domingo, 31 de dezembro de 2023

Centro Multinacional de Formação de Helicópteros com Capacidade Operacional Inicial em Sintra [M2455 – 87/2023]


Demonstração de helicópteros da FAP na cerimónia de transferência do MHTC para Sintra   Fotos: FAP/MDN

No dia 1 de janeiro de 2024 o Centro Multinacional de Formação de Helicópteros (MHTC), sediado na Base Aérea n.º 1 em Sintra, atingirá a Capacidade Operacional Inicial. A Capacidade Operacional Plena deverá ser alcançada em 2026. 

MHTC na BA1 em Sintra     Foto via MDN

O centro MHTC visa o desenvolvimento de capacidades militares de aeronaves de asa rotativa, reunindo diversas valências num centro multidisciplinar, incluindo simuladores de voo, para formação prática e doutrinária, e formação de instrutores. Ficará instalado em Portugal por um período mínimo de 15 anos. É um projeto da EDA do qual Portugal é agora o país anfitrião, disponibilizando as instalações e acolhendo os participantes dos 14 estados-membro.

Os programas de treino para helicópteros da EDA

Os helicópteros são um dos principais facilitadores das operações militares atuais, fornecendo capacidades de transporte e combate em todos os tipos de terreno.

Sem equivalente na NATO, os programas de helicópteros da EDA incluíram diversas actividades de formação, incluindo cursos de táctica, guerra electrónica e planeamento de Operações Aéreas Compostas - COMAO, exercícios multinacionais e um simpósio anual sobre tácticas de helicópteros.

Estas atividades visam melhorar a interoperabilidade entre as frotas de helicópteros europeus e promover formação para as tripulações e pessoal de terra em tácticas da guerra em operações modernas. Envolvem regularmente a participação de pessoal e meios das Força Aéreas, do Exército e da Marinha, incluindo helicópteros, jatos rápidos, aeronaves de transporte, equipamento de defesa aérea e tropas terrestres. 

Visitas ao MHTC em Sintra     Foto via MDN

“Os programas de helicópteros da EDA são um excelente exemplo da cooperação europeia em matéria de defesa”, disse o Chefe do Executivo da EDA, Jiří Šedivý, durante a cerimónia de transferência realizada em 28 de novembro de 2023, que contou com a presença da Ministra da Defesa de Portugal, Helena Carreiras, bem como de autoridades militares e civis de Portugal e dos países pertencentes aos programas de helicópteros da EDA e do MHTC. “A cooperação reforçada é uma necessidade se quisermos aumentar a prontidão, fortalecer a resiliência e modernizar as nossas Forças Armadas”, acrescentou. 

A Ministra da Defesa, Helena Carreiras por sua vez afirmou que: “O nosso compromisso conjunto para melhorar os projectos de defesa europeus, como o Centro Multinacional de Formação de Helicópteros, reflecte uma abordagem virada para o futuro, enfatizando a interoperabilidade e a preparação da cooperação”, acrescentando ainda "Somos capazes de responder em conjunto de forma mais eficaz aos desafios de segurança colectiva e, portanto, contribuir para um cenário europeu mais seguro e estável."

Após a cerimónia, os helicópteros realizaram uma demonstração de recuperação de pessoal envolvendo um AW-119 Koala e um EH-101 Merlin.

A EDA lançou as suas actividades de formação em helicópteros em 2008. Ajudou a colmatar uma lacuna de capacidades evidenciada pelas deficiências identificadas durante as missões europeias no Afeganistão e nos Balcãs, quando o pessoal militar não tinha conhecimentos em tácticas de helicóptero, e porque alguns Estados-Membros necessitavam de formação adicional à medida que mudavam de helicópteros da era soviética para modelos ocidentais mais recentes.  

São fundadores do MHTC: Alemanha, Áustria, Bélgica, Chipre, Eslovénia, Finlândia, Grécia, Hungria, Itália, Portugal, Países Baixos, República Checa, Sérvia e Suécia.

