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sábado, 28 de fevereiro de 2026

NOVAS CHEFIAS NAS FORÇAS ARMADAS

 

CEME General Eduardo Ferrão (esq) e o CEMFA General Cartaxo Alves (dir), novo CEMGFA    Foto: FAP

O Governo português confirmou esta sexta-feira a proposta de nomeação do General João Cartaxo Alves para o cargo de Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas (CEMGFA). O General Cartaxo Alves, que até agora liderava a Força Aérea Portuguesa (FAP) como CEMFA, sucede ao General Nunes da Fonseca, cujo mandato de três anos termina no dia 1 de março. Desde 2014 que o cargo de CEMGFA não era ocupado por um oficial general da Força Aérea.

Esta movimentação na cúpula das Forças Armadas, aprovada em Conselho de Ministros, força por consequência a renovação no topo do ramo aéreo. Para substituir Cartaxo Alves, o Executivo indicou o Tenente-General Sérgio Roberto Leite da Costa Pereira (até ao momento Comandante Aéreo) como o novo Chefe do Estado-Maior da Força Aérea, com a transição de comando prevista para o mesmo dia 1 de março. 

General Sérgio Pereira, novo CEMFA    Foto: FAP

Simultaneamente, o Governo optou pela estabilidade no ramo terrestre, decidindo prorrogar por mais dois anos, o mandato do General Eduardo Ferrão como Chefe do Estado-Maior do Exército. Com estas nomeações, redefine-se a estrutura de comando que terá a responsabilidade de gerir a modernização dos meios e a prontidão operacional das Forças Armadas nos próximos anos, num contexto de profunda adaptação das capacidades militares nacionais às exigências internacionais.



quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

VERBAS APROVADAS PARA AQUISIÇÃO DOS BLACK HAWK DE EMERGÊNCIA MÉDICA [M2675 - 01/2026]

UH-60 Black Hawk da Força Aérea Portuguesa

O Ministério da Defesa autorizou a Força Aérea Portuguesa (FAP) a assumir um encargo plurianual, no valor máximo de 32M EUR, destinado à aquisição de quatro helicópteros Black Hawk para evacuação e emergência médica. A decisão, formalizada através de Portaria publicada em Diário da República no passado dia 5 de janeiro, enquadra‑se no Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), no investimento dedicado ao reforço da capacidade aeromédica nacional.

A medida dá continuidade ao princípio estabelecido em 2015 pelo Grupo de Trabalho para os Meios Aéreos em Missões de Interesse Público, que recomendou a concentração dos meios aéreos na Força Aérea como operador único. Segundo o relatório então produzido, esta centralização permite maior flexibilidade operacional, economias de escala e uma utilização mais eficiente dos recursos, contrastando com o modelo anterior baseado na locação e dispersão de operadores. Lembramos que a Força Aérea tem já contratada a aquisição de dois lotes totalizando nove helicópteros Black Hawk para combate a incêndios e mobilidade aérea na Esquadra 551 - "Panteras", aos quais se junta agora este terceiro lote de mais quatro.

A aquisição dos novos helicópteros visa reforçar a capacidade nacional de evacuação aeromédica, garantindo meios próprios capazes de responder de forma sustentada às necessidades do Serviço Nacional de Saúde e das missões de interesse público. A introdução destas aeronaves deverá também contribuir para uma gestão mais equilibrada da frota, facilitando a regeneração de tripulações e a manutenção logística.

O financiamento é integralmente assegurado pelo PRR, através da Componente C01 — Serviço Nacional de Saúde, com contrato celebrado entre a Estrutura de Missão “Recuperar Portugal” e o Ministério da Defesa Nacional. A Força Aérea é a entidade beneficiária e responsável pela execução física e financeira do investimento.

