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sexta-feira, 1 de maio de 2020

ACTIVIDADE DA FAP NO COMBATE À COVID-19 [M2129 - 47/2020]

Transporte de equipamentos e material médico para a Madeira      Foto: FAP

O Comando Aéreo Aliado, em Ramstein Alemanha, dá hoje destaque às acções desenvolvidas pela Força Aérea Portuguesa no combate à pandemia de COVID-19, no seu sítio de internet e redes sociais, onde se pode ler o seguinte:

Desde Fevereiro, que a Força Aérea Portuguesa apoia a batalha nacional contra a propagação da pandemia do COVID-19, além de realizar missões que garantem segurança a nível nacional e dentro da Aliança.

A pandemia do COVID-19 representa um desafio sem precedentes para todas as nações e está a ter um impacto profundo nas pessoas e nas economias. A crise mostrou que os membros da NATO são resilientes e unidos. Os militares da NATO estão a desempenhar um papel fundamental no apoio aos esforços civis nacionais e, usando mecanismos da NATO, os Aliados têm-se ajudado uns aos outros a salvar vidas.

"Estamos do lado de todos os afectados pela crise da COVID-19 e agradecemos profundamente a todos os que estão na linha de frente", disse o Brigadeiro-General da Força Aérea Portuguesa João Caldas, Diretor de Operações, em nome da Força Aérea Portuguesa. “A Força Aérea Portuguesa orgulha-se de poder ajudar a nossa população com a nossa equipa experiente. Ao mesmo tempo, a nossa missão 24/7 continua em todo o espectro de operações, incluindo Vigilância Aérea e Defesa Aérea, Evacuações Aeromédicas e missões de Busca e Salvamento ”, acrescentou.

Para a Força Aérea Portuguesa, as contribuições para as medidas nacionais anti-COVID-19 começaram em Fevereiro, quando uma aeronave de transporte C-130H ajudou a trazer de volta cidadãos portugueses e brasileiros das áreas afectadas na China; Noutra missão, em Março, um avião Falcon 50 repatriou cidadãos portugueses da Roménia com profissionais de evacuação aeromédica da Força Aérea Portuguesa a bordo.

C-130 Hercules no transporte de material médico     Foto: FAP


C-130 Hercules no transporte de material médico dia e noite     Foto: FAP

Em Março e Abril, as capacidades de evacuação médica da Força Aérea Portuguesa (MEDEVAC) também foram usadas para transportar casos suspeitos e confirmados de COVID-19 das ilhas dos Açores para o continente.

Falcon 50 na ilha do Pico        Foto: FAP

Além disso, a frota de transporte de quatro C-130H, dois Falcon 50 e dois C295M realizou missões de apoio logístico entre o continente e as ilhas dos Açores e da Madeira, transportando mais de oito toneladas de suprimentos sanitários e médicos, além de equipamento de auto-protecção para uso de militares e civis.

As camas de campanha fornecidas pela BA11 em Beja    Foto: FAP
Visita do CEMFA e ministro da Defesa ao CFMTFA na Ota       Foto: FAP


Desde o surgimento da pandemia em Portugal, a Força Aérea tem recebido refugiados - alguns casos confirmados de COVID-19 - no Centro de Formação Militar eTécnica da Força Aérea na Ota, disponibilizando mais de 200 camas tácticas, 500 camas hospitalares especializadas em apoio ao pedido da Autoridade Nacional de Protecção Civil, tendo  fornecido pessoal e apoio material ao Hospital das Forças Armadas e aos lares de idosos na Base Aérea de Beja. As instalações de armazenamento foram abertas ao Serviço Nacional de Saúde e as equipas de descontaminação garantiram a descontaminação dos equipamentos utilizados durante a pandemia do COVID-19, especialmente as aeronaves MEDEVAC.

Reportagem sobre as acções de desinfecção da Esquadrilha de Defesa NRBQ da FAP



quarta-feira, 8 de abril de 2020

COVID-19 DITA REGRESSO A CASA DO PORTA-AVIÕES CHARLES DE GAULLE [M2116 – 34/2020]

Sobrevoo de F-35, F16 e Rafale ao Charles De Gaulle durante a missão Foch no Mar do Norte    Foto: Marine Nationale


O porta-aviões Charles de Gaulle da Marinha Francesa (Marine Nationale) está de regresso a casa mais cedo, após suspeita de vários casos de Covid-19 entre os seus tripulantes.

Cerca de quarenta marinheiros podem estar infectados com o novo Coronavirus abordo do Charles De Gaulle, de acordo com um comunicado de imprensa do Ministério das Forças Armadas francês divulgado nesta manhã:

"A bordo do porta-aviões Charles de Gaulle, actualmente destacado no Atlântico, como parte da missão Foch, cerca de quarenta marinheiros estão hoje sob observação médica. Demonstram sintomas consistentes com possível infecção pela Covid-19. Os primeiros sintomas apareceram recentemente."

