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terça-feira, 20 de agosto de 2024

EXÉRCITO PORTUGUÊS TREINA NA ROMÉNIA COM FORÇAS LOCAIS [M2521 - 65/2024]

As tropas de Operações Especiais do Exército Português em treino com IAR330 romeno   Foto: Exército Português

A 7.ª Força Nacional Destacada de Operações Especiais realizou um treino conjunto e combinado de Operações Aéreas, lado a lado com forças congéneres Romenas e com a Força Aérea Romena, na passada semana, de acordo com nota de imprensa do Estado Maior General das Forças Armadas no dia 14 de agosto.

Fotos: Exército Português

O treino envolveu duas Unidades Táticas e uma Esquadra: duas Special Operations Land Task Units (SOLTU) e uma Esquadra da Força Aérea romena. Consistiu no uso de técnicas especiais de inserção e extração, rappel e Fast Rope Insertion Extraction System (FRIES), com o recurso a um helicóptero Puma IAR 330 Puma da Força Aérea Romena. 

Fotos: Exército Português

A operações realizam-se de noite ou em condições de visibilidade reduzida, em zonas restritas de difícil acesso que impediam a aterragem vertical dos meios de asa rotativa e em território controlado pela força opositora. ​

Foto: Exército Português

O Contingente Nacional Destacado na Roménia, incluindo a 5.ª Força Nacional Destacada - Companhia de Atiradores Mecanizada, recebeu além disso a visita do Comandante das Forças Terrestres do Exército, Tenente-General Rui Ferreira, que assistiu a diversos exercícios entre as Forças Nacionais e Forças de outros Contingentes de países da NATO presentes no Teatro de Operações da Roménia.

O Gen. Rui Ferreira à direita      Foto: EMGFA

À margem dessa visita, o Gen. Rui Ferreira manteve reuniões de trabalho com o Estado-Maior das Forças Terrestres Romeno, em Bucareste, com a 4ª Divisão de Infantaria, em Cluj-Napoca, e a Academia Militar em Sibiu.




quinta-feira, 8 de junho de 2023

P-3 DA FAP NO BÁLTICO [M2412 - 44/2023]

"Lobos" em Siauliai           Foto: EMGFA

Um destacamento compreendendo um avião P-3C CUP+ e 36 militares da Esquadra 601 (Lobos) da Força Aérea Portuguesa, está a operar a partir da Base Aérea de Siauliai, na Lituânia, desde 23 de maio e até 25 de julho, integrando as NATO Assurance Measures 2023 (Medidas de Tranquilização da NATO).

Segundo divulgou o Estado-Maior General das Forças Armadas, "esta missão tem como objetivo a vigilância, o reconhecimento e a recolha de informação na área de operações estabelecida pela NATO, promovendo a segurança marítima do Mar Báltico para garantir a liberdade de navegação e assim contribuir para conhecimento situacional daquele mar".

Em Siauliai está também, desde o final de Março, um destacamento de quatro F-16M das Esquadras 201 e 301 da FAP, a liderar o Policiamento Aéreo do Báltico.

Quanto aos "Lobos", este é já o segundo destacamento assegurado em 2023, depois de estarem sensivelmente um mês em Sigonella, Itália, entre 15 de Abril e 17 de Maio, no caso empenhados na missão Sea Guardian da NATO no Mediterrâneo, destinada a garantir o embargo à Síria e Líbia, assim como a segurança das linhas de comunicação do Mediterrâneo, promovendo a segurança marítima, com foco nas atividades de tráfico de estupefacientes, armas e pessoas, vigilância do tráfego marítimo e poluição marinha.

Lobos durante a Operação Sea Guardian no Mediterrâneo     Foto: EMGFA








quinta-feira, 18 de maio de 2023

F-16 PORTUGUESES TREINAM COM F-22 NO BÁLTICO [M2407 - 39/2023]

O Estado-maior General das Forças Armadas (EMGFA) Portuguesas revelou fotos do treino combinado com caças stealth F-22 da USAF (EUA).

Na notícia divulgada pode ler-se "O treino conjunto entre os F-16 portugueses e F-22 americanos permitiu testar a integração e a interoperabilidade entre diferentes sistemas de armas que contribuem a segurança do flanco Leste da Aliança Atlântica."