O concurso público destinado à aquisição dos referidos helicópteros encontra-se a decorrer até ao dia 19 de janeiro de 2026, para uma execução de contrato de apenas seis meses, de modo a poder usufruir das verbas do PRR, que terminam a 31 de agosto de 2026.



segunda-feira, 22 de dezembro de 2025

ABERTO CONCURSO PARA QUATRO BLACK HAWK ADICIONAIS PARA A FAP

UH-60 Black Hawk

A Força Aérea Portuguesa (FAP) formalizou a abertura de um concurso público internacional para a aquisição de quatro helicópteros médios UH-60, destinados a missões de emergência e evacuação médica (HMEEM). O investimento de 32M EUR reforça a estratégia de consolidação da frota Black Hawk em Portugal.

O Estado-Maior da Força Aérea, através do Comando da Logística (CLAFA), publicou hoje, 22 de dezembro de 2025, o anúncio de procedimento n.º 33189/2025. Este concurso visa a aquisição de quatro aeronaves UH-60, especificamente configuradas para missões de Emergência e Evacuação Médica (HMEEM), para servirem no apoio ao Sistema Integrado de Emergência Médica e missões de salvaguarda da vida humana, tal como anunciado pelo ministro da Defesa, Nuno Melo, em novembro passado.

Detalhes do Investimento e Financiamento

O preço base do procedimento está fixado em 32.000.000,00 EUR (trinta e dois milhões de euros), valor que será cofinanciado por fundos da União Europeia, através do PRR. A utilização de fundos comunitários sublinha a natureza de duplo uso (dual-use) destas aeronaves, servindo tanto as necessidades de defesa nacional como as de proteção civil e saúde pública. O prazo de execução do contrato é particularmente curto — apenas 6 meses — por forma a poder aproveitar os fundos do PRR, conforme referido, e implicará por isso a aquisição de células já disponíveis para entrega imediata (off-the-shelf), possivelmente via mercado de excedentes militares ou recondicionamento especializado.

Especificações da Frota e Missão

A escolha pelo modelo UH-60 Black Hawk não é surpreendente. Esta plataforma tem vindo a substituir progressivamente os recursos afetos a missões de asa rotativa em Portugal, oferecendo:

Capacidade Médica: Configuração para transporte de macas e equipamento de suporte avançado de vida.

Versatilidade: Capacidade de operar em ambientes degradados e condições meteorológicas adversas.

Logística: Uniformização da frota, reduzindo custos de manutenção e formação de pilotos e mecânicos.

Cronograma do Concurso

As entidades interessadas têm até às 23:00 do dia 19 de janeiro de 2026 para apresentar as suas propostas através da plataforma eletrónica ACIN. O critério de adjudicação será multifator, avaliando a melhor proposta técnica e financeira para assegurar que os requisitos de evacuação médica sejam cumpridos com a máxima fiabilidade.

Este anúncio surge em linha com as recentes declarações do Chefe do Estado-Maior da Força Aérea, General Cartaxo Alves, sobre a expansão da capacidade de "duplo uso" da Força Aérea, permitindo que os novos helicópteros operem em heliportos hospitalares já certificados, maximizando o tempo de resposta em situações críticas.



terça-feira, 25 de novembro de 2025

PORTUGAL IRÁ EMPRESTAR KC-390 e C-130 À ÁUSTRIA

KC-390 da Esquadra 506 da Força Aérea Portuguesa

As Forças Armadas Austríacas (Bundesheer) iniciaram o processo de renovação da sua frota de transporte aéreo, desativando o primeiro dos seus antigos C-130 Hercules. Para garantir a capacidade integral de transporte aéreo durante o período de transição, a Áustria assegurou entretanto uma cooperação estratégica com Portugal, que envolve o empréstimo de aeronaves da Força Aérea Portuguesa, que serão essenciais até que o Bundesheer receba os primeiros C-390 Millennium, o que está previsto para 2028.

