quinta-feira, 6 de março de 2014

F-15 PERDE CANOPY EM VOO (M1456 - 71PM/2014)

F-15C Eagle da 18 Ala baseada na base aérea de Kadena      Foto:Maeson Elleman/USAF

Um F-15 da Força Aérea dos EUA (USAF) perdeu a canopy na terça-feira passada, 4 de março, durante um treino de rotina, ao largo da costa de Okinawa, Japão, segundo informações prestadas pela Ala 18 da base aérea de Kadena.

A aeronave aterrou sem mais incidentes em Kadena, não havendo feridos a lamentar. A causa do incidente não foi imediatamente esclarecida, estando a decorrer uma investigação.

As aeronaves americanas baseadas em Kadena treinam com regularidade sobre uma vasta área de oceano, a Leste de Okinawa. Durante o ano passado, um F-15C despenhou-se no mar também nessa área, tendo o piloto conseguido ejetar-se em segurança, no seguimento de problemas mecânicos na aeronave.

Fonte: Stars and Stripes
Tradução: Pássaro de Ferro

quarta-feira, 5 de março de 2014

FROTA TYPHOON ESPANHOLA ATINGE 25.000 HORAS DE VOO (M1455 - 70PM/2014)

Foto: Ejercito del Aire

A frota de aviões Eurofighter EF-2000 Typhoon da Força Aérea Espanhola, já completou as primeiras 25.000 horas de voo. A marca foi atingida durante o mês de fevereiro de 2014, tendo para tal contribuído as três unidades equipadas com este sistema de armas: a Ala 11 da Base Aérea de Morón de la Frontera em Sevilha, a Ala 14 da Base Aérea de Los Llanos, Albacete e o Centro de Logística, Armamento e Experimentação ( CLAEX ) da Base de Torrejón de Ardoz, em Madrid.

O Typhoon, que no Ejército del Aire tem a designação C.16, entrou em serviço em Espanha em outubro de 2003. Desde então tem vindo a operar na Ala 11, que voa principalmente a partir de Morón, tendo como missão primária a Interceção e Defesa Aérea. Desde maio de 2012, o Esquadrão 142 da Ala 14 dispõe também deste sistema de armas, bem como o CLAEX , onde atua no desenvolvimento de software operacional e integração de armas.

A principal missão das unidades que usam o Typhoon é fornecer à Força Aérea a capacidade aérea defensiva e ofensiva necessária, para cumprir com o plano nacional e com os compromissos decorrentes da participação espanhola em organizações internacionais.

O Ejército del Aire  dispõe atualmente de 41 caças EF-2000 Typhoon, sendo estas primeiras 25.000 horas de voo, a confirmação do sucesso operacional e industrial do programa Eurofighter, que permitiu à indústria aeronáutica europeia e às sua Forças Armadas projetar, construir e operar um dos melhores aviões de combate que alguma vez cruzaram os céus.

Fonte: Ejercito del Aire
Tradução e adaptação: Pássaro de Ferro

F-16 TURCOS INTERCETAM AVIAO RUSSO (M1454 - 69PM/2014)

F-16C da FA Turca em configuração ar-ar      Foto: FA Turca

Em comunicado divulgado ontem terça-feira 4 de março, a Força Aérea Turca informou terem descolado oito  F-16  para intercetar um avião de reconhecimento russo.
A aeronave era um Ilyushin Il-20 russo, usado para alerta radar, mapeamento, escutas rádio e fotografia aérea. 
O quadrimotor percorria a costa turca que faz fronteira com o Mar Negro, tendo permanecido no espaço aéreo internacional, não entrando em espaço aéreo turco.

A interceção aconteceu num período em que as tensões são elevadas entre a Ucrânia, Moscovo e a comunidade internacional, que denuncia o envio de tropas russas para a Crimeia, a região no sul da Ucrânia que é composta principalmente por habitantes considerados "pró-russos".

Além de mais de  duas centenas de caças F-16C e D, a FA Turca possui ainda no ativo F-4 Phantom II e F-5, distribuídos por 19 esquadras de combate.

Fonte: Defense Aero
Tradução e adaptação: Pássaro de Ferro

terça-feira, 4 de março de 2014

MIGs CROATAS RETIDOS NA UCRÂNIA (M1453 - 68PM/2014)

MiG-21 croata        Foto: Saxum/Wikimedia

Doze caças MiG-21 croatas em manutenção e modernizações na Ucrânia não deverão regressar ao país de origem tão cedo, já que a situação política na Ucrânia forçou todas as aeronaves não-civis a permanecer em terra. 
Atrasos nos trabalhos das aeronaves em Odessa significam além disso que na Croácia não se sabe quando os aviões irão regressar.

