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quinta-feira, 19 de junho de 2025

F-16 DE ALERTA DA FAP ACOMPANHAM AVIÃO COM AMEAÇA DE BOMBA

F-16M do Alerta de Reação Rápida com mísseis reais

A Força Aérea Portuguesa (FAP) ativou esta manhã, pelas 9h00, a sua parelha de alerta de F-16M, na sequência de um alerta de potencial ameaça de bomba a bordo de uma aeronave civil que sobrevoava o espaço aéreo nacional. A tripulação do avião civil, confrontada com a gravidade do cenário, expressou inicialmente a intenção de desviar a rota para o Aeroporto de Faro.

Em resposta, foram acionadas duas aeronaves F-16M em prontidão permanente (Alerta de Reação Rápida - QRA), descolando da Base Aérea N.º 5, em Monte Real. A sua missão: assegurar a integridade do espaço aéreo português, acompanhar a aeronave civil e garantir a articulação com as autoridades de tráfego aéreo.

Durante o acompanhamento, a tripulação do voo comercial optou por retomar o itinerário original, prosseguindo até ao destino final fora de território nacional. Com a saída da aeronave da região de informação de voo (FIR) portuguesa, a responsabilidade da operação transitou para as autoridades espanholas. Os F-16M portugueses procederam então ao “handover” da missão, regressando de seguida a Monte Real

A Força Aérea reafirmou, em comunicado, o seu compromisso com a defesa da soberania nacional e a segurança da aviação civil, sublinhando que mantém em permanência uma parelha de alerta com capacidade de resposta imediata, em estreita articulação com as normas e recomendações nacionais e internacionais aplicáveis.



segunda-feira, 16 de junho de 2025

F-16 DA FAP NO POLICIAMENTO AÉREO DO BÁLTICO - Fotogaleria

A Força Aérea Portuguesa está a garantir a segurança dos céus sobre e ao redor da Estónia, no âmbito da missão Baltic Air Policing da NATO.



A última rotação de pilotos de caça e equipas de apoio chegaram à Base Aérea de Ämari no final de maio, substituindo o destacamento português anterior que iniciou funções em abril. Assumiram a responsabilidade por quatro caças F-16M Fighting Falcon, marcando a primeira vez que aeronaves portuguesas operaram a partir da Estónia.




Dado que os Estados Bálticos – Estónia, Letónia e Lituânia – não possuem caças supersónicos capazes de realizar interceções, os Aliados da NATO fornecem aeronaves numa base rotativa. A missão Baltic Air Policing, sediada na Lituânia, com um destacamento adicional na Estónia, permanece em prontidão para responder a anomalias no tráfego aéreo. Estas podem incluir aeronaves civis que perderam comunicação com os controladores de tráfego aéreo ou aeronaves militares russas que recusam identificar-se ou responder a contactos.


A missão de Policiamento do Báltico da NATO é uma missão de manutenção da paz, realizada 24 horas por dia, 365 dias por ano.


Texto e Fotos: NATO


segunda-feira, 23 de dezembro de 2024

FORÇA AÉREA DESEJA BOAS FESTAS NOS CÉUS DO PAÍS NO DIA 24 [M2574 - 98/2024]

Parelha de F-16M
À semelhança do que vem sendo hábito em anos anteriores, a Força Aérea irá desejar as Boas Festas ao país, através do sobrevoo de uma parelha de caças F-16M em determinadas regiões de Portugal Continental no dia de amanhã, 24 de dezembro.

Trata-se de um voo de treino, que servirá em simultâneo para manter as capacidades e qualificações dos seus militares para atuarem a qualquer momento e em qualquer circunstância, reforçando o compromisso de salvaguarda da integridade do território nacional, através do cumprimento das missões de Vigilância, Policiamento e Defesa Aérea.

