Mostrar mensagens com a etiqueta Força Aérea. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Força Aérea. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 25 de janeiro de 2023

FAP INTERCEPTOU AERONAVE SUSPEITA DE TRÁFICO DE DROGA [M2372 - 04/2023]

Foto da aeronave suspeita captada a partir do P-3C da FAP

A Força Aérea Portuguesa emitiu uma nota de imprensa acerca da notícia que vem circulando na comunicação social sobre um avião ligeiro que terá sido visto a largar "fardos de haxixe" no dia de ontem, 24 de Janeiro de 2023, perto da A26 em Ferreira do Alentejo. 

Segundo a referida nota, "a Força Aérea detetou através do sistema de defesa aérea e de policiamento aéreo, uma aeronave em aproximação ao espaço aéreo português, sem comunicações e não identificada. Detetada a sul do Algarve e com rumo a norte, a Força Aérea de imediato ativou uma parelha de F-16M. Em simultâneo, e pelo facto da aeronave não identificada voar a baixa velocidade e a baixa altitude, foi também empenhado um avião P-3C CUP+

F-16M de alerta da FAP com mísseis reais         Foto de Arquivo

 Rota do P-3C n/c 14810 mobilizado para a operação de detecção e acompanhamento da aeronave suspeita visualizada no radar virtual ADSB-Exchange

"Através dos sistemas eletrónicos que equipam o avião P-3C CUP+ da Força Aérea, foi possível efetuar o seguimento e a monitorização do voo da aeronave suspeita, o que permitiu informar, em tempo real, a sua localização às autoridades competentes em terra. A aeronave suspeita acabaria por aterrar num local próximo de Ferreira do Alentejo." pode ainda ler-se na mesma nota.

A FAP divulgou igualmente imagens vídeo da intercepção à aeronave suspeita, até à aterragem da mesma, realizadas pelo P-3C da Esquadra 601 mobilizado: 

Imagens: Esq. 601/FAP

Segundo relata o Jornal de Notícias, a aguardar a entrega da droga em terra estavam traficantes numa viatura, que perseguidos pela GNR, saíram da A26 e entraram na EN259, em direção a Grândola, no nó da A2-Grândola Sul, seguindo depois pelo IC1. Acabaram depois por encaminhar-se para Azinheira dos Barros, onde entraram por caminhos de terra batida e abandonaram viatura e droga, fugindo a pé.

Até ao momento os suspeitos ainda não foram detidos.


terça-feira, 22 de novembro de 2022

MOÇAMBIQUE ADQUIRE AVIÕES DE TRANSPORTE PARA AS FORÇAS ARMADAS [M2363- 79/2022]

CN265M das Forças Armadas de Defesa de Moçambique    Foto via @DefesaNoticias

As Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) adquiriram recentemente dois aviões de transporte, para ampliar a capacidade de prontidão no combate ao terrorismo, no norte do país.

A notícia foi veiculada nas redes sociais e comunicação social local durante a passada semana. Trata-se de um CN235M e um L-410, adquiridos através da empresa sul-africana Paramount, que tem já colaborado com as forças moçambicanas em ocasiões anteriores, e em diversos campos.

As aeronaves têm capacidade para 30 e 17 lugares respetivamente, e segundo o Comandante da Força Aérea, MGen. Cândido Tirano, destinam-se ao segmento de Operações Militares e transporte de cargas, com possibilidade de utilização também por forças especiais, nomeadamente tropas paraquedistas. Ambos os aviões têm capacidade STOL (descolagem e aterragem curta) e de operar em pistas não preparadas.

Let L-410 também adquirido à Paramount por Moçambique      Foto via @DefesaNoticias

A Paramount, que segundo o sítio internet Carta de Moçambique, facultou já às FADM veículos blindados Marauder e helicópteros Mi-8/17, Mi-24 e Gazelle, é também responsável pela manutenção dos aviões agora fornecidos e treino de tripulação. Segundo a mesma publicação digital, o CN235M pertenceu anteriormente às Forças de Defesa do Botswana e Força Aérea de Madagáscar, além de outros registos civis, antes de receber as cores moçambicanas.