Programas de treino de helicóptero da EDA em números

Entre 2009 e 2023, os exercícios da EDA mobilizaram mais de 340 helicópteros, 2.325 tripulantes e mais de 15.000 militares. Um total de 1.050 tripulantes de 20 países diferentes graduaram-se no Curso de Tática de Helicóptero da EDA ao longo das suas 81 edições. Além disso, 163 tripulantes de helicópteros de 10 países diferentes graduaram-se no Curso de Instrutores de Táticas de Helicóptero ao longo de suas nove edições

O 14º e último Simpósio de Táticas de Helicópteros da EDA ocorreu no início de novembro, quando cerca de 70 especialistas de 15 países europeus, incluindo a Ucrânia, bem como representantes da NATO, se reuniram para esse evento.

No total, instrutores militares e elementos da indústria aeronáutica ministraram mais de 20 cursos de planeamento de Guerra Eletrónica e Operações Aéreas Compostas. Além disso, a EDA criou os seus próprios Procedimentos Operacionais Padrão para helicópteros, que são a base para todo o treino e ajudam a promover a standardização e a melhorar os níveis de interoperabilidade.


Infografia: EDA

Todas estas atividades foram ministradas em toda a Europa, embora o treino em terra e em simulador tenha sido realizado exclusivamente no centro de treino de helicópteros da EDA, anteriormente localizado no Reino Unido, e desde 2020 em Portugal.

Além disso, durante a última década e meia, a EDA forneceu uma filosofia de treino de helicópteros e actividades que proporcionaram resultados valiosos, tangíveis e imediatos aos Estados-Membros, e que apoiaram a melhoria da capacidade dos helicópteros europeus e da interoperabilidade de tripulações de helicópteros.

A EDA como catalisadora

Mesmo com o sucesso da EDA na formação de helicópteros, o Chefe do Executivo, Šedivý, sublinhou o papel mais amplo da Agência no estabelecimento da cooperação em defesa na União Europeia. A principal tarefa da EDA não é ser um instituto de formação, mas sim um catalisador de actividades cooperativas, disse. 

“Estamos aqui para lançar iniciativas que possam proporcionar um valor acrescentado aos Estados-Membros. Quando atingem um nível de maturidade suficiente, transferimo-los para Estados-Membros ou organizações multinacionais dispostos e capazes, permitindo que a AED liberte recursos e se concentre no desenvolvimento de novas iniciativas», acrescentou Šedivý. 

A Agência Europeia de Defesa (European Defense Agency - EDA) entregou por isso agora os seus programas de formação de helicópteros de longa duração, a um centro dedicado em Portugal, marcando o fim de um dos empreendimentos de maior sucesso da Agência, nos seus 19 anos de história. 

Fonte: EDA e Ministério da Defesa
Adaptação: Pássaro de Ferro


sexta-feira, 29 de dezembro de 2023

FORÇA AÉREA REPETE VOOS DE BOAS FESTAS NO DIA 31 [M2454 – 86/2023]

Passagem da parelha de F-16M pela Figueira da Foz na véspera de Natal

A Força Aérea Portuguesa anunciou em nota de imprensa uma nova série de voos por todo o país no próximo domingo, dia 31 de dezembro, aproveitando os últimos voos de treino do ano.

À semelhança do passado dia 24 de Dezembro, várias aeronaves da Arma Aérea nacional cruzarão os céus de Portugal Continental, mas desta vez também das Regiões Autónomas da Madeira e Açores.

Assim, dois caças F-16M percorrerão uma rota alargada a todo o espaço de Portugal Continental, enquanto um avião C295M percorrerá as ilhas do grupo central e oriental do Arquipélago dos Açores e outro C-295M irá sobrevoar o Arquipélago da Madeira.

Tratam-se de voos previstos para treinar e manter as capacidades dos nossos militares, necessárias à execução das missões operacionais, mas através dos quais a Força Aérea pretende desejar ao país "um feliz 2024 ao mesmo tempo que expressa o seu compromisso contínuo em proteger e servir Portugal, 24h por dia, durante todo o ano".