A Ministra da Defesa austríaca, Klaudia Tanner, justificou a desativação do primeiro C-130 por razões de custo operacional, afirmando que "estender a vida útil da aeronave custaria significativamente mais do que a variante de empréstimo com Portugal, para o período até a chegada do primeiro C-390 Embraer, em 2028." Os dois C-130 restantes da frota austríaca devem permanecer em serviço até 2030, quando a renovação da frota de transporte estará previsivelmente concluída.

C-130H Hercules da Esquadra 501 da Força Aérea Portuguesa

A parceria com Portugal assume a forma de uma variante de empréstimo, que abrange tanto a frota C-130H Hercules (recentemente atualizada na OGMA) como o moderno KC-390 Millennium da Força Aérea Portuguesa,  recentemente entrado em serviço operacional. Segundo Daniel Kosak, Assessor Especial para Estratégia da Ministra da Defesa, a Áustria poderá acionar aeronaves de qualquer dos modelos, conforme a necessidade, até receber as suas próprias aeronaves C-390.

Além do empréstimo de aeronaves, a cooperação entre os dois países envolve também a formação de tripulações austríacas. Segundo o Gen. Vodosek, Chefe de Sistemas de Armas do Bundesheer, os pilotos austríacos realizarão qualificação nos C-130 portugueses. No que diz respeito ao C-390M, apesar do treino inicial ocorrer no Brasil, "alguns pilotos já estão a ser treinados no C-390M em Portugal". As tripulações mistas luso-austríacas também serão possíveis e destacadas como um "caso exemplar de cooperação internacional". 

Outro exemplo recente da cooperação entre os dois países, estende-se às asas rotativas, com o treino de tripulações dos helicópteros Black Hawk da Esquadra 551 - Panteras da FAP, com a sua congénere na Áustria.

A substituição permanente dos C-130 por C-390 na Áustria foi iniciada em 2021, com o contrato assinado em 2024 em conjunto com os Países Baixos, no âmbito de um acordo Governo a Governo. A Áustria receberá um total de quatro C-390 até 2030, com a entrega das duas primeiras aeronaves em 2028. 




sexta-feira, 18 de julho de 2025

FORÇA AÉREA INICIA ESTUDOS PARA LOCALIZAÇÃO DO NOVO CAMPO DE TIRO

Porta de Armas do atual Campo de Tiro da Força Aérea

A localização do Novo Aeroporto de Lisboa (NAL) no Campo de Tiro dito de Alcochete, (mas na verdade situado no concelho de Benavente), foi formalmente decidida pelo Governo através da Resolução do Conselho de Ministros n.º 66/2024, com base nas recomendações da Comissão Técnica Independente. Esta área, atualmente utilizada pelas Forças Armadas para operações militares e testes da indústria de defesa, é considerada estratégica para a soberania nacional.

O Campo de Tiro da Força Aérea acolhe exercícios com armamento real, operações conjuntas da Força Aérea, Marinha e Exército, e atividades que exigem amplas zonas de segurança e espaço aéreo reservado. A sua desativação impõe por isso a definição antecipada de uma nova localização, que garanta a continuidade operacional destas operações militares.

A construção do NAL e a relocalização do campo de tiro exigirão ainda uma reorganização do espaço aéreo nacional, de modo a compatibilizar as operações civis e militares. Para tal, será necessária uma coordenação estreita entre a Força Aérea, NAV Portugal e a Autoridade Aeronáutica Nacional.

A Resolução de Conselho de Ministros n.º 111/2025 datada de 10 de julho e ontem publicada em Diário da República, determina no seu ponto nº 1 que "a Força Aérea elabore os estudos necessários relativos à localização escolhida, às infraestruturas, equipamentos e demais requisitos essenciais para a instalação e operação do novo campo de tiro, devendo os mesmos ser apresentados ao Governo, através do membro do Governo responsável pela área da defesa nacional, até 31 de dezembro de 2025". 

