segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

BRASIL VAI FABRICAR HELICÓPTEROS RUSSOS (M797 - PM147/2012)

Um Mil Mi-171 indonésio          Foto: Russian helicopters

A empresa estatal russa Rostekhnologii (Tecnologias da Rússia) e a empresa brasileira Odebrecht Defesa e Tecnologia assinaram um memorando de cooperação.

O documento prevê a criação de uma joint venture que, em particular, montará helicópteros multiuso Mi-171 no Brasil.

O Brasil também pretende criar um centro de serviços para o modelo Mi-35M. Além disso, a Rússia e o Brasil tencionam desenvolver um sistema de defesa aérea destinado ao Ministério da Defesa do Brasil. O tipo do sistema no entanto, ainda não foi especificado.

Fonte: Voz da Rússia 

sábado, 15 de dezembro de 2012

EU E O F-86F (M796 - PM146/2012)


Foi na Base Aérea 2 que iniciei o meu percurso no F-86F, o “nosso” Sabre.
Efetuei o primeiro voo em 10 de Outubro de 1958 no avião nº 5317, com o último a ser realizado em 11 de Dezembro de 1974, nas OGMA. No total, completei 1.033:35 horas de voo.
Tenho agradáveis recordações vividas nessa admirável máquina e, reparem, decorreram 16 anos entre o primeiro e o último voo.

Antes de prosseguir com a “minha história”, gostaria de referir algo interessante:
1º - O F-86F esteve ao ativo na FAP de 1958 a 1980 (22 anos de brilhantes serviços);
2º - Foram “largados” neste avião - 188 pilotos portugueses.
(O autor destes números é o ex-piloto de F-86F – Adelino Pereira Lopes a quem apresento as minhas homenagens).

O F-86F Sabre foi um avião quase tão mítico como o Spitfire. Não esqueçamos que a Guerra da Coreia ainda estava próxima e a fama do Sabre foi grande.
Como piloto de caça da FAP, o Sabre fazia parte do meu imaginário.
Foi um grande momento e deveras entusiasmante, a chegada dos primeiros exemplares à Ota. Possuo uma foto onde se vê um F-86F ainda com os emblemas da USAF.
O Agrupamento da USAF que acompanhou o MTU (Mobile Training Unit) era chefiado por dois pilotos veteranos da Guerra da Coreia, Maj Akola e Cap Brown e, mais um pequeno grupo de especialistas.
E, como nasceu a pintura dos aviões? Dum modo despretensioso e ocasional.
Sempre gostei de construir kits em plástico e, como se entenderá, o F-86 foi de imediato procurado e construído. Para não deixar o modelo "em branco”, pintei a ponta do nariz, as pontas das asas e a extremidade da cauda em azul.
Ao oferecer o modelo para embelezar a secretária ao Comandante da Esquadra, este ficou tão satisfeito que de imediato pôs à aprovação do restante pessoal, a proposta de adaptação daquele esquema de cor.
Concordaram, apenas com uma alteração: a pintura da deriva toda na mesma cor.
É a que se vê na foto abaixo.


Gostei especialmente desta aeronave. Dir-se-ia que nos completávamos. Parece exagerada esta afirmação mas, pelo menos para mim, era o que sentia. 
Como qualidade de avião tinha uma soberba capacidade aerodinâmica possibilitando uma manobrabilidade excecional. Só lamentávamos a pouca potência do motor... 
Um dia em manobras da NATO em Reims (França) numa saída de interceção acima de 35.000 pés, o meu “bandit” (pretenso inimigo) era um F-100 que resolveu defender-se com manobra em volta. Rapidamente foi apanhado porque o F-86F voltava muito melhor. 
Optou depois por fugir aplicando o afterburner...
Seguro e fiável não causava problemas quanto a avarias. Por outro lado, não causou grande número de acidentes. Em todo o meu historial tive uma avaria (a relatar em próxima ocasião) com gravidade, mas sem consequências além da substituição do motor.
Vivi belos e exaltantes momentos com o F-86F. 
Por exemplo, o Dia da Inauguração da Base de Monte Real, onde a Esquadra 51 efetuou uma exibição acrobática com 16 aviões.


