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quarta-feira, 27 de setembro de 2017

ANTES QUE PASSEM À HISTÓRIA (M1919 - 56/2017)


Na passada edição do RIAT, ocorrida em julho passado nos céus de Fairford, os F-4E Gregos e os Tornado britânicos cheiravam já a despedida.
São grandes máquinas, carregadas de História e Glória nos céus do mundo.
Antes que uma "prateleira" os receba para regozijo do pó suspenso dos dias, aqui ficam algumas imagens destes Senhores em ação, captadas pelo António Godinho.
Antes que seja tarde de mais.










segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

O PAPEL DO NAVEGADOR NA ERA DO GPS (M1746 - 334PM/2014)


Nos EUA são designados “Oficiais de Armamento” mas a Força Aérea Israelita (IAF) prefere o termo tradicional “Navegadores”. Ainda assim, os navegadores de combate israelitas há já muito tempo que deixaram os mapas de papel, atuando como uma parte inseparável na execução de missões aéreas, analisando situações e tomando decisões.
Já não usam mapas nem compassos. A sua importância nas missões dos aviões de combate é crítica, mas não pilotam os aviões. Há muitos mitos à volta da função dos navegadores de combate. Quais são verdadeiros e o que realmente acontece no banco de trás do cockpit?


Inicialmente a função principal do navegador era, tal como o nome sugere, navegar e direcionar o avião para o seu alvo. O símbolo dos navegadores de combate era um compasso com asas. 
O primeiro caça com navegador no inventário da IAF foi o F-4 Phantom II e a partir daí a função do navegador de combate começou a transformar-se no que é hoje-em-dia: um operador de sistema de armas. “Há muito, muito tempo, os navegadores eram realmente navegadores”, explica o Maj. Omri comandante do curso avançado de navegação na Academia. “O nome mantém-se historicamente, mas o seu trabalho esta já muito longe da navegação”
A importância dos navegadores nas missões operacionais aumentou com o desenvolvimento da tecnologia. Desde operar rádios e sistemas radar, a complexos sistemas de armas, a lista de responsabilidades continua a crescer. “Com a introdução  de munições capazes de se autodirecionarem, supostamente o mundo da navegação deveria desaparecer completamente” continua Omri, “mas hoje, com a introdução do F-16I e F-15I, a quantidade de informação que o cockpit recebe, requer um elemento de tripulação que saiba como analisá-la e responder num curto período de tempo, e esse elemento é o navegador”.


Contudo ninguém tira o curso de piloto para se tornar navegador, como explica o Maj Omri, que acabou como navegador após completar o curso de pilotagem: “Todos sonham tornarem-se pilotos, mas esse sonho deriva da falta de entendimento do que é um voo de combate. Apenas depois de compreender esse mundo exigente no seu todo, é que se compreende porque (ser navegador) é tão gratificante e recompensador”.


Tanto pilotos como navegadores aprendem a informação que as tripulações de combate precisam de saber, para levar a cabo as missões. Como os navegadores não pilotam, nas primeiras fases do treino recebem a formação teórica e por vezes também em voo com um piloto-instrutor. “É importante que os navegadores compreendam a premissas e as noções básicas do voo e como são as coisas” reforça o Maj Omri. “A missão operacional é sempre um trabalho de equipa e não apenas de uma pessoa. Como tal, compreender o trabalho do piloto é essencial para o navegador. Ele tem que saber como pensar um passo à frente do piloto, coordenar-se com ele, saber como ele opera e como responder”.



Texto e fotos: IAF

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

F-4 IRANIANO ATACA ESTADO ISLÂMICO (M1740 - 329PM/2014)

F-4 ataca alvos no Iraque        Imagem extraída de vídeo Al Jazeera


Pelo menos um F-4 Phantom II iraniano atacou com bombas alvos do Estado Islâmico em Diyala, província oriental do Iraque, segundo se pode inferir de imagens difundidas em canais de TV locais.

Inicialmente mal identificado como um caça iraquiano pelas cadeias noticiosas, a silhueta permite contudo reconhecer um F-4 Phantom II. 
Dada a proximidade do local com a fronteira iraniana e a relutância do outro operador de Phantom na região (Turquia) em se envolver ativamente no conflito, deverá por exclusão de partes tratar-se de um F-4 da Força Aérea da República Islâmica do Irão (IRIAF).

