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quarta-feira, 12 de março de 2014

BRASIL MODERNIZA PORTA-AVIÕES E CONSTROI OUTRO (M1466 - 81PM/2014)

NAe São Paulo da Marinha Brasileira      Foto:NetMarine


A afirmação é de Celso Amorim, ministro da Defesa brasileiro, adiantando ainda que "a ideia é que possa ser construído no Brasil, provavelmente com base noutro já existente, dentro de 15 anos e com um sócio estrangeiro". Amorim também especificou que, entretanto, o porta-aviões "São Paulo" será submetido a atualizações. 

A notícia de que o Brasil estaria a considerar operar dois porta-aviões num futuro a médio prazo, circulava já com alguma insistência em vários círculos. Para já, a intenção parece ser operar o São Paulo, pelo menos até que o novo porta-aviões esteja pronto.

O NAe São Paulo, navio-almirante da Marinha Brasileira, com 265m de comprimento e deslocando 33.000 ton. foi adquirido à França em 2000, tendo entrado ao serviço inicialmente em 1960. Vários incidentes nos últimos anos, incluindo incêndios e princípios de incêndios a bordo, têm relegado o navio quase sempre ao estaleiro ou atracado no porto, contando pouco tempo de operacionalidade desde que enverga a bandeira brasileira. por detrás do seu reduzido preço de compra (cerca de 12M USD), escondia-se uma fatura muito maior para recapacitação e  modernização antes da sua incorporação ativa na Marinha Brasileira, onde se esperava que duplicasse a velocidade e capacidade de transporte de aeronaves do seu antecessor, o "NAe Minas Gerais".

Em julho de 2010 o NAe São Paulo regresssou ao ativo, revitalizado com algumas melhoras que custaram algumas dezenas de milhões de dólares. Tubagens de água, vapor e combustível foram substituídas, o convés de voo recebeu novo recobrimento, realizaram-se obra estruturais nas cobertas internas e externas, nas catapultas e nos elevadores.  A propulsão teve uma revisão profunda, incluindo o eixo que foi a causa da última avaria prolongada. O sistema de ar-condicionado foi já revisto também.
Os três lançadores de mísseis Simbad de defesa aérea são dados como operacionais.

Fonte: Defensa.com
Tradução e adaptação: Pássaro de Ferro



segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

ANGOLA COMPRA PORTA-AVIÕES PRÍNCIPE DAS ASTÚRIAS - atualizado (M1301 - 368PM/2013)

Porta-aviões Príncipe das Astúrias   Foto: Jack Bahm/DoD

Tal como o Pássaro de Ferro oportunamente noticiou, o porta-aviões espanhol Príncipe das Astúrias, desativado há quase um ano, efetuou o que seria previsivelmente a sua última viagem de Cadiz para Ferrol, para ser desmantelado.

Segundo notícia veiculada pelo site El Confidencial Digital, espanhol, o navio será agora vendido a Angola, num negócio que incluirá também quatro navios-patrulha, também retirados de serviço da Armada espanhola (Ízaro, Chilreu, Diana e Pizarro).
Ainda segundo a mesma publicação, os trabalhos de recuperação e adaptação, necessários para colocar o vaso de guerra novamente operacional, serão realizados nos estaleiros de Ferrol.

Apesar de vários países terem demonstrado interesse no porta-aviões, alegadamente seria Angola, o último a inquirir o Governo espanhol e a fechar o negócio. Os primeiros contactos terão ocorrido durante  o verão, e o interesse formalizado com a visita de uma delegação da Marinha angolana aos estaleiros de Ferrol, para verificação do estado do navio e facilidades dos estaleiros, que permitirão devolver ao porta-aviões o estatuto operacional.

O Príncipe das Astúrias foi por isso salvo in extremis, já que os trabalhos de desmantelamento estavam previstos começar no mês de dezembro de 2013.

À parte da visita da delegação angolana a Ferrol, a notícia ainda não foi confirmada por fontes oficiais.

Atualização (janeiro de 2014)

Tal como referido, a partir de fontes oficiais espanholas, apenas a visita da delegação angolana  Príncipe das Astúrias foi confirmada, sendo os contactos mantidos classificados como "muito preliminares" e não existir qualquer acordo para a sua venda, nem com Angola, nem com qualquer outro país que havia inquirido sobre as condições do navio.

O porta-aviões foi oficialmente desativado a 13 de dezembro de 2013, tal como previsto, não tendo contudo sido iniciados os trabalhos de desmantelamento.
O navio tem entretanto estado atracado em Ferrol, Galiza, de modo a permitir que se concretize alguma das ofertas confirmadas pelo Ministério da Defesa espanhol, que não revela contudo a procedência de tais ofertas.

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