Recordamos que a Força Aérea Portuguesa tem actualmente um destacamento de quatro F-16AM na base aérea de Siauliai na Lituânia, no âmbito do Policiamento Aéreo do Báltico da NATO, entre 1 de Abril e 31 de Julho de 2023.

Já os F-22 Raptor da USAF, estão destacados na Polónia desde 12 de Abril transacto.

Além de assegurar o Alerta de Reacção Rápida no espaço aéreo das Repúblicas Bálticas, os destacamentos nacionais aproveitam normalmente a oportunidade integrar exercícios na região ou realizar treino com aliados, tal como no caso em apreço.


Fotos via EMGFA

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2022

Conselho Superior de Defesa Nacional aprova participação de Forças portuguesas no âmbito NATO [M2296 - 13/2022]

F-16 MLU da Força Aérea Portuguesa      Imagem de arquivo

Em reunião extraordinária do Conselho Superior de Defesa Nacional (CSDN) convocada nas primeiras horas da manhã de hoje, 24 de Fevereiro de 2022, e realizada a partir das 12h00 no Palácio de Belém, foi aprovada a proposta do Governo de participação na defesa colectiva da NATO, conforme se pode ler no comunicado lavrado:

"O Conselho Superior de Defesa Nacional reuniu hoje, 24 de fevereiro de 2022, em sessão extraordinária, sob a presidência de Sua Excelência o Presidente da República, Prof. Doutor Marcelo Rebelo de Sousa, para se inteirar da situação na Ucrânia e eventual participação de Forças Nacionais no âmbito da NATO.

Com base na posição de princípio expressa pelos órgãos de soberania, nomeadamente, o Presidente da República, o Primeiro-ministro e pelo representante da Assembleia da República do principal partido da oposição, e atendendo à informação analisada, o Conselho deu, por unanimidade, parecer favorável às propostas do Governo para a participação das Forças Armadas Portuguesas no âmbito da NATO, que se seguem:

Ativação da Very high readiness Joint Task Force (VJTF) e das Initial Follow-On Forces Group (IFFG) para eventual empenhamento nos planos de Resposta Graduada da NATO,

Eventual antecipação do segundo para o primeiro semestre de projeção de uma companhia do Exército para a Roménia."


À VJTF, Portugal tem atribuídos para 2022 os seguintes meios, com prontidão a 7 dias:

1 Fragata (195 militares)

6 Aeronaves F-16 M (140 militares)

1 Aeronave P-3C Cup+ (82 militares)

1 Batalhão mecanizado (159 viaturas táticas /609 militares)

1 Destacamento de mergulhadores (12 militares)

1 Unidade de Cooperação Civil-Militar (CIMIC) (3 viaturas táticas / 11 militares)

P-3C CUP+ da FAP        Imagem de arquivo

Ao IFFG estão atribuídos os seguintes meios, com prontidão a 30 dias:

1 Fragata (195 militares)

1 Submarino (33 militares)

1 Companhia de fuzileiros (36 viaturas táticas /212 militares)

1 Destacamento de mergulhadores (12 militares)

1 Unidade Tarefa Operações Especiais Marítimas (SOMTU) (20 militares)


Compete agora à NATO realizar um pedido formal para o empenhamento de alguma ou várias destas forças, de acordo com as necessidades que o desenrolar da situação coloque.

Destacamento de 4 F-16AM da FAP em rota para a Islândia, na passagem por Lossiemouth, Escócia

Já antes da reunião do CSDN, e em acção programada do Policiamento Aéreo aumentado da NATO, Portugal tem empenhados desde o início de Fevereiro, quatro caças F-16AM destacados na Islândia, onde se irão manter pelo menos até ao final de Março.




quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020

OPERAÇÕES INTERNACIONAIS EM 2020 [M2097 – 15/2020]

Destacamento de F-16 na Polónia em 2019 ao abrigo do Enhanced Air Policing da NATO. Repetir-se-á em 2020

O Estado Maior General das Forças Armadas (EMGFA) revelou ontem no sítio de internet da instituição, as operações internacionais previstas para o corrente ano de 2020.