Abaixo fica a rota planeada com o horário estimado para cada local, sendo que parte ou a totalidade do percurso poderá sofrer alterações em função das condições meteorológicas:

Figueira da Foz - 12h00
Coimbra - 12h05
Aveiro - 12h15
Porto - 12h20
Viana do Castelo - 12h25
Braga - 12h30
Guimarães - 12h35
Chaves - 12h40
Bragança - 12h45
Mirandela - 12h55
Vila Real - 13h00
Viseu - 13h05
Guarda - 13h10
Castelo Branco - 13h20
Portalegre - 13h25
Évora - 13h35
Setúbal - 13h45
Santarém - 13h55
Rio Maior - 14h00
Tomar - 14h05
Leiria - 14h15


sexta-feira, 19 de abril de 2024

F-16 PORTUGUESES NO EXERCÍCIO RAMSTEIN ALLOY 24-1 NO BÁLTICO [M2488 – 33/2024]

O F-16AM da FAP n/c 15103 com a pintura comemorativa da Esquadra 201 - Falcões é um dos presentes no destacamento no Báltico      Foto via Nato Allied Air Command
 A NATO irá realizar o exercício Ramstein Alloy 24-1 organizado pela Estónia a 22 e 23 de abril de 2024. Cerca de 20 caças e aeronaves de apoio aliadas irão praticar procedimentos integrados de Alerta de Reação Rápida (QRA), para desenvolver a integração e a prontidão, no sentido de proteger o espaço aéreo da NATO, na região do Mar Báltico.

A primeira iteração do Ramstein Alloy em 2024 pode ser considerada um 'Super Alloy', pois envolve 20 caças de seis Aliados, duas aeronaves de alerta e controlo antecipado e três aeronaves de reabastecimento ar-ar”, disse Craig Docker, o Oficial de Planeamento do Ramstein Alloy, no Centro Combinado de Operações Aéreas (CAOC) da NATO em Uedem, Alemanha. “Ter uma gama tão grande de ativos disponíveis permite uma formação integrada e multinacional, incluindo procedimentos transfronteiriços e de transferência. Estes melhoram a concretização de objetivos de treino realistas, que as forças Aliadas têm de aplicar diariamente para garantir que os céus da NATO estejam seguros e protegidos”, acrescentou.

EF-18 Hornet espanhóis em Siauliai, Lituânia     Foto: Ejercito del Aire

Eurofighter Typhoon alemães na Estónia          Foto: Luftwaffe

Os EF-18 espanhóis e Typhoon alemães serão acompanhados por caças da Finlândia (F/A-18), Polónia (F-16), Portugal (F-16M) e Suécia (Gripen) e aeronaves de apoio da Estónia, para realizar voo combinado no espaço aéreo sobre os Estados Bálticos e o mar, durante o exercício periódico Ramstein Alloy

Em ambos os dias, aos caças dos atuais destacamentos de Policiamento Aéreo do Báltico de Espanha (EF-18), Portugal (F-16M) e Alemanha (Typhoon) juntar-se-ão os da Finlândia (F/A-18), Polónia (F-16) e Suécia (Gripen) e aeronaves de apoio da Estónia. As suas manobras serão controladas taticamente pelo Centro de Controlo e Relatórios da Estónia, pelo Centro de Controlo e Relatórios Destacável Alemão e por duas aeronaves de alerta e controlo antecipado da NATO e da Turquia. Três aeronaves de reabastecimento ar-ar da Unidade Multinacional MRTT, Alemanha e Espanha participarão para ampliar o alcance e a resistência dos caças participantes.

As operações aéreas ocorrerão no espaço aéreo estónio e internacional, sobre o Mar Báltico, sendo a segurança de todos os voos uma prioridade máxima.

O Comando Aéreo Aliado e o CAOC realizam os exercícios Ramstein Alloy três vezes por ano, para oferecer oportunidades de treino local aos destacamentos de Policiamento Aéreo do Báltico com forças aéreas regionais. Anteriormente centrados na cooperação e coordenação também com países parceiros, esta série de exercícios inclui pela primeira vez apenas países aliados, uma vez que tanto a Finlândia como a Suécia são agora membros da NATO.

O Ramstein Alloy 24-1 continuará a demonstrar o compromisso da NATO para com os Estados Bálticos, mantendo ao mesmo tempo uma mentalidade defensiva, a fim de evitar a provocação de quaisquer Estados vizinhos. Embora o exercício não represente uma ameaça para nenhuma nação, pode ser percebido como uma invasão na esfera de influência do Báltico.

A realização de um exercício multinacional na região é uma actividade regular legítima necessária para manter a moeda das forças aéreas da OTAN na execução de tarefas de defesa colectiva e no reforço da segurança aérea na região do Mar Báltico através de procedimentos padrão para identificar e/ou ajudar aeronaves em perigo.