O referido diploma estabelece igualmente o primeiro semestre de 2026 para "um projeto integrado para a reorganização do espaço aéreo nacional, que concilie a utilização civil e a militar do Novo Aeroporto de Lisboa e que considere a futura localização do campo de tiro", por parte de Autoridade Aeronáutica Nacional, Autoridade Nacional da Aviação Civil, Força Aérea e a Navegação Aérea de Portugal.




quinta-feira, 17 de julho de 2025

PROGRAMA A-29N SUPER TUCANO ACELERA NO BRASIL E EM BEJA

A-29N Super Tucano nas cores portuguesas      Ilustração: Embraer
O Ministério da Defesa Nacional formalizou, por Despacho publicado esta semana, a criação da Missão de Acompanhamento e Fiscalização (MAF) do Programa A-29N, que tem como objetivo o controlo técnico e contratual sobre a aquisição de 12 aeronaves A-29N Super Tucano à brasileira Embraer.

A medida está inserida no programa "Aeronave de Apoio Aéreo Próximo" inscrito na Lei de Programação Militar, e aprovado através de Resolução do Conselho de Ministros n.º 188-A/2024, de dezembro último, que autorizou não só a aquisição das aeronaves e respetivo simulador de voo, como também os serviços logísticos associados.

A MAF é constituída por 16 elementos, dois dos quais pilotos operacionais (um deles qualificado como piloto de testes), e terá como responsabilidade a fiscalização técnica do fabrico das aeronaves e a supervisão da execução dos contratos celebrados. Esta estrutura visa garantir o rigor e a transparência na execução de um programa classificado como estratégico para a capacidade operacional da Força Aérea Portuguesa e indústria aeroespacial nacional.

Face ao exigente calendário de fornecimento, que prevê a chegada das primeiras cinco aeronaves até ao final de 2025, o ministro da Defesa promulgou paralelamente outro Despacho a autorizar a "aquisição de alguns equipamentos de apoio no solo, ferramentas e demais bens e serviços específicos necessários à execução dos vários elementos de missão, à adaptação da infraestrutura SI/TIC para suportar o novo sistema de armas, à beneficiação das infraestruturas necessárias à operação das aeronaves, a partir da Base Aérea n.º 11" (Beja), onde as aeronaves irão ficar baseadas, até um valor de 4,48M EUR, para garantir as condições necessárias à entrada em operação do novo sistema de armas.









quinta-feira, 19 de junho de 2025

F-16 DE ALERTA DA FAP ACOMPANHAM AVIÃO COM AMEAÇA DE BOMBA

F-16M do Alerta de Reação Rápida com mísseis reais

A Força Aérea Portuguesa (FAP) ativou esta manhã, pelas 9h00, a sua parelha de alerta de F-16M, na sequência de um alerta de potencial ameaça de bomba a bordo de uma aeronave civil que sobrevoava o espaço aéreo nacional. A tripulação do avião civil, confrontada com a gravidade do cenário, expressou inicialmente a intenção de desviar a rota para o Aeroporto de Faro.

Em resposta, foram acionadas duas aeronaves F-16M em prontidão permanente (Alerta de Reação Rápida - QRA), descolando da Base Aérea N.º 5, em Monte Real. A sua missão: assegurar a integridade do espaço aéreo português, acompanhar a aeronave civil e garantir a articulação com as autoridades de tráfego aéreo.

Durante o acompanhamento, a tripulação do voo comercial optou por retomar o itinerário original, prosseguindo até ao destino final fora de território nacional. Com a saída da aeronave da região de informação de voo (FIR) portuguesa, a responsabilidade da operação transitou para as autoridades espanholas. Os F-16M portugueses procederam então ao “handover” da missão, regressando de seguida a Monte Real

A Força Aérea reafirmou, em comunicado, o seu compromisso com a defesa da soberania nacional e a segurança da aviação civil, sublinhando que mantém em permanência uma parelha de alerta com capacidade de resposta imediata, em estreita articulação com as normas e recomendações nacionais e internacionais aplicáveis.



segunda-feira, 16 de junho de 2025

F-16 DA FAP NO POLICIAMENTO AÉREO DO BÁLTICO - Fotogaleria

A Força Aérea Portuguesa está a garantir a segurança dos céus sobre e ao redor da Estónia, no âmbito da missão Baltic Air Policing da NATO.