Ainda segundo o EMGFA, os destacamentos de Forças Nacionais a empenhar em operações de cariz internacional, reflectem a materialização dos interesses nacionais no âmbito dos compromissos assumidos com as organizações internacionais que Portugal integra, designadamente a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), a União Europeia (UE) e a Organização das Nações Unidas (ONU), bem como no quadro bilateral ou multilateral, com países aliados e amigos.

Estas acções foram planeadas de acordo com a orientação de política externa do país, com os seguintes objectivos definidos:

Reforçar presença no Atlântico como espaço prioritário de interesse estratégico nomeadamente através de missões de fiscalização conjunta e exercícios de segurança marítima no Golfo da Guiné.

Privilegiar missões e operações que contribuam para:
• a estabilidade da nossa vizinhança próxima, em particular, o Magrebe e Sahel;
• demonstrar o compromisso e solidariedade com a segurança e defesa dos Aliados NATO;
• implementar a Estratégia Global da União Europeia;
• assegurar papel activo e credível na produção de segurança no quadro da ONU.

Manter a presença no Mediterrâneo como espaço de interesse nacional nomeadamente através de missões de fiscalização conjunta e exercícios de segurança marítima.

Prosseguir a participação nacional no quadro do combate ao terrorismo transnacional.

Garantir um equilíbrio do contributo nacional para as missões e operações ONU, UE e NATO.

Participar em actividades de capacitação institucional no domínio da defesa.


Relativamente a actividades que envolvam o destacamento de meios aéreos, estão previstas por isso as seguintes operações:

MISSÕES NATO

Enhanced Air Policing (Polónia)
4 F-16AM e cerca de 95 militares (2 meses a designar)
Objectivos: Assegurar, coletivamente e de forma contínua, a capacidade de rapidamente reagir a violações do espaço aéreo da Aliança.
Ver missão de 2019

Operação Sea Guardian (Mediterrâneo)
1 P-3C CUP+ e cerca de 13 militares (1 missão/mês, até 8 meses a designar)
Objectivos: Contribuir para a segurança marítima no Mediterrâneo através do incremento do conhecimento situacional marítimo e da capacitação de parceiros.
Ver missão de 2014

NATO Response Force
1 fragata
6 F-16AM
1 P-3C CUP+
Prontidão a 7 dias no âmbito da Very High Readiness Joint Task Force (VJTF)
Ver artigo sobre a NRF

MISSÕES ONU

MINUSCA - United Nations Multidimensional Integrated Stabilization Mission in the Central African Republic
De momento as Forças e Meios previstas pertencem ao Exército. Procura-se uma solução para o apoio por aeronaves de asas rotativas, que contudo já não deverá ocorrer durante 2020.
Objectivos: Apoiar a comunidade internacional na reforma do sector de segurança do Estado, contribuindo para a segurança e a estabilização do país.
Ver artigo sobre a MINUSCA

MINUSMA - United Nations Multidimensional Integrated Stabilization Mission in Mali
1 C295M e cerca de 75 militares (até 6 meses de Maio a Novembro)
Objectivos: Apoiar o processo de transição, contribuindo para a estabilização do país.
Ver artigo sobre a MINUSMA


Missões no âmbito dos acordos bilaterais e multilaterais

Grupo Aero-Naval do porta-aviões Charles de Gaulle (Mediterrâneo)
Fragata com helicóptero Lynx Mk.95 e cerca de 195 militares (1 mês, 1º semestre)
Objectivos: Contribuir para a segurança cooperativa e colectiva no Mediterrâneo. Apoiar a acção externa do Estado.

African Maritime Law Enforcement Partnership (Golfo da Guiné)
1 P-3C CUP+ e até 46 militares (até 15 dias em Junho)
Objectivos: Apoiar, no âmbito da iniciativa das Forças Armadas norte-americanas, as autoridades locais no desenvolvimento de capacidades de segurança marítima.
Ver artigo sobre o Obangame Express

Para informação acerca da totalidade dos meios técnicos e humanos das Forças Armadas Portuguesa envolvidas em operações externas em 2020, recomenda-se consultar a infografia do EMGFA.




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