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segunda-feira, 8 de fevereiro de 2021

ENCOMENDA DE K-8W COMPLETA EM ANGOLA [M2219 - 7/2021]

Hongdu K-8W da Força Aérea Nacional de Angola          Imagem:TPA

A 14 de Dezembro de 2020 passado decorreu no Regimento Aéreo de Caça-Bombardeiro (RACB) em Catumbela, Angola, a cerimónia de entrega do segundo e último lote de aviões de treino e ataque leve de fabrico chinês K-8W.

As entregas do primeiro lote terão começado ainda em 2019, sendo que no final de Janeiro de 2020 era já possível observar em Catumbela pelo menos três das seis células K-8 do primeiro lote. Segundo informação veiculada pela agência ANGOP, durante 2020 esta frota realizou 1.265 voos num total de 1.770 horas.

A cerimónia de entrega do segundo lote de seis aviões, completando o total de doze encomendados, teve a presença do ministro da Defesa angolano João Ernesto dos Santos "Liberdade", do comandante da Força Aérea Nacional de Angola, general Altino Carlos dos Santos, de comandantes de regiões militares e navais das Forças Armadas, além de diversas autoridades, incluindo o vice-governador provincial de Benguela, Leopoldo Muhongo, e o administrador municipal da Catumbela, Fernando Belo, entre outras individualidades.

Yuan Mu, representante da CATIC, empresa fornecedora dos aviões, sublinhou no discurso de ocasião, a disponibilidade e interesse na continuação da cooperação com Angola, tendo já fornecido também dois aviões de transporte MA60, além dos K-8. A oferta, durante a cerimónia, de uma miniatura do modelo de treino avançado e ataque leve L-15, ao ministro da Defesa angolano, deixa antever a possibilidade de novos negócios para o futuro.

A cerimónia de entrega das últimas aeronaves coincidiu com o encerramento do curso de pilotos instrutores do modelo.

O contrato de fornecimento contempla ainda um simulador de ejeção, simulador de manutenção e equipamentos de apoio. 

Reportagem da cerimónia pela TPA



quinta-feira, 19 de julho de 2018

F-16 PARA A ROMÉNIA SAIRÃO DA FAP (M1987 - 47/2018)

F-16 portugueses (esq) e romenos (dir) na base aérea de  Monte Real


No seguimento da notícia que aqui divulgámos na passada segunda-feira 16 de Julho, dando conta do interesse romeno em adquirir mais F-16 portugueses, ficou a dúvida sobre a proveniência das células a alienar.

Em resposta à Agência Lusa, o Ministério da Defesa confirmou esta quinta-feira a venda à Roménia, tendo adiantado que as aeronaves sairão do "inventário nacional", sendo posteriormente repostas por outras adquiridas aos EUA: "Tal como no programa anterior, as aeronaves a alienar fazem parte do inventário nacional, sendo repostas por aeronaves adquiridas aos EUA que são sujeitas a um programa de atualização, `Mid-Life Upgrade´, conduzido pela Força Aérea Portuguesa e pela Indústria de Defesa Nacional".

Em resposta ao pedido de informação realizado pela Roménia, o ministro da Defesa Azeredo Lopes deu despacho favorável ao processo, tendo a Força Aérea Portuguesa respondido poder ceder "até cinco aeronaves adicionais" [às 12 já alienadas].

O negócio necessita contudo ainda da anuência dos EUA, de onde são oriundos os F-16, mas dado o anterior processo de venda, bem como a parceria também estabelecida com Portugal para similar venda à Bulgária, será de crer não existirem impedimentos desse quadrante. Apesar da Roménia ter feito saber pretender as aeronaves com a maior brevidade possível, a calendarização da venda está, ainda assim, dependente destes aspectos burocráticos a resolver.

Ao contrário do que sucedeu com a primeira encomenda para a Roménia, em que nove aeronaves estavam no mercado como excedentes, a frota em uso na Força Aérea Portuguesa está actualmente reduzida ao número considerado ideal para as necessidades nacionais (30 células). Na verdade está ainda abaixo desse número, dado que as três células adquiridas aos EUA para completar as três dezenas definidas, não foram ainda entregues à FAP pela OGMA, onde se encontram em processo de modernização.

Entre compromissos da NATO  (NRF e patrulhamento aéreo de países aliados), patrulhamento aéreo do espaço aéreo nacional e treino de pilotos, o número de aviões disponíveis é por isso exíguo. Se retirarmos ainda os aviões em manutenção e o baixo número de mecânicos de material aéreo para lhes fazer face, este número é ainda menor. Qualquer alienação pode implicar por isso, uma redução da capacidade operacional da Arma Aérea nacional.

Apesar do comunicado do Ministério da Defesa referir que os aviões de reposição serão sujeitos ao programa Mid Life Upgrade (MLU), será também de questionar esta lógica, de continuar um programa que está em final de vida, quando existe já o padrão V, que torna as aeronaves compatíveis com caças de última geração e a par com a tecnologia "state of the art" dos aliados.

