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sexta-feira, 9 de fevereiro de 2024

CHEGOU O PRIMEIRO DE SEIS P-3 ADICIONAIS PARA A FORÇA AÉREA [M2465 – 10/2024]

Foto do "novo" P-3C n/c 24817 da FAP, tirada de um dos P-3 CUP+ operacionais dos "Lobos" que fez guarda de honra à chegada a espaço aéreo nacional     Foto: FAP
 

Aterrou hoje, 9 de fevereiro de 2024, na Base Aérea nº 11 em Beja, pelas 14h20,  o primeiro de seis aviões P-3C, adquiridos pelo Estado português à Alemanha, proveniente da base naval de Nordholz.

O processo de aceitação que antecedeu o voo de ferry, ocorreu no dia 6 de fevereiro na Alemanha, como resultado da colaboração entre a Marinha Alemã, as entidades da Força Aérea e a Autoridade Aeronáutica Nacional, segundo referiu nota de imprensa da Força Aérea.

De acordo com a Resolução do Conselho de Ministros n.º 102/2023, “a aquisição de todo o inventário da frota proveniente da Alemanha surge como uma oportunidade de garantir a operação do sistema de armas P-3C CUP+ nos próximos anos sem constrangimentos significativos, assegurando a sustentação com níveis elevados de disponibilidade, pois, sem tais recursos, o incremento das atuais taxas de aprontamento de aeronaves, que progressivamente vão tendo crescentes períodos de indisponibilidade por necessitarem de ações de manutenção para as quais não existe material disponível no mercado, ficará comprometido”.

Do contrato, no valor de 45M EUR, consta o inventário da frota P-3C disponibilizado pela República Federal da Alemanha constituído por seis aeronaves, conjuntos Mid-Life Upgrade (MLU), sobresselentes, equipamentos de apoio e bancadas de teste, bem como os simuladores de voo e de procedimentos táticos.

Vista superior do 24817 na chegada a Portugal     Foto: FAP

Segundo nota de imprensa da Força Aérea, os seis aviões objecto do contrato irão ser integrados na frota da Esquadra 601 – “Lobos” que já opera a versão P-3C CUP+ Orion, responsável pelo patrulhamento marítimo do enorme Espaço Estratégico de Interesse Nacional no Atlântico e cobertura de toda a área das duas regiões de informação de voo e de busca e salvamento sob jurisdição do Estado Português. 

Apesar de não haver informação oficial acerca do ritmo de entrega dos aviões, a Marinha alemã tem intenção de voar pelo menos dois P-3C até ao final de 2025, pelo que, na melhor das hipóteses apenas em 2026 se concluirá o processo.

Diga-se a propósito, que os aviões ora adquiridos à Alemanha, são provenientes da mesma frota inicial pertencente aos Países Baixos, e que irão agora ficar reunidos novamente.

Correspondência das matrículas neerlandesa, alemã e portuguesa das seis aeronaves:





terça-feira, 20 de março de 2018

OBANGAME EXPRESS 18 - Força Aérea e Marinha Portuguesas no Golfo da Guiné (M1959 - 19/2018)

Lockheed P-3C CUP+ Orion da Esquadra 601 da Força Aérea Portuguesa


As Forças Armadas portuguesas participam este ano com o maior número de meios e de militares numa missão no Golfo da Guiné.

Um total de 342 militares, sendo 311 da Marinha e 31 da Força Aérea. Três navios da Marinha - a fragata “Álvares Cabral”, o reabastecedor “Berrio” e o patrulha “Zaire”. Da Força Aérea, uma aeronave P-3C Orion de patrulhamento marítimo, da Esquadra 601. Serão o contributo português, destacado de 21 de março e 3 de abril, para o maior exercício militar aeronaval internacional, o OBANGAME EXPRESS 18, realizado no Golfo da Guiné.

Este exercício tem como principal objetivo promover a segurança global na região através da cooperação entre todas as forças e unidades navais dos países participantes e a partilha de informação no domínio marítimo entre os diversos centros de operações marítimas no Golfo da Guiné. A capacitação dos países do Golfo da Guiné, em concreto na área da segurança marítima e do combate às atividades ilícitas no mar, onde se destaca o combate contra a pirataria, o narcotráfico e a delapidação abusiva dos recursos marinhos, bem como a proteção das bases de exploração petrolífera existentes na região, são outros dos grandes objetivos deste exercício militar promovido pelo comandante das forças navais norte-americanas para a Europa e África e 6ª Esquadra (United States Naval Forces Europe-Africa/United States 6th Fleet).

A edição deste ano do OBANGAME EXPRESS 18, decorrerá entre a costa do Senegal e as águas de S. Tomé e Príncipe. Para além da participação de meios humanos, navais e aéreos nacionais, contará com a participação dos países africanos de Angola, Benim, Cabo Verde, Camarões, Costa do Marfim, Gabão, Gambia, Gana, Guiné, Guiné-Bissau, Libéria, Namíbia, Nigéria, São Tomé e Príncipe, Senegal, Togo, República do Congo, República Democrática do Congo e Serra leoa.