Fonte: Croatian Times

segunda-feira, 3 de março de 2014

204ª BRIGADA DE CAÇAS UCRANIANA AFETA À CRIMEIA (M1452 - 67PM/2014)

MiG-29 da FA Ucraniana       Foto: Mike Freer/Wikipedia

A 204ª brigada de caças da Força Aérea da Ucrânia, que conta com as aeronaves MiG-29 e L-39, passou para o lado das autoridades regionais, informou o Governo Regional da Crimeia.

Cerca de 800 soldados da base juntaram-se ao "povo da Crimeia". No total, no aeroporto de Belbek, encontram-se 45 caças e quatro aviões de treino, mas apenas quatro MiG-29 e um L-39 podem ser utilizados.

Anteriormente, as autoridades da Crimeia notificaram que, sob a sua liderança, estão mais de 5 mil soldados das tropas internas, do Serviço Nacional de Fronteiras e das Forças Armadas da Ucrânia.  

Fonte: Voz da Rússia

domingo, 2 de março de 2014

RARIDADES DO A-7P (M1451 - 27AL/2014)

Partilhamos com os leitores do Pássaro de Ferro, algumas fotografias raras dos míticos A-7P ainda em operação.
Foram encontradas na rede social "Facebook", sendo que algumas delas estão com autor referenciado, outras não, embora indiquemos quem as partilhou.




Nesta série, vemos o A-7P 5503 e o TA-7P 5549, numa visita à Alemanha, antiga RFA - algures na segunda metade  da década de oitenta. Crédito nas imagens.



O A-7P 15524 - que se encontra presentemente junto à Porta d'Armas da BA5 e o TA-7P 15546. Fotos partilhadas por Renato Gomes.



Nesta série de fotos, podemos ver dois A-7P em passagem pela BA6 - Montijo, onde também se vislumbram diversos Fiat G-91, alguns ainda com o esquema de pintura em tons de cinza. Fotos partilhadas por Renato Gomes.

sábado, 1 de março de 2014

RÚSSIA APROVA ENVIO DE FORÇAS MILITARES PARA A UCRÂNIA (M1450 - 66PM/2014)


O Parlamento russo aprovou por unanimidade este sábado, 1 de março de 2014, o envio de forças militares para a Ucrânia, no meio de uma crescente escalada da tensão na região da Crimeia.

A votação foi realizada no seguimento de um pedido feito por Vladimir Putin, de enviar tropas para a região da Crimeia, com o intuito de regularizar a situação política. Devido à "situação extraordinária na Ucrânia" disse putin, existem ameaças à vida dos cidadãos civis e militares russos baseados na região da Crimeia do Sul.

O novo governo da Ucrânia já condenou a decisão: "Nós entendemos as ações da Rússia como uma agressão direta à soberania da Ucrânia" disse a propósito o presidente interino, Oleksander Turchynov, no Twitter oficial do seu partido.

O Governo de Kiev está a tentar evitar que as tensões na Crimeia, que tem uma população maioritariamente russa, entrem numa escalada separatista.

Internacionalmente existe a preocupação que Moscovo intervenha militarmente, apesar dos avisos por parte dos EUA e outras potências ocidentais, para que respeite a soberania ucraniana.

Da Suécia por exemplo, o chanceler Carl Bildt tiwttou: "intervenção militar russa na Ucrânia é claramente contra a lei e os princípios da segurança internacional".

O presidente do Conselho de Segurança das Nações Unidas disse após reunião ontem: "Ficou perfeitamente claro a partir das consultas ontem a este Órgão, que a integridade territorial da Ucrânia não deve ser posta em causa. (...) Esta é uma altura para o diálogo e para trabalhar em conjunto de for,a construtiva" disse Robert Serry.

Os argumentos russos, são de que a força armada "limitada" a enviar, terá como objetivo garantir a segurança da frota russa do Mar Negro em Sebastopol, bem como os cidadãos russos que ali vivem.

Já o presidente ucraniano Turchynov, insistiu ontem que "qualquer tentativa de intrusão ou anexação vai ter consequências muito graves", isto ainda antes da decisão do Parlamento russo hoje tomada.

Ainda ontem , sexta-feira,  a Ucrânia acusou as forças russas do Mar Negro de tentar tomar posse de dois aeroportos na Crimeia, mas alegadamente sem sucesso, tendo as forças ucranianas de segurança impedido a intenção.
Homens armados permaneceram nos aeroportos desde então, tendo referido o diretor do aeroporto de Simferopol, que o espaço aéreo da Crimeia irá permanecer fechado, pelo menos até à noite.