Fonte: Allied Air Command
Adaptação: Pássaro de Ferro


segunda-feira, 3 de abril de 2023

PRIMEIRA INTERCEPÇÃO PELOS F-16 DA FAP NO BÁLTICO EM 2023 [M2393 - 25/2023]

 

F-16AM n/c 15107 da Força Aérea Portuguesa na identificação e escolta do Il-76 russo sobre o Báltico dia 2 de Abril de 2023       Foto: FAP via NATO Air Command

No dia 2 de abril de 2023, dois caças F-16 portugueses da missão Baltic Air Policing da NATO descolaram da base aérea de Šiauliai, na Lituânia, para identificar e escoltar uma aeronave militar russa IL-76.

A aeronave voava da Rússia continental para o enclave de Kaliningrado, sobre águas internacionais ao longo da costa da Estónia no Mar Báltico, sem plano de voo, nem contacto com o Controlo de Tráfego Aéreo e com o transponder (identificador eletrónico) desligado. 

O Centro de Operações Aéreas Combinadas do Norte da NATO em Uedem, Alemanha, ordenou por isso a descolagem da parelha de F-16 de alerta, para interceptar a aeronave desconhecida. Depois de identificar e escoltar o avião russo, os caças portugueses regressaram em segurança a Šiauliai. A acção acabou por não ser mais do que um evento de rotina, mas ainda assim uma demonstração de prontidão de todos os membros que constituem o destacamento, algumas horas apenas após assumir a missão de policiamento na Lituânia.

A Força Aérea Portuguesa lidera desde o dia 1 de Abril e até 31 de Julho, o 62ª Bloco do Policiamento Aéreo do Báltico, com quatro F-16 MLU, com a responsabilidade de proteger o espaço aéreo regional da NATO, enquanto a Força Aérea Romena destacou igual contingente e número de F-16 MLU em Šiauliai, como Força Ampliadora. 

Para o Comandante do Destacamento Português, Tenente-Coronel José Dias, a primeira saída do alerta deste destacamento, executada no segundo dia da missão, foi uma demonstração do “excelente empenho, dedicação e profissionalismo de todos os elementos que constituem o destacamento."

Desde a adesão da Estónia, Letónia e Lituânia em 2004, os Aliados da NATO revezam-se no policiamento aéreo da região, para proteger a integridade territorial dos três países Aliados, uma vez que estes não possuem capacidade própria para o fazer.


Fonte: Allied Air Command e RP do Destacamento FAP

quarta-feira, 25 de janeiro de 2023

FAP INTERCEPTOU AERONAVE SUSPEITA DE TRÁFICO DE DROGA [M2372 - 04/2023]

Foto da aeronave suspeita captada a partir do P-3C da FAP

A Força Aérea Portuguesa emitiu uma nota de imprensa acerca da notícia que vem circulando na comunicação social sobre um avião ligeiro que terá sido visto a largar "fardos de haxixe" no dia de ontem, 24 de Janeiro de 2023, perto da A26 em Ferreira do Alentejo. 

Segundo a referida nota, "a Força Aérea detetou através do sistema de defesa aérea e de policiamento aéreo, uma aeronave em aproximação ao espaço aéreo português, sem comunicações e não identificada. Detetada a sul do Algarve e com rumo a norte, a Força Aérea de imediato ativou uma parelha de F-16M. Em simultâneo, e pelo facto da aeronave não identificada voar a baixa velocidade e a baixa altitude, foi também empenhado um avião P-3C CUP+

F-16M de alerta da FAP com mísseis reais         Foto de Arquivo

 Rota do P-3C n/c 14810 mobilizado para a operação de detecção e acompanhamento da aeronave suspeita visualizada no radar virtual ADSB-Exchange

"Através dos sistemas eletrónicos que equipam o avião P-3C CUP+ da Força Aérea, foi possível efetuar o seguimento e a monitorização do voo da aeronave suspeita, o que permitiu informar, em tempo real, a sua localização às autoridades competentes em terra. A aeronave suspeita acabaria por aterrar num local próximo de Ferreira do Alentejo." pode ainda ler-se na mesma nota.

