segunda-feira, 10 de junho de 2013

DE PORTUGAL (1034 - 48AL/2013)



Nos tempos difíceis que correm, por vezes algo inconscientemente, procuramos algo que nos orgulhe e dê motivos para continuarmos dignos como indivíduos e como nação. Uma espécie de cimento que mantenha a construção de pé quando tudo à sua volta treme.
A época é de sobressalto e de certa maledicência que sempre foi regra no "ser-se Português". É uma condição desgraçada, de fado!
Tão depressa exaltamos o nosso orgulho na portugalidade, como maldizemos a nossa condição, os nossos pilares e nos "vendemos" por meio pataco aos vizinhos próximos, visíveis uns, invisíveis outros.
A soberania nacional é hoje um conceito vago, longínqua causa e cousa, aqui e ali a roçar o romântico, fora de moda, que os valores da individualidade e da sobrevivência dos nossos umbigos e respetivos quintais murados foram construindo, quase como estatuto, muitas vezes ao arrepio do desígnio, orgulho e dignidade coletivos.
Um dos pilares da nacionalidade e porque não dizer, sem medo, da pátria - esse vocábulo tão pesado em algumas bocas de preconceito - são as Forças Armadas. São elas o primeiro e o último reduto do ser-se português, são elas, tantas vezes, o saco de pancada das nossas frustações individuais e coletivas, o "brinquedo" com que os políticos se parecem divertir nas suas lutas de pechisbeque pelo apetite do poder. 
A política pouco dada a cartas de recomendação que, ao longo dos anos nos trouxe a este beco cuja saída se vislumbra complicada, levando-nos hoje a um país triste, deprimido, acabrunhado, de mão nos bolsos a contar tostões, de olhar distante num futuro que mal se vislumbra. Se foi para isto que foi feito o 25 de Abril, então todas as perguntas são legítimas, todas as dúvidas têm colo!
Nos tempos dificeis que correm, são as Forças Armadas que sustêm - nem que seja em último lugar - a dignidade de uma nação, o orgulho sem medos de se ser o que se é, de continuar uma história com tantos séculos, tanto sangue e também tanta glória.
Há que as respeitar e aos homens e mulheres que as fazem a todas as horas e em todos os dias, quando tudo á nossa volta parece arder...
No dia em que se perder o respeito pela instituição militar, então sim, estará Portugal à beira do último precipicio.
Uma simples brisa, então, pode empurrar-nos para a derradeira queda!

Nota: Este texto é de opinião e apenas vincula o seu autor.



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