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terça-feira, 25 de novembro de 2014

ESTADOS UNIDOS DESTACAM CAÇAS F-22 RAPTOR NO JAPÃO (M1733 - 109AL/2014)

 F-22 do 525th Fighter Squadron. Foto: USAirForce

Numa clara demonstração de força (Show of Force), os Estados Unidos decidiram fazer um destacamento de caças multi-role de 5ª geração, F-22 Raptor no Japão, na Base Aérea de Kadena.
Estes F-22 agora destacados, estão normalmente baseados no Alaska, na base aérea de Elmendorf-Richardson e pertencem ao 525th Fighter Squadron.
O destacamento visa atingir dois objetivos distintos: o primeiro é o treino operacional com as forças de defesa japonesas - exercício Keen Sword que se realiza de dois em dois anos desde 1986 - com vsita à criação de rotinas de operação e comabte conjuntas; o segundo, colocar numa região algo sensível - proximidade à China, Coreia do Norte e Rússia - o mais avançado sistema de armas ao dispor dos Estados Unidos.
A edição deste ano do Keen Sword conta com efetivos que rondam os 11 mil homens e diversos meios aéreos que incluem, então o F-22.
Recorde-se que a presença dos F-22 naquela área não é propriamente inédita, uma vez que já estiveram na Coreia do Sul, na base aérea de Osan, em abril deste ano, participando também em manobras conjuntas com a Coreia do Sul.


quarta-feira, 11 de junho de 2014

MAIS UM INCIDENTE RÚSSIA-EUA (1617 - 69AL/2014)

 RC-135 - Créditos na imagem.

No auge das tensões recentes entre os EUA e a Rússia, em 23 de abril passado, um avião de caça russo (SU-27 Flanker) armado, voou a cerca de 100 metros de uma aeronave dos EUA, no caso, um RC- 135U e terá efetuado algumas manobras tidas como "agressivas", factos ocorridos sobre águas internacionais, ao norte do Japão, segundo reconheceu recentemente o Pentágono. Inclusivamente, as mesmas fontes referem que na manobra, algumas atitudes foram consideradas "insultuosas".
Recorde-se que o RC- 135U é uma  aeronave de reconhecimento, equipada com sistemas que permitem obter informação a longo alcance e que depois se revelam bastante necessárias no "jogo de equilibrios".
O caça russo "atravessou-se no nariz do RC-135" dentro de um envelope de 100 pés e "virou um pouco para expor sua barriga" para os pilotos do RC-135 e mostrar que estava armado com mísseis ar -ar, segundo foi reportado por uma fonte do Pentágono. A mesma fonte acrescentou ainda que incidente levou altos líderes militares dos Estados Unidos entrar em contacto com a Rússia e expressar a sua preocupação com esta situação.

SU-27 Flanker

Foi pelo menos o segundo movimento considerado provocatório, efetuado pelos militares russos em abril, num momento em que as relações entre os EUA e a Rússia aumentaram o seu nível de tensão, sobretudo pela invasão terrestre e anexação da região da Crimeia, na Ucrânia, no início deste ano .
Recorde-se que em 12 de abril, um caça russo já havia efetuado uma manobra de provocação, a vasos de guerra norte-americanos no Mar Negro, conforme já noticiámos oportunamente.
O Pentágono não explicou o porquê da demora em admitir/reconhecer este incidente ocorrido nos mares do Japão.

Fonte: DID
Tradução e adaptação: Pássaro de Ferro


segunda-feira, 26 de agosto de 2013

JAPÃO E CHINA - Escaramuças continuam (M1130 - 64AL/2013)

F-15 do Japão

Uma aeronave da Administração Estatal Oceânica da China sobrevoou a uma distância de cerca de 100 km o arquipélago nipónico, voltou e partiu na direção oposta. Não houve, ainda assim, qualquer violação do espaço aéreo do país. Seja como for, o Japão enviou, uma vez mais, os seus caças de alerta para acompanhar a situação.
As ilhas Senkaku são objeto de disputa territorial entre a China e o Japão. A situação em torno desse território agravou-se após Tóquio ter anunciado, em setembro do ano passado, a compra das ilhas a proprietários privados.
Nos últimos tempos tem havido escaramuças quase diárias entre aqueles dois países, sendo que, em face disso, sempre se espera que as coisas fiquem apenas por aí... Escaramuças.

