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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

SU-33 MAGNÍFICOS? (M1869 - 06/2017)

Comparativo da pintura da cauda do último A-7P a voar em 1999 e do Su-33 russo em 2017
O Ministério da Defesa russo revelou este fim-de-semana, imagens do regresso à base terrestre em Murmansk, das aeronaves destacadas naquele que foi a primeira missão de combate do porta-aviões Admiral Kuznestov.

Sukhois, Kamovs, MiGs a aterrar numa base gelada, cerimónias de ocasião e reencontro de familiares. Até aqui nada de estranho.

Sukhoi Su-33 "Flanker D"

MiG-29KR

Kamov Ka-27






Mas espera, parece que conheço aquela "cara" pintada no estabilizador vertical do Su-33 de algum lado! Afinal a Esquadra 304 da Força Aérea Portuguesa que voou o A-7P até 1999, ainda voa... na Marinha Russa. Pelo menos o símbolo, vá.


Aquele tigre...


E diga-se em abono da verdade, quiçá com mais propriedade, dado que os maiores tigres do mundo habitam precisamente... a Sibéria.

Mas qualquer semelhança com o tigre pintado na cauda do A-7P 15521 da Força Aérea Portuguesa, não é seguramente uma coincidência!


Fotos: Min. Def.  Rússia excepto A-7Ps por Paulo Mata



terça-feira, 25 de janeiro de 2011

ILUSTRES VISITANTES NA BA5 (M464-5AL/2011)

A Base Aérea nº5, em Monte Real (BA5), sempre foi, como ainda é, uma das mais visitadas unidades aéreas militares nacionais.
A sua importância estratégica no quadro da defesa aérea nacional sempre foi primordial e mantém  ainda hoje esse estatuto, eventualmente reforçado, dada a sua "exclusividade" na operação dos F-16MLU, no que isso tem de relevante, sob todos os pontos de vista.
Mas frequentemente a base é demandada por diversas aeronaves, seja em escalas técnicas, seja em Squadron Exchange com as esquadras aí sediadas, ou exercícios multi-nacionais, sobretudo com esquadras EPAF que operam a plataforma F-16.
O Pássaro de Ferro apresenta mais algumas imagens "vintage", de aeronaves fotografadas na BA5, no final da década de oitenta/inicio dos anos 90, por Paulo Moreno e, no caso do F-104 e Tornado, por um ex-militar da base, identificado como "Leonel".





Algumas fotos de F-16A e F-16B holandeses da Esquadra 313, num Squadron Exchange com a Esquadra 304 - Magníficos, visível numa linha da frente mista, na placa da antiga 304, junto da actual entrada da base.
Numa das fotos, vê-se um F-16B ao lado de um seu "congénere" bilugar, um TA-7P.

 Um Fokker F-27 holandês, estacionado na Bravo, de apoio aos F-16 então presentes na BA5

Um par de F-104 italianos, estacionados na Alfa 1, equipados com dois depósitos suplementares, sob as asas,  para além dos habituais "tip's" na ponta das asas. Esta foto evidencia uma das alcunhas do velho e mítico F-104, o de "míssil tripulado".

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

UM VOO NO TA-7P 5547 – 9 de Julho de 1991 (M427-42AL/2010)

O autor deste relato, no banco de trás do TA-7P 5547

O Paulo Moreno, que tem cedido algumas das fotografias do seu espólio pessoal ao Pássaro de Ferro, foi militar na BA5 no início da década de 90.
A dada altura, teve a oportunidade de voar num TA-7P, no caso o 5547. É o relato na primeira pessoa que hoje aqui publicamos, acompanhado de algumas fotografias por si obtidas.
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«O dia 9 de Julho de 1991 seria um dos mais marcantes da minha vida. Estava agendado para esse dia o meu voo a bordo de um TA-7P, o avião que fazia parte dos meus dias de militar na BA5.
Logo depois do almoço, fui para a Esquadra 304, onde estavam bastantes pilotos, alguns deles novos, acabados de chegar dos T-37 e que iriam inciar em breve os seus cursos no A-7P.
Um desses novos pilotos iria voar num TA-7P com o comandante de Esquadra e eu, voaria num outro TA-7P.
No briefing, apara além das instruções relativas à segurança e à operação da cadeira ejectável Mcdonell Douglas Escapac C-2, fiquei a saber que o meu baptismo de voo ocorreria numa missão em parelha com um outro TA-7P e que iria acontecer em duas fases e zonas distintas.

