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terça-feira, 29 de setembro de 2020

SU-25 ARMÉNIO ABATIDO [M2184 – 102/2020]

Sukhoi Su-25 "Frogfoot"

 No seguimento da escalado do conflito entre a Arménia e o Azerbaijão, foi hoje 29 de Setembro de 2020, reportado o abate de um caça-bombardeiro Su-25 "Frogfoot" arménio, pelas 10h30 locais, no espaço aéreo arménio, sobre a cidade de Vardenis, no norte da Arménia.

Mikoyan-Gurevich MiG-29 "Fulcrum"

Segundo Tom Cooper, conceituado comentador e historiador de assuntos ligados ao Médio e Próximo Oriente, normalmente bem informado apoiado em fontes locais, o Su-25 terá sido abatido por um MiG-29 azeri e não um F-16 turco, conforme foi inicialmente veiculado pelo Ministério da Defesa Arménio, com eco nas redes sociais e comunicação social.

Segundo Cooper, através de fotos de satélite da manhã de hoje, não há evidências de quaisquer F-16 turcos actualmente no Azerbaijão e muito menos na base aérea de Ganja, a escassos 60km da linha da frente do combate, e portanto ao alcance de mísseis terra-ar arménios. 

F-16 turco no exercício Turaz Kartali realizado anualmente no Azerbaijão    Foto: MD Turco

As alegações de que F-16 turcos estariam envolvidos no abate do Su-25, poderão ter a ver com um recente exercício em que estes de facto estiveram destacados no Azerbaijão, bem como o apoio público do regime de Ancara, na disputa com a Arménia na região do Nagorno-Karabakh . O exercício contudo, terminou ainda nos primeiros dias de Agosto, tendo os F-16 entretanto regressado à Turquia.

Os relatos coincidem contudo, em que o piloto do Su-25 terá perdido a vida.


Atualização 30/09/2020

O Ministério da Defesa Arménio divulgou imagens dos destroços do Su-25, insistindo na tese de que terá sido abatido por F-16 turcos que teriam violado espaço aéreo arménio. Do lado azeri, há sugestões de que não um, mas dois Su-25 simplesmente embateram com a montanha, sem intervenção de qualquer aeronave agressora.

A identidade do piloto falecido foi revelada pelo MD Arménio, tratando-se do Major Valeri Danelin.




Fotos: MD Arménia





terça-feira, 7 de maio de 2019

PILOTOS MERCENÁRIOS PORTUGUESES NA LÍBIA? [M2036 - 23/2019]

ACTUALIZADO 9/5/2019

Foto dos destroços do Mirage F.1ED abatido hoje 7/5/2019

A notícia já não é nova, mas teve hoje novos desenvolvimentos, com o abate de um piloto alegadamente de nacionalidade portuguesa, na Líbia.
Já em Junho de 2016 pereceu na Líbia um piloto de nacionalidade portuguesa, a bordo de um Mirage F.1ED, ao serviço do GNA (Government of National Accord - Governo de Acordo Nacional), abatido por fogo "amigo" ou devido a avaria na aeronave.
Este indivíduo, de confirmada nacionalidade portuguesa, nunca terá sido piloto militar em Portugal, tendo recebido treino para voar o Mirage F.1 na Academia em Misrata, na Líbia, apesar do seu background ser em aviões a hélice de recreio e combate a incêndios.

Segundo Arnaud Delalande, reputado analista de assuntos militares do Médio Oriente e Norte de África, múltiplos pilotos e mecânicos de várias nacionalidades frequentaram a Academia em Misrata, com vista a operarem os poucos aviões de combate do GNA.






Hoje, 7 de Maio de 2019, novamente um Mirage F.1 foi abatido, desta vez por forças do Exército Nacional Líbio (LNA) sobre al-Hirah a Sul de Tripoli, tendo o piloto conseguido ejectar-se com sucesso.

O local do despenhamento do Mirage F.1 do GNA

O equipamento da cadeira ejectável e pára-quedas já num veículo do LNA

Vídeos veiculados na rede social Twitter mostram o piloto (chamamos a atenção para o facto das ligações terem imagens eventualmente chocantes), escassos momentos depois de tocar o solo, rodeado por elementos do LNA, que o transportaram e interrogaram em inglês acerca da sua nacionalidade, ao que respondeu ser portuguesa.

