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segunda-feira, 30 de novembro de 2020

PLANESPOTTING NO FEMININO - [M2209 - 127/2020]


Nas redondezas da Base Aérea de Kleine-Brogel, na Bélgica, é frequente encontrarem-se muitos planespotters, de máquinas de fotografar em punho, "disparando" às movimentações que ocorrem naquela unidade aérea, sobretudo aos F-16 belgas, mas não só, conforme atestam as imagens.
De entre esses spotters mais ou menos habituais, destaca-se Sara Martens. Não é frequente ver mulheres a dedicarem-se a uma atividade que por regra é masculina, mas a exceção confirma (e bem) a regra.
O Pássaro de Ferro agradece à Sara a disponibilidade para apresentar e divulgar algumas das suas excelentes fotografias, obtidas em diversas deslocações às imediações da base.




Sara Martens, é uma spotter belga. Nasceu em Neerpelt, uma pequena vila próxima da Base Aérea de Kleine Brogel. Cresceu com o som quase permanente de aeronaves militares em seu redor. Mas, segundo refere, "nunca fiz nada com essa proximidade!"
A da altura da sua vida, mudou-se para Hechtel. E, aí, assistiu uma vez aos ensaios  do "Sanicole Airshow". "Foi aí que se deu o 'clic'!", confidenciou - "Não precisei de sair de casa para ver o espetáculo!"
Inicialmente começou a tirar fotos com uma câmara de bolso Sony. Depois passou a uma Sony Alpha 58, com uma lente 55-300 mm, que comprou em 2015 para tirar fotos dos seus filhos, na altura ainda pequenos.
Em fevereiro de 2019 tornou-se membro de um grupo de Facebook de Spotters KB (Kleine Brogel). 
É aí que tudo começa mais a sério. Com muito orgulho, refere, postou as suas primeiras fotografias no grupo mas, alude - "Eram horríveis! Eu não sabia nada sobre minha máquina de fotografar! Então, para dar a volta por cima, comecei a praticar. E da prática saiu do controle. Quase todos os dias eu ia para as imediações de KB e no dia 13 de outubro de 2019 abri a minha própria página do Facebook: ‘Sara - Spotting Kleine Brogel’."







Posteriormente, a Sara adquiriu uma nova câmara fotográfica com lentes muito maiores. Uma Nikon D7500 com uma lente de 300-500 mm. 
Recentemente e com muito mais experiência, comprou um novo corpo. Uma Nikon Z6II. 






Refere, em jeito de remate - "Mas a prática nunca vai acabar! E a paixão pela fotografia dos aviões também não!"


quarta-feira, 10 de maio de 2017

F-16 DA FAP NO PRIMEIRO REABASTECIMENTO AÉREO AUTOMÁTICO MUNDIAL (M1895 - 32/2017)

O primeiro contacto automático mundial, realizado pelo A310 MRTT da Airbus e um F-16AM da Força Aérea Portuguesa

A Airbus Defence and Space demonstrou com sucesso os primeiros contactos para reabastecimento aéreo automático com o sistema "boom" (lança), tendo sido a primeira vez que tal se realizou a nível mundial.

No voo, realizado a 21 de Março de 2017 sobre a costa portuguesa, um Airbus A310 MRTT que serviu de plataforma de testes para o sistema, realizou seis contactos automáticos com F-16 da Força Aérea Portuguesa, numa demonstração da técnica que a empresa acredita trazer grandes promessas para o melhoramento das operações de reabastecimento aéreo.

O sistema não necessita de equipamento adicional na aeronave receptora e irá reduzir substancialmente o trabalho do operador de "boom", melhorar a segurança e optimizar a taxa de reabastecimentos em condições operacionais, maximizando por isso também a eficiência de combate.
Pode ser introduzido nos A330 MRTT em produção já em 2019.

A aproximação inicial e o acompanhamento do receptor são realizados pelo operador da lança de reabastecimento como até agora. A inovação está na fase de contacto, feita através de técnicas passivas de processamento de imagem, que determinam a posição do receptáculo e quando o sistema automático deve ser activado, direccionando depois a lança através de um sistema de controlo de voo automático.
O sistema mantém contudo a capacidade para ser controlado manualmente, ou ainda um intermédio de manutenção da distância relativa entre as aeronaves.

Durante 1h30min que durou o período de teste do voo, foram realizados seis contactos bem sucedidos, a uma velocidade de 270 nós (500 km/h) e 25.000 pés (7600m). Todas as tripulações reportaram a operação sem qualquer incidente.

David Piatti, operador de "boom" de teste da Airbus, referiu a propósito: "o mais importante foi que o sistema conseguiu rastrear o receptáculo. Foi muito satisfatório porque funcionou perfeitamente e conseguiu realizar os contactos em automático, como planeado. Vai certamente reduzir a carga de trabalho, especialmente em condições meteorológicas difíceis".