Recorte da revista Mais Alto da época
Por razões várias, não houve possibilidades de constituir uma patrulha acrobática permanente. Não havia permissão superior para o fazer apesar de tanto quanto sei, ter havido pelo menos duas tentativas.
Uma, em 1962, comandada pelo Comandante da Esquadra na altura, constituída por 5 aviões.
Sei que houve outra tentativa mais tarde mas não possuo mais informações sobre isso. Estava eu então em Angola.
Mais haverá a contar, mas não quero tornar-me fastidioso por hoje.


Texto: Cap. (Ref) Fernando Moutinho


sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

ENTREGA OFICIAL DO ÚLTIMO P-3C CUP+ ORION (M795 - PM145/2012)

Lockheed P-3C CUP+ Orion da Força Aérea

Em cerimónia celebrada hoje 14 de dezembro, na Base Aérea nº11 em Beja e presidida pelo Ministro da Defesa José Aguiar-Branco, foi oficialmente recebida a quinta e última unidade P-3C CUP+ Orion.
A aeronave agora entregue à Esquadra 601 - Lobos, que tem como missões o patrulhamento marítimo contra meios de superfície e sub-superfície e a busca e salvamento, entre outras, encerra o programa de modernização de que foram alvo as cinco células compradas em segunda mão à Holanda em 2005, nas versões P-3C CUP CG e Update II.5. 
Com a versão P-3C CUP+ o país passou a contar com uma plataforma ao nível do que de melhor e mais atual existe no mundo para este tipo de missões, bem como a inclusão de novas e melhoradas capacidades.
O Ministro da Defesa Dr. Aguiar-Branco e o CEMFA Gen. Pinheiro         Foto: Ministério da Defesa
As duas primeiras unidades foram modernizadas pela Lockheed nos EUA, enquanto as três restantes foram atualizadas na OGMA em Alverca, em mais uma prova da confiança do fabricante americano, na capacidade técnica da indústria aeronáutica portuguesa.
De recordar que decorre ainda o programa de modernização da frota F-16, igualmente um produto da Lcokheed Martin, a ser levado a cabo na OGMA e Força Aérea.
A OGMA presta ainda serviços de manutenção nos aviões de carga C-130 Hercules da Lockheed.

Para mais pormenores acerca da plataforma de armas P-3C CUP+ consultar o artigo de 2010 no Arquivo de Imprensa do Pássaro de Ferro:



quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

A PROPÓSITO DE PARAQUEDISMO (M794 - 53AL/2012)

Ainda a propósito do foto do dia da galeria do Pássaro de Ferro, aqui fica um vídeo de pouco mais de quatro minutos, alusivo a um salto de precisão em que o espetador tem a visão privilegiada do homem que salta.
Este salto ocorreu no Brasil, durante um campeonato de paraquedismo militar, justamente na vertente de "saltos de precisão".

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

OS AIRBUS A400M ATLAS TOMAM FORMA (M793 - PM144/2012)

Linha de montagem final dos A400M em Sevilha         Foto:Airbus Military
A Airbus Military divulgou imagens da linha de montagem final, das primeiras unidades de série do novel modelo A400M Atlas nas instalações de Sevilha.
Pela primeira vez as três unidades foram vistas juntas e mostram o avião s/n MSN7 (em fundo), o primeiro a ser entregue (França), à espera da instalação iminente dos motores. No centro encontra-se o MSN9 (Turquia) e em primeiro plano o MSN8, também com destino ao Armée de L'Air francês, em testes de sistemas, realizados assim que a estruturas principais da aeronave são unidas. 
Uma quarta unidade está já também em Sevilha, com destino igualmente à França.
A entrega das quatro unidades está prevista para 2013, com a primeira aeronave ainda no primeiro semestre.

