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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

SISTEMA ANTI-COLISÃO DO TERRENO SALVA PRIMEIRO F-16 (M1788 - 26PM/2015)

O novo sistema promete salvar 10 vidas e 14 aeronaves até ao ano-horizonte de retirada do F-16 na USAF   Foto: Joe McFadden


Segundo a publicação Aviation Week, o incidente terá ocorrido já  a 10 de novembro de 2014, mas apenas agora foi conhecido.
Durante uma missão de ataque a posições do Estado Islâmico na Síria, um F-16C da USAF a operar a partir da jordânia, terá sido salvo pelo novo sistema automático de anti-colisão com o solo (Auto GCAS). A USAF não confirma os detalhes, mas reconheceu que uma aeronave e um piloto foram já salvos pelo novo sistema.

O Auto GCAS foi desenvolvido pelo gabinete Skunk Works da Lockheed Martin, em conjunto com o Laboratório de Pesquisa da USAF e a NASA, tendo sido começado a ser integrado nas frotas de F-16 Blocos 40/50 da USAF apenas em setembro passado, com a nova atualização de software operativo OFP 6.2+.

O sistema protege o piloto, tomando temporariamente comando da aeronave e executando uma manobra automática de recuperação, quando deteta  que um impacto com o solo está iminente.
O sistema compara constantemente a trajetória do F-16 com o perfil de terreno gerado por informação digital de elevação do solo (DTED). Ao detetar uma ameaça, um comando de evasão é emitido. Se nenhuma ação é tomada pelo piloto, o sistema assume automaticamente controlo. A recuperação inclui uma volta para reposicionar o avião, seguida de uma subida de 5Gs até que a colisão com o terreno seja evitada. O Auto GCAS pode contudo ser contrariado pelo piloto a qualquer momento, tal como pode ser acionado manualmente por um piloto em desorientação espacial.

Um sucesso na utilização do sistema, tão cedo após a instalação na frota, é um marco importante para um programa de desenvolvimento tão longo como foi o Auto GCAS, que promete ainda assim reduzir as perdas devidas a colisões como solo em até 90%. 
Segundo a USAF, 26% de todas as fatalidades com aeronaves e 75% das perdas de F-16 são causadas por este tipo de acidentes. 

Até ao momento, mais de 440 dos 631 F-16C mais recentes da USAF já receberam o Auto GCAS. Uma versão dedicada foi já proposta para os F-16 Bloco 30, que não possuem computadores de controlo de voo digitais, com os voos de teste previstos para os primeiros meses de 2015. Esta será igualmente introduzida pelos operadores europeus de F-16 MLU, (Portugal, Bélgica, Países Baixos, Noruega e Dinamarca), com os quais a USAF partilhará os custos de desenvolvimento.




domingo, 25 de maio de 2014

EX-PILOTO DO X-15 MORRE AOS 83 ANOS (M1596 - 171PM/2014)

Bill Dana em frente ao X-15     Foto: NASA

O famoso piloto de testes Bill Dana, que voou o avião-foguete X-15, bem como outras aeronaves pioneiras durante o alvor da idade espacial, faleceu em Phoenix a 6 deste mês. Tinha 83 anos de idade.

Começando nos anos 1950, Dana acumulou mais de 8000 horas em mais de 60 tipos de aeronaves, desde helicópteros e planadores, até ao mítico avião hipersónico X-15, que voou a uma altitude de quase 59 milhas (cerca de 95 km), atingindo 3897 mph (cerca de 6200 km/h).

Em 2005 recebeu as asas de astronauta civil por dois desses voos no limiar do espaço - quase 40 anso depois dos seus voos no X-15 - uma vez que na época a NASA não atribuía asas de astronauta aos seus pilotos. Dana também pilotou o X-24 Lifting Body da NASA, que levaria à conceção do Space Shuttle anos depois.

