quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

RESGATES DE HELICÓPTERO NO INVERNO (M1763 - 07PM/2015)

Foto: IAF

O inverno chegou e com ele a necessidade de salvamentos e evacuações em situações complexas. A esquadra "Rolling Sword" da Força Aérea Israelita (IAF), que opera helicópteros Black Hawk na função de Busca e Salvamento, explica como é operar em condições atmosféricas difíceis.


Como ultrapassar a nebulosidade

Tempo tempestuoso quase sempre resulta em acidentes rodoviários e pessoas em caminhadas a ficarem presos nos trilhos - cenários que requerem evacuação aérea. O acesso ao local contudo, também piora durante o mau tempo. "Todas as situações requerem aterrar ou pairar perto do solo" comenta o Cap. M., piloto de Black Hawk que liderou o treino. "Durante o inverno, as baixas altitudes em que operamos são muito nubladas, o que torna a missão ainda mais difícil e exigente". A nebulosidade torna mais difícil para os pilotos verem as redondezas e encontrar a melhor rota para o destino, e também torna desafiante chegar à altitude pretendida. Segundo os elementos da Esquadra, há dois métodos principais para contornar o problema da nebulosidade: o primeiro consistem em encontrar um "buraco" nas nuvens, através do qual é possível descer para a altitude requerida e depois voar por debaixo ou à volta das nuvens até ao local da evacuação. O segundo método é atravessar a camada de nuvens em sentido descendente, utilizando apenas a informação dos sistemas do helicóptero, sem realmente estar a ver o solo, até sair da camada de nuvens. As tripulações praticam estes dois métodos, depois de realizarem voos em condições tempestuosas em simulador.

Foto: IAF

Cooperação com a Polícia

Um dos objetivos do treino é melhorar a cooperação entre as unidades da Força Aérea e da Polícia. Assim que os centros nacionais de emergência recebem uma chamada de emergência para evacuar alguém que caiu num local sem acesso, foi arrastado numa cheia, está em condição desidratada, ou qualquer outra razão, os membros da equipa de resgate chegam ao local e começam a evacuação. "Se não conseguimos chegar às pessoas que temos que salvar, ou estamos a lidar com um caso em que a vítima está severamente ferida e pode ficar com sequelas definitivas, contactamos a IAF e pedimos para enviar o helicóptero para evacuar" explica Oren Arieli, vice-comandante da equipa de resgate de Arad, que servem em regime voluntário há já 18 meses.

Nos últimos cinco anos a ligação entre as duas entidades tem sido fortalecida. Quando da Esquadra é chamada, a equipa de resgate já instalou um posto de comando no terreno e estão prontos para direcionar o helicóptero até ao destino.





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