A tripulação do Charles de Gaulle consiste em cerca de 2000 marinheiros.

Fragata portuguesa NRP Corte-Real vista do convés do Charles De Gaulle      Foto: Marinha Portuguesa


O porta-aviões, e respectivo grupo de combate, do qual faz parte a fragata portuguesa NRP Corte-Real, estão actualmente a navegar no oceano Atlântico, destacados na missão“Foch”, já de regresso ao Mediterrâneo. O porto do Charles de Gaulle é a Base Naval de Toulon, no sul da França.

A Marinha Francesa decidiu antecipar o retorno do porta-aviões a Toulon, originalmente previsto para 23 de abril. Uma equipa de triagem com equipamento de testes será enviada ainda hoje ao porta-aviões para investigar os casos e tentar impedir a propagação do vírus a bordo do navio.

Os marinheiros que demonstram sintomas são colocados em confinamentos isolados, como precaução em relação à restante da tripulação. Não houve para já agravamento dos doentes e a Marine Nationale garante que tudo está a ser feito para garantir a segurança dos tripulantes.
Entretanto, algumas medidas foram já tomadas, nomeadamente com a limpeza de áreas comuns duas vezes por dia, prestando atenção especial à desinfecção de rampas / manípulos / torneiras e desinfectando estações de trabalho, telefones e computadores compartilhados após cada uso;
O número de reuniões e participantes foi reduzido, as reuniões em certos espaços foram limitadas.
As máscaras são distribuídas como uma medida preventiva para todo o pessoal que pode apresentar sintomas (tosse em particular). Estes são monitorizados duas vezes por dia pelo pessoal médico.

Já durante o destacamento, pelo menos um caso de contaminação por COVID-19 foi relatado em Março, a bordo da fragata da Marinha Belga Léopold I, pertencente à escolta do Charles De Gaulle, tendo este navio entretanto regressado ao porto de origem de Zeebrugge.

Não há para já informação da Marinha Portuguesa acerca de casos positivos de COVID-19 na fragata NRP Corte-Real.

Até ao momento a epidemia mais séria por COVID-19 em embarcações militares, está a decorrer no porta-aviões da US Navy, USS Theodore Roosevelt, cuja gestão causou já a deposição do comandante do mesmo, bem como a demissão do secretário da Marinha dos EUA, havendo já casos reportados também a bordo do USS Ronald Reagan, USS Carl Vinson e USS Nimitz.



quarta-feira, 1 de abril de 2020

PORTA-AVIÕES USS THEODORE ROOSEVELT TOMADO PELA COVID-19 [M2113 – 31/2020]

Porta-aviões USS Theodore Roosevelt em Guam        Foto: US Navy/Deleon Guerrero

O comandante do porta-aviões da US Navy USS Theodore Roosevelt solicitou àquele ramo das Forças Armadas dos EUA para intensificar a resposta ao surto de COVID-19 que atingiu o navio, e garantir isolamento individualizado para a tripulação, à medida que os casos a bordo continuam a multiplicar-se, de acordo com um novo relatório divulgado.

Enquanto a maioria da tripulação do Roosevelt permanece em locais exíguos a bordo do porta-aviões, uma pequena percentagem de marinheiros está a ser mudada para locais de quarentena em Guam, onde se encontra atracado, para limitar a propagação do vírus. Os esforços actuais para combater a COVID-19 são no entanto ainda inadequados, de acordo com o comandante do Roosevelt, Capitão-de-mar-e-guerra Brett Crozier.

Crozier argumentou que os locais de quarentena do grupo apenas podem atrasar a disseminação da COVID-19, numa carta enviada no dia 30 de Março, à qual o jornal San Francisco Chronicle teve acesso. Da mesma forma, apontou que os Centros de Controlo e Prevenção de Doenças (CDC) e o Centro de Saúde Pública da Marinha e do Corpo de Fuzileiros Navais desaconselham a quarentena de grupo e, em vez disso, sugerem quarentena individual.

Capitão-de-mar-e-guerra Brett Crozier na tomada de posse do comando do USS Roosevelt   Foto: US Navy/Sean Lynch

"Os marinheiros não precisam de morrer", escreveu Crozier na carta. "Se não agirmos agora, não conseguiremos cuidar adequadamente do nosso activo mais leal - os nossos marinheiros." Crozier disse que a situação seria diferente em tempo de conflito, porque "em combate, estamos dispostos a assumir certos riscos, que não são aceitáveis ​​em tempos de paz. (...) No entanto, não estamos em guerra e, portanto, não podemos permitir que um único marinheiro pereça como resultado dessa pandemia, desnecessariamente", escreveu Crozier. "Agora é necessária uma acção decisiva para cumprir as orientações do CDC e da Marinha e evitar resultados trágicos."