Os locais e horários exatos dos voos podem ser encontrados nas imagens em anexo. Fica a salvaguarda de que por razões meteorológicas e operacionais, os voos podem ser sujeitos a alterações.

F-16M

C295M  AÇORES



C295M MADEIRA






sexta-feira, 22 de dezembro de 2023

FORÇA AÉREA DESEJA BOAS FESTAS NOS CÉUS DO PAÍS NO DIA 24 [M2454 – 86/2023]

Parelha de F-16M da FAP

A Força Aérea Portuguesa divulgou em nota de imprensa a realização de voos com uma parelha de F-16M e helicópteros AW119 Koala e EH-101 Merlin, sobre diversas regiões de Portugal Continental, no dia 24 de Dezembro.

A Força Aérea esclareceu ainda que estes voos serão de "treino de manutenção de capacidades dos seus militares", aproveitando os mesmos para desejar Feliz Natal ao país.

Os trajectos e horários nas imagens abaixo.

AW119 KOALA




EH101 MERLIN



F-16M







segunda-feira, 4 de dezembro de 2023

COREIA DO SUL ESCOLHE C-390 MILLENNIUM [M2453 – 85/2023]

C-390 Millennium nas cores da Força Aérea da República da Coreia   Ilustração: Embraer

A Administração de Programas de Aquisição de Defesa da Coreia do Sul (DAPA, na sigla em inglês) anunciou a vitória do C-390 Millennium da Embraer no processo de licitação pública para o programa Large Transport Aircraft (LTA) II, que fornecerá novas aeronaves de transporte militar à Força Aérea da República da Coreia (ROKAF, na sigla em inglês). A Coreia do Sul é o primeiro cliente do C-390 Millennium na Ásia.

De acordo com o contrato assinado, a Embraer fornecerá um número não revelado de aeronaves C-390 Millennium configuradas para atender aos requisitos específicos da ROKAF. O acordo também inclui  a prestação de serviços e suporte, incluindo treinamento, equipamentos de apoio em solo e peças de reposição. O valor do contrato será incluído na carteira de pedidos da Embraer do quarto trimestre de 2023.

A Embraer também oferecerá um amplo pacote de cooperação com entidades locais, incluindo a fabricação de uma quantidade significativa de peças do C-390 Millennium por empresas parceiras coreanas e o desenvolvimento de um fornecedor local de MRO (Maintenance, Repair and Overhaul – Manutenção, Reparo e Revisão).

“Damos as boas-vindas à Força Aérea da República da Coreia por se juntar ao crescente número de forças aéreas que operam o C-390 Millennium – a mais moderna aeronave de transporte tático militar. Dia após dia, a aeronave tem comprovado sua capacidade de executar uma ampla gama de missões de forma extremamente eficiente, veloz e fácil de operar.”, disse Bosco da Costa Jr, Presidente e CEO da Embraer Defesa & Segurança. “Esta é uma nova era nas relações Brasil-Coreia do Sul. Estamos comprometidos em aumentar as capacidades das indústrias aeroespacial e de defesa locais em conjunto com nossos parceiros coreanos”.

A Coreia do Sul é o sétimo país a selecionar o C-390, depois de Brasil, Portugal, Hungria, Holanda, Áustria e República Tcheca. O C-390 está redefinindo o transporte aéreo militar e desafiando a lógica por trás das plataformas da geração atual e futura, oferecendo capacidade multimissão, confiabilidade e interoperabilidade.

Na nota de imprensa sobre o tema, a Embraer divulga ainda alguns dados sobre as frotas que utilizam o modelo operacionalmente, nomeadamente, Brasil e Portugal:

"Desde a entrada em operação na Força Aérea Brasileira, em 2019, e mais recentemente na Força Aérea Portuguesa, em 2023, o C-390 comprovou sua capacidade, confiabilidade e desempenho. A atual frota de aeronaves em operação acumula mais de 10.800 horas de voo, com disponibilidade operacional em torno de 80% e taxas de conclusão de missão acima de 99%, demonstrando excepcional produtividade na categoria".