Após receber assistência médica prestada pelo LNA, terá apresentado documentação comprovativa da identidade portuguesa, sendo o nome contudo, aparentemente de origem anglo-saxónica.
O individuo comprovadamente não tem ou - tanto quanto se sabe - sequer teve, qualquer ligação com as Forças Armadas Portuguesas e mesmo a autenticidade da sua cidadania portuguesa é questionada.
O fardamento não é também coerente com os fardamentos conhecidos em uso pelos pilotos do GNA, a que alega pertencer.

Dado que o LNA também opera Mirage F.1 (pelo menos o de matrícula 402 e talvez também o 515), da ex-Força Aérea Líbia, poderá dar-se o caso de se tratar de mais um incidente de abate por "fogo amigo", mas desta vez do LNA aos próprios aviões, dado que comprovadamente operavam pelo menos dois Mirage F.1AD na altura.

O piloto já depois de receber assistência médica

O LNA reclamou ainda o abate de outro Mirage F.1 no passado dia 23 de Abril de 2019, tendo já na altura levantado algumas dúvidas se de facto pertenceria ao GNA ou se os destroços seriam de um avião próprio, com número de cauda 402. O porta-voz do LNA apresentou então um vídeo comprovativo de que o Mirage de matrícula 402 se encontrava ainda operacional, alegando que o avião abatido seria o 403, ao serviço do GNA. Não foram contudo mostradas imagens do piloto do avião abatido, apesar de terem revelado o seu nome, correspondente ao piloto instrutor principal de Mirage F.1 do GNA, de nacionalidade equatoriana.



Em 2016 o GNA apenas possuía dois Mirage F.1ED operacionais (n/c 502 e 508), os mesmos que tinham regressado de Malta, para onde desertaram durante a guerra em 2011, por os pilotos se recusarem a bombardear alvos civis.
Há informações, de que entretanto, um número reduzido de Mirage F.1 armazenados, também pertencentes à ex-Força Aérea Líbia, teria sido colocado em condições operacionais (talvez o 403 e 407), ao serviço do GNA.

Com todas estas informações e contra-informações é muito difícil, de momento, saber exactamente quantos aviões cada uma das partes terá no activo, bem como quais foram abatidos por quem.

A identidade do piloto capturado a 7/5/2019 continua também a ser um mistério, bem como qual das facções estaria a servir quando foi abatido. A forma como foi invulgarmente bem tratado pelos alegados inimigos (foi inclusivamente divulgada uma foto do piloto a descansar após ter sido socorrido), parecem sugerir algum tipo de encenação.






terça-feira, 23 de setembro de 2014

ISRAEL ABATE SU-24 SÍRIO (M1683- 227PM/2014)



Israel abateu hoje 23 de setembro, um Sukhoi Su-24 sírio após uma alegada invasão de seu espaço aéreo. De acordo com as autoridades, o avião, inicialmente identificado como um MiG 21, cruzou a fronteira através dos Montes de Golã.

Embora as autoridades sírias tenham considerado o ataque um ato de violação, não souberam explicar o motivo do avião estar em espaço aéreo israelita, fora das linhas da guerra civil na Síria. Especialistas não descartam um erro de navegação.

Os militares israelitas confirmaram oficialmente que o Su-24 foi abatido pelo sistema MIM-104 Patriot, após invadir o território de Israel em apenas 800 metros. As autoridades acreditam que o avião iniciava uma volta de retorno, quando acidentalmente invadiu o país vizinho e fez disparar o sistema antiaéreo.

O incidente representa um novo problema diplomático e estratégico para Israel, que tenta permanecer neutro no conflito entre o governo sírio e rebeldes, como Frente Nusra, ligada à Al Qaeda.

Fonte: AE

quarta-feira, 23 de julho de 2014

MAIS DOIS AVIÕES ABATIDOS NA UCRÂNIA (M1661 - 212PM/2014)

Su-25 ucraniano similar aos abatidos hoje     Foto: Autor desconhecido

Dois Su-25 forma abatidos esta quarta-feira na problemática região leste da Ucrânia, não muito longe do local onde alegadamente terá sido abatido por engano o Boeing 777 da Malaysia Airlines na semana passada.

De acordo com o ministério da Defesa (MD) ucraniano, os caças-bombardeiros foram alvejados na zona de Savur Mogila. O regime de Kiev acusa assim e o uma vez mais a Rússia de continuar a fornecer equipamento pesado aos separatistas.