Participam igualmente a Alemanha, Bélgica, Brasil, Canada, Dinamarca, Espanha, França, Marrocos, Holanda, Noruega, Espanha, Turquia e EUA.

Destaca-se que a bordo dos navios portugueses seguem três observadores oriundos do Brasil, Espanha e Chile, uma equipa de abordagem com 8 fuzileiros de Cabo Verde e 10 militares da guarda-costeira de São Tomé e Príncipe.

Relembra-se que no Golfo da Guiné situam-se 4.000 milhões de metros cúbicos de reservas de gás natural e é onde tem origem cerca de 50% da produção de petróleo do continente africano, representando 10% da produção mundial, estimando-se que desde 2013 são perdidos por dia 40.000 barris devido a atos de pirataria ou roubo.

Salienta-se também que aproximadamente 40% do volume de peixe capturado nas águas da África Ocidental são provenientes de pesca ilegal, representando uma perda anual de mais de 1,5 milhões de dólares para os Estados da região.


terça-feira, 11 de março de 2014

CONTINUAM AS BUSCAS PARA ENCONTRAR O VOO MH370 (M1464 - 79PM/2014)

P-3C Orion da US Navy       Foto: US Navy

A 7ª Esquadra da Marinha dos EUA (US Navy) continua no esforço de busca para encontrar vestígios do Boeing 777 da Malaysia Airlines que realizava o voo 370 entre Kuala Lumpur e Pequim e que desapareceu na passada sexta-feira.

O USS Kidd juntou-se ao USS Pinckney na zona de buscas designada pelo governo malaio no Golfo da Tailândia. Numa missão de três horas e meia, os helicópteros HM-60R embarcados neste tipo de navios, podem cobrir 400 a 600 milhas quadradas de área, dependendo do tamanho dos objetos em busca, velocidade, vento, estado do mar e visibilidade.

Um P-3C Orion também da US Navy está também nas missões de busca, tanto no Golfo da Tailândia, como no Estreito de Malaca, onde as buscas foram alargadas, após a  informação de radares militares sugerirem que o 777 mudou de rota para esta zona, antes de desaparecer por completo. O P-3 tem capacidade para permanecer em missão durante longos períodos de até 12 horas ou mais, conseguindo cobrir entre 1000 a 1500 milhas quadradas de superfície por hora. Os sensores que transporta, permitem à tripulação ver claramente pequenos destroços nas águas.

 A US Navy não encontrou até ao momento qualquer indício de destroços passíveis de serem associados aos Boeing 777 desaparecido.

Dez países forneceram meios para participar nas buscas em curso.


domingo, 1 de dezembro de 2013

P-8 POSEIDON: PRIMEIRO DESTACAMENTO DA US NAVY (M1298 - 366PM/2013)

Descolagem para o primeiro destacamento de um P-8A Poseidon da US Navy   Foto: Clark Pierce/US Navy

O passado dia 29 de novembro foi um dia histórico para a Marinha dos EUA (US Navy), com o primeiro destacamento do novo avião de patrulhamento marítimo e reconhecimento P-8A Poseidon, que atingiu assim a Capacidade de Operação Inicial (IOC).

Algumas semanas depois de completar a Avaliação de Prontidão Operacional, a 4 de novembro, dois P-8A do VP-16 da US Navy foram destacados da base em Jacksonville, Flórida, para a base aérea de Kadena em Okinawa, Japão.
Com este acontecimento, o P-8 tornou-se o primeiro avião de patrulha marítima a entrar em serviço operacional na US Navy em mais de meio século:

"Esta IOC é o culminar de anos de planificação cuidadosa e coordenação de esforços por parte da frota, gestor d erecursos, comunidade de aquisição e indústria" referiu a propósito o Cap. Scott Dillon, gestor do programa para Aeronaves de Patrulha Marítima e Reconhecimento.

Ao atingir a IOC, a US Navy pode agora continuar a transição da sua envelhecida frota de P-3C para o P-8A. Depois da esquadra VP-16 "War Eagles", seguem-se a VP-5 "Mad Foxes" com o primeiro destacament poprevisto para meados de 2014 e o VP-45 "Pelicans" já em 2015.

"O número de submarinos em uso no mundo está a aumentar rapidamente. Muitos paises estão a construir ou a adquirir submarinos avançados, silenciosos e extremamente difíceis de detetar e temso de estar à altura de competir tecnologicamente, para os conseguir detetar. O P-8, a par com o Triton (VANT) reforçarão as missões marítimas e proporcionarão uma excelente Perceção Situacional" acrescentou o Contra-Almirante Matt Carter, Comandante do Grupo de Patrulha e Reconhecimento.

O P-8A Poseideon oferece relativamente ao seu antecessor P-3C Orion, uma maior capacidade de carga, maior altitude de serviço e tecnologia atualizável, à medida que novos avanços vão surgindo na indústria. Além disso a tripulação necessária para operar o P-8A foi reduzida em dois elementos, de onze para nove. Um dos elementos subtraídos foi o engenheiro de voo, agora considerado desnecessário devido aos avanços tecnológicos introduzidos, que permitem que o piloto e copiloto realizem o seu trabalho.




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