Notícias não confirmadas dão conta de que o Paramount Group está também, ou esteve a operar uma aeronave de Informação, Vigilância e Reconhecimento não armada, Mwari, ao serviço de Moçambique, nas ações de contrainsurgência na província de Cabo Delgado. O Mwari é um avião destinado a conflitos de baixa intensidade, para reconhecimento e/ou ataque leve.









quinta-feira, 13 de outubro de 2022

PORTUGAL OFERECE KAMOV DOS INCÊNDIOS À UCRÂNIA [M2351 - 67/2022]

Kamov Ka-32A11BC de combate a incêndios do Estado Português

 Portugal ofereceu à Ucrânia a frota de seis helicópteros Kamov Ka-32 de combate a incêndios, que se encontrava imobilizada desde 2018.

O anúncio da decisão foi feito por Helena Carreiras na tarde de hoje, 13 de outubro de 2022, à saída da reunião de ministros da Defesa da NATO: “A pedido da Ucrânia e em articulação com o Ministério da Administração Interna vamos disponibilizar à Ucrânia a nossa frota de helicópteros Kamov que, em virtude do cenário atual, das sanções impostas à Rússia, deixámos de poder operar, aliás não têm os seus certificados de aeronavegabilidade e nem sequer poderemos repará-los”.

Tal como é de conhecimento público, a referida frota adquirida pelo Estado em 2006, para uso no combate a incêndios e operada pela Empresa de Meios Aéreos (EMA) até à sua extinção em 2013, passou depois a operar em regime de adjudicação a privados, pelo Ministério da Administração Interna (MAI). No início de 2018 contudo, a culminar um longo processo de disputas entre o MAI e a empresa adjudicatária na altura, a frota ficaria definitivamente inoperacional. Então, das seis células Ka-32A11BC, uma encontrava-se acidentada desde 2012, duas estavam em manutenção e sem voar desde 2015, enquanto as restantes três ficaram então imobilizadas por falta de inspeção e certificação.

Segundo a ministra da Defesa Nacional referiu ao anunciar a cedência das aeronaves, “os ucranianos conhecem as condições em que se encontra o material”, sublinhando que a “cadeia logística de helicópteros semelhantes” operados na Ucrânia, permitirá repará-los. 

A frota Kamov Ka-32 havia sido transferida para a esfera da Força Aérea Portuguesa no início de 2022, para reposição das condições de aeronavegabilidade. No entanto, o deflagrar do conflito na Ucrânia, e as sansões impostas pela União Europeia à Rússia, inviabilizariam a intenção, pouco mais de um mês depois.

Helena Carreiras adiantou ainda que a transferência dos helicópteros deverá ocorrer “o mais rapidamente possível” e que serão "muitíssimo úteis à Ucrânia e essa cedência foi muito agradecida pelas nossas contrapartes ucranianas”.




sábado, 26 de março de 2022

COMEMORAÇÕES DO CENTENÁRIO DA TRAVESSIA AÉREA DO ATLÂNTICO SUL - Desfile aeronaval [M2309 - 26/2022]



A 3 de abril de 2022, irá ter lugar em Belém, Lisboa, uma Cerimónia Militar e um Desfile Aeronaval, em comemoração do centenário da primeira travessia aérea do Atlântico Sul.

O evento previsto para as 11h00, congrega a Marinha e Força Aérea portuguesas, e incluirá entre várias atividades, a entrega da medalha comemorativa a representantes do Brasil, Cabo Verde e Espanha, o descerramento de uma placa alusiva e o desfile das forças em parada.

Desde janeiro que várias iniciativas têm vindo a decorrer, a assinalar a façanha realizada em 1922 por estes dois pioneiros da aviação portuguesa. 