 A cadeira ejectável e o equipamento de voo...

A primeira seria um “ataque” na zona da Barragem da Aguieira, no limite dos concelhos de Penacova e Mortágua e a segunda seria mais a sul, para mais um “ataque” na zona de Estremoz.
Depois do briefing, deslocámo-nos para a linha da frente, onde estavam estacionados vários aviões, entre eles os imponentes e “nossos” TA-7P. Cumprimentos habituais ao pessoal de terra e “trepei” para bordo do TA-7P com a matrícula 5547, que se tornaria daquele dia em diante o “meu” TA-7P! Armada a cadeira, por ordem do piloto, efectuaram-se os procedimentos habituais antes da partida e, minutos depois, já estávamos ao fundo da pista 01 de Monte Real.

 O TA-7P s/n 5547 estacionada na placa da Esquadra 304- Magníficos.

Rapidamente tomámos o rumo da barragem da Aguieira onde, uma vez chegados começou o “ataque”. A dada altura, o piloto referiu que o avião estava a fazer o ataque sozinho, sendo que para o assinalar, levantou por alguns segundos uma das suas mãos fazendo questão de mo mostrar.
Os meus níveis de adrenalina estavam bem altos, quase baralhado, nem sabia para onde olhar. O cruzamento de emoções era tal que até se torna difícil descrevê-las.

 Vista parcial do painel do lugar de trás do TA-7P.

Deixámos a barragem em grande estilo, sem um “arranhão na missão”!
Rumámos em parelha em direcção ao Alentejo. Pelo caminho cruzámo-nos com um Tornado alemão, num momento bastante interessante. Previa que a melhor parte da missão estava para começar.

 Em voo, bem baixo, sobre o Alentejo.

E assim foi. E a coisa desta vez foi mais violenta. O “ataque” foi na zona de Estremoz, nas famosas pedreiras mármore, com várias passagens e sempre a sentir bem a força dos g´s, devido ás várias manobras agressivas que se sucediam umas atrás das outras, executadas friamente pelo experiente piloto, sem dó nem piedade pelo pendura do banco de trás. Mal terminava uma, logo outra começava! O fato de voo insuflava, as minhas mãos ficavam sem movimentos devido à força da gravidade exercida. Uma sensação única!
O TA-7P dava-me segurança. Ao mesmo tempo que tudo sucedia, tentava acompanhar como podia os barulhos no cockpit, as luzes no painel e a paisagem às voltas...

 Em voo sobre o Alentejo, avistando-se ao longe o outro TA-7P.

E tal como começou, o “ataque” terminou, sempre em grande estilo. Os dois TA-7P saíram-se bem, como sempre!
De regresso à base, com um céu limpo e de um azul intenso, a voar sobre o meu Portugal, dentro de um magnífico avião!

 Avião já na final para a aterragem em Monte Real.

O meu muito obrigado ao Pássaro de Ferro por me ter dado oportunidade de partilhar, quase 20 anos depois, esta experiência.
Obrigado também à Força Aérea Portuguesa por me ter permitido servir Portugal sobre as suas asas. Agradecimentos extensivos ao então Comandante da BA5, Grupo 51, Esquadra 304-Magníficos, Esquadra 302-Falcões, ao piloto com quem voei, EMAPE, amigos e camaradas da BA5.
Agradecimento especial ao Sr. Canário da secção técnica!»  
      
 Diploma de voo, com os autógrafos e rituais da praxe!

 A Esquadra 304 - Magníficos.

domingo, 11 de outubro de 2009

O 8 DE OUTUBRO E O A-7P 5523

Descolagem do 5523 - Foto: (c) B. Thouannel

O gosto pelos aviões contempla vários "simbolismos", ligados a datas, a determinado evento, a um avião em particular, etc.
Cabe-nos a nós, apaixonados pela causa do ar, fazer a triagem desses momentos e partilhá-los, neste caso, com quem nos lê e vê.
Rezam as crónicas da história do A-7P em Portugal e da Esquadra 304 - Magníficos, que a 8 de Outubro de 1984 - dia da esquadra, chegou o primeiro dos seus A-7P, no caso o s/n 5523. Há um quarto de século... A esquadra havia sido reactivada dias antes, a 4 de Outubro, no dia de aniversário da BA5.
Este avião viria a ser um símbolo da esquadra, (chegou a ostentar a simbologia da 304, como se vê pelas fotos) por ter sido o primeiro, como já se aludiu, a ser operado pelos Magníficos.

