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domingo, 6 de julho de 2014

O ESPETÁCULO DOS AVIÕES - OPINIÃO (M1643 - 78AL/2014)

Créditos na imagem.

«Não são os factos em si mesmos que impressionam, mas o modo como se apresentam. Estes factos devem produzir por condensação, digamos, uma imagem chocante e que preencha e preocupe o espírito. Conhecer a arte de impressionar a imaginação dos povos é conhecer a arte de os dominar e governar.» Gustave Le Bon
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Por razões de ordem profissional e geográfica, acompanhei o dia de hoje na "NOS Air Race, através da emissão em direto de um dos canais da TVI, no caso a "+TVI". Cumpre-me, antes de mais, referir que a transmissão em si foi um facto positivo, sobretudo porque permitiu que se pudesse assistir a um evento localizado e que, tal como sucedeu comigo que estou a 1000 km de distância, possibilitou que se visse algo de que (pessoalmente) gosto. Os aviões.
É um dado adquirido que vivemos em plena "civilização do espetáculo" (Mario Vargas Llosa) e é esta "regra" que preside a tudo o que se passa e, não poucas vezes, ao que não se passa.
Percebe-se que um evento destes tem tempos mortos, que é preciso "encher". A televisão não se compadece com espaços mortos e tudo vale para prender a audiência que é sinónimo de ganhos, se a tudo isto se juntar a publicidade.
O dinheiro move de facto tudo e portanto, as respostas aos apelos do vil metal são as mais variadas e muitas vezes não nutrem especial respeito pelos principios da ética ou da decência.
Contudo, a cobertura de um acontecimento específico - e então este da aviação é muito específico - não se deveria confundir com espetáculos paralelos de promoção de estrelas do operador televisivo, que cavalgam um evento "social" para se mostrarem, muitas vezes em diálogos e conversas "da treta", sem o menor conteúdo, completamente por fora do que está ali a suceder. Aliás, entendo que estas "tretas", acabam por diminuir os que as emitem, julgando estarem a promover-se.
Perante isto, fica-se com a ideia de que alguém munido com um microfone e um operador de câmara julga dispor de um poder total, livre de qualquer escrutínio porque, não sei, o poder não se questiona, aceita-se! 
Será que tem de ser mesmo assim?
Nesta civilização do espetáculo, tudo ou quase tudo é "permitido", até colocar no ar pessoas que - percebe-se pelo que dizem e pelo que não dizem - não pertencem e não sabem desta especificidade do mundo da aviação e surgem como "paraquedistas", apenas com o finto de "aparecerem porque sim".
Se a cobertura televisiva teve bons comentadores, sobretudo aqueles pertencentes à Força Aérea e à Marinha de Guerra, que entendem dos aviões e helicópteros que operam, também teve apontamentos "laterais" absolutamente deprimentes e que acabam por manchar todo um trabalho ao redor dos aviões e da sua causa.
Em conclusão, "aceito" que em nome deste "espetáculo civilizacional" se tente dourar uma pílula que não é administrável a todos, mas sempre ouvi dizer que há limites para o ridículo.

Nota: Esta opinião é pessoal e apenas vincula o seu autor.


quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

P-3 DANIFICADOS EM COLAPSO DE TELHADO DE HANGAR NO JAPÃO (M1435 - 53PM/2014)

Imagem da fachada do hangar em que se pode ver a cobertura colapsada      Foto:Stars anda Stripes

O Ministério da Defesa (MD) japonês anunciou a 15 de fevereiro que seis variantes P-3 japoneses e quatro americanos (US Navy) ficaram danificados, quando um nevão de proporções recordistas fez colapsar o telhado de um hangar de manutenção em Kanagawa, perto de Tóquio. O incidente ocorreu pelas 5:00 da madrugada (locais) a 15 de fevereiro.

Um oficial do MD confirmou que as aeronaves danificadas eram três Kawasaki P-3C Orion de patrulhamento marítimo, um Kawasaki OP-3C de reconhecimento, um Kawasaki EP-3 de informações e interferência eletrónica (ELINT), um UP-3D ELINT de treino e quatro P-3C de patrulhamento marítimo da US Navy. 
Os aviões estavam a ser submetidos a manutenção periódica na NIPPI Corporation na cidade Yamato, Kanagawa, quando a cobertura colapsou. As instalações de manutenção são adjacentes à base aeronaval de Atsugi, que são utilizadas pela US Navy e Marinha nipónica.

O comunicado do MD refere que não houve feridos, mas os danos específicos nas aeronaves permanecem desconhecidos, apesar de imagens aéreas do local mostrarem claramente algumas derivas dos aparelhos, salientes através do telhado colapsado do hangar.

A cauda de um dos P-3 através do telhado do hangar   

Para já e ainda segundo o MD, está a ser investigada a segurança do acesso de pessoas ao hangar.


Fonte: IHS Jane's 360
Tradução e adaptação: Pássaro de Ferro

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