Muitas outras estão previstas ainda para o ano de 2022, de acordo com o programa publicado na Revista da Armada:

Programa de comemorações publicado na Revista da Armada






sexta-feira, 13 de agosto de 2021

DRONES DE VIGILÂNCIA FLORESTAL DA FORÇA AÉREA RETOMAM OPERAÇÕES [M2264 - 52/2021]

Drone de vigilância florestal Ogassa OGS42V da Força Aérea Portuguesa     Foto: EMGFA

O Estado Maior General das Forças Armadas (EMGFA) anunciou hoje, o reforço preventivo dos meios de vigilância das Forças Armadas, durante o estado especial de alerta, decretado para o período de 13 a 16 de agosto de 2021, para a deteção de incêndios rurais, nomeadamente com vigilância aérea por aeronaves tripuladas, bem como, com a realização de patrulhas terrestres do Exército e da Marinha, apoiadas por sistemas aéreos não tripulados. 

Em comunicado, o EMGFA referiu que "A Marinha será reforçada com drones e operadores vindos do Comando Operacional da Madeira, numa operação que decorre de 14 a 16 de agosto, entre as 8h00 e as 20h00, no Parque Natural da Arrábida e Costa Vicentina" e "O Exército irá empenhar drones em apoio das suas patrulhas de vigilância, no Parque Natural da Serra de São Mamede."

O EMGFA esclareceu ainda que o empenhamento destes drones e dos meios aéreos tripulados no continente se destinava, de forma excepcional, a reforçar a vigilância enquanto se mantivesse a suspensão de operação das aeronaves não tripuladas “Ogassa” da Força Aérea, na sequência de um acidente com um destes aparelhos no passado dia 11 de agosto.

Entretanto, o mesmo EMGFA deu já conta do retomar das operações com os referidos drones da Força Aérea, em novo comunicado divulgado ao final do dia de hoje, no qual se pode ler:

"Os veículos aéreos não tripulados da Força Aérea serão reativados a partir de amanhã, dia 14 de agosto, operando a partir das bases de Beja e da Lousã, em reforço da capacidade de vigilância aérea e deteção de fogos, no âmbito do Sistema Integrado de Gestão dos Fogos Rurais em Portugal.

O levantamento das restrições relativas à operação destes veículos deve-se ao teor da avaria que foi identificada no drone acidentado no passado dia 11 de agosto e à reduzida probabilidade de esta vir acontecer novamente, conforme conclusões do relatório preliminar da Comissão Central de Investigação da Inspeção Geral da Força Aérea.

Outros meios aéreos tripulados, como é o caso de uma aeronave C-130 [NR: C295] que irá operar na região Norte do país, estão já planeados para empenhamento conforme necessário, antecipando as altas temperaturas previstas para o fim de semana.

Em operação, estes veículos aéreos não tripulados de vigilância aérea partilham as imagens recolhidas em tempo real com o Comando de Operações Conjuntas do Comando Conjunto para as Operações Militares (CCOM), do Estado-Maior-General das Forças Armadas (EMGFA), com a Guarda Nacional Republicana e com a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), permitindo, desta forma, maior celeridade na análise e resposta por parte das entidades no terreno."




quarta-feira, 14 de abril de 2021

KAMOV DE COMBATE A INCÊNDIOS EM "DILIGÊNCIA TÉCNICA" [M2250 - 38/2021]

Kamov Ka-32 da então EMA

A frota Kamov Ka-32 que transitou da extinta Empresa de Meios Aérea (EMA), e que se encontra imobilizada desde 2018, está a ser objeto de uma "diligência técnica" por parte de representantes do fabricante.

A informação foi avançada pelo ministro da Administração Interna, durante a sessão de ontem, 13 de Abril de 2021, da Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias, em resposta a interpelação do deputado Duarte Marques do PSD, sobre o futuro da frota de helicópteros bombardeiros pesados de combate a incêndios, de origem russa.