Apesar do Irão ter oferecido Su-25 ao Iraque para contribuir na luta contra o EI (embora se suspeite serem pilotados por pilotos iranianos), estas imagens são a primeira prova de um envolvimento direto de Teerão no conflito.

As imagens exibidas pela Al Jazeera foram alegadamente captadas no dia 30 de novembro mostram um F-4 em apoio a tropas iraquianas na reconquista da cidade Sa'adiya, naquela que é tida como a maior operação governamental contra o EI desde junho.

Já algo comentada desde junho também, uma possível colaboração entre iranianos e americano, na luta contra o inimigo comum, parece agora ganhar consistência, quanto mais não seja através de mera coordenação, de  modo a evitar encontros indesejáveis no ar, entre os até há bem pouco tempo improváveis "aliados".


Silhueta de F-4 Phantom II claramente identificável aos 0:20 minutos:





quinta-feira, 26 de setembro de 2013

COREIA DO SUL REJEITA SILENT EAGLE (M1183 - 276PM/2013)



A Coreia do Sul reverteu a decisão de adquirir 60 caças F-15SE, apesar de apenas há alguns dias ter pre-selecionado o modelo da Boeing, para substituir os seus caças mais antigos (F-4 e F-5), em detrimento do EF-2000 Typhoon e do F-35 Lightning II.
Anteriormente considerado demasiado caro, o F-35 da Lockheed Martin, aparece agora à cabeça das preferências, depois do Ministro da Defesa sul-coreano ter descartado o Silent Eagle, em favor de um caça de 5ª Geração.
Na realidade, o F-15SE havia ganho o concurso, por ser o único concorrente a caber dentro do orçamento (7200M USD), condição perentória para poder ganhar um concurso na Coeria do Sul. Mas críticas de militares e do partido do Governo, rebateram esta opção, por não ter capacidades furtivas, consideradas cruciais. A margem de progressão para futuras modernizações ao F-15SE, foi também colocada em causa e um motivo mais para o descartar.

A decisão, veio assim dar uma segunda oportunidade à Lockheed Martin principalmente, que já no decorrer de 2013 anunciou descidas de custo no polémico JSF, ao mesmo tempo que na Coreia do Sul, um novo teto de custos para o programa está a ser discutido entre Governo, militares e a entidade que define as aquisições militares (DAPA).
Entretanto, a Boeing, que gastou quantias significativas a desenvolver o F-15SE, manifestou já a sua desilusão pela decisão de passada terça-feira, referindo que havia cumprindo com todos os requerimentos do programa, referindo ainda aguardar pormenores acerca da decisão, para "avaliar as suas opções futuras".
O representante do consórcio Eurofighter na Coreia do Sul, já fez saber por sua vez, que o Typhoon irá a concurso assim que o processo for recomeçado.

O processo de aquisição começará por isso de novo, mas se as prioridades para o novo caça não ficarem claramente definidas, os envelhecidos F-4 e F-5 terão que continuar a voar por mais algum tempo, antes de conhecerem a reforma. Em última análise, a DAPA estimou que um novo atraso no programa de aquisição do novo caça, terá como consequência uma falta de cerca de 100 caças, relativamente aos 430 considerados necessários em 2019.

Segundo notícias veiculadas, a decisão final será conhecida ainda antes do fim do corrente ano, mas o mais provável é a situação se arrastar por 2014.




segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

EXIBIÇÃO HISTÓRICA NO AEROPORTO DE SABADELL - BARCELONA (M783 - PM134/2012)




 No passado dia 18 de novembro no Aeroporto de Sabadell (Barcelona) realizou-se a tradicional exibição organizada pela Fundação Aeronáutica da Catalunha com os seus aviões históricos. Desta vez pretendeu-se dar um ar mais festivo e para tal contou-se com diversas associações de reconstituição histórica militar, que com vestuário autêntico da II Guerra Mundial, da RAF, USAF e US Army, bem como outros variados exércitos, conferiram um ambiente de época à já institucionalizada exibição.


