quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

O PIOR SPOTTER DO MUNDO (M448 - 47PM/2010)




No âmbito de um trabalho ao qual estive afecto há um par de anos atrás, coube-me efectuar a recepção de vários tubos de polietileno gigantescos, que vieram rebocados por mar até ao porto de Aveiro.
A operação de os fazer entrar na barra e canais do porto, era crítica, ou não estivessem envolvidos largos milhares de euros relativos ao material, já para não falar nos prejuízos que a obstrução do porto por algum imponderável na manobra de tubos com quase 500m de comprimento, inevitavelmente causaria.
Estava-se precisamente na altura crítica de entrar na barra do porto, quando a "comitiva" de rebocadores e carga foi sobrevoada por uma parelha de F-16, qual escolta de recepção à chegada de VIPs.
A câmara fotográfica que empunhava, para registar o decorrer das manobras ou qualquer outro facto significativo, registou por isso essa passagem, não com muito detalhe é certo (a modesta Sony  Cybershot não dava para muito mais) mas o suficiente para fazer prova do instante quando necessário.
Felizmente tudo decorreu da melhor forma e como que a comemorar o sucesso da operação, ao passar pelo aeródromo de S.Jacinto que é "paredes meias" com o canal principal do porto, o longo comboio marítimo foi ainda brindado com uma sessão de acrobacia aérea, de alguma aeronave residente,  tal como atestam mais uma vez as imagens.
A Sony não serviu por isso para registar nenhum incidente, mas conseguiu averbar fotos de aeronáutica dignas do "pior spotter do mundo!"


segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

PF ... cronicas do fundo do meu baú... (M447-6RF/2010)



O tempo passa e cedo começamos a perceber que, se tivermos sorte, vamos envelhecendo com a capacidade e o discernimento de olhar para trás com um sentimento sentido de saudade.
Foi o que aconteceu pouco antes de escrever estas pouquinhas linhas.
Andava lá por casa a arrumar umas coisas, e encontrei aquela que foi a minha primeira máquina fotográfica, se bem que, era do meu pai, eu apenas a tomava de assalto emprestada sempre que dela precisava.
Nestes tempos idos, tirei algumas fotos e sobretudo perdi a oportunidade de fazer muitas outras.

Das que fiz, ficam algumas que embora fraquinhas e desfocadas como esta acima, à descolagem do DGMFA, num frio dia de Janeiro de 1989, são no mínimo curiosas e carregadas de informação.
Vê-se lá em baixo, na OGMA, um oceano de Fiat G.91’s, distinguindo-se um ou outro bilugar, para além de dois C-130 e um Boeing 707.
Pelos meus apontamentos foi no meu primeiro voo, tínhamos recolhido por lá o Sarg. Fabrica, que deixamos para tratar de uns reparos quaisquer, em componentes dos FTB’s da Esquadra 702 os “Indomáveis do Norte”.


Saudade ...


domingo, 12 de dezembro de 2010

MEMÓRIAS DE MONTE REAL (M446-49AL/2010)

Uma vez mais, o Pássaro de Ferro publica algumas fotos que, pelo seu valor histórico e independentemente da sua qualidade nem sempre muito elevada, são autênticos tesouros para todos os aficionados pela causa dos aviões. São fotos obtidas na Base Aérea nº5, em  Monte Real, em diversos locais da base, Alfa 1, Bravo 1, etc.
Eram tempos necessariamente diferentes dos actuais, agora marcados pela globalização e por uma certa ideia de "formatação" que atinge, também a aviação militar.
São imagens do final da década de setenta, início da de oitenta, já com 30 ou mais anos, portanto e que atestam bem o quão diferentes eram as forças aéreas de então e quão diversas eram as visitas à BA5, bem diferentes das de hoje, quase todas sedimentadas na presença frequente de F-16 das EPAF.
São fotos cedidas por Carlos Costa ao Paulo Moreno que, uma vez mais, as cede ao Pássaro de Ferro.



 F-5 - Holanda



 F-104 - Holanda

 Fokker F-27 - Holanda

 Alpha Jet - Alemanha.


 C-160 Transall - Alemanha

F-104 - Bélgica

Mirage III - Bélgica

 Harrier T4 - Reino Unido

Hawker Siddley Gnat T1 - Reino Unido

 Jaguar- Reino Unido

Nota: Os nossos leitores que eventualmente consigam localizar com mais precisão estas fotos no tempo, podem fazê-lo na caixa de comentários, na página Facebook, ou enviando email para um dos endereços  na lateral direita do Pássaro de Ferro.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

AIRBUS A-330-203 MRTT (M445 - 46PM/2010)









Quem passou perto de Monte Real ao fim da tarde nas últimas semanas, poderá ter tido a sorte de ver a aproximação à pista de um Airbus A-330 MRTT, com o qual a Força Aérea tem colaborado na certificação como reabastecedor aéreo.
Visão pouco usual dada a dimensão do aparelho, que contrasta notoriamente com os "pequenos" F-16 residentes da BA5, a quem tem ido "dar de beber".
A aeronave em questão tem a matrícula EC-330 e será o segundo avião do tipo a ser entregue à Força Aérea Australiana.