Segundo palavras de Eduardo Cabrita, "desde 2018 que a responsabilidade do futuro dos Kamov pertence à Força Aérea"  e que "neste momento está a ser feita uma diligência técnica com a presença em Portugal dos representantes da empresa fabricante, (...) que foi solicitada pelo Ministério da Defesa Nacional".

Da frota de seis Kamov Ka-32 adquirida em 2006, um sofreu um acidente em 2012, dois foram submetidos a manutenção em 2015 não tendo regressado à operacionalidade, enquanto os restantes três ficaram imobilizados desde o início de 2018.

Ainda segundo Eduardo Cabrita, a aquisição de novos meios aéreos destinados ao combate a incêndios florestais anunciada a 4 de Março passado, é independente do destino dos Kamov.





terça-feira, 2 de março de 2021

ANAC CHUMBA AEROPORTO NO MONTIJO [M2229 - 17/2021]

Um dos C295M atualmente baseados na BA6 junto à torre de controlo 

A Autoridade Nacional da Aviação civil (ANAC) anunciou hoje, em comunicado de imprensa, o indeferimento do pedido de apreciação prévia de viabilidade da construção do Aeroporto Complementar no Montijo.

A decisão foi tomada no âmbito do requerimento apresentado pela ANA, Aeroportos de Portugal SA, respeitante à apreciação prévia da viabilidade para efeitos de construção do Aeroporto Complementar no espaço da Base Aérea nº6 (BA6), sita no Montijo.

O comunicado da ANAC pode ler-se:

"No âmbito da instrução do pedido, a ANA anexou, entre outros elementos, pareceres das Câmaras Municipais dos concelhos potencialmente afetados, quer por superfícies de desobstrução, quer por razões ambientais, sendo de assinalar a existência de dois pareceres favoráveis, dois desfavoráveis e a não apresentação de parecer por uma das Câmaras.

Considerando que o n.º 3 do artigo 5.º do citado Decreto-Lei determina que “Constitui fundamento para indeferimento liminar a inexistência do parecer favorável de todas as câmaras municipais dos concelhos potencialmente afetados […]”, conclui-se que a ANAC se encontra obrigada a indeferir liminarmente o pedido, em cumprimento do princípio da legalidade e do comando vinculativo do legislador constante da mencionada disposição legal, não havendo lugar à apreciação técnica do mérito do projeto.

Em face do exposto, a ANAC, em cumprimento das disposições legais aplicáveis, deliberou indeferir liminarmente o pedido de apreciação prévia de viabilidade de construção do Aeroporto Complementar no Montijo apresentado pela ANA."

O processo de instalação de um aeroporto no Montijo, complementar ao Aeroporto Humberto Delgado em Lisboa, tem sido tudo menos pacífico, pelas mais diversas razões, incluindo ambientais, segurança de voo, capacidade limitada, e acessos. A utilização da BA6 para esse fim, tinha já ditado um reordenamento da localização das frotas da Força Aérea Portuguesa aí sedeadas, cujo futuro se apresenta agora incerto.



sexta-feira, 30 de outubro de 2020

DESTACAMENTO DE F-16 DA FAP NA POLÓNIA REGRESSA A CASA [M2196 - 114/2020]


Regressa a "casa" em Monte Real, após sensivelmente dois meses de destacamento em Malbork, Polónia, o destacamento das Esquadras 201 e 301 da Força Aérea Portuguesa.

Cinco F-16 (n/c 15106, 09, 10, 36 e 43) e um contingente de cerca de 70 militares, com rotação de pessoal sensivelmente a meio do período, estiveram na Polónia, ao abrigo das Medidas de Tranquilização da NATO, tendo tido oportunidade de participar em múltiplos exercícios com várias forças NATO, além da Força Aérea local.

O F-16 com número de cauda 15136 já ontem foi captado no software de radar virtual ADSB Exchange a caminho de Portugal. 