Segundo o porta-voz do MD ucraniano, "militantes russos" usaram mísseis anti-aéreos para atingir os aviões e "apesar das manobras de evasão anti-míssil e da emissão de engodos (NR: flares), ambos os aviões sofreram danos". Ainda segundo a mesma fonte, os pilotos conseguiram ejetar-se, embora não tenham sido reveladas informações acerca da sua condição.

Já na semana passada, e ainda antes do abate do avião da Malaysia Airlines, um Su-25 foi abatido na mesma região de Donetsk, junto à fronteira com a Rússia.




quinta-feira, 17 de julho de 2014

SU-25 UCRANIANO ABATIDO POR AVIÃO RUSSO (M1658 - 209PM/2014)

Su-25UB da FA Ucraniana          Foto: MD Ucrânia

O porta-voz do Conselho de Segurança da Ucrânia Andrei Lysenko, disse na televisão que um avião da sua Força Aérea foi abatido por um míssil disparado por um caça russo.
O piloto do aparelho, um Su-25, terá sido obrigado a ejetar-se após ter sido alvejado na quarta-feira à noite (16/07/2014). 

Foi  a primeira vez que a Ucrânia acusou diretamente a Rússia de fazer uso do poder aéreo no conflito que grassa no leste do país. O Ministério da Defesa russo nega qualquer responsabilidade no abate do avião ucraniano, adjetivando tal possibilidade de "absurda".

Já o Ministério da Defesa ucraniano informou que o bombardeiro se despenhou perto de Amvrosiyivka, a cerca de 15 km da fronteira com a Rússia, após ter sido atingido na cauda, quando se afastava da fronteira russa. Ainda segundo a mesma fonte, a fronteira entre os dois países estava a ser patrulhada por uma parelha de aviões russos, nesse momento.

A confirmarem-se os dados, será o terceiro alvejamento de aeronaves ucranianas no espaço duma semana, depois de na segunda-feira um avião de transporte An-26 ter sido abatido e também ontem, outro Su-25 ter sido atingido por um míssil portátil disparado por rebeldes, tendo no caso o piloto logrado aterrar o aparelho ainda assim.

Face a este cenário, não é por isso de estranhar a possibilidade do Boeing 777 da Malaysia Airlines ter sido também abatido por engano, quando sobrevoava a zona em conflito.


sábado, 14 de junho de 2014

IL-76 UCRANIANO ABATIDO POR SEPARATISTAS (M1619 - 188PM/2014)

Ilyushin Il-76 semelhnate ao abatido hoje em Lugansk - Ucrânia

A insurreição pró-russa no Leste da Ucrânia teima em resistir e este sábado deu uma prova de força, abatendo um avião de transporte militar que se preparava para aterrar na cidade de Lugansk. Todos os 49 passageiros a bordo, 40 soldados do Exército nacional e 9 tripulantes, morreram no ataque – “cínico e traiçoeiro”, classificou o ministro da Defesa – com mísseis anti-aéreos.

O recém-empossado Presidente ucraniano Petro Poroshenko, que reuniu de urgência com o aparelho da segurança nacional, prometeu retaliar contra os responsáveis pelo ataque. “A Ucrânia precisa de paz, mas os terroristas receberão a resposta adequada. Aqueles que estiverem envolvidos neste cínico acto de terrorismo podem ficar com a certeza de que serão punidos”, prometeu.

Fortemente armados e equipados com tecnologia russa, os rebeldes não se intimidaram nem esmoreceram com a operação anti-terrorismo lançada pelo Governo de Kiev para reafirmar a autoridade do Estado nas províncias do Leste e estancar a tendência separatista alimentada por Moscovo. Em Março, grupos de ucranianos pró-russos instauraram governos autónomos ad-hoc em Donetsk e declararam unilateralmente a independência das respectivas regiões.

O Governo começou por responder timidamente às investidas dos rebeldes, que desde o início de Abril tomaram edifícios governamentais, quartéis da polícia ou estradas e aeroportos das regiões de Donetsk e Lugansk, mas no fim de Maio, após a eleição de Poroshenko, a campanha militar foi intensificada. Nos dois meses que já dura a operação das forças ucranianas contra os separatistas, já foram confirmadas 270 mortes – este sábado foi o dia mais sangrento para as tropas governamentais.

