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quinta-feira, 13 de abril de 2023

SEGUNDO KC-390 DA FAP NA LINHA DE MONTAGEM DA EMBRAER - atualizado [M2397 - 29/2023]

O grupo da visita junto à cauda do que será o segundo KC-390 da FAP   Foto: MDN
A ministra da Defesa Nacional, Helena Carreiras encontra-se em visita oficial ao Brasil, desde o dia 11 de abril, onde teve já oportunidade de visitar a LAAD Defence & Security 2023 – Feira Internacional de Defesa e Segurança, no Rio de Janeiro e realizar diversos encontros com as autoridades brasileiras e indústrias de defesa, além de uma sessão académica na Escola Superior de Guerra.

O dia de ontem esteve reservado para uma visita às instalações da Embraer em Gavião Peixoto, estado de São Paulo, onde se encontra em linha de montagem, o segundo KC-390 destinado à Força Aérea Portuguesa.

Helena Carreiras com o Gen. Cartaxo Alves a assinar a segunda célula portuguesa  Foto: MDN
Durante a visita, acompanhada pelo CEMFA Gen. Cartaxo Alves, a ministra da Defesa teve oportunidade de assinar a célula que receberá a matrícula 26902 da FAP e está previsto ser entregue no decorrer do ano 2024.

Recordamos que a primeira célula destinada à FAP já se encontra em Portugal desde Março, para realização de certificações de equipamentos específicos da versão portuguesa, antes de ser entregue oficialmente.

A ministra da Defesa com uam miniatura de um A-29 Super Tucano à chegada a Gavião Peixoto  Foto: MDN

Das fotos partilhadas nas redes sociais, é possível ver ainda Helena Carreiras com uma miniatura daquilo que parece ser o novo modelo A-29N Super Tucano, anunciado também ontem pela Embraer.


Atualização 13/04/2023 às 16h30

Em declarações à comunicação social, a ministra da Defesa deu algumas pistas acerca do andamento do programa KC-390: “Pude ver a segunda aeronave, que poderá estar pronta em outubro, mas contratualmente, será entregue apenas em março de 2024, na altura em que também receberemos, em princípio, um simulador de voo que é uma parte importante deste projeto. As outras [três] aeronaves têm entrega prevista, uma por ano, até 2027. É este o plano e está tudo a correr de facto de acordo com o planeamento”.

Relativamente à primeira aeronave, que se encontra já em solo português disse “está a correr muitíssimo bem e todos os prazos previstos estão a ser cumpridos. Temos já uma primeira aeronave connosco. O projeto está a ser terminado e computado, assim como o processo de inclusão dos temas da NATO de adaptação da aeronave, que está pronta”,

Quando questionada sobre a possibilidade de adquirir mais aeronaves KC-390 [NR: o contrato prevê opção por mais uma célula] Helena Carreira referiu não haver de momento planos nesse sentido.




quarta-feira, 12 de abril de 2023

EMBRAER APRESENTA SUPER TUCANO NA CONFIGURAÇÃO NATO [M2396 - 28/2023]

Ilustração: Embraer
 A Embraer anunciou hoje, 12 de abril de 2023, durante a feira de defesa LAAD Defence & Security 2023 no Rio de Janeiro, o lançamento da aeronave A-29 Super Tucano, avião de ataque leve, reconhecimento armado e treinamento avançado, na configuração da NATO (Organização do Tratado do Atlântico Norte - OTAN), com foco no atendimento às necessidades de nações pertencentes à Aliança Atlântica. 

A nova versão da aeronave, denominada A-29N, incluirá equipamentos e funcionalidades para atender aos requisitos operacionais da NATO, tais como um novo datalink, single-pilot operation, entre outras modificações. 

Segundo reforça a Embraer em nota de imprensa, estas funcionalidades aumentarão ainda mais as possibilidades de utilização da aeronave, permitindo por exemplo a sua utilização em missões de treino de JTAC, (Joint Terminal Attack Controller). Os dispositivos de treino serão igualmente atualizados para os padrões mundiais mais exigentes, incluindo realidade virtual, aumentada e mista.

“Esta é uma nova etapa na vida operacional do A-29 Super Tucano”, disse Bosco da Costa Junior, Presidente e CEO da Embraer Defesa & Segurança. “Vemos muitas possibilidades de aplicação do A-29N no momento. Vários países europeus têm mostrado interesse em capacidades específicas da aeronave que agora introduzimos com esta versão.”   

Segundo a mesma nota do fabricante, o A-29 pode realizar uma ampla gama de missões, incluindo ataque leve, vigilância e interceção aérea e contrainsurgência. Tem ainda capacidade de operar a partir de pistas remotas e não pavimentadas em bases operacionais avançadas com pouco apoio logístico, aliado a baixos custos operacionais e alta disponibilidade (superior a 90%). Além das funções de combate, a aeronave é ainda amplamente utilizada como treinador avançado. A capacidade de simular missões de combate e fazer upload e download de dados de voo fazem dela uma plataforma de treinamento altamente eficaz. Sendo uma verdadeira aeronave multimissão, o A-29 é flexível para fornecer às forças aéreas uma única plataforma para ataque leve, reconhecimento armado, apoio aéreo próximo e treino avançado, otimizando assim as frotas. 