A última rotação de pilotos de caça e equipas de apoio chegaram à Base Aérea de Ämari no final de maio, substituindo o destacamento português anterior que iniciou funções em abril. Assumiram a responsabilidade por quatro caças F-16M Fighting Falcon, marcando a primeira vez que aeronaves portuguesas operaram a partir da Estónia.




Dado que os Estados Bálticos – Estónia, Letónia e Lituânia – não possuem caças supersónicos capazes de realizar interceções, os Aliados da NATO fornecem aeronaves numa base rotativa. A missão Baltic Air Policing, sediada na Lituânia, com um destacamento adicional na Estónia, permanece em prontidão para responder a anomalias no tráfego aéreo. Estas podem incluir aeronaves civis que perderam comunicação com os controladores de tráfego aéreo ou aeronaves militares russas que recusam identificar-se ou responder a contactos.


A missão de Policiamento do Báltico da NATO é uma missão de manutenção da paz, realizada 24 horas por dia, 365 dias por ano.


Texto e Fotos: NATO


sexta-feira, 13 de junho de 2025

FORÇA AÉREA IRÁ OPERAR O PRIMEIRO SATÉLITE SAR NACIONAL

Individualidades presentes na assinatura do contrato a 12 de junho    Foto: FAP
 

A Força Aérea Portuguesa assinou esta quinta-feira, 12 de junho de 2025, o contrato de aquisição do primeiro satélite de radar de abertura sintética (SAR) de uso nacional. O equipamento será operado pela instituição e integra-se na futura Constelação do Atlântico, projeto luso-espanhol que prevê 26 satélites (12 SAR e 14 óticos) com capacidade de captação de imagens de alta e muito alta resolução.

A compra foi formalizada pelo CTI Aeroespacial, uma parceria entre a Força Aérea, o CEIIA e a GEOSAT, e a empresa finlandesa ICEYE, líder no setor SAR. O investimento conta com financiamento do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). O satélite permitirá monitorizar o território terrestre e marítimo mesmo em condições meteorológicas adversas.

Durante a cerimónia, realizada nas instalações da Força Aérea em Monsanto, foi também assinado um memorando de entendimento entre as entidades envolvidas, com o objetivo de capacitar Portugal para, futuramente, produzir os seus próprios satélites.

O Chefe do Estado-Maior da Força Aérea, General João Cartaxo Alves, classificou o momento como “histórico”, destacando o reforço da vigilância e do conhecimento situacional nacional, além do impacto económico e tecnológico do projeto.

A estratégia inclui ainda a criação de um hub aeroespacial em Alverca, que reunirá militares, investigadores e empresas. A iniciativa insere-se no plano “Força Aérea 5.3”, que assume o Espaço como o quinto domínio operacional das Forças Armadas, a par da terra, mar, ar e ciberespaço.

Segundo responsáveis da ICEYE e da Agência Espacial Europeia presentes na cerimónia, Portugal demonstra “liderança e visão” ao posicionar-se como um dos protagonistas europeus da nova economia espacial.



quarta-feira, 4 de junho de 2025

FABRICANTE DE F-35 ASSINA ACORDO PARA FORNECEDORES PORTUGUESES [M2622 - 45/2025 ]

Lockheed Martin F-35A Lightning II

A Lockheed Martin - fabricante do F-35 - assinou um memorando de entendimento com o AED Cluster Portugal para envolver empresas portuguesas na produção, investigação, manutenção e formação relacionadas com o F-35, caso Portugal avance com a compra do caça de 5ª geração. 

O acordo foi anunciado ontem 3 de junho de 2025, à margem da 12.ª edição do AED Days, em Oeiras.

