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sexta-feira, 6 de janeiro de 2023

FORÇA AÉREA PORTUGUESA - 2022 EM NÚMEROS [M2369 - 01/2023]

Aeronaves C-130 e F-16 da FAP

A Força Aérea Portuguesa divulgou o resumo estatístico da actividade operacional de 2022, destacando aquele que foi o maior registo de pessoas auxiliadas dos últimos anos, entre transportes médicos aéreos, resgates e missões de busca e salvamento, num total de 912.

Segundo a nota de imprensa distribuída ontem 5 de Janeiro, em missões de transportes médicos aéreos foram transportados de urgência 816 doentes aos quais se somam 49 pessoas resgatadas a bordo de embarcações em alto mar e as 47 pessoas salvas em missões de busca e salvamento, em terra e no mar.

A assinalar ainda 15 missões de transporte de órgãos para transplante realizados, 631 horas de voo em missões de soberania do espaço aéreo nacional em vigilância do espaço aéreo, 208 missões de vigilância marítima em território nacional e internacional e 399 missões de reconhecimento e avaliação integradas no Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR) que resultaram em 1641 horas de voo.

Infografia: FAP


terça-feira, 4 de abril de 2017

BUSCA E SALVAMENTO: VÁRIAS MISSÕES E UM RECORDE (M1885 - 22/2017)

P-3C CUP+ Orion com kit de sobrevivência no porão

A Esquadra 601 “Lobos” da Força Aérea, que opera os P-3C CUP+ Orion a partir da  Base Aérea N.º11, em Beja, efectuou no dia 29 de Março uma missão de busca e salvamento (SAR) a cerca de 2200 quilómetros de Portugal Continental, com o objectivo de localizar um tripulante do navio cruzeiro “Costa Deliziosa” caído ao mar.
A missão, que levou a aeronave a cerca de 1500 quilómetros a sul das Lajes, nos Açores, durou um total de 12h30 de voo, sendo este o voo mais longo com a plataforma P-3C Cup+ até à data.

A coordenação da operação esteve a cargo do Centro de Coordenação de Busca e Salvamento Aéreo das Lajes (RCC Lajes), entidade responsável pelas operações aéreas, neste âmbito, na Região de Informação de Voo (FIR) de Santa Maria.

Costa Deliziosa                                     Foto: Força Aérea

O P-3C Cup + empenhado na missão, descolou de Beja pelas 11h55z (12h55 locais) e efectuou buscas no local durante várias horas, juntamente com o cruzeiro “Costa Deliziosa”. Às 20:30z, levados a cabo todos os esforços possíveis para encontrar o tripulante desaparecido, a aeronave regressou a Beja, onde aterrou às 00:25z (1h25 locais).

Desde então, a Força Aérea esteve já empenhada em várias  missões em que foram accionadas outras aeronaves de alerta, nomeadamente o helicóptero EH101 Merlin e o aviao C295M, dos destacamentos das Esquadras 751 e 502 respectivamente, na BA4, Lajes, Açores.
A última das quais constou do resgate de um tripulante do pesqueiro "IRIS DO MAR", na noite de 03 de abril, em coordenação com a Marinha, o INEM - Centro de Orientação de Doentes Urgentes no Mar e o Serviço Regional de Proteção Civil e Bombeiros dos Açores.





Esta embarcação, portuguesa, navegava a 456 quilómetros a Nordeste da Ilha Terceira, Arquipélago dos Açores. O tripulante, um homem de 54 anos e de nacionalidade senegalesa, necessitava de assistência médica urgente. No local do resgate registavam-se de ondulações de 4 metros e ventos de cerca de 28 km/h.