O USS Theodore Roosevelt é um dos dois porta-aviões da US Navy no Pacífico      Foto: US Navy/Austin Clayton
A Marinha informou pela primeira vez a 24 de Março que três marinheiros a bordo do USS Theodore Roosevelt haviam testado positivo a COVID-19, tal como o Pássaro de Ferro oportunamente noticiou. Entretanto, no dia 30 de Março era admitido que haveria 40 marinheiros com teste positivo ao vírus da COVID-19, embora esse número pudesse ser muito maior. Segundo um oficial anónimo do Roosevelt, poderia chegar já aos 200 marinheiros infectados.

De acordo com Crozier, há duas opções a seguir: admitir que o navio continuará com casos de COVID-19 e "ir para o combate doentes", ou seguir estritamente as directrizes do CDC para eliminar o surto de COVID-19 do gigantesco navio.

Segundo a proposta de Crozier, aproximadamente 10% da tripulação de Roosevelt permaneceria a bordo para operar o reactor [nuclear] e desinfectar o navio, entre outras tarefas permanentes e essenciais. O resto ficaria isolado, fora do navio.

USS Theodore Roosevelt ao largo de Guam - imagem de arquivo    Foto: US Navy/Kaylianna Genier

Remover a maioria do pessoal de um porta-aviões nuclear dos EUA e isolá-lo por duas semanas pode parecer uma medida extraordinária. (...) É um risco necessário ”, escreveu Crozier. “Manter mais de 4000 homens e mulheres a bordo do Theodore Roosevelt é um risco desnecessário e quebra a fé dos marinheiros, confiados a nossos cuidados.

O Secretário interino da US Navy, Thomas Modley disse que a Marinha "não discorda" de Crozier e observou que a Marinha está a trabalhar para retirar os marinheiros do Roosevelt há dias. Mas o espaço limitado em Guam cria alguns desafios, segundo disse: "O problema é que Guam não tem camas suficientes de momento, pelo que temos que conversar com o Governo local, para ver se podemos conseguir algum espaço de hotel, ou criar algumas instalações do tipo tenda", disse Modly em entrevista à CNN esta terça-feira, 31 de Março.

Da mesma forma, Modly enfatizou o quão detalhado é o processo para garantir que o porta-aviões é desinfectado correctamente: “A chave é garantir que temos um conjunto de tripulantes capazes de gerir todas as funções críticas do navio, garantir que estão saudáveis, colocá-los no navio, desinfectar o navio e retirar todos os outros tripulantes". Disse Modly. “E é esse processo que estamos a realizar. É muito metódico. Estamos a acelerá-lo à medida que avançamos.

Porta-aviões USS Ronald Reagan na baía de Tóquio - imagem de arquivo     Foto: US Navy/Nathan Burke

A Fox News informou na sexta-feira 27 de Março, que o outro porta-aviões da US Navy no Pacífico, o USS Ronald Reagan - actualmente em Tóquio - também registou dois casos de COVID-19, o que dependendo da gravidade do surto neste navio, poderá degenerar numa situação em que os EUA fiquem sem nenhum porta-aviões operacional, numa região do mundo que vem acumulando tensões crescentes, nomeadamente nos mares da China.




quarta-feira, 18 de março de 2020

RESTRIÇÕES À UTILIZAÇÃO DE INSTALAÇÕES AEROPORTUÁRIAS PORTUGUESAS POR AERONAVES MILITARES ESTRANGEIRAS [M2106 – 24/2020]



O Ministério da Defesa Nacional informou em nota de imprensa divulgada hoje que, "com a adoção das medidas de mitigação da pandemia por COVID-19, foram implementadas normas de proteção adicional das populações, que passam também pelo cumprimento de procedimentos de segurança no que diz respeito à utilização de aeródromos militares e aeroportos nacionais para a aterragem e permanência de aeronaves militares estrangeiras e das suas tripulações".

Na mesma nota pode ainda ler-se que "foi decidido que a referida permanência destas aeronaves em território português terá de obedecer às medidas adotadas em Portugal, nomeadamente no controlo de voos provenientes das regiões mais afetadas pela Covid-19.

É ainda especificado que "as tripulações e eventuais passageiros de aeronaves militares estrangeiras, que necessitem de fazer escalas técnicas em território nacional, serão sujeitas a isolamento profilático, estando também a sua circulação limitada às instalações militares, em áreas demarcadas e de acordo com a capacidade disponível. Com a adoção destas medidas assegura-se a proteção sanitária das populações, uma prioridade para o Ministério da Defesa Nacional.
A permanência nestas infraestruturas militares será permitida em caso de necessidade absoluta, para efeitos de abastecimento e de descanso das tripulações, durante o período considerado indispensável.
Estes procedimentos poderão ser revistos a qualquer momento, face à evolução da Pandemia."


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