domingo, 29 de maio de 2022

MARINHA PORTUGUESA ANUNCIA PROJECTO DE NOVO NAVIO POLIVALENTE [M2319 - 36/2022]

Plataforma Naval Multifuncional    Ilustração: Marinha Portuguesa
 A Marinha Portuguesa tem um novo conceito de navio multifunções que quer desenvolver e construir nos próximos anos. Quem o apresentou foi o próprio Chefe de Estado Maior da Armada (CEMA) Almirante Gouveia e Melo, em entrevista à TSF na passada semana.

Provisoriamente designado "Plataforma Naval Multifuncional", o projecto irá ser desenvolvido com recurso a fundos do Programa de Recuperação e Resiliência (ou PRR, vulgo "Bazuca Europeia"), com uma verba alocada de 94,5M EUR e envolvendo a "indústria portuguesa, a academia portuguesa e a ciência que se faz em Portugal", segundo Gouveia e Melo.

Seguindo a tendência de outros ramos e outros programas de reequipamento recentes, o navio terá possibilidade de dupla utilização civil e militar, nomeadamente no apoio a emergências civis e ambientais, vigilância marítima e investigação científica.

Ilustração: Marinha Portuguesa

Seguirá também o novo conceito "modular", que permitirá readaptar "semana a semana" o navio a diferentes requisitos e ao local geográfico onde tiver que actuar. De acordo com o CEMA, o navio terá capacidade para actuar nos "quatro domínios", o que será conseguido através do uso de drones, tanto aéreos como submersíveis, ou veículos tripulados.

Ilustração: Marinha Portuguesa

Relativamente à utilização de meios aéreos, nas especificações para a Plataforma Naval Multifuncional descritas na documentação do Governo constam:

"-Capacidade de suportar o lançamento / aterragem e descolagem de meios robóticos aéreos, quer de asa fixa quer de asa rotativa (de preferência vertical 'take-off and landing', mas eventualmente recorrendo a 'launch pads', redes de captura, catapulta);

-Possuir um helideck à proa compatível com helicópteros operados pela Marinha Portuguesa

-Duas esquadras aéreas de Drones de asa fixa e rotativa."

Na mesma entrevista, o Almirante Gouveia e Melo deixou ainda antever o objectivo de preparar o caminho com a indústria e academia nacionais neste projecto, para ser possível desenvolver navios do mesmo tipo e mais evoluídos, para um "futuro de médio prazo, em que temos de substituir as fragatas, que estão a chegar ao fim de vida".

Não havendo ainda calendário divulgado para o desenvolvimento e construção do navio, sobra apenas o balizamento temporal decorrente do PRR, que define em geral o ano de 2030 como horizonte para a execução das verbas.

Dada a escassa informação divulgada para já acerca deste projecto, não é por enquanto ainda possível perceber se este navio é suposto ser complementar, em substituição, ou se de algum modo poderá interferir com o longamente desejado Navio Polivalente Logístico, de execução adiada há largos anos, apesar de consagrado nas sucessivas Leis de Programação Militar.




6 Comentários:

Anónimo disse...

Até que enfim, haja alguém que nos tire as ilusões! Isto é que é coragem! Será sempre de louvar quem consiga fazê-lo! Vamos então pô-lo de frente a um pelotão de fuzileiros. Não acham que o homem(?) merece uma grande salva? Pode ser mais que uma (salva), eu não me importo. Para a pessoa em questão, não vale a pena estar a contar balas, até parece mal! Épa, vá lá, não sejam sempre do contra. E, já agora, aceitem a vossa condição. Regressando "á vaca fria"... Adamastor? Querem um Adamastor?! Querem mais um Adamastor?! Mas afinal, não é exactamente o que temos tido? Para quê outro? Tão a ver que tenho razão? O que lá vem é algo maravilhoso! Ele existe, não é como o adamastor, não é verdade! Já se consegue ver com uma lupa de sem ampliações. Talvez agora seja eu a errar na perspetiva. Tenho desconto? Quão fantástico somos. Á Luz da ciência que anda para aí, não faltará banha para as engrenagens. Enfim, podia ser pior. Como é? Não há alegria sem música. Entre a Rosinha e o Zé das nêsperas, estão á vontade.

Anónimo disse...

https://www.theregister.com/2022/05/29/unmanned_dronecarrying_research_ship_launches/

Anónimo disse...

Acho com toda a sinceridade que isto é o melhor para a marinha portuguesa e para o futuro da guerra naval moderna. Por isso acho que devíamos é focarmo-nos nestes projetos que são o nosso futuro.

Anónimo disse...

O nosso futuro? Sim, é verdade, já me esquecia dos mesmos de sempre.

JM avitec disse...

Muito bem, notável projeto de um porta heli-drones que se pretende levar a cabo. Só me desperta uma duvida que é a de, se durante décadas não houve dinheiro para o NPL, agora vai haver para este? Se é a "bazuca" a pagar, fico surpreendido, não pensei que fosse aplicável a projetos militares. Mas não sou especialista em euro-subsidiologia...
É avançar, desde que isso não implique deixar os outros ramos (ainda mais) na penúria financeira...

Anónimo disse...

Fico triste Portugal tem de ter um navio polivalente até este estar operacional não sei mas este navio e um navio hidrográfico polivalente ligeiro Portugal precisa urgente do navio polivalente os m113quem os Trans portou para a Ucrânia quanto Portugal pagou? Isto políticos são medíocres não percebam nada de Marinha de guerra as nossas ilhas estão desprotegidas não temos defesas anti aéreas a longa distância nem perto . Fico triste Portugal devia de investir mais nas forças armadas será que os políticos já tem subterrâneos para se defenderem de ataques nucleares russo? Do o povo como vai reagir quando chegar a altura certa?

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