quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

MARROCOS COLOCA F-16 NO IRAQUE (M1749 - 337PM/2014)

F-16 da Real Força Aérea de Marrocos      Foto: USAF

Rabat enviou um destacamento de F-16 para o Iraque, com o intuito de participar na luta contra o Estado Islâmico. Sendo a primeira vez que os F-16 marroquinos operam fora de portas, tem levantado alguma apreensão em Espanha.

Hoje mesmo foi anunciada através do jornal Akhabar Al Yaoum a realização dos primeiros ataques, com quatro F-16 marroquinos, contra posições do Estado Islâmico nos arredores de Bagdad no Iraque, bem como em vários outros locais não especificados.

Até ao momento não era conhecido o real estado de prontidão dos F-16 marroquinos, mas a participação em ações de guerra ofensiva, são um sinal claro de que os seus pilotos atingiram já qualificações de plena operacionalidade.

Em Espanha a atividade dos F-16 marroquinos vem sendo seguida com atenção, uma vez que os F-16 Bloco 52 marroquinos, bem como o armamento que vem sendo adquirido pelo país do norte de África recentemente, levanta preocupações, por ser considerado superior por exemplo ao dos EF-18 estacionados nas Canárias, território alvo de diferendo entre os dois países devido por exemplo ao estabelecimento dos limites oceânicos em redor do arquipélago. 

A proximidade entre Washington e Rabat, reforçada com a participação ativa de Marrocos na Coligação contra o Estado Islâmico, e o possível acesso a mais tecnologia e informação americana, ampliam igualmente o sinal de alarme em Madrid.  



terça-feira, 9 de dezembro de 2014

PORQUE CONTINUA A VOAR O F-117 - Finalmente a explicação (M1748 - 336PM/2014)

Um dos últimos voos operacionais do F-117A Nighthawk    Foto: Kim Frey/USAF

No seguimento de imagens divulgadas extensivamente no ciberespaço e aqui no Pássaro de Ferro, que mostravam claramente o F-117 ainda em operação, e a onda de especulação que se lhe seguiu, a Forca Aérea dos EUA (USAF) respondeu às perguntas que lhe foram colocadas acerca do assunto.
Segunda a explicação oficial, o F-117 Nighthawk foi retirado mas mantido na condição “Type 1000” (à semelhança do que se planeava fazer com o A-10, antes da reforma deste modelo ser vetada pelo Congresso dos EUA).

O armazenamento de aeronaves na condição Type 1000 significa que estas devem ser mantidas em condições de serem reincorporadas no serviço ativo, caso seja necessário. Deverão por isso estar em condição inviolada, com alto potencial de regressar a estado de voo, sem que lhe sejam retiradas peças. A cada quatro anos são represervadas.  Para voltarem a condições de voo serão necessários entre 30 a 120 dias, dependendo do tempo em que se encontraram na condição Type 1000.
Por isso, para que haja a certeza de que as aeronaves não se degradaram e já não se encontram na condição Type 1000, de tempos a tempos, estas são “acordadas” para verificar as condições em que se encontram.

Nota oficial da USAF:
“Desde a retirada de estado de serviço ativo em 2008, a frota de F-117 Nighthawk tem sido mantida nos hangares originais em condições climatericas amigáveis, na base de testes em Tonopah, Nevada. Dados os custos de fazer instalações com estas condições no Aircraft Maintenance and Regeneration Center (AMARC em Davis-Monthan, Arizona), a USAF preferiu manter os F-117, ainda que retirados de serviço, nas instalações de Tonopah. De acordo com as ordens do Congresso inscritas no National Defense Authorization Act FY07, as aeronaves foram colocadas na condição Type 1000 de armazenamento, em condições de voo, para potencialmente serem chamadas a serviço, no futuro. De modo a confirmar a efetividade do programa de armazenamento em condições de voo, alguns F-117 são ocasionalmente voados.”

Tal como nos assuntos religiosos, provavelmente cada um irá continuar a acreditar naquilo que acreditava, independentemente dos argumentos dirimidos. Das provas apresentadas, ou da falta delas.


FORÇA AÉREA PORTUGUESA NA AJUDA A CABO VERDE (M1747 - 113AL/2014)

Por solicitação da Autoridade Nacional de Proteção Civil, a Força Aérea Portuguesa (FA) empenhou hoje uma aeronave C-130H Hércules, da Esquadra 501, sediada na Base Aérea N.º6, no Montijo, numa missão que visa aumentar a capacidade de intervenção das forças de socorro empenhadas na resposta à situação de emergência decorrente da erupção do vulcão do Pico do Fogo em Cabo Verde.


