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quinta-feira, 12 de novembro de 2020

FRAGATA NRP CORTE-REAL EMBARCA LYNX ALEMÃO [M2203 - 121/2020]



A fragata Corte-Real embarcou esta semana uma aeronave Lynx MK88 da Marinha alemã e respetivo destacamento, constituído por 19 militares alemães, segundo pode ler-se em comunicado da Marinha Portuguesa.

​​​Esta cooperação pioneira entre as duas Marinhas, assenta na partilha de experiências e procedimentos inerentes à operação de duas plataformas distintas, permitindo alavancar a capacidade de atuação combinada das duas Marinhas, no quadro da Aliança Atlântica e do reforço e da segurança marítima europeia.


É a primeira vez que uma fragata portuguesa embarca um destacamento de helicópteros estrangeiro, tendo-se iniciado os preparativos para a concretização desta cooperação em meados de 2019, que incluíram conversações e visitas técnicas ao NRP Corte-Real. 


O destacamento de helicópteros alemão permanecerá integrado na fragata Corte-Real, como meio orgânico, até ao mês de dezembro, quando está previsto a embarcação portuguesa, navio-almirante na Força ​Naval Permanente da NATO, navegar nas águas frias do Mar da Noruega e a Norte do círculo polar Ártico. 

A frota de Lynx da Marinha Portuguesa, integrada há 25 anos nas fragatas da classe Vasco da Gama e há 11 anos nas fragatas da Classe Bartolomeu Dias, está em processo de modernização na Leonardo Helicopters (Reino Unido), prevendo-se que chegue a curto prazo a primeira aeronave modernizada, sobre a qual incidirá o processo de qualificação de pessoal e redefinição de procedimentos operacionais.

Fotos: Marinha Portuguesa


segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

ANGOLA COMPRA PORTA-AVIÕES PRÍNCIPE DAS ASTÚRIAS - atualizado (M1301 - 368PM/2013)

Porta-aviões Príncipe das Astúrias   Foto: Jack Bahm/DoD

Tal como o Pássaro de Ferro oportunamente noticiou, o porta-aviões espanhol Príncipe das Astúrias, desativado há quase um ano, efetuou o que seria previsivelmente a sua última viagem de Cadiz para Ferrol, para ser desmantelado.

Segundo notícia veiculada pelo site El Confidencial Digital, espanhol, o navio será agora vendido a Angola, num negócio que incluirá também quatro navios-patrulha, também retirados de serviço da Armada espanhola (Ízaro, Chilreu, Diana e Pizarro).
Ainda segundo a mesma publicação, os trabalhos de recuperação e adaptação, necessários para colocar o vaso de guerra novamente operacional, serão realizados nos estaleiros de Ferrol.

Apesar de vários países terem demonstrado interesse no porta-aviões, alegadamente seria Angola, o último a inquirir o Governo espanhol e a fechar o negócio. Os primeiros contactos terão ocorrido durante  o verão, e o interesse formalizado com a visita de uma delegação da Marinha angolana aos estaleiros de Ferrol, para verificação do estado do navio e facilidades dos estaleiros, que permitirão devolver ao porta-aviões o estatuto operacional.

O Príncipe das Astúrias foi por isso salvo in extremis, já que os trabalhos de desmantelamento estavam previstos começar no mês de dezembro de 2013.

À parte da visita da delegação angolana a Ferrol, a notícia ainda não foi confirmada por fontes oficiais.

Atualização (janeiro de 2014)

Tal como referido, a partir de fontes oficiais espanholas, apenas a visita da delegação angolana  Príncipe das Astúrias foi confirmada, sendo os contactos mantidos classificados como "muito preliminares" e não existir qualquer acordo para a sua venda, nem com Angola, nem com qualquer outro país que havia inquirido sobre as condições do navio.

O porta-aviões foi oficialmente desativado a 13 de dezembro de 2013, tal como previsto, não tendo contudo sido iniciados os trabalhos de desmantelamento.
O navio tem entretanto estado atracado em Ferrol, Galiza, de modo a permitir que se concretize alguma das ofertas confirmadas pelo Ministério da Defesa espanhol, que não revela contudo a procedência de tais ofertas.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

100 MIL HORAS RAFALE (M1203 - 79AL/2013)

 
É notório o orgulho que os franceses depositam no seu caça de linha da frente, o Rafale. Em recentes conflitos de que temos dado nota aqui no Pássaro de Ferro, ele foi lançado para zonas de combate, sendo reportado sucesso nas suas missões.
E esse orgulho ter-se-á multiplicado pelas recentes 100  mil horas de voo, cruzadas pela frota francesa do Rafale.
Esta marca contempla também a fase do Rafale F1 da marinha gaulesa, registadas entre 2000 e 2008, aeronaves que estão, presentemente, em fase de modernização.
Até o dia 1 de outubro passado, cento e vinte e dois caças Rafale tinham sido entregues às forças armadas francesas (Armée de l'Air e Marine), distribuindo-se por: 38 Rafale M para a Marinha e 84 Rafale B/C para a Força Aérea, incluindo 44 monolugares e 40 bilugares. Espera-se que sejam entregues mais 26 aeronaves entre 2014 e 2019.


Durante este período que fechou as 100.000 horas de voo, cinco Rafale foram perdidos, sendo quatro pertencentes à Marinha. Nenhum destes acidentes, no entanto, foi causado por uma avaria técnica, sendo que foi o  fator humano o predominante em todos os casos. 
Esta constatação é, seguramente, um motivo de orgulho relativamente às virtudes e potencial destes aparelhos, devidamente usados pelos franceses para a venda do seu caça a diversas forças aéreas em fase de reequipamento e relativamente aos concorrentes, Typhoon e Gripen, por exemplo.

Fonte: Air&Cosmos
Tradução/Adaptação: Pássaro de Ferro


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