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Como tantos outros que passaram pela FAP, foi em Tancos, na
antiga Base Aérea nº3, e ainda durante a recruta, que adquiri as primeiras fotos
de aviões da minha colecção, a um militar que fazia daquilo de vender fotos aos
recrutas, um pequeno negócio.
As fotos, na sua maioria reproduções, fotografias
de fotografias, eram todas elas muito interessantes, nem sonhávamos o
percurso que iríamos fazer nas fileiras, ou até fora delas, alguns como
fotógrafos amadores, alguns mesmo profissionais.
Só um pouco mais tarde comecei a procurar fazer as minhas
próprias fotos de aviões, e também começou de uma forma mais exaustiva a minha colecção de fotos e slides, que cerca de um ano depois comecei adquirir à
Military Aviation Photos, no Reino Unido. Mas isso, já é história para outra
postagem...
Partilho aqui então algumas dessas fotos que, espero, não sejam
conhecidas de todos.
F/A-18A da patrulha acrobáticas Blue Angels, que reformaram os A-4F Skyhawk
F/A-18E Super Hornet do VFA-31 "Tomcatters", que substituíram os lendários F-14 Tomcat
F/A-18E do VFA-105 "Gunslingers" unidade que utilizava A-7E Corsair II anteriormente à entrada dos Hornets em 1990
F/A-18E do VFA-115, onde substituiu os A-6 Intruder
F/A-18C do VMFA-314 (corpo de Fuzileiros dos EUA) onde substituiu os F-4 Phantom II
EA-18G Growler, que substituiu os EA-6 Prowler nas missões de guerra electrónica.
Ao contrário do que possa parecer sugerir o título, o artigo de hoje não fala de acidentes aéreos, ou dos aviões que granjearam funestas alcunhas devido à pouca tendência que tinham para se manter no ar sem problemas.
Esta alcunha, tanto quanto sei, é absolutamente apócrifa e aplicada apenas por mim e um restrito número de fundamentalistas ao F-18.
Conforme já aludi, não é baseada no número de acidentes que o envolveram (uma boa construção de base e os dois motores conferem sempre uma segurança acrescida). Não é por isso a razão de ser da alcunha.
O F-18 é por mim apelidado de “Coveiro”, pelo número de modelos de aviões que ajudou a "enterrar". Senão vejamos: só na Marinha e Fuzileiros dos Estados Unidos, A-7, A-6, F-14, F-4, EA-6 e A-4.
Claro que esta é uma análise perfeitamente leviana, baseada mais no coração que na razão.
Em termos práticos, a diferença logística e económica de poder ter apenas uma frota que efectue o trabalho do que antes eram quatro ou cinco frotas diferentes, é abissal.
Não deixa no entanto de ser triste para o apreciador da aviação, ver-se submetido à mesma massificação e estandardização que se vê na cultura, na roupa, na gastronomia, etc.
A fusão de vários fabricantes de aviões (desapareceram a McDonnell Douglas, General Dynamics, absorvidas respectivamente pela Boeing e Lockheed, a Grumman e a Northrop associaram-se) é sinal da mesma mentalidade, que se aplica aliás a toda a economia mundial, em nome da redução de custos, rentabilização de meios e outras vantagens que ouvimos diariamente nos noticiários.
Na natureza a biodiversidade genética é a chave da sobrevivência.
Na economia e estratégia devia aplicar-se o mesmo princípio. Caso contrário, quando uma enfermidade grassa num elemento da espécie, será naturalmente comum aos demais.
À parte disso, sou apenas um sentimentalista que não se conforma com o desaparecimento da operacionalidade de dois ícones da aviação como foram o F-14 e o A-7.
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