O grosso do destacamento contudo, que inclui um C-130H Hercules da Esquadra 501, para transporte do pessoal, apenas hoje rumaram ao sudoeste da Europa.



Imagens: Moment.photo e Gawronsky via 22. Baza Lotnictwa Taktycznego 

terça-feira, 22 de setembro de 2020

F-16 PORTUGUESES NO EXERCÍCIO RAMSTEIN ALLOY 20-3 [M2178 – 96/2020]

F-16 portugueses e polacos e Typhoon italianos durante o exercício Ramstein Alloy 20-3      Foto: FAP


Os Eurofighter Typhoons italianos descolaram de Šiauliai, na Lituânia e juntaram-se aos F-16 portugueses e polacos, que voaram a partir da Polónia, para realizar exercícios de combate aéreo numa área de treino especialmente reservada, ontem 21 de Setembro.

Foto: FAP

Enquanto isso, um avião de transporte M-28 da Estónia descolou de Ämari, na Estónia, para simular uma aeronave com perda de comunicações no espaço aéreo finlandês, onde foi interceptado por F-18 desse mesmo país, sendo escoltado e "entregue" aos Typhoon alemães - que asseguram actualmente o policiamento aéreo também a partir de Ämari. O M-28 prosseguiu então para simular uma aterragem de emergência, tendo sido accionada a resposta nacional a emergências. Um grupo de meios de comunicação da Estónia esteve a bordo do M-28, tendo testemunhado os procedimentos simulados.

Intercepção ao M-28 estónio              Foto: Luftwaffe

Simulação de aterragem de emergência em Amari             Foto: FA Estónia

Uma avião-tanque KDC-10 da Real Força Aérea dos Países Baixos forneceu reabastecimento aéreo aos caças polacos, finlandeses e suecos, que estiveram envolvidos no treino de combate ar-ar, bem como aos Typhoon alemães que realizaram  missões de apoio aéreo próximo para os Controladores Aéreos Tácticos na Estónia.


F-18 finlandeses e Typhoon alemães       Foto: Luftwaffe


Esses cenários de treino complexos proporcionam uma prática importante para todos os Aliados e Parceiros regionais. As situações simuladas podem acontecer a qualquer momento e é importante que todos os participantes sejam coordenados na maneira como aplicam táticas, técnicas e procedimentos além das fronteiras nacionais.


Vídeo da "entrega" do M-28 pelos F-18 finlandeses aos Typhoon alemães

O treino regular e a cooperação com os nossos Aliados e Parceiros regionais são essenciais para garantir que temos uma força eficaz instalada para proteger a região do Báltico ”, disse o Sub-chefe de Operações do Comando Aéreo Aliado, Brigadeiro General da Força Aérea dos Estados Unidos, Andrew Hansen. “Estou confiante de que este será mais um evento de treino prático de sucesso aqui nos Estados Bálticos”, acrescentou.

Enquanto todos os participantes estiveram altamente empenhados no treino, os Typhoon da Força Aérea Alemã foram ainda accionados pelo Centro de Operações Aéreas Combinadas de Uedem para lançar uma missão real de policiamento aéreo da NATO, interceptando e acompanhando uma formação de aeronaves militares russas, voando sobre águas internacionais na costa dos Aliados Bálticos.

F-16C Bloco 52 da FA Polaca na sua base em Poznan-Krzesiny     Fotos: FA Polaca


O primeiro dia de exercício Ramstein Alloy ofereceu a todos os participantes um treino valioso para aumentar o nível de profissionalismo e cooperação. O segundo dia contará com uma aeronave do Sistema de Controle e Alerta Aéreo (AWACS) da NATO à lista de intervenientes. A aeronave AWACS está programada para controlar manobras de vários caças e para realizar um sobrevoo de Talin à tarde, a caminho de "casa", na Alemanha.



sexta-feira, 21 de agosto de 2020

PILOTO PORTUGUÊS EM DESTAQUE NA BÉLGICA [M2171 – 89/2020]



A esquadra de voo Operational Conversion Unit (OCU) da Componente Aérea Belga, partilhou hoje na rede social Instagram, uma foto do "ritual" de colocação do patch de piloto operacional de F-16, pelo instrutor, ao aluno recém-qualificado.
À parte de se tratar de uma imagem emblemática, por retratar o início da vida operacional de um piloto de combate, tem como curiosidade o facto do piloto instrutor ser português.



