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sábado, 10 de fevereiro de 2018

SKYTECH ASSINA CARTA DE INTENÇÃO PARA ADQUIRIR SEIS KC-390 [M1947 - 07/2018]

Embraer KC-390


A Embraer Defesa & Segurança anunciou no passado dia 6 de Fevereiro de 2018, no decorrer do
Singapore Airshow, a assinatura de uma Carta de Intenção de Compra, com a empresa de serviços de
aviação SkyTech, para aquisição de até seis aeronaves de transporte multimissão KC-390.

As aeronaves serão destinadas a diversos projetos de defesa e ambas as empresas também
concordaram em avaliar uma potencial colaboração estratégica com o objetivo de explorar
conjuntamente novas oportunidades de negócios nas áreas de treino e serviços.

A SkyTech é o resultado de uma parceria entre duas empresas com larga experiência no
campo dos serviços de defesa: a HiFly, de Portugal, que fornece aeronaves, tripulações
completas, manutenção e seguros (ACMI), e a australiana Adagold Aviation, especializada
em serviços de aviação e voos charter.

“Acompanhamos o programa KC-390 desde a sua criação e acreditamos que ele estabelecerá
novos padrões na categoria dos aviões de transporte de médio porte, assim como será uma
plataforma multimissão”, disse Paulo Mirpuri, presidente da SkyTech. A empresa também
afirmou que esta é a primeira de uma grande variedade de plataformas que terão vários
empregos específicos e de outros projetos que a SkyTech está realizando no mundo todo.

“A Embraer está entusiasmada em ter a SkyTech como parceira estratégica para alguns dos
nossos projetos, pois estamos certos de que eles adicionam valor e ganhos, fornecendo
diversas soluções contínuas para nossa própria base de clientes de defesa”, disse Jackson
Schneider, presidente e CEO da Embraer Defesa & Segurança.

O Governo português tem em andamento negociações com vista a equipar a Força Aérea com cinco a seis KC-390. Contudo, qualquer relação entre estas duas situações é por enquanto, pura especulação.

O KC-390 é um avião de transporte tático militar. segundo a Embraer, desenvolvido para estabelecer novos padrões na sua categoria, apresentando o menor custo do ciclo de vida do mercado.
É capaz de executar diversas missões, como transporte de carga, lançamento de tropas ou de paraquedistas, reabastecimento aéreo, busca e salvamento, evacuação aeromédica e combate a incêndios, além de apoio a missões humanitárias. A aeronave pode transportar até 26 toneladas de carga, com uma velocidade máxima de 470 nós (870 km/h), além de operar em ambientes hostis,
inclusive a partir de pistas não preparadas ou danificadas.


sábado, 4 de fevereiro de 2017

F-35 MAIS BARATO (M1868 - 05/2017)

Lockheed Martin F-35 Lightning II


A Casa Branca emitiu um comunicado ontem, 3 de Fevereiro de 2017, a anunciar o acordo entre o Departamento de Defesa e a Lockheed Martin, relativamente aos custos do último lote de produção do polémico caça de 5ª Geração F-35.

O Lote de Produção Inicial nº10, coloca os custos do modelo A abaixo dos 100M USD, pela primeira vez. Os modelos B (STOVL) e C (Marinha), embora igualmente mais baratos, relativamente ao contrato anterior, estão ainda acima da marca dos 100M USD, conforme a lista apensa:

·        F-35A:  94.6M USD (7.3% redução do Lote 9)
·        F-35B: 122.8M USD (6.7% redução do Lote 9)
·        F-35C  121.8M USD (7.9% redução do Lote 9)

A redução de custo no modelo A é contudo a mais relevante, uma vez que este representa cerca de 85% do programa geral. Relativamente ao Lote 1, a redução de preço situa-se já em cerca de 60%.

O Lote 10, que contempla 90 células de F-35, significa igualmente um aumento no número de células fabricadas, na ordem dos 40% relativamente ao lote anterior, que consistiu em 57 caças.
A distribuição de células do Lote 10, pelos países integrantes do Programa será de acordo com a lista discriminada abaixo:

·        44 F-35A USAF
·        9 F-35B US Marines
·        2 F-35C U.S. Navy
·        3 F-35B Reino Unido
·        6 F-35A Noruega
·        8 F-35A Australia
·        2 F-35A Turquia
·        4 F-35A Japão
·        6 F-35A Israel
·        6 F-35A Coreia do Sul

O Lote 10 significa por isso uma redução de um total de 728M USD, relativamente aos preços do Lote 9.

De notar que a administração Trump tem sido particularmente crítica do Programa F-35, mesmo ainda antes da tomada de posse. A par com as reduções de custos que reclamava e agora conseguidas, terá já ordenado um estudo comparativo com o F-18E/F Super Hornet da Boeing, para aferir até que ponto este modelo ou uma evolução dele, poderá substituir  parcialmente o F-35 nas Forças Armadas americanas.







sexta-feira, 25 de julho de 2014

PRIMEIROS F-35 AUSTRALIANOS (M1662 - 213PM/2014)

O AU-1 da RAAF       Foto: Angel delCueto

Foi ontem realizada em Fort Worth, Texas, EUA, nas instalações da Lockheed Martin, uma cerimónia comemorativa da entrega das duas primeiras unidades F-35 Lightning II, destinados à Royal Australian Air Force (RAAF).