Dana nascem em Pasadena, Califórnia, tendo crescido em Bakersfield, onde se apaixonou pela aviação ainda criança: "Lembro-me de ver os B-25 e P-38 a sobrevoar-me no início da II Guerra Mundial e havia alguma coisa de glorioso e entusiasmante naquelas máquinas de guerra. Sentia-me atraído por esse mundo e nunca perdi a ambição de voar naqueles aviões" disse numa entrevista à revista Space/Smithsonian em 1997.
Dana viria a fazer a sua formação em West Point, tornou-se um oficial da USAF e foi piloto de caça na guerra da Coreia. Mais tarde realizou um curso superior em engenharia aeronáutica na Universidade do Sul da Califórnia, tendo sido contratado como engenheiro de investigação aeronáutica na Base de Voo de Alta Velocidade da NASA no deserto Mojave - agora chamado Centro de Investigação de Voo Armstrong - em 1958. 
Tornou-se piloto de testes no ano seguinte.

Os voos no X-15 forma sem dúvida o ponto alto da sua carreira, devido às extraordinárias performances da aeronave, confessou Dana na mesma entrevista de 97. O seu primeiro voo voo durou apenas 10 minutos mas quase o ia deixando inconsciente: "o avião tinha um grand emotor e muita aceleração e as coisas aconteciam muito, muito depressa. Na verdade só consegui controlar o avião quando baixei para mach 2, a que já estava habituado a voar em caças".

Ao longo dos anos, Dana carregou os perigos da sua profissão com competência: "há toda uma equipa de engenheiros dentro da sala de controlo, a observar cada movimento que fazes e o meu medo era de fazer alguma coisa que pudesse envergonhar-me aos olhos dos meus pares. Era esse o meu medo" disse ainda à Air&Space Magazine. "Não me lembro de ter medo de morrer".

Um ataque cardíaco obrigou-o a deixar de voar, mas em 1993 viria a tornar-se engenheiro-chefe do Centro. Aposentou-se depois em 1998, tendo ainda trabalhado a escrever histórias de alguns dos seus programas. Durante os cortes de orçamento chegou a abdicar do seu salário e trabalhou como voluntário no gabinete do centro histórico, segundo informação da NASA.

Fonte: Huffington Post
Tradução: Pássaro de Ferro

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

WB-57F DA NASA FAZ ESCALA EM MILDENHALL (M1300 - 93AL/2013)




Um aparelho WB-57F Canberra pertencente à NASA - National Aeronautics and Space Administration - aterrou no passado dia 22 de novembro na Base Aérea de RAF-Mildenhall.
Este aparelho algo 'estranho', é um all weather, high altitude research aircraft, utilizado em investigação espacial por aquela agência norte-americana. As suas asas aumentadas e as modificações nos motores, permitem que cumpra missões desde baixas altitudes até aos 60 mil pés, em missões de longa duração.
Esta escala deu-se no seu regresso a casa, no Ellington Field, em Houston-Texas, depois de cumprida mais uma longa missão em elevadas altitudes.


Fonte: USAF
Crédito das fotos: (U.S. Air Force photo by Karen Abeyasekere/Released)

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

WB-57F CANBERRA NAS LAJES (M799 - PM149/2012)

A chegada do Canberra à base das Lajes        Foto:Lucas Silva/USAF
Foto:Lucas Silva/USAF

No passado dia 3 de dezembro fez escala para reabastecimento na Base Aérea nº4 nas Lajes, uma aeronave WB-57F Canberra.
O estranho avião é um de apenas dois operacionais no mundo e efetua missões de pesquisa para agências governamentais, instituições de ensino e clientes comerciais, suportando programas científicos e de desenvolvimento de tecnologia avançada um pouco por todo o mundo.
O modelo é pertença da NASA e voa desde a década de sessenta, tal como a segunda unidade. A escala foi efetuada no regresso à base de Ellington Field, perto do famoso  Centro Espacial Johnson da NASA em Houston.

Foto:Lucas Silva/USAF
Jack Salter o Crew Chief da NASA dá início ao reabastecimento com combustível JP8 próprio para grandes altitudes. Os WB-58 proporcionam uma plataforma para testes e investigação a grandes altitudes.

Foto:Lucas Silva/USAF
Foto:Lucas Silva/USAF
 Francisco Augusto do 65º Esquadrão de Suporte a Operações verifica o gerador que fornece energia à aeronave, que seguirá viagem de regresso a Ellington Field no Texas, EUA.


Fonte: USAF 

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