Para além das duas ambulâncias foi doado igualmente algum equipamento de socorro às autoridades de Cabo Verde a fim de auxiliar o sistema de saúde local na resolução dos danos causados pela erupção de um vulcão nas últimas duas semanas. A aeronave C-130 da FA descolou hoje, pelas 15H30, perspectivando-se mais de 12 horas de voo.

Fonte e fotos: FAP

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

O PAPEL DO NAVEGADOR NA ERA DO GPS (M1746 - 334PM/2014)


Nos EUA são designados “Oficiais de Armamento” mas a Força Aérea Israelita (IAF) prefere o termo tradicional “Navegadores”. Ainda assim, os navegadores de combate israelitas há já muito tempo que deixaram os mapas de papel, atuando como uma parte inseparável na execução de missões aéreas, analisando situações e tomando decisões.
Já não usam mapas nem compassos. A sua importância nas missões dos aviões de combate é crítica, mas não pilotam os aviões. Há muitos mitos à volta da função dos navegadores de combate. Quais são verdadeiros e o que realmente acontece no banco de trás do cockpit?


Inicialmente a função principal do navegador era, tal como o nome sugere, navegar e direcionar o avião para o seu alvo. O símbolo dos navegadores de combate era um compasso com asas. 
O primeiro caça com navegador no inventário da IAF foi o F-4 Phantom II e a partir daí a função do navegador de combate começou a transformar-se no que é hoje-em-dia: um operador de sistema de armas. “Há muito, muito tempo, os navegadores eram realmente navegadores”, explica o Maj. Omri comandante do curso avançado de navegação na Academia. “O nome mantém-se historicamente, mas o seu trabalho esta já muito longe da navegação”
A importância dos navegadores nas missões operacionais aumentou com o desenvolvimento da tecnologia. Desde operar rádios e sistemas radar, a complexos sistemas de armas, a lista de responsabilidades continua a crescer. “Com a introdução  de munições capazes de se autodirecionarem, supostamente o mundo da navegação deveria desaparecer completamente” continua Omri, “mas hoje, com a introdução do F-16I e F-15I, a quantidade de informação que o cockpit recebe, requer um elemento de tripulação que saiba como analisá-la e responder num curto período de tempo, e esse elemento é o navegador”.


Contudo ninguém tira o curso de piloto para se tornar navegador, como explica o Maj Omri, que acabou como navegador após completar o curso de pilotagem: “Todos sonham tornarem-se pilotos, mas esse sonho deriva da falta de entendimento do que é um voo de combate. Apenas depois de compreender esse mundo exigente no seu todo, é que se compreende porque (ser navegador) é tão gratificante e recompensador”.


Tanto pilotos como navegadores aprendem a informação que as tripulações de combate precisam de saber, para levar a cabo as missões. Como os navegadores não pilotam, nas primeiras fases do treino recebem a formação teórica e por vezes também em voo com um piloto-instrutor. “É importante que os navegadores compreendam a premissas e as noções básicas do voo e como são as coisas” reforça o Maj Omri. “A missão operacional é sempre um trabalho de equipa e não apenas de uma pessoa. Como tal, compreender o trabalho do piloto é essencial para o navegador. Ele tem que saber como pensar um passo à frente do piloto, coordenar-se com ele, saber como ele opera e como responder”.



Texto e fotos: IAF

domingo, 7 de dezembro de 2014

O REGRESSO DA HÉLICE AOS CAMPOS DE BATALHA (M1745 - 333PM/2014)

AC-130W com lançador de bombas GBU-39 sob as asas       Foto:Paul Carter

Com o advento da era dos jatos no final da II Guerra Mundial, os pouco tempo antes imponentes bombardeiros propulsionados por hélice, rapidamente se tornaram obsoletos. Parecia uma inevitabilidade insofismável e por varias décadas assim foi. B-29 e B-36 rapidamente deram lugar aos B-47, para estabilizar no B-52 que ainda hoje voa e aparentemente por muitos mais anos o fará.

Contudo, e provando que a historia realmente se move em círculos, mudanças nos teatros de operações e nas características dos armamentos disponíveis, fizeram regressar as aeronaves de combate propulsionadas por hélice. Primeiro aeronaves ligeiras e mais recentemente até os bombardeiros quadrimotores.

