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A Força Aérea Brasileira (FAB) informou ter interceptado na manhã de ontem, 9 de Junho de 2018, um avião que transportava aproximadamente 300Kg de pasta base de cocaína.
Embraer E-99 de Radar, Comando e Controlo da FAB
A aeronave monomotor ligeira, um Cessna 182 de matrícula PT-IDV, provinha da Bolívia e não respondeu às interrogações rádio, tendo sido classificada como suspeita. Dois A-29 Super Tucano e um E-99 de controlo aéreo foram designados para monitorizar e interceptar o avião, que seria mais tarde forçado a aterrar em Serra de Tapirapuã, estado de Mato Grosso.
A aeronave interceptada após a aterragem forçada em Serra de Tapirapuã Foto: FAB
A carga ilícita transportada pelo Cessna 182 Foto: FAB
Esta intercepção fez parte da Operação Ostium, destinada a reprimir as entradas ilícitas no Brasil, através das enormes fronteiras do país.
A operação envolve a Polícia Federal e FAB a actuar em conjunto, estando as operações aéreas sob o comando do Ten.Brigadeiro Carlos Vuyk de Aquino.
Este episódio demonstra mais uma vez a capacidade do A-29 Super Tucano para o patrulhamento fronteiriço e para lidar com aeronaves de baixa velocidade, chamados "slow movers" por vezes complicados de seguir com caças de alta performance.
Desde que o Brasil implementou a chamada "Lei do Abate" em 2004, destinada a definir as regras de empenhamento no combate ao tráfico de drogas através de aeronaves, várias foram já as vezes que os A-29 Super Tucano, ou helicópteros Mi-35 foram chamados a intervir. A primeira vez que tal sucedeu foi em 2009, estando a operação documentada disponível em vídeo:
Um helicóptero da Força Aérea Brasileira (FAB) intercetou, na manhã de quinta-feira (23/5), um avião de pequeno porte não identificado pelos radares a cerca de 200 km da cidade de Porto Velho, capital de Rondônia. O acionamento ocorreu por volta das 9 horas. O helicóptero de ataque AH-2 Sabre (Mi-35) do Esquadrão Poti (2º/8º GAV) descolou em menos de 10 minutos da Base Aérea de Porto Velho (BAPV).
“Fizemos um reconhecimento à distância e a foto-filmagem da aeronave para averiguação de dados, além de um acompanhamento por dez minutos. As informações foram repassadas para o controlo de defesa aérea e, depois de analisadas, a aeronave seguiu sua rota normalmente, pois não foram constatadas irregularidades”, ressalvou o piloto do helicóptero.
“Esse tipo de missão, de policiamento aéreo, é rotineira para o Esquadrão Poti na Amazónia Ocidental. O Sabre já foi utilizado na Rio + 20 e será empregado também nos próximos grandes eventos programados para o Brasil”, explicou o chefe da secção de operações do esquadrão.
O policiamento do espaço aéreo brasileiro faz parte da Operação Ágata 7, do Ministério da Defesa, que tem o objetivo de combater o tráfico de ilícitos na região de fronteira.
No Brasil , país com extensas fronteiras com países tradicionalmente produtores de drogas ilegais, em grande parte localizadas em áreas remotas e de selva, a vigilância por meios aéreos é de primordial importância. Existem por isso unidades dedicadas a intercetar os designados slow movers (aeronaves de pequeno porte e baixa velocidade) em que se deslocam muitas vezes os traficantes, que de outro modo poderiam ser difíceis de intercetar por meios mais poderosos, como os caças a jato. As diferenças de performance para os comummente designados caças, obrigam por isso ao uso de aeronaves específicas, como helicópteros armados (no caso os Mi-35) ou aviões a hélice como os A-29 Super Tucano.
A legislação brasileira foi também adaptada para fazer face a este tipo de situações, através do que é conhecido com a "Lei do Abate", datada de 2004, que define os procedimentos a adotar.
Com o aumento de situações do tipo em Portugal, predominantemente com procedência do norte de África, seria talvez de ponderar também a adaptação da legislação e meios existentes no país, em concordância.