O A-29 Super Tucano está equipado com uma variedade de sensores e armas de última geração, incluindo um sistema eletro-ótico/infravermelho com designador de laser, óculos de visão noturna, comunicações seguras de voz e dados, colocando o A-29 Super Tucano entre os melhores da sua classe, combinando excelente desempenho com armas do século 21, sensores integrados e sistemas de vigilância para criar um componente altamente eficaz de poder aéreo, segundo pode ler-se ainda na nota da Embraer.

De notar que o Super Tucano vem sendo insistentemente relacionado com a Força Aérea Portuguesa (FAP) nos últimos anos, podendo esta nova versão estar proximamente relacionada com essas notícias, à semelhança da versão portuguesa do KC-390, igualmente específica para utilizadores NATO. 

O anterior Chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas manifestou também a intenção de adquirir aeronaves de combate a hélice para utilização "em teatros africanos". A revisão da Lei de Programação Militar recentemente aprovada em Conselho de Ministros, prevê a aquisição de "aeronaves de Apoio Próximo" categoria onde se pode enquadrar o Super Tucano, tal como descrito acima.

Já a OGMA, empresa detida maioritariamente pela Embraer, iniciou a capacitação para realizar manutenção e modernização do Super tucano na Europa. 

Minisstra da Defesa Nacional Helena Carreiras do lado direito do CEMFA Gen. Cartaxo Alves (ao centro) no stand da OGMA na LAAD no Rio de Janeiro     Foto: Embaixada de Portugal em Brasília

A título de curiosidade, também a ministra da Defesa Nacional, Helena Carreiras e o Chefe de Estado-Maior da FAP, Gen. Caraxo Alves se encontram de visita à LAAD e à Embraer no Brasil.  

A Embraer entregou até ao momento mais de 260 unidades do Super Tucano em todo o mundo, tendo sido selecionado por mais de 15 forças aéreas, incluindo a Força Aérea dos Estados Unidos (USAF). 

Aguardemos novos desenvolvimentos.





 

quinta-feira, 13 de outubro de 2022

PORTUGAL OFERECE KAMOV DOS INCÊNDIOS À UCRÂNIA [M2351 - 67/2022]

Kamov Ka-32A11BC de combate a incêndios do Estado Português

 Portugal ofereceu à Ucrânia a frota de seis helicópteros Kamov Ka-32 de combate a incêndios, que se encontrava imobilizada desde 2018.

O anúncio da decisão foi feito por Helena Carreiras na tarde de hoje, 13 de outubro de 2022, à saída da reunião de ministros da Defesa da NATO: “A pedido da Ucrânia e em articulação com o Ministério da Administração Interna vamos disponibilizar à Ucrânia a nossa frota de helicópteros Kamov que, em virtude do cenário atual, das sanções impostas à Rússia, deixámos de poder operar, aliás não têm os seus certificados de aeronavegabilidade e nem sequer poderemos repará-los”.

Tal como é de conhecimento público, a referida frota adquirida pelo Estado em 2006, para uso no combate a incêndios e operada pela Empresa de Meios Aéreos (EMA) até à sua extinção em 2013, passou depois a operar em regime de adjudicação a privados, pelo Ministério da Administração Interna (MAI). No início de 2018 contudo, a culminar um longo processo de disputas entre o MAI e a empresa adjudicatária na altura, a frota ficaria definitivamente inoperacional. Então, das seis células Ka-32A11BC, uma encontrava-se acidentada desde 2012, duas estavam em manutenção e sem voar desde 2015, enquanto as restantes três ficaram então imobilizadas por falta de inspeção e certificação.

Segundo a ministra da Defesa Nacional referiu ao anunciar a cedência das aeronaves, “os ucranianos conhecem as condições em que se encontra o material”, sublinhando que a “cadeia logística de helicópteros semelhantes” operados na Ucrânia, permitirá repará-los. 

A frota Kamov Ka-32 havia sido transferida para a esfera da Força Aérea Portuguesa no início de 2022, para reposição das condições de aeronavegabilidade. No entanto, o deflagrar do conflito na Ucrânia, e as sansões impostas pela União Europeia à Rússia, inviabilizariam a intenção, pouco mais de um mês depois.

Helena Carreiras adiantou ainda que a transferência dos helicópteros deverá ocorrer “o mais rapidamente possível” e que serão "muitíssimo úteis à Ucrânia e essa cedência foi muito agradecida pelas nossas contrapartes ucranianas”.




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