O AC-130 tornou-se ao longo dos anos uma das armas mais temidas para as tropas inimigas. Normalmente ao abrigo da noite, ficou famoso por descarregar massivas quantidades de projeteis de grosso calibre. A sua nova versão contudo, parece-se mais com uma plataforma de lançamento de mísseis.
No virar da década, a envelhecida e curta frota de AC-130H e U da USAF estava claramente em fim de vida e em risco de não conseguir corresponder as numerosas solicitações de apoio às tropas amigas no terreno.

Em consequência disso, foi tomada a decisão de transformar alguns MC-130W Dragon Speer com o módulo Precision Strike Packages (PSP), que conferiria a este modelo capacidade de realizar missões de Apoio Aéreo Próximo (CAS) e Informação, Vigilância, Aquisição de Alvos e Reconhecimento (ISTAR), Vigilância Armada e Missões Especiais, sem ser necessário adquirir uma aeronave totalmente nova para o efeito.

Foi preciso apenas um ano e meio para tornar realidade o conceito do AC-130W, entretanto apelidado “Stinger II” e o resultado foi mais um arsenal voador e plataforma de sensores, do que um típico “gunship”. Com modificações mínimas na célula original, conseguiu-se proporcionar à família AC-130 a capacidade de largada indireta de armamento guiado de precisão. A bombordo, na parte da frente, um canhão Bushmaster de 30mm. Dois FLIR (sensor infravermelhos) AN/AAQ-38: um  sob o nariz e o outro à frente da roda esquerda do trem principal são os “olhos” do Battle Management System (BMS) e sistema de comunicações avançado, controlado a partir do espaçoso porão de carga do AC-130W.
Mas a verdadeira novidade nas capacidades do Stinger II é a possibilidade de largar misseis ar-terra GBU-176 Griffin ou GBU-44 Viper Strike a partir da rampa traseira, até um total de dez, com possibilidade ainda maiores de armazenamento e transporte das mesmas armas. 
A adicionar ainda, nos suportes externos nas asas e como grande diferença relativamente aos predecessores, o AC-130W pode transportar misseis AGM-114 Hellfire ou bombas guiadas de pequeno diâmetro GBU-39 (SDB).

SDB GBU-39     Foto: Boeing
O ataque de grande precisão comas novas SDB GBU-39  pode ser feito a partir de 50 milhas de distância  Foto: Boeing

Esta ultima munição é especialmente revolucionaria, podendo ser largada a distancias consideráveis do alvo (até 50 milhas), permitindo à aeronave que a larga manter-se longe de zonas pesadamente defendidas e mesmo assim desferir ataques cirurgicos. Permite ainda à plataforma aérea responder a mais do que uma solicitação no terreno, sem ter obrigatoriamente que pairar em círculos sobre cada um dos alvos. Uma das provas que o modus operandi do novo AC-130 mudou, é  que não possui as pesadas blindagens dos anteriores modelos, que lhes permitiam enfrentar missões a muito baixa altitude. O peso das blindagens pode agora ser aproveitado para aumentar o alcance e autonomia do AC-130W.

AC-130J       Foto: USAF

Os novos AC-130J que irão primeiro complementando e depois substituindo os AC-130W, seguem a mesma filosofia, com os mesmo sensores, pouca blindagem, um novo pod de radar de abertura sintética de alta potência e a possibilidade de utilização de mira incorporada na viseira do piloto.



sábado, 6 de dezembro de 2014

COMO VOAR POR ENTRE OS ROCKETS (M1744 - 332PM/2014)

F-15I escoltam avião de transporte    Foto:IAF

No verão passado os céus por cima de Israel estiveram especialmente povoados por rockets, drones, aviões de combate e misseis interceptores do sistema de proteção Iron Dome. 
Durante a operacao Protective Edge que Israel levou a cabo contra o Hamas durante 50 dias, como foi então possível a coexistência com a aviação civil?
Apesar da intenção do grupo palestiniano de impossibilitar a circulação de tráfego aéreo civil, apenas durante um dia e meio tal aconteceu, quando algumas companhias aéreas estrangeiras suspenderam os voos para o aeroporto Ben-Gurion, no seguimento das instruções da Autoridade Federal da Aviação.

“Operar uma aeronave civil durante um conflito é um desafio complexo, com o qual decidimos lidar por escolha própria” disse a propósito o Cor. Ran Turgeman, ate há pouco tempo operacional no Centro das Unidades de Controlo de Comando, durante a Conferência Internacional de Aviação Civil. “Manter Israel aberto a chegadas e partidas é um objetivo nacional e não vamos deixar que o inimigo nos impeça”.