Fonte: CNN
Tradução e adaptação: Pássaro de Ferro



NAS COMEMORAÇÕES DOS 61 ANOS DOS CARACÓIS (M1449 - 65PM/2014)

Lockheed T-33A Shooting Star

Ao longo destes 61 anos a Esquadra dos Caracóis utilizou 3 aviões distintos, o T-33, o T-38 e o Alpha Jet.
Se o T-38 lhe deu a capacidade de voar mais depressa que o vento e o Alpha Jet a possibilidade de largar armamento, foi sem dúvida o T-33 (o Abstrôncio, o Avião de Ferro), que mais marcou a sua História.

O meu primeiro contacto com o T-33 foi a 15JAN70, no 1905, hora e meia de desilusões… Avião velho, carunchoso, um ruído de máquina de costura, a cuspir gelo nas costas do piloto… 
Para piorar a avaliação, ainda havia aquele sistema hidráulico dos ailerons que nos fazia andar a abanar, como o rabo de qualquer cão rafeiro.
Em complemento e a intimidar o pessoal, aquele grande cartaz na porta da Esquadra: “Com estes não se brinca”, como se se pudesse brincar com os outros aviões.
Talvez por causa do cartaz (ou talvez não), o curso na Ota consistia em instrumentos, instrumentos e mais instrumentos, pranchamento máximo autorizado de 45º, havia uma única navegação baixa e, ainda assim e “à cause des mouches”, lá para o Alentejo, parece que era sempre a mesma, à casa de um instrutor.

Com o decorrer do curso, desde logo me pareceu que o avião até era bem estável. O mais difícil de cada missão era sair da placa, já que os aviões estavam estacionados a 90º com o taxi-way.
Um dia até aconteceu que o primeiro PRI (Piloto Recebendo Instrução, nice) ao voltar para o taxyway torceu de imediato a roda do nariz. O segundo fez a volta mais larga, acabou por sair da placa. Aprendemos sempre com os erros dos outros. Eu meti mais um cheirinho de motor e até saí bem, mais tarde paguei uma data de “caracolitos”já que, com o jetwash, tinha limpo a placa, tampas, escadas, caixotes… tudo out.
Mais tarde, já em Monte Real e no F-86, finalmente aprendi o que é estar dentro de um avião, p'ra cima, p'ra baixo, ao contrário…

Depois de uma comissão na Guiné em G.91 acabei por voltar à Ota e posteriormente ajudar a transferir a Esquadra para Monte Real.
Um dos aviões que levei em “ferry” foi o 1907, no painel só havia os instrumentos do motor, altímetro e velocímetro, o resto eram buracos, tal como um queijo suíço.
Foi em Monte Real que graças ao novo Cmt de Esquadra, Carrilho de seu nome, (caro amigo, a falta que nos tens feito) a Esquadra evoluiu para o que deveria ser, Complementar para Aviões de Combate.
A primeira Change foi estacionar as aeronaves a 45º com a placa (tão fácil…) e, surpresa das surpresas, descobrimos que, à parte o largar ferro, fazia tudo o que o F-86 se vangloriava … p'ra cima, p'ra baixo, ao contrário…

Em 1975 fui para os Panchos e Asas.
Quando em 1982 regressei a Monte Real e  o Manel (Taveira Martins) me passou o Comando da Esquadra em voo (… nº6 ASSUME O COMANDO DA FORMAÇÃO, nº1 FORA… SIGA!) sabia que ia ocorrer outra fase importante da minha vida de piloto.

Hoje tenho saudades desses tempos, dos Caracolinhos imberbes, dos seus terrores dos cocked nose gear, dos Ases de Carvide, do Travel Pod cheio de bugigangas e a cheirar a JP-4, do GangLoad e GangStart...
... e aquele arranque que dava para ir beber um café enquanto o motor não acordava… 

Bons tempos que já não voltam mais.


Um Abraço,
TGen (Ref) António Martins de Matos

 

GOVERNO COLOCA PUMAS OFICIALMENTE À VENDA (M1448 - 64PM/2014)

SA-330 Puma n/c 19504 um dos últimos a sair de uso operacional

Segundo o despacho 3295/2014 publicado em Diário da República de 28 de fevereiro, foi aberto concurso público para a alienação de 8 helicópteros anteriormente utilizados pela Força Aérea Portuguesa do modelo SA-330 Puma, com os números de cauda 19503, 19504, 19505, 19506, 19508, 19509, 19511 e 19513.