Outros casos similares ocorridos:
Vídeo de aeronave intercetada por Super Tucano da FAB e obrigada a aterrar
Vídeo de abate de aeronave por Tucano Colombiano
Fonte: Agência Força Aérea Adaptação: Pássaro de Ferro
A-29 Super Tucano brasileiro uma aeronave com provas dadas neste tipo de operações Foto: Embraer
Brasil e Bolívia treinaram juntos, na área de fronteira entre os dois
países, procedimentos para combater o tráfego de aeronaves supostamente
envolvidas em atividades ilícitas. A segunda edição do exercício
operacional entre as respectivas Forças Aéreas, denominada BOLBRA II, desenrolou-se entre 22 e 27 de julho e integra o “Acordo de Cooperação Mútua
entre o Governo da República do Brasil e o Estado Plurinacional da
Bolívia para combater o Tráfego de Aeronaves Envolvidas com Atividades
Ilícitas Transnacionais”, firmado em 2005, na cidade de La Paz.
Durante os cinco dias de exercício conjunto, atuaram lado a lado,
aeronaves Cessna C210, Pilatus PC-7 e Krarakorum K-8, da Força Aérea
Boliviana (FAB), e aeronaves A-29 Super Tucano, E-99 e C-98 e C-97, da
Força Aérea Brasileira. As missões da BOLBRA II realizaram-se no
espaço aéreo da região de fronteira ente o Brasil e a Bolívia. A sede
brasileira do exercício foi a Base Aérea de Campo Grande (BACG),
localizada na capital do Estado do Mato Grosso do Sul. A base boliviana
ficou na cidade de Puerto Suárez, cidade que fica na fronteira com o
Brasil, próximo à cidade de Corumbá.
Tendo como foco principal o treino de pilotos e controladores de
voo, o Exercício estabelece procedimentos que aumentam a eficácia nas
operações de combate a tráfegos ilícitos entre as duas nações, através
da estreita cooperação entre os órgãos de Defesa Aérea do Brasil e da
Bolívia. Também consolida procedimentos de coordenação para a
interceptação de aeronaves, com vists à execução das medidas de
policiamento do espaço aéreo, sendo utilizado para revisar e atualizar
as normas binacionais de defesa aeroespacial, de modo a aprimorar os
procedimentos de transferência de tráfegos aéreos de interesse.
Como Comandante do Exercício BOLBRA II em território brasileiro, foi
designado o Major-Brigadeiro do Ar Marcelo Mário de Holanda
Coutinho, Comandante do Comando de Defesa Aeroespacial Brasileiro
(COMDABRA). Em território boliviano, o comandante foi o General de Brigada
Aérea Weber Gonzalo Quevedo Peña, Chefe do Departamento III de
Operações do EMGFAB. Ambos comandaram a estrutura disponível em
cada país, tendo como responsabilidade o planeamento, a supervisão e a
execução das operações aéreas no período.
VANT brasileiro Hermes RQ-450 Foto:Agência Força Aérea
Um oficial de topo da brigada anti-narcóticos boliviana creditou a Veículos Aéreos Não Tripulados (VANT/UAV) brasileiros uma série de ataques ao tráfico de cocaína no país.
Felipe Cáceres não forneceu mais pormenores acerca dos modelos em uso, à parte de que são de fabrico israelita, patrulham normalmente a fronteira, mas também entram em espaço aéreo boliviano.
IAI Heron TP exibindo vários dos sensores com que pode ser equipado Foto: IAI
O Brasil adquiriu em 2010 por cerca de 350M USD, 14 UAVs da família Heron, fabricados pelas Israeli Air Industries, após um helicóptero da polícia ter sido abatido por traficantes de droga sobre uma favela, com um rocket de curta distância.
A polícia boliviana adianta ainda que os UAVs destruíram mais de 240 laboratórios de fabrico de droga desde o início do mês nas terras baixas do estado de Santa Fé, que faz fronteira com o Brasil.
O Brasil tornou-se um importante aliado da Bolívia no combate à droga, desde que em 2008 foram expulsos os agentes norte-americanos até então no país.
A Bolívia é o terceiro produtor mundial de cocaína e fontes oficiais estimam que 92% da produção tenha como destino o Brasil.
Cáceres acrescentou ainda que os cartéis colombianos, mexicanos e brasileiros controlam toda a exportação da cocaína.
Tomando por título [*] o nome de um dos capítulos do livro “As Lajes da Ilha Terceira - aspectos da sua história”, de Avelino de Freit...
CRÉDITOS
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