O aparelho abatido, um avião de transporte Ilyushin-76, carregado com tropas e equipamento militar, estava a iniciar a aterragem em Lugansk quando foi atingido por artilharia anti-aérea – as autoridades ucranianas falam em mísseis Stinger. A reportagem da Reuters encontrou os militantes separatistas junto dos escombros da aeronave, nos arredores da cidade. “Os fascistas podem trazer os reforços que quiserem, esta será sempre a nossa resposta: é assim que combatemos”, garantiu um dos rebeldes, que se identificou apenas pelo nome Piotr.

Na semana passada, os separatistas tinham lançado uma série de ataques ao aeroporto internacional de Lugansk, o único ponto estratégico da cidade que ainda se mantém nas mãos das forças ucranianas. No entanto, as batalhas pelo domínio da cidade abriram um flanco em Mariupol, uma cidade portuária de 500 mil habitantes que foi reclamada pelos rebeldes mas que na sexta-feira regressou ao controlo governamental.

O controlo de Mariupol permite às tropas nacionais manter em funcionamento a estrutura portuária por onde a Ucrânia canaliza a sua produção de aço, e também dominar as vias terrestres entre a fronteira com a Rússia e o interior do país. O ministro do Interior, Arsen Avakov disse que o Exército tinha recuperado 120 quilómetros de fronteira que estava nas mãos dos rebeldes: tendo em conta que a linha que separa a Ucrânia da Rússia se estende por 2000 quilómetros, a conquista pode parecer menor, embora possa cortar uma linha de abastecimento das forças separatistas.

Dos Estados Unidos, veio ontem a confirmação de que os tanques usados pelos rebeldes separatistas têm origem russa. “Podemos afirmar com total confiança que os tanques vieram da Rússia. Seguramente Moscovo vai alegar que os tanques foram roubados às forças ucranianas, mas nenhuma das unidades do Exército nacional que dispõe de tanques de guerra tem bases ou opera naquela região”, observou a porta-voz do Departamento de Estado norte-americano. A Rússia não comentou as alegações de Washington.




Fonte: Público

sábado, 5 de abril de 2014

CHUCK YEAGER: DIÁRIO DE UM ABATE NA II GUERRA MUNDIAL -1 (M1512 - 115PM/2014)

O P-51B em que foi abatido Chuck Yeager sobre a França
 

4 de março de 1944

O tempo estava miserável. Descolámos – seria um dos nossos primeiros raides diurnos a Berlim.
Assim que saí das nuvens com o meu asa, estávamos só nós dois. Pensava onde estariam os outros, mas avançando encontrámos a “caixa” de bombardeiros que tínhamos que escoltar e avidamente procurados pelo inimigo.

Perto de Berlim, detetei um Me-109 e abati-o. A minha primeira vitória – fiz tudo o aquilo para que treinámos – abater um inimigo e proteger os bombardeiros.
Já rumo a casa, localizei um He-111. E abati-o. Foram dois… num dia! Sierra Hotel!

No entanto estava sem munições e portanto bastante vulnerável se outro avião inimigo aparecesse. Não me agradava muito ser abatido sobre território inimigo, pouco depois de ter abatido dois aviões deles. Portanto comuniquei por rádio com o grupo de bombardeiros e perguntei se podia meter-me no meio deles, pedindo para os artilheiros deles NÃO ME CONFUNDIREM com o inimigo.

Deixaram-me ir com eles no último trecho até casa.

Quando cheguei à base, soube que a missão tinha sido abortada. Claramente o meu asa e eu não recebemos o memorando – ou transmissão. Ainda bem que não. Consegui a minha primeira e segunda vitórias – bem encaminhado para me tornar um Ás de Caça e provar que o treino não tinha sido em vão.

Acontece que obtive os créditos pelo primeiro abate, mas não pelo segundo, apesar de as imagens da câmera de mira e confirmação do meu asa. Não estava preocupado. Se tinha abatido dois, podia abater mais.

Mal sabia eu o que aconteceria no dia seguinte, e que iria cercear as minhas actividades aéreas por algum tempo.

5 de março de 1944

O tempo está miserável outra vez. Apontámos a Bordéus para atacar alguns alvos navais. À medida que nos aproximamos, fica claro que não conseguiremos ver os alvos, pelo que decidimos rumar a leste para uma base aérea (inimiga) e procurar alvos de ocasião.

