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quarta-feira, 13 de março de 2013

HELICOPTERO DE ATAQUE CHINÊS AFINAL É... RUSSO! (M909 - 73PM/2013)

Helicóptero de ataque chinês Z-10

Sergei Mikheyev, designer principal da Kamov, revelou que a companhia para que trabalha desenhou as bases do helicóptero de ataque chinês Z-10, em meados da década de 90.
O helicóptero bilugar fez a sua primeira aparição pública no air show de Zhuhai, após testes intensivos no Exército de Libertação Popular da China. Apesar das semelhanças com o Agusta Westland Mangusta terem sido amplamente debatidas (tal como os caças chineses se parecem perigosamente com os ocidentais de 5ª Geração...), nenhuma ligação à Kamov havia sido sequer sugerida, até às declarações de Mikheyev durante a convenção Heli-Expo a 6 de março corrente.

A guerra cibernética que se diz estar a decorrer há já largos anos, através da qual alegadamente a China se terá apoderado de extensa documentação de projetos secretos americanos, nomeadamente o F-35, deixava sugerir algo do género, relativamente ao novel helicóptero de ataque. Desta vez, contudo, não foi necessário continuar a germinar teorias sobre espionagem industrial, uma vez que a origem dos planos foi assumida por quem de direito.
Mikheyev justificou a decisão de revelar o papel da companhia russa no desenvolvimento do helicóptero, com a apresentação pública do mesmo pela China, no ano passado: "devido a razões facilmente compreensíveis, foi mantido em segredo, mas desenhámos de facto o modelo e foi aceite pela China para desenvolvimento" referiu.
Até às declarações, acreditava-se que o único contributo externo no projeto era a motorização, que aliás havia já causado polémica, pelos motores Pratt & Whitney Canada PT6C-67C de controlo digital, que equipam cinco unidades do Z-10, terem sido fornecidos através de intermediários e alegadas falsas declarações, para permitir a sua exportação para a China de tecnologia originariamente americana, para uso militar.
Desde então, tem sido comentado que as unidades do Z-10 produzidas, estarão equipadas com motores de fabrico local, com performances inferiores, condicionando desse modo significativamente o peso à descolagem do helicóptero.

Fonte:Aviation Week
Adaptação:Pássaro de Ferro

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

CAÇAS CHINESES SEGUEM AVIÕES AMERICANOS (M837 -20PM/2013)

Chengdu J-10 da RPC       Foto:afbase.com

Um P-3C Orion de patrulhamento marítimo e um C-130 Hercules de carga norte-americanos baseados no Japão, foram seguidos por caças J-7 e J-10 chineses na zona fronteiriça entre China e Japão. 
Segundo divulgou o jornal nipónico Sankei Shimbun, as ações de interceção chinesas ocorreram a 10 de janeiro, sendo entendidas como uma reação aos recentes movimentos japoneses no sentido de proteger as ilhas Senkaku/Diaoyu em disputa pelos dois países asiáticos.

No mesmo dia, caças chineses foram também localizados nas imediações das referidas ilhas alvo de contenda. Aviões P-3C, EP-3 e OP-3 de vigilância/reconhecimento das Forças de Auto Defesa Japonesas foram destacados para recolher dados sobre as atividades da aviação chinesa. Adicionalmente, dois aviões-radar E-2C Hawkeye foram também enviados, para prevenir um confronto direto entre aviões das duas nações.

Já no dia 11 de janeiro, o Ministro dos Negócios Estrangeiros chinês confirmou a propósito do sucedido, que as ações da Força Aérea da República Popular da China eram uma resposta à interceção de aviões chineses por caças japoneses, ocorrida anteriormente. Ainda assim, classificou as missões como sendo de patrulhamento de rotina, sobre território nacional, acusando as autoridades de Tóquio de serem culpadas de escalar o conflito territorial.

Desde a decisão de Tóquio em nacionalizar as ilhas no Mar da China oriental datada de setembro de 2012, que incidentes isolados têm ocorrido na região, tanto com vasos de superfície, como com aeronaves das duas nações.

Circularam entretanto rumores de que o Primeiro-Ministro nipónico Shinzo Abe terá autorizado o disparo de tiros de aviso contra aeronaves chinesas que entrassem sem autorização em espaço aéreo japonês. O General chinês Peng Guangqian fez depois saber através da agência noticiosa nacional que , "caso um avião chinês seja atingido nem que seja com um flare, isso significa guerra".
Ainda segundo o General Peng, o Primeiro-Ministro Abe desmentiu os rumores, face às suas declarações.

Fonte: Want China Times
Adaptação:Pássaro de Ferro


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