terça-feira, 22 de novembro de 2011

NATO AIR MEET 2003 - Parte 3 (M558 - 36AL/2011)

Terceira tranche de imagens do Nato Air Meet de 2003 (NAM03), gentilmente cedidas ao Pássaro de Ferro pelo JPSimão.






Nestas seis imagens, está bem patente a quantidade e diversidade de aeronaves e respetivos meios materiais e humanos envolvidos naquele exercício. Aviões L-39, Harrier, Tornado, F/A-18, SU-22, Mig-29, F-16...


 Participação francesa, com os seus caraterísticos "deltas" - Mirage 2000C e N.


As já então habituais linhas de F-16 multi-nações - Turquia, Grécia, EUA, Portugal, Bélgica, Dinamarca, e Noruega.


A "embaixada lusitana", composta por uma mão cheia de F-16A operados pela Esquadra 201 - Falcões, com o 15116 - hoje já MLU, em primeiro plano.


sábado, 19 de novembro de 2011

RÁDIO NOSTALGIA (M557 - 34PM/2011)



É dos livros, que em épocas prósperas se tende a olhar para o futuro, enquanto por outro lado em épocas de crise se contempla o passado. Talvez por isso, ou também por isso, grande parte das rádios, por cada música nova, passa dois ou três "clássicos". Há até canais de rádio, canais de TV, que só passam música antiga. Que só passam programas antigos. As pessoas acabam mesmo por ficar adversas ao que é novo. Preferem ouvir aquilo a que estão acostumadas e lhes dá uma sensação de segurança porque é conhecido. Porque o ser humano tem por instinto medo do desconhecido. E o futuro em tempos de crise é incerto.
O passado torna-se assim um refúgio onde nos alimentamos do que de bom já vivemos. Com dizia Bono Vox, "as pessoas actualmente não gostam de musica boa; gostam de música que lhes faz lembrar tempos que foram bons".

A imagem que despoletou esta reflexão de sábado-de-manhã-pachorrenta, foi a de um poster da formação "clássica" dos Asas de Portugal, datado de 1983, que por largos anos adornou as paredes do meu quarto e que encontrei no fundo de uma gaveta. Lembro-me da admiração que sentia pelos homens que pilotavam aquelas seis máquinas, que causavam sensação por onde quer que passassem e elevavam o nome de Portugal tão alto como subiam nos céus.
O presente no entanto é triste e o futuro incerto.
Olhei para o poster de 83 e sorri. 



quarta-feira, 16 de novembro de 2011

COLECÇÃO AVIÕES DE COMBATE - F-16 (M556 - 33PM/2011)


Está à venda desde segunda-feira dia 14/11/2011 o fascículo da colecção "Aviões de Combate a Jacto" da editora planeta DeAgostini, dedicado ao F-16.
Com o fascículo dedicado a este (já) lendário caça ao serviço em mais de 20 forças aéreas de todo o mundo, vem incluída uma miniatura à escala 1/72 de um F-16B com as cores portuguesas, em diecast (metal) tal como os restantes modelos de colecção.
A obra completa, que reúne os 60 aviões de combate mais emblemáticos da era a jacto, conta com a colaboração da Força Aérea Portuguesa e do Museu do Ar, na concepção dos modelos nacionais.
Na execução dos perfis ilustrativos deste fascículo está também o conhecido ilustrador nacional Miguel Amaral, cujo trabalho o Pássaro de Ferro teve já o prazer de divulgar aqui, e que pode também ser seguido no blogue do próprio.

Da colecção, que iniciou com o famoso Fiat G91 com a pintura usada na Guiné durante a Guerra Colonial, e cujo original se encontra em exposição no Museu do Ar em Sintra, constam ainda as aeronaves a editar com as cores nacionais:

-Alpha Jet - pintura dos Asas de Portugal (à venda a 26/12/2011)
-A-7 Corsair II (5/3/2012)
-F-86 Sabre (28/5/2012)
-F-84 Thunderjet (s/data prevista)

Toda a informação disponível sobre a colecção no site:


domingo, 13 de novembro de 2011

FWIT 2004 - Parte 2 (M555 - 35AL/2011)

De volta ao recordatório do FWIT 2004, onde pela primeira vez um piloto e uma aeronave F-16MLU nacional estiveram presentes.
Contudo, esta segunda abordagem, reporta-se a alguns participantes não portugueses, nomeadamente holandeses e noruegueses, qualquer deles operadores do sistema de armas F-16 MLU.