Berro no comunicador: Inimigos às seis horas!

E volto para eles – para uma passagem frente a frente com três Me-109.

Consigo acertar alguns tiros, mas não tantos como eles. Não preciso de sair do avião, o avião está a desfazer-se à minha volta. E separo-me dele.

Caio em queda livre. É mais seguro esperar pelos 6000 pés, antes de puxar a abertura do paraquedas, pelo que ainda faltavam alguns milhares de pés. Vários.

Um dos Me-109 direciona-se a mim, mas o meu líder da minha formação Obie O’Brien abate-o. Soube 69 anos depois que o paraquedas do piloto alemão não abriu.

À medida que flutuo até ao solo, aponto na direção do arvoredo, longe de qualquer povoação. Agarro num ramo e balanço até ao chão, tal como costumavba fzer na Virginia Ocidental – balançar nos ramos das árvores.

Apanho o meu paraquedas e afasto-me o mais possível de onde caí e na direcção oposta em que o meu avião seguia.

Não há alemão no mundo que consiga apanhar alguém da Virginia Ocidental nos bosques.

Depois de algumas horas, mantenho-me camuflado. Tiro o pó de sulfamidas e cubro as feridas nas minhas mãos e na virilha.

A zona parece infestada de alemães. À medida que a noite se aproxima encontro um lugar para me esconder e dormir um pouco – com um olho aberto. Penso na Glennis, nos meus pais, no meu avô Yaeger e agradeço em silêncio ao Obie.

Meu Deus! Como pode o destino mudar num só dia. Ainda ontem abatia os meus dois primeiros aviões alemães. Já hoje… não estava tão Sierra Hotel.

Imagino o que trará o próximo dia… ou se vou acordar e isto não passa de um pesadelo.

Testemunho dos filhos do Pastor

O meu irmão e eu tínhamos saído diretamente da casa paroquial para a igreja. O meu pai era o Pastor. O barulho por cima de nós – bem, nós sabíamos que se desenrolava uma grande batalha nos céus. Ensurdecedora e assustadora.

Vimos um avião em chamas da esquerda para a direita diagonalmente em direcção ao chão. Éramos muito pequenos. Quatro ou cinco anos.
Pouco depois, a brincar nos campos não muito distantes, encontrámos a janela da canopy do avião.

O presidente da câmara de então da cidade

Saí para ver se descobria o que causava tal barulho. Vi um avião em chamas em direcção ao chão, assim (faz um gesto com a mão a 45º). Chamei a minha irmã para vir ver.

Casal que se casou em 1944

“Ainda não estávamos casados, mas não quero contar.”
(Após alguma insistência…) “Encontrávamo-nos no celeiro. O meu marido andava a tentar evitar ser apanhado pelos alemães para ir para um campo de trabalhos forçados. Eu era o amuleto da sorte dele. Sempre que estava comigo os alemães iam a casa dele e perguntavam aos pais onde é que ele estava. Eles não sabiam. E ele escapou à captura.
Ouvimos todo aquele barulho e disparos. Depois vimos um avião a cair na nossa direção – não deu tempo para fugir. Caiu a menos de 100 metros de nós.

Perguntou-lhe o Gen. Yeager  quando ela contou esta história: “A perspectiva era boa?”



Texto: Victoria Yeager
Tradução e adaptação: Pássaro de Ferro

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

F-16 VENEZUELANOS ABATEM AERONAVES NÃO IDENTIFICADAS (M1215 - 297PM/2013)

F-16A Bloco 15 da FA Venezuelana     Foto: Autor desconhecido

A notícia foi divulgada na noite de domingo para segunda-feira, pelo Twiter de Vladimir Padrino, chefe do Coefanb (Comando Estratégico Operacional da Força Armada Nacional) venezuelano, e dava conta do alegado abate na zona de Apure, na fronteira com a Colômbia, de duas aeronaves que invadiram o espaço aéreo venezuelano.
A informação foi posteriormente reiterada pelo Ministro do Interior Miguel Rodriguez, também através de uma rede social.