O piloto de F-16 português, de callsign "Prime" disse que "a missão de teste decorreu sem incidentes e cumprida sem qualquer contrariedade inesperada - o que é um bom sinal. Desde o momento em que o operador aceitou o contacto, a lança estava imediatamente no local correcto. Relativamente ao contacto em si, foi muito preciso e rápido. Dá para notar a diferença - quanto menos se sente no cockpit, mais exacto está a ser o acompanhamento".

Miguel Gasco, Chefe da Airbus Defence and Space do Space's Incubator Laboratory, que coordenou o desenvolvimento disse ainda: "Isto representa um avanço fundamental nas operações de reabastecimento aéreo com "boom", com a promessa de aumentar a taxa de contactos, reduzindo notavelmente a carga de trabalho e melhorando a segurança. A operação do "boom" automático é um pilar importante do nosso sistema Smart MRTT em desenvolvimento".

A tecnologia de imagem que suporta a técnica do sistema automático de reabastecimento foi usado originalmente pelo departamento espacial da Airbus, para desenvolver soluções de reabastecimento de satélites no espaço, ou para remoção de detritos espaciais, tendo sido depois desenvolvido e  aplicado no sistema de reabastecimento aéreo.

A Airbus tem um protocolo de cooperação com a Força Aérea Portuguesa, para a realização de testes de desenvolvimento e certificação das aeronaves de reabastecimento aéreo que produz.

Vídeo da Airbus sobre o sistema 





terça-feira, 11 de dezembro de 2012

AIRBUS A330 MRTT - RELATÓRIO DE INCIDENTES DIVULGADO (M792 - PM143/2012)

 Um A330 MRTT com a lança de reabastecimento recolhida

No seguimento de novo incidente com um Airbus  A330 MRTT de reabastecimento aéreo, que envolveu novamente a lança de reabastecimento, foram divulgadas agora as conclusões da investigação efetuada para apurar as causas do sucedido.
O incidente, ocorrido a 11 de setembro de 2012 quando a aeronave sobrevoava a região de Cáceres (Espanha) a cerca de 27.000 pés (8230m), em voo de teste para a entrega de uma das três unidades destinadas aos Emirados Árabes Unidos, ocorreu ao recolher a lança de reabastecimento, que se desprendeu totalmente e acabou por cair em zona desabitada. Nenhuma outra aeronave esteve envolvida no sucedido e o A330  aterraria pouco depois sem problemas na base de Getafe.
Já em janeiro de 2011 um outro A330 MRTT, no caso um dos australianos, teve problema semelhante também em fase de testes, mas envolvendo então um F-16 português, felizmente sem  consequências gravosas para a aeronave ou o piloto lusitanos. A lança de reabastecimento então caiu no mar e não foi possível ser recuperada, não permitindo por isso a sua análise, ao contrário do que aconteceu no incidente de setembro de 2012.

Reabastecimento com F-16 português      Foto:Airbus Military
Ainda assim, as circunstâncias que causaram a falha no sistema de reabastecimento, parecem ter sido as mesmas: durante a fase de retração da lança.
A Airbus Military montou mesmo um sistema de pré-aviso para o operador da lança após o primeiro incidente, caso esta estivesse perto de atingir os limites de utilização, mas a situação aparentemente voltou a repetir-se.
Pelo que foi divulgado, a causa da falha foi distinta da primeira ocorrência e sucedeu quando o sistema secundário de retração (destinado a funcionar em caso de falha do primário) foi contrariado pelo próprio sistema primário, causando a perda da lança.
Segundo o fabricante, as circunstâncias que causaram a rotura do sistema, não são passíveis de ocorrer em condições normais de operação. Durante a investigação no entanto, a Airbus Military recomendou a não utilização do sistema de reabastecimento de lança nos aviões operacionais (Austrália e Arábia Saudita), enquanto não fossem apuradas as causas e definidos novos procedimentos ou melhoramentos a implementar, para evitar a repetição de incidentes semelhantes. O sistema de reabastecimento por mangueira com recetáculo a partir das asas (hose-drogue), não foi restringido.

Sistema de lança (esq) e mangueira (dir)           Fotos:Airbus Mlitary

Entretanto, já em dezembro de 2012, foi entregue a quinta e última unidade do modelo A330 MRTT à RAAF (Austrália), estando ainda por definir a data de entrega da unidade dos Emirados Árabes envolvida no incidente, que estava prevista também para dezembro de 2012.


terça-feira, 6 de março de 2012

AIRBUS A330 MRTT AO CUBO (M612-21PM/2012)

Foto: Airbus Military


Nesta curiosa foto obtida sobre a Espanha recentemente, podem ver-se três tankers Airbus A330 MRTT  destinados a diferentes clientes. O líder (mais distante da câmera) será entregue à Royal Air Force (RU) onde é conhecido como Voyager e será parte do programa FSTA (Future Strategic Transport Aircraft).
O avião do meio é a unidade original de desenvolvimento que será eventualmente integrada na  Força Aérea Australiana. 
A aeronave mais próxima da câmera é a segunda unidade a ser entregue aos Emirados Árabes Unidos.

Fonte: Airbus Military

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