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quinta-feira, 7 de março de 2013

REABASTECIMENTO A QUENTE EM B-1 (M902 - 68PM/2013)


Foto: Johnathan Stefanko
O reabastecimento a quente, ou "hot pit refuel" foi já antes aqui tratado no Pássaro de Ferro, com os F-22 de Elmendorf no Alasca. Desta vez no entanto, foi a vez das equipas de manutenção da base de Dyess no Texas, aprenderem os procedimentos do método com os mecânicos da base de Ellsworth (Dakota do Sul), para os bombardeiros estratégicos B-1B Lancer.

Foto: Johnathan Stefanko
O reabastecimento a quente consiste na bombagem do combustível, para uma aeronave que mantém os motores em funcionamento e com a tripulação a bordo.
Sendo um procedimento novo para os B-1B, a técnica permite aumentar a longevidade das aeronaves e diminuir o tempo no solo entre saídas. Os procedimentos foram definidos pela 28ª Esquadra de Manutenção Experimental de Ellsworth, e estão agora a ser ensinados às esquadras operacionais.

Foto: Johnathan Stefanko
"Desta vez cortámos os motores de estibordo, para que os mecânicos pudessem ter acesso a esse lado da aeronave e abastecer" disse o Fur. Mark Moser, "é no entanto o suficiente para que a tripulação do avião tenho os sistemas essenciais ativos, em vez de estarem desligados, diminuindo o tempo necessário para uma nova partida". 
Além da óbvia poupança de tempo entre saídas, os componentes da aeronave são preservados, requerendo menor manutenção ao longo do tempo: "Pensem no processo, como ligar e desligar uma lâmpada milhares de vezes. Quanto mais vezes se efetuar o processo, mais rapidamente ela se estraga" referiu o 2Sar Ryan Walker, " passa-se o mesmo com os componentes do B-1: quanto menos vezes for necessário desligar um componente, menos provável é que ele falhe" concluíu.
O reabastecimento a quente permite ainda diminuir a quantidade de combustível abastecida de cada vez, diminuindo assim o peso da aeronave e por consequência as tensões aplicadas nos materiais, contribuindo também desse modo para o aumento da sua longevidade.
No final, poupa-se tempo, dinheiro e horas de manutenção, cruciais para aeronaves que já cá andam desde os anos 80.

Fonte: USAF
Adaptação: Pássaro de Ferro

terça-feira, 27 de novembro de 2012

P-8A POSEIDON GANHA ESPAÇO NA US NAVY (M775 - PM127/2012)

Uma das aeronaves de teste lança um torpedo    Foto: US Navy/Greg Davis
Um dos primeiros P-8A Poseidon junto a um P-3C Orion em Corpus Christi, Texas   Foto: US Navy/Richard Stewart
O Ten Stephen Bruner (dir) piloto do P-8 mostra o cockpit do avião  Foto: US Navy/Richard Stewart
A TenCor Colette Lazenka coordenadora tática da esquadra mostra as novas capacidades da aeronave Foto:USNavy/Richard Stewart
O simulador de voo do P-8 Poseidon               Foto: US Navy/Greg Johnson

No passado dia 15 de novembro de 2012, foi entregue oficialmente à Marinha norte-americana (US Navy) o quinto P-8A Poseidon de produção.
A aeronave agora entregue, pertence ao lote inicial de 24 unidades encomendado à Boeing durante 2011 e 2012.
O substituto natural do atual P-3C em uso nos EUA nas funções de patrulhamento marítimo, é baseado no 737 civil e promete revolucionar o modo como os seus operadores passarão a treinar, utilizar e destacar forças, ao cumprir simultaneamente funções de vigilância, reconhecimento e intelligence.
Fornece maior capacidade de combate, com menos necessidade de infraestruturas, podendo projetar força em qualquer parte do mundo com maior interoperabilidade com unidades de superfície e veículos não tripulados.
O contrato com a Boeing prevê ainda treino de tripulações pessoal de manutenção, apoio logístico, sobressalentes, equipamento de suporte e ferramentas.
A US Navy tem planos para a aquisição de um total de 117  P-8 Poseidon. 


Um P-8A Poseidon do VP30 captado ao sobrevoar o porta-aviões USS Harry Truman  Foto: US Navy/Mike DiMestico

Fonte: US Navy

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

A HOLANDA E O F-35 LIGHTNING II (M587 - 6PM/2012)

Linha de  produção de F-35 em Fort Worth, EUA               Foto: Lockheed Martin

Enquanto a Lockheed Martin anuncia os avanços no programa de testes e a entrega dos primeiros F-35 a unidades operacionais, nalguns dos países pertencentes ao consórcio, que irão fabricar componentes e utilizar o aparelho nas suas forças aéreas, o projeto está ainda rodeado de dúvidas.
A Holanda é um desses países e o seu Ministro da Defesa, Hans Hillen, visitou recentemente as instalações da Lockheed Martin, não fugindo a qualquer dos assuntos "bicudos" relacionados com o F-35 Lightning II:

Preço: "O preço e os rumores acerca de problemas técnicos. São verdadeiros? Se não são, porque continuam a subsistir?" foram as primeiras questões colocadas pelo MD Holandês. E estes pontos são tão mais importantes, quando a decisão final de adquirir o modelo para a FA Holandesa ainda não foi tomada, apesar de estar em produção o primeiro protótipo de testes destinado à Holanda, que Hans Hillen teve até oportunidade de autografar.

Atrasos: "Os atrasos não nos afetam especialmente, uma vez que ainda não fizemos a encomenda" comentou Hans Hillen, " a nossa maior dor de cabeça será mesmo convencer a maioria dos cidadãos holandeses e do parlamento, a escolher este excelente avião como sucessor do F-16".

Encomenda: Presentemente a aquisição do F-35 pela Holanda, está longe de ser consensual. Hans Hillen reafirma que "a Holanda pode fazer muito mais dinheiro com este projeto, do que alguma vez ele venha a custar. Cria grandes oportunidades para a indústria holandesa: postos de trabalho e também inovação"


A aplicação dos painéis stealth na fuselagem       Foto: Lockheed Martin

Além de visitar a Lockheed Martin, Hans Hillen encontrou-se também com o seu homólogo Norte-Americano Leon Panetta. Enquanto isso, Barack Obama anunciou recentemente uma nova estratégia de defesa para os EUA, que passará a valorizar mais a Ásia e o Pacífico em detrimento da NATO e Europa. Acerca disso Hillen comentou que "a Europa só se pode culpar a si própria. Estamos sempre a confiar nos americanos para resolver muitos dos nossos problemas. Estarão eles a testar-nos até certo ponto? Sim. Mas não acredito que estejam a colocar a Europa de lado. Pelo contrário. Encaram o valor criado pela nossa cooperação, como demasiado importante para ser deitado fora."

Num programa em que muito pouco é tido como certo, como é o F-35, a única certeza insofismável é porventura que muita tinta há-de correr ainda sobre o tema, tanto dentro como fora dos EUA.


Fonte: Radio Netherlands

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