 Um F-16 norueguês sob intensa chuva. Notar a área junto ao canhão, denunciadora de "gatilho quente"!

Imagem da linha multinacional de F-16.

 Uma outra perspetiva da linha da frente...

 F-16AM da Noruega, com o sistema "Pantera" instalado junto à entrada de ar.

 Mais um F-16 da Noruega a caminho de mais uma missão.

 Aterragem de um F-16BM da casa - Holanda.

 Corrida para a descolagem de mais um F-16 norueguês.

 Uma F-16 no taxiway de Leeuwarden.

F-16, em full ab, para cumprir mais uma missão operacional.

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Nota: Reiterados os agradecimentos ao JPSimão pela cedência das fotografias.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

NAM03 - NATO AIR MEET (M554 - 34/AL2011)

Mais uma "fornada" de imagens alusivas ao Nato Air Meet 2003, na Base Aérea Polaca de Poznan, que contou com a presença de diversas aeronaves, entre elas 5 F-16 lusitanos da Esquadra 201.
Nesta segunda tranche de fotografias, imagens obtidas durante o dia, com os aviões em ação.

  F-16A 15103 da FAP/Esquadra 201 Falcões.



 Tripla para Mig-29 Fulcrum. Hungria e Polónia.

 O já saudoso Harrier Britânico. Sempre imponente e, até ver, sem sucessor!

 Panavia Tornado - Alemanha. Nunca falta e nunca falha!

 F-16C - Turquia.

 F/A-18 Hornet - Espanha.

 Mirage 2000C - França.

 Mirage 2000N - França.

 F-16C - Estados Unidos.

SU-22 "Fitter C" - Polónia

 L-39 Albatroz - República Checa

F-16A - Bélgica.

Parelha de F-16AM da Noruega.

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Uma vez mais, agradecimento ao JPSimão pela cedência das fotografias.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

EPISÓDIOS DE UMA TRAGÉDIA GREGA (M553 - 32PM/2011)

F-16C grego em Monte Real

Nos dias que correm não é fácil ser-se grego.
Das razões económicas já há muitos meses se sabia. Recentemente, e apesar de não admitido oficialmente, sabe-se também que a Grécia esteve à beira de um golpe militar.
Habituados que estávamos a pensar que ditaduras, guerras e instabilidade social eram coisa do passado ou de países menos civilizados, as fundações da orgulhosa Europa tremeram mais uma vez, de tal modo que de repente o espectro de outra grande guerra no Velho Continente apareceu do armário, onde esteve 66 anos.
Curiosamente (ou não), a Alemanha está mais uma vez ligada a essa instabilidade. A Alemanha que foi desmembrada e limitada no armamento que podia possuir depois da II Guerra Mundial, reagrupou-se e cerrou fileiras na única guerra que podia travar: a económica. E foi paulatinamente (como antes) reconquistando a importância que outrora teve pelas armas. Uma guerra calculista, surda, quase invisível, e o que é pior, lícita! O resto da Europa (como antes) ficou a ver, quando se alargou a União Europeia de 12 países para 15, para 19, para vinte e não-sei-quantos, no espaço de poucos anos. Ficou a ver quando foi retirado o direito de veto a um país isolado da União Europeia. Ficou a ver quando se assinaram acordos de comércio com a China, que acabaram com o pouco que sobrou das economias mais frágeis no alargamento a Leste da UE. De todos estes acontecimentos, o único denominador (vencedor) comum foi a Alemanha. Pode dizer-se que a Alemanha aplicou uma variação de "se não os consegues vencer junta-te a eles", trocando a última parte por um "compra-os". E nós deixámo-nos comprar. E até gostámos. É por isso que quando vou ouvindo que "os nossos políticos são os culpados", não posso deixar de dizer que sim, são. Mas nós também. Os políticos são o espelho do país que somos. Por acção ou omissão. Mas como sempre, é mais fácil dizer que a culpa é dos outros. É "da Alemanha", é "dos políticos". Nossa? Não!
Mas o quadro, ou the big picture como dizem os ingleses, é de facto ainda maior. E a Alemanha que parecia (e pensou) ter ganho esta guerra, só tarde se apercebeu que também podia implodir com o desmoronar das economias periféricas. Talvez por ingenuidade de uma líder, que só já bem tarde na vida aprendeu a viver no sistema capitalista (Merkel cresceu e viveu na antiga RDA), ou talvez por puro orgulho germânico (o mesmo pecado que lhes custou a última Grande Guerra).
Toda esta instabilidade, serviu no entanto para colocar bem visível que na verdade todos os países actualmente estão reféns dos grandes grupos económicos e do grande capital (acho que já ouvi isto nalgum discurso de esquerda...). Uma "teoria da conspiração" que foi repetida anos a fio, mas à qual pouca gente prestava realmente atenção, desde que houvesse dinheiro na conta no fim do mês e a vida fosse boa.
A grande ironia é que vinte anos depois do comunismo, parece o capitalismo sucumbir também, sob o peso próprio.
O sistema está viciado e tem vindo a definhar já há décadas, com políticas de planeamento que não vão além do curto prazo (há que ganhar as próximas eleições, depois logo se vê), que se movem ao sabor de interesses duvidosos (como dizia o outro, duvidosos porque ninguém duvida das intenções) e uma classe dirigente de um modo geral medíocre a nível nacional e internacional. Políticas feitas para agradar " Gregos e Troianos" (e aqui está outra vez a Grécia metida...), políticas sociais muitas vezes super-protectoras, políticas energéticas dependentes do petróleo e manutenção da especulação financeira. E o sistema não reagiu. Os sinais eram evidentes para quem se atrevesse a pensar um pouco além de amanhã. Para quem estivesse interessado em pensar além de amanhã. 
O sistema Ocidental faliu, tal como as suas economias. Num estranho fechar de ciclo, a Grécia, berço da civilização moderna e da democracia, parece ser o símbolo do esgotamento do seu antigo arquétipo.


