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quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

TUCANO PARA A VENEZUELA (M845 -27PM/2012)

Embraer EMB-12 Tucano     Foto:FA Venezuelana

A Força Aérea Venezuelana irá receber 12 aviões de treino e combate Embraer EMB-312 Tucano. Segundo o site Infodefensa, com referência ao governo venezuelano, as aeronaves serão usadas para combater o tráfico de drogas e para manter um espaço aéreo seguro.
Para a compra das 12 aeronaves, serão destinados 6,3M USD do Fundo Nacional Antidrogas. No entanto, de acordo com a publicação, o governo não deixou claro se irá adquirir aviões Super Tucano novos, aeronaves Tucano atualizadas, nem tão-pouco a origem das células.

Das 32 aeronaves EMB-312 Tucano que a Venezuela comprou em 1986, 20 foram destinados ao treino de pilotos e uma dúzia para operações especiais. De acordo com o site infodefensa noentanto, estão atualmente operacionais apenas sete aeronaves EMB-312 Tucano, todas no treino de pilotos da Força Aérea Venezuelana, tendo as aeronaves destinadas a operações especiais sido substituídas bem cedo pelos OV-10 Bronco.

Já em meados da década de 2000, a Venezuela planeava comprar novas aeronaves para substituir os  Tucanos  pela nova geração de treino e combate EMB-314 Super Tucano. No entanto, devido ao embargo dos Estados Unidos, que produzem alguns componentes da aeronave brasileira, a venda não foi realizada. Como resultado, a Venezuela viu-se obrigada a procura uma alternativa, no caso o  Hongdu JL-8 (Karakorum-8) da China.

Os aviões turboélices EMB-312 Tucano foram fabricados pela empresa brasileira Embraer entre 1980 a 1996 e sob licença no Reino Unido. Estão ao serviço em 14 países, incluindo o Brasil, Argentina, França, Reino Unido e Egito. O EMB-312 é capaz de velocidades de até 539 km/h e cobrir mais de 1.900 km. Pode ser armado com metralhadoras de diferentes calibres, bem como foguetes e bombas com peso de até 1 tonelada,  instaladas em quatro pontos fixos sob as asas.

Sugestão: cavok.com.br
Adaptação: Pássaro de Ferro

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

EXERCÍCIO TEAM SPIRIT 81-91 (M721 - 91PM/2012)

Durante os anos da Guerra Fria, uma das preocupações estratégicas era a de poder operar com meios aéreos, em caso de destruição das bases fixas.
Aeronaves foram desenhadas de modo a poder operar a partir de pistas mal preparadas ou trechos de estrada, sendo o expoente máximo o Harrier britânico, mas também aeronaves como o A-10 americano, ou o Viggen sueco, entre muitas outras propulsionadas a hélice.
O exercício Team Spirit levado a cabo entre 1981 e 1991 na Coreia do Sul, foi talvez o expoente máximo desta doutrina, proporcionando imagens que, descontextualizadas poderão ter tanto de inaudito como de bizarro.

Em 1981 F-4 Phantom II americanos e coreanos, F-15 da USAF e um OV-10 Bronco


Os F-15 também possuem características que lhes permitem operar em auto-estradas

Para o A-10 foi um requisito de produção a operação em pistas não preparadas

"Cleared to take-off"

"Apron alpha"

Vista aérea do "aeroporto"

Municiamento do famoso canhão do A-10 o GAU-8 Avenger

Os OV-10 Bronco na época totalmente operacionais

Um C-130 durante largada de carga LAPES atualmente em desuso

Um A-10 no runway "19"

Os mirones apreciam o momento

Mais um C-130 a fazer-se à SCUT

Um F-5F da casa também não tem medo das portagens...


Fotos: Autor(es) desconhecido(s)
Fonte: http://blog.daum.net/lcs5801/8739163

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

AERONOSTALGIA 2010 (M417-32PM/2010)

Vista geral do evento

Boeing Stearman e Do-27 a sobrevoar

Boeing Stearman
North American OV-10B Bronco

Idem

Bücker 131 Jungmann
Bücker 131 Jungmann em formação com o Boeing Stearman

Diana Gomes da Silva e o seu Pitts S-2B

Idem
Yak-52 da patrulha nacional Smokewings

Jorge Fachadas exibe a bandeira nacional
 
A Base Aérea 1 em Sintra, acolheu no passado fim-de-semana mais uma edição do evento "Aeronostalgia", que para os mais distraídos é nem mais nem menos que uma concentração de aeronaves clássicas, que vem sendo realizada desde 2004.
Para este ano, além de aeronaves clássicas com capacidades de voo do espólio do Museu AeroFenix e do Museu do Ar (Força Aérea)  as atracções estavam centradas num exemplar de um OV-10 Bronco, convidado pertencente ao Musée de l’Aviation de Chasse.
Oportunidade portanto para ver em acção aeronaves de tempos idos e poder contribuir (as verbas angariadas destinavam-se aos dois museus organizadores - AeroFenix e Museu do Ar) para a preservação dessas memórias vivas da aeronáutica do nosso país.
Oportunidade ainda para quem não se tinha deslocado à BA1 nos tempos mais recentes, de passar em revista as aeronaves estáticas do Museu do Ar, que conta com renovadas instalações e modelos no seu espólio.
Como extra, e porque aviões nunca são de mais, a actuação da já conhecida patrulha acrobática "Smokewings" em dois Yak-52 pilotados por Jorge Fachadas e Hugo Rodrigues e a não menos celebrizada Diana Gomes da Silva no seu colorido Pitts S-2B, que pintaram os céus com fumos e manobras, quiçá menos aconselháveis para grande maioria das aeronaves alvo das honras do dia.
O director e grande impulsionador do evento, Cdt. Jorge Munkelt efectuou também a sua exibição no incontornável  Chipmunk, peça pertencente ao acervo do Museu AeroFenix.

Evento distinto da maioria dos existentes, por dedicado às aeronaves mais antigas, o Aeronostalgia serve ainda de "desculpa" para que profissionais da aviação de outros tempos se reencontrem e revivam histórias porventura com a idade das aeronaves em apreço.

Recordar é preciso. Um povo sem memória é um povo que não existe.

Nord 2501 Noratlas no Museu do Ar

Fica ainda o registo das aeronaves presentes no evento:
3357 : Dornier DO27-A4
CS-ACH : Piper Super Cub PA-18
CS-AIA : Piper Super Cub PA-18
CS-AJC : Citabria 7 ECA
CS-ALA : Piper Colt PA-22
CS-ALB : Neiva Paulistinha 56C1
CS-ALP -:Piper Colt PA-22
CS-AQN : Piper SUper Cub PA-18
CS-UKO : Quicksilver MXL II Sport
D-ELMP : Aviat Husky
D-EXUG : Extra 300
EC-DAL : Bucker 131 Jungmann
EC-YUK : Taylorcraft 
F-AZKM : NA OV10B Bronco
G-IIIE : Pitts S2B
HB-OER : Piper L4 Grasshoper
N4122N : Cessna 140
N62TS : Boeing Stearman
RA-3420K : Yakovlev 52
RA-3466K : Yakovlev 52



Dornier Do-27



Nota: O Pássaro de Ferro agradece a colaboração de Jorge Ruivo, Rafael Vieira e João Santos, sem os quais esta peça não teria sido possível.

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