Em tempo de guerra é necessária colaboração muito próxima entre a Força Aérea Israelita (IAF), a Autoridade da Aviação Civil e os aeroportos (israelitas), de modo a que o céu esteja disponível para todos, segundo revelou o Cor. Turgeman. Um dos maiores desafios da IAF foi a planificação de corredores de voo em áreas onde sistemas de defesa aérea como o Iron Dome e o Patriot operam.
A escolha dos corredores foi baseada em informação recolhida pelos serviços de vigilância acerca da atitvidade inimiga, para que os sistemas de defesa não operassem nas áreas designadas para o tráfego civil. Ainda assim, estes corredores podiam sofrer alterações em tempo real, de acordo com as necessidades de defesa. “Não queremos que os aviões (civis) estejam em áreas onde interceções tomarão lugar, e é por essa razão que criamos “tubos” especiais entre as zonas de interceção, em que os aviões pudessem voar” adicionou o Cor. Turgeman.

As informações dos serviços de vigilância apenas levaram a uma mudança nos campos de interceção, o que causou ainda assim alguns atrasos nas descolagens (civis) e uma redução no numero de corredores, de modo a proteger as vidas humanas .”Por um lado não queremos interferir com a aviação civil, mas por outro, queremos maximizar a defesa. Isto requer gestão de risco que esteja de acordo com os standards internacionais e cooperação entre todas as forças” disse Turgeman.

Entre outras coisas, os representantes da Autoridade de Aviação Civil encontraram-se com os da IAF e vice-versa e discutiram o mapa e a sua utilização. “A nossa cooperação é a chave para o sucesso e para a criação de confiança mútua. Estivemos ao nível dos desafios das operações “Pilar de Defesa” e “Protective Edge”, mas durante próximas campanhas teremos novos desafios e é por isso que é vital promover preparações para um próximo conflito” terminou.

Fonte: IAF


sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

MARINHA AUSTRALIANA RECEBE PRIMEIRO PORTA-HELICÓPTEROS DE DESEMBARQUE ANFÍBIO (M1743 - 331PM/2014)

A primeira aterragem dum MRH90 a bordo do HMAS Canberra   Foto: RA Navy
Primeira aterragem dum S-70 Seahawk no HMAS Canberra   Foto: RA Navy

A 28 de novembro de 2014, a Royal Australian Navy comissionou em Sidney o primeiro de dois navios porta-helicópteros de desembarque anfíbio. 
Batizado HMAS Canberra, desloca cerca de 28.000 ton, tem cerca de 202m de comrpmento por 32 de largura. Irá permitir à Marinha Australiana  uma maior projeção de força, bem como prestar maior apoio em caso de catástrofes humanitárias, tanto dentro como fora de fronteiras.
O navio, 85% construído nos estaleiros Navantia em Ferrol, Espanha, tem como base o LHD (Landing Helicopter Dock) Juan Carlos I da Armada Espanhola. Após o transporte para a Austrália em 2012, os restantes trabalhos foram completados pela BAE Systems. 

A partida dos estaleiros em Ferrol

Apesar de oficialmente designado como um porta-helicopteros, a classe HMAS Canberra pode também operar caças de descolagem curta e aterragem vertical como o Harrier ou o F-35B. Permite ainda lançar operações anfíbias, através da doca para lanchas de desembarque e hovercrafts no centro do navio. Representa o regresso da Austrália à operação de porta-aviões/helicópteros, após a retirada de serviço do HMAS Melbourne em 1982



A próxima fase serão agora os testes de mar, durante os quais serão afinados e consolidados procedimentos, antes da entrada ao serviço operacional do novo vaso de guerra. Operará para já heicópteros Chinook, Seahawk, Blackhawk, Tiger e MRH90, estando em avaliação a possível aquisição do polémico caça STOVL F-35B.

O segundo navio da mesma classe, o HMAS Adelaide está também já em avançada fase de construção e espera-se que seja comissionado já entre 2015 e 2016.

Vídeo:


quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

ALEMANHA PROPÕE CRIAÇÃO DE FROTA DE HELICÓPTEROS EUROPEIA (M1742 - 330PM/2014)

NH90

A ministra da Defesa alemã chegou a acordo com a NHI Industries na renegociação de um contrato para aquisição de 120 helicópteros NH90, para as forças armadas do país, no seguimento de cortes anunciados em março de 2013. O contrato orçado em 8500M EUR, inclui 80 helicópteros para o Exercito e 18 para a Marinha.  22 unidades ficarão como opcionais, que os alemães propõem colocar à disposição dos demais países europeus, como recurso partilhado com base na Alemanha.