Após a partilha desta imagem na página de Facebook do Pássaro de Ferro, recebemos fotos do spotter belga Andrew Timmerman, mostrando o voo de "largada" deste mesmo piloto belga, nas quais se podem também ver o avião do instrutor, voando em parelha.



A Força Aérea Portuguesa tem destacado um piloto na base belga de Kleine Brogel, ao abrigo do programa de intercâmbio com a força aérea daquele país, que vem decorrendo já desde 1999.
Desde então, as esquadras de F-16 portuguesas têm, de igual modo, permanentemente integrado um piloto belga. Existe idêntico programa entre a USAF e a FAP.

Agradecimento: Andrew Timmerman


quinta-feira, 18 de junho de 2020

PRIMEIROS F-16 DO SEGUNDO LOTE DESTINADO À ROMÉNIA DEIXAM A OGMA [M2154 - 72/2020]

À saída da OGMA com a pintura romena       Foto: OGMA

A OGMA anunciou ontem, através da sua conta na rede social Twitter, a entrega à Força Aérea Portuguesa, dos dois primeiros F-16 pertencentes ao segundo lote destinado à Força Aérea Roménia, ao abrigo do contrato assinado entre os dois países a 27 de Janeiro do corrente ano de 2020.



Estas duas primeiras células - números de cauda FAP 15132 e 15135 - estão agora na Base Aérea nº5 em Monte Real, onde aguardam a entrega à Roménia, prevista inicialmente ainda para o mês de Junho. Situações decorrentes da pandemia de COVID-19 poderão contudo impor algum atraso no processo.


A descolagem em Alverca com destino à BA5       Fotos: OGMA


Segundo a mesma planificação inicial, mais duas células têm entrega prevista para Outubro, com a quinta e última do lote, a acontecer já em 2021.






terça-feira, 26 de maio de 2020

MINISTÉRIO DA DEFESA ESCLARECE QUESTÃO DOS DRONES DO EXÉRCITO E FORÇA AÉREA [M2144 - 62/2020]

UAV ou Veículo Aéreo Não tripulado - VANT 

O Ministério da Defesa divulgou hoje uma nota de imprensa, esclarecendo a notícia veiculada primeiro pelo Jornal de Notícias, mas depois repercutida por vários outros meios de comunicação social,  com o título “Drones do Exército nunca foram usados para detetar fogos”, e com o subtítulo “Governo justifica aquisição de 36 aparelhos por seis milhões para o Exército ajudar a Proteção Civil. Agora adquire mais 12 para a Força Aérea com a mesma finalidade”. Na referida nota, o Ministério da Defesa Nacional entendeu esclarecer os seguintes pontos:

"A aquisição dos mini-UAV em causa nunca teve por objetivo ajudar a Proteção Civil ou detetar incêndios.

Os mini-UAV (veículos aéreos não tripulados) do Exército foram adquiridos no âmbito da Lei de Programação Militar, um processo que teve início em 2016, com um despacho do então Ministro Azeredo Lopes (Despacho 6841/2016, publicado a 24 de maio desse ano). Nesse despacho refere-se que os aparelhos se destinam à “edificação da Capacidade de Informações, Vigilância, Aquisição de Objetivos e Reconhecimento Terrestre”. 

O concurso foi gerido pela NATO Support and Procurement Agency (NSPA – agência de compras da NATO), tendo sido adjudicado à empresa AeroVironment para assegurar o fornecimento de 12 sistemas Raven B Digital Data-Link (composto por 3 UAVs cada) ao Exército Português.