Foto: Airbus Military
Entretanto, o modelo cumpriu recentemente o teste de 300 horas de funcionamento e fiabilidade, uma etapa essencial para certificação total da plataforma. A informação retirada do primeiro avião representativo da produção em série (MSN6) está agora a ser examinada pelas autoridades de certificação militares e civis, respetivamente a OCCAR e a EASA.
Com a receção da Certificação Com Restrições, para o modelo, em maio deste ano, esta fase do programa de testes de voo era o requisito principal para obter a Certificação Total. Espera-se agora que esta seja atribuída, bem como a Capacidade Operacional Inicial militar, no primeiro trimestre de 2013.
A fase de testes agora terminada, durou 32 dias durante os quais se realizaram 52 voos e foram visitados 10 aeródromos diferentes. O procedimento visa avaliar o comportamento do modelo em condições representativas das condições normais de serviço, incluindo operações de rotina e simulação de situações anormais, num largo espetro de condições meteorológicas e locais.
Os testes intensivos confirmaram a excelente fiabilidade do A400M e dos seus sistemas, tal como dos motores TP400, mesmo debaixo de condições excecionalmente exigentes.

Foto: Airbus Military

O Chefe de Testes de Voo e Integração, Fernando Alonso declarou: "Durante esta campanha o A400M foi realmente posto à prova. Efetuou em média dois voos, num total de 15 horas por dia, em 26 dias, com apenas 6 dias dedicados a atividades de manutenção de rotina. As tripulações estão muito impressionadas com as performances dos sistemas e motores e estamos confiantes de que temos uma base sólida para completar as certificações civis e militares durante os próximos dois meses."


O A400M Atlas é o avião de carga proposto pela Airbus Military para fazer face às necessidades de um grande número de forças aéreas no século XXI, possuindo capacidades que o tornam único em termos de baixo custo de manutenção e operação, bem como de performances.



Fonte: Airbus Military

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

AIRBUS A330 MRTT - RELATÓRIO DE INCIDENTES DIVULGADO (M792 - PM143/2012)

 Um A330 MRTT com a lança de reabastecimento recolhida

No seguimento de novo incidente com um Airbus  A330 MRTT de reabastecimento aéreo, que envolveu novamente a lança de reabastecimento, foram divulgadas agora as conclusões da investigação efetuada para apurar as causas do sucedido.
O incidente, ocorrido a 11 de setembro de 2012 quando a aeronave sobrevoava a região de Cáceres (Espanha) a cerca de 27.000 pés (8230m), em voo de teste para a entrega de uma das três unidades destinadas aos Emirados Árabes Unidos, ocorreu ao recolher a lança de reabastecimento, que se desprendeu totalmente e acabou por cair em zona desabitada. Nenhuma outra aeronave esteve envolvida no sucedido e o A330  aterraria pouco depois sem problemas na base de Getafe.
Já em janeiro de 2011 um outro A330 MRTT, no caso um dos australianos, teve problema semelhante também em fase de testes, mas envolvendo então um F-16 português, felizmente sem  consequências gravosas para a aeronave ou o piloto lusitanos. A lança de reabastecimento então caiu no mar e não foi possível ser recuperada, não permitindo por isso a sua análise, ao contrário do que aconteceu no incidente de setembro de 2012.

Reabastecimento com F-16 português      Foto:Airbus Military
Ainda assim, as circunstâncias que causaram a falha no sistema de reabastecimento, parecem ter sido as mesmas: durante a fase de retração da lança.
A Airbus Military montou mesmo um sistema de pré-aviso para o operador da lança após o primeiro incidente, caso esta estivesse perto de atingir os limites de utilização, mas a situação aparentemente voltou a repetir-se.
Pelo que foi divulgado, a causa da falha foi distinta da primeira ocorrência e sucedeu quando o sistema secundário de retração (destinado a funcionar em caso de falha do primário) foi contrariado pelo próprio sistema primário, causando a perda da lança.
Segundo o fabricante, as circunstâncias que causaram a rotura do sistema, não são passíveis de ocorrer em condições normais de operação. Durante a investigação no entanto, a Airbus Military recomendou a não utilização do sistema de reabastecimento de lança nos aviões operacionais (Austrália e Arábia Saudita), enquanto não fossem apuradas as causas e definidos novos procedimentos ou melhoramentos a implementar, para evitar a repetição de incidentes semelhantes. O sistema de reabastecimento por mangueira com recetáculo a partir das asas (hose-drogue), não foi restringido.