NOTA: Na coluna da direita video com imagens de reabastecimento de F-16 portugueses por esta aeronave

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

ANTONOV AN- 12, UMA LENDA DO LESTE (M444 - 48AL/2010)

Regresso ao "comando" do Pássaro de Ferro, depois de três semanas de "asas cortadas", abordando uma aeronave daquelas cujo low profile não granjeia grande alarido à sua volta.
Contudo, no seu tempo, devidamente enquadrado, o AN-12, avião hoje aqui trazido à colação, foi um dos símbolos maiores da aviação de transporte militar do bloco de leste. Foi apelidado de "Hércules do Pacto de Varsóvia", já que são mais ou menos evidentes a suas semelhanças com o C-130.
Recentemente, um AN-12 passou pela Base Aérea nº 5, em Monte Real e foi devidamente captado pela objectiva de um dos "spotters associados" do Pássaro de Ferro, o Hélder Afonso.
Paralelamente, rebuscando o meu arquivo, descobri numa das enciclopédias que fizeram as delícias dos entusiastas  do final da década de oitenta, entusiasmo que se consubstanciava nestas publicações fasciculadas e quase "de bolso".
Esta, cujas imagens surgem aqui apensas, pertencem à colecção "Guias de Armas de Guerra", uns pequenos livros de capa dura, de edição brasileira, com conteúdo que fazia milagres face à ausência de fontes inesgotáveis de informação hoje tão simplesmente resumidas no termo internet. Tudo era ainda mais precioso quanto a presença do bloco de leste ainda contrabalançava a balança dos poderes político e militar, numa espécie de maniqueísmo doutrinal aplicado à escala planetária.
Eram outros tempos, cujo interesse, como tudo, era relativo, comparado com a globalização e abertura que hoje se verifica.
Quanto ao Antonov AN-12, aconselho ao duplo click sobra as duas imagens da "mini-enciplopédia". Está lá tudo bem explicado.

Duas digitalizações do "Guia de Armas de Guerra" , no seu Volume I dedicado à Força Aérea Soviética e cujo perfil do Antonov AN-12 era uma das presenças. De notar o peso histórico das imagens, no seu carácter furtivo (fotos a preto e branco e de qualidade sofrível, sendo que numa delas surje uma composição típica daqueles tempos. Um avião de leste, no caso o AN-12 a ser interceptado por um F-4 Phantom e um A-7 Corsair II da USNavy.




Registo fotográfico da passagem de um AN-12 pela BA5 - Monte Real, imagens cedidas pelo Hélder Afonso, spotter associado do Pássaro de Ferro.
De notar o clássico rasto de fumo, tão característico da maioria das aeronaves de leste.

sábado, 4 de dezembro de 2010

ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA de ENTUSIASTAS de AVIAÇÃO (M443-45PM/2010)









A Associação Portuguesa de Entusiastas de Aviação – APEA, foi criada em 6 Março de 1998, e tem por objectivo “A promoção e divulgação da Aviação em Portugal”, conforme os seus Estatutos.
Na sua origem está a necessidade demonstrada pelos entusiastas nacionais de se reunirem sobre um mesmo tecto, defendendo o seu hobby e promovendo-o junto das autoridades aeronáuticas. Na era pré-APEA, os entusiastas encontravam-se dispersos pelo país, em pequenos grupos que não interagiam entre si. Para além disso, o desconhecimento deste hobby levava a que as autoridades aeronáuticas interpretassem mal a presença dos entusiastas nas imediações das instalações aeroportuárias e afins.
Desde a sua fundação tem proporcionado a dezenas de entusiastas da causa aeronáutica um enriquecimento dos seus  conhecimentos através da realização de diversas visitas a entidades e infra-estruturas aeroportuárias nacionais e estrangeiras. Ao organizar estas visitas, a APEA está a contribuir para o desenvolvimento da cultura aeronáutica dos apaixonados da causa aeronáutica. Nas visitas, os associados usufruem da oportunidade de fotografar as aeronaves de perto, ao mesmo que tempo que podem conversar com todos aqueles que profissionalmente lidam com aeronaves. Desta forma, os associados podem enriquecer os seus conhecimentos e respondendo às muitas dúvidas que tenham relativamente à aviação.

O fortalecimento dos laços de amizade entre os associados é outro dos bónus que as actividades desenvolvidas pela APEA proporciona. Ao longo dos vários anos de existência da Associação, muitas tem sido as fortes amizades desenvolvidas e fortalecidas pela convivência diária que este passatempo proporciona.

Um outro papel importante que os entusiastas têm é o reforço da segurança nas instalações aeroportuárias. Ao estarem presentes todos os dias nos perimetros aeroportuários nacionais, os entusiastas podem e devem actuar como uma medida disuadora de eventuais actos criminosos. A APEA espera que as autoridades encarem a presença dos entusiastas nos aeroportos como mais um parceiro na promoção da segurança e não como uma eventual ameaça.