Fonte: RVR


terça-feira, 16 de julho de 2013

ÚLTIMA HORA - COREIA DO SUL INTERCETA BOMBARDEIROS RUSSOS (M1079 - 201PM/2013)


 Parelha de F-16 da Coreia do Sul

Dois bombardeiros da Força Aérea da Rússia fizeram uma tentativa para atravessar a fronteira da zona de segurança de defesa antimíssil da Coreia do Sul, na área do Mar do Japão.
Contudo, tiveram de desviar a sua rota lateralmente à zona de segurança, ao receberem um aviso de caças sul-coreanos que entretanto foram acionados, descolando em alerta de emergência (QRA-quick Reaction Alert).
O facto foi anunciado hoje por um representante oficial da Força Aérea Sul-Coreana.
As tropas russas estão no Extremo Oriente a realizar o maior exercício militar do pós-colapso da União Soviética. Nele estão envolvidas forças navais, aviação estratégica, tropas de defesa antimíssil, unidades de tanques e unidades motorizadas.
Tendo em conta o que ocorreu ontem no Japão e de que demos aqui nota, as forças russas parecem estar não só a treinar as próprias forças, como também a testar as forças de alerta dos países vizinhos e respetiva capacidade de reação e operação/resposta. A lembrar que já em março passado o mesmo sucedeu com a Suécia, num caso que então colocou a descoberto a falta de preparação atual das forças daquele país escandinavo, quando dois Tu-22 e quatro Su-27 simularam um ataque à zona de Estocolmo e sul da Suécia, sem que a a Força Aérea soberana esboçasse uma reação.
Apenas o QRA dos países bálticos (realizado por forças de países NATO destacadas), então constituído por dois F-16AM dinamarqueses a partir de Siauliai na Lituânia, reagiram, tendo seguido a formação intrusa, até ao seu regresso a espaço aéreo russo.


Fonte: RVR
Edição/Adaptação: Pássaro de Ferro

segunda-feira, 15 de julho de 2013

ÚLTIMA HORA - JAPÃO ENVIA CAÇAS PARA INTERCETAR BOMBARDEIROS RUSSOS (M1077 - 60AL/2013)


Caças japoneses descolaram hoje devido à aproximação do espaço aéreo japonês de vários bombardeiros russos.
Segundo os militares japoneses, não foram contudo registradas violações do espaço aéreo e os caças descolaram apenas de prevenção.
Dois bombardeiros Tu-95 voaram ao longo do arquipélago japonês e uma aeronave de reconhecimento eletrónico - Il-20 - voou sobre as ilhas Curilhas. Os aviões fazem parte dos exercícios militares de grande escala realizados pela Rússia na região.
Estes acontecimentos são relativamente frequentes e relembram, de certa forma, o clima de guerra fria que durante décadas se viveu também naquela área.

Fonte: RVR
Edição e adaptação: Pássaro de Ferro

terça-feira, 9 de outubro de 2012

PORTA-AVIÕES CHINÊS - ENTRE A PROPAGANDA E A REALIDADE (M724 - 40AL/2012)

Na imagem, o porta-aviões chinês "Liaoning".

A introdução na frota naval da China de um porta-aviões, é um marco histórico mas também simbólico, ao qual não deve ser alheia a próxima realização do congresso do Partido Comunista Chinês, bem como ao importante feriado nacional da China, celebrado em 1 de Outubro.
A introdução desta plataforma na Marinha Chinesa não será, segundo os especialistas, demasiado relevante, digamos, já que ela ainda não representará o objetivo principal das autoridades chinesas. Esse objetivo passará, seguramente, por um ou mais vasos de guerra mais poderosos, eventualmente de propulsão nuclear e que os tornaria mais capazes de transportar mais meios aéreos, de diversos tipos - caças, aviões de reconhecimento e helicópteros - que os apresentassem de facto, como meios dissuasores ou representantes da força e capacidade chinesas e que, em termos geo-estratégicos, materializassem uma peça que fizesse pender os equilíbrios militares daquela região em favor da China.
Seja como for, a introdução do Liaoning na panóplia da Marinha Chinesa é mais um passo no sentido de a dotar com uma frota de porta-aviões.
As recentes tensões com o Japão, a questão de Taiwan e, mesmo que não claramente admitido, estabelecer plataformas de "contra-balanço" ao poderio naval Norte-Americano, vão em conjunto, ao encontro do desejado domínio daquela região do globo e são motivos mais do que suficientes para justificar o ensejo de possuir estes meios.

O avião de treino chinês JL-9 será, provavelmente, um dos meios aéreos a operar neste porta-aviões.

Mas nos círculos diplomáticos internacionais, acredita-se que esta "manobra" terá efeitos mais ao nível do "consumo doméstico", digamos e, quando muito regional, de que propriamente "fazer frente" ao domínio Norte-americano e que este navio será, segundo os peritos, mais para treino das operações em meio aero-naval do que propriamente para usar como meio militar efetivo numa eventual escalada das tensões naquela área.
O tempo, a "propaganda" do regime chinês e a "intelligentzia" internacional tratarão de tornar mais clara toda esta situação, no sentido em que a tradição destes regimes "mais fechados", costuma requerer alguma prudência, à mistura com o ceticismo que se recomenda.

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