Os sistemas Raven do Exército têm como objetivo primário garantir o apoio às operações da componente terrestre, em todo o espectro das operações militares. Atualmente, além do normal processo de formação e treino, em território nacional, os sistemas mini-UAV estão a ser utilizados em operações militares, no cumprimento de compromissos internacionais, no apoio das missões de vigilância e reconhecimento. Ou seja, os sistemas Raven estão a ser utilizados precisamente de acordo com o raciocínio que levou à sua aquisição no âmbito da LPM, plasmado no Despacho.

Ao contrário do caso dos Raven do Exército, os 12 UAV cuja aquisição o Governo aprovou recentemente por via de Resolução de Conselho de Ministros, e que serão geridos pela Força Aérea, destinam-se principalmente à deteção de incêndios."


Video mini-UAV Raven do Exército



sábado, 13 de abril de 2013

SOB AS PONTES (M950 - 102PM/2013)

Foto: Autor desconhecido

Um senhor chamado Duarte que foi guia do Museu do Ar, entretanto já falecido, contou-me que antigamente os pilotos recém-formados, após receberem as asas, só ganhavam o respeito dos colegas, se passassem as sete pontes  do Tejo (acho que é este o número), sendo a primeira a de Vila Franca de Xira.
Não sei até que ponto estou correto, visto já ter ouvido esta história há bastante tempo e não ter maneira de a reconfirmar. 
Lembro-me dele contar, que a ultima tinha que ser passada na diagonal e muito baixo, o que também não era para todos. Acho que inclusive um veterano nestas passagens, um dia distraiu-se e algo correu mal, acabando por "ir medir a temperatura da água".
De facto, quando cheguei à Força Aérea em 1951, ainda se vivia o tempo dos atos ditos heróicos, leia-se insensatos. Não era somente a passagem sob as pontes. Era também sob os cabos elétricos de alta tensão. Embora no meio de tudo isto, haja sempre um excesso de lenda. 
Ainda conheci um piloto que tentou passar sob a Ponte de Vila Franca, na fase final da sua construção. Simplesmente, um cabo das obras que ele não viu a meia altura, deu origem que fosse tomar banho. Safou-o o pessoal que estava nas obras. 
Vários foram os acidentes que ocorreram com este tipo de "heroicidade", em especial com os cabos de alta tensão.
Resultado: iniciou-se uma repressão e caça a veleidades daquele género. Castigos, despromoções, etc. Atravessei precisamente esta fase que durou uns bons anos. Na altura achava demasiado pesada a repressão. 
Mesmo eu também fui punido por ser apanhado a fazer "chouriços" (imitação de acrobacia) a altitude inferior à mínima autorizada. Estava a 1300 quando deveria estar a 1500 pés. Nesse mesmo dia outro colega meu apanhou pela mesma tabela. Três dias de detenção para cada um.
Um ex-Comandante da TAP, meu companheiro na Esquadra 21 é outro exemplo. Efetuou algumas passagens baixas na terra dele, como comandante da parelha e eu a asa. A graça resultou de tal modo que pouco tempo depois era eu o comandante e ele o asa. Como foi castigado, não foi promovido como esperava.
Desta repressão sei de muitas histórias. No artigo sobre o F-47 também lá relato algumas coisas.
Conclusão: deixámo-nos de pontes e de cabos de alta tensão. 
Sabem uma coisa? Ainda bem! De certeza que alguns de nós que ainda estamos vivos, talvez cá não estivéssemos para relatar estas memórias.