"Hoje celebramos um marco na parceira EUA-Austrália. Uma parceria construída sobre a força, amizade e inovação tecnológica" disse Frank Kendall, sub-secretário dos EUA da Defesa. 
Presente estava também o Chefe de Estado Maior da RAAF Gen. Geoff Grown e a presidente da Lockheed Martin, Marillyn Hewson.

O CEM da RAAF Gen. Geoff Brown      Foto: Beth Groom

O F-35 proporcionará assim à RAAF as capacidades dum caça de 5ª Geração, além de benefícios para a indústria australiana, com mais de 412M USD já contratados em negócios e futuras encomendas na ordem dos 6000M USD, ao longo da vida útil do programa.

"É adequado que no mesmo ano que a Austrália comemora 100 anos de aviação militar, tambem marcamos a chegada do mais avançado caça alguma vez desenvolvido" disse Marillyn Hewson a propósito. "O F-35 Lightning II lançará as fundações do próximo século do poder aéreo militar australiano" concluiu.

As aeronaves designadas AU-1 e AU-2 estão previstas iniciar os testes de sistema de combustível, antes de serem levadas para a linha de voo, para testes no solo e em voo. Serão entregues depois à RAAF no final do ano, ficando baseadas na base de Luke, Arizona, onde serão usadas para o treino de pilotos australianos e de outras nações participantes do programa F-35.

Já os EUA, na sequência da interdição de voos da frota F-35, devido ao incidente a 23 de junho passado envolvendo incêndio no motor dum F-35A, suspenderam futuras encomendas, até esclarecimento dos problemas que afectam o modelo.
De recordar que a primeira apresentação Lightning II na Europa, prevista para o Royal International Air Tattoo e a Feira de Farnborough no Reino Unido já em julho de 2014, foram inviabilizadas pela interdição dos voos, uma situação assaz embaraçosa para o fabricante.




quarta-feira, 16 de abril de 2014

DESCOBERTO LOCAL DE TESTES DE DRONE DE COMBATE BRITÂNICO (M1534 - 122PM/2014)


Imagens de stélite das Digital Globe parecem mostrar o BAE Taranis, Veículo Aéreo Não Tripulado (VANT) furtivo, na base de Woomera, Austrália.

Foi revelado em fevereiro passado pela BAE Systems, que o VANT de combate tinha realizado com sucesso o primeiro voo num local incerto na Austrália, em agosto de 2013. Imagens recentes  parecem confirmar que os testes se estão a realizar em Woomera, no sul da Austrália, uma base bem conhecida dos spotters de aviação. Mesmo apesar das imagens não terem grande definição, medições usando o Google Earth, sugerem que a aeronave tem 9 m de envergadura, tal como a informação revelada publicamente para o Taranis. Mais medidas contudo são praticamente impossíveis com recursos apenas a imagens desta qualidade, além de que o nariz da aeronave parece possuir um tubo de pitot ou aparelhos de comunicações.

Imagens de outubro de 2013 já mostravam o VANT numa das placas da base e equipamento de suporte em volta, sugerindo atividade pré-voo.

Nigel Whitehead da BAE informou que uma série de voos foram realizados durante o último ano, a diferentes altitudes e velocidades, mas mais detalhes não foram então avançados.

O projeto franco-britânico Taranis foi batizado com o nome do deus celta do trovão e é comparável ao X-47B americano. Tal como este, foi projetado para voar com um certo grau de autonomia, desde a descolagem à aterragem. De acordo coma infografia da BAE, o VANT de combate pode voar sobre a localização do alvo usando um plano de voo pré-determinado, proporcionando vigilância persistente até o alvo ser identificado positivamente. Pode largar então armamento a partir de duas estações internas, após confirmação de um controlador humano no comando de missão. Além desta capacidade standard de ataque ao solo, não se conhecem muitas mais características ofensivas, especialemnte no que respeita a aeronaves inimigas.

O Taranis está em desenvolvimento desde dezembro de 2006, quando a BAE assinou contrato com o Ministério da Defesa britânico e seria revelado ao público em 2010. A versão de demonstração agora a voar levou 1,5 milhões de horas.homem a construir e custou cerca de 300M USD.

Fonte: War is Boring
Tradução e adaptação: Pássaro de Ferro



quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

AIRBUS A-330-203 MRTT (M445 - 46PM/2010)









Quem passou perto de Monte Real ao fim da tarde nas últimas semanas, poderá ter tido a sorte de ver a aproximação à pista de um Airbus A-330 MRTT, com o qual a Força Aérea tem colaborado na certificação como reabastecedor aéreo.
Visão pouco usual dada a dimensão do aparelho, que contrasta notoriamente com os "pequenos" F-16 residentes da BA5, a quem tem ido "dar de beber".
A aeronave em questão tem a matrícula EC-330 e será o segundo avião do tipo a ser entregue à Força Aérea Australiana.

NOTA: Na coluna da direita video com imagens de reabastecimento de F-16 portugueses por esta aeronave

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