Já na noite de 30 de Março a Força Aérea, em coordenação com a Marinha, o INEM - Centro de Orientação de Doentes Urgentes no Mar e o Serviço Regional de Proteção Civil e Bombeiros dos Açores, resgatou durante a madrugada, três pessoas do navio mercante New Pearl, quando esta embarcação, de pavilhão de Hong Kong, navegava a cerca de 445 quilómetros a Sul da Ilha Terceira, e os indivíduos, de 25, 35 e 40 anos, necessitavam de assistência médica urgente.
Os pacientes foram retirados da embarcação pela tripulação do EH101 Merlin e posteriormente transportados até ao Hospital do Santo Espírito, da Ilha Terceira, por ambulâncias desse mesmo centro hospitalar.

A Força Aérea mantém permanentemente em alerta um total de três C295M e EH101 no Montijo, Lajes e Porto Santo e um P-3C Orion em Beja, que constituem o sistema de busca e salvamento encarregue de uma das maiores áreas de busca do mundo. Em complemento estão ainda em Ovar e Beja dois SE3160 Alouette III para busca e salvamento costeira, durante o período diurno.

O P-3 é a aeronave com maior autonomia ao serviço da Força Aérea.


Fonte: Força Aérea
Adaptação: Pássaro de Ferro

quarta-feira, 22 de março de 2017

OPERAÇÃO SOPHIA NO MEDITERRÂNEO - LOBOS CONDECORADOS (M1883 - 20/2017)

Militares da Esquadra 601 condecorados pelo seu empenhamento na Operação SOPHIA         Foto:João Espinho

Os militares da Esquadra 601 - “Lobos” que participaram na Operação SOPHIA foram condecorados em cerimónia presidida pelo Comandante Aéreo, Tenente-general Joaquim Borrego, no dia 21 de março, na Base Aérea N.º11.

A Força Aérea Portuguesa participou, entre 14 de abril a 16 de junho de 2016, na Operação SOPHIA de responsabilidade da União Europeia, centrada no desmantelamento das redes de introdução clandestina de migrantes e de tráfico de pessoas na zona sul do Mediterrâneo Central.

O destacamento português, que integrou a força internacional da EUNAVFOR MED, foi constituído por 54 militares e uma aeronave P-3C Cup+, tendo realizado 47 missões de vigilância, reconhecimento e recolha de informações, num total de 107 horas de voo. Estes homens e mulheres ajudaram a resgatar mais de 3000 migrantes, em colaboração com as várias forças envolvidas na Operação.

Os P-3C CUP+ operados pela Esquadra 601 desde 2010, são uma moderna e poderosa plataforma de Informação,Vigilância e Reconhecimento (ISR), sendo equipamento de topo, relativamente ao que existe actualmente na Europa.
As suas capacidades foram já sobejamente comprovadas em vários teatros de operações, como o Atlântico, Mediterrâneo, Índico ou Báltico.
Muito para além da luta anti-submarina para a qual foram inicialmente criados, podem hoje em dia executar missões muito mais diversas e abrangentes, como a Busca e Salvamento até às áreas mais remotas do Atlântico, ou servir de plataforma de Controlo e Comando de forças combinadas (aérea, terrestre e naval), entre outras.

Vídeo captado pela câmara de vigilância do P-3C dos "Lobos", da detecção de barcos de migrantes no Mediterrâneo em Junho de 2016:



Fonte: FAP
Adaptação: Pássaro de Ferro

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

RESGATES DE HELICÓPTERO NO INVERNO (M1763 - 07PM/2015)

Foto: IAF

O inverno chegou e com ele a necessidade de salvamentos e evacuações em situações complexas. A esquadra "Rolling Sword" da Força Aérea Israelita (IAF), que opera helicópteros Black Hawk na função de Busca e Salvamento, explica como é operar em condições atmosféricas difíceis.


