramento do seu espaço aéreo aos voos turcos.
Ancara já respondeu "na mesma moeda" proibindo de igual modo os voos de aeronaves sírias de atravessarem território turco.

O mesmo se aplica aos voos sírios                                                 Foto: Trainier

No Airbus A320 proveninete de Moscovo e que alegadamente transportava material bélico, foi divulgado pelo Ministro dos Negócios Estrangeiros Russo seguir material eletrónico para radares, não necessariamente militares. Serguei Lavrov sustentou ainda, que nenhuma convenção internacional proíbe a comercialização deste material. 
O facto das autoridades turcas não terem até ao momento apresentado publicamente a alegada carga militar, tem vindo a reforçar as posições síria e russa,  tendo Bashar Al-Assad acusado a Turquia de praticar "pirataria aérea".
Para acompanhar em próximos capítulos.




quinta-feira, 11 de outubro de 2012

AVIÃO COMERCIAL SÍRIO FORÇADO A ATERRAR NA TURQUIA (M725 - 92PM/2012)

F-16 turcos forçaram a aterragem do A320 sírio

A tensão segue elevada na frente turca, com um último incidente a ter lugar ontem 10 de outubro de 2012, quando caças turcos intercetaram e forçaram a aterragem de um avião comercial sírio, em rota de Moscovo para Damasco.
Ancara garante ter agido ao abrigo do Direito Internacional, após ter recebido informações que o avião, um Airbus A320, transportaria carga militar, tendo a interceção ocorrido em espaço aéreo turco.

Após cerca de nove horas de paragem no aeroporto de Esenboga em Ancara para inspeção da carga, tripulação e passageiros foram autorizados a seguir viagem, tendo-se queixado no entanto de que as autoridades turcas tentaram forçar pilotos a declarar o incidente como um aterragem de emergência.

O Airbus A320 da Syrian em Ancara  é submetido a inspeções de carga

Da Rússia, maior (e eventualmente único) aliado do regime sírio, chegaram já protestos através do Ministro dos Negócios Estrangeiros, devido ao facto de seguirem 17 cidadãos russos a bordo do avião. A agência russa para a exportação de armas garantiu também não terem seguido quaisquer tipo de armas ou sistemas militares a bordo. Em Ancara todavia, ficou carga confiscada, que alegadamente deveria ter sido declarada e não o foi, prosseguindo  as investigações após a partida do A320.

Este episódio vem adensar a tensão naquela região do globo, uma semana depois de terem ocorrido bombardeamentos de artilharia de superfície na fronteira entre Turquia e Síria, tendo o Secretário Geral da NATO garantido a solidariedade da Aliança, caso haja escalada do conflito. A própria Turquia reforçou já o contingente de F-16 na base aérea de Diyarbakir a 100 km da fronteira, com 25 unidades adicionais.

Durante o dia de ontem ainda antes deste incidente, o Pentágono confirmou o envio de tropas norte-americanas para  a fronteira entre a Síria e a Jordânia, de modo a prevenir um alastramento do conflito a países limítrofes, como é o caso da Jordânia.



domingo, 2 de setembro de 2012

SALADA RUSSA - Ou os 100 anos da Força Aérea Russa em imagens (M705 - 84PM/2012)

Sukhoi Su-35

Sukhoi Su-35

Sukhoi Su-24

Um Mil Mi-26 acompanhado por dois Mi-8

O novíssimo Yakovlev Yak-130 armado até aos dentes em voo invertido

Kamov Ka-50 a coqueluche dos helicópteros de ataque russos

Os veteranos Mig-31

Parelha (ou visão dupla) de Sukhoi-27

Sukhoi T-50  na única manobra vistosa que efetuou

Formação dos Russian Knights em Su-27 e Swifts em Mig-29

Sukhoi Su-34 e seu bico de ornitorrinco

Russian Knights e Swifts

Largada de flares durante a demo dos Swifts

Swifts em formação "suja"

Mirror, mirror!

Cruzamento na demo de Mig-29

Formação de Su-27

...e os flares sempre muito aplaudidos

Pirotecnia!