Primeiro dia do AED Days em Oeiras       Foto via Embaixada dos EUA

Segundo JR McDonald, vice-presidente da Lockheed Martin para o programa F-35, a ideia é que o avião venha a incorporar capacidades fornecidas pela indústria portuguesa, aumentando o valor do projeto na Europa, que já produz cerca de 25% dos componentes do modelo.

"A Lockheed Martin está empenhada na construção de parcerias fortes com a indústria dos países que operam ou estão a considerar a aquisição do F-35. Este memorando de entendimento com o AED Cluster Portugal representa um passo importante para aprofundar a forma como as empresas portuguesas podem beneficiar das oportunidades económicas de todo o portfólio da Lockheed Martin" completou.

Representantes da Lockheed Martin e AED Cluster na assinatura do Memorando de Entendimento  Foto via Embaixada dos EUA em Portugal

O objetivo é integrar a indústria nacional num projeto de alta tecnologia e potenciar o retorno económico, indo ao encontro do que afirmou o ministro da Defesa recentemente, referindo-se aos programas de reequipamento das Forças Armadas.

Diga-se a propósito, que Portugal e a Lockheed Martin têm já um longo historial de cooperação em programas anteriores, alguns dos quais se mantêm até aos dias de hoje, como o F-16, P-3 e o C-130.

Apesar de inicialmente o Chefe de Estado Maior da Força Aérea  ter revelado o interesse em adquirir 27 F-35, com um custo estimado de 5500M EUR a 20 anos, a posição da nova administração Trump em relação à NATO e tradicionais aliados, levantaram dúvidas quanto à previsibilidade e fiabilidade do parceiro americano. O ministro da Defesa, Nuno Melo, afirmou então que Portugal deveria considerar outras opções, sobretudo de origem europeia, e destacou a importância do retorno para a indústria nacional como critério decisivo.

A francesa Dassault e a sueca Saab manifestaram então interesse em realizar propostas com vista a fornecer Rafale ou Gripen, respetivamente, para substituir a frota F-16, já há 30 anos em operação pela Força Aérea Portuguesa.

A preferência da Força Aérea pelo F-35 manteve-se no entanto, uma vez que nenhum caça europeu da atualidade proporciona as capacidades que o F-35 possui.

O acordo ora celebrado com a Lockheed Martin, demonstra que a empresa está sensível às condições portuguesas, para conseguir levar o negócio a bom porto.



sexta-feira, 30 de maio de 2025

COMEMORAÇÕES DO 73º ANIVERSÁRIO DA FAP NA FIGUEIRA DA FOZ - Programa atualizado [M2619 - 42/2025 ]


A Força Aérea Portuguesa apresentou ontem 29 de maio de 2025, o programa completo das comemorações do 73º aniversário da instituição, numa sessão realizada na Câmara Municipal da Figueira da Foz, município onde se realizará a maioria das atividades.

Entre 28 de junho e 6 de julho, serão assim levadas a cabo  um conjunto de atividades militares, científicas, culturais, lúdicas e desportivas, com o objetivo de dar a conhecer as capacidades aeroespaciais da Força Aérea e também promover uma aproximação à comunidade local.

Momentos musicais, concertos, provas desportivas, seminários, exposições, batismos de voo, cerimónias militares e exibições aéreas, irão decorrer de acordo com o programa na foto de capa (clicar para abrir em tamanho maior).

Programa repartido por atividades:








quinta-feira, 29 de maio de 2025

DELEGAÇÃO PORTUGUESA NA LOCKHEED MARTIN PELO F-35 [M2617 - 40/2025 ]

Lockheed Martin F-35A Lightning II

A Delegação Portuguesa à Assembleia Parlamentar da NATO (AP NATO), composta pelo Deputado Hugo Patrício de Oliveira (PSD), na qualidade de Presidente da Delegação; pelo Deputado Marcos Perestrello (PS), Presidente da AP NATO, pela Deputada Mariana Vieira da Silva (PS), na qualidade de Vice-Presidente da Delegação em exercício, e pelos Deputados Pedro Pessanha (CH), Bruno Vitorino (PSD), Martim Syder (PSD) e Luís Dias (PS), participou na Sessão da Primavera da AP NATO, entre 22 e 26 de maio de 2025, em Dayton, no Ohio, Estados Unidos da América.