Esperamos para ver se há capacidade política para transformar numa oportunidade de modernização, aquilo que à partida parece ser apenas mais uma delapidação da capacidade de defesa nacional.





segunda-feira, 16 de julho de 2018

ROMÉNIA QUER MAIS F-16 PORTUGUESES (M1985 - 45/2018)

F-16 romenos e portugueses: uma parceria para continuar


O ministro da Defesa romeno revelou na passada sexta-feira 13 de Julho de 2018, a intenção de adquirir mais cinco F-16 a Portugal, a adicionar à encomenda inicial de doze, entregues entre 2016 e 2017, e a operar no país dos Cárpatos.

Em declarações à imprensa local, Mihai Fifor acrescentou que o pedido foi realizado pelo secretário de Estado Mircea Dusa, durante a visita que este realizou a Portugal no início de Julho.
A intenção é de aumentar a actual frota de F-16 romena que inclui nove versões monolugares e três bilugares, com mais quatro monolugares e um bilugar.

Sobre os valores envolvidos no potencial negócio, Mihai Fifor não se alongou, tendo adiado a questão para depois:"Falaremos sobre o montante a pagar por estes aviões mais no final do ano, quando temos a intenção de levar uma Lei ao Parlamento, para continuar o programa F-16. É ainda cedo para falar de custos neste momento", concluiu acerca do assunto.
A Roménia pagou um total de 628M EUR pela dúzia de F-16 iniciais, embora este valor incluísse treino de pilotos e técnicos, bem como material de apoio e armamento.

As ambições da Roménia de aumentar a sua frota de F-16 não se esgotam contudo nesta segunda encomenda a Portugal: "No próximo período, discutiremos também os outros 36 F-16 que queremos comprar. Temos várias possibilidades em equação, falámos com vários Estados que têm F-16 e que os podem disponibilizar para venda, incluindo os EUA, Israel ou Grécia".

Esta vontade de criar mais Esquadras de voo equipadas com F-16 tinha já sido expressa anteriormente pelo executivo romeno, podendo actualmente ter ganho maior força, com o acidente com um MiG-21, que vitimou o piloto e levou à paralisação da frota por motivos de segurança.
Os MiG-21 romenos, apesar de modernizados, estão já em fim de vida, necessitando de substituição.

Da parte portuguesa não se conhecem ainda comentários oficiais acerca do tema. Sabe-se contudo que Portugal realizou no ano passado uma oferta à Bulgária para o fornecimento de oito F-16 MLU, que viriam dos EUA e seriam modernizados pela OGMA em Portugal, para depois seguirem para a Bulgária. Será por isso de acreditar, que os moldes deste potencial negócio com a Roménia, estejam dentro do mesmo princípio, o que não implicaria por isso uma redução da frota de F-16 ao serviço da Força Aérea Portuguesa, estabelecida em 30 aeronaves.

A OGMA está aliás,a  concluir a modernização das três últimas células, que completam os 30 F-16 da frota nacional, depois da saída dos doze aviões com as cores romenas.
Quer a venda à Roménia, quer à Bulgária, permitiriam à OGMA manter a linha de modernização de F-16 em aberto, por mais alguns anos.










quinta-feira, 17 de abril de 2014

AGUIAR-BRANCO, A UCRÂNIA E A DEFESA EUROPEIA (M1540 - 126PM/2014)



O ministro da Defesa Nacional, Aguiar-Branco, defendeu esta terça-feira que a crise entre a Rússia e a Ucrânia evidenciou a necessidade de uma política europeia comum e a importância de "não desvalorizar" o investimento no setor.

"É evidente que esta crise da Ucrânia/Rússia mostra que não há nada que seja adquirido e que é importante uma política de Defesa comum", afirmou, acrescentando que "é importante que não se desvalorize, como aconteceu no passado, as questões orçamentais ao nível da Defesa".

José Aguiar-Branco falava à Agência Lusa no final de uma reunião de ministros europeus dos Negócios Estrangeiros e da Defesa, que terminou esta terça-feira na Cidade do Luxemburgo.

A situação na Ucrânia, analisada segunda-feira pelos ministros dos Negócios Estrangeiros, foi retomada num almoço dos ministros da Defesa, adiantou, sublinhando a "importância de se encontrar uma solução de natureza diplomática".

Por outro lado, acrescentou, foi reafirmada uma "posição de princípio muito forte no sentido em que não é tolerável que haja uma ação violadora do Direito Internacional".

Na segunda-feira, a chefe da diplomacia da EU, Catherine Ashton, anunciou a intenção de alargar a lista de personalidades russas e ucranianas pró-russas abrangidas por sanções após os recentes incidentes no leste da Ucrânia.

O governo ucraniano lançou no domingo passado uma operação que chamou de "anti-terrorista" contra os separatistas pró-russos armados que ocuparam os centros de poder em várias cidades do leste da Ucrânia.