Como ultrapassar a nebulosidade

Tempo tempestuoso quase sempre resulta em acidentes rodoviários e pessoas em caminhadas a ficarem presos nos trilhos - cenários que requerem evacuação aérea. O acesso ao local contudo, também piora durante o mau tempo. "Todas as situações requerem aterrar ou pairar perto do solo" comenta o Cap. M., piloto de Black Hawk que liderou o treino. "Durante o inverno, as baixas altitudes em que operamos são muito nubladas, o que torna a missão ainda mais difícil e exigente". A nebulosidade torna mais difícil para os pilotos verem as redondezas e encontrar a melhor rota para o destino, e também torna desafiante chegar à altitude pretendida. Segundo os elementos da Esquadra, há dois métodos principais para contornar o problema da nebulosidade: o primeiro consistem em encontrar um "buraco" nas nuvens, através do qual é possível descer para a altitude requerida e depois voar por debaixo ou à volta das nuvens até ao local da evacuação. O segundo método é atravessar a camada de nuvens em sentido descendente, utilizando apenas a informação dos sistemas do helicóptero, sem realmente estar a ver o solo, até sair da camada de nuvens. As tripulações praticam estes dois métodos, depois de realizarem voos em condições tempestuosas em simulador.

Foto: IAF

Cooperação com a Polícia

Um dos objetivos do treino é melhorar a cooperação entre as unidades da Força Aérea e da Polícia. Assim que os centros nacionais de emergência recebem uma chamada de emergência para evacuar alguém que caiu num local sem acesso, foi arrastado numa cheia, está em condição desidratada, ou qualquer outra razão, os membros da equipa de resgate chegam ao local e começam a evacuação. "Se não conseguimos chegar às pessoas que temos que salvar, ou estamos a lidar com um caso em que a vítima está severamente ferida e pode ficar com sequelas definitivas, contactamos a IAF e pedimos para enviar o helicóptero para evacuar" explica Oren Arieli, vice-comandante da equipa de resgate de Arad, que servem em regime voluntário há já 18 meses.

Nos últimos cinco anos a ligação entre as duas entidades tem sido fortalecida. Quando da Esquadra é chamada, a equipa de resgate já instalou um posto de comando no terreno e estão prontos para direcionar o helicóptero até ao destino.





quinta-feira, 24 de outubro de 2013

EH101 RESGATA PASSAGEIRA DE PAQUETE (M1227 - 85AL/2013)

Aproximação ao paquete Norwegian Epic    Foto: Força Aérea

A Força Aérea Portuguesa efetuou esta madrugada o resgate aeromédico de uma tripulante do navio paquete “NORWEGIAN EPIC”, que navegava a cerca de 222 Km a oeste da ilha de Porto Santo, Arquipélago da Madeira. 
A tripulação de alerta do Destacamento Aéreo da Madeira descolou o helicóptero EH101 Merlin pouco depois da meia-noite, em direção à zona de operações. Assim que resgatou com sucesso a passageira do paquete e o seu companheiro, o EH101 dirigiu-se para o Aeroporto do Funchal, onde a doente foi entregue a uma equipa médica. 
O EH101 Merlin deu a missão como concluída, ao aterrar no Aeródromo de Manobra N.º 3 (Porto Santo, onde efetua destacamento), após cerca de três horas de voo.

A operação de resgate com o EH101 em voo estacionário sobre o paquete    Foto: Força Aérea


Fonte: Força Aérea

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

MEIOS DA FORÇA AÉREA E MARINHA EM BUSCAS NA FIGUEIRA DA FOZ (M1122 - 239PM/2013)


EH101 Merlin da Força Aérea

O alerta foi recebido no MRCC Lisboa pelas 12h45, de imediato e, de acordo com as normas e procedimentos em vigor, a Capitania do Porto da Figueira da Foz assumiu a coordenação da ação no local, tendo sido desencadeados os procedimentos de resposta para prestar auxílio.

Nas buscas participam, uma semirrígida da estação salva-vidas da Nazaré, duas embarcações semirrígidas da Polícia Marítima da Capitania do Porto da Figueira da Foz, o EH101 Merlin da Força Aérea Portuguesa e as embarcações de pesca "Jesus dos Navegantes " e “Fé em Santa Clara”.

As operações de busca prosseguem até ao pôr-do-sol com os meios indicados, estando previsto recomeçarem amanhã às 06h30 com a participação do NRP João Coutinho.

Fonte: Marinha Portuguesa

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