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quinta-feira, 20 de junho de 2013

PIRATARIA EM ÁFRICA: ORIENTE MELHOR, OCIDENTE PIOR (M1046 - 173/PM2013)

Super Lynx Mk.95 da Marinha Portuguesa

O Ministro da Defesa Nacional deslocou-se a Moçambique, acompanhado pelo Chefe de Estado-Maior-General das Forças Armadas, General Luís Evangelista Araújo, para se encontrar com a guarnição do NRP Álvares Cabral, que está a liderar a missão da União Europeia de combate à pirataria na costa oriental de África.
José Pedro Aguiar-Branco afirmou que a Operação Atalanta “permitiu reduzir drasticamente a pirataria” nesta região. “Hoje as situações de atos concretos estão muito reduzidas, a persistência desta missão tem conduzido aos objetivos desejados, atualmente apenas existem dois navios envolvidos em casos com reféns», destacou. O último navo
O Ministro da Defesa Nacional que assistiu hoje, ao largo de Pemba, a um briefing sobre a missão e a um exercício de segurança marítima, com a participação das Forças Armadas de Moçambique, faz um balanço muito positivo da participação portuguesa nesta missão, destacando que “do ponto de vista operacional está a cumprir os objetivos” e “honra as Forças Armadas portuguesas”.
A fragata portuguesa é o navio-almirante da força naval da União Europeia - EUNAVFOR, desde o início de abril, liderança que assume até ao dia 6 de agosto. Esta é a segunda vez que Portugal assume a responsabilidade de comandar uma Força Naval da UE.
A Operação Atalanta tem por missão assegurar a proteção dos navios do Programa Alimentar Mundial das Nações Unidas e, simultaneamente, combater a pirataria no Mar Vermelho, Golfo de Áden, Golfo de Omã e em toda a Bacia da Somália, incluindo a parte norte do Canal de Moçambique.


E se a batalha pela segurança das águas da costa oriental de África parece estar a ser ganha, já na costa ocidental, mais concretamente no Golfo da Guiné, zona também conhecida por ataques de pirataria, estão a intensificar-se essas ocorrências. 
Está por isso a ser considerada a hipótese de alargar as missões militares internacionais de proteção também para aquela região do globo, tendo Aguiar Branco expressado a intenção de propor internacionalmente uma revisão das estratégias, no âmbito da CPLP.


Fonte: Ministério da Defesa e SIC Notícias
Adaptação: Pássaro de Ferro

quinta-feira, 25 de abril de 2013

MARINHA PORTUGUESA: NEM SÓ PIRATAS SE COMBATEM NO ÍNDICO (M964 - 113PM/2013)


Porque nem só de missões bélicas se cumpre o destacamento da fragata NRP Álvares Cabral no Ocenao Índico. Durante esta manhã de 25 de abril, o atual navio-almirante da Força Naval da União Europeia, prestou cuidados médicos ao tripulante de uma embarcação durante uma operação de patrulha no Golfo de Áden. 
No âmbito da participação na Operação Atalanta no Oceano Índico, a fragata da Marinha Portuguesa realizou uma Friendly Approach a uma embarcação do tipo “Dhow”, com 42 pessoas a bordo, entre as quais, se encontravam 10 crianças.



Durante esta ação, a equipa de abordagem constatou que a embarcação apresentava condições precárias de habitabilidade, falta de alimentação e água, e um dos tripulantes apresentava sinais de extrema debilidade física. Face a esta situação, o Médico da fragata “Álvares Cabral” deslocou-se de imediato à embarcação para prestar assistência médica ao tripulante, confirmando tratar-se de um caso de pneumonia, tendo sido medicado em conformidade. Foi igualmente providenciada alimentação, água e sumos a toda a tripulação.



“Apesar da Fragata “Álvares Cabral” se encontrar nesta região em operações de combate à pirataria, o navio também está preparado para prestar auxílio humanitário à comunidade local sempre que necessário, como se pode constatar na ação realizada hoje”, referiu o comandante do navio.
Este tipo de ação tem como objetivo divulgar junto da comunidade local a presença da Marinha Portuguesa e da União Europeia no apoio à segurança desta região, sendo também uma oportunidade para divulgar a atividade desenvolvida pela Força Naval da União Europeia no combate à pirataria.
A "Álvares Cabral" dispõe de uma guarnição de 188 militares, dos quais 22 são militares femininos e enquanto navio-almirante embarca ainda o Comandante da Força Naval da União Europeia e o seu Estado-Maior, totalizando 212 militares a bordo.


Durante a participação na Operação Atalanta 2013, a Fragata Álvares Cabral tem a bordo um helicóptero Lynx Mk. 95 da Marinha Portuguesa.
A principal função do Lynx Mk 95 é condução de operações focadas na busca de superfície, com o objetivo de identificar embarcações suspeitas, nomeadamente “Dhows” e “Skiffs”, que apresentem evidências relacionadas com atividade da pirataria.
O Lynx Mk. 95 também pode ser empregue na condução de operações de guerra anti-submarina, “fast rope”, evacuação médica e transporte de passageiros e mercadorias.



Texto e Fotos: Marinha de Guerra Portuguesa
Adaptação: Pássaro de Ferro

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