Freios aerodinâmicos abertos no fim da exibição dos Russian Knights

Nove Su-25 com as cores da bandeira russa encerram o evento


quarta-feira, 29 de agosto de 2012

NA ZDOROVIE! (M703 - 83PM/2012)


Zhukovsky no dia do Air Show

Sukhoi Su-27

Ilyushin Il-76

Tupolev Tu-95

Tupolev Tu-160

Mikoyan Gurevich Mig-31

Mikoyan Gurevich Mig-15UTI

A 12 de agosto de 1912 nascia a que viria a ser uma das maiores forças aéreas do mundo. Nesse tempo, a Rússia ainda se chamava Rússia e vivia os últimos tempos dos czares.
A 12 de agosto de 2012 completaram-se 100 anos sobre essa data, dentro dos quais couberam muitas batalhas e quimeras. Revoluções e contra-revoluções. Mudanças de regime e de nome.
À parte disto, a Rússia de hoje continua a ser o maior país do mundo e como 100 anos não são coisa pouca, para comemorar o evento, foi preparado um festival aéreo na capital, à altura do orgulho nacional nos feitos dos seus homens do ar.
O Pássaro de Ferro fez-se ao caminho para registar a efeméride, num ato simultaneamente cultural e de fé. Cultural, porque a terra dos czares que foi durante muitos anos um mundo (quase) proibido, vale a pena visitar de per si, e de fé porque as burocracias que é necessário ultrapassar para lá chegar (quiçá vícios de outros tempos) assim o exigem.

Antonov- An-22

Beriev A-50EI

Tupolev Tu-134

Quanto ao festival propriamente dito, estava programado para começar com vários modelos históricos (russos e não só) até à exibição do Su-35, a iniciar verdadeiramente as "hostilidades", numa demonstração de capacidade e força não traduzível por adjetivos.
Por esta altura, já o imenso aeródromo de Zhukovsky é um mar de gente, estimada em mais de 200.000 espetadores, a tornarem qualquer tentativa de fotografar a exposição estática com dignidade para as aeronaves, meros exercícios de imaginação.
O espetáculo segue com as primeiras patrulhas acrobáticas, intercaladas por passagens de gigantes dos céus em formação ou isolados (Tu-22, Tu-95, Tu-160, An-124, Il-76...) e algumas aves raras (Tu-134, An-22, Il-86, ... ) que foram desfilando pelos céus de Zhukovsky.
Do exterior da fronteira fizeram-se representar as patrulhas italiana (Frecce Tricolori - sem solo), polaca (Iskra), britânica (Red Arrows - em versão reduzida), finlandesa (Midnight Hawks), letónia (Baltic Bees) e uma demo do Rafale francês.

Frecce Tricolori

Frecce Tricolori

Red Arrows

Midnight Hawks

Iskra

A festa no entanto era mesmo da casa e várias passagens em formação dos "cavalos de batalha" russos da atualidade foram o prato forte, com destaque para simulações de dogfights por Mig-29 e Su-27, de belo efeito. Os helicópteros russos presentemente no ativo marcaram também presença, bem como o avião de treino Yak-130 recentemente colocado no mercado.
Quase a terminar, algumas passagens do novel modelo da Sukhoi, que pretende disputar a hegemonia dos céus do F-22 Raptor americano, o protótipo T-50 também conhecido com uma nota de humor como "Raptorov".

T-50 e Mig-29

Russian Knights e Swifts

Os indispensáveis Russian Knights em Su-27, os Swifts em Mig-29 e flares qb, foram encaminhando o evento para o seu epílogo, escrito nos céus por 5 Su-27, 8 Su-25 e 8 Mig-29 a formar um 100, e por fim 9 Su-25 que fecharam o pano com as cores da bandeira russa sobre um espetáculo memorável.
Já de regresso, ainda tivemos oportunidade de efetuar uma pitoresca viagem de táxi, conduzidos por um ex-navegador de Il-76, que nos contou como eram as viagens de transporte de carga para o Afeganistão e alguns países perdidos em África, enquanto passávamos por fantasmas de outras eras, esquecidos um pouco por todos os cantos da base.
O show terminou e para o futuro Putin prometeu investimentos de monta, para devolver a credibilidade e força à arma aérea, que definhava desde o fim da Guerra Fria, à imagem dos aviões-fantasma que vimos.
Os generais russos sorriram e os 100 anos da aviação russa foram sem dúvida um acontecimento para recordar.
Como se diz ao brindar com a bebida favorita do país: "na zdorovie!"*

A formação comemorativa dos 100 anos


Nota: Em breve a segunda parte dedicada aos 100 anos da Força Aérea Russa, em edição exclusivamente fotográfica.

*"à saúde!"  

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