A FAP divulgou igualmente imagens vídeo da intercepção à aeronave suspeita, até à aterragem da mesma, realizadas pelo P-3C da Esquadra 601 mobilizado: 

Imagens: Esq. 601/FAP

Segundo relata o Jornal de Notícias, a aguardar a entrega da droga em terra estavam traficantes numa viatura, que perseguidos pela GNR, saíram da A26 e entraram na EN259, em direção a Grândola, no nó da A2-Grândola Sul, seguindo depois pelo IC1. Acabaram depois por encaminhar-se para Azinheira dos Barros, onde entraram por caminhos de terra batida e abandonaram viatura e droga, fugindo a pé.

Até ao momento os suspeitos ainda não foram detidos.


segunda-feira, 10 de janeiro de 2022

PRIMEIRO ALERTA AÉREO DA NATO EM 2022 FOI PORTUGUÊS [M2284 - 1/2022]

F-16AM de alerta à descolagem na BA5 com mísseis AIM-9L Sidewinder reais      Foto de arquivo

Segundo o Comando Aéreo Aliado da NATO, o primeiro scramble de um país da NATO em 2022, ocorreu em espaço aéreo português.

Segundo esta entidade revelou nas redes sociais, no dia 8 de janeiro, dois caças F-16M da Força Aérea Portuguesa em alerta na Base Aérea nº5 em Monte Real, foram chamados a interceptar um Boeing 737 civil, que perdeu contacto rádio com o Controlo de Tráfego Aéreo no espaço aéreo português sobre o Atlântico. Assim que o contacto rádio foi restabelecido, o voo continuou em segurança até ao destino do avião nas Ilhas Canárias. 

O espaço aéreo sobre a Europa regista uma média de cerca de 35.000 movimentos aéreos por dia, tornando-o um dos espaços aéreos mais movimentados do mundo. Qualquer aeronave que voe dentro, ou se aproxime do espaço aéreo europeu da NATO, que não esteja identificada, seja por perda ou omissão intencional de comunicação com o Controlo de Tráfego Aéreo, cria um ambiente inseguro, que pode levar a um incidente aéreo. A NATO garante por isso a integridade, segurança e proteção do seu espaço aéreo, mantendo uma missão de policiamento aéreo 24 horas por dia, 7 dias por semana, 365 dias por ano, supervisionada pelo Comando Aéreo Aliado.

Em Portugal, esta tarefa é suportada por dois caças F-16M na BA5, com um tempo de resposta de 15 minutos até à descolagem.



quarta-feira, 2 de outubro de 2019

INTERCEPÇÃO COLORIDA SOBRE O BÁLTICO [M2068 - 55/2019]

Intercepção de um Il-20 russo sobre o Báltico pelo F-16 E-191 com a pintura comemorativa dos 800 anos da bandeira dinamarquesa

A Real Força Aérea Dinamarquesa (Forsvaret) accionou o alerta de defesa (Quick Reaction Alert - QRA) ao espaço aéreo dinamarquês, no passado dia 30 de Setembro de 2019.

Nada de muito anormal, não fora um dos caças enviados para a intercepção ao Il-20 russo que despoletou a situação, por voar sem plano de voo, nem transponder ligado sobre o mar Báltico, ser realizada pelo colorido F-16 n/c E-191, adornado este ano com uma colorida pintura especial, comemorativa dos 800 anos da bandeira dinamarquesa.



Para além de divulgar as imagens do encontro, a Forsvaret aproveitou a ocasião para revelar mais dados acerca da missão de policiamento aéreo, realizada pelos seus F-16 a partir de Skrydstrup, nomeadamente as estatísticas de accionamento do alerta (scramble) real, compiladas na seguinte tabela:

"Temos anos em que há mais voos e anos em que há menos, mas no geral o número de activações do nosso QRA é realmente bastante constante", diz a propósito o brigadeiro-general Karsten Fledelius Jensen, chefe do Centro Nacional de Operações Aéreas da Real Força Aérea Dinamarquesa.

Na maioria das vezes, os "clientes" são aeronaves militares russas a voar em espaço aéreo internacional. Quando estes patrulham o Báltico, geralmente traçam as rotas em torno do espaço aéreo dos países vizinhos - por outras palavras, em espaço aéreo internacional. À medida que se movimentam contudo, os alertas das várias nações são activados - e, portanto, também os dinamarqueses.