Texto extraído do Diário da República:

Considerando que as aeronaves SA -330 PUMA identificadas com os números de cauda (N/C): 19503, 19504, 19505, 19506, 19508, 19509, 19511, 19513, bem como o respetivo material sobresselente da frota de helicópteros SA -330 PUMA não são necessárias à mobilização das Forças Armadas; Considerando terem sido efetuados os contactos necessários a acautelar o disposto no artigo 2º do Decreto -lei n.º 48/89, de 22 de fevereiro, com a redação que lhe foi conferida pelo Decreto -lei n.º 223/92, de 20 de outubro; Considerando que a transferência de propriedade ou alteração do utilizador final fica pendente da concordância por parte do Governo da França no caso do N/C 19513, para além da autorização por parte do Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal, caso o destinatário seja estrangeiro:
Determino, nos termos do artigo 1º do Decreto -lei n.º 48/89, de 22 de fevereiro, alterado pelo Decreto -Lei n.º 223/92, de 20 de outubro e da alínea b) do n.º 1 e do n.º 2 do artigo 40.º do Código dos Contratos Públicos, o seguinte:

a) Autorizo a abertura do procedimento por Concurso Público In- ternacional, por analogia com a alínea b) do n.º 1 do artigo 20.º e com o artigo 130.º e seguintes do Código dos Contratos Públicos, para a alienação de oito aeronaves SA -330 PUMA, disponibilizadas pela Força Aérea bem como material sobresselente;
b) Aprovo as peças do procedimento − Programa de Concurso e Caderno de Encargos;
c) Delego no júri a competência para qualquer ato que seja neces- sário praticar, nomeadamente acompanhar as inspeções por parte dos interessados aos bens do objeto do presente procedimento, prestando os esclarecimentos solicitados, e procedo à sua nomeação, nos seguintes termos:

Presidente – Major-General Francisco Miguel da Rocha Grave Pereira (DGAIED).
1.º Membro Efetivo – Coronel Fernando Pedro Teixeira Araújo Albuquerque (DGAIED) (que substitui o Presidente nas suas faltas e impedimentos).
2.º Membro Efetivo – Tenente -Coronel João Rui Ramos Nogueira (Força Aérea).
3.º Membro Efetivo – Tenente -Coronel Horácio Filipe da Conceição dos Santos (DGAIED).
4.º Membro Efetivo – Major Abílio Camisinha Martins (Força Aérea).
5.º Membro Efetivo – Major Nuno Alberto Rodrigues Dias Costa (Força Aérea);
6.º Membro Efetivo – Licenciada Teresa José Jesus Correia Falcão (DGAIED).
1.º Membro Suplente – Capitão -Tenente João Paulo Simões Madeira (DGAIED).
Diário da República, 2.ª série — N.º 42 — 28 de fevereiro de 2014 5993
2.º Membro Suplente Major Luís Miguel Mouta Meireles – (DGAIED).
3.º Membro Suplente – Capitão César Emanuel Teixeira de Sousa (Força Aérea).
4.º Membro Suplente – Licenciada Maria de Fátima da Silva Gonçalves Diogo (DGAIED).
d) Delego no Major -general Manuel de Matos Gravilha Chambel, Diretor -geral de Armamento e Infraestruturas de Defesa a competência para a supervisão do procedimento e condução dos trâmites necessários, bem como para a autorização de adjudicação, prosseguimento dos contactos necessários para a transferência de propriedade das aeronaves com o Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal e com o Governo de França.

O Presente despacho produz efeitos na data da sua assinatura.
18 de fevereiro de 2014. — O Ministro da Defesa Nacional,
José Pedro Correia de Aguiar -Branco






ESQUADRA 501 TRANSPORTA REFUGIADOS SÍRIOS (M1447 - 63PM/2014)

C-130 da FAP no AT1 em Figo Maduro        Foto: FAP

A Força Aérea foi a Beirute, Líbano, para trazer para Portugal algumas dezenas de estudantes sírios, ao abrigo da Plataforma Global de Assistência Académica de Emergência, promovida pelo ex-Presidente da República Jorge Sampaio.

A missão foi realizada por uma aeronave C-130 da Esquadra 501 – “Bisontes”, que na noite do dia 28 de fevereiro para  1 de março aterrou no Aeródromo de Trânsito n.º1, em Figo Maduro pelas 4:35 horas, com estes estudantes a bordo, a tempo de frequentarem o segundo semestre deste ano letivo, em diferentes universidades portuguesas.

O desembarque no AT1         Foto: FAP

A Plataforma Global de Assistência Académica de Emergência a Estudantes foi lançada no verão passado com a criação de um fundo de emergência para atribuir um milhar de bolsas, com a duração de um ano académico, a alunos que tenham sido obrigados a interromper os seus estudos na sequência da guerra civil na Síria.

Os estudantes que chegam a Portugal terão integração em universidades de Aveiro, Braga, Bragança, Coimbra, Covilhã, Évora, Guarda, Leiria, Lisboa, Porto e Santarém.

Os sírios que fogem do conflito civil estão a tornar-se a maior população de refugiados do mundo, estando muito próximos dos números afegãos. 
Segundo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, a guerra civil já fez pelo menos 136 mil mortos.


Fonte: Força Aérea
Adaptação: Pássaro de Ferro



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