A ideia vem no seguimento de outras (por exemplo aviões de reabastecimento) dentro do conceito de pooling & sharing em desenvolvimento dentro da União Europeia, que permita não só aos países menores utilizar recursos que sozinhos não poderiam custear, como também potenciar os recursos existentes, uniformizar frotas e procedimentos.

O projeto recebeu o nome Unidade Multinacional de Helicópteros e o Governo alemão assegura que já vários países europeus demonstraram interesse na iniciativa.

De recordar que Portugal teve uma encomenda de 12 helicópteros NH90 para equipar a Unidade de Aviação Ligeira do Exército, que foi finalmente cancelada após vários anos de indecisões e atrasos, em consequência dos cortes na Defesa, no seguimento do resgate financeiro de que o país foi alvo.



quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

DESTACAMENTOS DA FORÇA AÉREA NO MALI E LITUÂNIA DE REGRESSO (M1741 - 112AL/2014)

 
Regressaram na passada segunda-feira, dia 1 de dezembro, os militares que estiveram integrados nas Forças Nacionais Destacadas ao serviço das Nações Unidas e da NATO na realização de operações no Mali e na Lituânia, respetivamente.


O destacamento aéreo em Bamako, Mali, foi constituído por uma aeronave C-130H Hércules, respectiva tripulação, pessoal de apoio e seis militares do exército, num total de 47 militares. Durante os cerca de três meses de operação, os militares da Força Aérea realizaram missões que contribuíram enquanto pilar no processo de estabilização e de manutenção de paz na região, destacando-se o transporte de militares, ajuda humanitária, água potável e mantimentos, perfazendo um total de 234 horas de voo no transporte de 1568 pessoas e 216.325KG de carga.


Sob a égide da NATO, a Esquadra 601 “Lobos”, realizou durante um mês, missões de patrulhamento marítimo no âmbito das Immediate Assurance Measures (IAM) 14, sediados na Base Aérea em Siauliai, Lituânia. 
Durante a operação, foram empenhados 27 militares das áreas de operações, logística, manutenção, comunicações e sistemas de informação e de apoio tendo sido realizadas 13 missões, totalizando cerca de 90 horas de voo.



Na zona de operações, foram identificados e classificados vários meios, aéreos e marítimos, de nacionalidade Russa, tendo sido os seus movimentos e operação monitorizados e reportados, contribuindo para a manutenção do panorama do Báltico.

Fonte e Fotos: Força Aérea Portuguesa


terça-feira, 2 de dezembro de 2014

F-4 IRANIANO ATACA ESTADO ISLÂMICO (M1740 - 329PM/2014)

F-4 ataca alvos no Iraque        Imagem extraída de vídeo Al Jazeera


Pelo menos um F-4 Phantom II iraniano atacou com bombas alvos do Estado Islâmico em Diyala, província oriental do Iraque, segundo se pode inferir de imagens difundidas em canais de TV locais.

Inicialmente mal identificado como um caça iraquiano pelas cadeias noticiosas, a silhueta permite contudo reconhecer um F-4 Phantom II. 
Dada a proximidade do local com a fronteira iraniana e a relutância do outro operador de Phantom na região (Turquia) em se envolver ativamente no conflito, deverá por exclusão de partes tratar-se de um F-4 da Força Aérea da República Islâmica do Irão (IRIAF).

Apesar do Irão ter oferecido Su-25 ao Iraque para contribuir na luta contra o EI (embora se suspeite serem pilotados por pilotos iranianos), estas imagens são a primeira prova de um envolvimento direto de Teerão no conflito.

As imagens exibidas pela Al Jazeera foram alegadamente captadas no dia 30 de novembro mostram um F-4 em apoio a tropas iraquianas na reconquista da cidade Sa'adiya, naquela que é tida como a maior operação governamental contra o EI desde junho.

Já algo comentada desde junho também, uma possível colaboração entre iranianos e americano, na luta contra o inimigo comum, parece agora ganhar consistência, quanto mais não seja através de mera coordenação, de  modo a evitar encontros indesejáveis no ar, entre os até há bem pouco tempo improváveis "aliados".


Silhueta de F-4 Phantom II claramente identificável aos 0:20 minutos:





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