Moscovo, que concentrou dezenas de milhares de soldados na fronteira com a Ucrânia, condenou a ação das autoridades ucranianas, com o presidente russo, Vladimir Putin, a garantir que defenderá os interesses dos russos em qualquer parte dos países que faziam parte da antiga URSS.

A Rússia não reconhece o governo provisório pró-europeu chegado ao poder após o derrube, no final de fevereiro, do presidente pró-russo Viktor Ianukovich, na sequência de manifestações sangrentas na capital ucraniana.

Tropas russas, auxiliadas por milícias pró-russas, tomaram no mês passado o controlo da península da Crimeia, que fazia parte da Ucrânia, e que acabou por se anexar à Rússia após um referendo cuja legitimidade não foi reconhecida pelos países ocidentais.

Fonte: TVI24

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

MINISTRO DA DEFESA VISITA MISSÃO FRONTEX (M1180 - 273PM/2013)

Foto: Força Aérea
Foto: Força Aérea
Esta missão, que decorre desde 2011, a pedido da Agência Europeia para a Gestão da Cooperação Operacional das Fronteiras Externas do Estados Membros da União Europeia, é composta atualmente por 17 militares da Força Aérea portuguesa (Esquadra 502) e uma aeronave C295, equipada com um sistema de vigilância marítima (VIMAR).

Foto: Força Aérea
Durante a sua visita ao comando da missão, sediado na Base Aérea de Málaga, José Aguiar-Branco destacou o desempenho da Força Aérea portuguesa por constituir “uma articulação perfeita” entre os militares portugueses e as forças de segurança civis espanholas. “É uma missão onde é possível reconhecer a excelência da prestação da Força Aérea portuguesa” e que “tem em vista ir ao encontro das necessidades da defesa das pessoas” contra “as atividades ilícitas”, referiu o Ministro da Defesa Nacional.
Foto: Força Aérea
Para Aguiar-Branco, “mais grave do que a própria imigração legal”, frequentemente detetada pelas forças destacadas, são as situações de terrorismo, de narcotráfico e de financiamento, por detrás das pessoas que apenas “procuram melhores condições de vida para si e para os seus familiares”.

Considerando que “as ameaças são hoje difusas e dispersas” e que “podem acontecer em qualquer País”, o Ministro da Defesa Nacional afirmou que é cada vez mais importante uma “atitude preventiva relativamente às ameaças que hoje existem”.

Foto: Força Aérea
Apesar das “dificuldades financeiras” obrigarem “a uma gestão mais cuidadosa e a uma melhor definição de prioridades”, Aguiar-Branco referiu que este tipo de missões “são absolutamente necessárias” para a “segurança dos portugueses”.

“Quando estamos no Afeganistão ou no Kosovo estamos a ser contribuintes do combate ao terrorismo para acautelar que as ameaças” que possam acontecer “sobre Portugal beneficiem, também, da solidariedade internacional”, frisou ainda.

Foto: Força Aérea

De acordo com a Força Aérea foram realizadas, entre 2011 e 2013, 274 missões portuguesas, no âmbito da FRONTEX, e que resultaram no salvamento de 733 pessoas. Ao todo foram percorridos mais de 14 milhões de quilómetros quadrados, em cerca de 1400 horas de voo.
Foto: Força Aérea

Fonte: Ministério da Defesa
Fotos: Força Aérea Portuguesa


quarta-feira, 17 de abril de 2013

MINISTRO DA DEFESA ROMENO EM PORTUGAL PELOS F-16 (M954 - 105PM/2013)



No dia 16 de abril, o Ministro da Defesa Nacional da Roménia, Mircea Duşa, efetuou uma visita oficial a Portugal, a convite do seu homólogo português, José Pedro Aguiar-Branco.
As conversações entre os dois Ministros debruçaram-se, sobretudo, sobre as relações bilaterais de defesa e os modos do seu aprofundamento. Os Ministros reiteraram que Portugal e a Roménia são parceiros sólidos na área da defesa e concordaram em retomar as reuniões do Comité Misto de Defesa romeno-português.
Mereceu especial atenção, na agenda das conversações, o processo da aquisição por parte da Roménia de aviões F16 a Portugal. Os dois Ministros fizeram um ponto da situação sobre as conversações técnicas, desenvolvidas até ao momento por ambas as partes. Os mesmos concordaram prosseguir as negociações, tendo estabelecido como objectivo desejável a sua conclusão até ao final do próximo mês de Junho.
O Ministro da Defesa Nacional, Mircea Duşa, transmitiu o interesse da Roménia no desenvolvimento da cooperação ao nível de forças militares, da instrução, de estágios e de apoio técnico.
Durante as conversações, foram também debatidos assuntos relacionados com o Afeganistão, a Cimeira de Chicago da NATO e a Política Comum de Segurança e Defesa da União Europeia. Foram ainda discutidos temas relacionadas com a agenda do Conselho de Negócios Estrangeiros da UE, em formato de Ministros da Defesa, a ter lugar no Luxemburgo nos dias 22 e 23 de abril de 2013.


Fonte:Ministério da Defesa






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