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sexta-feira, 11 de abril de 2014

A FRENTE RUSSA (M1523 - 117PM/2014)



O Supremo Quartel General das Forças Aliadas na Europa (SHAPE) divulgou uma série de imagens de satélite a meios de comunicação social a 10 de abril, que mostram em detalhe a localização e tipo de unidades russas, localizados pelas forças NATO ao longo da fronteira com a Ucrânia.
A NATO avalia as forças russas mobilizadas em 35.000 a 40.000 militares na vizinhança da fronteira com a Ucrânia, uma alegação que as autoridades russas têm negado, e que é naturalmente causa de preocupação.

O Brig. Gary Deakin, Diretor do Centro de Gestão de Crises e Operações (CCOMC) no SHAPE, falou aos repórteres, acerca das imagens: "Os russos têm uma série de capacidades incluindo aviões, helicópteros, forças especiais, tanques, artilharia, infantaria, veículos de combate... que podem ser mobilizados em questão de horas. Estas forças têm um efeito desestabilizador e representam implicações sérias para a segurança e estabilidade da região" referiu.


O SHAPE tem observado pequenos movimentos de administrativos russos no terreno, mas a falta de atividade geral vem lançando alertas entre as patentes militares. De acordo com o Brig. Deakin as unidades russas moveram-se para a região e estão a acumular-se em várias localizações perto da fronteira ucraniana, em vez de estarem a realizar movimentos específicos de exercício. Esta conclusão é partilhada pelo Comandante Supremo Aliano na Europa, Gen. Philip Breedlove, que mencionou no dia anterior as suas preocupações com o acumular de forças russas: "Caracterizá-la-ia como uma força combinada.. tem todas as capacidades e aprovisionamentos de que necessita para atingir os objetivos militares que lhe atribuírem".


A NATO continua a monitorizar os eventos com acuidade e aumentou inclusive a vigilância com AWACS sobre a Roménia e a Polónia, de modo a manter a atenção sobre a Ucrânia. A Aliança aumentou também significativamente o policiamento aéreo e o número de aeronaves atribuídas a essa tarefa.

O SHAPE submeteu uma série de opções e recomendações ao Conselho do Atlântico Norte com vista fazer face à situação: "O que procuramos e´uma pacote de medidas para o mar, ar e território terrestre, que tranquilizem os nossos aliados mais orientais" disse o Gen. Breedlove. 

A NATO tem pedido repetidamente à Rússia para acalmar a situação, retirando as tropas que colocou junto à fronteira ucraniana.



sábado, 1 de março de 2014

RÚSSIA APROVA ENVIO DE FORÇAS MILITARES PARA A UCRÂNIA (M1450 - 66PM/2014)


O Parlamento russo aprovou por unanimidade este sábado, 1 de março de 2014, o envio de forças militares para a Ucrânia, no meio de uma crescente escalada da tensão na região da Crimeia.

A votação foi realizada no seguimento de um pedido feito por Vladimir Putin, de enviar tropas para a região da Crimeia, com o intuito de regularizar a situação política. Devido à "situação extraordinária na Ucrânia" disse putin, existem ameaças à vida dos cidadãos civis e militares russos baseados na região da Crimeia do Sul.

O novo governo da Ucrânia já condenou a decisão: "Nós entendemos as ações da Rússia como uma agressão direta à soberania da Ucrânia" disse a propósito o presidente interino, Oleksander Turchynov, no Twitter oficial do seu partido.

O Governo de Kiev está a tentar evitar que as tensões na Crimeia, que tem uma população maioritariamente russa, entrem numa escalada separatista.

Internacionalmente existe a preocupação que Moscovo intervenha militarmente, apesar dos avisos por parte dos EUA e outras potências ocidentais, para que respeite a soberania ucraniana.

Da Suécia por exemplo, o chanceler Carl Bildt tiwttou: "intervenção militar russa na Ucrânia é claramente contra a lei e os princípios da segurança internacional".

O presidente do Conselho de Segurança das Nações Unidas disse após reunião ontem: "Ficou perfeitamente claro a partir das consultas ontem a este Órgão, que a integridade territorial da Ucrânia não deve ser posta em causa. (...) Esta é uma altura para o diálogo e para trabalhar em conjunto de for,a construtiva" disse Robert Serry.

Os argumentos russos, são de que a força armada "limitada" a enviar, terá como objetivo garantir a segurança da frota russa do Mar Negro em Sebastopol, bem como os cidadãos russos que ali vivem.

Já o presidente ucraniano Turchynov, insistiu ontem que "qualquer tentativa de intrusão ou anexação vai ter consequências muito graves", isto ainda antes da decisão do Parlamento russo hoje tomada.

Ainda ontem , sexta-feira,  a Ucrânia acusou as forças russas do Mar Negro de tentar tomar posse de dois aeroportos na Crimeia, mas alegadamente sem sucesso, tendo as forças ucranianas de segurança impedido a intenção.
Homens armados permaneceram nos aeroportos desde então, tendo referido o diretor do aeroporto de Simferopol, que o espaço aéreo da Crimeia irá permanecer fechado, pelo menos até à noite.


Fonte: CNN
Tradução e adaptação: Pássaro de Ferro



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