Quando não se trata de aeronaves militares russas, são normalmente aeronaves civis de maiores ou menores dimensões, para as quais o alerta pode ser activado, se perderem as comunicações de rádio ou tiverem problemas com, por exemplo, o trem de aterragem.

A tarefa também pode ser seguir uma aeronave civil até um local de aterragem adequado se, por exemplo, eles tiverem problemas com os equipamentos de navegação.

Na maioria das vezes, isto ocorre sobre o Mar Báltico, mas também pode suceder aeronaves não identificadas descerem ao longo do limite do espaço aéreo norueguês pelo Mar do Norte. Quando isso acontece, o QRA dinamarquês também entra em acção.

Infracções verdadeiras ao espaço aéreo dinamarquês contudo, raramente acontecem. As violações efectivas do espaço aéreo são pouco frequentes.


Já os vôos militares russos, geralmente ocorrem sem os transponders ativados (sistema que os torna visíveis e os identifica para o tráfego comercial), o que significa que o tráfego aéreo regular não os pode identificar, representando por isso uma ameaça à segurança de voo, tal como comenta Karsten Fledelius Jensen:

"Quando o QRA segue aviões russos sobre o mar Báltico, às vezes é também uma questão de garantir que o tráfego na área seja visível a todos", referiu a propósito, para depois elaborar:"houve situações no passado em que o tráfego civil estava em risco porque não podiam "ver" os aviões russos. O nosso QRA voa com os transponders ligados, por isso temos certeza que seremos vistos. É disso que trata o nosso trabalho".
Fotos: Forsvaret

segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

TU-160 RUSSOS VOLTAM À VENEZUELA (M2012 - 72/2018)

Foto: AVIAMIL

Foto: AVIAMIL

Aterram hoje no aeroporto internacional Maiquetía, na Venezuela, dois bombardeiros estratégicos Tu-160, da Força Aérea Russa.
Os mesmos foram escoltados por F-16, na chegada àquele país da América do Sul, onde irão realizar exercícios militares com a Força Aérea Bolivariana Venezuelana.

A chegada dos Tu-160 de matrículas RF-94100 e RF-94108 foi precedida por um An-124 de transporte e um Il-62, para apoio logístico aos bombardeiros.

An-124-100 Ruslan de apoio aos bombardeiros na chegada à Venezuela

Pelo caminho, e à passagem ao largo das ilhas britânicas, o alerta da Royal Air Force foi despoletado, com a consequente descolagem de dois caças Typhoon da base de Lossiemouth, e um avião de reabastecimento aéreo Voyager desde Brize Norton. A intercepção contudo, não chegou a ocorrer, com os bombardeiros a passarem em espaço aéreo internacional.



Segundo comunicado do Ministério da Defesa Russo, a rota das aeronaves pelo Mar de Barents, Mar da Noruega, Oceano Atlântico e Mar das Caraíbas, "foi realizado em estrito acordo com as regulamentações internacionais para o uso do espaço aéreo".

Cerimónia de recepção dos Tu-160 em Caracas       Foto: AVIAMIL

Esta deslocação dos Tu-160 não é uma novidade, tendo estado já na Venezuela anteriormente em duas ocasiões, em 2008 e 2013. Desta feita no entanto, parece inscrever-se num período de especial actividade desta frota com capacidade nuclear, e após o anúncio de Donald Trump, de retirar os EUA do Tratado de Armas Nucleares de 1987.

Vídeo da aterragem:





segunda-feira, 30 de abril de 2018

F-16 DE ALERTA INTERCEPTAM A400 DA RAF (M1968 - 28/2018)



A parelha de alerta rápido (QRA) de F-16 na Base Aérea nº5, Monte Real, foi accionada no Domingo, 29 de Abril de 2018, pelas 11:15 horas.
Missão: interceptar uma aeronave não identificada, a entrar em espaço aéreo de responsabilidade portuguesa.

Na verdade, desta vez tratou-se apenas de um treino, aproveitando um sobrevoo de um Airbus A400M da Royal Air Force, em rota para Marrocos.




Outras vezes contudo, é mesmo a sério, contando-se uma média superior a 20 situações reais por ano.
As mais mediáticas dos últimos tempos, serão porventura os bombardeiros russos, que por vezes vêm testar a prontidão das defesa aéreas da NATO.
A maioria são contudo aeronaves sem comunicações ou plano de voo, havendo também a assinalar voos relacionados com o tráfico de drogas.

