segunda-feira, 13 de outubro de 2014

75 ANOS DA FORÇA AÉREA DE ESPANHA / AIRE75 (M1700 - 100AL/2014) - Parte I

Decorreu no passado sábado o festival aéreo que comemorou os 75 anos do "Ejército del Aire" - 75 anos da Força Aérea Espanhola, AIRE75.
Apresentamos a primeira de duas partes inteiramente fotográficas, dedicadas ao evento, sendo que até final da semana teremos a reportagem mais completa, através da colaboração do nosso editor em Espanha, Alejandro de Prado.
Por agora, ficam as fotografias do Marco Casaleiro que, conjuntamente com uma "embaixada" de portugueses entusiastas pela aviação, esteve em Espanha, na Base Aérea de Torrejon de Ardoz/Madrid.
O Pássaro de Ferro agradece a pronta disponibilidade para a publicação destas fotografias.















domingo, 12 de outubro de 2014

ATRASO NO ADIAMENTO DOS NH90 CUSTOU 4,5 MILHÕES (M1699- 299PM/2014)

Os Países Baixos são uma das nações a operar o NH90 com bastantes dificuldades 


Portugal quis adiar a entrega dos helicópteros NH90 em meados dos anos 2000 mas, apesar dos alertas escritos, deixou passar o prazo contratual de o comunicar sem custos. Resultado: uma multa de 4,5M EUR, noticia o Diário de Notícias.

Perceber os contornos desta multa é um dos aspetos que o Tribunal de Contas (TdC) irá esclarecer, a pedido do Ministério da Defesa Nacional (MDF), uam vez que o acordo por desistir da compra dos aparelhos (em 2012) implicará pagar uma indemnização de 37M EUR.
A informação obtida pelo DN, junto de fontes que solicitaram o anonimato para falarem sobre o caso, diverge da hipótese remetida ao TdC pelo Ministério da Defesa: o Estado pagou 4,5M EUR por ter atrasado o calendário de entregas inicialmente contratado. A hipótese de ter sido o fabricante a requerer o adiamento das entregas e Portugal ainda pagar 4,5M EUR foi afastada por uma das fontes, lembrando que há pelo menos dois relatórios do Exército (de 2005 e 2006) a avisar as entidades competentes de que a opção portuguesa - de atrasar as entregas dos NH90 - teria de ser exercida até 15 de maio de 2006 para evitar custos adicionais.

Já em abril de 2008 o jornal Sol noticiava que "O Governo terá que pagar 5M EUR de "multa" por ter pedido o adiamento da entrega dos helicópteros NH90 ao Exército. Os primeiros aparelhos encomendados à NAHEMA, a agência da NATO responsável pelo programa dos NH90, deviam chegar já este ano [2008], mas a recepção foi adiada para 2012". Segundo o mesmo semanário, o pedido do Governo, comunicado em 2006, iria penalizar os cofres do Estado em 5M EUR, dinheiro extra que teria de ser pago entre 2008 e 2010. 
O MDN explicou então que o adiamento na entrega dos aparelhos foi solicitado "por razões de operacionalidade e coerência de funcionamento da Unidade de Aviação Ligeira". Pretendia-se então receber os NH90 - helicópteros médios - após receber os helicópteros ligeiros. Sucede que o fornecimento dos "helis" ligeiros estava muito atrasado. Chegou a haver um contrato assinado com a Eurocopter para o fornecimento de nove aparelhos EC-635, que foi rescindido pelo Governo PSD-CDS em 2002. 
Por outro lado, havia também atrasos acumulados no pagamento das prestações da participação portuguesa no programa NH90, que totalizavam 23M EUR em 2006.

De recordar que em junho de 2012, quando o  Governo tomou a decisão de cancelar definitivamente o contrato de fornecimento de dez NH90, foi anunciado que "a manutenção da participação no programa NH90 conduziria a uma necessidade financeira adicional muito significativa, que o país não se encontra em condições de satisfazer" e que chegaria a "custos superiores a 420M EUR assumidos até 2020" e que logo em 2013, Portugal teria de pagar "um valor a rondar os 120M EUR".