Sistema de lança (esq) e mangueira (dir)           Fotos:Airbus Mlitary

Entretanto, já em dezembro de 2012, foi entregue a quinta e última unidade do modelo A330 MRTT à RAAF (Austrália), estando ainda por definir a data de entrega da unidade dos Emirados Árabes envolvida no incidente, que estava prevista também para dezembro de 2012.


segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

PRIMEIRO VANT DE COMBATE EMBARCADO EM TESTES (M791 - PM142/2012)

Foto:Alan Radecki/US Navy
Foto:Alan Radecki/US Navy
Foto:David R. Finley Jr./US Navy
Foto:Kristina Young/US Navy

O protótipo do VANT de combate da Marinha dos EUA (US Navy), o X-47B da Northrop Grumman,  iniciou testes de operação no porta-aviões USS Harry Truman a navegar no Atlântico.
O programa de testes com esta aeronave proporciona para já um vislumbre do que poderá ser o futuro das ações a partir embarcações.
Para já, o objetivo é aprender e observar como se comportam este tipo de aeronaves dentro e a partir de um porta-aviões, nas operações de manobra de e para os hangares, elevadores, catapultas, cabos de travagem, etc.

O embarque do protótipo do X-47B no USS Harry Truman      Foto:Christopher Morrison/US Navy
Os teste com catapulta na base terrestre em Patuxent River      Foto:Kelly Schindler/US Navy
Embarcado a  26 de novembro, este protótipo leva já três semanas de avaliações no mar. Entretanto, o "irmão gémeo" desta unidade, tem executado testes de lançamento em catapulta e aterragem na base aeronaval de Patuxent River.
A realização de testes reais de lançamento em catapulta e aterragem no convés do Harry Truman não está entretanto colocada de parte durante o presente programa, caso os testes entretanto efetuados ao sistema de armas se revelem positivos.

Foto:Kristina Young/US Navy


Fonte: US Navy

domingo, 9 de dezembro de 2012

REABASTECIMENTO SOBRE O ALASCA (M790 - PM141/2012)



Foto: USAF/Ashley Conner
Um F-22 da 3rd Wing recebe combustível de um Boeing KC-135 da 185th Air Refueling Wing da Guarda Aérea Nacional dos EUA (ANG).
A tripulação do KC-135 de Sioux City, Iowa, passou uma semana no Alasca em outubro passado, para proporcionar treino de reabastecimento aéreo a pilotos de F-22 em serviço ativo e em reserva, que assim puderam manter as suas qualificações, para continuarem a voar os Raptor durante mais tempo e mais longe em cada missão.

Foto: USAF/Ashley Conner
Além das sempre espetaculares imagens que proporciona o reabastecimento aéreo, o Alasca tem a vantagem acrescida do terreno garantir um fundo sempre apelativo para as fotos.

Foto: USAF/Ashley Conner

Samantha Laidlaw, na cabine do operador da sonda de reabastecimento, sopra um beijo para o marido, o TenCor Brian Laidlaw, a bordo do F-22 em reabastecimento.


Fonte: USAF  com adaptação Pássaro de Ferro

sábado, 8 de dezembro de 2012

F-84: EMERGÊNCIA A 42.000 PÉS (M789 - PM140/2012)