Numa das fotos pode verificar-se que um dos F-16 se trata do 15136, adornado da cauda pelo falcão da Esquadra 201, armado com mísseis AIM-9L Sidewinder reais, tal como a lista amarela indica.

A imagens foram divulgadas pela Esq.XXIV da RAF, à qual pertence o A400 em questão, incluindo mesmo um pequeno vídeo da intercepção:


Fotos e vídeo: RAF XXIV Sqd/Crown

sexta-feira, 19 de maio de 2017

SONIC BOOM SOBRE A LOURINHÃ (M1899 - 36/2017)

F-16AM Fighting Falcon da FAP

A Protecção Civil da Lourinhã emitiu ontem um comunicado à população, através da sua página de Facebook, informando que "o forte estrondo que se fez sentir às 15h30, foi originado por manobras de dois aparelhos F-16 da Força Aérea Portuguesa, sediados na Base Aérea de Monte Real, que sobrevoavam o nosso território em missão de treino."

Dado que a passagem ao voo supersónico, que causa este tipo de fenómeno, denominado "sonic boom" está em condições normais limitada a voos sobre o mar, precisamente para evitar transtornos e inquietação das populações, é possível que a referida "missão de treino" tenha na verdade sido uma missão real, situação na qual os caças de alerta estão autorizados a passar a barreira do som sobre terra.

Coincidência ou não, ontem mesmo, bombardeiros B-1B da Força Aérea dos EUA, realizaram uma missão de treino de ida e volta desde Ellsworth no Dacota do Sul, até à Jordânia no Médio Oriente, com passagem pela Área de Controlo Aéreo portuguesa.


Embora também seja possível os F-16 terem passado a barreira do som acidentalmente, é verosímil que o boom sónico sobre a Lourinhã, tivesse acontecido numa intercepção aos bombardeiros estratégicos da USAF.

Apesar de se tratar de aeronaves de um país aliado, ao contrário dos bombardeiros russos que nos últimos anos têm visitado a costa portuguesa, caso não tenha havido uma adequada comunicação do plano de voo (ou este não ter sido cumprido), a parelha de F-16 de alerta da Força Aérea Portuguesa em Monte Real é accionada para identificar e acompanhar, qualquer tipo de aeronave.

A Protecção Civil da Lourinhã apelou à calma da população e solicitou que qualquer situação anómala causada pelo episódio lhe seja reportada, para articulação com a Força Aérea.


Agradecimentos: André Carvalho



quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

BOMBARDEIROS RUSSOS À VISTA (outra vez) (M1871 - 08/2017)


Mirage 2000-5F da Esquadrilha das Cegonhas e os "Blackjack" russos

O Armée de L'Air (ForçAérea Francesa), divulgou já imagens de dois bombardeiros russos Tupolev Tu-160, interceptados esta tarde no Golfo da Biscaia.

Antes ainda foram seguidos pelas parelhas de alerta da Royal Air Force em Lossiemouth e Coningsby (Typhoon FGR4), quando contornavam o norte da Escócia e costa ocidental da Irlanda. 



Imagens da intercepção pela RAF


Os bombardeiros estratégicos supersónicos da Força Aérea Russa, conhecidos no Ocidente como "Blackjack", inverteram a rota já no Golfo de Biscaia, acompanhados por uma parelha de alerta francesa, constituída por dois Mirage 2000 da famosa "Esquadrilha das Cegonhas". 

Um avião tanque KC-135 francês esteve também afecto à operação de intercepção e acompanhamento, de modo a prestar apoio aos dois caças, na eventualidade dos bombardeiros se demorarem tempo superior à autonomia dos Mirage. O mesmo havia já sucedido no Reino Unido, no caso um A330 Voyager da RAF, que descolou de Brize Norton para apoio aos Typhoon.






Ao contrario do ultimo episódio semelhante, desta vez não chegaram ao espaço de jurisdição portuguesa. À hora que escrevemos esta noticia (16h30min), estão descritos como regressando ao Norte.

Os dois bombardeiros possuíam número de cauda RF-94100 e RF-94108 e mantiveram-se sempre em espaço aéreo internacional.


Grafismo: Daily Mail






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