De acordo com informação avançada pela Assembleia da República, esta mesma Delegação realizaria uma visita às instalações da Lockheed Martin em Fort Worth, Texas, no dia 21 de maio de 2025, a convite da Vice-Presidente da Lockheed Martin Aeronautics Company para as áreas da Estratégia Aeronáutica e Desenvolvimento Empresarial, para partilhar informação sobre o programa F-35 daquela companhia e debater uma cooperação industrial.

Recordamos que no seguimento das posições da Administração Trump em relação à NATO e tradicionais aliados, o ministro da Defesa Nuno Melo assumiu publicamente considerar outros modelos de caça - eventualmente de fabrico europeu - para substituir a frota F-16 da Força Aérea Portuguesa. 

Já depois disso, no entanto, o Chefe de Estado Maior da Força Aérea, reafirmou a preferência pelo F-35, que não tem nos tempos mais próximos, um equivalente operacional.



segunda-feira, 12 de maio de 2025

FORÇA AÉREA NO "BEIRAS AIR SHOW 2025" - [M2612- 36/2025]

Programa geral do evento

Realiza-se no próximo fim de semana, de 16 a 18 de maio, mais uma edição do "Beiras Airshow", evento aeronáutico que ocorrerá no Aeródromo Municipal de Castelo Branco e cujo programa surge no topo deste artigo.
Do programa geral, a organização destaca a participação e colaboração da Força Aérea Portuguesa:

"A Força Aérea Portuguesa é, mais uma vez, um dos grandes parceiros do Beiras Airshow, contribuindo com a sua presença institucional e operacional para elevar este evento a novas altitudes!

De 16 a 18 de maio, no Aeródromo Municipal de Castelo Branco, o público poderá ver — e até experienciar — alguns dos mais emblemáticos meios aéreos da FAP:
Sexta-feira (16 maio)
Passagem aérea de uma parelha de F-16, prevista para a tarde — potência, precisão e orgulho nacional nos céus albicastrenses.
Sábado e Domingo (17-18 maio)
Exposição estática de dois TB-30 Epsilon da Esquadra 101 “Roncos”, onde o público poderá conhecer de perto estas aeronaves de treino e as suas tripulações.
Durante os 3 dias, o C-295 estará presente, simultaneamente integrado em missões reais de treino.
Batismos de Voo no C-295
No sábado, está prevista a realização de batismos de voo a bordo do C-295, com lugares a sortear durante o evento. Uma oportunidade rara e emocionante para o público viver a aviação de dentro para fora!
Entrada Gratuita.
Aeródromo Municipal de Castelo Branco - 16, 17 e 18 de maio."


terça-feira, 29 de abril de 2025

CONFIGURAÇÃO DOS SUPER TUCANO PORTUGUESES [M2609 - 33/2025 ]

A-29N Super Tucano nas cores portuguesas com o FLIR visível debaixo do cockpit      Ilustração: Embraer

O chefe de operações da Embraer Defesa & Segurança (COO) Walter Pinto Junior revelou, em entrevista à reputada agência especializada em assuntos de defesa, Janes, alguns pormenores da versão A-29N Super Tucano, que irá equipar a Força Aérea Portuguesa.

Pinto Júnior adiantou assim, que várias aeronaves estão já em produção, embora não tenha especificado o número exato, sendo que a totalidade da frota será entregue "dentro de dois a três anos", com as primeiras entregas ainda em 2025, confirmando a informação veiculada aquando da assinatura do contrato em dezembro de 2024.