O Ministério da Defesa disse então que iria "continuar as conversações com a indústria, no sentido de converter a eventual indemnização [ao fabricante], estimada então em 50M EUR, em encomendas" de aeronaves "que satisfaçam necessidades gerais do Estado português".
Segundo a tutela, o então chefe do Estado-Maior do Exército (CEME), general Pina Monteiro, "participou e acompanhou todo o processo de decisão, estando convictamente de acordo com a mesma".

Até 2012, Portugal tinha gasto no projeto um valor próximo dos 87M EUR.
Portugal participou desde 2001, juntamente com a França, Alemanha, Itália e Holanda, no "desenvolvimento, produção, aquisição e apoio logístico ao longo do ciclo de vida" dos helicópteros médios NH90 e tinha decidido comprar dez aparelhos para o Exército português.

O helicóptero NH90 está já em serviço em vários países europeus, não estando contudo livre de polémicas nesses países, enfrentando múltiplos problemas nos sistemas, para chegar à estabilidade operacional.


sábado, 11 de outubro de 2014

ACHTUNG STUKA! (M1698- 298PM/2014)

Foto: AFP via Daily Mail
Foto: AFP via Daily Mail
Foto: AFP via Daily Mail
Um raro e bem preservado bombardeiro alemão da II Guerra Mundial Junkers Ju-87 Stuka foi descoberto no Mar Adriático ao largo da Croácia, mais de sete décadas após ter sido abatido, segundo informação do Instituto Nacional de Conservação do país.
Ainda segundo a mesma entidade, os destroços do Stuka (abreviatura de Sturzkampfflugzeug - bombardeiro de voo picado em alemão) foram descobertos não muito longe da costa sul da ilha de Zirje. O avião bilugar encontra-se a uma profundidade de cerca de 27 metros.

Aspeto que deveria ter o Stuka agora encontrado no fundo do Adriático

Apesar de ser uma aeronave de conceção e produção alemã, acredita-se que esta unidade em concreto se encontrava ao serviço da Aeronautica Militare Italiana e que deverá ter sido abatida por um navio jugoslavo em abril de 1941, quando o antigo país foi invadido pelas forças do Eixo. 
"O avião está sobre o seu trem de aterragem, como se tivesse aterrado tranquilamente no fundo do mar" disse Igor Miholjek, porta-voz do Instituto à AFP.

Um dos dois únicos Ju-87 Stuka conservados no mundo no museu da RAF em Londres 


Apenas duas unidades do modelo, dentre cerca de 5700 construídas ficaram conservadas, estando em exibição em Londres e Chicago.



Fonte: War History Online
Tradução: Pássaro de Ferro


sexta-feira, 10 de outubro de 2014

ESTADOS UNIDOS PROLONGAM VIDA DO F-16 (M1697 - 99AL/2014)

 Foto: Lockheed Martin

A Força Aérea dos Estados Unidos está a avançar com um importante esforço para estender a vida útil de 300 caças Lockheed Martin F-16C/D como "medida paliativa" até que o F-35 Lightning II esteja operacional em número suficiente.
O objetivo é prolongar a vida útil dos aviões de 8.000 para 12.000 horas de voo, submetendo as aeronaves a testes estruturais e realizando atualizações  para "Blocos" mais recentes.
Como parte deste programa, a Lockheed Martin completou uma série de testes de durabilidade numa unidade Bloco 30 e está em fase de conclusão de identicos testes, em grande escala, num F-16C Bloco 50, que começaram em dezembro de 2012.
Estes testes deverão estar completos no primeiro trimestre de 2015 e estão a ser feitos esforços para diminuir o tempo de intervenção nos aviões.
As aludidas intervenções visam também perceber o que se passou com alguns aviões F-16D, que frecentemente foram forçados a suspender a operação devido a problemas estruturais nas longarinas.
O programa prevê que os kits de modificação serão adquiridos em 2017 com a instalação a iniciar-se no ano seguinte. Até lá, as operações devem centrar-se na realização de testes estruturais nos kits tanto no solo como em voo e decorrerão até 2016.