Texto: Cap (Ref) Fernando Moutinho



terça-feira, 13 de novembro de 2012

AINDA A PROPÓSITO DA VISITA DE MERKL A PORTUGAL- Opinião (M758 - 47AL/2012)


Ontem, durante a visita da "chanceler" alemã, Angela Merkl, para lá de todas as polémicas que estiveram subjacentes ao facto, todas elas de deriva política, longe do mediatismo e de um acerto folclore que se instalou como uma espécie de decreto omnipresente e a que Vargas Llosa alude no seu título mais recente - "A civilização do espetáculo" - os militares e neste caso a Força Aérea cumpriram, como se espera de uma arma aérea, com as suas obrigações, definidas pelo poder político, isto é responderam ao facto do espaço aéreo de Lisboa ter sido encerrado e fizeram descolar caças F-16 para assegurar que, pelo céu, a senhora Merkl nada deveria temer, ou que veleidades terroristas não caberiam na equação então em resolução.
Por vezes, quando se fala dos militares e dos seus meios, sem travão e sem razoabilidade, deveria, então, questionar-se tudo, a começar por todo este "espetáculo securitário" que se engendrou durante meia dúzia de horas em que a senhora esteve em Portugal.
Feitas as contas ao eventual desajuste cénico-político e a tudo o que ele acarretou, a resposta dos militares,  por mais bicos dos pés que se contem em terra, foi discreta e eficaz, longe, lá está, desta "Civilização do espetáculo" que Llosa escreve e explica.
É sempre bom haver instituições em que a confiança não é uma mera palavra circunstancial.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

REAL THAW 2012 (1) - (M589 - 4AL/2012)

Tem início hoje mais uma edição do exercício militar tático "Real Thaw 2012".
Este exercício tem vindo a assumir crescente importância no aspeto do treino operacional na Força Aérea, estabelecendo relações com os outros ramos das forças armadas, Marinha e Exércio, no sentido da abrangência de meios e cenários que, pela sua tipologia e substância,  prefiguram situações de atuação e intervenção enquadráveis nas missões em que as forças armadas nacionais tem sido envolvidas, seja  através da nossa presença na União Europeia, seja no âmbito da NATO.



 Os F-16 vão ser peça importante no exercício, através das Esquadras 201 - Falcões e 301 - Jaguares.

Já não se trata apenas de treino puro e simples do emprego/largada de armamento, digamos, mas da "constituição" de cenários em que forças de resgate são enviadas para teatros complexos e que, nas situações de intervençao atual, de certo modo "abafam" os conceitos de "guerra aberta". Tudo isto torna o exercício de enorme importância para os militares envolvidos, no sentido de serem executados os melhores procedimentos e táticas relativamente às situações reais que possam vir a ocorrer em diversas partes do mundo.
Este exercício pretende, então, atingir três requisitos principais, estabelecidos pelo Comando Aéreo e expostos no "Press Kit" disponibilizado aos meios de comunicação social:
  • proporcionar um ambiente operacional o mais realístico possível e típico dos teatrosde operações atuais nos quais os militares portugueses possam vir a participar.
  • proporcionar treino adequado aos vários participantes tendo em consideração os diversos tipos de meios (aéreos, terrestres e marítimos) e respetivos requisitos de treino.
  • proporcionar a interoperabilidade entre países e respetivos meios.
Participarão para além das forças armadas nacionais, meios e militares de Espanha, Holanda, Estados Unidos e Inglaterra.
As ações realizar-se-ão, sobretudo, nas áreas de Monte Real e Penamacor e serão acompanhadas por um site criado para o efeito e também aqui no Pássaro de Ferro.




EH-101, C-295, C-130 e P-3C serão outras das aeronaves da Força Aérea envolvidas no Real Thaw 2012.

ARTIGOS MAIS VISUALIZADOS

CRÉDITOS

Os textos publicados no Pássaro de Ferro são da autoria e responsabilidade dos seus autores/colaboradores, salvo indicação em contrário.
Só poderão ser usados mediante autorização expressa dos autores e/ou dos administradores.

 
Design by Free WordPress Themes | Bloggerized by Lasantha - Premium Blogger Themes | Laundry Detergent Coupons
>