Fonte: Embraer


terça-feira, 28 de novembro de 2023

MAIS TRÊS HELICÓPTEROS MÉDIOS PARA O COMBATE A INCÊNDIOS [M2452 – 84/2023]

Primeiro helicóptero bombardeiro médio recebido pela FAP para combate a incêndios     Foto: FAP

Entregues que estão os quatro primeiros helicópteros para dotar a Força Aérea Portuguesa com meios aéreos de combate a incêndios rurais, subsistia a dúvida sobre a tipologia de três desses meios de asa rotativa.

É que, segundo a Resolução do Conselho de Ministros n.º 27/2021, os helicópteros a adquirir para o combate a incêndios seriam doze:

-dois AW119 Koala (acionando a cláusula de opção do contrato do primeiro lote de cinco)

-seis helicópteros médios (ganho em concurso público pela Arista com seis UH-60A Black Hawk)

-quatro helicópteros ligeiros (concurso ficou vazio de propostas)

Ora, no seguimento da cerimónia de entrega de dois Black Hawk e dois Koala, no passado dia 22 do corrente mês de novembro de 2023, foi mencionado em nota de imprensa da Força Aérea, um total de "onze helicópteros" para o combate a incêndios, dos quais três seriam objeto de concurso de aquisição. Ficou assim a dúvida, sobre a razão da redução de quatro para três, no número de helicópteros a adjudicar compra.

A Portaria n.º 704/2023 ontem publicada, esclarece finalmente a questão, ao estipular que irá proceder-se à "substituição dos quatro HEBL [NR: Helicóptero Bombardeiro Ligeiro]  por três HEBM [NR: Helicóptero Bombardeiro Médio], mantendo o valor da despesa total já autorizada, aumentando substancialmente a capacidade de combate efetivo, com uma maior capacidade de bombardeamento com água e de helitransporte de equipas com os respetivos equipamentos".

Isto significa na prática, que as verbas atribuídas ao concurso para aquisição de quatro HEBL (11,88M EUR), somadas às remanescentes do concurso dos seis Black Hawk (que ficou 14,8M EUR abaixo do preço base do concurso), estão agora disponíveis para a aquisição de três HEBM, até um total  de 26,68M EUR.

A referida portaria acrescenta ainda que a operação foi já aprovada pela União Europeia, dado que as verbas para aquisição de material aéreo são garantidas pelo PRR.

Como consequência, a calendarização de pagamentos e entregas foi igualmente ajustada, de acordo com a tabela seguinte, que inclui já os quatro helicópteros entregues em 2023:



Fazendo fé na informação de que os três HEBM que faltam serão objeto de concurso dedicado, não é assim garantido que sejam do mesmo modelo UH-60A Black Hawk já adquiridos, embora tal fosse aconselhável por razões logísticas de vária ordem.


Notícia atualizada às 7h43 de 29/11/2023

sábado, 25 de novembro de 2023

FORÇA AÉREA APRESENTA BASE AÉRA Nº8 E ESQUADRA 551- atualizado com vídeo [M2451 – 83/2023]

As forças em parada na cerimónia de criação da BA8 com os dois primeiros helicópteros Black Hawk em fundo Foto: FAP

A Força Aérea Portuguesa apresentou na sexta-feira 24 de novembro, em duas cerimónias distintas, a Base Aérea nº8 (BA8) e a Esquadra 551.

O estandarte do AM1 ainda visível nas forças em parada    Foto: FAP

Nenhuma das duas é contudo novidade absoluta, dado que a agora BA8 é o anteriormente designado Aeródromo de Manobra nº1 (AM1) de Ovar, que foi reclassificado como Base Aérea, ao receber uma esquadra de voo permanente, no caso a Esquadra 551, que irá operar os recentemente recebidos helicópteros de combate a incêndios UH-60A Black Hawk.