Fonte: FG
Tradução e adaptação: Pássaro de Ferro
 

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

FORÇA AÉREA ROMENA EM MONTE REAL (M1696- 297PM/2014)

A chegada do C-130 romeno a Monte Real        Foto: FAR

A "aeronave multi-funções da Força Aérea Romena" (FAR) e o complexo processo de criação de capacidade operacional aérea, incluído no "Conceito de conseguir capacidade de defesa aérea gradual", continua em ritmo acelerado, iniciando a formação em Portugal, com o pessoal que vai operar a aeronave F-16A/B MLU. 
Este programa é um elemento essencial para a transformação e modernização das aeronaves da FAR, com a introdução do F-16, que é acompanhado pela implementação de uma nova filosofia de funcionamento, treino e apoio logístico para as aeronaves de combate multi-função. 

Preparar a missão preliminar em Portugal foi extremamente complexo, tendo os funcionários passado por um programa de treino, para os muitos elementos novos na FAR. 
Foi especialmente importante para os pilotos que frequentam o curso fisiológico inicial da formação, o treino e testes de centrifugação a 9G e o curso de sobrevivência na água. 
Depois de concluída a fase de treino inicial, o primeiro grupo de 23 pilotos, engenheiros, técnicos e planificadores de missão embarcaram a 30 de setembro de 2014, em aeronaves C-130 Hércules da FAR, tendo aterrado pelas  07:00 na Base Aérea nº5 em Monte Real, Portugal. 

Este primeiro destacamento em Portugal para formação, inclui o grupo principal da equipa, que irá garantir a operação de aeronaves F-16 A / B MLU, que chegarão a Roménia em 2016. Mais pessoal da FAR será destacado em Monte Real em várias séries, a realizar vários cursos de formação disponíveis até 2017. No final deste período, os pilotos terão qualificação "Combat Ready", sendo capazes de executar toda a gama de missões de defesa aérea e ataque a alvos terrestres e marítimos, dentro das capacidades das aeronaves F-16 MLU. 

Elementos romenos à chegada à BA5 recebidos pelo o TCor Gaiolas  o oficial português responsável pelo programa   Foto:FAR

A Força Aérea Portuguesa preparou a chegada do referido destacamento romeno, fornecendo os programas, instalações e recursos de treino, alojamento e alimentação, transportes e comunicações, instalações e meios de lazer, atividades culturais e desportivas. Enquanto isso, cinco elementos da BA5 estiveram ocupados com outros temas, a serem realizados no âmbito do contrato de compra F-16 A/B MLU, afim de respeitar os prazos estabelecidos, conseguindo mesmo cumpri-los  com antecedência. 

O briefing do Cor Alberto Francisco ao pessoal romeno       Foto:FAR

Segundo o Coronel Francisco Alberto, Comandante da BA5 afirmou em maio passado, toda a Base está determinada em garantir a implementação do processo de formação, em estrita conformidade com as disposições contratuais. A formação do pessoal romeno acontecerá  nas melhores condições e mais elevados standards de qualidade. 
O esforço exigido ao pessoal da base de Monte Real é considerável, uma vez que durante setembro-dezembro de 2014, a unidade suporta também um destacamento em Siauliai, na Lituânia,  composto por 70 militares e seis aeronaves F-16A MLU, para garantir que o Programa de Policiamento Aéreo Báltico. 