A nós, enquanto portugueses, resta-nos à semelhança de um programa de recuperação de dependências, assumir que a razão de estarmos onde estamos hoje, é nossa culpa. A culpa não é do pai que nos batia, nem do árbitro que não marcou penalty. E começar a trabalhar num novo futuro para o país, que não envolva subsídios para tudo, nem desculpas para tudo.
E o mundo, esse precisa de forjar um novo arquétipo, porque não somos só nós que necessitamos de uma reestruturação profunda.

As minhas desculpas a todos, porque hoje aqui de aviação, apenas a foto.


quinta-feira, 3 de novembro de 2011

FWIT 2004 (M552 - 33AL/2011)


O FWIT - Fighter Weapons Instructor Traing, é um importante curso sobre o qual se pode ler aqui, relativamente ao realizado em 2010 na BA5 de Monte Real.
A filosofia e pressupostos a ele subjacentes, já em 2004 e vistos à luz do presente, serão certamente semelhantes, muito embora seja de admitir um processo evolutivo relativamente a táticas e procedimentos.
Seja como for, é o estabelecimento de um patamar importante na vida de um piloto de combate e é, obviamente, uma mais valia para uma esquadra e, por extensão, para uma arma aérea.
Desde que o F-16MLU foi introduzido na Força Aérea Portuguesa, inicialmente o núcleo MLU da Esquadra 201 - Falcões, como depois a Esquadra 301 - Jaguares e, mais recentemente, ambas as esquadras, têm integrado este exercício, mantendo-se ombro a ombro com o que de melhor se pensa e treina no domínio da aviação militar de combate.
Ficam algumas imagens, mais uma vez gentilmente cedidas pelo JPSimão, a quem o Pássaro de Ferro agradece, reconhecido, retratando então a primeira participação nacional com o já lendário F-16AM 15133!

 Linha de F-16 MLU multi-nações, com destaque para o nosso conhecido primeiro MLU, o 15133.

 O 33 na placa, "armado" com uma dupla de 9Li, AIM-120 e bombas de treino. 

O crew chief comunicando com o piloto, antes da saída do avião para mais uma missão.

 Planos primários para uma MK-82 e a cabeça de um 9Li.




 Sequência de saída e descolagem do 15133 para mais uma missão FWIT.

 Chegada do avião para o full stop na linha.

Chegada de um C-130 português de apoio ao destacamento nacional.

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