Entrega do estandarte da BA8 pelo General CEMFA ao primeiro comandante, Cor. Sérgio Estrela     Foto: FAP

A cerimónia de passagem do AM1 a BA8 foi presidida pelo Chefe de Estado-Maior da Força Aérea (CEMFA), General Cartaxo Alves, que empossou o Coronel Sérgio Estrela como primeiro comandante da nova unidade. Na ocasião foi igualmente apresentado o novo brasão da BA8, que apesar do reajuste na heráldica, herdou o lema do AM1 "Sou da forte Europa belicosa".

Brasão da BA8    Foto: FAP

Já a Esquadra 551, trata-se de uma reativação da esquadra de voo anteriormente sediada na BA6 - Montijo entre 1978 e 1986. Recebendo o cognome  "Panteras" (a antiga Esquadra 551 não chegou a ter), apresentou um novo emblema e lema "Torna sereno e claro o ar escuro", retirado do Canto Segundo de "Os Lusíadas" de Luís de Camões.

Terá como missão principal executar missões de combate a incêndios florestais e de mobilidade aérea.

Entrega da flâmula da Esquadra 551 pelo general CEMFA ao comandante da Esquadra 551  Foto: FAP

Patch da Esquadra 551 entre 1978 e 1986

Novo emblema da Esquadra 551 - Panteras

Na cerimónia, igualmente presidida pelo General CEMFA, foi empossado como comandante o Major João Inês, que no seu discurso de tomada de posse, sublinhou que "combater incêndios será certamente a missão mais perigosa que a Força Aérea fará em tempos de paz".

O comandante da Esquadra 551, Maj. João Inês no discurso   Foto: FAP

A Esquadra 551 está para já dotada com dois helicópteros UH-60A Black Hawk modernizados de um total de seis, que irá receber até 2026. Até então as tripulações estarão empenhadas numa fase rigorosa de treino, de forma a edificar a capacidade operacional da Esquadra, com todas as condições de segurança.

General CEMFA e Comandante da Esq. 551 com o perfil dos Black Hawk que equipam a Esquadra  Foto: FAP

Foto "de família" da Esquadra 551 e elementos do EMFA e BA8 em frente a um dos Black Hawk da unidade  Foto. FAP


Vídeo das duas cerimónias na BA8





sexta-feira, 24 de novembro de 2023

ASSINADO CONTRATO PARA CONSTRUÇÃO DA PLATAFORMA NAVAL MULTIFUNCIONAL DA MARINHA PORTUGUESA [M2450 – 82/2023]

A futura Plataforma Naval Multifuncional, o NRP D. João II    Ilustração: Marinha Portuguesa

Nesta manhã de 24 de Novembro de 2023, foi assinado o contrato para a construção da Plataforma Naval Multifuncional, para a Marinha Portuguesa.

O navio de 107m de comprimento e que deslocará até 7000 ton, será a construir pela empresa neerlandesa Damen e irá chamar-se NRP D. João II. Terá como missões principais o reforço da capacidade operacional científica, resposta a acidentes marítimos, apoio direto a populações, resposta a crises, vigilância e fiscalização e busca e salvamento.
Imagem: Marinha Portuguesa

É fruto de um novo "conceito revolucionário", de cariz modular, que permitirá uma rápida adaptação à missão a desempenhar. Terá uma convés de voo capaz de operar helicópteros pesados como o EH101 Merlin e capacidade orgânica para helicópteros de médio porte como o NH90. Terá ainda um hangar para drones e capacidade para lançar drones de asa fixa por catapulta.
Imagem: Marinha Portuguesa

Irá ser operado por uma guarnição de 48 pessoas, seguindo o conceito de guarnição reduzida através da robotização de atividades. Terá ainda capacidade para embarcar 42 investigadores para as missões científicas e 200 passageiros adicionais, em caso de emergência.
Imagem: Marinha Portuguesa

Terá ainda muitas capacidades para drones marítimos de superfície e subsuperfície, lanchas e diversas outras funcionalidades navais. 

O contrato, financiado pelo PRR, foi assinado pelo Diretor de Navios da Marinha Portuguesa Contra-Almirante Jorge Pires e o CEO dos estaleiros Damen, Jam Wim Decker.

