quarta-feira, 24 de julho de 2013

O RENASCER DA MARINHA RUSSA (M1092 - 212PM/2013)

Porta-aviões Admiral Kuznetsov    Foto:huanqiu.com

Porta-aviões é indispensável

Continua o desenvolvimento de um novo porta-aviões atômico para a Marinha da Rússia. Estes serviços são efetuados por vários gabinetes de projeção e entidades do Complexo Defensivo Industrial em São Petersburgo. “Os relatórios sobre os resultados dos trabalhos de desenvolvimento do futuro porta-aviões são enviados regularmente ao Ministério da Defesa da Federação Russa e ao comando principal da Marinha da Rússia”, disse passados alguns dias após a reunião com o presidente o comandante-chefe da Força Naval, almirante Viktor Chirkov:“Não precisamos de um porta-aviões de ontem ou de hoje, mas sim de um navio realmente prometedor, capaz de cumprir missões em cooperação com vasos de superfície, submarinos e o agrupamento orbital de aparelhos espaciais. O porta-aviões deve dispor das mais amplas possibilidades de efetuar ações militares em situações de qualquer grau de complexidade e em qualquer teatro marítimo e oceânico de ações militares”.

A “epopeia de porta-aviões” da Marinha da Rússia continua há quase dez anos – a necessidade de desenvolver um novo porta-aviões começou a ser discutida ainda na primeira metade dos anos 2000. Hoje, há vários fatores que permitem falar sobre o início da construção destes navios, dentro de uma perspetiva real nos próximos dez anos. Trata-se em primeiro lugar de uma clara compreensão de que a Marinha precisa do seu próprio apoio aéreo. Esta ideia tornou-se ainda mais forte, levando em consideração a experiência de conflitos armados dos anos 1990-2000 com a participação das forças navais de diferentes países. A aviação, inclusive naval, desempenhou um dos principais papéis nesses conflitos. A Marinha da Rússia necessita de apoio aéreo no quadro dos mais diversos cenários – de um possível conflito com forças NATO, a operações expedicionárias independentes, ou conjuntas, em regiões distantes.
O Ministério da Defesa russo começou a realizar os planos de construção de aviões STOVL. A construção e exploração de dois (possivelmente quatro) navios de assalto anfíbios da classe Mistral, o primeiro dos quais entrará será lançado dentro dos próximos dois anos, dará aos marinheiros russos a necessária experiência de operar um porta-helicópteros contemporâneo, em combinação com a experiência da exploração do porta-aviões Admiral Kuznetsov.
A elaboração de um novo projeto de porta-aviões em conjunto com o desenvolvimento de novos aviões navais, de que se falou também pela direção da Marinha, permitirá à Rússia obter o novo navio no momento em que a Força Naval já terá a experiência suficiente de explorar tais navios e uma reserva de quadros para formar tripulações.

As perspetivas mais próximas

Mas o novo porta-aviões é uma perspetiva bastante afastada. Mesmo se a construção do navio começar em 2015, é pouco provável que o navio entre seja lançado antes de 2022-2023. Neste período, a Marinha deverá resolver várias tarefas urgentes. Deverá ser criada uma nova infraestrutura: os respetivos serviços estão a ser efetuados em todas as bases navais russas em diferentes vetores – da renovação de rebocadores e de outras embarcações auxiliares, à construção de novos cais, armazéns e centros de preparação.
Trata-se também da substituição de navios de superfície e de submarinos de construção soviética, por unidades combativas de nova geração. Nos próximos dez anos, uma grande parte de navios e  submarinos será retirada do arsenal da Marinha, por ter expirado seu prazo do serviço e por isso a construção de novas unidades ganha hoje especial importância. Atualmente, os ritmos de construção crescem gradualmente e podemos esperar que, em resultado da reparação geral e da modernização prevista de navios e de submarinos mais “novos” de construção soviética, a Marinha possa escapar a uma queda drástica da quantidade, que a privaria de possibilidades de cumprir missões combativas.
Até ao fim da década em curso, a Força Naval deverá receber um total de aproximadamente 30 unidades combativas da classe corveta/fragata, não menos de 15 pequenos navios de artilharia/mísseis e mais de 20 submarinos versáteis – atómicos e a diesel. 
Dentro do próximo par de anos, deverá começar também a construção de um contratorpedeiro de nova geração. Serão reforçadas ainda a aviação costeira e a defesa costeira naval. Esta renovação criará uma base, na qual será possível desenvolver uma frota oceânica equilibrada e estável, que incluirá sem dúvida porta-aviões.


Fonte: Voz da Rússia
Adaptação: Pássaro de Ferro


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