Já em relação aos equipamentos e capacidades do modelo N do Super Tucano, o executivo da Embraer alongou-se mais, revelando que terá "alcance e autonomia melhorados" e contará com sistema eletro-ótico de vigilância (vulgo FLIR), provisão para carregar pods de lançamento de foguetes e armas de precisão, além das metralhadoras M3P de 12,7mm (0.5'') fixas  e um pacote de contramedidas de autoproteção.

Casulo de foguetes, metralhadora e bomba guiada de precisão nas asas de um A-29N   Ilustração: Embraer

Quanto aos sistemas de comunicações e navegação padrão da NATO, a ser implementados em Portugal para a versão A-29N,  incluem rádio V/UHF, terminais de comunicação por satélite (satcom), módulo Digitally Aided Close Air Support (DACAS), sistema de mensagens táticas Variable Message Format (VMF), sistema de comunicação de dados Link 16, sistema de ligação de vídeo compatível com tecnologia Remote Operated Video Enhanced Receiver (ROVER), transponder de identificação amigo/inimigo (IFF) Mod 5, e sistema GPS militar.

O contrato de aquisição de 12 aeronaves A-29N Super Tucano, para realizar missões de ataque leve, reconhecimento armado e treino avançado de pilotos na Força Aérea Portuguesa, foi assinado a 16 de dezembro de 2024 e inclui ainda um simulador de voo e sustentação logística, no valor total de 200M EUR, dos quais segundo o ministro da Defesa, Nuno Melo, 75M serão incorporados na indústria portuguesa.

Portugal será o cliente de lançamento do modelo A-29N, sendo a sua compra especialmente dirigida para a utilização em missões de apoio aéreo próximo, em operações combinadas de proteção de tropas terrestres, em ambientes de baixa ameaça antiaérea, das Forças Nacionais Destacadas em África.

Como missão secundária, poderá também realizar treino avançado de pilotagem, colmatando a lacuna deixada em aberto pela desativação da frota Alpha Jet em 2018.



sexta-feira, 25 de abril de 2025

CEMFA CONFIRMA PREFERÊNCIA PELO F-35 [M2606 - 30/2025 ]

F-35A Lightning II

Portugal poderá dar um passo decisivo para a modernização da sua Força Aérea, se avançar com a  intenção de adquirir o caça norte-americano de quinta geração, F-35 Lightning II, tido como o mais indicado sucessor da sua frota de F-16 Fighting Falcon, que já ultrapassou os trinta anos de operação. O General João Cartaxo Alves, Chefe do Estado-Maior da Força Aérea (CEMFA), pronunciou-se sobre o tema durante a Conferência de Defesa Nacional Portuguesa, realizada no passado dia 22 de abril de 2025 na Academia Militar, na Amadora.

O General CEMFA integrou o painel “O que temos – capacitação do sistema de forças”, juntamente com o Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas e os Chefes dos Estados-Maiores do Exército e da Armada, na iniciativa promovida pelo Diário de Notícias. Durante a intervenção, destacou dois eixos fundamentais para o futuro das Forças Armadas: o reforço do efetivo e a modernização de capacidades.

Relativamente à substituição dos F-16M, atento ao espaço geostratégico relevante para Portugal onde o Atlântico se insere e que não pode ser descurado, conjugado com a transformação na plenitude para uma nova Força Aérea, explicou “ser imperioso que a próxima aeronave de defesa aérea seja de 5.ª geração”, o que “no quadro das aeronaves disponíveis, apenas uma cumpre atualmente esse requisito, o F-35”.

A conferência contou também com intervenções do Ministro da Defesa Nacional, Nuno Melo - que em março passado revelou estar a ponderar alternativas europeias para substituir a frota F-16 da FAP - bem como do ex-Primeiro Ministro Durão Barroso e de vários especialistas das áreas da segurança, defesa e relações internacionais.



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