5523 em Inglaterra - Foto: Tiger by the Tail Collection

Infelizmente, viria a ser perdido em acidente na BA6, em 29 de Abril de 1992. O 5523 voou apenas 527 horas em Portugal (trazia 3884 voadas ao serviço dos EUA).
Lembro-me que este avião, talvez pelas poucas horas que voou, não foi muito fotografado. Uma das fotos mais impressivas que dele guardo, foi obtida em Inglaterra, debaixo do tradicional céu cinzento britânico e devidamente envolto no clima de "guerra fria" que então se respirava. Vi essa foto, pela primeira vez, no livro dos "Aviões da Cruz Cristo" e recordo como essa simples foto suscitou em mim uma reacção tão feérica, que ainda hoje recordo com pormenor milimétrico.

Nota: As fotos que se apresentam, foram gentilmente cedidas por esse grande cultor do A-7P, o Francisco Brito Alves, a quem o Pássaro de Ferro agradece, uma vez mais, penhorado!


quarta-feira, 30 de julho de 2008

UM DIÁLOGO COM FINAL INESPERADO (Actualizado)





TA-7P 15549 com o Comandante da BA5 aos comandos
(visível na primeira foto com o capacete de voo branco)
Crédito das fotos: (c) Paulo Mata

Numa das visitas que eu e o Paulo Mata fizemos à antiga Esquadra 304 - Magníficos, um episódio engraçado aconteceu.
Estávamos sentados nas cadeiras, numa espécie de esplanada com vista para a Linha da Frente, onde hoje é a Esquadra 301 - Jaguares e onde a dita esplanada se mantém, quando se abeira da porta um militar de cabelo já um pouco grisalho, que mastigava descontraidamente uma sande de fiambre. Olhei para o seu ombro e constatei que estávamos perante um Coronel Pilav, que aliás estava vestido com fato de piloto.
Ele olhou-nos, sorriu e perguntou, vendo as máquinas fotográficas e os cadernos de notas, se éramos jornalistas. Respondemos-lhe o que estávamos ali a fazer.
Depois eu mesmo perguntei-lhe quem era o "Sr. Coronel e o que fazia por ali"...
Ele, sempre a sorrir e mastigando a sande sempre com descontracção, respondeu: "sou o comandante... disto aqui" (sic), apontando para a área da BA5.
Percebemos então que estávamos perante o Comandante da Base Aérea Nº 5 e que a sua presença ali se devia ao facto de nessa tarde ir realizar um voo no TA-7P 15549 (que a foto do Paulo Mata documenta), em parelha com o 15514.

sábado, 15 de dezembro de 2007

A-7P SEMPRE - Linha da Frente 304, Agosto 1989

5544 e metade do 5514

Da esquerda para a direita: 5503 - 5521 - 5520 - 5516 - 5523

Mais duas imagens dos nossos A-7P que desenterrei do arquivo morto.
Foram por mim obtidas em 26 de Agosto de 1989, de manhã, junto da actual Porta d'Armas da Base Aérea nº 5, num local que na altura tinha uns pinheiros e dava escancarado para grande parte da então placa da Esquadra 304 - Magníficos, numa viagem que eu e o Paulo Mata (a quem agradeço o scanning das fotos) fazíamos rumo à Nazaré.
Pelos 7 aviões alinhados na placa, auguravam-se bons movimentos por aquela altura.
Para os curiosos (e há-os) e porque as fotografias não o permitem perceber, aqui ficam as matrículas que metodicamente registámos nas nossas agendas:
5544, 5514, 5503, 5521, 5520, 5516 e 5523.
A "clandestinidade" da fotografia percebe-se pela pressa que não permitiu ao fotógrafo tornear a presença da vedação, mesmo que a objectiva da máquina fotográfica permitisse encaixá-la num buraco da rede e assim limpar a imagem... Tudo para que não fosse aparecer por ali e como bem disse o Paulo Mata, um 'circunspecto Polícia Aéreo' a fazer as perguntas costumeiras!...
A história do A-7P também de faz assim!
-
Adenda: Aqui ao lado, 36 segundos de "Rolling F-16´s..."

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