A secção de motores na BA5           Foto: FAR

O programa de formação em Portugal da equipa romena começou com gestão de tempo de instalação, seguido por cursos teóricos de formação inicial. Depois da parte teórica até aos primeiros dias de novembro, começará a fase de treino prático, que inclui treino de pessoal técnico e de tripulações de voo. Passarão pelo programa da "Treino de Qualificação Inicial - IQT", em que serão familiarizados com as características de voo do F-16 e serão executados os primeiros vôos solo. 
Depois de familiarizados com a aeronave, os pilotos romenos irão passar pelo "Treino de Qualificação Inicial de Missão  - IMQT", onde serão treinados em execução de missões de defesa aérea e ataque a alvos de superfície, com todos os tipos de sistemas e armas que entrarão na Força Aérea Romena. Posteriormente, dependendo do nível de experiência e qualificações atingidas, os pilotos serão treinados como líderes de parelha, instrutores de voo e pilotos para a execução de voos de experiência. 
Até ao final da formação em Portugal estarão treinados nove pilotos e 75 técnicos.

Fonte: Cer Senin

terça-feira, 7 de outubro de 2014

DIA DE BASE AÉREA ABERTA EM BEJA (1696 - 98AL/2014) - Parte II
















Fotografia: Rafael Vieira

DIA DE BASE AÉRA ABERTA EM BEJA (M1695 - 97AL/2014) - Parte I


As comemorações do 62º aniversário da Força Aérea Portuguesa, do Centenário da Aviação Militar em Portugal e dos 50 Anos da Base Aérea nº11, tiveram como palco principal, justamente a Base Aérea nº11 de Beja, no passado sábado, dia 4 de outubro de 2014. 
Aquela unidade militar abriu as suas portas para receber de forma exemplar vários milhares de pessoas que se associaram ao evento.
Os visitantes que se deslocaram a esta unidade puderam observar diversas aeronaves em exposição estática. T-33, T-38, Chipmunk, Alouette II, Epsilon, Alphajet, Alouette III e ainda o P-3C, tendo este último recebido muitas visitas ao seu interio, aguardadas por muitas centenas de visitantes. 


Por volta das 10:30h iniciou-se a atividade aérea, com diversas passagens de um Epsilon que viria a integrar a exposição estática. Pouco tempo depois descolou um P-3C que efetuou algumas passagens e realizou alguns touch and go. 


De seguida descolaram 4 Alphajets da Esquadra 103 para um voo de treino e 2 Alouette III que realizaram algumas demonstrações e treinos de busca e salvamento e transporte de carga suspensa. Às 12:00h, os Alphajets regressaram e efetuaram algumas passagens em formação com o P-3C, um dos momentos altos do dia.


Após o almoço, sensivelmente às 14:30h, os 2 Alouette III voltaram a descolar para efetuarem algumas passagens sobre a base e realizarem as mesmas atividades que haviam feito de manhã. Os 4 Alphajets que tinham voado de manhã efetuaram outro voo de treino na parte da tarde e no regresso à base realizaram algumas passagens baixas junto à zona de spotters e para satisfação de todos os visitantes, voltou-se a ouvir a famosa frase “Fumos, siga”, tendo-se observado algumas manobras acrobáticas com duas aeronaves, fazendo lembrar os Asas de Portugal. Após a aterragem, foi feita uma demonstração dos OPSAS junto a uma das aeronaves da Esquadra 103.


Durante a tarde, um C-295MPA efetuou diversos batismos de voo e para finalizar o dia, 2 Chipmunks e um Epsilon efetuaram algumas passagens baixas sobre a placa antes do regresso à BA1 de Sintra.
De referir ainda que, durante todo o dia, realizaram-se algumas atividades no interior da base paralelas às atividades aéreas, como provas de desporto, exposição estática de viaturas CONDOR e Protec-Fire, escalada e slide, exposições estáticas no interior do hangar por parte das diversas esquadras, aeromodelismo, exposição fotográfica dos 50 anos da BA11, passeios em viaturas CONDOR, visitas guiadas à torre de controlo e à secção de assistência e socorro e batismos em simulador de voo Alpha-Jet.




Texto e fotos: Rafael Vieira

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