A exposição esteve aberta ao público entre as 10 e as 14 horas, na zona do aeroporto reservada para ser erguido um hangar com cerca de 2000m2 a partir de 2013, que albergará o segundo museu aeronáutico de Espanha.
Na exposição estática contaram-se diversos aviões da coleção que a FPAC possui e diversos veículos militares da II Guerra Mundial. Vários Jeeps do US Army, e ambulâncias da época, intercalavam com o McDonnell Douglas F-4 Panhtom II da Ala 12 (FA Espanhola), um Boeing 75 Stearman ou um DeHavilland Tiger Moth. 


Algumas aeronaves como o Antonov An-2, Dornier Do-27 ou o helicóptero Agusta Bell 47 eram visitáveis, podendo o público tirar fotos sentado no cockpit.
Tudo isto ia decorrendo ao som festivo de Glenn Miller, tocado por uma big band que ia fornecendo a banda sonora para o evento.


O dia finalizou às 13 horas com uma dinâmica exibição dos Bucker 131 Jungmann, un Zlin Z526 Akrobat e um Piper Pa-28, que realizaram duas passagens em formação de três, com rotura final para aterragem no aeroporto, dando por concluída a exibição mensal, que esta associação realiza no terceiro domingo de cada mês.
As aeronaves expostas foram:


Exibição estática

-    Dornier Do27
-    Boeing 75 Stearman
-    North American T-6 Texan
-    Lockheed T-33ª
-    Augusta Bell 47 G-2
-    Aisa I-11B Vespa
-    McDonnell Douglas F-4 Phantom II
-    DE HAVILLAND DH82 "TIGER MOTH"



 Veículos Militares:

-    Jeep M-151
-    Land Rover Santana
-    M35A1
-    Preston 44




Exibição Dinamica:

-    Bücker 131 Jungmann
-    Zlin Z526 Akrobat
-    Piper PA-18
-    Beechcraft T-34 Mentor



Texto: Alejandro de Prado 

sexta-feira, 22 de junho de 2012

CAÇA TURCO ABATIDO SOBRE A SÍRIA? (M675 - 65PM/2012)


Um F-4E Phantom II da Força Aérea Turca                    Foto: Turkish Air Force

Uma aeronave militar turca despenhou-se sobre a Síria, de acordo com relatos da imprensa. Uma testemunha local disse à RT Arabic que o avião se despenhou em território sírio e os dois tripulantes foram capturados. 
O avião parece ter sido abatido, quando as defesas anti-aéreas sírias abriram fogo, refere o canal libanês Al-Mayadeen.
Outros testemunhos não confirmados sugerem que as defesas sírias abriram fogo sobre duas aeronaves turcas tendo abatido uma delas, ao entrar em espaço aéreo sírio.

"Testemunhas identificaram dois aviões provenientes de território turco. Um dos aviões caíu em águas territoriais sírias e o outro conseguiu escapar apesar de danificado" diz Ihad Sultan, jornalista sírio à RT Arabic.

"Fontes das forças de segurança síria confirmam a um correspondente da Manar em Damasco ter abatido um caça turco" reporta a Al-Manar TV

Fontes oficiais apenas confirmam o despenhamento de um avião no Mar Mediterrâneo, ao largo da província de Hatay, que faz fronteira com a Síria. O diário turco Hurriyet também relata o resgate de tripulantes das águas, por helicópteros turcos.

É referido que embarcações sírias efetuaram simultanemante operações de busca, imediatamente após os turcos terem perdido contacto-radar e radio com a aeronave. Os aviões eram procedentes de Erhac na província de Malatya, tendo descolado às 10:00 horas locais.
Segundo o serviço da CNN na Turquia, um dos F-4 Phantom II caíu em águas internacionais, a cerca de 8 milhas de águas territoriais sírias.
Sendo originário de Erhac, o modelo em concreto deverá ser um F-4E, uma vez que os RF-4E se encontram estacionados em Eskisehir.

Após a deserção de um piloto sírio para a Jordânia durante o dia de ontem 21 de junho de 2012, onde pediu asilo político, as forças sírias estarão de sobreaviso e em clima especialmente tenso em zonas fronteiriças.

Apesar de pouco claros ainda os detalhes do incidente, do despenhamento de um F-4E parece não haver dúvidas. Saber-se-ão porventura durante as próximas horas, os verdadeiros contornos em que tudo ocorreu.


Fonte. RT Arabic adaptação Pássaro de Ferro

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