Ilustração: Paulo Alegria  / Templar Squadron

Em missão de treino saímos, 4 aviões F-84G, da Ota com destino a S. Dizier (França).
Voávamos a 35.000 pés, já bem dentro de França, quando somos informados que o destino estava com nevoeiro e, como alternante se podíamos seguir para Toul. Como era pouco distante do nosso destino demos o “entendido”. Passados alguns minutos o Controlo pergunta-nos se sempre íamos para Toul. Confirmamos. Mais uns largos minutos e o Controlo repete a pergunta e confirma o destino mas em código aeronáutico: Tango, Oscar, Uniform, Romeo, Sierra (TOURS). Apercebemo-nos então do erro de audição – os quatro pilotos sempre entenderam Toul! Afinal era Tours. Pedimos confirmação. Nessa altura, iniciámos uma volta de cerca de 180º pois tínhamos de andar para trás... e muito. O nosso destino era mesmo Tours.
A situação ficou complicada porque o combustível já era pouco e foi necessário subir, lentamente, para poupar o máximo e poder aguentar, em tempo, o mais possível. Atingimos 42.000 pés. Repito 42.000 pés – 4 aviões.
Mas, a minha canopy não aguentou. Cedeu, uma lasca saltou, abrindo um rombo bem razoável. Aí, sim, a coisa complicou-se. Não podia seguir os procedimentos de emergência do Livro - descer e aterrar o mais depressa possível.
Por escassez de combustível fui obrigado a aguentar e foi difícil.
Ao ter perdido a pressurização, o pouco ar do fato anti-G dilatou extraordinariamente, pressionando-me fortemente, tornando-se incómodo.
Era difícil respirar porque recebia o oxigénio sob pressão.
Inicialmente, uma nuvem de cristais de gelo formou-se, complicando-me a visão para o exterior. Mas essa nuvem ao dissipar-se deixou-me outro problema: tinha de limpar os cristais de gelo na canopy com a luva, para poder ver os outros aviões. 
Entretanto apareceu o frio. Não esqueçamos que a essa altitude o ar ambiente ronda os 50º negativos. Manualmente aumentava o aquecimento mas o efeito era pouco.
E, como "cereja no topo do bolo”, o barulho era ensurdecedor.
Quando pudemos descer as coisas começaram a amainar e lá aterramos em Tours onde passámos alguns dias, no chão, porque o nevoeiro continuou por mais tempo, durante dias.
Regressei à Ota, com a cabine esburacada.
Devido a voar baixo fizemos uma escala pelo caminho porque, o combustível seria insuficiente.
Mas o barulho era de mais.
Acabou por terminar tudo bem. Cá estou para contar a história.

Texto: Cap. (Ref) Fernando Moutinho 

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

DINAMARCA ENCOMENDA NOVE HELICÓPTEROS MH-60R SEAHAWK (M788 - PM139/2012)

Um SH-60F Seahwak da US Navy
 O Governo dinamarquês entregou uma carta oficial, formalizando a intenção de compra de nove helicópteros MH-60R Seahawk, no valor de 686M USD.
O modelo da Sikorsky venceu a competição com os europeus AS565 Panther da Eurocopter e AW159 Wildcat da Agusta-Westland, para substituir os seus Lynx Mk.90 em utilização na Marinha.

Lynx Mk.90    Foto:C. Thomsen/FA Dinamarquesas

O Diretor Executivo do Programa por parte dos EUA, Contra- Almirante Paul Grosklags por sua vez, aproveitou a ocasião para referir que "a aeronave (MH-60R) é o mais capaz helicóptero marítimo multi-missões" e ainda que "os pilotos dinamarqueses vão poder voar com a confiança que estas aeronaves já provaram operacionalmente no mar e usufruir da cadeia logística já em funcionamento, para assegurar que podem voar a qualquer hora, em qualquer lugar do mundo".

Os helicópteros  terão configuração para luta anti-superfície, na salvaguarda dos interesses da Dinamarca no Atlântico Norte, podendo executar missões anti-pirataria e outras em destacamentos internacionais.

A Dinamarca é o segundo país a adquirir o MH-60R, depois da Austrália ter encomendado 24 unidades em 2011. Os helicópteros dinamarqueses serão entregues em 2018.

Entretanto, uma delegação de militares dinamarqueses esteve em solo americano em busca de substituto para a frota F-16, tendo realizado visitas à Lockheed Martin e Boeing. Apesar da Dinamarca ter investido já no programa F-35 e ser um dos parceiros de desenvolvimento, a aquisição final do modelo não é ainda um dado adquirido e o F-18E Super Hornet da Boeing está a merecer atenção por parte do país escandinavo, para possível substituto dos Vipers.



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