As fotos que ilustram este pequeno artigo foram obtidas no decurso da visita da APEA à Base Aérea n.6 no Montijo, no passado dia 30 de Novembro. A APEA gostaria de aproveitar esta oportunidade que o Pássaro de Ferro nos oferece para voltar a agradecer a todos os militares que receberam os nossos associados. O nosso muito obrigado pela forma calorosa e disponibilidade para responderem a todas as nossas dúvidas.

Luís Gonçalves - Presidente da APEA 

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Aviões das nossas vidas - o Turbilhão ... outra vez! (M442-5RF/2010)


Volto ao Whirlwind por um sucedido recente, e que me fez cair na real, daquilo que aqui prometi e que, à la politique, não só não cumpri como fiz pouco caso disso.

Consegui adquirir aqui há dias num alfarrabista (ver post anterior) um conjunto de livros das séries Guerra e Heróis da História, livros que me transportaram no tempo para a minha adolescência, puerilmente fascinado com «a cousa do ar».
Encontrei então um exemplar impecável da edição nº30 da série Heróis da História, o verdadeiro e o único culpado da minha paixão pelo Westland Whirlwind, aqui traduzido para “Turbilhão”.



Ao desfolhá-lo, e ao rever cada passo desta história de heróis de carne e osso mas também de metal, madeira e tela, deixei os olhos literalmente apalparem o contorno desta máquina de linhas indiscritvelmente belas, sentir-lhs o fluir do vento, o troar ruidoso dos motores (RR Peregrine), de olhos fechados vi-o glissar num voo rente ao chão bem por de trás das linhas inimigas ... e quase, quase , mas mesmo quase, senti-me tactear-lhe a tela com as pontas dos dedos e as palmas das mãos ... [parte censurada] ...

Já aqui tinha afirmado ser este o avião que mais gosto da 2ª GG, mas houve em todos os lados do conflito aviões extraordinários, alguns bonitos, mas nem todos como este.

Parei mesmo de percorrer o teclado ás cabeçadas e voltei-me para trás, abrindo o armário onde conservo “o plástico” para poder tacteá-lo ao vivo, ainda que na sua forma plástica a 1/72, olhando de todos os ângulos e sentindo a nostalgia da ausência, a ausência de construir algo com as mãos.

Este livrinho fez-me recordar aos poucos que comprei, rapaz novo, aos sábados de tarde, quando ia ao cinema e que, com o troco, o troco que ficava para lanchar, gastava-o quase todo num ou outro livro que conservava religiosamente até ao intervalo, para o poder ler ... sem lanchar ...









quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Pássaros de Ferro em Papel - Guerra e Heróis da História (M441-4RF/2010)


Não que tivesse andado à procura, nem tão pouco saberia por onde começar, mas quis o acaso que, nas minhas deambulações fotográficas pela cidade mais prodigiosa do Universo, ou pelo menos aquela que fica no seu centro  - http://www.olhares.com/a7p - que encontrei algo que é também daqui uma característica – um alfarrabista.
Ele chamou-me à atenção, pelas necessárias diferenças, pelo menos pela diferença que, a meu ver, marca toda a diferença, pois encontrei nele, para além dos habituais livros antigos disto e daquilo, muitos, mas mesmo muitos livros e revistas de quadradinhos ou banda desenhada, cheios de aventura, sonhos e muita diversão.
Lá estavam os Asterix, livros que me fazem todos os dias rir exactamente nas mesmas piadas, se calhar por ser eu um espírito simples... mas não foram os Asterix que me fizeram transpor a porta de entrada, o que me chamou á atenção foram outros livros...
Foram de facto umas pilhas de livros “o Falcão” que se encontravam à entrada, e que depois vim a constatar, que a loja tem, num local mais especial, mesas e prateleiras cheias de livros de quadradinhos de histórias de guerra, espionagem, super heróis, e outras aventuras intemporais de um igualmente intemporal e vasto número de heróis, vilões e pessoas anónimas, ficcionadas ou reais.
A conversa foi o cartão de entrada, expliquei logo que não sou mais que um curioso, não tenho aspirações de colecionista, e pronto me levou o dono ao local onde, pensei eu, encontraria o que procurava ainda que, nada procurasse.
O curto tempo que por lá estive fez-me logo pensar em voltar, e de facto na semana seguinte, com mais tempo para uma pesquisa mais demorada, acabei por sair de lá com pelo menos um livrinho que, me fez saltar de alegria (mas esse fica para o próximo post, ou «posta» como diz o Comandante do Pássaro).

Assim, trago-vos aqui, ainda que apenas para avivar a lembrança, algumas das histórias que comprei e li, que mesmo à distância de alguns anos, trarão a todos um pouco do que foi o início de uma paixão pelos Pássaros de Ferro, maleita que nos une a todos.

Repare-se em especial, nas capas soberbas, e em especial uma que tem mesmo um navio neutral Português sendo torpedeado...!!!








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