Imagem: Marinha Portuguesa

À cerimónia compareceram, entre outras individualidades civis e militares, o primeiro-ministro António Costa e a ministra da Defesa Helena Carreiras.

O contrato, que inclui projeto, construção e equipamento do navio, está orçado em 132M EUR, com conclusão em 2026.


Vídeo da cerimónia de assinatura








quarta-feira, 22 de novembro de 2023

CERIMÓNIA DE RECEPÇÃO DE HELICÓPTEROS PARA COMBATE A INCÊNDIOS [M2449 – 81/2023]

O UH-60A Black Hawk n/c 29802 e o AW119 Koala n/c 29706 na cerimónia de recepção das aeronaves   Foto: FAP

A Força Aérea Portuguesa recebeu oficialmente hoje, 22 de Novembro de 2023, quatro novos helicópteros que vão estar dedicados à missão de combate as incêndios rurais.

Em cerimónia presidida pelo Primeiro-Ministro, António Costa, que decorreu durante a manhã, no Aeródromo de Manobra N.º 1 (AM1), em Ovar, foram apresentados dois helicópteros ligeiros AW119 Koala (n/c 29706 e 07) e dois de médio porte UH-60 Black Hawk (n/c 29801 e 02).

Leonardo AW119 Koala n/c 29707      Foto: FAP

Os dois Koala irão juntar-se aos cinco do mesmo modelo em operação pela Esquadra 552 - "Zangões", desde 2019, embora fiquem dedicados à missão de combate aos incêndios rurais, através da vigilância e de projeção de forças no terreno.

Sikorsky UH-60A Black Hawk n/c 29801     Foto: FAP

os UH-60 Black Hawk, destinam-se ao combate direto a incêndios e à projeção de forças no terreno, contando para isso com uma cabine que permite o transporte de até 12 passageiros e uma capacidade de carga de 2950 litros. Estes dois helicópteros são os primeiros de um total de seis, que deverão chegar até 2026 e ficarão baseados no AM1 (brevemente a redesignar Base Aérea N.º 8).  

O Gen. CEMFA João Cartaxo Alves durante o discurso     Foto: FAP

Na cerimónia de apresentação das aeronaves, o Chefe do Estado-Maior da Força Aérea, General João Cartaxo Alves, destacou o momento como de enorme importância para a Força Aérea e para o país por marcar "o início da construção da capacidade própria do Estado, naquele que era um desígnio nacional sufragado pelos portugueses, no domínio do combate aéreo aos incêndios rurais".

O UH-60 Black Hawk é um helicóptero utilitário bimotor de médio porte, com uma tripulação básica de dois pilotos, transportando até 12 passageiros na cabine. Tal como referido, tem capacidade de largada de 2950 litros de água, possui autonomia de voo de 2h30, um alcance de 555 km e velocidade máxima de 314 km/h.

Painel de instrumentos do UH-60A após modernização        Foto: FAP
Infografia: FAP

O AW119 Koala é um helicóptero monomotor extremamente versátil, cumprindo um leque alargado de missões, como sejam: patrulhamento e observação no apoio ao combate aos incêndios rurais, instrução básica e avançada de voo, busca e salvamento e evacuações sanitárias. Tem capacidade de transportar até sete passageiros (além do piloto), uma maca e cinco passageiros, ou ainda 1400 Kg em carga suspensa.

Painel de instrumentos do AW119 MK.II Koala     Foto: FAP

Infografia: FAP

Desde 2018 que o Estado Português transferiu para a  Força Aérea gestão dos meios próprios para o combate a incêndios. Estes quatro helicópteros são os primeiros de 11 a serem operados pela Força Aérea, nomeadamente dois AW119 Koala, seis UH-60 Black Hawk e mais três que serão objeto de concurso de aquisição a ser lançado brevemente.

Estes meios foram adquiridos com recurso a verbas maioritariamente do Plano de Recuperação e Resiliência.


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