Imagem de uma das aeronaves alegadamente abatidas pelos F-16   Foto: Foto: @vladimirpadrino


Já o presidente da Assembleia Nacional Diosdado Cabello, referiu durante uma conferência de imprensa, terem as aeronaves primeiro sido avisadas e posteriormente abatidas, mediante a ausência de resposta: "isso representa uma ameaça e demonstra como as nossas Forças Armadas estão preparadas para defender a soberania nacional" completando depois: "não sei quem são os donos dos aviões, mas imagino que fossem crianças de berço que levavam o radio desligado e não responderam."

O episódio ocorreu escassos dias após a entrada em vigor da lei que permite abater aeronaves que usem o território venezuelano para o tráfico de droga e não obedeçam às ordens para aterrar.  
Apesar das fotos reveladas, não houve confirmação concludente do sucedido, pelo que pode ter-se tratado apenas de uma manobra de propaganda em jeito de aviso, tal como pode de facto ter ocorrido, à semelhança do que vem sendo prática nos países vizinhos, com problemas semelhantes no controlo do narcotráfico.




segunda-feira, 16 de setembro de 2013

F-16 TURCOS ABATEM HELICÓPTERO SÍRIO - atualizado (M1155 - 252PM/2013)

F-16C da FA Turca

Segundo comunicado oficial do vice Primeiro-Ministro turco Bulent Arinç, caças F-16 daquele país abateram hoje um helicóptero sírio, que alegadamente violara o espaço aéreo turco: "Hoje às 14:20 um helicóptero Mi-17 pertencente à Síria, violou a fronteira turca na zona de Yayladagi, Guveççi, na província de Hatay, por 2 km", disse Bulent Arinç em Ancara. "Foi avisado repetidamente pelos nossos elementos de defesa. Uma vez que a violação continuou, os nossos aviões abateram o helicóptero às 14:25, com um míssil, causando a sua queda em solo sírio."

Após o abate de um caça turco em junho de 2012, possivelmente por unidades da Defesa Aérea síria, perto do espaço aéreo sírio sobre o Mediterrâneo, o Governo de Ancara avisou a Síria de que não teria contemplações para com violações do seu território por parte de aeronaves sírias e as abateria.
Já em novembro passado, caças de alerta turcos foram acionados, aquando do bombardeamento da cidade fronteiriça de Ras al-Ain por parte do regime sírio e o Ministro da Defesa turco reiterou então a inflexibilidade na decisão de usar a força, se necessário: "a resposta adequada será dada se aviões ou helicópteros sírios violarem as nossas fronteiras".

Destroços do helicóptero abatido    Foto: Reuters/Mahmoud Assano
As consequências deste incidente, serão agora avaliadas, numa altura em que a possibilidade de uma ação internacional em larga escala, parecia desvanecer-se. 
A executivo turco contudo, tem sido um dos maiores críticos do regime de Bashar al-Assad e dos maiores impulsionadores de uma intervenção militar, acumulando alguma frustração com a indecisão dos seus aliados ocidentais.

A Turquia tem uma fronteira de cerca de 900 km com a Síria e abriga cerca de um quarto, dos 2 milhões de refugiados estimados, da guerra civil síria.

Entretanto, o Estado Maior General das FAs Turcas, atualizou as informações disponíveis com  o radar tracking da aeronaves envolvidas e sequência cronológica dos acontecimentos:


1. Mi-17 sírio é detetado como possível intruso e é imediatamente seguido pelo Centro Conjunto de Operações Aéreas (CAOC/BIKIM) em Diyarbakir, ás 13:41 locais, quando se encontrava a 26 milhas náuticas (NM) da fronteira.
2. O CAOC emite repetidos avisos ao helicóptero, até este se encontrar a 5 NM da fronteira
3. O helicóptero entra em espaço aéreo turco às 14:25 perto do posto da polícia de Guvecci em Yayladag, na província de Hatay, a 14.200 pés de altitude, penetrando cerca de 2 km no território turco
4. Dois F-16C que se encontravam em Patrulha Aérea de Combate (CAP) nas imediações foram destacados para intercetar o helicóptero
5. O helicóptero foi abatido às 14:27 e despenhou-se a 1 km da fronteira, dentro de território sírio

Bulent Arinç adiantou ainda que a Turquia irá fornecer um relatório completo do sucedido ao Conselho de Segurança da ONU e à NATO.


Fonte: Today's Zaman e Aviationist
Tradução e adaptação: Pássaro de Ferro



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